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Técnico de

Enfermagem
Módulo II

Materno Infantil

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TÉCNICO EM ENFERMAGEM
Materno Infantil

SUMÁRIO

Introdução a
Enfermagem materno infantil...........................................................................................................03
Ginecologia/ Fisiologia da menstruação ....................................................................................04
Alterações ciclicas do útero, mamas e ciclo
menstrual........................................................... ..........05
Disturbios
menstruais ........................................................................................................................06
Anamnese e exame ginecológico ......................................................................................................08
Alterações vulvares, vaginais e uterinas ...........................................................................................15
Alterações tubárias, ovarianas e mamárias .......................................................................................24
Doenças sexualmente transmissíveis ................................................................................................32
Introdução a Obstetrícia/ Fisiologia da sexualidade...................................................................... 44
Alterações Fisiológicas...................................................................................................................... 48
Partos................................................................................................................................................. 50
Assistência de Enfermagem nos períodos do parto.......................................................................... 55
Climatério e Menopausa / métodos contraceptivos........................................................................... 58
Introdução a Neonatologia / Classificação do recém-nascido........................................................ 69
Assistência de Enfermagem ao recém-nascido................................................................................. 70
Assistência de Enfermagem ao recém-nascido no alojamento conjunto.......................................... 77
Assistência de Enfermagem ao recém-nascido portador de patologias prevalentes......................... 79
Fototerapia......................................................................................................................................... 81
Introdução a Pediatria / Conceitos básicos.................................................................................... 83
Fases do desenvolvimento da criança............................................................................................... 83
Adolescência e Puberdade................................................................................................................ 87
Doenças prevalentes da criança e Adolescente................................................................................ 89
Distúrbios alimentares na adolescência............................................................................................ 92
Drogas e adolescência...................................................................................................................... 93
Programa Nacional de Imunização (PNI)......................................................................................... 95
Anexos.............................................................................................................................................. 98
Referências Bibliográficas.............................................................................................................. 100

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TÉCNICO EM ENFERMAGEM
Materno Infantil

Enfermagem Materno - Infantil

Introdução

Pensar uma nova sociedade é pensar sobre a mulher, sua saúde e o seu concepto, em que o eixo
central seja a qualidade de vida do ser humano desde o seu nascimento.
A área técnica de Saúde da Mulher é responsável pelas ações de assistência ao pré-natal, incentivo
ao parto natural e redução do número de cesáreas desnecessárias, redução da mortalidade materna,
assistência ao climatério, planejamento familiar, assistência às mulheres negras, enfrentamento da
violência contra a mulher, assim dá-se uma assistência integral à mulher.
A gravidez e o parto são acontecimentos sociais, correspondem a um processo singular e especial, o
qual envolve a vivência reprodutiva de mulheres e homens, integrando também suas famílias e
comunidade . A assistência à gestante e ao recém-nascido deve ser proporcionada por uma equipe,
na busca da humanização da assistência perinatal ao binômio mãe-bebê .
Os profissionais de saúde desempenham importante papel nessa experiência. Possuem assim
oportunidade única de utilizar seu conhecimento para assegurar o bem-estar da mulher e do bebê,
reconhecendo os momentos críticos em que suas intervenções são necessárias.

Definição

A especialidade de enfermagem que se dedica a cuidados da mulher durante sua gravidez,


partos e cuidados com seu recém-nascido.
A assistência de Enfermagem Materno-infantil temo como objetivo descrever os sinais e sintomas da
gestação; as características com relação ao feto e à gestante durante cada etapa do desenvolvimento;
patologias mais frequentes; os tipos de parto e suas etapas; a assistência ao pré-natal, assistência à mãe
e ao recém-nascido, proporcionando assim um atendimento completo ao binômio mãe e filho.

Ginecologia (Fisiologia da Menstruação)

Ciclo Menstrual:

É o intervalo de tempo entre o primeiro dia de uma menstruação e a véspera do primeiro dia da
próxima menstruação. Geralmente é de 28 a 30 dias, mas pode chegar a 45 dias, sem que isto
represente uma anormalidade.

Menstruação:
É a perda sanguínea vaginal periódica cíclica, com duração de 3 a 5 dias. O mecanismo menstrual é
um processo complexo de inter-relações neuroendócrinas. Podemos dividir didaticamente o ciclo
menstrual em 3 fases:

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1ª Fase: fase proliferativa folicular ou estrogênica: começa no primeiro dia do ciclo até a ovulação.
Nesta fase, de duração do variável, ocorre proliferação do endométrio, desenvolvimento folicular
sob a ação da FSH e produção de estrogênio pelo folículo maduro.
2ª Fase: fase da ovulação. Ocorre entre o 12º e 16ª dia do ciclo.
3ª Fase: fase secretora luteínica ou progesterônica: começa com a ovulação e vai até a próxima
menstruação. Nesta fase as glândulas do endométrio secretam nutrientes, o corpo lúteo é formado e,
sob a ação do Hormônio luteinizante (LH), produz grande quantidade de progesterona.

O eixo Hipotálamo-Hipófise-Ovariano

Hipotálamo: produz um hormônio chamado de hormônio de liberação de gonadotrofinas. É


transportado à hipófise anterior, através do sistema porta-hipotalâmico-hipofisário, onde provoca a
liberação das gonadotropinas hipofisárias: o hormônio folículo estimulante (FSH) e o hormônio
luteinizante (LH).

Hipófise: a hipófise anterior secreta, durante o ciclo menstrual, 3 gonadotrofinas: o FSH, LH e a


Prolactina.

- FSH é responsável pelo crescimento do folículo ovariano.

- LH estimula a secreção do estrogênio pelo folículo em crescimento. A hipófise anterior eleva


bruscamente a produção de LH na véspera da ovulação, sendo este o fator para ocorrência da
ovulação. O estrogênio em pequena quantidade e a progesterona em grande quantidade inibem a
produção de FSH e LH. Esse efeito de retroalimentação parece agir principalmente através da ação
destes hormônios sobre o hipotálamo.

- Prolactina tem papel discutível no ciclo menstrual. Provavelmente seria responsável , assim como
o LH, pela secreção do estrogênio e progesterona pelo corpo lúteo e, na gravidez, parece exercer
influência na manutenção do corpo lúteo.

Ovários:

No início de cada ciclo menstrual, as concentrações de FSH e LH aumentam, sendo que o aumento
do FSH precede em alguns dias o do LH. Esse aumento causa o aumento das células granulosas e
das células tecais em cerca de 20 folículos ovarianos por ciclo. Essas células secretam um líquido
folicular que contém elevada concentração de estrogênio.
O acumulo desse líquido nos folículos faz com que apareça um antro no interior da massa das
células granulosas.
As células granulosas e tecais continuam proliferando e acelera-se o ritmo de secreção e cada
folículo em crescimento torna-se um folículo vesicular. Á medida que o folículo aumenta de
tamanho, as células granulosas continuam a desenvolver-se e a proliferar-se em um pólo do
folículo. O óvulo localiza-se nesse ponto. Alguns dias depois, um dos folículos começa a crescer
mais do que os outros que começam a involuir, tornando-se atrésicos. Esse único folículo cresce,
atingindo um tamanho entre 1 e 1,5 cm por ocasião da ovulação.
Em torno do 14º dia do ciclo, o folículo maduro está próximo á superfície do ovário, na qual
determina uma proeminência de forma esférica. Através de processos enzimáticos, a parede
folicular é fragilizada e se rompe, saindo um líquido viscoso que ocupava a porção central do

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folículo e que é derramado no abdome. Este líquido contém o óvulo, circundado por vários milhares
de pequenas células granulosas denominadas de coroa radiada.
O LH é essencial à fase final do crescimento folicular e a ovulação. Por este motivo, sua produção
pela hipófise anterior aumenta em até dez vezes, atingindo o seu pico cerca de 18 horas antes da
ovulação. Ao meso tempo, a produção do FSH é aumentada e ambos os hormônios agem
sinergicamente, causando rápida evolução do folículo do período pré-ovulatório.
Durante as primeiras horas após a ovulação, as células granulosas restantes do folículo sofrem
rápidas alterações, transformando-se no corpo lúteo. As células do corpo lúteo começam a secretar
grande quantidade de progesterona e quantidade menor de estrogênio.
O corpo lúteo cresce aproximadamente 1,5 cm entre 7 e 8 dias após a ovulação, e começa a involuir,
tornando-se o corpo lúteo atrésico cerca de 12 dias após a ovulação.
A grande quantidade de progesterona e estrogênio secretados pelo corpo lúteo causam um efeito de
retroalimentação negativa ( Feedback), diminuindo a secreção, tanto do FSH quanto do LH pela
hipófise anterior. Portanto, durante este período não crescem novos folículos no ovário. E assim que
ele degenera, ao final de 12 dias após a ovulação, a falta da supressão da retro alimentação permite
que a hipófise anterior secrete quantidade maior de FSH e, alguns dias depois, de LH, que inicia o
crescimento de novos folículos, recomeçando um novo ciclo ovariano. Ao mesmo tempo, ocorre a
menstruação por insuficiência de progesterona e estrogênio.

Alterações cíclicas do colo uterino, endométrio, trompas e mamas durante o ciclo menstrual

Colo uterino – próximo da ovulação, o muco cervical torna-se mais fluído com a capacidade de
formar fios quando distendidos para facilitar a passagem dos espermatozóides para a capacidade
uterina. O muco cervical também apresenta cristalização da fase estrogênica.

Endométrio – no ciclo menstrual normal, também chamado de ovulatório, o endométrio apresenta 2


fases:

- 1ª Fase - a fase proliferativa ou estrogênica. O endométrio é formado histologicamente por duas


camadas: a camada funcional sofre várias alterações durante o ciclo menstrual e se desprende em
grande parte durante a menstruação. No início do ciclo menstrual, sob influência do estrogênio, a
camada funcional começa a desenvolver-se à custa do estroma e das glândulas que crescem a partir
da camada basal. A superfície do endométrio é rapidamente reepitelizada dentro de 3 a 7 dias após o
início da menstruação, e aumenta consideravelmente sua espessura, chegando a medir 2 a 3 mm por
ocasião da ovulação.

- 2ª Fase – fase secretora ou progesterônica.


Após a ovulação, a progesterona e o estrogênio são secretados em grandes quantidades pelo corpo
lúteo. Nesta fase, o estrogênio causa uma leve proliferação adicional do endométrio, enquanto a
progesterona causa acentuada inchação e desenvolvimento de sua capacidade secretora. A espessura
do endométrio chega a medir de 4 a 6 mm no final do ciclo menstrual. Estas alterações endometriais
têm a finalidade de criar um endométrio com grande capacidade secretora contendo grande reserva
de nutrientes, proporcionando assim, condições adequadas à implantação do ovo.
Depois do 25º dia do ciclo menstrual, o corpo lúteo começa a involuir, devido a que da brusca e
acentuada de 50% da concentração de estrogênio . então ocorre a menstruação devido a
insuficiência hormonal no endométrio. Se ocorrer a fecundação durante o ciclo menstrual, o
endométrio se manterá e se desenvolverá acentuadamente, servindo de leito para a implantação do
ovo. O corpo lúteo se transformará em corpo lúteo gravídico e começara a secretar estrogênio e
progesterona em grande quantidade, sustentado assim o endométrio.

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Trompas – próximo da ovulação, as células ciliadas são maiores e o movimento ciliar é intenso,
exercendo papel importante na migração do ovo. Observa-se também o desenvolvimento acentuado
das células não ciliadas ou secretoras, cuja produção nesta fase é muito importante, porque contém
substâncias nutritivas para o ovo durante sua migração para o útero.

Mamas – no período pré-menstrual, observa-se aumento do volume, assim como a turgência das
mamas, às vezes acompanhada de sensibilidade (dolorosa). Após a menstruação, estes sinais
desaparecem espontaneamente.

Distúrbios Menstruais

A menstruação é um processo fisiológico na mulher em idade fértil, mas este processo pode sofrer
alterações. Estas alterações podem ser classificadas da seguinte maneira:

Classificação dos distúrbios menstruais

a) Quanto à duração:
- hipermenorréia
- hipomenorréia

b) Quanto à quantidade
- menorragia
- oligomenorréia

c) Quanto ao intervalo
- proiomenorréia
- polimenorréia
- opsomenorréia
- espaniomenorréia

d) Menóstase

e) Metrorragia
f) Amenorréia
g) Dismenorréia

Significado dos distúrbios menstruais:

1. Hipermenorréia – quando a menstruação dura mais de 5 dias.


2. Hipomenorréia – quando a menstruação dura menos de 2 dias.
3. Menorragia – hemorragia durante o período menstrual. Pode se devido a alterações endócrinas,
doenças inflamatórias, tumores benignos ou malignos ou estresse emocional.
4. Oligomenorréia – é a diminuição da quantidade do fluxo menstrual.
5. Proiomenorréia – é quando ocorre um ciclo a cada 15 dias. Geralmente é devida a ciclo
anovulatório. Não há o corpo lúteo e, portanto não há fase secretória do endométrio.

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6. Opsomenorréia – é a diminuição das freqüências dos ciclos menstruais, quando ocorrem a


intervalos superiores a 35 ou 40 dias.
7. Espaniomenorréia – quando este intervalo se prolonga por 2 ou 3 meses. As menstruações
escassas e muito espaçadas geralmente são devidas a insuficiência hipófiso-gonadal e pode ser o
começo de uma amenorréia definitiva, ocorrendo antes dos 40 anos, caracterizando a menopausa
precoce.
8. Menóstase – é a suspensão brusca da menstruação, antes do tempo normal para o seu término.
Pode ocorrer devido a fortes emoções.
9. Metrorragia – hemorragia fora do período menstrual (hemorragia intermenstrual). Geralmente é
sintoma de alguma patologia com tumores benignos ou malignos, do útero ou dos anexos.
10. Amenorréia – ausência de menstruação. Quanto à época de aparecimento pode ser:
a) Primária: quando completados 18 anos de idade e a menarca não suegiu.
b) Secundária: quando na vigência de ciclos regulares, a menstruação falta por dois ou três ciclos
consecutivos.
- Psicogênico: pequenas alterações emocionais.
- Constitucional: distúrbios de metabolismo e da nutrição. Ex: diabetes, obesidade, tuberculose.

Do ponto de vista etiopatogênico, a amenorréia pode ser classificada em fisiológica e patológica.

a) Fisiológica: é a que decorre da gravidez ou lactação.


b) Patológica: decorre de alterações orgânicas ou funcionais do útero, ovário, hipófise e hipotálamo:
- Infecções ou destruição do endométrio.
- Ausência de ovário.
- Ovários hiperfuncionantes.
- Ovários hipofuncionantes.
- Tumores ovarianos malignizantes.
- Patologias que acometem a hipófise ou o hipotálamo.
- Conduta médica. O tratamento será conforme a causa:
- Psicoterápico.
- Hormonoterápico.
- Outros

11. Dismenorréia
A dismenorréia é a menstruação dolorosa.
Incidência: é a mais comum entre os 18 e 25 anos, diminuindo de intensidade e desaparecendo
depois. Melhora com a atividade sexual, gravidez e parto. Embora essa melhora posse ser devida ao
fator psicogênico, é certo que a gravidez aumenta o útero e o parto dilata o colo.
Pode ser:
- Primaria: quando se inicia desde a menarca, ou algum tempo após, como é mais comum.
- Secundária: quando surge em qualquer época do menarcme (período compreendido entre a
menarca ou 1ª menstruação e a menopausa ou última menstruação) precedida por menstruações
indolores.
- Fatores predisponentes:
- Fator hormonal – a progesterona causaria espasmo do colo uterino no fim da fase lútea, no início
do fluxo menstrual.
- Fator hipoplásico – o útero hipoplásico, por imaturidade e aumento do tecido fibroso, apresenta
as condições para a contração dolorosa.
- Fator muscular – representado por contrações uterinas, incoordenadas.
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- Fator vascular – representado por isquemia devido a vasoconstrição, com conseqüente dor
semelhante à da angina.
- Fator nervoso – representado por imaturidade das fibras nervosas uterinas.
- Fator psicogênico – representado por inúmeros casos que reforçam esse fator.
- Fator endometrial – representado pela eliminação de grandes fragmentos do endométrio com dor
tipo cólica.
- Sintomatologia
- Dor em cólica cíclica, geralmente em baixo-ventre, podendo irradiar-se para a região lombar e
coxas. Pode ser bastante, com calafrios, cefaléias, náuseas e vômitos, palidez.

Anamnese e exame ginecológico

A consulta consta basicamente de entrevista ou anamnese e do exame físico, a partir dos quais surge
a hipótese diagnóstica, que em alguns casos será confirmada por exames complementares.
A anamnese e o exame ginecológico não devem ser reduzidos apenas à queixa ginecológica e ao
exame dos órgãos genitais, pois se sabe que muitas vezes o ginecologista é o médico assistente
daquela paciente e nem sempre o exame pélvico é o elemento mais importante que permite o
diagnóstico da doença que a acomete.
O exame ginecológico consta de exame físico geral, exame físico especial (mamas, axilas, baixo-
ventre e regiões inguino-crurais), exame genital (avaliação de órgãos genitais externos e internos -
exame especular e toque genital, vaginal e retal) e exames complementares.
Deve-se estabelecer uma boa relação médico–paciente, criando um vínculo que permita, além de
abordar as queixas da paciente e realizar o exame físico sem causar maior desconforto ou
constrangimento, ter uma idéia global das condições biopsicossociais da paciente.

Anamnese

A relação médico-paciente é extremamente importante na anamnese. A consulta ginecológica não


significa apenas a anotação fria dos dados fornecidos pela paciente e aqueles colhidos pelo médico;
ela exige uma perfeita interação entre o médico e a paciente, desde a sua chegada até o momento de
sua saída.
Todos os itens da anamnese citados abaixo são importantes e devem ser pesquisadas com atenção.

Identificação: devemos obtê-la através dos dados da idade, cor, estado civil, profissão, endereço,
local de origem, nível sócio-econômico.

Queixa principal e história da doença atual: serão investigadas em profundidade, procurando


saber seu início, duração e principais características a ela relacionadas.

Antecedentes gineco-obstétricos: desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, menarca,


ciclo menstrual (detalhar alterações), data da última menstruação, presença ou não de dismenorréia
e tensão pré-menstrual, número de gestações e paridades com suas complicações, atividade sexual e
métodos de anticoncepção, cirurgias, traumatismos, doenças, DST e AIDS.

História pessoal ou antecedentes: investigar quais as doenças apresentadas pela paciente durante
sua existência – passado e presente.

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História familiar: antecedentes de neoplasia ginecológica (mama, útero, ovário) ; antecedentes de


osteoporose; em algumas situações idade da menarca e menopausa materna e de irmãs.

Revisão de sistemas: problemas intestinais, urinários, endócrinos e em outros sistemas.

Exame físico

Exame físico geral: Um exame geral completo é tão importante em ginecologia como em qualquer
outro ramo da medicina. Embora o exame ginecológico seja dirigido naturalmente para a mama e
órgãos pélvicos e abdominais, ele deve incluir uma observação geral do organismo.

Exame do abdômen: A importância de se examinar o abdômen se explica pela repercussão que


muitas patologias dos órgãos genitais internos exercem sobre o peritônio seroso e alguns dos órgãos
viscerais.

Exame das mamas:

As mamas devem ser inspecionadas com a paciente sentada, com os braços pendentes ao lado do
corpo (inspeção estática). A palpação das mamas abrange o exame dos linfonodos das cadeias
axilares, que deve ser realizado com a paciente na posição sentada. Após examinar toda a mama, o
mamilo deve ser espremido delicadamente para determinar se existe alguma secreção.
Devem ser relatadas as seguintes alterações: presença de nódulos, adensamentos, secreções
mamilares ou areolares, entre outras.
Nas mulheres submetidas à mastectomia, deve-se examinar minuciosamente a cicatriz cirúrgica e
toda a parede torácica.

Exame ginecológico

A posição ginecológica ou de litotomia é a preferida para a realização do exame ginecológico.


Coloca-se a paciente em decúbito dorsal, com as nádegas na borda da mesa, as pernas fletidas sobre
as coxas e, estas, sobre o abdômen, amplamente abduzidas.

O exame dos órgãos genitais deve ser feito numa seqüência lógica:
a) órgãos genitais externos- vulva
b) órgãos genitais internos- vagina, útero, trompas e ovários

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Exame dos órgãos genitais externos

Pelo risco de contaminação do examinador e da paciente sugerimos que este exame seja efetuado
com luvas (preferentemente as estéreis, descartáveis e siliconizadas). Estas deverão ser mantidas
durante todo o exame e trocadas quando da realização do exame especular e toque vaginal.
A inspeção dos órgãos genitais externos é realizada observando-se a forma do períneo, a disposição
dos pêlos e a conformação externa da vulva (grandes lábios), afastando-os. Desta forma
visualizamos a face interna dos grandes lábios e o vestíbulo, hímen , pequenos lábios, clitóris e
meato uretral.

Exame dos órgãos genitais internos

Citologia Oncótica (Papanicolau)

O teste de Papanicolau é um exame ginecológico de citologia cervical de realizado


como prevenção ao câncer do colo do útero.
Seu nome traz a identidade de seu idealizador, o médico grego Geórgios Papanicolau, considerado o
pai da citopatologia.
O exame deve ser realizado em todas as mulheres com vida sexual ativa ou não, pelo menos uma
vez ao ano. Após três exames anuais consecutivos normais, o teste de Papanicolau pode ser
realizado com menor freqüência, podendo ser, em mulheres de baixo risco, até a cada três anos, de
acordo com a análise do médico, porém mulheres com pelo menos um fator de risco para câncer do
colo uterino devem continuar se submetendo ao exame anual.
É realizado através de um instrumento denominado especulo,podendo ser metálicos ou de plástico,
descartáveis, apresentando quatro tamanhos: pequeno (nº 1), médio (nº 2) ou grande (nº3). Deve-se
escolher sempre o menor espéculo que possibilite o exame adequado, de forma a não provocar
desconforto na paciente.
O material é inicialmente disposto sobre uma superfície . Ao abrir o campo estéril, o qual contém o
espéculo e a pinça Cheron, se procederá à disposição organizada do material sobre o campo.

Classificação e interpretação do Papanicolau


Classe I - células normais
Classe II - células geralmente inflamatórias, sem mais malignidade
Classe III - células atípicas, suspeitas de malignidade, mas sem indício de positividade.

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Dividi-se em:
- displasia leve.
- displasia moderada.
- displasia acentuada.
Ca in situ (Classe IV) - células atípicas sugestivas de malignidade.
Conduta médica:
Na Classe III – tratar de repetir o exame em 30 dias. Persistindo o quadro, realizar biópsia.
Em Ca in situ – realizar biopsia. Provavelmente será realizada cirurgia.

Teste de Schiller

O teste de Schiller é um exame de diagnóstico que consiste em colorir a região interna da vagina e
do colo do útero com uma solução iodada, a fim de observar a integridade do epitélio desta região.
Ele geralmente é feito durante a colposcopia, quando o exame papanicolau mostra alguma
alteração.
Quando o teste de Schiller for positivo, significa que a solução não conseguiu cobrir toda a área e
há alguma alteração, dando um resultado patológico. Quando o teste de Schiller der negativo,
significa que a solução foi capaz de cobrir toda a área sem mostrar alterações, dando um resultado
normal.

Colposcopia

Colposcopia é um exame que permite visualizar a vagina e o colo do útero através de um aparelho
chamado colposcópio. Estes exames são grandes aliados no diagnóstico e tratamento do HPV,
Human Papiloma Vírus, da vagina e do colo do útero. A colposcopia é indicada nos casos de
resultados anormais do exame de papanicolau para se identificar as lesões precursoras do câncer de
colo de útero.
Este aparelho permite o aumento de 10 a 40 vezes do tamanho normal.
O exame é realizado no próprio consultório médico com a paciente na mesa de exame. Após colocar
o espéculo vaginal o médico examina a vulva, a vagina e o colo do útero com o colposcópio.

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Espéculo Vaginal Colposcópio

As imagens obtidas são de grande aumento permitindo verificar pequenas alterações impossíveis de
serem vistas a olho nu.

Colo Normal Colo com alterações

Palpação Bimanual em Ginecologia (toque vaginal)

O toque vaginal é um estágio da avaliação ginecológica cada dia mais praticado. As unidades
destinadas às mulheres em processo de parto e nascimento recebem as gestantes com estado
emocional e grau de preparação extremamente variável.
O exame do toque vaginal é realizado após o exame físico da gestante, estimando a progressão do
processo de parto e nascimento, avaliando as alterações da cérvice, confirmando o estado das
membranas amnióticas, identificando a posição e possível descida do feto.
O exame em estudo é um importante meio de diagnóstico, dessa forma é utilizado para a detecção
precoce do estado gestacional, e pode ser feito durante toda assistência de pré-natal, quantas vezes
forem necessárias, desde que a gestante seja informada o motivo de sua realização.

Mamografia

A mamografia é um exame de raio-x que serve para visualizar a região interna das mamas, que deve
ser realizado em todas as mulheres com idade igual ou superior a 40 anos. Através da análise dos
seus resultados, o médico poderá identificar lesões benignas e até mesmo o câncer de mama
precocemente, aumentando suas chances de cura.
A idade indicada para realizar a mamografia é ao completar 40 anos. Se o exame não apresentar
alterações, ela poderá repeti-lo anualmente a partir desta idade. Mas se houver alguma alteração nos
resultados, o médico poderá requisitar novos exames antes da data prevista.Mulheres com casos de
câncer de mama na família (mãe, irmã, avó, tia) devem realizar a mamografia a partir dos 35 anos
de idade.

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Ultrasonografia Obstétrico

O objetivo da ultra-sonografia obstétrica é auxiliar o médico no acompanhamento do crescimento


do feto, planejamento dos exames pré-natais e a previsão da data do parto.
Nele são realizadas medidas do bebê, avaliação dos órgãos internos do feto, da placenta e da
quantidade de líquido amniótico.
Esse recurso é importante durante a gestação e por isso deve ser feito o mais cedo possível, assim
que a gravidez for constatada, pois revela ao médico se o pequeno feto está bem acomodado na
parede do útero, ou se há mais de um bebê sendo gerado.

Aparelho de Ultrasson Imagens Ultrassônicas convencional

Ultrasonografia em 3D (tridimensional)

O ultrassom em 3-D mostra imagens do bebê em três dimensões, sendo possivel visualizar detalhes
de sua face . A ultrassonografia em 4-D (que conta o tempo como a quarta dimensão) mostra essas
mesmas imagens, só que em movimento.
Com os ultrassons em 3-D e 4-D, o que se enxerga é a pele que cobre o bebê. É possível ver o
formato do nariz e da boca, observar um bocejo ou vê-lo colocando a língua de fora. Dá para ver até
se ele se parece mais com a mãe ou com o pai.
Do ponto de vista médico, os benefícios dos ultrassons em 3-D e 4-D parecem ser limitados em
relação ao ultrassom comum. Às vezes eles podem ser úteis para mostrar mais detalhes sobre
alguma anormalidade já detectada. Também ajudam a diagnosticar problemas como o lábio

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leporino, para preparar a família e já deixar os médicos prontos para uma eventual cirurgia depois
do parto. O ultrassom em 3-D também pode ser útil para avaliar o coração e outros órgãos internos.
Esse tipo de ultrassom é tão seguro quanto a ultrassonografia comum. A imagem é formada na
verdade por uma composição de imagens bidimensionais.
A melhor fase para fazer um ultrassom em 3-D ou 4-D é entre 26 e 30 semanas de gravidez. Antes
disso o bebê tem pouco tecido adiposo sob a pele, ou seja, é magrinho demais, e os ossos do rosto
ficam muito visíveis. Depois de 30 semanas, pode ser que a cabeça fique numa posição difícil de
alcançar, muito afundada na sua pelve, e o ultrassonografista pode ter dificuldade em obter uma boa
imagem.
Um truque é levar alguma coisa doce para comer, como uma bala ou chocolate, para tentar "forçar"
o bebê a se mexer e mudar de posição na hora do exame, se necessário.
Nesse tipo de ultrassom também é possível visualizar com detalhes o sexo do bebê.

Aparelho de Ultrason 3D Imagens Ultrasônicas tridimensional

Outros exames

BIÓPSIAS

As biópsias mais realizadas em ginecologia são as seguintes:


- Biópsia de mama – indicada quando existe formação tumoral, ou espessamento suspeito do
parênquima.
- Biópsia de endométrio – indicada no estudo da fisiologia e na pesquisa de esterilidade.
- Biópsia de gônadas – indicada nos casos de intersexuais.
- Biópsia de colo uterino – indicada em presença de lesões, suspeitas de malignidade.
- Biópsia de vulva – indicada em ulcerações, alterações da pele e tumores dos genitais
externos.

DOSAGENS HORMONAIS

A dosagem hormonal é solicitada para a avaliação do funcionamento das glândulas de secreção


interna integrantes do aparelho genital ou com ele relacionadas ; geralmente são solicitados os
seguintes exames:
- Dosagem de gonadotropinas hipofisárias (FSL, LH, Prolactina)
- Dosagem de gonadotrofina coriônica placentária (HCG)
- Dosagem de estrogênio e progesterona
- Dosagem de pregnandiol (forma de eliminação da progesterona)
- Dosagem dos cetosteróides (forma de eliminação dos androgênios)

TESTE PARA DIAGNÓSTICO DA GRAVIDEZ

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Os testes endócrinos para diagnóstico de gravidez baseiam-se na detecção da gonadotrofina


coriônica humana (HCG) na urina (Pregnosticon) ou no sangue (beta HCG ou B-HCG).
Para o exame urinário, deve-se utilizar a primeira urina, pela manhã, por esta estar mais
concentrada.

Alterações vulvares, vaginais e uterinas

As doenças da vulva são causa relativamente freqüente de visitas ao ginecologista. Contudo, a


maioria dos profissionais tem dificuldades em seu manejo, principalmente no que diz respeito às
formas recorrentes e crônicas. Os sintomas mais freqüentes são prurido, dor, irritação, tumoração e
ulceração, e estão freqüentemente associados a práticas pessoais inadequadas, como exposição a
agentes irritantes. A grande maioria das mulheres com queixas vulvares experimenta uma série de
medicações sem receita antes de consultar seu médico, o que prolonga ainda mais os sintomas.

Vulvovaginites

Definição
É uma inflamação ou infecção da vulva e vagina.

Etiologia
A vulvovaginite pode afetar mulheres de todas as idades e é extremamente comum. Pode ser
causada por bactérias, fungos, vírus e outros parasitas. Algumas infecções sexualmente
transmissíveis (ISTs) também podem causar a vulvovaginite, bem como diversas substâncias
químicas encontradas em espumas de banho, sabonetes e perfumes. Fatores ambientais como
higiene inadequada e alérgenos também podem causar a doença.
A Candida albicans, que causa infecções fúngicas, é uma das causas mais comuns da vulvovaginite
em mulheres de todas as idades. O uso de antibióticos pode provocar infecções fúngicas porque
destrói as bactérias antifúngicas normais encontradas na vagina. As infecções fúngicas normalmente
provocam coceira genital e corrimento vaginal branco e espesso, além de outros sintomas.
Outra causa da vulvovaginite é a vaginose bacteriana, um aumento excessivo de certos tipos de
bactérias na vagina. A vaginose bacteriana pode provocar corrimento vaginal cinza e fino de odor
fétido.

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Uma infecção sexualmente transmissível chamada de vaginite por Trichomonas é outra causa
comum. Essa infecção provoca coceira e odor vaginal, além de intenso corrimento que pode ser
cinza amarelado ou verde.
Espumas de banho, sabonetes, contraceptivos vaginais, sprays femininos e perfumes podem causar
irritação e erupções que coçam na área genital, enquanto roupas apertadas ou que não absorvem a
transpiração às vezes causam brotoejas devido ao calor.
O tecido irritado é mais propenso a infecções que o tecido normal, e muitos organismos que causam
infecções se proliferam em ambientes quentes, úmidos e escuros. Esses fatores podem contribuir
para a causa da vulvovaginite e, com freqüência, prolongam o período de recuperação.
A ausência de estrogênio nas mulheres após a menopausa pode resultar em secura vaginal e
afinamento da pele da vagina e da vulva, o que também pode causar ou piorar o prurido ou sensação
de queimação genital.
A vulvovaginite não específica (quando a causa específica não é identificada) pode acontecer em
qualquer idade, mas é mais comum em meninas antes da puberdade. Depois que a puberdade
começa, a vagina fica mais ácida, o que ajuda a evitar infecções.

Quadro Clínico

Irritação e prurido na região genital, Inflamação (irritação, hiperemia e edema ) dos grandes lábios,
pequenos lábios e região do períneo, corrimento vaginal , odor fétido,desconforto ou sensação
de queimação ao urinar ( Disúria)

Diagnóstico

O médico realizará um exame pélvico. O exame pode identificar áreas sensíveis e vermelhas na
vulva ou na vagina.
Um teste com cultura (avaliação microscópica do corrimento vaginal) é geralmente realizado para
identificar uma infecção vaginal ou o crescimento excessivo de fungos ou bactérias. Em alguns
casos, a cultura do corrimento pode indicar o organismo que está causando a infecção.
Uma biópsia da área irritada pode ser recomendada se não existirem sinais de infecção
Tratamento
O tratamento depende da causa da infecção. Antibióticos tomados por via oral ou aplicados à
pele .Cremes vaginais antifúngicos, antibacteriano e antiinflamatório. Anti-histamínicos, se a
irritação for causada por uma reação alérgica e pomadas de estrogênio, se a irritação e inflamação
forem causadas por baixos níveis de estrogênios.

Prevenção

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Usar preservativos nas relações sexuais pode evitar a maioria das infecções vaginais sexualmente
transmissíveis. Roupas de tamanho adequado e que absorvem a transpiração, em conjunto com a
higiene adequada da região genital, também evitam muitos casos de vulvovaginite não infecciosa.
As crianças devem aprender a limpar corretamente a região genital durante o banho. A limpeza
adequada após usar o banheiro também ajuda (as meninas devem sempre realizar a limpeza de
frente para trás para impedir a entrada de bactérias do reto na região vaginal).
As mãos devem ser lavadas cuidadosamente antes e depois de se usar o banheiro.

Câncer de vulva

Definição

O câncer de vulva ou câncer vulvar é uma neoplasia maligna que acomete geralmente os grandes
lábios e os pequenos lábios vulvares. Menos freqüentemente o câncer poderá ocorrer no clitóris e
nas glândulas de Bartholin.

Etiologia

Suas causas são desconhecidas mas acredita-se que o Vírus do papiloma humano ( HPV) é o
principal fator de risco.

Os principais fatores de risco são:

Idade: a maioria das mulheres tem mais de 50 anos quando é diagnosticado o câncer de vulva,
sendo a incidência maior após os 70 anos;
Irritação/inflamação vulvar crônica;
Infecção pelo vírus HPV;
Infecção pelo vírus HIV e outros estados de imunossupressão crônica;

Quadro Clínico

Ardência; Prurido; Sangramento; Nódulo ou ulceração; areas de pele com cor e textura alteradas.

Com base nestas informações, a história clínica completa e um exame físico minucioso são
importantes para detecção de lesões suspeitas.

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Diagnóstico

O diagnóstico do câncer de vulva é confirmado através de biópsia, procedimento no qual o médico


remove pequenos fragmentos da área suspeita e o patologista faz a análise microscópica das
amostras. Habitualmente a biópsia da vulva é um procedimento ambulatorial, realizado pelo médico
com uso de anestesia local.

Tratamento

Existem várias modalidades terapêuticas para o câncer de vulva.


A escolha do médico por determinado tipo de tratamento é baseado em vários fatores:
Extensão da doença;
Tumor recém-diagnosticado ou recorrente;
Histórico médico e atual estado geral de saúde do paciente;
Os tumores iniciais são tratados cirurgicamente através da remoção do tumor e dos gânglios
linfáticos inguinais. Os tumores mais avançados podem ser tratados com quimioterapia e
radioterapia, antes ou depois da cirurgia.

Tratamento Cirúrgico

Terapia com laser: destruição das células anormais utilizando um feixe de luz concentrada
(laser) pode ser utilizada no tratamento das lesões pré-malignas
Vulvectomia simples: ressecção de toda a vulva;
Vulvectomia radical: remoção da vulva com tecido normal ao redor e inclui esvaziamento dos
gânglios linfáticos inguinais;
Linfadenectomia: ressecção dos gânglios linfáticos;
Radioterapia: utiliza feixes de radiação para destruir as células tumorais.

Bartholinite

Definição

Bartholinite é a inflamação de uma glândula chamada Bartholin, localizada na parte interna da


vagina, que serve para ajudar a mulher na lubrificação da região vaginal tanto no ato sexual como
fora dele.Quando a abertura do Bartholin obstrui , o líquido volta para dentro da glândula, formando
um cisto de dor aguda.
Se o fluido for infeccioso, provoca uma grande quantidade de secreção purulenta , que fica por
dentro da mucosa da vagina como se fosse um furúnculo.
Etiologia
A bartholinite pode ser causada não só por agentes causadores de doenças sexualmente
transmissíveis (DST) , como gonococo e clamídia mas também por bactérias da flora
intestinal, estafilococos e estreptococos (bactérias que não são sexualmente transmissíveis).

Quadro clínico

Se o cisto é pequeno e não ocorre infecção e pode passar despercebido . Se evoluir ele cresce e se
torna infectado, ocorrendo a presença de um nódulo ou massa perto da abertura vaginal
É comum as pacientes referirem a presença de uma "bola" ou "caroço" na vagina.
Se o cisto é infectado, uma infecção pode ocorrer em questão de dias gerando:

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Uma massa ou um caroço doloroso perto da abertura vaginal


Desconforto ao caminhar ou sentar
Dor durante a relação sexual
Febre

Diagnóstico

Um exame pélvico pode diagnosticar uma Bartholinite. O médico fará perguntas sobre os sintomas
enquanto faz a história clínica. Se o quisto estiver infectado, o fluido do abscesso e a cérvix
serão analisados para detectar a presença de bactérias. É importante identificar alguma
infecção sexualmente transmissível, porque esta poderá vir a ser a causa do processo
inflamatório.

Tratamento

Muitas vezes, uma Bartholinite Aguda exige tratamento com drenagem e uso de antibioticoterapia,
além de banhos de assento:
Banhos de assento. Às vezes, a imersão em uma banheira cheia com alguns centímetros de água
morna (banho de assento) várias vezes por dia, durante três ou quatro dias ajuda a drenagem
espontânea e pode aliviar as dores.
Drenagem cirúrgica. Quando a paciente sente muitas dores e dificuldade para sentar ou andar é
necessário realizar a drenagem do abscesso. A drenagem normalmente pode ser feita no consultório
médico sob anestesia local, mesmo que infelizmente algumas vezes a inflamação local é tão severa
que o uso do anestésico não auxilia muito no alívio da dor. Para fazer o procedimento de drenagem,
é feito uma pequena incisão local, após antisepsia para permitir a drenagem.
Antibióticos. Se o cisto é infectado, ou se o teste revelar uma doença sexualmente transmissível, é
necessário o uso de antibióticos para assegurar que as bactérias que causaram a infecção sejam
destruídas.
Bartolinectomia. Quando se tem recidivas persistentes e nenhum destes procedimentos é bem
sucedido, pode ser necessária a remoção completa da glândula de Bartholin, mas isso raramente é
necessário
Não há nenhuma maneira de evitar um cisto de Bartholin. No entanto, praticando sexo seguro , em
especial, usando um preservativo e a manutenção de bons hábitos de higiene podem ajudar a
prevenir a infecção de um cisto e da formação de um abscesso.

Mioma Uterino
Definição

Os miomas, também chamados de fibromas são tumores benignos, portanto apresentam


malignidade. É tumor de evolução lenta, que se desenvolve no miométrio, corpo constituído de
fibras musculares lisas e tecido conjuntivo, pobre de vasos, crescendo em forma de nódulos. Instala-
se com maior freqüência no corpo uterino.

Incidência

Podem aparecer a partir da puberdade, mas a idade de maior incidência é a quarta década de vida e
com uma maior incidência em indivíduos de raça negra.

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Normalmente tendem a crescer acentuadamente durante a gravidez, devido ao aumento dos níveis
hormonais. Após a gestação, geralmente os miomas retornam ao seu tamanho anterior.
Etiologia

As causas do aparecimento dos miomas ainda não são bem conhecidas, mas acredita-se que haja
uma predisposição genética quanto uma maior sensibilidade à estimulação hormonal
(principalmente estrogênio) nas mulheres que apresentam miomas.
Os miomas variam em tamanho, em alguns casos podem causar um crescimento acentuado do
útero, simulando uma gravidez de até 5 ou 6 meses.
Tipos de Miomas

Existem 4 tipos de mioma, os subserosos, os intramurais, os submucosos e os pediculados.

Subserosos: aparecem e desenvolvem-se abaixo da camada externa do útero e expandem-se através


dela, dando ao útero uma aparência nodular. Normalmente não afectam o fluxo menstrual, mas
podem causar dores no baixo ventre, na região lombar e uma sensação de pressão no abdomen.

Intramurais: desenvolvem-se na parede do útero e expandem-se para o interior, aumentando o


tamanho do útero. É o tipo mais comum de mioma. Podem causar sangramento menstrual intenso e
dores no baixo ventre e na região lombar e/ou sensação de pressão.

Submucosos: estão justamente abaixo do revestimento interno do útero. É o tipo menos comum de
mioma mas o que pode causar mais problemas.

Pediculados: inicialmente crescem como subserosos e destacam-se parcialmente do útero, ficando


a ele ligado apenas por uma pequena porção de tecido chamada de pedículo. Podem ser confundidos
na ultra-sonografia com tumores ovarianos.

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Quadro Clinico

A maioria dos miomas são assintomáticos;


Períodos menstruais prolongados e com fluxo aumentado, sangramentos fora de época, por vezes
com coágulos, podendo levar à anemia;
Aumento da intensidade das cólicas menstruais;
Sensação de pressão ou desconforto causado pelo tamanho e peso dos miomas que pressionam as
estruturas adjacentes;
Dor durante a relação sexual;
Pressão no sistema urinário;
Constipação e flatulência ;
Aumento do volume abdominal que pode ser mal interpretado como sendo ganho progressivo de
peso e até mesmo gravidez

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A dificuldade para engravidar é freqüente em pacientes com miomas uterinos, já que isso pode levar
a alterações da estrutura do órgão.

Diagnóstico

Os miomas são freqüentemente diagnosticados durante o exame ginecológico de rotina. O


ginecologista pode sentir o útero aumentado e irregular durante o exame físico.
Os exames de imagem que auxiliam o diagnóstico e que confirmam a localização exata dos miomas
são:

Ultra-sonografia pélvica - além de mostrar a localização dos miomas na parede uterina também
pode excluir a presença de outras massas na região pélvica. Pode ser utilizado inclusive no intra-
operatório para guiar a miomectomia laparoscópica nos casos de múltiplos miomas;

Histerossalpingografia - permite a avaliação apenas dos miomas que deformam internamente a


cavidade uterina (miomas submucosos);

Ressonância nuclear magnética - assim como a ultra-sonografia pélvica, permite a localização dos
miomas na parede uterina e a avaliação completa da região pélvica. No caso de múltiplos miomas é
um exame importante para o planejamento cirúrgico pré-operatório nos casos de miomectomia.

Tratamento

Clinico

É primeiro passo no tratamento dos miomas. Esses medicamentos têm como objetivo controlar o
sangramento, inibir o crescimento dos miomas ou reduzir o seu tamanho.
Os medicamentos mais indicados, quando se deseja a redução do tamanho dos miomas, são os
chamados análogos. Criam uma aparente menopausa, reduzindo a liberação de estrogênio
pelos ovários. São úteis também para controlar o sangramento.

Cirúrgico
Indica-se nos casos sintomáticos, nos miomas muito grandes, na presença de sinais de degeneração
(alterações do tecido do mioma), e nos casos em que o mioma causa infertilidade.

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Miomectomia: Consiste na retirada apenas do mioma, preservando-se o útero, para os casos em


que a mulher quer preservar a capacidade de reprodução ou de menstruar (aproximadamente de
30% a 40% das mulheres que desejam engravidar de fato.

Histerectomia: Retira-se o útero na totalidade. É o tratamento de escolha em mulheres que não


querem mais engravidar.

Embolização: Realiza-se com a colocação de um cateter dentro da artéria uterina que nutre o
mioma, seguindo-se da injeção de agentes que levam à formação de êmbolos no interior da
artéria, com interrupção do fluxo sanguíneo. É considerado um procedimento minimamente
invasivo e muito menos traumático que a miomectomia ou histerectomia.

Endometriose

Definição

Endometriose é uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e que consiste na
presença de células endometriais em locais fora do útero. O endométrio é a camada interna do útero
que é renovada mensalmente pela menstruação. É um transtorno ginecológico comum, atingindo
entre 10% e 15% das mulheres em idade reprodutiva.

Etiologia

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Os ovários produzem hormônios e estimulam as células do endométrio a se multiplicarem


preparando para receber um óvulo fertilizado. A mucosa aumenta de tamanho e fica mais espessa.

Quadro Clínico

Cólicas menstruais que não cessam com as medicações convencionais;


Infertilidade (em média 40% das mulheres com infertilidade têm endometriose, e algumas com
endometriose poderão ter dificuldade na hora de engravidar);
Cisto de ovário; ( Um cisto no ovário é uma bolsa cheia de líquido que se forma sobre ou dentro do
ovário).
Sintomas intestinais (a mulher pode sentir vontade de ir ao banheiro mais vezes durante o fluxo
menstrual);
Sintomas urinários, se houver implantação de células do endométrio na parede da bexiga, a mulher
pode sentir muita dor ao urinar (disúria), vontade de ir ao banheiro muitas vezes ao dia (poliúria e
polaciúria) e dificuldade em segurar a urina (incontinência urinária).

Diagnóstico:

É baseando-se no histórico e nos sintomas da paciente. Por vezes o médico poderá solicitar outros
exames como ultrassom endovaginal especializado, ressonância magnética da pélvis, ressonância
nuclear magnética e ecocolonoscopia.

Tratamento

O tratamento da endometriose em mulheres com queixa de dor pélvica pode ser clínico ou
cirúrgico. Inicialmente, antes de indicar a laparoscopia, a tentativa de tratamento clínico é válida.
O tratamento clínico tem como finalidade de manter um ambiente de hipoestrogenismo. O
estrogênio é importante para a sobrevivência das células endometriais. Na ausência deste hormônio
o endométrio fica inativo e posteriormente atrófico.

Pílula anticoncepcional:

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A pílula foi o primeiro tratamento clínico usado para mulheres com endometriose. Usavam-se altas
doses de anticoncepcional visando a atrofia dos implantes. Hoje, não são mais utilizadas altas doses,
mas sim, a dose usual utilizada para contracepção. Existem inúmeras disponíveis no mercado, a
mais utilizada é a chamada combinada, ou seja, contem estrogênio e progesterona. O
anticoncepcional pode ser de média ou baixa dosagem, dependendo de cada paciente. O uso deve
ser contínuo, ou seja, emenda-se uma cartela na outra, fazendo com que a paciente deixe de
menstruar. Seu uso é restrito a casos de endometriose leve e o uso deve ser constante até que haja
desejo de gestação

Progesterona :

Também foi um dos primeiros tratamentos para endometriose. O uso constante deste hormônio leva
á atrofia dos implantes. Pode-se usar via oral ou a injetável trimestral. Dentre os principais efeitos
colaterais destacam-se o ganho de peso e a depressão. Da mesma forma que a pílula seu uso é
constante até o desejo de gestação.

DIU

Dispositivo intra-uterino liberador de progesterona (DIU). Este dispositivo é colocado dentro do


útero e libera gradualmente a progesterona. Este hormônio leva à atrofia do endométrio, ele
literalmente “seca” o efeito é semelhante nos implantes de endometriose. Depois de colocado
continua ativo por cinco anos. O DIU habitual, aquele antigo de cobre, não deve ser utilizado em
mulheres com endometriose.

Alterações tubárias, ovarianas e mamarias

Salpingite

A salpingite é uma infecção e inflamação das tubas uterinas (tubos que ligam o útero aos ovários), e
cuja função é conduzir os espermatozóides do útero até aos ovários e os óvulos/ovo dos ovários até
ao útero.
Uma vez que são muito sensíveis à presença de fluídos ou bactérias, podem ficar lesadas e
impossibilitadas de exercer a sua função.
A inflamação pode ser aguda (quando tem inicio súbito e curta duração) ou crônica (quando se
mantém por um longo período de tempo).

Etiologia

A salpingite é mais frequente nos países em vias de desenvolvimento e os organismos patológicos


mais frequentemente responsáveis são a clamídia e a gonorréia.
A salpingite é causada frequentemente por bactérias ou vírus com origem na vagina, colo do útero e
útero, que ascendem até às tubas, sendo responsável, em cerca de 8 a 18% das mulheres, por
situações de infertilidade, sendo esta percentagem tanto maior quanto maior o número de episódios
de salpingite que a mulher teve.

Quadro clínico

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As manifestações clínicas da salpingite variam de acordo com a causa e a gravidade e incluem o


corrimento vaginal abundante e com cheiro característico;
dor abdominal;
náuseas, vómitos e diarreia;
hemorragia menstrual;
uretrite com disúria;
febre, calafrios;
dor lombar com irradiação para membros inferiores.

Diagnóstico

O diagnóstico da salpingite é baseado nos sintomas e na história clínica, exames de imagem e


complementares.
Deve realizar-se um exame pélvico ginecológico para pesquisar dor abdominal, corrimento vaginal
e edema
Salpingografia(visualização das tubas uterinas);
Exames laboratoriais ( sanguíneo e urinário)

Tratamento

O tratamento inclui o uso de antibióticos, analgésicos e repouso. Se os sintomas forem muito


intensos a terapêutica deverá ser por internação hospitalar, com uso de drogas endovenosa.
Se a mulher tem um DIU (Dispositivo Intra-Uterino), este deve ser retirado quando se inicia a
terapêutica antibiótica.
Em alguns casos pode ser necessária uma cirurgia para remover o tecido de fibrose ou a própria
tuba.
Em casos muito graves pode mesmo ser preciso remover o útero, as trompas e os ovários
( histerectomia, salpingectomia e ooforectomia respectivamente).

Gravidez ectópica

A gravidez ectópica é uma gravidez anormal que ocorre fora do útero. O bebê (feto) não consegue
sobreviver e geralmente nem se desenvolve nesse tipo de gravidez.
A gravidez ectópica ocorre quando a gestação começa fora do útero. O local mais comum de
ocorrer uma gravidez ectópica é dentro de uma das tubas uterinas através dos quais os óvulos
passam do ovário para o útero. Entretanto, em casos raros, a gravidez ectópica pode ocorrer no
ovário, na região do estômago ou no colo do útero.

Etiologia

Essa gestação é geralmente causada por fatores que impedem ou retardam o movimento do óvulo
fertilizado das tubas para o útero. Isso pode ser em razão de um bloqueio físico (cicatriz) na tuba
decorrente de fatores hormonais. A maioria dos casos de bloqueio é causada por gravidez ectópica
anterior e infecções e cirurgias tubárias anteriores, além de outros fatores de risco como idade
superior a 35 anos, múltiplos parceiros sexuais e fertilização in vitro.

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A gravidez ectópica ocorre 1 vez entre 40 a 100 gestações.

Quadro clínico

A sintomatologia varia de acordo com a implantação. Deve-se suspeitar de gravidez ectópica, nos
casos de hemorragia vaginal ou dor, nas 7 ou 8 semanas após amenorréia.
Sinais e sintomas precoces:
Amenorréia.
Sintomas de gravidez incipiente.
Dor incomodativa do lado afetado – sinais e sintomas de gravidez tubária (a rotura geralmente
ocorre dentro das duas primeiras semanas).
Dor penetrante no abdômen no lado afetado, irradiando-se para o ombro e nuca, devida a irrigação
do diafragma.
Náuseas, vômitos, desmaios.
Massa pélvica palpável, posterior ou lateral ao útero.
Choque (em 40% dos casos), manifestado por palidez, sonolência e pulso rápido e filiforme.
Temperatura normal ou baixa; febre é importante para diferenciar gravidez tubária rota da salpingite
aguda.

Diagnóstico

A gravidez ectópica pode representar uma emergência cirúrgica, portanto seu diagnóstico precoce é
essencial. Na gravidez ectópica não interrompida, a paciente pode não ter sintomas ou ter sintomas
mínimos.
Alguns exames podem ser realizados para diferenciar a gestação ectópica de outras doenças, tais
como ameaça de aborto, gestação normal, infecções das trompas, apendicite, cisto de ovário torcido.
Os exames comumente solicitados são testes para confirmar a gravidez, exames de sangue para
determinar a perda sanguínea e a presença de infecção e a ecografia pélvica transvaginal.

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Podem ser necessários outros exames como a punção do fundo de saco vaginal com agulha grossa
para determinar a presença de sangue dentro da cavidade abdominal e a realização de uma
laparoscopia diagnóstica.

Tratamento

A gravidez ectópica não pode ser mantida até o parto. As células em desenvolvimento devem ser
removidas para salvar a vida da mãe.

Se a região da gravidez ectópica se romper, será necessário procurar ajuda médica imediatamente. A
ruptura pode causar choque, caracterizando uma situação de emergência. Possíveis tratamentos para
o caso de choque:

Transfusão de sangue
Líquidos administrados por via intravenosa
Manter a paciente aquecida
Oxigênio
Manter Membros Inferiores elevados (MMII)
Se ocorrer ruptura, uma cirurgia (laparotomia) será realizada para interromper a perda de sangue.
Em alguns casos, talvez seja necessário retirar a tuba uterina ( Salpingectomia).

Carcinoma de Ovário

O câncer de ovário é considerado o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado. A maioria
dos tumores malignos de ovário só se manifesta em estágio avançado. É o câncer ginecológico mais
letal, embora seja menos frequente que o câncer de colo do útero.
O câncer de ovário pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas acomete principalmente as mulheres
acima de 40 anos de idade. É a quarta causa de morte por câncer em mulheres, sendo o mais letal
dos tumores ginecológicos. Isso se deve ao fato de que na maioria dos casos, o diagnóstico precoce
não é freqüente, já que são tumores de crescimento lento com sintomas que levam algum tempo
para se manifestarem.

Etiologia

A causa da maioria dos casos de câncer de ovário ainda é desconhecida. O que se sabe é que alguns
fatores de risco tornam a mulher mais propensa a desenvolver câncer epitelial de ovário. Mas, ainda
não se conhecem os fatores de risco para câncer de células germinativas e tumores estromais dos
ovários.
Entretanto, existem alguns progressos na compreensão de como certas mutações no DNA podem
fazer com que células normais se tornem cancerígenas

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Quadro clínico

É mais freqüente o aparecimento de sintomas quando a doença se disseminou para outros órgãos.
Os sintomas mais comuns podem incluir:
Edema;
Dor pélvica ou edema abdominal;
Inapetência ou sensação de plenitude;
Necessidade urgente e freqüente de urinar.
Estes sintomas são também comumente causados tanto por outras doenças não cancerígenas como
por outros tipos de cânceres. Quando são causados pelo câncer de ovário, tendem a ser persistentes
e representam uma alteração do normal, por exemplo, ocorrem com mais freqüência ou são mais
severos.

Diagnóstico

Como a doença não provoca sintomas em seus estágios iniciais, normalmente quando ela é
descoberta já se encontra em estágio avançado.
A visita anual ao ginecologista aumenta a chance de detectar o problema. Durante o exame físico,
de toque e palpação do abdômen, o especialista pode detectar alguma anormalidade, mas para que
isso ocorra, o tumor já deve ter crescido bastante. Exames de ultrassom transabdominal e
transvaginal podem ajudar a diagnosticar a doença em estágios iniciais.
Quando há uma forte suspeita de câncer de ovário, o médico pode pedir exames adicionais como
tomografia computadorizada, colonoscopia (para avaliar a parte interna no intestino grosso), CA
125 (que é um marcador tumoral que pode estar aumentado no câncer de ovário) e outros, sempre
individualizando caso a caso.
A confirmação do diagnóstico é feita pela biópsia (análise do tecido suspeito) obtida pela cirurgia.
Ainda não existe nenhum método totalmente eficaz no diagnóstico precoce do câncer de ovário. A
história, exame físico, ultra-som e marcador tumoral CA-125 é o que dispomos inicialmente para
tentar um diagnóstico precoce.
Tratamento
Confirmado o diagnóstico, o tratamento vai depender do estadiamento da doença, isto é, do estagio
em que ela se encontra. O procedimento básico de diagnóstico e tratamento é a cirurgia.
Sua extensão vai depender das dimensões do tumor e da presença de comprometimento de outros
órgãos. Ela pode se limitar à remoção dos dois ovários e trompas, útero, gânglios linfáticos,
biópsias do peritônio, omentectomia (retirada de tecido gorduroso sobre o intestino grosso) e lavado
peritoneal (coleta de líquido para análise de presença de células malignas).
No caso de doença mais avançada, pode ser ainda necessária a retirada de outros órgãos, como
segmentos do intestino, além de eventuais implantes. É a chamada citorredução e o intuito é retirar
o máximo de doença possível para que no final da cirurgia não haja doença visível.
Também se utiliza a quimioterapia na maioria dos casos, que pode ser uma combinação de várias
drogas administradas por via endovenosa.
As chances de sucesso do tratamento dependem dos seguintes fatores:

estágio do câncer;
tipo de tumor;

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idade da paciente;
estado geral de saúde;
tipo de cirurgia realizada;
resposta ao tratamento de quimioterapia.

Câncer de mama
Considerações gerais
As mamas se desenvolvem a partir de anexos cutâneos na região peitoral do embrião na chamada
“linha do leite” que se estende da axila a região inquinol, podendo existir mamas acessórias ao
longo desta linha na vida adulta.
As mamas são órgãos pares, situados na parede anteriores do tórax, cuja função principal é produzir
leite para a amamentação, porém tem grande importância na sexualidade da mulher, representando
papel fundamental na auto-estima e auto-imagem.
O Câncer de mama representa a terceira causa de óbitos por mortalidade geral do câncer no Brasil e
a primeira causa de óbito entre as mulheres. Estima-se que no Brasil, em média, uma em cada 16
mulheres, terá ao longo de sua vida o um câncer mamário afirma o ministério da saúde.
O câncer de mama é provavelmente a mais temida enfermidade pelas mulheres; devido sua alta
incidência e por interferir na sexualidade a na imagem corporal. Esse símbolo faz a mulher desejar
seios perfeitos e não aceitar uma patologia estigmatizada como o câncer .
Faz-se necessário enfatizar que na maioria dos casos, a melhora de índice de sobrevida, está
relacionada com o diagnóstico precoce. O estágio pré-invasor do câncer de mama é longo, podendo
durar meses ou anos. Daí a importância da intensificação das ações de detecção, freqüentemente
naquelas mulheres consideradas como de maior risco.
Aproximadamente 80% dos tumores de mama são descobertos pela própria mulher acidentalmente,
esclarece o Ministério da Saúde.

Fatores de risco

O câncer de mama acomete mulheres jovens com curva ascendente a partir dos 25 anos de idade,
com a maioria dos casos se concentrando entre 40 e 69 anos. Porém um dos fatores que mais
dificultam o tratamento e piora a qualidade de vida das mulheres com câncer de mama, é o já
avançado estado da doença quando detectada.

Quadro Clínico

A maioria dos tumores da mama, quando iniciais, não apresenta sintomas. Caso o tumor já esteja
perceptível ao toque do dedo, é sinal de que ele tem cerca de 1 cm³ o que já uma lesão muito
grande. Por isso é importante fazer os exames preventivos na idade adequada, antes do
aparecimento de qualquer sintoma do câncer de mama. Entretanto, o nódulo não é o único
sintoma de câncer de mama, pode ser encontrados também:
Vermelhidão na pele
Alterações no formato dos mamilos e das mamas
Nódulos na axila
Secreção escura saindo pelo mamilo
Pele enrugada, como uma casca de laranja
Em estágios avançados, a mama pode abrir uma ferida.

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Diagnóstico
Além da mamografia, ressonância magnética, ecografia e outros exames de imagem que podem ser
feitos para identificar uma alteração suspeita de câncer de mama, é necessário fazer uma biópsia do
tecido coletado da mama. Nesse material da biópsia é que a equipe médica identifica se as células
são tumorosas ou não. Caso seja feito o diagnóstico, os médicos irão fazer o estudo dos receptores
hormonais para saber se aquele tumor expressa algum ou não, além de sua classificação histológica.
O tratamento para o câncer de mama vai ser determinado pela presença ou ausência desses
receptores na célula maligna, bem como o prognóstico do paciente.

Tratamento

Além da mamografia, ressonância magnética, ecografia e outros exames de imagem que podem ser
feitos para identificar uma alteração suspeita de câncer de mama, é necessário fazer uma biópsia do
tecido coletado da mama. Nesse material da biópsia é que a equipe médica identifica se as células
são tumorais ou não. Caso seja feito o diagnóstico, os médicos irão fazer o estudo dos receptores
hormonais para saber se aquele tumor expressa algum ou não, além de sua classificação histológica.
O tratamento para o câncer de mama vai ser determinado pela presença ou ausência desses
receptores na célula maligna, bem como o prognóstico do paciente.

Prevenção

A prevenção do câncer de mama pode ser dividida em primária e secundária: a primeira envolve a
adoção de hábitos saudáveis, e a segunda diz respeito a realização de exames de rastreamento, a fim
de diagnosticar o câncer de mama em estágio precoce.

O Ministério da Saúde enfatiza que o exame clínico da mulher é um procedimento essencial para a
detecção e diagnóstico precoce do câncer de mama. A seqüência recomendada é a seguinte:

Inspeção

Deve ser feita com boa fonte de luz natural ou artificial, com a paciente em pé ou sentada com os
braços ao longo do corpo, em seguida com os braços levantados e finalmente com as mãos forçando
quadris para contrair o músculo peitoral.
Alteração que ocorra na pele das mamas, nos complexos aréolopapilar e nas regiões vizinhas às
mesmas, tais como abaulamentos, retrações, ulcerações, edemas, fixações, eczemas, eritemas; e
ainda, as alterações De forma e volume estabelecidas em curto espaço de tempo associado a
mudanças de consistência ou surgimento de nódulos devem ser pesquisadas.

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Palpação

Pacientes Deitadas: ombro elevado, palpar a mama e toda a sua extensão, deslizando os dedos sobre
a pele, a fim de sentir o parênquima mamário. Deve-se também a região axilar, fossa supra e
intraclavicular. Observar e registrar a consistência e volume de gânglios.

Expressão Mamilar

Está é a etapa subseqüente à apalpação e permite detectar a presença de secreção que pode estar
associada a processo inflamatório, lesão benigna ou maligna. A expressão mamilar deve ser suave,
observando a presença de derrame papilar:
Leitoso.
Seroso.
Purulento.
Sanguinolento.

Periodicidade do Exame Clínico


Mulheres sem risco – Anualmente.
Mulheres com risco – Semestralmente.
Mulheres que detectam anormalidade no auto-exame de mama – imediatamente.

Auto-Exame das Mamas

Muito tem se estudado sobre a detecção precoce do câncer de mama, porém nos vários avanços no
tratamento desse câncer, a mortalidade continua similar a do início do século, com pequena
diminuição do tratamento adjuvante quando indicado. Na esperança de diminuir a mortalidade,
busca-se com perseverança o diagnóstico precoce visto que a cura é inversamente proporcional ao
diâmetro do tumor.
Os governos deveram utilizar a mídia como um parceiro permanente na educação e orientação da
população feminina assim como os profissionais de saúde devem enfatizar a cada mulher o auto-
exame de mama (AEM) e quando encontrar uma tumoração, uma retração da pele ou descarga
papilar espontânea, esta deve procurar o mais rápido o possível um serviço especializado.
É possível realizar a detecção precoce do câncer de mama baseado no exame físico e mamografia.
Após a consulta clínica, as clientes devem ser orientadas quanto ao auto-exame mamário, que deve
ser feito sempre no primeiro dia após o término do período menstrual, e nas menopausas sempre na
primeira semana de cada mês; o enfermeiro pode dar estas orientações eficazmente, seguindo as
etapas:

Inspeção Estática:

Deve ser feita em frente ao espelho, nesta etapa deve-se observar o tamanho dos seios, posição, cor
da pele, retrações ou qualquer outra alteração, sempre comparando uma mama com a outra,
posicionando-se da seguinte forma:
Braços estendidos ao longo do corpo;
Braços elevados;
Mãos nos quadris.

Palpação:

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Deve ficar deitada com o ombro sobrelevado, ou seja, o braço corresponde ao seio que ira apalpar,
deverá ficar abaixo da cabeça. Palpar toda a mama em movimentos circulares com as pontas dos
dedos, verificando se há a presença de nódulos palpar também as regiões supra e intraclavicular.

Expressão:

Depois de realizar a palpação, deve-se espremer suavemente os mamilos entre os dedos, indicador e
polegar, observando se sai alguma secreção serosa, sanguinolenta ou purulenta.

Mastite

È uma inflamação da glândula mamária, que pode criar um abscesso, e pode ou não ser
acompanhada por uma infecção. É mais freqüente em mulheres que amamentam, e tem maior
incidência no puerpério (período até às 6-8 semanas pós-parto) designando-se como mastite
puerperal, no entanto as mastites podem acontecer em qualquer outra altura do período de
amamentação.

Etiologia

As causas de mastite podem ser :


Ingurgitamento ou extração insuficiente de leite materno (devido a uma pega incorreta, bebê
preguiçoso, sucção insuficiente; Hiper-produção de leite; Mamadas ineficazes; Amamentação com
horários estabelecidos; Uso de mamilos de silicone, etc; Mamadas insuficientes ou saltar uma
mamada (devido a dor no mamilo, dentição, utilização exagerada da chucha, mãe muito ocupada,
regresso ao trabalho, o bebê dormir durante mais tempo, suplementação, desmame abrupto, etc.);
inflamação (por lesão, infecção bacteriana/fúngica ou alergia). Mamilos doloridos, gretados ou em
sangue podem ser uma entrada para a infecção, se a mastite acontecer no hospital também há maior
probabilidade de infecção, devido à maior exposição a organismos infecciosos. É mais provável
haver infecção se a mãe tiver uma grande lesão no mamilo (com dor e com pus), uma mastite
recorrente também tem maior probabilidade de infectar. O stress, cansaço, anemia ou sistema
imunitário enfraquecido também podem contribuir para o aparecimento de mastite com infecção.

Quadro Clínico

Normalmente aparecem nódulos ou zonas da mama duras, que podem ser acompanhadas de
vermelhidão, sensibilidade, dor ou edema. A dor é mais comum antes das mamadas, e quando o
bebê começa a mamar, sendo que após a mamada as dores podem diminuir. Estes sintomas podem
ser devido ao bloqueio dos ductos ou ao e ingurgitamento mamário, mas quando associados a febre
e sintomas de gripe (como dores no corpo, mal-estar geral, arrepios ou sintomas de doença
generalizada, é porque o ingurgitamento ou o ducto bloqueado poderá ter evoluído para uma
mastite.

Doenças sexualmente transmissíveis (DST)

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As DSTs são definidas como um grupo de doenças veiculadas pelo contato sexual clássicas (sífilis,
gonorréia, linfogranuloma venéreo, cancro mole entre outras).
As mudanças sócio-sexuais das últimas décadas têm mudado o perfil das doenças sexualmente
transmissíveis (DST), transformando seu controle em desafio para a saúde pública em todo o
mundo. O maior número de adolescentes e adultos jovens que vivenciam sua sexualidade com
maior liberdade e as mudanças econômicas que levaram à concentração da população de baixa
renda nos perímetros urbanos - onde as condições de saúde, quase sempre, são precárias, o nível de
instrução é baixo e nem sempre é fácil o acesso aos serviços de saúde - têm elevado o número de
casos novos de doenças nessas duas populações. Além disso, há pessoas denominadas grupos-
núcleo por estarem assumindo papel preponderante como disseminadores das infecções dentro de
algumas comunidades e populações fechadas, em virtude de suas práticas sexuais de risco e do
grande número de parceiros.

Cancro mole
Definição
O cancro mole é uma doença sexualmente transmissível (DST), também chamada de cancro
venéreo e popularmente conhecida como "cavalo". Pode ser transmitido pela relação sexual vaginal,
anal ou oral e manifesta-se através de feridas dolorosas com base mole nos órgãos genitais.
Os primeiros sintomas aparecem dois a cinco dias após relação sexual desprotegida com portador da
doença, período que pode se estender em até duas semanas.
Quadro clínico
No início, surgem uma ou mais lesões pequenas com aspecto purulento . Após algum tempo,
forma-se uma ferida úmida e bastante dolorosa, que se espalha e aumenta de tamanho e
profundidade. A seguir, surgem outras feridas em volta das primeiras.
Após duas semanas do início da doença, pode aparecer um caroço doloroso e avermelhado (íngua)
na virilha, que chega a dificultar os movimentos da perna, chegando a impedir a pessoa de andar.
Essa íngua pode abrir e expelir um pus espesso, esverdeado, misturado com sangue.
Nos homens, as feridas, em geral, localizam-se na glande (cabeça do pênis). Na mulher, ficam,
principalmente, na parte externa do órgão sexual e no ânus e mais raramente na vagina (ressalte-se
que a ferida pode não ser visível, mas provoca dor na relação sexual e ao evacuar).

O quadro clínico pode ser acompanhado de cefaléia , hipertermia e fraqueza.

Lesões peniana lesões vulvares lesões da cavidade oral

Tratamento

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Como o contágio é feito pela prática sexual, a melhor forma de prevenir-se contra o cancro mole é
fazer uso do preservativo em todas as relações sexuais.
O cancro mole é tratado com medicamentos à base de antibióticos, sabonetes e medicações de uso
local, com freqüência são utilizados Tetraciclina VO 2g ao dia, durante 10 dias, ou
Sulfametoxipiridazina VO 1g ao dia, durante 14 dias.
Além do tratamento, deve-se realizar intensa higiene dos locais afetados.
As relações sexuais devem ser evitadas até a conclusão do tratamento. É recomendado o tratamento
dos parceiros sexuais, em qualquer circunstância, pela possibilidade de existirem portadores que
não manifestem sintomas.

Sífilis

Definição

A sífilis é doença infecciosa crônica, que desafia há séculos a humanidade. Acomete praticamente
todos os órgão e sistemas, e, apesar de ter tratamento eficaz e de baixo custo, vem-se mantendo
como problema de saúde pública até os dias atuais.
É uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum.

Transmissão
A penetração do treponema é realizada por pequenas abrasões decorrentes da relação sexual.
Logo após, o treponema atinge o sistema linfático regional e, por disseminação hematogênica,
outras partes do corpo. A resposta da defesa local resulta em erosão e ulceração no ponto de
inoculação.
A sífilis é doença transmitida pela via sexual (sífilis adquirida) e verticalmente (sífilis congênita)
pela placenta da mãe para o feto. O contato com as lesões contagiantes (cancro duro e lesões
secundárias) pelos órgãos genitais é responsável por 95% dos casos de sífilis.
Outras formas de transmissão mais raras e com menor interesse epidemiológico são por via indireta
(objetos contaminados, tatuagem) e por transfusão sangüínea.

Fases e quadro clínico

Podem se manifestar em três estágios. Os maiores sintomas ocorrem nas duas primeiras fases,
período em que a doença é mais contagiosa.

SÍFILIS PRIMÁRIA

A lesão específica é o cancro duro, que surge no local da inoculação em média três semanas após a
infecção. É inicialmente uma pápula de cor rósea, que evolui para um vermelho
mais intenso e ulceração. Em geral o cancro é único, indolor, praticamente sem manifestações
inflamatórias . Após uma ou duas semanas aparece uma reação ganglionar de nódulos duros e
indolores
Localiza-se na região genital em 90% a 95% dos casos. No homem é mais comum na glânde. Na
mulher é mais freqüente nos pequenos lábios, parede vaginal e colo uterino.
O cancro regride espontaneamente em período que varia de quatro a cinco semanas sem deixar
cicatriz.

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Sífilis primária – cancro duro

SÍFILIS SECUNDÁRIA

Após período de latência (período sem aparecimento de sintomas visíveis) que pode durar de
seis a oito semanas, a doença entrará novamente em atividade. O acometimento afetará a pele e os
órgãos internos correspondendo à distribuição do T. pallidum por todo o corpo.
Na pele, as lesões ocorrem de forma regular. Podem apresentar-se sob a forma de máculas de cor
eritematosa (roséola sifilítica).
O acometimento das regiões palmares e plantares é bem característico. Algumas vezes a
descamação é intensa.

Sífilis secundária - lesões palmares Sífilis secundária

SÍFILIS TERCIÁRIA (Neurosífilis)

Os pacientes nessa fase desenvolvem lesões localizadas envolvendo pele e mucosas, sistema
cardiovascular e nervoso. Em geral a característica das lesões terciárias é a formação de granulomas
e ausência quase total de treponemas. Podem estar acometidos ainda ossos, músculos e fígado.

Sífilis terciária

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SÍFILIS CONGÊNITA

A sífilis congênita é o resultado da disseminação via sstema sanguineo do T. pallidum da gestante


infectada não tratada ou inadequadamente tratada para o concepto por via transplacentária
(transmissão vertical).
A infecção do embrião pode ocorrer em qualquer fase gestacional ou estágio da doença materna. Os
principais fatores que determinam a probabilidade de transmissão são o estágio da sífilis na mãe e a
duração da exposição do feto no útero. Portanto, a transmissão será maior nas fases iniciais da
doença, quando há mais bactérias na circulação. A contaminação do feto pode ocasionar
abortamento, óbito fetal e morte neonatal em 40% dos conceptos infectados ou o nascimento de
crianças com sífilis.

Diagnóstico
Quando não há evidencia de sinais e ou sintomas, é necessário fazer um testes laboratoriais
(sorologia) . Mas, como o exame busca por anticorpos contra a bactéria, só pode ser feito trinta dias
após o contágio.

Tratamento
O tratamento da sífilis a droga escolhida é a penicilina cristalina. A dose recomendada varia de 3 a
4.000.000UI, por via endovenosa, de quatro em quatro horas por 10 a 14 dias.
A penicilina age interferindo na parede celular do T. pallidum. O resultado é entrada de água no
treponema, o que acaba por destruí-lo.
Recomenda-se procurar um profissional de saúde, pois só ele pode fazer o iagnóstico correto e
indicar o tratamento mais adequado, dependendo de cada estágio. É importante seguir as
orientações médicas para curar a doença.

Sindrome da imunodeficiência adquirira (SIDA- AIDS)

Conceito

A sigla Aids significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. O vírus da Aids é conhecido como
HIV, sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, que destrói o sistema
imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são
os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois
de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.
O HIV encontra-se no sangue, no esperma, na secreção vaginal e no leite materno das pessoas
infectadas pelo vírus. Objetos contaminados pelas substâncias citadas, também podem transmitir o
HIV, caso haja contato direto com o sangue de uma pessoa.
Após o contágio, a doença pode demorar décadas para se manifestar. Por isso, o indivíduo pode ter
o vírus HIV e não desenvolver nenhum sintoma aparente (Portador do vírus) , mas ainda não ter
Aids ( caracterizado pelo aparecimento de doenças oportunistas, em decorrência da queda do estado
imunológico) .
Ao desenvolver a Aids, o HIV começa um processo de destruição dos glóbulos brancos do
organismo da pessoa doente. Como esses glóbulos brancos fazem parte do sistema imunológico ( de
defesa ) dos seres humanos, sem eles, o doente fica desprotegido e várias doenças oportunistas

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podem aparecer e complicar a saúde da pessoa. A pessoa portadora do vírus HIV, mesmo não tendo
desenvolvido a doença transmite o vírus .

Transmissão

A Aids é transmitida de diversas formas. Como o vírus está presente no esperma, secreções
vaginais, leite materno e no sangue, todas as formas de contato com estas substâncias podem gerar
um contágio. As principais formas detectadas até hoje são : transfusão de sangue, relações sexuais
sem preservativo, compartilhamento de seringas ou objetos cortantes que possuam resíduos de
sangue. A Aids também pode ser transmitida da mão para o filho durante a gestação ou
amamentação.

Fases e quadro clínico

Quando ocorre a infecção pelo vírus causador da aids, o sistema imunológico começa a ser atacado.
E é na primeira fase, chamada de infecção aguda, que ocorre a incubação do HIV - tempo da
exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença. Esse período varia de 3 a 6
semanas. E o organismo leva de 30 a 60 dias após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV.
Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a
maioria dos casos passa despercebido.
A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas
mutações do vírus. Mas que não enfraquece o organismo o suficiente para permitir novas doenças,
pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Esse período, que pode durar muitos
anos, é chamado de assintomático.
Com o freqüente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem
destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. A
fase sintomática inicial é caracterizada pela alta redução dos linfócitos T CD4 - glóbulos brancos
do sistema imunológico - que chegam a ficar abaixo de 200 unidades por mm³ de sangue. Em
adultos saudáveis, esse valor varia entre 800 a 1.200 unidades. Os sintomas mais comuns são: febre,
diarreia, suores noturnos e emagrecimento.
A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por
se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença,
a aids. Quem chega a essa fase, por não saber ou não seguir o tratamento indicado pelos médicos,
pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer.

Tratamento

Infelizmente a medicina ainda não encontrou a cura para a Aids. O que temos hoje são
medicamentos que fazem o controle do vírus na pessoa com a doença. Estes medicamentos
melhoram a qualidade de vida do paciente, aumentando a sobrevida. O medicamento mais utilizado
atualmente é o AZT ( zidovudina ) que é um bloqueador de transcriptase reversa (inibidor de uma
enzima viral) . A principal função do AZT é impedir a reprodução do vírus da Aids ainda em sua
fase inicial. Outros medicamentos usados no tratamento da Aids são : DDI ( didanosina ), DDC
( zalcitabina ), 3TC ( lamividina ) e D4T ( estavudina ). Embora eficientes no controle do vírus,
estes medicamentos provocam efeitos colaterais significativos nos rins, fígado e sistema
imunológico dos pacientes.
Cientistas do mundo todo estão trabalhando no desenvolvimento de uma vacina contra a Aids.
Porém, existe uma grande dificuldade, pois o HIV possui uma capacidade de mutação muito
grande, dificultando o trabalho dos cientistas no desenvolvimento de vacinas.

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Prevenção

A prevenção é feita evitando-se todas as formas de contágio citadas acima. Com relação a
transmissão via contato sexual, a maneira mais indicada é a utilização correta de preservativos
durante as relações sexuais. Atualmente, existem dois tipos de preservativos (condor ), também
conhecidos como camisinhas : a masculina e a feminina.
Outra maneira é a utilização de agulhas e seringas descartáveis em todos os procedimentos médicos.
Instrumentos cortantes, que entram em contato com o sangue, devem ser esterilizados de forma
correta antes do seu uso. Nas transfusões de sangue, deve haver um rigoroso sistema de testes para
detectar a presença do HIV, para que este não passe de uma pessoa contaminada para uma saudável.

Preservativo masculino Preservativo feminino

Condiloma acuminado (HPV)

Conceito
O condiloma acuminado, conhecido também como verruga genital, crista de galo, figueira ou
cavalo de crista, é uma DST causada pelo Papilomavírus humano (HPV). Atualmente, existem mais
de 100 tipos de HPV - alguns deles podendo causar câncer, principalmente no colo do útero e do
ânus. Entretanto, a infecção pelo HPV é muito comum e nem sempre resulta em câncer.

Sinais e Sintomas

A infecção pelo HPV normalmente causa verrugas de tamanhos variáveis. No homem, é mais
comum na cabeça do pênis (glande) e na região do ânus. Na mulher, os sintomas mais comuns
surgem na vagina, vulva, região do ânus e colo do útero. As lesões também podem aparecer na boca
e na garganta. Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados pelo vírus sem apresentar
sintomas.

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Condiloma peniano condiloma oral condiloma vulvar e anal

Transmissão

A principal forma de transmissão desse vírus é pela via sexual. Para ocorrer o contágio, a pessoa
infectada não precisa apresentar sintomas. Mas, quando a verruga é visível, o risco de transmissão é
muito maior. O uso de preservativos durante a relação sexual geralmente impede a transmissão do
vírus, que também pode ser transmitido para o bebê durante o parto.

Tratamento

Os condilomas normalmente são tratados com cauterização cirúrgica conservadora. O tratamento a


laser também tem sido usado, mas este tratamento tem sido questionado pela sua capacidade de
espalhar o HPV transportado pelo ar através de microgotas aerossolizadas, criadas pela vaporização
do tecido lesionado. Independente do método usado, os condilomas devem ser removidos, porque
são contagiosos e podem espalhar-se para outras superfícies outras pessoas através do contato direto
(normalmente, sexual).

Prevenção

O exame de prevenção do câncer ginecológico, o Papanicolau, pode detectar alterações precoces no


colo do útero e deve ser feita de rotina por todas as mulheres.
Nos casos de prevenção masculina, o mais recomendado é o contato sexual com uso de
preservativos.
Não se conhece o tempo em que o HPV pode permanecer sem sintomas e quais são os fatores
responsáveis pelo desenvolvimento de lesões. Por esse motivo, é recomendável procurar serviços de
saúde para consultas periodicamente.

Vacina
Foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos de HPV mais presentes no câncer de colo do
útero. Essa vacina, na verdade, previne contra a infecção por HPV. Mas o real impacto da vacinação
contra o câncer de colo de útero só poderá ser observado após décadas. Uma delas é dessas vacinas
é quadrivalente, ou seja, previne contra quatro tipos de HPV: o 16 e 18, presentes em 70% dos casos
de câncer de colo do útero, e o 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A outra é
específica para os subtipos de HPV 16 e 18.
É fundamental deixar claro que a adoção da vacina não substituirá a realização regular do exame de
citologia, Papanicolaou (preventivo). Trata-se de mais uma estratégia possível para o enfrentamento
do problema e um momento importante para avaliar se há existência de DST.

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Tricomoníase

Conceito

A Tricomoníase, tricomoniose ou tricomonose é uma doença sexualmente transmissível, causada


pelo parasita protozoário unicelular Trichomonas vaginalis. O T. vaginalis é um protozoário que
possui movimento contínuo característico. É responsável por cerca de 10 a 15% dos corrimentos
genitais infecciosos.

Quadro clínico

O T.vaginalis pode começar com uma secreção espumosa de cor verde-amarelada e odor
desagradável, proveniente da vagina; este corrimento típico, contudo, ocorre em apenas cerca de
20% das pacientes. Nas demais, a referida secreção é apenas ligeira ou ausente. A vulva (os órgãos
genitais femininos externos) pode estar irritada e dolorida, e é possível que o coito também cause
dor (evento chamado dispareunia), devido à vaginite. Nos casos graves, a vulva e a pele que a
rodeia inflamam-se, bem como os grandes e pequenos lábios.
Outros sintomas são dor ao urinar (disúria) ou um aumento na frequência das micções (polaciúria),
que se assemelham aos de uma infecção do trato urinário baixo e dores abdominais pode ser
indicativa de infecção do trato urogenital superior.
Nas infecções crônicas, os sintomas são discretos e o corrimento vaginal, pouco intenso; estas
formas são de grande importância na propagação da doença.
Os homens com tricomoníase não manifestam habitualmente sintomas (estado assintomático), mas
podem infectar as suas parceiras sexuais. Alguns apresentam uma secreção proveniente da uretra,
espumosa e semelhante ao pus, sentem dor ao urinar (disúria) e polaciúria (estado agudo). Os
referidos sintomas costumam ter lugar principalmente de manhã cedo. A uretra pode sofrer uma
ligeira irritação e por vezes aparece umidade no orifício do pênis. Pode também se manifestar como
doença sintomática leve e clinicamente indistinguível de outras causas de uretrites.
Disúria, uretrite ou contaminação por bactérias oportunistas são ocorrência comum em ambos os
sexos.

Diagnóstico

No caso das mulheres, o diagnóstico geralmente estabelece-se em poucos minutos, examinando


uma amostra da secreção vaginal ao microscópio. No caso dos homens, é necessária a coleta de
secreção uretral, preferencialmente pela manhã, quando a secreção é mais abundante.
Concomitantemente, devem ser efetuadas análises para outras doenças de transmissão sexual, cujo
risco de contágio acompanha o da tricomoníase (Como Sífilis, HIV, Gonorréia e Hepatite B).
Em ambos os sexos, pode fazer-se também o diagnóstico através da coleta de urina de primeiro jato,
a qual é imediatamente concentrada por meio de centrifugação, e analisada em preparações a fresco

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à microscopia óptica (o parasita tem aspecto e motilidade característicos) ou em preparações


coradas.

Tratamento

O tratamento, que é específico e eficiente, pode ser realizado com os quimioterápicos, metronidazol
ou tinidazol, administrados em dose oral única. Na gestação, até o primeiro trimestre, não é
recomendado o uso dessas drogas devido a seu potencial mutagênico e carcinogênico observado
em animais (não comprovado em humanos ); aconselha-se o uso de clotrimazol tópico, de eficácia
moderada (cura em 40-60% dos casos), por ser inócuo ao feto. Na mãe (nutriz), recomenda-se a
suspensão da amamentação durante o tratamento.
Todos os parceiros sexuais devem ser simultaneamente tratados, de maneira a se evitar a re-
infecção. Pelo menos até que se tenha a certeza de cura, os pacientes devem utilizar preservativos
em todas as relações sexuais.
A doença não confere imunidade permanente, portanto a reinfecção é possível.
Prevenção

Evita-se a transmissão do parasita causador da doença praticando o sexo seguro, ou seja, pela
adequada higiene genital, diminuindo-se o número de parceiros sexuais e usando-se preservativos.
Tanto o preservativo masculino quanto o feminino provaram-se eficazes em reduzir as chances de
contaminação.

Gonorréia

Conceito

A gonorréia ou blenorragia é uma doença sexualmente transmissível(DST), causada


pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, ou gonococo.
O gonococo infecta principalmente as células cilíndricas da uretra, poupando geralmente
a vagina e útero, cujas características celulares destas regiões são diferentes (escamosas).
O termo "Gonorreia" se originou do grego gonórrhoia, "corrimento nos órgãos da geração", através
do termo latino gonorrhoea.

Transmissão

A principal forma de contágio é pelo ato sexual quando a(o) companheira(o) estão contaminados;
no parto normal, se a mãe estiver infectada, ou por contaminação indireta se, por exemplo, uma
mulher usar artigos de higiene íntima de uma amiga contaminada (evento considerado raro). Há
casos raros de contágio em vasos sanitários, se houver um ferimento proeminente
na vulva feminina, ou no penis e por contágio através de uso de artefatos contundentes ou agulhas
infectadas. Mulheres grávidas com gonorreia correm riscos de perder o feto.

Quadro clínico

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O intervalo de tempo entre a contaminação e o surgimento dos sintomas e o período de incubação é


curto, de 5 a 10 dias, excepcionalmente podendo alcançar 10 dias, em casos extremamente raros
pode chegar a 30 dias.

Normalmente o mais comum no homem é a ardência ao urinar (disúria) acompanhada de febre


baixa e o aparecimento de um corrimento amarelo e purulento saindo da uretra. Por isso é também
conhecida como uretrite gonocócica. Das mulheres, 70% não apresentam sintomas (perigoso porque
podem se desenvolver complicações sem tratamento). Nas restantes é comum ocorrerem dores ou
disúria , acompanhada de Incontinência Urinária (urina solta) e corrimento vaginal. Uma
complicação perigosa é consequência de disseminação para o tracto genital superior,
com dores abdominais após algumas semanas da contaminação, a DIP – Doença Inflamatória
Pélvica. Esta é devida a infecção do útero, tubas uterinas e cavidade abdominal. Pode resultar em
infertilidade.

No homem pode haver prostatite, epididimite e raros casos de infertilidade. Na mulher a infecção
gonocócica não costuma se manter na vagina devido às defesas naturais, por ser este um ambiente
ácido. Já a uretra, o colo do útero e glândulas da vulva são habitualmente atingidas pelo gonococo.
Nas tubas uterinas ocorre a invasão progressiva acompanhada de reação inflamatória, podendo
produzir abscessos ou obstruções severas. Na região da vulva pode afetar a Glândula de Bartholin,
ocasionando as chamadas Bartholinites: essa inflamação deixa a vulva sensível e perigosamente
exposta a novas infecções. Em alguns casos raros não tratados o gonococo pode se disseminar
através da circulação, afetando principalmente a pele, articulações, cérebro, válvulas
cardíacas,faringe e olhos.

Sintomatologia da gonorréia Peniana, vaginal e cavidade oral

Conjuntivite Gonocócica

Causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, instala-se nos olhos originando a conjuntivite
gonocócica, no recém nascido, denominada Oftalmia neonatorum. No adulto ela ocorre por auto
inoculação. Para evitar esta complicação que deixa a criança cega, é utilizado nas maternidades um
colírio de nitrato de prata (técnica de Crede). Hoje utiliza-se também antibióticos como
a tetraciclina, eritromicina ou ceftriaxone, logo após o nascimento. No parto, também pode ocorrer

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gonorreia nos órgãos sexuais do recém nascido, no entanto, a maioria das crianças com gonorreia
são infectadas através do abuso sexual.

oftalmia gonocócica

Diagnóstico

O diagnóstico é basicamente clínico, não havendo necessidade de exames laboratoriais específicos.


Porém, se houver necessidade pode-se colher a secreção uretral para saber com segurança se está ou
não infectado. O material é colhido através de um "swab" (uma longa haste com pedaço de algodão
na ponta)e logo após é transposto em um campo de cultura e após 72 horas o especialista conta a
quantidade de bactérias por mm² indicando assim o grau de contaminação do(a) paciente.

Tratamento

Além de medidas de higiene, e o uso de proteção (preservativo/camisinha) compreende o uso de


antibióticos e quimioterápicos, sob rigorosa prescrição médica, pois pode haver um mascaramento
da doença, com conseqüências imprevisíveis para a pessoa.

Antigamente, antibiótico de escolha era a penicilina G, entretanto devido a resistência das cepas a
esse antibiótico nos últimos anos hoje se faz uso de Ampicilina em dose única de 3,5g + 1g de
Probenecida, devendo fazer teste após 7 semanas p/ homens e 10 p/ mulheres. Outros tratamentos
incluem o uso por via oral em dose única e os fármacos usados podem
ser ceftriaxona, ofloxacino, ciprofloxacino, dentre outros.

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Introdução a Obstetrícia

A obstetrícia é o ramo da medicina que estuda a reprodução na mulher. Investiga a gestação,


o parto e o puerpério (pós-parto) nos seus aspectos fisiológicos e patológicos.

O obstetra é o médico especialista que cuida do desenvolvimento do feto, além de prestar


assistência à mulher nos períodos da gravidez e pós-parto.

No entanto, existem outros profissionais habilitados no cuidado ao ciclo gravídico puerperal do


parto normal: Enfermeiros Obstetras e Obstetriz.

O termo "obstetrícia" vem da palavra latina "obstetrix", que é derivada do verbo "obstare" (ficar ao
lado). Para alguns, seria relativo à "mulher assistindo à parturiente" ou "mulher que presta auxílio".

A Fisiologia da sexualidade

A resposta sexual humana é um processo complexo de relações fisiológicas sucessivas, com o


objetivo de preparar o corpo dos parceiros para o ato sexual. A excitação provoca reações
neurológicas, vasculares, musculares e hormonais que afetam com alguma intensidade todo o
organismo.
Os autores Masters & Johnson, estudaram o processo da resposta sexual e descreveram 4 fases:
excitação, platô, orgasmo e resolução. Cada uma destas fases é dependente de receptividade
psicológica e de estímulo sexual adequado, que pode ser visual, auditivo ou tátil.
1. Excitação: é a fase em que as sensações eróticas fazem o homem apresentar ereção do pênis e a
mulher a lubrificação vaginal. A respiração se torna ofegante, o pulso e a pressão arterial aumentam.
2. Platô: é a fase mais avançada da excitação que ocorre antes do orgasmo.
3. Orgasmo: é a fase de prazer mais intenso, onde ocorre a ejaculação do sêmen e as contrações dos
músculos ao redor da vagina.
4. Resolução: nesta fase, os impulsos fisiológicos locais cessam e todo o organismo volta ao seu
estado anterior à excitação.

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Etapas da resposta sexual masculina

a) Ereção: a resposta sexual masculina começa com a entrada de sangue nos corpos cavernosos
levando à ereção. O pênis alonga-se e aumenta de diâmetro.
b) Lubrificação: é feita pelas glândulas de Cowper que secretam um líquido viscoso, que durante a
estimulação é distribuído pela uretra, aparecendo algumas pequenas gotas do meato urinário.
c) Ejaculação: a ejaculação ocorre em 2 fases. A primeira começa com contrações dos testículos,
epidídimos e canais diferentes, a fim de expulsar os espermatozóides para a uretra prostática. Ao
mesmo tempo, contrações nas vesículas seminais e próstata, expulsando as secreções das vesículas
seminais e prostática. Na segunda fase, ocorre a ejaculação do sêmen. Isto é conseguido através de
contrações fortes e regulares (em números de 2 a 4, com intervalo de 0.8 segundos, que provocam
intensa sensação de prazer).
d) Resolução: na resolução, há involução do pênis, em duas fases. Na primeira ocorre uma
involução rápida (até 50%) da ereção completa, seguida da segunda fase, mais lenta, dependendo do
estímulo pré e pós-coito.
e) Existe um período chamado de refratário antes que o homem possa ter uma ereção completa e
ejaculação. Este é muito variável mas tende a aumentar com a idade.

Etapas da resposta sexual feminina

a) Ereção: da mesma forma que o pênis, a estimulação sexual provoca dilatação das artérias do
clitóris, que aumenta de tamanho e se torna rígido. Simultaneamente, há um alongamento da vagina,
no fundo da qual torna-se um lago para receber o sêmen.
b) Lubrificação: 10 a 30 segundos após o início da excitação, as paredes vaginais começam a
produzir um líquido lubrificante.
c) Orgasmo: a sensação de orgasmo para a mulher é bastante subjetiva. A intensidade varia de
acordo com a experiência individual e de uma mulher par a outra. O orgasmo feminino é sentido
como uma grande “onda” de prazer física, coincidindo com contrações fortes dos músculos da
região genital.
Durante o orgasmo há hiperventilação, taquicardia e aumento da pressão arterial. Geralmente a
fricção do pênis na parede vaginal é suficiente para desencadear o orgasmo, mas algumas mulheres
necessitam de uma estimulação intensa no clitóris. Isto não constitui nenhuma anormalidade. O
homem ejacula o sêmen no fundo da vagina e parte do sêmen fica depositado na porção que se
dilatou, formando, assim, o lago seminal. Durante o orgasmo feminino, as contrações musculares
vaginais, promovem uma modificação no calibre da vagina, moldando-se ao calibre do pênis, para
impedir que o sêmen ejaculado se escoe. Simultaneamente, há contrações musculares intensas que
modificam a posição do útero, de maneira que o colo uterino praticamente mergulhe no lago
seminal e haja maior contato possível entre o colo e o sêmen, para que os espermatozóides possam
entrar na cavidade uterina. Assim como o homem, após o orgasmo, a mulher experimenta um
relaxamento físico e psicológico. A vagina volta a forma anterior à excitação, parte do sêmen
extravasa pela vulva. O útero volta ao seu estado normal de repouso em 5 a dez minutos após o
orgasmo. Não é preciso necessariamente terminar a relação sexual, pois o contato físico, a troca de
carinhos e beijos são umas fontes de prazer adicional.

Fisiologia da Gestação

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A fecundação do óvulo ocorre geralmente, na primeira porção das tubas uterinas. Um único
espermatozóide atravessa sua membrana carregando consigo 23 cromossomos não pareados.
Imediatamente, esses cromossomos isolados combinam-se com os outros 23 cromossomos ,
também não pareados que existem nesse óvulo, passando a formar um complemento normal de 46
cromossomos , dispostos em 23 pares . Isso dá início ao processo de multiplicação celular, cujo
resultado final é o desenvolvimento de um embrião .

Durante as primeiras semanas após a implantação do ovo, sua nutrição vai depender da digestão
trofoblástica e da fagocitose do endométrio. Contudo em torno da 12ª semana de gravidez, a
placenta já se desenvolveu o suficiente para que possa, daí por diante suprir todos os nutrientes que
forem necessários. A placenta é formada por um componente materno que é formado por grandes e
múltiplas camadas chamadas de seios placentários por onde flui continuamente o sangue materno, e
por um componente fetal que é representado , principalmente por uma grande massa de vilosidades
placentárias que proeminam para o interior dos seios placentários e por cujo interior circula o
sangue fetal. Os nutrientes difundem desde o sangue materno através da membrana da vilosidade
placentária para o sangue fetal, passando por um meio da veia umbilical para o feto. Por sua vez ,os
excretas fetais como o gás carbônico, a uréia e outras substâncias ,difundem do sangue fetal para o
sangue materno e são eliminados para o exterior pelas funções excretoras da mãe.

A placenta secreta quantidades extremamente elevadas de estrogênio e de progesterona , cerca de 30


vezes mais estrogênio do que é secretado pelo corpo lúteo e cerca de 10 vezes mais progesterona.
Esses hormônios são muito importantes na promoção do desenvolvimento fetal. Durante as
primeiras semanas de gravidez , um outro hormônio também secretado pela placenta ,a
gonadotropina coriônica ,estimula o corpo lúteo, fazendo com que continue a secretar estrogênio e
progesterona durante a primeira parte da gravidez .Esses hormônios do corpo lúteo são essenciais
para a continuação da gravidez ,durante as primeiras 8 a 12 semanas, mas, após esse período a
placenta secreta quantidades suficientes de estrogênio e progesterona para assegurar a manutenção
da gravidez.

Corpo lúteo

O corpo lúteo (do latim corpus luteum: corpo amarelo) é uma


estrutura endócrina temporária em mamíferos fêmea, envolvida na produção de
hormonios, principalmente de progesterona mas também de quantidades moderadas
de estradiol.
O corpo lúteo forma-se em todos os ciclos menstruais, com o rompimento do folículo
ovariano para liberar o ovócito maduro na ovulação. Permanece
produzindo hormônios no ovário e caso não ocorra gravidez dura cerca de 14 dias (fase
lútea) até começar a degenerar. Ao degenerar origina o corpo hemorrágico e
posteriormente, é substituído por tecido cicatricial branco, deixando uma pequena
cicatriz no ovário designada por corpo albicans.

Ao término de aproximadamente nove meses de crescimento e de desenvolvimento, uma


criança completamente formada é expulsa do útero pelo processo do trabalho de parto
.Embora a causa precisa do trabalho de parto não seja conhecida, parece resultar, fora de
qualquer dúvida, de fatores tais como (1) estimulação mecânica do útero pelo feto em
crescimento e (2) alterações na intensidade de secreção dos hormônios placentários, em
especial ,do estrogênio e da progesterona.

HORMÔNIOS
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Os hormônios desempenham um papel muito importante na gravidez . A maior parte desses


hormônios é secretada pela própria placenta . Dois desses hormônios são o estrogênio e a
progesterona ,os dois hormônios sexuais femininos que são secretados pelos ovários durante o
ciclo menstrual feminino normal. Entretanto dois outros hormônios também importantes e,
até mesmo necessários para a gravidez são a gonadotropina coriônica e a somatomamotropina
coriônica humana. Esses hormônios atuam tanto sobre a mãe quanto sobre o feto. Na mãe
ajuda a controlar as alterações do útero e das mamas que são necessárias para assegurar a
vida fetal até seu desenvolvimento e de promover a produção de leite. Também ajudam a
regular o desenvolvimento do próprio feto, especialmente de seus órgãos sexuais.

SECREÇÃO DE ESTROGÊNIO E PROGESTERONA DURANTE A GRAVIDEZ

As quantidades de estrogênio e progesterona secretadas pelo corpo lúteo aumentado , são , em


si mesmas, pequenas , quando comparadas às quantidades desses dois hormônios que serão
secretadas pela própria placenta. A secreção placentária desses dois hormônios começa dentro
de poucas semanas após o início da gravidez e aumenta , de forma especialmente rápida, após
a décima sexta semana de gravidez , atingindo o seu máximo pouco antes do nascimento do
feto. A secreção de estrogênio aumenta cerca de 30 vezes , e a de progesterona cerca de 10
vezes, em relação às quantidades secretadas durante o ciclo menstrual normal.

FUNÇÕES DO ESTROGÊNIO DURANTE A GRAVIDEZ

Na mãe provoca rápida proliferação da musculatura uterina, aumento muito acentuado do


crescimento do sistema vascular para o útero, dilatação dos órgãos sexuais externos e do orifício
vaginal, o que provê uma via adequadamente maior para a passagem do feto, e provavelmente
também certo grau de relaxamento dos ligamentos pélvicos que permitem a dilatação do canal
pélvico com passagem do feto.

Além desses efeitos sobre os órgãos reprodutivos , o estrogênio também promove o crescimento
rápido das mamas. Em especial os ductos ficam muito aumentados e as células glandulares
aumentam de número. Finalmente o estrogênio promove a deposição , nas mamas de quantidade
adicional de gordura, em torno de meio quilo.

FUNÇÕES DA PROGESTERONA DURANTE A GRAVIDEZ

A primeira função da progesterona durante a gravidez é a de tornar disponíveis para o uso fetal as
quantidades adicionais de nutrientes que ficam armazenadas no endométrio .Isso é realizado para
fazer com que essas células do endométrio armazenem glicogênio (forma de glicose armazenada) ,
gorduras e aminoácidos. Além disso, a progesterona exerce potente efeito inibidor sobre a
musculatura uterina, fazendo com que permaneça relaxada durante toda a gravidez.
A progesterona complementa os efeitos do estrogênio sobre as mamas. Faz com que os elementos
glandulares fiquem ainda maiores e formem um epitélio secretor, e promove a deposição de
nutrientes nas células glandulares , de modo que , quando a produção de leite for necessária , todos
os elementos que devem participar dessa produção estejam disponíveis.

SECREÇÃO E FUNÇÃO DA GONADOTROPINA CORIÔNICA DURANTE A


GRAVIDEZ (HCG)

Se o corpo lúteo degenera ou é removido do ovário durante os 2 ou 3 primeiros meses de gravidez,

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a perda de estrogênio e progesterona que são secretados por este corpo lúteo faz com que o feto pare
de se desenvolver e seja eliminado dentro de poucos dias. Por esta razão é necessário que o corpo
lúteo permaneça ativo , pelo menos , durante o primeiro terço da gravidez. Além desse período , a
remoção do corpo lúteo geralmente não mais afeta o curso da gravidez, devido a que, a esse tempo a
placenta já está secretando tanto estrogênio e tanta progesterona quanto estaria o corpo lúteo.
A gonadotrofina coriônica começa a ser formada a partir do dia em que os trofoblastos implantam
no endométrio uterino. Sua concentração é máxima aproximadamente durante a oitava semana de
gravidez. Dessa forma sua concentração é mais elevada exatamente no período em que é essencial
impedir a involução do corpo lúteo. Nas partes média e tardia da gravidez, a secreção da
gonadotropina coriônica cai até valores muito menores. A essa época da gravidez , sua única função
conhecida e a de estimular a secreção de testosterona pelo testículo fetal e tem papel muito
importante no desenvolvimento do feto masculino.

ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS

Durante a gravidez várias mudanças ocorrem no corpo da mulher

O PRIMEIRO TRIMESTRE

Os trimestres são um meio conveniente de medir a gravidez. Entretanto , eles têm durações
desiguais, e o terceiro trimestre varia de acordo com o tempo total da gravidez. O corpo da mulher
faz um grande esforço durante o primeiro trimestre (1-12 semanas) para se adaptar ao embrião e à
placenta em desenvolvimento.

- A taxa metabólica aumenta em 10-25% , de modo que o corpo acelera todas as suas funções.
- O rítmo cardíaco aumenta e o rítmo respiratório também aumenta à medida que mais oxigênio tem
que ser levado ao feto e que mais dióxido de carbono é exalado.
- As fibras musculares do útero ficam , rapidamente maiores e mais grossas, e o útero em expansão
tende a pressionar a bexiga, aumentando a vontade de urinar.
- O tamanho e peso dos seios aumentam rapidamente.
- Os seios tornam-se mais sensíveis logo nas primeiras semanas de gravidez.
- Surgem novos ductos lactíferos.
- As aréolas dos seios escurecem, e as glândulas nelas situados, chamadas tubérculos de
Montgomery , aumentam em número e tornam-se mais salientes.
- Com o aumento do envio de sangue para os seios, as veias se tornam mais visíveis.

O SEGUNDO TRIMESTRE

Vai da 13ª à 18ª semana. No início desse trimestre, o útero em expansão ultrapassa a borda da pelve,
o que resulta na perda gradual de cintura.

- A musculatura do trato intestinal relaxa, provocando diminuição das secreções gástricas; a


alimentação permanece mais tempo no estômago.
- Há menos evacuação pois o músculo intestinal está mais relaxado que o habitual.
- As mamas podem formigar e ficar doloridos.
- A pigmentação da pele tende a aumentar principalmente em áreas já pigmentadas como sardas,
pintas , mamilos.

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- Pode aparecer a linea nigra . A linea nigra é causada pela pigmentação da pele na área em que seu
músculo abdominal se distende para acomodar o bebê, ficando ligeiramente separado.

- As gengivas podem se tornar um tanto esponjosas devido à ação aumentada das hormônios da
gravidez.
- O refluxo do esôfago pode provocar azia (piroze), devido ao relaxamento do esfíncter no alto do
estômago (cárdia).
- O coração trabalha duas vezes mais do que o de uma mulher não grávida, e faz circular 6 litros de
sangue por minuto.
- O útero precisa de mais 50% de sangue que habitualmente.
- Os rins precisam de mais 25%de sangue do que habitualmente.

O TERCEIRO TRIMESTRE

Durante este trimestre (da 29ª semana em diante) , o feto em crescimento pressiona e restringe o
diafragma. Por isso a mulher grávida respira mais rápida e profundamente, aspirando mais ar com
cada inalação, o que aumenta o consumo de oxigênio.

- A taxa de ventilação aumenta cerca de 40% , passando dos 7 litros de ar por minuto da mulher não
- grávida para 10 litros por minuto , enquanto o consumo de oxigênio aumenta apenas 20%. A maior
sensibilidade das vias respiratórias aos elevados níveis de dióxido de carbono no sangue pode
resultar em falta de ar.
- À medida que o feto cresce e o abdome aumenta de tamanho, as costelas inferiores da mulher são
empurradas para fora.
- Os ligamentos inclusive da pelve e dos quadris , ficam distendidos, o que pode causar desconforto
ao caminhar.
- Mãos e pés edemaciados, além de causarem desconforto, podem ser um sinal de pré-eclâmpsia. A
pré-eclâmpsia é uma doença gestacional em que, após a 20ª semana (fim do 2º ou 3º trimestre), a
gestante desenvolve hipertensão e desenvolve proteína na urina (proteinúria).
- Podem ocorrer dores nas costas , causadas pela mudança do centro de gravidade do corpo e por
um ligeiro relaxamento das articulações pélvicas .
- Os mamilos podem secretar colostro. Colostro é uma forma de leite de baixo volume secretado
pela maioria dos mamíferos nos primeiros dias de amamentação pós-parto. Composto de vários
fatores para o desenvolvimento e proteção como água, leucócitos,proteínas, carboidratos e outros. O
colostro vai se transformando gradativamente em leite maduro nos primeiros quinze dias pós-parto.
- Aumenta a freqüência e a vontade de urinar.
- Aumenta a necessidade de repousar e dormir.

O peso do útero aumenta cerca de 20 vezes durante a gravidez, de cerca de 60 g , antes da gestação ,

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para cerca de 1000 g, ao termo, e aumenta de tamanho de cinco a seis vezes. Ao fim da gravidez o
útero tem de 30 a 35 cm de comprimento , de 20 a 25 cm de largura e cerca de 22 cm de
profundidade. Sua capacidade terá aumentado de 700 a 1000 vezes, de aproximadamente 4 ml para
de 4000 a 5000 ml.

Durante a gravidez o suprimento sanguíneo uterino aumenta de 20 a 40 vezes. As artérias uterinas,


que são a principal fonte do suprimento uterino, são ramos das ilíacas internas; passam para dentro
e ao longo dos ligamentos largos e penetram no útero aproximadamente ao nível do orifício interno
do colo. Sobem então por cada lado do útero e formam uma rede de arteríolas espirais que fornecem
um amplo suprimento de sangue.

As alterações dos vasos sanguíneos revertem rapidamente após o parto. Uma semana após , os
vasos já retornaram ao seu tamanho primitivo.

Modificações acentuadas ocorrem nas mamas durante a gravidez, devido ao desenvolvimento de


tecido glandular . As mamas aumentam de tamanho e firmeza, e ficam nodulares. Freqüentemente
aparecem estriações na pele. O aumento é perceptível algumas semanas após a concepção e
continua por toda a gestação. Há também um aumento considerável na vascularização das mamas
no início da gravidez, e as veias superficiais ficam mais proeminentes. Essas alterações são
freqüentemente acompanhadas por uma sensação de dor, formigamento e peso nas mamas, no início
da gestação, e são considerados sinais presuntivos de gravidez.

Os mamilos ficam mais móveis , e será mais fácil para o bebê apreende-los para mamar. As
glândulas mamarias ficam maiores.

Há uma grande variação individual no aumento do tamanho das mamas , mas o aumento médio é de
cerca de 700 g para cada mama.

O abdome modifica de contorno à medida que o Útero em crescimento estende-se para dentro da
cavidade abdominal, ocupando-a cada vez mais, ata que o feto contido pelo útero fica
completamente dentro dela. Os músculos abdominais sustentam grande parte do peso do feto.

Durante a última parte da gravidez, estrias ondulares, irregulares e discretamente deprimidas se


desenvolvem freqüentemente na pele do abdome e , às vezes, também na das mamas, quadris e
parte superior das coxas. Essas estrias são chamadas de estrias gravídicas. As recentes são de
coloração rosa pálido ou azuladas. Após o parto adquirem o aspecto prateado brilhante de tecido
cicatricial. Em uma mulher que tenha tido filhos poderá haver estrias novas e antigas, sendo as
resultantes da primeiras gestações prateadas e brilhantes , e chamadas de estriae albicantes, ao passo
que as novas são rosadas ou azuladas.

As estrias surgem nas áreas de distensão máxima : o abdome, as mamas e as coxas. A gordura
subcutânea aumenta na gravidez, e distende a pele acima dela. Um considerável aumento de peso na
gestação, a obesidade desde o início da gravidez, uma distensão incomum da pele abdominal e a
retenção hídrica e o edema generalizado, todos esses fatores têm probabilidade de aumentar a
distensão da pele. Algumas mulheres são muito mais susceptíveis do que outras à separação do
tecido conjuntivo da pele; é por isso que têm muitas estrias, ao passo que outras, com distensão
igual, têm poucas ou nenhuma.

Parto

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Conceito

O parto (também chamado nascimento) é a saída do feto do útero materno. Pode ser visto como o
oposto da morte, dado que é o início da vida de um indivíduo fora do útero. A idade de um
indivíduo é definida em relação a este acontecimento na maior parte das culturas.

Tipos de Parto

Parto normal

É todo parto que acontece por via vaginal, ou seja, o bebê sai pela pelve (vagina) . Dependendo do
desenrolar do trabalho de parto, o médico pode usar medicamentos e fazer algumas intervenções.A
gestante pode receber analgesia, um tipo de anestesia que inibe a dor, mas não tira a sensação das
contrações nem o sentido do tato. Após a dilatação do colo do útero, ela é colocada na cama de
parto, onde o médico controlará a saída do bebê. Às vezes, faz-se um corte (episiotomia) no períneo
(região que liga a vagina ao ânus), com o objetivo de facilitar a passagem do bebê, protegê-lo contra
o desprendimento brusco e preservar os tecidos da vagina.

Parto natural

É um procedimento em que não existe nenhuma intervenção para a sua indução. Podem até ocorrer
algumas manobras para que a mulher não sinta dor, como massagens, mas sem o uso de
medicamentos. “Pode ser que esse parto siga dessa maneira até o fim e se concretize como parto
natural, como também pode ser que necessite de intervenção médica.

Parto de cócoras

É uma forma bastante antiga de dar à luz e a maneira mais fácil de expulsar o bebê, pois a gravidade
puxa o peso para baixo e colabora no trabalho de parto, acelerando a dilatação iniciada pelas
contrações. E possui algumas vantagens e desvantagens.

A vantagem é a abertura maior da vagina e da pelve óssea, provocada pela posição, deixando o
canal de parto desimpedido e muitas vezes favorecendo a saída do bebê. A desvantagem é que esse
tipo de parto está menos sujeito à assistência ao bebê, caso seja necessário, e à proteção do períneo
(região de saída da vagina) contra lacerações causadas durante o nascimento.

Parto na água

O parto na água traz, em especial, dois riscos para a vida do recém-nascido. O primeiro é o de
pneumonia, pois a água em que ele vai nascer não é estéril e, não raro, está contaminada por
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microorganismos do local. Então, o risco de aspiração dessa água contaminada para o pulmão do
bebê, que pode levar a uma infecção, é real.

O segundo risco é o de asfixia: o bebê consegue viver em meio ao líquido amniótico, dentro da
barriga da mãe, porque toda a sua oxigenação é feita pelo cordão umbilical (órgão que pulsa e que
manda oxigênio e nutrientes); o seu pulmão está em formação nessa etapa e apenas recebe líquido
para que seja expandido, mantendo os alvéolos abertos. Depois do nascimento, em
aproximadamente um minuto, o cordão umbilical deixa de pulsar. O bebê, então, para de receber
oxigênio por essa via e terá que respirar pelos pulmões, que não devem estar cheios de água.

Durante o trabalho de parto, com o rompimento da bolsa, a criança expulsa parte desse líquido que
está em seus pulmões, para que eles estejam limpos ao nascer. Por isso, o parto na água é
desaconselhável.

Parto a fórceps

É um parto operatório via vaginal, em que é usado um instrumento cirúrgico em formato de duas
colheres (fórceps) para a retirada do bebê. É posicionado na cabeça da criança, perto dos ouvidos
(têmporas).

Esse procedimento é indicado quando o bebê está com alguma dificuldade para sair. E é feito
quando há dilatação total do colo uterino e o bebê está bem embaixo, quase saindo, mas ainda
precisa de ajuda, em função de cansaço da mãe.

Parto Leboyer

Criado pelo médico francês Frédérick Leboyer, é uma modalidade de parto que presa por um
ambiente mais confortável para o nascimento, com foco no atendimento ao recém-nascido, tentando
fazer daquela experiência a menos traumática possível.

Caracteriza-se pelo uso de pouca luz, silêncio, principalmente depois do nascimento, massagem nas
costas do bebê, amamentação precoce e banho perto da mãe, que pode ser dado pelo pai. “São
cuidados interessantes e que podem ser utilizados na maioria dos partos, embora não se possa dizer
que nascer de outra maneira seja, de fato, traumático ou traga consequências negativas”.

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Parto cesárea , cesariana ou cirúrgico

É um parto operatório, com corte abdominal. E é realizado quando não existem condições
favoráveis de a criança vir ao mundo de parto normal.

Na cesárea, após a anestesia, o médico corta algumas camadas de tecido abdominal até chegar ao
útero, por onde é retirada a criança; depois, é cortado o cordão umbilical e a cavidade uterina é
limpa. Só então o médico faz as suturas no caminho inverso, utilizando fios cirúrgicos.

Períodos Clínicos do parto


Dilatação
Um parto humano típico começa com o início da primeira fase do parto: contrações do útero,
inicialmente com frequência de 2 a 3 em cada 10 minutos e com duração aproximada de 40
segundos. Ocasionalmente, o parto é precedido da ruptura do saco amniótico, também chamado de
ruptura das aguas quando se romper. As contrações aceleram até que ocorram com frequência de 5 a
cada 10 minutos e duração clínica de 70 segundos, quando se aproxima a expulsão do feto. Na
expulsão, somam-se as contrações uterinas aos esforços expulsivos voluntários da mãe.

O trabalho de parto pode se iniciar com colo uterino fechado, abrindo com a força das contrações,
ou com dilatação de 2 a 3 centímetros nas primíparas (primeiro parto), e de 3 a 4 centímetros nas
multíparas(múltiplos partos). Cada contração dilata a colo uterino até que ele atinge 10 centímetros
de diâmetro.

A duração do trabalho de parto varia imensamente, mas em média dura cerca de 12 horas para
mulheres parindo pela primeira vez (primíparas), ou em torno de 8 horas em mulheres que já
pariram anteriormente (multíparas).

Expulsão
A segunda fase do parto inicia com a cérvix completamente dilatada (10 cm) e termina com a
expulsão fetal. Uma nova força começa a atuar, a contração da musculatura do diafragma e da
parede abdominal que associados as contrações comprimem o útero de cima para baixo e da frente
para trás e assim o bebê é expelido.

O bebê usualmente nasce de cabeça, a chamada apresentação cefálica. Em alguns casos ocorre a
apresentação dos pés ou nádegas primeiro (apresentação pélvica). Com pessoal devidamente
treinado, mesmo bebês nessa apresentação ("breech") podem nascer através da vagina.

95% nascem com apresentação cefálica


4% nascem com apresentação pélvica
1% nascem com apresentação transversa

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Imediatamente após o parto a criança passa por extensas modificações fisiológicas à medida que se
habitua à sua respiração independente. Várias estruturas cardíacas começam a regredir
imediatamente após o parto.

Dequitação
A terceira fase do parto compreende ao desprendimento, descida e expulsão da placenta e
membranas. Ocorre entre 5 a 30 minutos após termino do período expulsivo. Ocorre pelas
contrações uterinas que diminuem o volume do útero e consequentemente aumentam a espessura da
parede muscular, com esta redução a placenta se descola pois não possui elasticidade. Assim ocorre
a infiltração de sangue entre a placenta e a decídua basal remanescente originando hematoma
retroplacentário.

As membranas fetais permanecem no local até que a placenta se desprenda por completo, quando se
dirige à vagina e é expulsa através de contrações ou por meio de esforços manuais, ou da mãe, se
não estiver sob efeito anestésico, ou do ou da assistente do parto.

Greenberg (Quarto período)


O período de Greenberg imediato corresponde à primeira hora depois da saída da placenta. É de
fundamental importância nos processos hemostáticos (impedir o sangramento excessivo). Durante
esse período há a possibilidade maior de ocorrerem grandes hemorragias.

Após 1ª hora o útero apresenta-se em condições normais, firmemente contraído completando assim
o mecanismo de hemostasia.

Lóquios

Lóquios são denominações dados as perdas de sangue, muco e tecidos do interior do útero durante
o período puerperal.

Os lóquios caracterizam-se, microscopicamente, por eritrócitos, células epiteliais, fragmentos de


decídua e bactérias.

Nos primeiros 3 dias de pós-parto, tem-se a loquiação vermelha (locchia rubra), constituída
principalmente por sangue e resíduos placentários .

Do 3o ao 10o dia, tem-se a locchia fusca, de coloração marrom-acastanhada pela degradação da


hemoglobina.

Após o 10o dia, tem-se a locchia flava (loquiação amarela), de aspecto purulento e com odor
semelhante a queijo; sendo que em condições patológicas (infecções) pode adquirir odor putrefato
desagradável.

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A partir do 21o dia, tem-se a locchia alba (loquiação branca), de aspecto pouco mais fluido que
clara de ovo, e consiste na esfoliação normal do endométrio.

Se houver persistência de coloração avermelhada depois de duas semanas deve-se considerar a


possibilidade de persistência de restos ovulares do local de implantação da placenta. O odor fétido
pode estar relacionado à infecção puerperal ou à vaginose bacteriana (provocada, dentre outras, pela
bactéria Gardnerella vaginalis).

Mecanismo do parto

Modelo de pélvis usada no início do século XX para ensino dos procedimentos necessários na hora
do parto. Museu de História da Medicina, Porto Alegre RS
Sob o ponto de vista mecânico, são quatro os elementos básicos para o estudo do parto:

trajeto: a bacia

objeto: o feto

motor: as contrações uterinas e a prensa abdominal

mecanismo: o conjunto de movimentos passivos desempenhado pelo feto para que possa nascer

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Os movimentos próprios do mecanismo de parto concorrem para que haja adaptação aos pontos
mais estreitos do canal do parto e às diferenças de forma do canal, mediante redução e acomodação
dos diâmetros fetais aos pélvicos. A finalidade primordial é colocar os menores diâmetros do feto
em concordância com os menores diâmetros da pelve.

Assistência de Enfermagem durante os períodos do parto

A assistência ao parto é dada em todos os seus períodos:

Dilatação
Expulsão
Dequitação

Cuidados no 1º período do parto (Dilatação)

Atendimento na Sala de Admissão

1 - Antes da Admissão

É feito exame obstétrico pelo médico ou obstetriz, os quais utilizam na ocasião o seguintes
materiais:
Fita métrica (medir a altura do útero);
Estetoscópio de Pinard (escultar o foco fetal);
Luva esterilizada ( para toque vaginal);
Anti-séptico (anti-sepsia da vulva);
Termômetro e esfigmomanômetro;
Mesa ginecológica;
Lençol.

O preparo da cliente para exame consta de:

Pedir a gestante para esvaziar a bexiga;


Verificar a temperatura axilar;
Ajudar a gestante a subir e descer da mesa de exame, colocá-la em decúbito dorsal sem roupa da
cintura para baixa, cobri-la com lençol dando apoio físico;
Auxiliar o médico durante o exame – o toque vaginal é realizado para fornecer dados que indiquem
a posição do feto e a dimensão da dilatação do colo uterino;
Posição ginecológica;
Sendo comprovado, pelos exames e a história, que a cliente está em trabalho de parto ou sendo uma
situação especial, a parturiente será admitida no hospital.
Impressos: ficha obstétrica (médico), prescrição médica e de enfermagem, termo responsabilidade.

2 – Depois da Admissão

Uma vez admitida na clínica, ainda na sala de admissão ou em local pré-determinado, a gestante
deverá ser submetida ao seguinte preparo:
Esvaziar a bexiga espontaneamente ou através de sondagem vesical. Geralmente a sondagem
vesical é feita nos casos de parto cirúrgicos, dexando-se a sonda de demora;

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Tricotomia do abdômen, períneo, raiz das coxas e ânus;


Banho de chuveiro – auxiliá-la no banho e vesti-la com camisola;
Lavagem intestinal – será feita dependendo de indicação médica;
Anti-sepsia das regiões tricotomizadas – lavá-las com água e sabão e em seguida passar solução
anti-séptica;
Controle de sinais vitais e anotação no prontuário;
Colheita de sangue para tipagem e fator RH.

Atendimento na Enfermaria

Terminados estes cuidados, a parturiente deverá ser encaminhada à enfermaria ou local determinado
pela obstretriz-chefe onde os cuidados de enfermagem terão continuidade, ressaltando-se os
seguintes:
A parturiente deverá permanecer em jejum;
As batidas do coração do feto (foco fetal – deverão ser ouvidos e contados a cada 15 minutos. Esse
controle é feito pelo médico ou obstetriz utilizando o estetoscópio de Pinard (ritmo e intensidade);
Quando ocorrem as contrações uterinas, a parturiente deverá respirar de maneira ofegante. No fim
da contração, deverá inspirar profundamente e expirar sem forçar, com a boca entre aberta. Orientá-
la para que proceda como o exposto acima;
Controle da dinâmica uterina – controle das contrações: freqüência, intensidade e duração, durante
10 minutos;
Observar perdas vaginais e avisar o médico;
Controle dos sinais de período expulsivo: aumento da freqüência das contrações uterinas,
abalamento do períneo e vontade de fazer força;
Encaminhamento de maca à sala de parto;
Promover ambiente repousante e bem-estar no leito.

Cuidados no 2º período do parto (Expulsão)

Os dois últimos períodos do parto, expulsão e dequitação, transcorrem na sala de parto, onde é
empregada a técnica de sala de operação.

Materiais esterilizados:

Campos;
Luvas e aventais;
Caixa de instrumental para parto;
Seringa de 10 cm e agulhas hipodérmicas 40x7 e 25x8;
Gaze;
Fio de sutura
Medicamentos: Anstésico local; Ocitocina(ampolas).

Materiais não esterilizados:

Aparelho de pressão e estetoscópio;


Cuba rim

Transportar a paciente em maca para a sala de parto;


Deitá-la na mesa de parto em posição ginecológica;
Atuar como circulante na sala de parto empregando técnica asséptica;

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Solicitar cooperação da parturiente na sala auxiliar na expulsão durante as contrações uterinas,


Orientá-la a inspirar profundamente e em seguida fazer força para baixo com todos os músculos do
abdômen;
Assim que se desprende a cabeça, pedir para a mãe respirar normalmente e parar de fazer força;
Depois do nascimento o bebê permanece ligado à placenta pelo cordão umbilical. Para liberar o
bebê, o cordão umbilical é pinçado com duas pinças e seccionado entre as mesmas;
O bebê deve chorar ao nascer. Verificar qual o sexo da criança envolvê-la em campo esterilizado e
levá-la para a sala de reanimação. Com a secção do cordão umbilical, termina o 2º período de
parto.

Cuidados no 3º período do parto (dequitação)

Alguns minutos após a expulsão do feto, dá-se a saída dos anexos fetais representados pela
placenta, saco amniótico e cordão umbilical.
Para ajudar na expulsão da placenta, o médico procede a delicada pressão sobre a parede uterina,
comprimindo o abdome;
A mãe é solicitada a fazer força para baixo;
Ao serem expulsos, receber os anexos em cuba rim ou bandeja;
Após a saída dos anexos é feita sutura da episiotomia pelo obstetra;
Pesar a placenta e colher sangue do cordão para tipagem sangüínea de bebê;
Verificar pressão arterial ;
Após a dequitação, não estando a cliente com pressão arterial alta, o médico solicitará a aplicação
de injeção de ocitocina.
Transportar a mãe em maca para a enfermaria

Climatério e Menopausa

Características gerais

O climatério pode ser definido como uma fase da evolução biológica feminina em que ocorre a
transição da mulher do período reprodutivo (ovulatório) para o não-reprodutivo. Essa fase é
caracterizada por alterações menstruais, fenômenos vasomotores, alterações físicas, ósseas,
cardiovasculares e psicológicas que podem afetar a qualidade de vida, e não apresenta limites
definidos de tempo de ocorrência, sendo variável para cada mulher.
A perimenopausa, ou mais atualmente chamada de período de transição menopausal, é definida
pelo início dos sintomas climatéricos até 12 meses após o término das menstruações.
A menopausa é definida como término permanente das menstruações, caracterizado por
amenorreia por mais de 12 meses. Geralmente ocorre entre os 40 e 51 anos de idade, sendo antes
disso caracterizada como menopausa prematura, e após 52 anos (ou 55 anos para alguns), tardia.
A transição menopausal dura em média cerca de 4 anos, podendo variar de 0 a 10 anos. Toda
sintomatologia e fisiologia dessa fase decorrem da insuficiência hormonal ovariana.
Os sinais e sintomas da menopausa apresentados pela mulher climatérica são decorrentes da
diminuição dos níveis hormonais, e apresentam intensidade variável para cada paciente, que pode
estar relacionada a fatores biológicos, condição da transição hormonal (abrupta ou gradativa) e a
fatores socioculturais. As principais manifestações da síndrome climatérica podem ser divididas em:

1. Neurogênicas: ondas de calor (fogachos), sudorese, calafrios, insônia, palpitações, cefaléia,


tonturas, parestesias.
2. Distúrbios menstruais: sangramento uterino disfuncional (menorragia, metrorragia,
hipermenorreia, amenorreia).

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3. Psíquicas: depressão, ansiedade, irritabilidade.


4. Sistêmicas: osteoporose, aterosclerose, alteração no metabolismo lipídico (queda do HDL e
elevação do LDL-colesterol).
5. Urogenitais: vulvovaginites , prurido vulvar, síndrome uretral (disúria, frequência, urgência e
nictúria sem infecção por micro-organismo), incontinência urinária de esforço.
6. Sexuais: diminuição da libido, secura vaginal, dispareunia, sangramento pós-coital, corrimento
vaginal.
7. Osteomusculares: artralgia, mialgia.

Métodos contraceptivos (anticoncepcionais)

A prevenção da gestação não planejada é fundamental, principalmente para adolescentes e adultos


jovens sexualmente ativos, que devem ser orientados precocemente, uma vez que a idade para
início das relações sexuais está diminuindo cada vez mais, enquanto estão aumentando o número
de adolescentes grávidas.
Os métodos contraceptivos podem ser divididos didaticamente em: comportamentais, de barreira,
dispositivo intra-uterino (DIU), métodos hormonais e cirúrgicos.
A escolha do método contraceptivo deve ser sempre personalizada levando-se em conta fatores
como idade, números de filhos, compreensão e tolerância ao método, desejo de procriação futura e
a presença de doenças crônicas que possam agravar-se com o uso de determinado método. Como
todos os métodos têm suas limitações, é importante que saibamos quais são elas, para que
eventualmente possamos optar por um dos métodos. Todavia, na orientação sobre os métodos
anticoncepcionais deve ser destacada a necessidade da dupla proteção (contracepção e
prevenção as DST e HIV/AIDS), mostrando a importância dos métodos de barreira, como os
preservativos masculinos ou femininos.

A) Métodos comportamentais:

Método Rítmico ou Ogino-Knaus (do calendário ou tabelinha): procura


calcular o início e o fim do período fértil (já explicado anteriormente no ciclo
menstrual) e somente é adequado para mulheres com ciclo menstrual regular. A
mulher deve ser orientada, inicialmente, a marcar no calendário os últimos 6 a
12 ciclos menstruais com data do primeiro dia e duração, calculando então o seu
período fértil e abstendo-se de relações sexuais com contato genital neste
período. É pouco eficaz se não for combinado com outros métodos, como
preservativos ou espermicidas, pois depende da abstenção voluntária nos
períodos férteis da mulher, onde a libido (desejo sexual) se encontra em alta.
Temperatura basal: método oriundo na observação das alterações fisiológicas da temperatura
corporal ao longo do ciclo menstrual. Após a ovulação, a temperatura basal aumenta entre 0,3 e
0,8o C (ação da progesterona). A paciente deve medir a temperatura oral, durante 5 minutos, pela
manhã (após repouso de no mínimo 5 horas) antes de comer ou fazer qualquer esforço, e anotar os
resultados durante dois ou mais ciclos menstruais. Esse procedimento deve ser realizado desde o
primeiro dia da menstruação até o dia em que a temperatura se elevar por 3 dias consecutivos.
Depois de estabelecer qual é a sua variação normal, e o padrão de aumento, poderá usar a
informação, evitando relações sexuais no período fértil.
Uma grande desvantagem do método da temperatura é que se a mulher tiver alguma doença, como
um simples resfriado ou virose, todo o esquema se altera, tornando impossível retomar a linha
basal, ou saber se o aumento de temperatura é devido à ovulação ou a febre.

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Método do Muco Cervical (Billing): baseia-se na identificação do


período fértil pelas modificações cíclicas do muco cervical, observado no
auto-exame e pela sensação por ele provocada na vagina e vulva. A
observação da ausência ou presença do fluxo mucoso deve ser diária. O
muco cervical aparece cerca de 2 a 3 dias depois da menstruação, e
inicialmente é pouco consistente e espesso. Logo antes da ovulação, ele
atinge o chamado "ápice", em que fica bem grudento.
Testa-se colocando o muco entre o indicador e o polegar e tentando-se separar os dedos. É
necessária a interrupção da atividade sexual nesta fase, permanecendo em abstinência por no
mínimo 4 dias a partir do pico de produção, período em que se inicia o período infértil novamente.
Esse método também exige observação sistemática e responsabilidade por parte da mulher durante
vários meses, até conhecer bem o seu ciclo e o muco. No entanto, qualquer alteração provocada
por doença, ou quando a mulher tem pouco ou muito muco, o método se torna pouco confiável.

Coito interrompido: baseia-se na capacidade do homem em pressentir a iminência da ejaculação


e neste momento retirar o pênis da vagina. Tem baixa efetividade, levando à disfunção sexual do
casal, e deve ser desencorajado.

B) Métodos de Barreiras

Estes métodos impedem a ascensão dos


espermatozóides ao útero, sendo fundamentais na
prevenção das DST e AIDS. Junto com a pílula
anticoncepcional e o coito interrompido, são os
métodos não definitivos mais utilizados.
Condon ou camisinha ou preservativo: quase todas
as pessoas podem usar; protege contra doenças
sexualmente transmissíveis, inclusive AIDS; previne
doenças do colo uterino; não faz mal a saúde; é de
fácil acesso.

O condom masculino é um envoltório de látex que recobre o pênis,


retendo o esperma no ato sexual, impedido o contato deste e de outros
microrganismos com a vagina e o pênis ou vice-versa.
Uso da masculina: desenrolar a camisinha no pênis ereto, antes de
qualquer contado com a vagina, ânus ou boca. Deve ser retirada do
pênis imediatamente após a ejaculação, segurando as bordas da
camisinha para impedir que os espermatozóides escapem para a vagina.

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A camisinha possui lado certo para desenrolar, para saber qual


é o correto, basta tentar desenrolar se não der ou for muito
complicado vire a pontinha para o outro lado.

Depois de retirá-la da embalagem, deve-se apertar a pontinha


(dando uma leve torcidinha) para evitar que fique com ar
porque, se ficar com ar, ela pode estourar com mais facilidade.
Lembre-se que o pênis deve estar ereto (duro).

Segurando a ponta apertada ir desenrolando a camisinha


sobre o pênis até chegar à base. Depois de desenrolar até a
base evite ficar passando a mão, pois pode retirar o
lubrificante e fazer com que a camisinha estoure com mais
facilidade. Agora está tudo pronto para se ter uma relação
sexual protegida.

A camisinha deve ficar desta forma no pênis.

O condom feminino constitui-se em um tubo de


poliuretano com uma extremidade fechada e a outra aberta
acoplado a dois anéis flexíveis também de poliuretano na
cérvice uterina, paredes vaginais e vulva. O produto já
vem lubrificado devendo ser utilizado uma única vez,
destacando-se que o poliuretano por ser mais resistente
que o látex pode ser utilizado com vários tipos de
lubrificantes.

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Uso da feminina: retirar da embalagem somente na


hora do uso. Flexionar o anel de modo que possa ser
introduzido na vagina. Com os dedos indicador e médio,
empurrar o máximo que puder, de modo que fique
sobrando um pouco para fora, o que deve permanecer
assim durante a relação. Retirar logo após a ejaculação,
rosqueando o anel para que não escorra o líquido seminal
para dentro da vagina.
Se usada corretamente, sua eficácia é alta, varia de
82 a 97%.
Efeitos colaterais: alergia ou irritação, que pode ser
reduzida trocando a marca e tipo e com uso de
lubrificantes à base de água.

Diafragma: é um anel flexível, coberto por uma membrana de


borracha fina, que a mulher deve colocar na vagina, para cobrir o colo
do útero. Como uma barreira, ele impede a entrada dos
espermatozóides, devendo ser utilizado junto com um espermicida, no
máximo 6 horas antes da relação sexual. A adesão da paciente depende
da utilização correta do dispositivo. A higienização e o armazenamento
corretos do diafragma são fatores importantes na prevenção de
infecções genitais e no prolongamento da vida útil do dispositivo. Por
apresentar vários tamanhos (de acordo com o tamanho do colo uterino),
deve ser indicado por um médico para uma adequação perfeita ao colo
uterino. Deve ser usado com espermicida. Recomenda-se introduzir na
vagina de 15 a 30 minutos antes da relação sexual e só retirar 6 a 8
horas após a última relação sexual de penetração.

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Esponjas e Espermicidas: as esponjas são feitas de


poliuretano, são adaptadas ao colo uterino com alça para sua
remoção e são descartáveis (ao contrário do diafragma), estão
associadas a espermicidas que são substâncias químicas que
imobilizam e destroem os espermatozóides, podendo ser utilizados
combinadamente também com o diafragma ou preservativos.
Existem em várias apresentações de espermicidas: cremes, geléias,
supositórios, tabletes e espumas.

Dispositivo Intra-Uterino (DIU): os DIUs


são artefatos de polietileno, aos quais podem ser
adicionados cobre ou hormônios, que são
inseridos na cavidade uterina exercendo sua
função contraceptiva. Atuam impedindo a
fecundação, tornando difícil a passagem do
espermatozóide pelo trato reprodutivo feminino.
Os problemas mais freqüentes durante o uso
do DIU são a expulsão do dispositivo, dor pélvica,
dismenorréia (sangramentos irregulares nos meses
iniciais) e aumento do risco de infecção (infecção
aguda sem melhora ou infecções persistentes
implicam na remoção do DIU). Deve ser colocado
pelo médico e é necessário um controle semestral
e sempre que aparecerem leucorréias (corrimentos
vaginais anormais).
Mulheres que têm hemorragias muito abundantes ou cólicas fortes na menstruação, ou que tenham
alguma anomalia intra-uterina, como miomas ou câncer ginecológico, infecções nas trompas,
sangramentos vaginais ou alergia ao cobre não podem usar o DIU. Não é aconselhado para
nulíparas (mulheres que nunca engravidaram).
A gravidez raramente ocorre (eficácia alta, variando de 95 a 99,7%) com risco de abortamento no
1o e 2o trimestres. A retirada do DIU pode ser feita após avaliação ultra-sonográfica, considerando
os riscos para o embrião. Se a retirada não for possível por riscos de abortamento, a paciente deve
ser acompanhada a intervalos curtos de tempo e orientada em relação a sangramentos vaginais e
leucorréias.

Lançado recentemente no Brasil, o Mirena é um novo


método endoceptivo, como o DIU. Trata-se de um dispositivo
de plástico ou de metal colocado dentro do útero. É um DIU
combinado com hormônios. Tem forma de T, com um
reservatório que contém 52 mg de um hormônio chamado
levonogestrel que age na supressão dos receptores de estriol
endometrial, provocando a atrofia do endométrio e inibição da
passagem do espermatozóide através da cavidade uterina.

O Mirena atua liberando uma pequena quantidade de hormônio diretamente da parede


interna do útero, continuamente por cinco anos. Ele também torna o muco do cérvix (colo do

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útero) mais espesso, prevenindo a entrada do esperma. A dosagem é equivalente a tomar duas a
três mini-pílulas por semana. A diferença do Mirena em relação aos outros dispositivos intra-
uterinos é que ele evita muitos efeitos colaterais.

Vantagens

A menstruação pode desaparecer completamente em algumas mulheres após poucos meses.

Tem duração de cinco anos.

Método seguro (1 a cada 1000 mulheres poderão engravidar).

Risco de gravidez ectópica reduzido (cerca de 2 a cada 10.000 mulheres ao ano).

Reduz dores menstruais.

As desvantagens são semelhantes às do DIU.


Índice de falha: 0.1%

D) Anticoncepção Hormonal

Anticoncepcional Hormonal Combinado Oral (AHCO): o


AHCO consiste na utilização de estrogênio associado ao
progesterona, impedindo a concepção por inibir a ovulação pelo
bloqueio da liberação de gonadotrofinas pela hipófise. Também
modifica o muco cervical tornando-o hostil ao espermatozóide,
altera as condições endometriais, modifica a contratilidade das
tubas, interferindo no transporte ovular.
Existem diversos tipos de pílulas. As mais comumente
receitadas são:
1. pílulas monofásicas: toma-se uma pílula por dia, e todas têm a
mesma dosagem de hormônios (estrogênio e progesterona).
Começa-se a tomar no quinto dia da menstruação até a cartela
acabar. Fica-se sete dias sem tomar, durante os quais sobrevém
a menstruação.
2. pílulas multifásicas: toma-se uma pílula por dia, mas existem
pílulas com diferentes dosagens, conforme a fase do ciclo. Por
isso, podem ter dosagens mais baixas, e causam menos efeitos
colaterais. São tomadas como as pílulas monofásicas, mas têm
cores diferentes, de acordo com a dosagem e a fase do ciclo:
não podem ser tomadas fora da ordem.
3. pílulas de baixa dosagem ou minipílulas: têm uma dosagem
mais baixa e contém apenas um hormônio (geralmente
progesterona); causando menos efeitos colaterais. São
indicadas durante a amamentação, como uma garantia extra
para a mulher. Devem ser tomadas todos os dias, sem

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interrupção, inclusive na menstruação.

Idealmente, a pílula só deve ser tomada depois de se fazer um


exame médico completo em um ginecologista, que receitará a
mais adequada para cada caso.

Desvantagens

Pode causar efeitos colaterais em algumas mulheres, como náusea, sensibilidade dos seios, ganho
de peso ou retenção de água, alterações no humor, manchas na pele, dor de cabeça, aumento na
pressão sangüínea.

Em algumas mulheres podem causar riscos à saúde. Desta forma, mulheres fumantes, com
problemas cardíacos, com doenças do fígado e do coração, hipertensão, suspeita de gravidez, flebite
ou varizes, glaucoma, enxaqueca, derrame, ou obesidade não devem usar pílulas.

É menos efetiva quando tomada com algumas drogas. Certas medicações, especificamente
antibióticos interferem na ação das pílulas, tornando o controle menos efetivo.

Uma falha no esquema de tomar a pílula pode cancelar ou diminuir sua efetividade.

Tomada por muito tempo, pode aumentar o risco de câncer de mama.

Não é recomendada para mulheres com menos de 16 ou mais de 40 anos.

Pílula pós-coito ou pílula do dia seguinte: a anticoncepção de emergência é um uso alternativo


de contracepção hormonal oral (tomado antes de 72 horas após o coito) evitando-se a gestação
após uma relação sexual desprotegida. Este método só deve ser usado nos casos de emergência, ou
seja, nos casos em que os outros métodos anticoncepcionais não tenham sido adotados ou tenham
falhado de alguma forma, como esquecimento, ruptura da caminsinha, desalojamento do
diafragma, falha na tabelinha ou no coito interrompido, esquecimento da tomada da pílula por dois
ou mais dias em um ciclo ou em caso de estupro. Este contraceptivo contém o levonorgestrel, que
é um tipo de progesterona. O levonorgestrel previne a gravidez inibindo a ovulação, fertilização e
implantação do blastocisto.

É importante esclarecer que essas não são pílulas de aborto e


não causam aborto, e elas não ajudarão se a mulher já estiver
grávida. Ela pode ajudar somente a prevenir a gravidez. Esta
medida tem causado vários efeitos colaterais e não deve ser
usada regularmente.

Um tablete original contém dois comprimidos. O primeiro comprimido deve ser tomado no
máximo 72 horas após a ocorrência de uma relação sexual desprotegida (nunca após esse prazo).
O segundo deve ser tomado 12 horas após o primeiro. Se ocorrer vômito, a dose deve ser repetida.
Nem sempre surte resultados e pode ter efeitos colaterais intensos. Os sintomas mais comuns são
náusea, dores abdominais, fadiga, dor de cabeça, distúrbio no ciclo menstrual, tontura, fragilidade
dos seios, e, em casos menos comuns, diarréia, vômito e acnes.

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Com efeito semelhante, podem ser utilizados quaisquer anticonceptivos hormonais orais contendo
apenas progesterona ou combinados, contendo 0,25 mg de levonorgestrel e 0,05 mg de
estinilestradiol (Evanor, Neovlar) ou contendo 0,15 mg de levonorgestrel e 0,03 mg de
etinilestradiol (Microvlar, Nordette).
Índice de falha:
Se usada até 24 horas da relação - 5 %.
Entre 25 e 48 horas - 15 %.
Entre 49 e 72 horas - 42 %.

Injetáveis: os anticoncepcionais hormonais injetáveis são anticoncepcionais


hormonais que contém progesterona ou associação de estrogênios, para
administração parenteral (intra-muscular ou IM), com doses hormonais de longa
duração.
Consiste na administração de progesterona isolada, via parenteral (IM), com
obtenção de efeito contraceptivo por períodos de 1 ou 3 meses, ou de uma
associação de estrogênio e progesterona para uso parenteral (IM), mensal.

Injeção mensal Injeção Trimestral

Outros métodos hormonais


IMPLANON (implante hormonal): microbastão de hormônio sintético similar à progesterona,
que é implantado no antebraço (com anestesia local) e inibe a ovulação. Dura três anos.

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Nuvaring®: é um anel vaginal contendo Etonogestrel e


Etinilestradiol que é colocado na vagina no 5º dia da menstruação,
permanecendo nesta posição durante três semanas.
A maior vantagem é que a mulher não precisará tomar a
pílula todo dia e nem esquecerá. Outra vantagem é que os
hormônios serão absorvidos diretamente pela circulação evitando
alguns efeitos colaterais desagradáveis da pílula oral.
NuvaRing® pode ser colocado com a mulher deitada, agachada, ou em pé.

O anel após ser retirado da embalagem deve ser flexionado conforme visto na
figura.

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A mulher deve introduzi-lo na vagina empurrando-o com o dedo até não senti-lo
mais.

NuvaRing® após colocado não é sentido pela paciente.


A colocação é no 5º dia da menstruação e deve permanecer no local por 21 dias.
Para retirar o Nuvaring® basta inserir o dedo na vagina e puxar o anel.
Deverá ser feita uma pausa de 7 dias e NOVO anel deve ser utilizado por mais 21 dias.

Evra® (adesivo anticoncepcional): Foi lançado no Brasil em Março de 2003 o Evra®. O Evra é
um adesivo anticoncepcional que deve ser colado na pele, em diversos locais do corpo,
permanecendo na posição durante uma semana.

A maior vantagem é que a mulher não precisará tomar a pílula todo dia e nem esquecerá. Outra
vantagem é que os hormônios serão absorvidos diretamente pela circulação evitando alguns
efeitos colaterais desagradáveis da pílula oral.

Locais de aplicação indicados

A maior vantagem é que a mulher não precisará tomar a pílula todo dia e nem esquecerá. Outra
vantagem é que os hormônios serão absorvidos diretamente pela circulação evitando alguns
efeitos colaterais.

E) Métodos definitivos

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Laqueadura tubária e Vasectomia: a esterilização (laqueadura tubária e vasectomia) um


método contraceptivo cirúrgico e definitivo, realizado na mulher através da ligadura ou corte
das trompas impedindo, o encontro dos gametas masculino e feminino e no homem, pela ligadura
ou corte dos canais deferentes (vasectomia), o que impede a presença dos espermatozóides no
líquido ejaculado. Quando houver indicação de contracepção cirúrgica masculina e,
principalmente, a feminina deve ser baseada em critérios rígidos, observando-se a legislação
vigente.

Introdução a Neonatologia
A neonatologia (do latim: ne(o) - novo; nat(o) - nascimento; e logia - estudo) é o ramo
da Pediatria que ocupa-se das crianças desde o nascimento até 28 dias de idade (quando as
crianças deixam de ser nomeadas recém-nascidos e passam a ser lactentes).
Nas últimas décadas, a NEONATOLOGIA ficou voltada para o berçário e cuidados intensivos com
o recém nascido prematuro, mas está em expansão juntamente com os novos conhecimentos a
respeito dos inúmeros problemas que o Rn herda ao nascer e com a singularidade de sua fisiologia e
das rápidas modificações por que passa.
Caracterização e classificação do recém-nascido (RN)

O cuidado com o recém-nascido começa na sala de parto, com a realização de vários procedimentos
que visam a assegurar a sua integridade física e a prevenção de complicações nesses primeiros
momentos de vida extrauterina.
Esse processo inclui a análise de duas importantes variáveis, que são a idade gestacional (IG) e o
peso, que possibilitam a avaliação e a classificação do recém-nascido.

Idade gestacional (IG): é o tempo transcorrido desde a concepção (último dia de menstruação –
ciclos de 28 dias) até o momento do parto.
No nascimento, o recém-nascido pode ser classificado de acordo com a IG, em:

a) RN prematuro - toda criança nascida antes de 37 semanas de gestação;


b) RN a termo - toda criança nascida entre 37 e 42 semanas de gestação;
c) RN pós-termo - toda criança nascida após 42 semanas de gestação.
Quanto menor a IG ao nascer, maior o risco de complicações e a necessidade de cuidados

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neonatais adequados.
Se o nascimento antes do tempo acarreta riscos para a saúde dos bebês, o nascimento pós termo
também.
Após o período de gestação considerado como fisiológico, pode ocorrer diminuição da oferta de
oxigênio e de nutrientes e os bebês nascidos após 42 semanas de gestação podem apresentar
complicações respiratórias e nutricionais importantes no período neonatal.

Classificação de acordo com a relação peso/IG

Essa classificação possibilita a avaliação do crescimento intrauterino, uma vez que de


acordo com a relação entre o peso e a IG os bebês são classificados como:

a) adequados para a idade gestacional (AIG) – são os neonatos cujas linhas referentes a peso e a IG
se encontram entre as duas curvas do gráfico.
b) pequenos para a idade gestacional (PIG) - são os neonatos cujas linhas referentes a peso e a IG se
encontram abaixo da primeira curva do gráfico. Esses bebês sofreram desnutrição intrauterina
importante, em geral como conseqüência de doenças ou desnutrição maternas.
c) grandes para a idade gestacional (GIG) - são os neonatos cujas linhas referentes ao peso e a IG se
encontram acima da segunda curva do gráfico. Frequentemente os bebês grandes para a IG são
filhos de mães diabéticas ou de mães de Rh negativo sensibilizadas.

Assistência de enfermagem nos cuidados imediatos e mediatos ao recém-nascido (RN)

O período das primeiras 24 horas pós-nascimento é considerado crítico principalmente no


que se refere à adaptação respiratória.
Alguns RNs podem, nesse período, apresentar um quadro de sofrimento respiratório com
evolução até o óbito.
Os cuidados imediatos ao RN são aqueles dispensados logo após o nascimento, ainda na
sala de parto. Os principais objetivos são: auxiliar o bebê a fazer a transição da vida intra-uterina
para a vida extra-uterina, assegurar a manutenção de sua temperatura corporal e promover o elo
afetivo entre RN - mãe e seus familiares.
Antes de se prestar os cuidados imediatos ao RN, é preciso providenciar e verificar o
funcionamento dos equipamentos e materiais.

Materiais necessários

Berço aquecido e/ou incubadora;


Campos aquecidos ou toalha ou cobertores;
Material para aspiração: bulbo (pêra), aspirador à vácuo, sondas de aspiração n° 6, 8 e 10, sonda
gástrica n° 8 e seringa de 20 ml;
Material para ventilação: ambu, máscaras faciais (tamanhos para RN a termo e prematuro de
preferência acolchoadas) e fonte de oxigênio com fluxômetro;
Material para intubação: laringoscópio com lâmina reta n. 0 e 1, lâmpadas e pilhas para o
laringoscópio, cânulas traqueais n. 2.5, 3.0, 3.5, 4.0, tesoura, luvas estéreis;
Medicações: adrenalina, bicarbonato, glicose a 10%, água destilada, solução fisiológica
0,9%;
Estetoscópio;
Esparadrapo;
Seringas (1ml, 3ml, 5ml, 10ml, 20 ml) e agulhas (13 x 4,5 ou 25 x7).

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Um cuidado importante a ser tomado na sala de parto consiste em manter as vias aéreas
superiores (boca e nariz) pérveas, ou seja, desobstruídas. Assim, deve-se posicionar o RN em
decúbito dorsal, com o pescoço ligeiramente estendido para proceder à aspiração.
Deve-se tomar cuidado de não estender ou fletir demais o pescoço do bebê, uma vez que
essas posições podem diminuir a entrada de ar para os pulmões.
Quando houver grande quantidade de secreção na boca, deve-se lateralizar a cabeça,
acumulando a secreção na lateral desta, o que facilita a remoção. Assim, evita-se o acúmulo de
secreção na faringe posterior e consequente aspiração pelo RN.
Aspire delicadamente primeiro a boca e depois o nariz. Este cuidado garante que não haja
nenhuma secreção nas vias aéreas, caso o RN inspire durante a aspiração do nariz.
Após o nascimento, colocar o bebê sob fonte de calor radiante (berço aquecido e foco de
luz), previamente aquecido, oferecendo um ambiente térmico adequado e secar rapidamente sua
cabeça e seu corpo com uma toalha ou cobertor pré-aquecido. Caso o RN esteja bem, este será
colocado sobre a mãe e amamentado.
A avaliação do RN deve começar no momento do nascimento, utilizando a Escala de
Apgar, no qual são observados cinco sinais: freqüência cardíaca, esforço respiratório, tônus
muscular, irritabilidade reflexa e cor. Cada sinal é avaliado de acordo com o grau em que está
presente e recebe uma nota de 0 (zero), 1 (um) e 2 (dois).
Essa avaliação é feita no primeiro e no quinto minuto após o nascimento. Caso, no quinto
minuto, o índice persista abaixo de 7, é necessário reavaliar o bebê a cada 5 minutos até que ele
atinja o índice (nota) igual ou maior que 8.

Tabela para cálculo do índice de Apgar


Pontos 0 1 2
Freqüência cardíaca Ausente <100/min >100/min
Respiração Ausente Irregular/Bradipnéia Forte/Choro
Flexão de pernas e Movimento ativo/Boa
Tônus muscular Flácido
braços flexão
Cianose Cianose de
Cor Rosado
Central/Palidez extremidades
Irritabilidade Reflexa ao Algum
Ausente Espirros/Choro
Cateter Nasal movimento/Careta

Outra ação consiste nos cuidados com o cordão umbilical. Primeiramente, deve-se observar o coto
umbilical, atentando para a presença de duas artérias e uma veia, pois dependendo do número de
vasos presentes pode ser indicativo de anormalidades. Colher sangue do cordão e enviar para o
laboratório, cujo objetivo é avaliar as condições do RN, podendo ser usado para identificação da
tipagem sanguínea, de doenças transmissíveis (HIV, rubéola), análise bioquímica, dentre outros
exames.
Em seguida, é realizada a ligadura do cordão e o bebê pode então ser colocado sobre a mãe ou no
berço aquecido.

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Ainda na sala de parto, realiza-se o método de Credé ou credeização, que consiste na instilação de
duas gotas de nitrato de prata a 1% no canto interno de cada olho, prevenindo a oftalmia
gonocócica.
Cada bebê e sua mãe devem ser corretamente identificados antes de deixarem a sala de parto. Para a
identificação, utiliza-se pulseira própria, na qual devem constar o nome e sobrenome da mãe, a data
e a hora do nascimento, colocando-a no punho e no tornozelo do RN.
Em casos de partos múltiplos, a ordem de nascimento deverá ser especificada nas pulseiras por
meio de números (1, 2, 3 ....) após o nome da mãe.
Outro ponto a ser lembrado consiste no registro no prontuário do RN de sua impressão plantar e a
impressão do polegar direito da mãe.
Os cuidados mediatos ao RN são aqueles realizados no berçário ou no alojamento conjunto. Têm
como objetivos ajudar o RN a adaptar-se à vida extrauterina, prevenir possíveis complicações que
possam advir e detectar precocemente qualquer anormalidade. Quando houver, este terá prioridade
no atendimento.
Ao chegar ao berçário, o RN deve ser colocado em um berço ou incubadora aquecida, procedendo-
se a sua admissão no setor, com registro da hora e de suas condições gerais. O RN pode também ser
encaminhado diretamente da sala de parto para o setor de alojamento conjunto.
Nesses casos a admissão e os demais cuidados serão providenciados lá.
No momento da admissão e nas primeiras horas de vida é necessário proceder a uma avaliação dos
sinais vitais, com especial atenção às condições respiratórias, coloração da pele , presença de
secreções em vias aéreas superiores e de sangue no coto umbilical.
Durante esse período de observação, o auxiliar de enfermagem deve preparar o ambiente e o
material necessário para prestar os cuidados mediatos, que são:

Aferição de sinais vitais


Não existe diferença na verificação dos sinais vitais em RN.
No entanto, precisamos atentar para alguns cuidados, pois alguns RNs podem ficar agitados ou
chorosos quando manipulados pelos profissionais de saúde e isso pode alterar os valores da
freqüência cardíaca (pulso apical) e da respiração.
Assim, é recomendável iniciar a verificação dos sinais vitais a partir da freqüência respiratória,
passando para a freqüência cardíaca e por último à temperatura corporal.

Parâmetros de normalidade dos sinais vitais


Freqüência respiratória - 25/60 incursões respiratórias por minuto;
Freqüência cardíaca - 120/180 batimentos por minuto;
Temperatura - 36, 0 a 37,0ºC (axilar).
a) Verificação da respiração (R)
A respiração deve ser avaliada durante um minuto completo.
Nos RN observam-se os movimentos abdominais e não os torácicos, já que neles a respiração é
realizada pelo diafragma.
Ao verificar a respiração, devemos atentar também para sua profundidade, bem como para a
identificação de eventuais sinais de cansaço, cianose, batimentos das asas do nariz.
b) Verificação da freqüência cardíaca (FC)
Essa verificação em recém-nato é mais confiável quando realizada por meio do pulso apical,
quando colocamos o estetoscópio sobre o tórax, entre o esterno e o mamilo esquerdo do bebê.
A freqüência do coração é contada durante um minuto, prestando-se atenção ao ritmo e à força de
pulsação.
c) Verificação da temperatura (T)

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A verificação de temperatura corporal pode ser medida no reto ou na axila. No entanto, quando há
necessidade de constantes aferições, a introdução freqüente de um termômetro no reto pode causar
danos à mucosa retal, sendo recomendável a verificação de preferência na axila.

Verificação das medidas antropométricas

Nessas medidas verifica-se o peso, o comprimento/estatura e os perímetros cefálico, torácico e


abdominal que são parâmetros importantes para a avaliação e acompanhamento dos bebês.

a) Verificação do peso
Tal procedimento deve ser realizado no momento da admissão do RN, diariamente e sempre que
houver necessidade de nova avaliação. Servirá de base para o controle da curva ponderal.
O material necessário é colocado em carrinho com balança própria para RN (até 15 kg), papel
toalha, compressa de gaze, frasco com álcool a 70% e impresso próprio para registro.
Antes de verificar o peso do recém–nascido, certifique-se de que o ar refrigerado encontre-se
desligado ou que as janelas estejam fechadas, evitando a hipotermia do bebê. Limpe a cuba da
balança com álcool, realize a calibração da mesma e forre-a com papel toalha.
Ao colocar o RN na balança, fique atento a seus movimentos na cuba, mantendo a mão próxima,
sem tocá-lo. Verifique o peso num momento em que haja menor atividade física do RN.
Retire-o da cuba da balança e coloque-o novamente no berço.
O peso deve ser registrado em gramas, em impresso próprio, assim como o ganho ou perda em
relação ao peso anterior. Nos RNs com diagnóstico de infecção, quando não houver balança
separada para esses casos, deve ser verificado seu peso após todos os demais.

b) Verificação da estatura
A estatura é verificada com régua antropométrica ou fita métrica e servirá de base para a avaliação
do crescimento.
Coloque o RN em decúbito dorsal em uma superfície plana, apoiando a parte fixa da régua na sua
cabeça e a parte móvel no calcanhar. Estenda as pernas do bebê, segurando em seus joelhos,
mantendo a régua bem posicionada ou a fita bem esticada e proceda à leitura.

c) Perímetro cefálico (PC)


É a medida da circunferência da cabeça, sendo verificado com fita métrica. Servirá de base para a
avaliação do crescimento e desenvolvimento.
É realizada com o bebê em decúbito dorsal, passando-se a fita métrica a partir da maior saliência do
osso occipital e acima das sobrancelhas, realizando-se então a leitura.

d) Perímetro torácico (PT)


É a medida da circunferência do tórax, sendo verificado com fita métrica, variando em torno de 33
cm. O RN deve estar posicionado em decúbito dorsal, sem roupa. Passa-se a fita ao redor do tórax
na altura dos mamilos, realizando a leitura.

e) Perímetro abdominal (PA)


É a medida da circunferência do abdômen, sendo verificada com fita métrica, variando em torno de
35 cm. O RN deve estar em decúbito dorsal e sem roupa. O perímetro abdominal é medido
passando-se a fita em torno do abdome, logo acima do umbigo. Realize a leitura.

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É importante ressaltar que o registro das medidas antropométricas no prontuário da criança deve ser
realizado imediatamente após à verificação das mesmas. Caso não seja possível, registre após a
realização de todos os cuidados antes de encaminhar o RN para a mãe.

Realizar higiene corporal do recém-nato


A primeira higiene visa a retirar o excesso de sangue ou outras sujidades, principalmente na região
da cabeça, não sendo necessário retirar todo o vernix caseoso, pois ele será absorvido pela pele
espontaneamente.
O banho de imersão (na banheira ou bacia) é aquele feito quando o RN se encontra em condições
clínicas estáveis. Por ser o tipo de banho que será feito em casa, após a alta, deve-se encorajar a
participação materna durante sua realização.

Materiais para o banho

Algodão; cotonetes; sabonete neutro (glicerina sem perfume); gaze; lençol macio ou toalha; fralda
(de preferência descartável); luvas de procedimento; escovinha de nylon para pentear os cabelos do
RN; bacia ou banheira (inox, plástica ou acrílica) previamente limpa com sabão.

A água deverá estar com a temperatura adequada (nem fria demais, nem muito quente) evitando
assim resfriar ou queimar a criança. O RN deve ser colocado suavemente dentro da bacia de forma
que fique sentado e apoiado pelo profissional, que deverá segurá-lo com uma das mãos pela região
cervical. Os canais auditivos podem ser protegidos com os dedos polegar e anelar da mão utilizada
para segurar o bebê pela região cervical.
Nos dias mais frios, a limpeza da face e da cabeça pode ser feita com o bebê vestido.
Deve-se secar bem a face e o couro cabeludo, o que previne a perda de calor pela região cefálica
que é proporcionalmente grande em relação ao resto do corpo.
Para evitar infecções urinárias e vaginais nos RNs do sexo feminino a limpeza da genitália deve ser
realizada com movimentos descendentes do clitóris ao ânus, afastando-se os grandes lábios e
limpando cada um dos lados. Nos do sexo masculino, essa limpeza é realizada com movimentos
descendentes do pênis ao ânus, afastando, sem forçar, o prepúcio. Esse cuidado também evita
assaduras.

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Ao retirar o RN da água envolva-o na toalha, secando-o delicadamente sem friccionar, tendo o


cuidado de secar bem as dobras cutâneas, orelhas, entre os dedos das mãos e dos pés e o couro
cabeludo.
Em seguida, realize o curativo do coto umbilical conforme cuidados específicos, coloque a fralda,
vista a roupa do RN e penteie seus cabelos, colocando-o no berço ou entregando-o à sua mãe.
O momento de realização do banho de imersão propicia a observação direta de todo o corpo do
bebê. Sendo assim, ao registrar o procedimento deve-se também apontar toda e qualquer
anormalidade observada.

Curativo do coto umbilical

O curativo do coto umbilical é feito diariamente após o banho ou sempre que estiver molhado de
urina ou sujo de fezes. Tem por objetivo promover a cicatrização, por meio da mumificação e evitar
a contaminação local.
É importante atentar a qualquer anormalidade, como presença de sangramento, secreção purulenta,
hiperemia, edema e odor fétido.
O material necessário é: frasco com álcool a 70%, cotonete e gaze.
O curativo consiste na limpeza da base do coto com o cotonete embebido em álcool, fazendo
movimentos suaves e circulares.

Administração de vitamina K

Ao nascer, o bebê não tem ainda capacidade de coagulação sanguínea devido à imaturidade do
fígado, sendo necessária a administração da vitamina K, objetivando prevenir a doença hemorrágica
no período neonatal.
Aplica-se na região vasto-lateral da coxa por via IM ou gotas por VO.

Triagem neonatal ( Teste do Pezinho)

A triagem neonatal - popularmente conhecida como "teste do pezinho" - é uma ação preventiva que
permite fazer o diagnóstico de diversas doenças congênitas ou infecciosas, assintomáticas no
período neonatal, a tempo de se interferir no curso da doença, permitindo, desta forma, a instituição
do tratamento precoce específico e a diminuição ou eliminação das sequelas associadas a cada uma
dessas doenças.

Toda criança nascida em território nacional tem o direito à triagem neonatal. Os exames realizados
detectam se o bebê tem possibilidade de apresentar algum distúrbio que possa interferir no
desenvolvimento normal.

A triagem podem ser básica ( detecção de 4 doenças) , ampliado ( abrangendo 7 diferentes tipos de
alterações) e plus ( que abrange um grupo maior de distúrbios), como mostra o esquema a seguir:

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Técnica para realização

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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO RN NO ALOJAMENTO CONJUNTO

O alojamento conjunto é o sistema hospitalar no qual o RN permanece ao lado de sua mãe 24 horas
por dia, desde o nascimento até a alta hospitalar.
A adoção desse sistema proporciona vantagens para todos os envolvidos. Para a mãe, favorece a
interação com o bebê por permitir-lhe que cuide de seu filho desde os primeiros momentos; facilita
a lactação (formação, secreção e excreção do leite), favorecendo o processo de amamentação;
proporciona um intercâmbio de informações entre as mães e a participação do pai no cuidado do
filho; permite maior relacionamento com a equipe de saúde, oferecendo assim satisfação,
tranquilidade e segurança.
Para o RN, oferece satisfação de suas necessidades biológicas e emocionais, pois os cuidados são
realizados de forma mais imediata; possibilita que seja alimentado quando desejar e existe menor
risco de que adquira infecção hospitalar, uma vez que sua permanência no berçário o expõe a tal.
Inicialmente, todas as mães podem ir para o alojamento conjunto, com exceção daquelas cujas
condições de saúde não permitam cuidar de seus filhos.
A mãe deve participar ativamente dos cuidados de seu filho, porém cabe à equipe de enfermagem
estar atenta a algumas observações: coloração da pele, freqüência e aspecto das eliminações,
aspecto do coto umbilical, capacidade de sucção, sinais vitais e qualquer alteração de seu estado
geral. Além disso, deve ajudar a mãe em suas necessidades básicas como: higiene corporal,
cuidados com as mamas, alimentação, sono e repouso.
No sistema de alojamento conjunto é importante estar aberto para ouvir a mãe sobre suas
preocupações, ansiedades ou medos, pois o fato de retornar para casa com um bebê pode deixá-la
insegura e preocupada.

Amamentação
É a forma natural de alimentar o RN. Requer atenção por parte dos profissionais de saúde, já que os
índices de desmame precoce no Brasil ainda são bastante elevados.
A criança deve ser alimentada exclusivamente ao seio materno até os 6 meses de idade.
Nesse período não é necessário nenhum tipo de complementação, nem mesmo água.
O leite materno é um alimento completo que atende a todas as necessidades do organismo da
criança e a protege contra infecções.
Entretanto, para algumas mulheres, amamentar é muito difícil. É importante deixar claro que o
sucesso da amamentação depende da decisão da mulher, e pode ser facilitado por um trabalho de
acompanhamento e envolvimento de toda a equipe, voltado principalmente para o apoio, a
orientação e o incentivo ao aleitamento materno.
A apojadura (descida do leite) normalmente ocorre entre o 2o e o 5o dias após o nascimento do bebê
e toda mãe deve ser orientada sobre a necessidade de se ordenhar o leite para auxiliar no
esvaziamento da mama. Esse procedimento visa a diminuir o desconforto do ingurgitamento
mamário e o risco de aparecimento de mastite. Ideal é que na hora de cada mamada, a mãe procure
um local tranquilo e confortável para ela e o bebê, evitando o aglomerado de pessoas próximas,
muito barulho, luminosidade excessiva, fatores que possam atrapalhar os dois num momento tão
importante.
Ao colocar o bebê para sugar o seio materno, alguns aspectos devem ser observados de forma a
facilitar e favorecer a amamentação.

A mãe deve estar preferencialmente sentada em cadeira ou poltrona com apoio para as costas. Caso
seja impossível, poderá ficar deitada com o bebê deitado ao seu lado e de frente para ela “barriga
com barriga”.

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É importante frisar que o bebê é que deve ser levado ao seio e não a mãe se inclinar para frente para
levar o seio ao filho.
Dessa forma ela ficará desconfortável e logo desejará interromper a mamada para descansar as
costas.

O bebê deve abocanhar toda a aréola e não apenas o mamilo. A boca deve ficar totalmente aberta
com os lábios (superior e inferior) voltados para fora. Seu queixo deve tocar o seio materno. Assim,
assegura-se um adequado esvaziamento dos seios lactíferos, onde se armazena o leite.
A sucção deve ser lenta e profunda com pausas coordenadas para a respiração entre as mamadas. O
processo é sugar, deglutir e respirar. Se o bebê não pegar corretamente o seio materno ou se a mãe
sentir muitas dores no mamilo, a sucção deve ser interrompida, para logo após ser reiniciada.
Caso o bebê aceite, a mãe deve sempre oferecer um seio e depois o outro sem limite de tempo.
Assim fazendo, previne-se o ingurgitamento mamário e o aparecimento de rachaduras ou fissuras.
Na mamada seguinte, deve ser oferecida a mama sugada por último de forma a garantir o completo
esvaziamento dos seios lactíferos.
Não devem ser estipulados horários para as mamadas. O RN deve sugar o peito quantas vezes e por
quanto tempo desejar.
A mãe deve ser orientada para que deixe o bebê soltar o seio espontaneamente antes de oferecer o
outro. Contudo, se, por algum motivo, ela necessitar interromper a mamada, pode fazê-lo colocando
a ponta do dedo no canto da boca do bebê fazendo com que ele solte o seio sem machucar o
mamilo.
O tempo médio de duração de uma mamada costuma ser de 10 a 15 minutos. Porém, existem
crianças que levam até 30 minutos sugando apenas um seio. É o caso principalmente dos
prematuros que costumam ser mais vagarosos do que os RN a termo. As mães não precisam
preocupar-se com isso, pois estudos já revelaram que o volume de leite sugado não é diferente em
decorrência do tempo de sucção.
Ao terminar a mamada, o bebê deve ser colocado para eructar (arrotar). A posição ideal é vertical
com a cabeça apoiada sobre o ombro materno. Evita-se assim que o RN regurgite (golfada) e corra
o risco de broncoaspirar o leite.

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Os motivos do desmame estão relacionados a fatores sociais, culturais e emocionais que podem ser
amenizados com a orientação, apoio e acompanhamento às nutrizes e demais pessoas envolvidas
tais como marido, sogra, vizinha entre outros.
Uma nutriz bem orientada certamente estará envolvida, sensibilizada e fortalecida para o exigente
ato de amamentar.

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO RN PORTADOR DE PATOLOGIAS


PREVALENTES NO PERÍODO NEONATAL

Prematuridade

A assistência aos prematuros teve início no final do século XIX com a construção da primeira
incubadora e, nos dias de hoje, os inúmeros recursos tecnológicos e terapêuticos disponíveis têm
possibilitado a sobrevida de bebês com peso e idade gestacional (IG) cada vez mais baixos.
Apesar disso, o nascimento prematuro é responsável por mais de 50% da mortalidade e da
morbidade entre os RNs.
Quanto menor a IG e o peso ao nascimento, maior o risco de morte e de aparecimento de
complicações.
Assim sendo, a sobrevida dos prematuros com peso de nascimento entre 1250 e 1500 gramas é de
90%. Para os que nascem com peso entre 750 e 1000 gramas, a taxa de sobrevida é de
aproximadamente 60%.
A possibilidade de sobrevivência dos bebês extremamente Prematuros — peso ao nascimento
menor que 750 gramas e IG de 25 semanas — é bastante reduzida, estando por volta de 20%18 .

O nascimento de um bebê prematuro pode estar associado às seguintes condições maternas:


Desnutrição materna e ausência de assistência pré-natal relacionadas à baixa condição
socioeconômica;
Idade materna (menor de 16 anos ou maior de 35 anos);
Patologias da gestação: doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG), placenta prévia,
excesso de líquido amniótico, malformações, traumatismos uterinos e infecção do líquido
amniótico;
Gestações múltiplas e gestações consecutivas com intervalo reduzido entre os partos.

Em função do nascimento prematuro, os órgãos e sistemas dos bebês não se encontram ainda
completamente desenvolvidos, acarretando com isso vários problemas que requerem cuidados e
atenção especializada.
Os prematuros são também mais vulneráveis à ação dos microrganismos, principalmente daqueles
presentes no ambiente hospitalar. Sendo assim, é muito importante o emprego das medidas de
prevenção e controle de infecções hospitalares.

Controle térmico

Nos prematuros os processos físicos que ocasionam a perda de calor para o ambiente externo são
acentuados em função de: sua pele fina e a quantidade reduzida de tecido subcutâneo.
Além disso, eles têm menor flexão permanecendo com os membros em extensão, expondo assim,
quase a totalidade da sua superfície corporal à temperatura do ambiente.
Por isso é preciso implementar medidas que favoreçam a estabilidade da temperatura nos RNs
prematuros.

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Deve-se mantê-los sempre aquecidos, através do uso de incubadoras, berços de calor radiante ou
contato pele a pele. Quando forem utilizadas as incubadoras, os cuidados devem ser realizados de
preferência através das portinholas.
Manter as incubadoras e berços aquecidos afastados de janelas, correntes de ar e ar condicionado
também contribui para a estabilidade da temperatura dos bebês.
Quando houver necessidade de administrar oxigênio, use umidificador e aquecedor.
Deve-se aquecer o estetoscópio antes de colocá-lo em contato com o bebê e forrar a balança com
lençol ou folha de papel toalha.
Trocar as fraldas com freqüência e os lençóis sempre que estiverem molhados com urina ou
secreções são algumas medidas a serem adotadas. Assim que o quadro clínico permitir, mantenha o
RN prematuro vestido.

RN filho de mãe diabética

A gestante diabética é considerada gestante de alto risco devido às complicações fetais, neonatais e
de parto que podem surgir. Quanto maior a gravidade do diabetes materno, maior o risco para o
bebê.

Complicações do RN de mãe diabética

Hipoglicemia - Durante a gestação, o feto produz insulina em resposta às altas concentrações de


glicose materna. Ao nascimento, mesmo à termo e alimentado, ocorre a hipoglicemia devido a alta
concentração de insulina no sangue. A sintomatologia costuma ser inespecífica, pois são comuns a
outras patologias também.
É principalmente caracterizada por: tremores, abalos e/ou convulsões (nos casos mais graves);
apatia, letargia, hipotonia muscular; apneia, cianose, parada cardiorrespiratória (nos casos mais
graves sem assistência imediata); irritabilidade e choro anormal (estridente); sonolência (apatia) e
recusa alimentar.

Hipocalcemia - Consiste na diminuição da concentração de cálcio no organismo. Os filhos de mães


diabéticas por apresentarem um atraso na produção do hormônio paratireoidiano (que é responsável
pelo aumento do cálcio no sangue) podem desenvolver a hipocalcemia ao nascimento. Alguns casos
são assintomáticos.
Quando presente, a sintomatologia também é inespecífica e semelhante ao de outras patologias,
caracterizando-se por: tremores e abalos; irritabilidade reflexa (reações bruscas e involuntárias a
pequenos estímulos); hipertonia e convulsões (nos casos mais graves).

Anomalias congênitas - Estão relacionadas a alterações vasculares maternas e ao tempo e grau de


dependência insulínica. As principais anomalias que acometem esses bebês são malformações
cardíacas, deformidades do sistema nervoso central (SNC) e osteomusculares.

Macrossomia fetal - Grande parte dos filhos de mães diabéticas, nascem com peso acima do
esperado, sendo classificados como gigantes para a idade gestacional (GIG). Esse ganho de peso se
inicia na gestação normalmente a partir do 3o mês, devido ao hiperinsulinismo fetal, ou seja,
produção excessiva de insulina pelo feto em resposta aos altos índices de glicose na corrente
sanguínea da mãe, o que acaba acarretando um aumento da produção e deposição de gordura pelo
feto.
O ideal é a prevenção que consiste no controle do diabetes materno durante a gestação por equipe
especializada que inclui o endocrinologista e/ou obstetra.

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A assistência pré-natal precoce diminui o risco para o bebê, prevenindo dessa forma possíveis
sequelas no seu desenvolvimento.
Em relação ao RN, o tratamento consiste em monitorar as situações de risco e complicações, com
cuidado específico para cada uma delas.

Hiperbilirrubinemia

A hiperbilirrubinemia é a elevação anormal de bilirrubina no sangue, causada principalmente pela


destruição excessiva das hemácias. O acúmulo de bilirrubina na corrente sanguínea provoca a
icterícia, caracterizada pela coloração amarelada da pele e das mucosas.
Pode ser fisiológica ou patológica. A fisiológica ocorre após 48 horas de vida, podendo perdurar
até o 3o dia e desaparecer no fim da 1ª semana. A patológica normalmente aparece nas primeiras
24 horas após o nascimento.
A preocupação com a hiperbilirrubinemia no bebê deve-se ao fato de a bilirrubina, quando em
níveis elevados na corrente sanguínea, ser tóxica para o organismo, podendo provocar lesões no
sistema nervoso central.
O tratamento da icterícia faz-se por meio da fototerapia e da exsangüinitransfusão.

Fototerapia

A fototerapia consiste na aplicação de uma luz na pele exposta do RN com o objetivo de


transformar a bilirrubina em substância não tóxica ao sistema nervoso e aumentar sua excreção
pelo intestino.
As lâmpadas utilizadas no aparelho de fototerapia são do tipo fluorescente ou dicróicahalógena.

Cuidados com Fototerapia

Alguns cuidados devem ser tomados pelo profissional de saúde ao manusear o aparelho e o RN
durante o tratamento.
Manter o aparelho em local ventilado, evitando superaquecimento;
Colocar, nas laterais desses aparelhos, panos brancos até a altura do berço, aumentando, assim, a
eficácia da fototerapia pela reflexão;
Se os RNs forem colocados sob os aparelhos tipo spot, estes deverão cobrir a maior superfície
corporal possível do bebê;
Antes de colocar o RN sob fototerapia é necessário retirar toda a roupa, permitindo que a superfície
corpórea fique exposta à luz, não devendo ser usado óleo ou hidratante, já que seu uso favorece
queimaduras.
A fim de prevenir lesão de retina, deve-se colocar os olhos do Rn em uma máscara de cor escura
tendo o cuidado de manter suas pálpebras fechadas;
Ao posicionar o RN sob o aparelho, deve-se guardar uma distância de aproximadamente 45 a 50 cm
da fonte de luz, mudando-o de posição a cada duas horas;
Durante a fototerapia deve-se: atentar para o estado de hidratação do RN, verificando o turgor de
sua pele e a umidade da mucosa; observar as condições da pele, tais como: cor, presença de
erupções e queimaduras; oferecer líquidos por via oral com freqüência e controlar a velocidade de
infusão venosa; fazer o controle diário do peso; observar as características das eliminações vesicais
e intestinais (cor, consistência, freqüência e volume), acompanhando e avaliando a ação do
tratamento;
Deve-se verificar a temperatura do recém–nascido a cada 4 horas, pois a fototerapia pode provocar
alterações da temperatura corporal;

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Caso seja necessário colher amostras de sangue para a dosagem de bilirrubina, desligue o aparelho e
proteja o frasco que receberá a amostra com papel escuro, evitando falsos resultados do exame.

Exsangüinitransfusão

Consiste na tentativa da substituição do sangue do RN por outro, normalmente pelo coto umbilical,
utilizando técnica asséptica.
Seu objetivo é protegê-lo dos efeitos tóxicos da hiperbilirrubinemia prevenindo lesões no sistema
nervoso central, que geralmente acontece com RNs acometidos por doenças hemolíticas.
Esse procedimento é realizado pela equipe médica com o auxílio da equipe de enfermagem,
preferencialmente no centro cirúrgico.

Aparelhos para Fototerapia RN recebendo fototerapia

INTRODUÇÃO A ENFERMAGEM PEDIÁTRICA

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As especialidades de Pediatria e Enfermagem Pediátrica apareceram e se desenvolveram só após a


criação de serviços específicos de atendimento à criança.
Antes do surgimento destes serviços específicos, as crianças eram atendidas e assistidas juntamente
com adultos, muitas vezes seis ou oito crianças eram postas em um mesmo leito e que crianças
podiam ser colocadas no mesmo leito que adultos gravemente doentes.
Esta prática começou a ser modificada com a construção do primeiro hospital infantil, no ano de
1802, em Paris.
Hoje, no mundo todo, encontram-se hospitais infantis ou hospitais gerais com unidades de
atendimento específico para crianças.
A necessidade de formação especial para as categorias de enfermagem que atuam junto à criança foi
reconhecida paralelamente ao surgimento de unidades direcionadas para a assistência à criança,
inicialmente em orfanatos e depois em hospitais. Mais tarde, a Pediatria tornou-se disciplina
obrigatória nos currículos dos cursos de enfermagem, como o é atualmente, tanto no nível médio
como superior.

CONCEITOS BÁSICOS NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE DA CRIANÇA

PEDIATRIA

É o campo da Medicina que se dedica à assistência ao ser humano em crescimento e


desenvolvimento, desde a fecundação até à adolescência.

PUERICULTURA

Também denominada de Pediatria Preventiva, é o ramo da Pediatria que cuida da manutenção da


saúde da criança e do acompanhamento de seu crescimento e desenvolvimento.
Uma criança é um ser humano no início de seu desenvolvimento.
O ramo da medicina que cuida do desenvolvimento físico e das doenças e/ou traumas físicos nas
crianças é a pediatria.
Os aspectos psicológicos do desenvolvimento da personalidade, com presença ou não de transtornos
do comportamento, de transtornos emocionais, e/ou presença de neurose infantil incluí na ordem de
carências, negligências, violências e abusos, que não os deixa "funcionar" saudavelmente, com a
alegria e interesses que lhes são natural, recebem a atenção da Psicologia Clínica Infantil
(Psicólogos), através da Psicoterapia Lúdica.
Os aspectos cognitivos (intelectual e social) são realizados pela Pedagogia (Professores), nas
formalidades da vida escolar, desde a pré-escola, aos cinco anos de idade, ou até antes, aos 3 anos
de idade.

Fases do desenvolvimento da criança

1- RN (0 – 28 dias)
2- Lactente (29 -2 anos)
3- Pré-escolar (3 – 5 anos)
4- Escolar (5 – 12 anos)
5- Adolescente (> 12 anos)

INFÂNCIA

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A infância é o período que vai desde o nascimento até aproximadamente o décimo primeiro ano de
vida de uma pessoa. É um período de grande desenvolvimento físico, marcado pelo gradual
crescimento da altura e do peso da criança, especialmente nos primeiros três anos de vida e durante
a puberdade.
Mais do que isto, é um período onde o ser humano desenvolve-se psicologicamente, envolvendo
graduais mudanças no comportamento da pessoa e na aquisição das bases de sua personalidade.

ESTÁGIOS DA INFÂNCIA

A infância é um período no qual a criança cresce fisicamente e matura-se psicologicamente. Após


isto, vem a adolescência. Embora em várias crianças ocorra o que se chama de puberdade precoce,
deve-se esclarecer que tais crianças ainda não têm maturidade psicológica suficiente para serem
consideradas adolescentes, mesmo tendo o porte físico de um.
Do nascimento até o início da adolescência, os pais são os principais modelos da criança, com quem
elas aprendem, principalmente por imitação.
Filhos de pais que os abusam ou negligenciam tendem a sofrer de vários problemas psicológicos,
inclusive, depressão.

► 0 - 18 meses

Neste estágio, o bebê é totalmente dependente de terceiros (geralmente, dos pais) para quaisquer
coisas como locomoção, alimentação ou higiene. Neste período, o bebê aprende atos básicos de
locomoção como sentar, engatinhar, andar. Recomenda-se o aleitamento materno exclusivo até que
o sexto mês de vida; isso porque o leite materno tem uma composição mais adequada e exige
cuidados mais simples em relação a outros tipos de leite, bem como possui anticorpos e outros
fatores para proteger o lactente de infecções, e ainda fortalece a relação entre a mãe e seu filho.
Caso haja empecilho ou, raramente, contra-indicação, ao aleitamento materno, leites substitutos
como de vaca, cabra ou soja podem ser usados, além de leites de vaca modificados para ter
composição mais semelhante ao humano. Esses leites, porém, têm maior risco de induzir alergias na
criança (especialmente os leites animais in natura), e exigem suplementação de nutrientes como
ferro ou ácido fólico, exceto aqueles que têm adição de vitaminas.
Após o sexto mês de vida, a dieta alimentar de um bebê começa a variar, com a introdução lenta e
gradual de novos alimentos.
Neste estágio da vida, a criança cresce muito rapidamente.
Os primeiros cabelos, bem como os primeiros dentes, aparecem neste estágio.
Aos 18 meses de vida, a maioria dos bebês já soltaram suas primeiras palavras. Este período é
caracterizado pelo egocentrismo, pois o bebê não compreende que faz parte de uma sociedade, e o
mundo para ele gira em torno de si mesmo.

► 18 meses - 3 anos

A pequena criança neste estágio cresce menos do que durante os primeiros 18 meses de vida.
A criança, então, pode correr uma curta distância por si mesma, comer sem a ajuda de terceiros, e
falar algumas palavras que têm significado (por exemplo, mamãe, papai, bola, etc), e a expectativa é
que a criança continue a melhorar estas habilidades.
O principal aspecto desta faixa etária é o desenvolvimento gradual da fala e da linguagem.
Aos três anos de idade, a criança já pode formar algumas frases completas (e corretas
gramaticalmente) usando palavras já aprendidas, e possui um vocabulário de aproximadamente
800 a mil palavras.

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A criança lentamente passa a compreender melhor o mundo à sua volta, e a aprender que neste
mundo há regras que precisam ser obedecidas, embora ainda seja bastante egocêntrica comumente
vendo outras pessoas mais como objetos do que pessoas, não sabendo que estas possuem
sentimentos próprios. Assim sendo, a criança muitas vezes prefere brincar sozinha a brincar com
outras crianças da mesma faixa etária.
No final desta faixa etária, uma criança geralmente já sabe diferenciar pessoas do sexo masculino e
pessoas do sexo feminino, e também já começa a ter suas próprias preferências, como roupas e
entretenimentos, por exemplo.
Pode também ser capaz de se vestir sem a ajuda de terceiros, e de antecipar acontecimentos.

► 3 a 4 anos

Crianças desta faixa etária começam a desenvolver os aspectos básicos de responsabilidade e de


independência, preparando a criança para o próximo estágio da infância e os anos iniciais de escola.
As crianças desta faixa etária são altamente ativas em geral, constantemente explorando o mundo à
sua volta. As crianças passam também a aprender que na sociedade existem coisas que eles podem
ou não fazer.
Nesta faixa etária, a criança já compreende melhor o mundo à sua volta tornando-se gradualmente
menos egocêntrica e melhor compreendendo que suas ações podem afetar as pessoas à sua volta.
Também passam a compreender que outras pessoas também possuem seus próprios sentimentos.
Assim sendo, as crianças gradualmente aprendem sobre a existência de padrões de comportamentos
ações que podem ou devem ser feitas, e ações que não devem ser feitas.
Os pais da criança, os principais modelos da criança, nesta faixa etária geralmente determinam se
uma dada ação da criança foi boa ou má, muitas vezes recompensando a criança pelas suas boas
ações e castigando a criança pelas suas más ações.
Crianças, a partir dos três anos de idade, também passam a aprender padrões de comportamento de
um processo chamado identificação. As crianças passam a se identificar com outra pessoa por causa
de vários motivos, incluindo laços de amizade (um amigo ou uma pessoa próxima como outro
parente ou uma babá, por exemplo) e semelhanças físicas e psicológicas.
Também a partir dos três anos de idade que as crianças passam a ver diferenças entre pessoas do
sexo masculino e feminino, tanto nos aspectos físicos quanto nos aspectos psicológicos, como os
estereótipos dados a ambos os sexos pela sociedade (exemplos: menino brinca com bola, menina
brinca com boneca).
A grande maioria das crianças abandona as fraldas nesta faixa etária.
A partir dos três anos de idade, a criança cresce lentamente, em contraste com o crescimento
acelerado ocorrido desde o nascimento até os dezoito meses de vida.
Meninos e meninas têm peso e altura semelhantes.

► 5 - 9 anos

O período entre cinco a nove anos de idade é marcado pelo desenvolvimento psicológico
da criança. Esta continua a se desenvolver fisicamente, lenta e gradualmente, mas acima de tudo
elas se desenvolvem e amadurecem socialmente, emocionalmente e mentalmente.
Na maioria das sociedades, as crianças já aprenderam regras e padrões de comportamento básicos
da sociedade por volta do quinto ano de vida. Elas aprendem então a discernir se uma dada ação é
certa ou errada. A vida social da criança passa a ser cada vez mais importante, e é comum nesta
faixa etária o que se chama de o (a) melhor amigo (a).
Na maioria dos países, crianças precisam ir à escola, geralmente a partir do sexto ou do sétimo ano
de vida.

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Nesta faixa etária, regras básicas da sociedade são mais bem compreendidas. Aqui, é dada ênfase à
capacidade de resolução de problemas, uma habilidade que é aperfeiçoada com o passar do tempo.
A racionalização também é uma habilidade que é aprendida e constantemente melhorada.
Até o quinto ou sexto ano de vida, as crianças muitas vezes procuram resolver problemas através da
primeira solução certa ou não, racional ou não, que vem à sua mente.
Após o quinto ou o sexto ano de vida, a criança passa procurar por diversas soluções, e a reconhecer
a solução correta ou aquela que mais se aplica ao solucionamento do problema.
Por volta dos sete ou oito anos de idade, as crianças passam a racionalizar seus pensamentos e suas
crenças, procurando as razões, os porquês por trás de um problema ou de um fato. Assim, as
próprias crianças passam a analisar os padrões de comportamento ensinados pela família e
sociedade. Além disso, a partir dos seis anos de idade, as crianças passam a se comparar com outras
crianças da mesma faixa etária. Estes dois fatos, aliados ao crescimento da vida social da criança,
diminuem a importância dos pais e da família como modelos de comportamento da criança, e
aumentam a importância dos amigos e dos professores.
A comparação que uma dada criança faz de si mesma à outra também afeta a auto-imagem e a
autoestima da criança e a opinião que uma pessoa tem de si mesma.
O tipo de auto-imagem formada durante a infância pode influenciar o comportamento desta pessoa
na adolescência e na vida adulta. As crianças passam a desenvolver a auto-imagem após os três anos
de idade, à medida que as crianças se identificam com seus pais, parentes, e posteriormente, pessoas
próximas. Esta auto-imagem pode ser positiva ou negativa, dependendo das atitudes e das emoções
das pessoas com as quais a criança se identifica.
Crianças com auto-imagem positivas geralmente possuem boas impressões de seus pais e uma ativa
vida social; por outro lado, auto-imagem negativas costumam ser fruto de famílias disfuncionais,
onde o relacionamento entre seus membros seja problemático.
A comparação que uma criança faz em relação a outras crianças pode alterar esta auto-imagem.
Além disso, vários outros fatores podem influenciar o comportamento de uma criança, como abuso
infantil, problemas sócio-psicológicos (vítima de agressão na escola, por exemplo) e eventos
marcantes (perda de um parente ou amigo, por exemplo).
Os dentes de leite começam a cair no sexto ano de vida, um por um, até a adolescência.
O crescimento de peso e altura é pequeno e semelhante entre meninos e meninas, que continuam a
ter peso e altura semelhantes. Quanto à força física, em teoria, meninos e meninas desta faixa etária
têm força física semelhante, mas meninos, por geralmente serem mais incentivados pela sociedade a
participar de atividades físico-esportistas, tendem a ter um pouco mais de força física do que as
meninas.

► 10 anos Pré-adolescência

A faixa etária que vai desde o décimo ano de vida é época de intensas mudanças físicas e
psicológicas: é a chamada pré-adolescência.
Nesse período da vida as crianças passam a ter mais responsabilidades (deveres), ao mesmo tempo
em que passam a querer e exigir mais respeito de outras pessoas, particularmente dos adultos.
A criança nesta faixa etária passa a compreender mais a sociedade, ordens sociais e grupos, o que
torna esta faixa etária uma área instável de desenvolvimento psicológico.
A participação num grupo de amigos que possuem gostos em comum passa a ser de maior
importância para a criança, onde o modelo dado pelos amigos começa a obscurecer o modelo dado
pelos pais. Começam as preocupações como a expectativa de ser aceito por um grupo, ou certas
diferenças em relação a outras crianças da mesma faixa etária se agravam aqui, e são um aspecto de
maior importância na adolescência. Muitas vezes, pré-adolescentes sentem-se rejeitados pela
sociedade, podendo desencadear problemas psicológicos tais como depressão ou anorexia, por
exemplo.

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A pré-adolescência é marcada pelo início das intensas transformações físicas que transformam a
criança em um adulto; é o início da puberdade, marcada principalmente pelo aumento do ritmo de
crescimento corporal e pelo amadurecimento dos órgãos sexuais.
A puberdade para as meninas chega entre o 10º e o 12º ano de vida, onde os primeiros pelos
pubianos e nas axilas aparecem, vem a primeira menstruação, os seios começam a crescer.
Neste período, as meninas passam, em média, a ser mais altas e mais pesadas que os meninos,
onde a puberdade ainda não começou.
A maturação dos órgãos sexuais inicia-se geralmente depois, no 11º ao 14º ano de vida.
Somente mais tarde, no 12º ao 14º anos de vida, a puberdade começa para os meninos, começo de
um alto crescimento físico (em altura, peso e força muscular), crescimento de pelos pubianos e nas
axilas e engrossamento do timbre de voz.
Com o pico do crescimento físico da maioria das meninas já havendo terminado, os meninos
passam à frente das meninas, definitivamente, em peso, altura e força muscular.
A maturação dos órgãos sexuais dá-se geralmente depois, no 14º ao 15º ano de vida.

ADOLESCÊNCIA E PUBERDADE

Hormônios e comportamento

Durante a adolescência ocorrem significativas mudanças hormonais no corpo. Além de favorecer o


aparecimento de acnes, estes hormônios acabam influenciando diretamente no comportamento dos
adolescentes. Nesta fase, os adolescentes podem variar muito e rapidamente em relação ao humor e
comportamento. Agressividade, tristeza, felicidade, agitação, preguiça são comuns entre muitos
adolescentes neste período. Por se tratar de uma fase difícil para os adolescentes, é importante que
haja compreensão por parte de pais, professores e outros adultos. O acompanhamento e o diálogo
neste período são fundamentais. Em casos de mudanças severas (comportamentais ou biológicas) é
importante o acompanhamento de um médico ou psicólogo.

Socialização

Uma marca comum da maioria dos adolescentes é a necessidade de fazer parte de um grupo. As
amizades são importantes e dão aos adolescentes a sensação de fazer parte de um grupo de
interesses comuns.

Puberdade Feminina

A puberdade feminina se inicia, em geral, entre 11 e 14 anos, variando esse período de pessoa para
pessoa. Em geral, a puberdade tem inicio com a primeira menstruação (menarca), que coincide com
o surgimento de uma série de transformações do corpo que já se vinham manifestando na fase
conhecida como pré-puberal.
Geralmente a partir dos dez anos a menina cresce vários centímetros em pouco tempo, sua cintura
se afina, os quadris se alargam, os seios começam a avolumar-se e surge uma leve pilosidade no
púbis e nas axilas.
Paralelamente, as glândulas sudoríparas se desenvolvem, tornando o odor do corpo mais intenso e
provocando maior sudorese nas axilas. Essas mudanças causam certa sensação de insegurança e
inquietação na menina, culminam com a primeira menstruação. Durante os dois anos seguintes à
primeira menstruação os ciclos podem ser ainda irregulares, mais longos ou mais breves.
As transformações que se verificam no período pré-púbere são resultados da atividade dos ovários,
sobre a qual atua a hipófise. Ao nascer, a menina tem no ovário entre duzentos mil e quatrocentos

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mil óvulos, dos quais apenas cerca de quatrocentos serão utilizados ao longo de todo período fértil
(até os 50-55 anos).

Puberdade masculina

No menino, as transformações começam um pouco mais tarde, por volta de 13 anos e são muito
mais demoradas que nas meninas. Os primeiros sinais dessa transformação são, basicamente, o
aumento no tamanho dos órgãos genitais, o nascimento da barba e o aparecimento de pelos na
região pubiana, nas pernas, nos braços e no peito.
Esse crescimento dos pêlos depende da genética e varia muito de pessoa para pessoa. Além disso,
essas mudanças são acompanhadas de modificação da voz, a qual fica mais grave.
O esqueleto se alonga, os músculos se enrijecem, o tronco e os ombros alargam e a pele se torna
muito mais gordurosa, o que favorece o aparecimento da acne. É nessa época que os meninos já
podem ter sua primeira ejaculação.
Mas a puberdade, tanto no menino quanto na menina, não proporciona apenas mudanças físicas
mas, sobretudo, psicologicamente.
As alterações hormonais despertam as sensibilidades sexual e, conseqüentemente, é neste período
que muitos adolescentes começam esporadicamente a ter relações sexuais.
Essas alterações hormonais e as eventuais incapacidades ou relutâncias em adaptar-se às alterações
físicas contribuem também para alguns estados de depressão, característicos dos adolescentes.
Alternadamente, se observam períodos de intensa energia física, entusiasmo e inquietação sem
limites.
Também pode se observar, em alguns casos, uma reação de rebeldia, de oposição e irritabilidade.
Apesar da maioria dos adolescentes ser dependente economicamente dos pais, normalmente eles
sentem grande desejo de exprimir a sua própria personalidade, formar o seu caráter definitivo.
Nessa fase os adolescentes costumam ansiar entusiasticamente por sensações novas, chegando a
fumar, tomar bebidas alcoólicas ou usar drogas, tudo isso como forma de auto-afirmar certa
independência. Portanto, a puberdade é marcada por significativas mudanças biológicas e
psicossociais. É neste momento que ocorre, simultaneamente, maior separação do filho em relação
aos pais e maior busca de novos laços afetivos extra-lar.
No período da adolescência-puberdade, as pessoas enfrentam exigências sociais novas e, às vezes,
drásticas. Fazer tudo que fazem os adultos não pode, nem pode fazer coisas de crianças, pois o
adolescente não é um nem outro. Entre meninos e meninas da mesma idade surgem abismos
intransponíveis, pois os ritmos de amadurecimento para os meninos e para as meninas são
diferentes. Isso também pode gerar conseqüências psicossociais importantes.
A revolução bio-psíquica da adolescência pode proporcionar também, um prejuízo em relação ao
desempenho escolar. Enquanto no início do ensino fundamental as notas estejam altamente
relacionadas à inteligência, na sexta e na sétima séries, a motivação parece ser o fator mais
importante.
Na fase inicial da adolescência, o sujeito utiliza a lógica, o raciocínio e o pensamento abstrato, mas
não de maneira tão intensa devido à carência de motivação.

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DOENÇAS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Distúrbios respiratórios

As doenças do sistema respiratório são a principal causa de morte em crianças até cinco anos de
idade, sobretudo se estão desnutridas ou com outras doenças infecciosas, como, por exemplo, o
sarampo.
Por esse motivo, os programas que têm a saúde da criança como alvo incluem sempre o
conhecimento dos sinais e sintomas dessas doenças, assim como os níveis de gravidade, indicando
as diferentes condutas, conforme a classificação do risco.

Pneumonia bacteriana

É a principal doença do sistema respiratório que pode levar à morte, acentuadamente nas crianças
até um ano de idade.
A pneumonia, como qualquer outra infecção, estimula o sistema imunológico, fazendo com que as
células de defesa se organizem para destruir o agente invasor.
Quando uma criança está desnutrida e/ou doente, suas defesas não funcionam bem e a infecção
espalha-se por todo o corpo rapidamente, podendo levá-la facilmente à morte. Por esses motivos
algumas orientações devem ser oferecidas à mãe e/ou responsável para evitar pneumonias.
Dentre elas, podemos destacar: a manutenção das vacinas em dia, evitando assim que doenças como
o sarampo e a pneumonia por hemóphilos coloquem em risco a vida da criança; uma nutrição
adequada, acompanhando o crescimento e o desenvolvimento pelo cartão da criança e inscrevendo-
a nos programas de suplementação alimentar, caso seja necessário; não permanência da criança por
muito tempo em ambientes fechados, sem ventilação, principalmente se neles houver alguém
doente; estímulo ao aleitamento materno exclusivo até os seis meses, já que o leite materno é uma
fonte importantíssima de nutrientes e de células de defesa para a criança.
Ao receber uma criança é preciso observar os sinais indicativos de sofrimento respiratório, pela
contagem da freqüência respiratória e pela observação de tiragens intercostais e subcostais. Serão
esses sinais que deverão indicar, ou não, a emergência das ações.
Essa contagem deverá respeitar o tempo de um minuto; caso haja dúvida, deve-se refazer a
contagem.
Em um bebê de até dois meses, as tiragens são comuns, uma vez que a musculatura dele é ainda
pouco rija; no entanto, mesmo nesses casos é possível avaliar-se o grau de esforço da musculatura,
considerando se há ou não sofrimento respiratório.
Outros dados serão importantes na avaliação da gravidade da doença da criança, mas os que se
encontram acima descritos são os mais sugestivos da necessidade de adoção de medidas urgentes.
É importante saber se a criança tem tosse, há quantos dias, se há presença de muco (catarro) ou
outra forma de secreção nas vias aéreas e nas eliminações intestinais, como também quais as
características desse muco (quantidade, coloração e odor).Se amarelada ou esverdeada, a secreção
possivelmente está contaminada por bactérias.
Caso a criança pareça estar com o peito “cheio” quando tosse, é possível que esteja com uma
pneumonia.
É importante atentar para a presença de hipertermia (temperatura corporal acima de 37,5°C) ou
hipotermia (abaixo de 36°C).
A febre é um sinal de infecção ou uma reação desejável do organismo à agressão de agentes
etiológicos (que causam doenças).
A hipotermia pode ser um sinal de infecção em crianças muito pequenas (imunoincompetentes) ou
em crianças com quadro de desnutrição grave, portadoras do vírus HIV ou que fazem tratamentos

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prolongados com drogas imunossupressoras. A hipotermia poderá ser um sinal de gravidade severa
do quadro (choque séptico).
O tratamento para pneumonias inclui o uso de antibióticos via oral, intramuscular ou venosa. É
importante que esses medicamentos sejam administrados rigorosamente no horário, pois eles levam
um tempo determinado para alcançar, no sangue, uma quantidade suficiente para matar ou impedir a
multiplicação das bactérias. Quando o intervalo não é respeitado, as bactérias podem tornar-se
resistentes ao tratamento.
Os antibióticos podem causar uma série de efeitos indesejáveis, desde náuseas e vômitos até reações
anafiláticas graves. Quando administrados por via oral, deve-se observar o nível de tolerância (o
aparecimento de enjôos, dor); por via intramuscular, o surgimento de reações locais e sistêmicas de
alergia; e por via endovenosa, a evolução muito rápida para o quadro de choque anafilático. Todas
essas reações exigem avaliação.
Quando é necessário administrar antibióticos por via venosa, deve-se também estar atento às
reações irritantes que podem ocorrer nos vasos.
Para prevenir tal ocorrência é necessário diluir adequadamente o medicamento e infundi-lo no
tempo recomendado.
Particularmente os aminoglicosídeos (garamicina, gentaminicina e amicacina) podem causar
problemas renais se forem administrados muito rapidamente.
O uso de oxigênio é muito comum em crianças com pneumonia e é administrado através de
diferentes métodos. A micronebulização (inalação) é bastante utilizada nos hospitais.
Quando se pretende uma concentração maior, utiliza-se capacete ou tenda de oxigênio.
Em casos de maior gravidade, pode ser necessário o uso de ventiladores mecânicos, após intubação
endotraqueal.
O oxigênio não é uma substância inócua (isenta de efeitos colaterais), podendo causar complicações
quando administrado de forma indevida. Sua utilização deve seguir criteriosamente a quantidade
prescrita, assim como deve ser acompanhado de exames gasométricos (que verificam a pressão do
oxigênio, do gás carbônico, dentre outros valores do sangue arterial).

Bronquite e asma

São problemas do sistema respiratório que, depois das pneumonias, mais acometem às crianças.
Quando encontramos uma criança com um quadro de bronquite ou asma, podemos achar que ela
está com pneumonia. É possível confundir os dois quadros, já que uma criança pode apresentar os
dois distúrbios.
A asma e a bronquite, no entanto, caracterizam-se clinicamente pela presença de broncoespasmo e
na ausculta à existência de sibilos (ruído fino e agudo ao final da inspiração que caracteriza uma
obstrução ao fluxo de ar).
A criança poderá apresentar um quadro importante de sofrimento respiratório em vigência de uma
crise de bronquite ou asma.
O tratamento a ser feito é a base de broncodilatadores e a via de escolha é, principalmente, a
inalatória.
Após a nebulização, a criança deve permanecer em observação por, pelo menos, trinta minutos a
fim de ser reavaliada. Se for necessário, o tratamento poderá ser repetido.
Quando a criança não responde à medicação por via inalatória, pode ser necessária medicação
venosa ou ainda a adoção de outras medidas mais invasivas.
Os nebulizadores utilizados devem passar por um processo de desinfecção antes de serem
reutilizados.
A utilização do mesmo nebulizador por crianças diferentes, sem que tenha sido desinfectado, pode
ser responsável por infecções disseminadas dentro de enfermarias e serviços de pronto-atendimento.

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Diarréia

Assim como no caso das doenças respiratórias, há alguns cuidados que devem ser tomados em
relação às doenças que afetam sistema gastrintestinal, principalmente as diarréias, muito comuns em
crianças, sobretudo naquelas muito pequenas, que vivem em condições de pouca higiene e em
lugares sem saneamento básico.
Na região Nordeste, o risco de morte por diarréia em crianças menores de cinco anos é cerca de 4 a
5 vezes maior do que na região Sul, chegando a representar 30% do total de mortes no primeiro ano
de vida.

Desidratação

A desidratação, por ser um quadro grave e rápido, podendo levar a criança à morte em poucas horas,
deve ser atendida prioritariamente.
Os responsáveis devem ser orientados a iniciar a terapia de reidratação oral, em caso de diarréia,
mesmo quando a criança ainda está em casa.
A criança desidratada apresentará: olhos encovados, fontanela (moleira) deprimida (em criança de
até cerca da 18 meses), saliva espessa ou ausente, língua seca, ausência de lágrimas e de brilho no
olhar, turgor diminuído, diurese diminuída e de cor escura. Esses sinais podem agravar-se se a
criança não for atendida rapidamente, podendo chegar ao óbito por choque hipovolêmico.
São sinais de agravamento da desidratação: anúria, letargia, pulso fino e rápido, taquipnéia e
posteriormente bradipnéia.

Terapia de Reidratação oral (TRO)

A terapia de reidratação oral (TRO), ou seja, a reposição de sais e glicose, elementos fundamentais
para a manutenção da vida, foi concebida para evitar que a criança necessitasse de reidratação
venosa e, portanto, de internação hospitalar, já que a maior parte das desidratações podem ser
tratadas por via oral, não necessitando, assim, de internação. Apenas as desidratações graves
necessitam de reposição venosa.
O protocolo de tratamento classifica-as em:

Desidratação - se a criança apresentar dois ou mais dos sinais que se seguem: pulso rápido e débil,
olhos fundos, irritados, ausência de lágrimas, boca e língua secas, bebendo líquidos oferecidos
rápida e avidamente, manifestações de intranquilidade e o sinal da prega desaparecendo lentamente;

Desidratação grave – se a criança se mostra comatosa ou hipotônica, com pulso muito débil ou
ausente, olhos muito fundos, ausência de lágrimas, boca e língua muito secas; bebendo mal o que
lhe é oferecido ou estando incapaz de beber, o sinal da prega desaparecendo muito lentamente.

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DISTÚRBIOS ALIMENTARES NA ADOLESCÊNCIA

Emocionalmente esses pacientes de risco apresentavam alguma crítica constante a alguma parte do
corpo, insatisfação com o peso, enfim, alguma alteração na percepção corporal com diminuição
gradativa de suas atividades sociais.
Comportamentalmente apresentavam hábito de fazer dieta mesmo quando o peso estava
proporcional à estatura e, mesmo ao perderem peso, continuavam com a dieta. É importante
lembrar que todas essas modalidades de comportamento são de avaliação muito difícil quando se
trata de adolescente, visto que nessa faixa etária, o isolamento, os problemas de relacionamento, a
preocupação e vergonha com o corpo, a distorção da auto-imagem, aumento do apetite, modismos
alimentares, etc., são característicos e esperados, fazendo parte da chamada Síndrome da
Adolescência Normal.

Sinais de alerta

Atualmente já se descreve o que poderia ser chamado de "comportamento de risco" para


desenvolver um distúrbio alimentar. Em geral, os pacientes bulêmicos ou anoréticos, muito antes da
doença estabelecida, já apresentavam alguma alteração do comportamento: hábito de fazer dieta
mesmo quando o peso é proporcional a estatura, crítica constante a alguma parte do corpo, e
insatisfação, mesmo ao perderem peso, com diminuição gradativa de suas atividades sociais.

Anorexia Bulimia
A. Recusa em manter o peso na A. Episódios recorrentes de comer-compulsivo
proporção normal para idade e estatura
B. Medo intenso de engordar, mesmo que B. Comportamento compensatório inadequado:
com peso abaixo do normal Vômitos, laxantes, diuréticos, jejum, exercícios
C. Auto-avaliação alterada do peso e C. Ambos episódios com ocorrência média de
forma do corpo ao menos 2 x / semana, por 3 meses
D. Amenorréia D. Auto-estima influenciada pelo peso e forma
corpo

ANOREXIA

A anorexia nervosa é uma disfunção alimentar, caracterizada por uma rígida e insuficiente dieta
alimentar (caracterizando em baixo peso corporal) e estresse físico. A anorexia nervosa é uma
doença complexa, envolvendo componentes psicológicos, fisiológicos e sociais.
Suas complicações envolvem diferentes órgãos e sistemas, que por sua vez respondem de forma
característica ao grau de desnutrição alcançado.
No aparelho cardiovascular ocorre redução da massa cardíaca associada a diminuição da pressão
arterial e freqüência cardíaca. A bradicardia pode ser intensa e chegando a parada, sendo muitas
vezes indicação de internação.

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O trato gastrintestinal apresenta retardo do esvaziamento gástrico e constipação intestinal. Pode


haver alterações das enzimas hepáticas, degeneração gordurosa do fígado e necrose hepática focal.
Sua instalação no período pré-puberal é causa de baixa estatura e atraso da maturação sexual.
A associação entre disfunção hipotalâmica, redução da porcentagem de gordura corporal, caquexia e
exercícios físicos excessivos pode ser causa tanto de amenorréia primária quanto secundária.
A osteopenia é secundária ao hipogonadismo hipotalâmico com baixo estrogênio, levando, nos
casos mais graves, a fraturas patológicas. Ainda, a alteração hipotalâmica pode afetar os centros
termos-reguladores, de regulação da saciedade e a concentração urinária.
Alterações dermatológicas secundárias a desnutrição são semelhantes às observadas no marasmo:
pele seca, cabelos quebradiços, alopécia e unhas descamativas.
Com exceção da baixa estatura quando o comprometimento é na fase pré-puberal, todas essas
alterações são reversíveis com a realimentação adequada e recuperação da massa corpórea.

BULIMIA NERVOSA

Bulimia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por períodos de compulsão alimentar


seguidos por comportamentos não saudáveis para perda de peso rápido como induzir vômito (90%
dos casos), uso de laxantes, abuso de cafeína, uso de cocaína e/ou dietas inadequadas.
Suas principais complicações clínicas são decorrentes da forma como o paciente elimina o excesso
de comida após o episódio de "comer-compulsivo".
Os vômitos repetidos podem determinar quadros de esofagite, gastrite, Síndrome de Mallory-Weiss,
esôfago de Barret, hipertrofia de glândulas salivares e desgaste do esmalte dentário.
Pneumotorax, pneumomediastino e fratura de costela podem ocorrer por vômitos vigorosos.
Laxativos podem causar esteatorréia, pancreatite aguda, hiperamilasemia e elevação da aldosterona
sérica.
Raramente o paciente apresenta comprometimento importante do estado nutricional.

Tratamento
Até o momento, não tem uma etiologia definida. Causas multifatoriais como fatores pessoais,
psíquicos, familiares e ambientais estão envolvidos em sua gênese. Por esse motivo à terapêutica se
baseia num trabalho de equipe multidisciplinar com médicos, psicólogos.
Em geral o prognóstico é menos favorável pela maior probabilidade de distúrbios hidroeletrolíticos
e hipovolêmicos e pela associação mais freqüente com quadros de depressão.
Não existem estudos controlados, porém os bulêmicos tem uma mortalidade 9.1 vezes maior que a
população geral.

DROGAS E ADOLESCÊNCIA

Características de personalidade

1. Impulsividade;
2. Sentimento de solidão;
3. Voracidade exacerbada;
4. Dificuldade em postergar as satisfações e tolerar frustração;
5. Predomino da ação sobre a capacidade de pensar;
6. Atitudes autodestrutivas;
7. Busca de um grupo com características regressivas;
8. Dificuldades escolares;

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Usuário de droga

Podemos “categorizá-los” da seguinte forma:

1. Provadores: fazem experiências eventuais por curiosidade, não seguem o uso sistemático;
2. Drogadictos: usam a droga de maneira compulsiva e sistemática

Classificação das drogas

Depressores do SNC: álcool, inalantes.


Estimulantes do SNC:cocaína,anfetaminas, anorexígenos.
Perturbadores do SNC: Cannabis, alucinógenos, medicamentos anticolinérgicos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, "droga é toda a substância que, introduzida em um


organismo vivo, pode modificar uma ou mais de suas funções". É entendida também como o nome
genérico de substâncias químicas, naturais ou sintéticas, que podem causar danos físicos e
psicológicos a seu consumidor. Seu uso constante pode levá-lo à mudança de comportamento e à
criação de uma dependência, um desejo compulsivo de usar a droga regularmente, ao mesmo tempo
em que o usuário passa a apresentar problemas orgânicos decorrentes de sua falta. Sabe-se que as
drogas não são umas descobertas do nosso século. Elas sempre existiram em inúmeras culturas,
sendo que a única diferença que existe hoje em dia é a ênfase dada pela lei, diferenciando as drogas
lícitas (cigarro, álcool, medicamentos), que pagam impostos, das ilícitas (maconha, cocaína, crack,
ecstasy, entre outras). Envolvendo tanto as drogas consideradas lícitas como as ilícitas, existem
ainda vários preconceitos e estigmas em torno do tema e de seus usuários, bem como uma
desinformação sobre os fatores que levam ao uso ilícito destas substâncias e que fazem com que ora
seus usuários sejam vistos como doentes ou vítimas da sociedade, ora como maus elementos ou
criminosos À procura de sua identidade, o adolescente torna-se uma presa de fácil manipulação,
tanto a nível grupal, como pela mídia, a qual estimula, por exemplo, o uso do álcool e do tabaco,
apresentando-os como sinônimos de status e sucesso. Não podemos nos esquecer, porém, que o
incentivo às drogas pode ocorrer dentro do próprio seio familiar, seja pelo uso compulsivo de
medicamentos pelos pais, que lhe ensinam subliminarmente que existem substâncias químicas que
atenuam a dor e o sofrimento, seja pela cultura alcoólatra ou tabagista pregada dentro do próprio
lar.É comum também nesta fase, o adolescente apresentar um sentimento básico de solidão e sair à
busca de algo que preencha este vazio, sentimento este que pode advir de uma época de carência
afetiva de sua infância, de sua relação com os pais ou de suas próprias vivências. Sabe-se que, atrás
da compulsividade que leva à dependência, há um desejo a ser saciado, uma vontade de ser amado,
de ser reconhecido, uma dor a ser esquecida, uma maneira de desligar-se da realidade
indesejável.Apesar dos fatores constitucionais terem grande influência sobre uma maior ou menor
impulsividade e/ou sensibilidade afetiva, a presença da família é indispensável no combate e
prevenção às drogas. Neste sentido podemos dizer que, a maconha, considerada por muito
inofensiva, oferece os mesmos riscos que o álcool, podendo provocar dependência, problemas
mentais (psicose, depressão, paranóia, pânico), comprometimento no trabalho e no estudo, devido à
diminuição da capacidade de se concentrar e memorizar. Além disso, intensifica os problemas
respiratórios, causa ansiedade e é responsável pelo aumento da violência, suicídio e acidentes. Já a
cocaína e o crack provocam diminuição do apetite, perda de peso, insônia, tremores e convulsão,
além de freqüentes estados de irritabilidade, inquietação, agressividade e depressão. Diminuem
também a coordenação motora e podem causar ataque cardíaco e derrame cerebral. A overdose

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mata. Mas, se temos elementos estruturais que predispõem o indivíduo à utilização das substâncias
psicoativas, fatores psicodinâmicos que sofrem influências biológicas, pessoais e sócio-culturais.
Completando, pode-se dizer que, na verdade, não existe um tratamento miraculoso. Cada estratégia
tem que ser personalizada, pois o ser humano é complexo. Nós podemos mostrar-lhe o caminho,
mas não podemos caminhar por ele.

PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO ( PNI )

Imunização é um conjunto de métodos terapêuticos destinados a conferir ao organismo um estado


de resistência contra determinadas enfermidades infecciosas, especialmente as transmissíveis.
Decorrem das doenças preveníveis por imunização os altos índices de mortalidade e o contigente de
indivíduos com sequelas físicas, intelectuais e psicológicas.
A vacinação é uma técnica simples e barata, porém, exige uma boa organização dos serviços.
A propriedade do PNI, instituído em 1973, é controlar a poliomielite, o sarampo, a difteria, o tétano,
a coqueluche e a tuberculose, mediante a imunização sistemática da população exposta, dando-se
preferência, neste esquema vacinal, às crianças de zero a cinco anos.

Objetivos

Coordenar a utilização e o suprimento de imunobiológicos e ampliar a cobertura vacinal.

Tipos de Imunização

A imunidade pode ser natural ou adquirida.

a) Imunidade Natural: os mecanismos inespecíficos de defesa (pele, pH etc.) e a conferida pela


via transplacentária ao RN através da placenta materna.

b) Imunidade adquirida pode ser:


Espontânea: após processo infeccioso;
Induzida de maneira passiva ou ativa.

Imunidade passiva: aquela adquirida através da administração de anticorpos previamente


formados (imunoglobulinas) humanos ou heterólogos:

Imunidade ativa : utiliza-se de microorganismos vivos atenuados, mortos e de componentes


inativados de microorganismos.

Aspectos Imunológicos

Os processos imunológicos são mecanismos, nos quais o organismo reconhece uma substância
como estranha, metaboliza-a, neutraliza-a ou a elimina, com ou sem lesão para o próprio tecido. Por
isso, após receber a vacina, o organismo é capaz de produzir defesas. A resposta do organismo
depende dos fatores inerentes à vacina e são diferentes entre si e dependem dos componentes
antigênicos que a constituem.

Composição das vacinas quanto à natureza do antígeno empregado

Anatoxinas ou toxóides. Ex: tríplice;


Suspensão de bactérias. Ex: BCG;

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Vírus inativados. Ex: anti-rábica;


Vírus atenuados. Ex: antipólio oral.

Fatores Inerentes ao Organismo que Recebe a Vacina

Idade;
Estado nutricional;
Doenças intercorrentes;
Corticoterapia, radiações;
Estados fisiológicos (ex: gestação).

Contra Indicações gerais à Vacinação

Hipertermia;
Deficiência imunitária (leucemia);
Ação de imunossupressores, como corticosteróides, trasnfusões de sangue;
Doenças infecciosas agudas com febre alta, doenças eruptivas, vômitos, diarréias;
Reação alérgica anterior à mesma vacina ou a correlata;
Crianças com doenças neurológicas progressivas;
Gravidez, com exceção da vacina antitetânica.

Aspectos Operacionais

Vacinar de acordo com a idade e o estado vacinal da criança. Os esquemas interrompidos devem ter
continuidade.
Informar quais vacinas estão sendo aplicadas, contra quais doenças protegem, as possíveis reações e
cuidados e aprazamento.
Observar instruções do fabricante: validade, volume da dose a ser aplicada, coloração da vacina,
temperatura em que as vacinas devem ser conservadas, necessidade de diluição, quantidade certa do
diluente apropriado e tempo de validade após a diluição.
As ações de vacinação são coordenadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) da
Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde que tem o objetivo de erradicar, eliminar
e controlar as doenças imunopreveníveis no território brasileiro.
A vacinação é a maneira mais eficaz de evitar diversas doenças imunopreveniveis, como varíola
(erradicada), poliomielite (paralisia infantil), sarampo, tuberculose, rubéola, gripe, hepatite B, febre
amarela, entre outras.
O Calendário de vacinação brasileiro é aquele definido pelo Programa Nacional de Imunizações do
Ministério da Saúde (PNI/MS) e corresponde ao conjunto de vacinas consideradas de interesse
prioritário à saúde pública do país. Atualmente é constituído por 12 produtos recomendados à
população, desde o nascimento até a terceira idade e distribuídos gratuitamente nos postos de
vacinação da rede pública.

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Anexos

(1) vacina BCG: Administrar o mais precoce possível, preferencialmente após o nascimento.
Nos prematuros com menos de 36 semanas administrar a vacina após completar 1 (um) mês de vida
e atingir 2 Kg. Administrar uma dose em crianças menores de cinco anos de idade (4 anos 11meses
e 29 dias) sem cicatriz vacinal. Contatos intradomicíliares de portadores de hanseníase menores de
1 (um) ano de idade, comprovadamente vacinados, não necessitam da administração de outra dose
de BCG. Contatos de portadores de hanseníase com mais de 1 (um) ano de idade, sem cicatriz -
administrar uma dose. Contatos comprovadamente vacinados com a primeira dose - administrar
outra dose de BCG. Manter o intervalo mínimo de seis meses entre as doses da vacina. Contatos
com duas doses não administrar nenhuma dose adicional. Na incerteza da existência de cicatriz
vacinal ao exame dos contatos intradomicíliares de portadores de hanseníase, aplicar uma dose,
independentemente da idade. Para criança HIV positiva a vacina deve ser administrada ao
nascimento ou o mais precocemente possível. Para as crianças que chegam aos serviços ainda não
vacinadas, a vacina está contra-indicada na existência de sinais e sintomas de imunodeficiência, não
se indica a revacinação de rotina. Para os portadores de HIV (positivo) a vacina está contra indicada
em qualquer situação.

(2) vacina hepatite B (recombinante): Administrar preferencialmente nas primeiras 12 horas de


nascimento, ou na primeira visita ao serviço de saúde. Nos prematuros, menores de 36 semanas de
gestação ou em recém-nascidos à termo de baixo peso (menor de 2 Kg), seguir esquema de quatro
doses: 0, 1, 2 e 6 meses de vida. Na prevenção da transmissão vertical em recém-nascidos (RN) de
mães portadoras da hepatite B administrar a vacina e a imunoglobulina humana anti-hepatite B
(HBIG), disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais - CRIE, nas
primeiras 12 horas ou no máximo até sete dias após o nascimento. A vacina e a HBIG administrar
em locais anatômicos diferentes. A amamentação não traz riscos adicionais ao RN que tenha
recebido a primeira dose da vacina e a imunoglobulina.

(3) vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis e Haemophilus influenzae b (conjugada):


Administrar aos 2, 4 e 6 meses de idade. Intervalo entre as doses de 60 dias e, mínimo de 30 dias. A
vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis – DTP são indicados dois reforços. O primeiro reforço
administrar aos 15 meses de idade e o segundo reforço aos 4 (quatro) anos. Importante: a idade
máxima para administrar esta vacina é aos 6 anos 11meses e 29 dias. Diante de um caso suspeito de
difteria, avaliar a situação vacinal dos comunicantes. Para os não vacinados menores de 1 ano
iniciar esquema com DTP+ Hib; não vacinados na faixa etária entre 1 a 6 anos, iniciar esquema com
DTP. Para os comunicantes menores de 1 ano com vacinação incompleta, deve-se completar o
esquema com DTP + Hib; crianças na faixa etária de 1 a 6 anos com vacinação incompleta,
completar esquema com DTP. Crianças comunicantes que tomaram a última dose há mais de cinco
anos e que tenham 7 anos ou mais devem antecipar o reforço com dT.

(4) vacina poliomielite 1, 2 e 3 (atenuada): Administrar três doses (2, 4 e 6 meses). Manter o
intervalo entre as doses de 60 dias e, mínimo de 30 dias. Administrar o reforço aos 15 meses de
idade. Considerar para o reforço o intervalo mínimo de 6 meses após a última dose.

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(5) vacina oral rotavírus humano G1P1 [8] (atenuada): Administrar duas doses seguindo
rigorosamente os limites de faixa etária:
primeira dose: 1 mês e 15 dias a 3 meses e 7 dias.
segunda dose: 3 meses e 7 dias a 5 meses e 15 dias.
O intervalo mínimo preconizado entre a primeira e a segunda dose é de 30 dias. Nenhuma criança
poderá receber a segunda dose sem ter recebido a primeira. Se a criança regurgitar, cuspir ou
vomitar após a vacinação não repetir a dose.

(6) vacina pneumocócica 10 (conjugada): No primeiro semestre de vida, administrar 3 (três)


doses, aos 2, 4 e 6 meses de idade. O intervalo entre as doses é de 60 dias e, mínimo de 30 dias.
Fazer um reforço, preferencialmente, entre 12 e 15 meses de idade, considerando o intervalo
mínimo de seis meses após a 3ª dose. Crianças de 7-11 meses de idade: o esquema de vacinação
consiste em duas doses com intervalo de pelo menos 1 (um) mês entre as doses. O reforço é
recomendado preferencialmente entre 12 e 15 meses, com intervalo de pelo menos 2 meses.

(7) vacina meningocócica C (conjugada): Administrar duas doses aos 3 e 5 meses de idade, com
intervalo entre as doses de 60 dias, e mínimo de 30 dias. O reforço é recomendado
preferencialmente entre 12 e 15 meses de idade.

(8) vacina febre amarela (atenuada): Administrar aos 9 (nove) meses de idade. Durante surtos,
antecipar a idade para 6 (seis) meses. Indicada aos residentes ou viajantes para as seguintes áreas
com recomendação da vacina: estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima,
Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais
e alguns municípios dos estados do Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande
do Sul. Para informações sobre os municípios destes estados, buscar as Unidades de Saúde dos
mesmos. No momento da vacinação considerar a situação epidemiológica da doença. Para os
viajantes que se deslocarem para os países em situação epidemiológica de risco, buscar informações
sobre administração da vacina nas embaixadas dos respectivos países a que se destinam ou na
Secretaria de Vigilância em Saúde do Estado. Administrar a vacina 10 (dez) dias antes da data da
viagem. Administrar reforço, a cada dez anos após a data da última dose.

(9) vacina sarampo, caxumba e rubéola: Administrar duas doses. A primeira dose aos 12 meses
de idade e a segunda dose deve ser administrada aos 4 (quatro) anos de idade. Em situação de
circulação viral, antecipar a administração de vacina para os 6 (seis) meses de idade, porém deve ser
mantido o esquema vacinal de duas doses e a idade preconizada no calendário.
Considerar o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.

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