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O cordel a seguir foi criado com base na vivencia e observação da escola Quitiliano Jardim, nas aulas da professora

Vania ou no recreio com os alunos os versos foram nascendo da

Vou bulindo nesse mundo


desde o dia que nasci
aprendendo um pouco aqui,
outro pouco acolá
escrevendo minha história
tecendo meu caminhar
como sou pássaro solto
nessas bandas vim parar
essa é a minha história,
que deixou de ser só minha
quando eu me decidi
um professor me tornar
foi então que eu entendi
que essa missão dolorida
que pra alguns não vale nada
pra outros é a própria vida

Inda quando era menino


lombriguento no Pará eu vivia
me indagando vivia a me perguntar
Pra que diacho serve escola?
Porque tenho que estudar?
Minha mãe inté dizia
- Menino estudo é tesouro
que ninguém pode roubar.
Meu pai bem mais sisudo
falava do trabaiar
que pode ser mais maneiro
se o caboco estudar.

Estudei mei sem vontade


mei que aos tranco e barranco
tinha medo de matemática
detestava os catetos
raiva da hipotenusa
mas eu tinha uma paixão a história.
A minha musa
Que me deixava enfeitiçado
igualmente uma medusa

E quando o professor butava


as caravela em alto mar
e os marujo perdido
querendo terra encontrar
eu botava meu ouvidos
atentos a escutar
e dizia pra mim mesmo
inté que é legalzim
esse trem de estudar.

Foi essa paixão primeira


esses deslumbre encantamento
que me botou na faculdade
com muito contentamento
pra ser professor de historia
e seguir o meu intento
de encantar os meus alunos
e despertar seu pensamento
de ensina-los a contemplar
e também se revoltar
de leva-los por ai pra
passear em alto mar

Mas a viagem é conturbada


e o navio ta em pedaços
o capitão recebe mal
e vive de embaraços
aluguel atrasado
pagamento parcelado
vende o almoço pra jantar
grita na praça sozinho
olhando pro horizonte
não vê terra nem caminho
O calendário que antes
tinha aula e diversão
hoje é feito de greve
de greve e lamentação.

Conheci nesse ano


uma escola de céu cinzento
No recreio a meninada
toda presa num galpão
sem cor, sem vida
com pouca iluminação
um cercado de grade
separando dos jardins
os estudantes que agora
se divertem no celular
E que reclama todo dia
que a merenda nunca dar
Como é triste perceber
que as palavras de Darcy
tão cobertas de razão
já que nosso pais a crise da educação
Cada dia mostra ser
muito mais que um problema
um projeto de poder

Com esse quadro de tristeza


Chego até me perguntar
pra que serve a história?
pra aumentar nosso penar?
Já que vendo movimento
Sabemos onde vai dar?
E com as mãos amarradas
tão pouco posso fazer
e alguns sem condição
até para se manter
E definha a esperança
de vê no brasil florescer
educação e abundancia
e a sede de saber
as mentes sempre afiadas
com vontade de crescer

O professor de historia
Quase que uma ameaça
Luta mais que bravamente
Contra injustiça e a mordaça
que quer se estabelecer
ditando o que o professor
pode ou não vim a dizer.
Vê com lupa da historia
o movimento que ela faz
conhecer as ferramentas
se sentir um incapaz
Esse tem sido meu penar
o que me motiva e desanima
nesse negócio de estudar

A história é arma que salva


o cabra da ingenuidade
pode até não resolver mas
escancara a maldade
pode não da solução
mas forma o cidadão
com clareza de pensamento
e ponto de interrogação.
Que a história é filha e mãe
do homem que ela gestou
E no fio dessa navalha
que caminha o professor
entre a necessidade a opressão
e um bocado de amor
Descortinando a bagagem
Que a senhora humanidade
até hoje carregou.

Aprendi observando que apesar


de ser difícil
é na sala de aula
que se cria os artifícios
para enfrentar o problema
pra lhe dá com o sistema
e superar nossos dilemas
vi uma professora munida de canetão
falando das injustiças com fé e convicção
citando trabalhos novos
levantando questão
mesmo tendo no currículo
vinte anos de profissão
uma mulher que a cada ano
procura se renovar
aprendendo e ensinando
sem vontade de parar
E se ela tem vontade
tem paixão em ensinar
e gosta de aprender
e se arrisca em pesquisar
imagine se o governo
arresolve ajudar
pagando professor em dia
investindo em formação
melhorando as estruturas
financiando a condição
encontraremos um caminho
e resolvemo a educação.

Um dia a academia
será uma extensão da escola
andando de mãos dadas
mais grudadas que nem cola
falaremos a mesma língua
e a nossa formação
não será tão distante
de toda situação
Já tem tempo que se discute
qual seria o ideal
pra formar um professor
de tal modo especial
que a pratica abrace
com desejo a teoria
como essa rima mambembe
abraça minha poesia