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1 Processo Legislativo:

1.1.1.1 Leis Ordinárias:

1.1.1.1.1 Proposição:
1.1.1.1.2 Votação:

Maioria Simples: presença de Maioria Absoluta dos membros da casa + voto maioria
presentes.

1.1.1.1.3 Matérias:

residual.

Ou seja, o que não for: Lei Complementar, Decreto Legislativo ou Resolução será por
Lei Ordinária.

Atenção! Esse entendimento vem de interpretação sistemática da CF e não de norma


explícita.

Cuidado! Não existe hierarquia entre Lei Complementar e Lei Ordinária, nem entre Lei
Federal e Lei Estadual, apenas competências diferentes.

 (RE 377.457)
Se uma lei denominada de Lei Complementar versar sobre matéria de Lei
Ordinária, então ela poderá ser revogada ou alterada por Lei Ordinária.

1.1.1.1.4 Processo Legislativo:

1º. Iniciativa.

I. Iniciativa Popular.

1
Pode ser exercida pela apresentação a Câmara dos Deputados de Projeto de Lei:

a) Subscrito por, pelo menos 1% do eleitorado nacional.


b) Dividido em, no mínimo, 5 Estados.
c) Em cada Estado deve corresponder a, no mínimo, 0,3% do eleitorado.

Atenção! Não há previsão de Iniciativa Popular para Emenda Constitucional.

II. Iniciativas Privativas:


Presidente da República (CF 61 par. 1º).

I) fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas;

II, a) Leis que disponham sobre:


1.A criação de:
a) Cargos;
b) Funções;
c) Empregos Públicos.
Na: Administração Direta e Autárquica.
2. Aumento de sua remuneração.

II, b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária,


serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios;

II, c) Servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de


cargos, estabilidade e aposentadoria;

II, d) Organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União, bem como


normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados,
do Distrito Federal e dos Territórios;

II, e) Criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública, observado


o disposto no art. 84, VI;

II, f) militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, provimento de cargos,
promoções, estabilidade, remuneração, reforma e transferência para a reserva.

Princípio da Simetria ou Parametricidade

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Essas normas aplicam-se no que couberem aos:
Governadores
Prefeitos.

Isso, em função do Princípio da Simetria ou Parametricidade segundo o qual as Normas


de Organização do Estado dispostas na CF e válidas para a União devem ser reproduzidas pelas
Constituições Estaduais e Leis Orgânicas dos Municípios naquilo que lhes couberem.

2º. Casa de Início de Tramitação (CF 64).

Os Projetos de Lei Ordinária não devem necessariamente serem iniciados na Câmara


dos Deputados.

Somente serão, necessariamente, iniciados na Câmara dos Deputados se forem de


Iniciativa:
1. Presidente da República.
2. STF.
3. Tribunais Superiores.

3º. Emendas aos Projetos de Lei.

 Somente é necessário o retorno de mudança que altere o sentido.

 Correção Redacional a um Projeto de Lei Ordinária não importa retorno a Casa


Iniciadora.

 (ADI 3.367 STF) Não é necessária reapreciação pela Casa Iniciadora se for suprimida
expressão sem alteração do sentido normativo do texto.

 (ADI 2813 STF) É possível Emenda Parlamentar a Projeto de Lei de Iniciativa do Chefe
do executivo, desde que: 1. haja pertinência temática e 2. não decorra dela aumento

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de despesa (CF 63, I e II).

4º. Sanção ou Veto


 (STF) Sanção ao Projeto de Lei dado pelo Chefe do Executivo não convalida vício forma
de usurpação de iniciativa.
 Sanção Tácita: ocorre quando o Chefe do Executivo deixa transcorrer o prazo que teria
para vetar o sancionar o Projeto de Lei.
 (ADI 1.254) É possível controle da Tempestividade do Veto, pois aplica-se ao Processo
Legislativo as Regras de Preclusão.

Cuidado! Não existe (CF 66 par. 1º):

Veto Presidencial Tácito.


Veto sem Motivação.

1.1.1.2 Leis Delegadas:

Não podem ser delegadas matérias reservadas a Lei Complementar.

Não são admitidas Emendas na apreciação de Projeto de Lei Delegada pelo Congresso
Nacional.

1.1.1.3 Medidas Provisórias:

Em caso de: Relevância e Urgência o Presidente pode propor Medidas Provisórias.

Terão: Força de Lei.

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Após sua edição: devem ser imediatamente encaminhadas ao Congresso Nacional.

1.1.1.3.1 Medidas Provisórias - Efeitos:

1. Se não for convertida em Lei no prazo de 60 dias (prorrogável 1x pelo mesmo


período) perderá a eficácia desde a edição, nesse caso:

a) O Congresso deve elaborar Decreto Legislativo para disciplinar as relações jurídicas


decorrentes desse período
b) Se o Congresso não editar esse Decreto Legislativo, em até 60 dias após a perda de
eficácia da MP, os efeitos da Medida Provisória permanecerá para esses casos.

2.Não apreciação do MP pela Câmara ou o Senado após 45 dias de sua Publicação:


entra em Regime de Urgência.
Assim, ficam sobrestadas todas as demais deliberações da Casa em que tiver
tramitando.

3. MP que for: rejeitada ou perder sua validade por decurso do prazo não pode mais
ser reeditada MP com a mesma matéria na mesma Sessão Legislativa.

1.1.1.3.2 Vedada MP sobre:

1. Penal e Processo Atenção! Pode:


5. Diretos Político 1. Civil.
Penal. 6. Partidos Políticos. 2. Comercial.
2. Nacionalidade. 7. Processo Civil. 3. Abertura de Crédito
Extraordinário.
3. Eleitoral.
4. Criação de Normas de Gerais de
4. Cidadania Licitação.
5. Criação de Normas de Gerais de
Contratos Administrativos.
6. Aumento de alíquotas de

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Impostos.
Também é vedada MP sobre:
1. Matéria já disciplinada em Projeto de Lei aprovado pelo Congresso + pendente de sanção
ou veto;
2.

1.1.1.3.3 Medida Provisória e o Crédito Extraordinário.

É possível MP para abertura de Crédito Extraordinário, nos casos de:


1. Despesas Imprevisíveis e
2. Urgentes como:
a) Guerra.
b) Comoção Interna.
c) Calamidade Pública.

1.1.1.3.4 Medida Provisória: Retirada de Apreciação pelo Congresso e Revogação por outra
MP (ADI 2.984 STF)

Retirada de Apreciação pelo Congresso: a MP não pode ser retirada da apreciação do


Congresso pelo Presidente

Revogação: assim, como qualquer outro Ato Legislativo é passível de ab-rogação ou


derrogação por outro diploma de igual ou superior hierarquia.

Atenção! A Revogação da MP por outra apenas suspende a eficácia da revogada que


voltará a vigorar, se lhe restar prazo para apreciação, caso caduque ou seja rejeitada a MP ab-
rogante.

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1.1.1.3.5 MP e Estados-Membros (ADI 2.391 STF).

Medidas Provisórias da promulgação da CF de 88 até a EC 31/01.


As medidas provisórias tinham prazo de 30 dias e podiam ser prorrogadas inúmeras
vezes.

 Após a EC 32/01.

As MP passaram a ser apreciadas em 60 dias, prorrogáveis por mais 60.

Atenção! Na prática é possível MP com validade superior a 120 dias.


1º Caso: Durante o Recesso a MP continua válida, mas os prazos ficam suspensos.
2º Caso: Se o CN não elaborar o Decreto Legislativo para regulamentar os efeitos de
MP que foi rejeitada ou perdeu a eficacia pelo transcurso do tempo. Pois, essa MP continuará
a regulamentar àqueles fatos que foram com base nela realizados, durante seu período de
eficácia.

1.1.1.3.6 Medidas Provisórias e os Estados-Membros:

Desde que:
1. Esteja expressamente previsto na Constituição Estadual.
2. Sejam Observados os princípios e as limitações impostas pelo Modelo Adotado pela
CF, tendo em vista a necessidade da observância simétrica do Processo Legislativo Federal.

 CF, art. 63. Não será admitido aumento da despesa prevista:

I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da República, ressalvado o disposto


no art. 166, § 3º e § 4º;

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CF, art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao
orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso
Nacional, na forma do regimento comum.
§ 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem
somente podem ser aprovadas caso:
I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias;
II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de
despesa, excluídas as que incidam sobre:
a) dotações para pessoal e seus encargos;
b) serviço da dívida;
c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou
III - sejam relacionadas:
a) com a correção de erros ou omissões; ou
b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.
§ 4º As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas
quando incompatíveis com o plano plurianual.

II - nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara dos


Deputados, do Senado Federal, dos Tribunais Federais e do Ministério Público.

• Possibilidade de sustação da denúncia


O STF recebeu uma denúncia contra um parlamentar por crime ocorrido
após a diplomação. O Supremo dá ciência à casa respectiva, que poderá sustar o
andamento da ação até decisão final.
Antigamente, tinha-se uma autorização para o processo prosseguir. Agora, a lógica se
inverteu. A casa, se quiser, suspende o andamento da ação, com base no art. 53, § 3º CF.
§ 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após
a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por
iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus
membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação. (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)

Para evitar impunidade, desde 2001 consignou-se, no § 5º do art. 53 CF que:


§ 5º A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o
mandato. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)

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Não é, assim, uma garantia de impunidade. Terminado o mandato, o processo será
retomado, independentemente da manifestação de vontade da casa legislativa.

• Condenação do parlamentar e perda do mandato1


Uma vez condenado o deputado federal ou senador, há perda automática do seu
mandato? Ou seja, o parlamentar federal é condenado pelo STF, por acórdão condenatório
transitado em julgado. É consequência dessa decisão a perda do mandato eletivo?
As hipóteses de perda de mandato estão elencadas no art. 55 CF. Há duas previsões
aplicáveis à presente discussão: os incisos IV e VI.
Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador:
IV – que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;
VI – que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado.

O art. 15 da CF preceitua que os direitos políticos estão suspensos


enquanto perdurarem os efeitos da condenação criminal. Então, uma condenação
criminal acarreta a suspensão dos direitos políticos, o que se subsume nas hipóteses
seja do inciso IV, seja do VI.
O art. 55, § 2º menciona que, nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será
decidida pela Casa respectiva. No caso da condenação criminal, a perda do mandato
dependerá de decisão da Casa, podendo emitir um juízo de valor para “salvar o mandato”.
Já o art. 55, § 3º, menciona que, nos casos dos incisos II, IV e V, a perda do mandato
será declarada pela Mesa da Casa respectiva, ou seja, independentemente de deliberação. É
um ato vinculado, decorrente da sentença.
§ 2º Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara
dos Deputados ou pelo Senado Federal, por maioria absoluta, mediante
provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso
Nacional, assegurada ampla defesa. (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 76, de 2013)

§ 3º - Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será declarada pela

1
Tema bastante polêmico.

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Mesa da Casa respectiva, de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus
membros, ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada
ampla defesa.

O entendimento majoritário da doutrina era pela aplicação do inciso VI, ou seja, a


condenação criminal dependia de uma deliberação da respectiva Casa. Ou seja, o parlamentar
podia ser condenado e ainda assim manter seus direitos políticos.
Em 2012, na AP 470 (Mensalão), por maioria de 5 a 4, com voto condutor do Min.
Joaquim Barbosa, entendeu-se que cabia ao Legislativo somente declarar (e não decidir) a
perda do mandato do parlamentar, pois a condenação criminal gera suspensão dos direitos
políticos (art. 15, III) e, por isso, a situação se enquadra no art. 55, IV e § 3º.
A posição mais recente do STF2 encontra-se na AP 565/RO, de 2013. Os ministros
entenderam, por maioria de 6 a 5, que competiria à Casa Legislativa decidir sobre a perda de
mandato parlamentar, nos termos do art. 55, VI e § 2º. Esse é o entendimento que prevalece.
Observação: inovação no Informativo 863/STF. Esse entendimento não supera, mas
aprofunda o entendimento anterior. O STF, em sua 1ª Turma, entendeu que continua a regra
geral de que a perda do mandato depende de decisão da Casa respectiva, porém, isso não
mudou.
Então, se a condenação for a regime fechado por mais de 120 dias, a perda do mandato
é automática. Se a condenação for a regime fechado por menos de 120 dias, ou a regime
aberto ou semiaberto, então a perda do mandato dependerá de prévia aprovação da Casa
respectiva.
➢ De onde surgiram esses 120 dias?
O art. 55 CF tem o inciso III:
Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador:
III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das
sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta
autorizada;

2
Com a entrada dos Min. Teori Zavascki e Luis Barroso.

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Um terço do ano é 120 dias. Se o parlamentar ficar preso por mais de 120 dias, essa
hipótese subsume-se ao inciso III do referido artigo.
Ressaltou que a CF é clara ao estabelecer que o parlamentar que não
comparecer a mais de 120 dias ou a 1/3 das sessões legislativas perde o mandato
por declaração da Mesa, e não por deliberação do Plenário.

Esse entendimento foi reiterado no Inf 866: AP 863/SP, Rel. Min. Edson Fachin, j. 235-
2017.
• Afastamento cautelar do cargo público
O CPP prevê cautelar de afastamento de cargo público (art. 319, VI). Essa cautelar se
aplica a parlamentares federais?
Segundo o STF, sim. Dois precedentes: Delcídio do Amaral e Eduardo Cunha.
Medida cautelar de suspensão do exercício da função (art. 319, VI, CPP), a
abranger tanto o cargo de Presidente da Câmara dos Deputados quanto o
mandato parlamentar. (...) Concorre para a suspensão a circunstância de figurar o
requerido como réu em ação penal por crime comum, com denúncia recebida pelo
Supremo Tribunal Federal, o que constitui causa inibitória ao exercício da
Presidência da República (AC 4070, j. 5-5-2016).

Casos mais recentes: Aécio Neves e Rodrigo Rocha Loures (Inq 4483). O STF
determinou o afastamento do cargo, mas depois voltou atrás, pois os pressupostos cautelares
já não estavam ali presentes, não sendo mais necessário o afastamento do mandato. Isso não
quer dizer que em casos futuros o afastamento não seja necessário.
O STF entendeu que o parlamentar federal que seja réu não pode suceder o Presidente
da República no caso de vacância do cargo de vice-Presidente. (Informativo 850/STF).
O entendimento mais recente do Supremo entende que o Presidente da Câmara ou do
Senado pode estar respondendo a ações penais enquanto na condição de presidente da Casa
respectiva. Só não podem substituir o Presidente da República ou seu vice.

Réu em processo-crime e substituição presidencial – 2

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O Tribunal referendou parcialmente medida cautelar deferida em arguição
de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) para assentar que os
substitutos eventuais do presidente da República a que se refere o art. 80 da
Constituição Federal, caso ostentem a posição de réus criminais perante o
Supremo Tribunal Federal, ficarão impossibilitados de exercer o ofício de
presidente da República e, por maioria, negou referendo à liminar, no ponto em
que ela estendia a determinação de afastamento imediato desses mesmos
substitutos eventuais do presidente da República em relação aos cargos de chefia
e direção por eles titularizados em suas respectivas Casas. O ministro Marco
Aurélio (relator) deferiu a medida cautelar para afastar senador da Presidência do
Senado Federal, por reputar presentes a urgência, a relevância do pedido e o
comprometimento da segurança jurídica com a manutenção, na chefia daquela
Casa legislativa, de cidadão que guarda a condição de réu. Considerou a decisão
de recebimento, em parte, da denúncia oferecida contra o citado parlamentar
pela suposta prática de crime de peculato nos autos do Inq 2.593/DF (julgamento
em 1º.12.2016) e, ainda, o fato de a maioria absoluta do Plenário já ter proferido
voto na ADPF no sentido da procedência do pedido (v. Informativo 846).
O relator asseverou, ademais, que o tema de fundo já teria sido definido
pelo Tribunal, sem qualquer ressalva, no julgamento da AC 4.070 MC-REF/DF (DJU
de 21.10.2016), ao referendar liminar para suspender deputado do exercício do
mandato parlamentar e da função de presidente da Câmara dos Deputados,
considerado o recebimento parcial da denúncia oferecida contra ele nos autos do
Inq 3.983/DF (v. Informativo 816). O ministro Celso de Mello, primeiro voto
divergente, entendeu, entretanto, não se justificar o afastamento cautelar do
atual presidente do Senado Federal, no que foi acompanhado pelos ministros
Teori Zavascki, Dias Toffoli, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia.
Ressaltou que a cláusula inscrita no art. 86, § 1º, da Constituição Federal
torna claro o sentido de intencionalidade do constituinte, que quis impor ao
presidente da República o afastamento cautelar (e temporário) do desempenho
do mandato presidencial, considerada, em essência, a exigência de preservação
da respeitabilidade das instituições republicanas, que constitui, na verdade, o

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núcleo que informa e conforma esse processo de suspensão preventiva.
Por isso, os substitutos eventuais do presidente da República, se tornados
réus criminais perante o Supremo Tribunal Federal, não poderiam ser convocados
para o desempenho transitório do ofício presidencial, pois não teria sentido que,
ostentando a condição formal de acusados em juízo penal, viessem a dispor de
maior poder jurídico, ou de maior aptidão, que o próprio chefe do Poder Executivo
da União, titular do mandato presidencial. Por consequência, os agentes públicos
que detêm as titularidades funcionais que os habilitam, constitucionalmente, a
substituir o chefe do Poder Executivo da União em caráter eventual, caso tornados
réus criminais perante esta Corte, não ficariam afastados, “ipso facto”, dos cargos
de direção que exercem na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e no
Supremo Tribunal Federal. Na realidade, apenas sofreriam interdição para o
exercício do ofício de presidente da República.
Assim, a substituição a que se refere o art. 80 da Constituição Federal
ocorreria “per saltum”, de modo a excluir aquele que, por ser réu criminal perante
a Corte Suprema, estaria impedido de desempenhar o ofício de presidente da
República. Isso, contudo, não impediria nem obstaria que esse substituto
eventual, embora inabilitado para o exercício temporário da função de presidente
da República, continuasse a desempenhar a função de chefia que titulariza na Casa
a que pertence: a Câmara dos
Deputados, o Senado Federal ou o Supremo Tribunal Federal.
Dessa forma, não justificaria o afastamento cautelar do presidente do
Senado Federal da posição para a qual foi eleito por seus pares, especialmente por
não haver “periculum in mora”, pois, na eventualidade do impedimento do
presidente da República, a convocação para substituí-lo recairia, observada a
ordem de vocação estabelecida no art. 80 da Carta Política, na pessoa do
presidente da Câmara dos Deputados, inexistindo, desse modo, razão para adotar-
se medida tão extraordinária como a imposta pela decisão em causa. Caso
existisse “periculum in mora”, seria em sentido inverso, tendo em conta que a
medida cautelar deferida, “incidenter tantum”, na presente sede processual
poderia inibir ou interferir no funcionamento da Câmara Alta do Congresso

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Nacional, afetando-lhe as atividades institucionais e projetando-se, ante os
inevitáveis reflexos políticos daí resultantes, com grande impacto sobre a própria
agenda legislativa do Senado Federal, em contexto no qual se destaca, de modo
preocupante, a crise gravíssima e sem precedentes que assola o nosso País.
Vencidos, parcialmente, os ministros Marco Aurélio (relator), Edson Fachin
e Rosa Weber, que referendavam integralmente a liminar deferida pelo relator.
ADPF 402 MC-REF/DF, rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 7.12.2016.
(ADPF-402)

6. Comissões Parlamentares de Inquérito Previstas


constitucionalmente no art. 58, § 3º3.
§ 3º As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de
investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos
regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo
Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um
terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo,
sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para
que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.

Previsão normativa: Lei n. 1579/1952; Lei n. 10.001/2000 (procedimento de envio das


informações ao MP); LC 105/2001; Constituições Estaduais; Regimentos internos das casas
legislativas.
As Comissões em geral são órgãos do Legislativo com uma variedade de atribuições,
sendo as CPIs as comissões com poderes definidos no artigo acima mencionado.
• Comissões parlamentares de inquérito
São comissões de apuração dentro do poder legislativo. Não possuem função
jurisdicional, isto é, não julgam.
Isso porque a investigação, no Brasil, não é exclusividade da polícia judiciária ou civil.

3
É importante saber a literalidade do parágrafo.

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Temos a CPI, a investigação direta pelo MP, a Receita Federal investigando alguns crimes
fiscais ou tributários, etc.
• Poderes de investigação próprios das autoridades judiciais É o que indica o que a CPI
pode ou não pode fazer4.

• Criadas pela CD e pelo SF, em conjunto ou separadamente


Podemos ter a CPI da Câmara ou do Senado ou a CPMI (mista).

• Requerimento de 1/3 de seus membros


Parece pouco esse quórum. Isso porque a CPI foi concebida como instrumento de
proteção das minorias parlamentares, para que elas fiscalizem as maiorias.
Afinal, se há um amplo esquema de corrupção em uma assembleia legislativa, muito
provavelmente esse esquema está amparado pelas maiorias. A instalação de uma CPI para
apurar esses fatos esbarraria na vontade da maioria. Por isso a exigência de um quórum baixo.
Pelo princípio da simetria, esse quórum é de reprodução obrigatória nas Constituições
estaduais, que não podem adotar um procedimento mais rigoroso para instalação de suas
CPIs. É o entendimento do STF:
A Constituição do Brasil assegura a um terço dos membros da Câmara dos
Deputados e a 1/3 dos membros do Senado Federal a criação da CPI, deixando
porém ao próprio parlamento o seu destino. A garantia assegurada a 1/3 dos
membros da Câmara ou do Senado estende-se aos membros das Assembleias
Legislativas estaduais – garantia das minorias. O modelo federal de criação e
instauração das comissões parlamentares de inquérito constitui matéria a ser
compulsoriamente observada pelas casas legislativas estaduais (ADI 3619, rel min
Eros Grau, j. 1-8-2006, P, DJ 20-4-2007).

• Apuração de fato determinado e por prazo certo


Não investiga pessoas, não faz uma devassa na vida privada de alguém, mas investiga
fatos pontuais. Desse modo, suas conclusões, se for o caso, são encaminhadas ao MP, para
que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. O dono da ação penal

4
Tema de maior confusão e, portanto, mais provável de ser cobrado.

15
continua sendo o MP.

6.1 Poderes de investigação próprios das autoridades judiciais


• Não pode quebrar o sigilo das comunicações telefônicas por interceptação: reserva de
jurisdição (art. 5º, XII CF).
Observação: o STF entende5 que a CPI não pode realizar a interceptação telefônica,
mas pode pedir o registro das ligações. Não pode saber o conteúdo das conversas sem
autorização judicial.
O sigilo das comunicações, para saber para quem a pessoa telefonou etc, pode ser
quebrado.
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações
telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por
ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de
investigação criminal ou instrução processual penal;

• Pode determinar quebra de sigilo fiscal e bancário (art. 4º, § 1º LC 105/01) Deve ser de
forma fundamentada e proporcional.
Precedentes: STF, MS 23.466 – liminar, DJ de 22-6-1999, rel. min. Sepúlveda Pertence,
e MS 25.812, DJ 23-2-206, rel. Min. Cezar Peluso – monocrática.
§ 1o As comissões parlamentares de inquérito, no exercício de sua
competência constitucional e legal de ampla investigação, obterão as informações
e documentos sigilosos de que necessitarem, diretamente das instituições
financeiras, ou por intermédio do Banco Central do Brasil ou da Comissão de
Valores Mobiliários.

• Pode ouvir testemunhas, investigados ou indiciados e determinar a condução coercitiva,


aplicando-se o regime do CPP para intimações e inquirições (arts. 2º a 6º da Lei n. 1579).
As testemunhas podem ser conduzidas coercitivamente a depor, sob pena de
cometerem crimes específicos. Os investigados não podem ser obrigados a falar.
Art. 2o No exercício de suas atribuições, poderão as Comissões

5
Esse tema caiu na última prova do TRF2.

16
Parlamentares de Inquérito determinar diligências que reputarem necessárias e
requerer a convocação de Ministros de Estado, tomar o depoimento de quaisquer
autoridades federais, estaduais ou municipais, ouvir os indiciados, inquirir
testemunhas sob compromisso, requisitar da administração pública direta,
indireta ou fundacional informações e documentos, e transportar-se aos lugares
onde se fizer mister a sua presença. (Redação dada pela Lei nº 13.367, de
2016)

Art. 3º. Indiciados e testemunhas serão intimados de acordo com as


prescrições estabelecidas na legislação penal.
§ 1o Em caso de não comparecimento da testemunha sem motivo
justificado, a sua intimação será solicitada ao juiz criminal da localidade em que
resida ou se encontre, nos termos dos arts. 218 e 219 do Decreto-Lei no 3.689, de
3 de outubro de 1941 - Código de Processo Penal. (Redação dada pela Lei nº
13.367, de 2016)
§ 2o O depoente poderá fazer-se acompanhar de advogado, ainda que em
reunião secreta. (Incluído pela Lei nº 10.679, de 23.5.2003)

Art. 3o-A. Caberá ao presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito,


por deliberação desta, solicitar, em qualquer fase da investigação, ao juízo criminal
competente medida cautelar necessária, quando se verificar a existência de
indícios veementes da proveniência ilícita de bens. (Incluído pela Lei nº 13.367,
de 2016)

Art. 4º. Constitui crime:


I - Impedir, ou tentar impedir, mediante violência, ameaça ou assuadas, o regular
funcionamento de Comissão Parlamentar de Inquérito, ou o livre exercício das
atribuições de qualquer dos seus membros.
Pena - A do art. 329 do Código Penal.
II - fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito,
tradutor ou intérprete, perante a Comissão Parlamentar de Inquérito: Pena - A do

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art. 342 do Código Penal.

Art. 5º. As Comissões Parlamentares de Inquérito apresentarão relatório


de seus trabalhos à respectiva Câmara, concluindo por projeto de resolução.
§ 1º. Se forem diversos os fatos objeto de inquérito, a comissão dirá, em
separado, sobre cada um, podendo fazê-lo antes mesmo de finda a investigação
dos demais.
§ 2º - A incumbência da Comissão Parlamentar de Inquérito termina com a
sessão legislativa em que tiver sido outorgada, salvo deliberação da respectiva
Câmara, prorrogando-a dentro da Legislatura em curso.

Art. 6º. O processo e a instrução dos inquéritos obedecerão ao que


prescreve esta Lei, no que lhes for aplicável, às normas do processo penal.

Art. 6o-A. A Comissão Parlamentar de Inquérito encaminhará relatório


circunstanciado, com suas conclusões, para as devidas providências, entre outros
órgãos, ao Ministério Público ou à Advocacia-Geral da União, com cópia da
documentação, para que promovam a responsabilidade civil ou criminal por
infrações apuradas e adotem outras medidas decorrentes de suas funções
institucionais. (Incluído pela Lei nº 13.367, de 2016)

• Não investiga atos jurisdicionais (HC 79.441, Rel. min. Celso de Mello, j. 15-09-2000) Sob
pena de violação da separação de poderes.
• Não pode promover busca domiciliar sem autorização judicial (art. 5º, XI, MS 23452 e
MS 23595)
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar
sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou
para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;

• Não pode determinar prisão cautelar (HC 71039)

18
• Não pode determinar a indisponibilidade de bens de indiciados ou impedir saída do país
(MS 23452 e liminar no MS 23435)

• Não de investigar atos que digam respeito unicamente ao interesse de outro ente
federativo.

7. Processo legislativo
Será o tema da próxima aula. Serão abordados os meios para elaboração das espécies
normativas, de um ato dotado de generalidade e abstração, fruto da função típica do Poder
Legislativo. Veremos questões mais genéricas e depois questões pontuais.

1.1.2 FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA - TCU

(CF, art. 70 a 75)

O Controle Externo a cargo do Congresso Nacional será exercido com o auxílio do TCU
(CF art. 71).

 Natureza e Poderes do TCU (de acordo com o STF).

 (ADI 4418) (ADI 4643)

1.Tribunais de Contas gozam de Autonomia, autogoverno e iniciativa reservada para a


instauração de processo legislativo que pretenda alterar sua organização e funcionamento.

2.Assim, é Inconstitucional lei Estadual de Iniciativa parlamentar que altere ou revogue


dispositivo da Lei organiza do Tribuna de Contas o Estado, que altere sua forma de atuação,
competência e organiação.

 (ADI 4190)

19
TCU tem autonomia Jurídica, não sendo subordinado ao Legislativo ou tem com esse
poder vinculo de hierarquia.

Suas atribuições são emanação da CF, não sendo delegatários do Poder Legislativo ou
mero Órgão de Assessoramento.

 (MS 24510) TCU e Poderes Implícitos.

O STF entende que o TCU com base na Teoria dos Poderes Implícitos adotar as medidas
necessárias ao fiel cumprimento de suas funções institucionais e ao pleo exercício das
competências que lhe foram outorgadas pela CF.

Síntese dos Tribunais de Contas pelo entendimento do STF.


1. Autonomia Jurídica: não sendo subordinado ao Legislativo ou tendo com esse poder
vinculo de hierarquia
2.

 Competências do TCU (CF art. 71)

I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, mediante


parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento;

II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e


valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades
instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a
perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público;

20
(MS 25092 STF) Aqui entra:
Sociedades de Economia Mista e Empresas Públicas Federais

III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a
qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e
mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em
comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as
melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório;

IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de


Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira,
orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes
Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais entidades referidas no inciso II;

V - fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a


União participe, de forma direta ou indireta, nos termos do tratado constitutivo;

VI - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante


convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou
a Município;

VII - prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por qualquer de suas
Casas, ou por qualquer das respectivas Comissões, sobre a fiscalização contábil, financeira,
orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções
realizadas;

VIII - aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de


contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, multa
proporcional ao dano causado ao erário;

IX - assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao

21
exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade;

X - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à


Câmara dos Deputados e ao Senado Federal;

XI - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.

DEMAIS TRIBUNAIS DE CONTAS

 (ADI 916 STF)

 Normas constitucionais do TCU e sua aplicação aos demais Tribunais de Contas:

Nos termos do art. 756 da CF as normas relativas a organização e fiscalização do TCU


aplicam-se aos demais Tribunais de Contas

 Tribunais de Contas e a competência para exame prévio da validade de Contratos


Administrativos (Inconstitucional).

Para o STF não consta no art. 71 da CF a competência do TCU de examinar previamente


a validade de Contratos administrativos celebrados pelo Poder Público, que é uma Função
Executiva.
Assim, é inconstitucional norma local que estabeleça competência de Tribunal de
Contas para realizar exame prévio de validade dos Contratos firmados com o Poder Público.

6 CF Art. 75. As normas estabelecidas nesta seção aplicam-se, no que couber, à organização, composição e
fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, bem como dos Tribunais e Conselhos
de Contas dos Municípios.

22
 Número de Conselheiros nos Tribunais de Contas.

São 07 (CF 75, par. Único7), escolhidos:

a) 04 Assembleia Legislativa
b) 03 pelo Governador.
b.1) um dentre auditores;
b.2) outro dentre membros do Ministério Público, e
b.3) um terceiro a sua livre escolha.

Súmula 653 STF: “No Tribunal de Contas Estadual, composto por sete conselheiros,
quatro devem ser escolhidos pela Assembleia Legislativa e três pelo chefe do Poder Executivo
estadual, cabendo a este indicar um dentre auditores e outro dentre membros do Ministério
Público, e um terceiro a sua livre escolha”.
CONTROLE INTERNO

 CF art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma


integrada, sistema de controle interno com a finalidade de:

I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos


programas de governo e dos orçamentos da União;

II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da


gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração
federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;

III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos

7 CF Art. 75. parágrafo único. As Constituições estaduais disporão sobre os Tribunais de Contas respectivos,
que serão integrados por sete Conselheiros.

23
direitos e haveres da União;

IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

§ 1º Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer


irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena
de responsabilidade solidária.

§ 2º Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para,


na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da
União.

Art. 75. As normas estabelecidas nesta seção aplicam-se, no que couber, à organização,
composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, bem
como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos Municípios.

Parágrafo único. As Constituições estaduais disporão sobre os Tribunais de Contas


respectivos, que serão integrados por sete Conselheiros.
DAS ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA (ART. 84)

CF art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:

I - nomear e exonerar os Ministros de Estado;

II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da


administração federal;

III - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta


Constituição;

24
IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir
decretos e regulamentos para sua fiel execução;

V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente;

VI – dispor, mediante Decreto Executivo, sobre:

a) organização e funcionamento da administração federal, quando não


implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos;

b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos;

VII - manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus


representantes diplomáticos;

VIII - celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a


referendo do Congresso Nacional;

IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio;

X - decretar e executar a intervenção federal;

XI - remeter mensagem e plano de governo ao Congresso Nacional por


ocasião da abertura da sessão legislativa, expondo a situação do País e solicitando
as providências que julgar necessárias;

XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos


órgãos instituídos em lei;

XIII - exercer o comando supremo das Forças Armadas, nomear os

25
Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-
generais e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 23, de 02/09/99)

XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do


Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores (STJ, , os Governadores de
Territórios, o Procurador-Geral da República, o presidente e os diretores do
banco central e outros servidores, quando determinado em lei;

Aprovação do Senado: dá-se por Maioria Absoluta.

a) Ministros do STF (CF 101, par. único).


b) Ministros do STJ (CF 104, par. único).

XV - nomear, observado o disposto no art. 73, os Ministros do Tribunal de


Contas da União;

XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o


Advogado-Geral da União;

XVII - nomear membros do Conselho da República, nos termos do art. 89,


VII;

XVIII - convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa


Nacional;

XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo


Congresso Nacional ou referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das
sessões legislativas, e, nas mesmas condições, decretar, total ou parcialmente, a
mobilização nacional;

XX - celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional;

26
XXI - conferir condecorações e distinções honoríficas;

XXII - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças


estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam
temporariamente;

XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de


diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento previstos nesta
Constituição;

XXIV - prestar, anualmente, ao Congresso Nacional, dentro de sessenta dias


após a abertura da sessão legislativa, as contas referentes ao exercício anterior;

XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei;

XXVI - editar medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 62;

XXVII - exercer outras atribuições previstas nesta Constituição.

Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições


mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao
Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão
os limites traçados nas respectivas delegações.

 Julgamento e Prisão do Presidente da República (CF art.868)

8 Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados,
será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou
perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.
§ 1º O Presidente ficará suspenso de suas funções:
I - nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal;

27
1. Apresentada acusação ao Presidente da República à Camara dos Deputados.
2. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara

Admitida a acusação contra o Presidente da República,


por dois terços da Câmara dos Deputados

Crimes de Responsabilidade
Crimes Comuns
Senado
STF

Afastamento do Presidente de suas funções:


Após a:
Recebida a: A instauração do processo pelo Senado
a) Denúncia ou Federal
b) Queixa-crime

Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento não estiver concluído, cessará
o afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo.

Enquanto não sobrevier sentença


condenatória, nas infrações comuns, o
Presidente da República não estará sujeito a
prisão.

O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por

II - nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal.


§ 2º Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento não estiver concluído, cessará o
afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo.
§ 3º Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da República
não estará sujeito a prisão.
§ 4º O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos
estranhos ao exercício de suas funções.

28
atos estranhos ao exercício de suas funções.

Diferenças Processos de Crime Comum e de Responsabilidade


Presidente da República e Congressistas
Congressista Presidente

Quaisquer crimes:
Crimes a) Comuns Apenas crimes relativos a suas
pelos quais pode b) Responsabilidade funções:
Responder
Durante o
Mandato a) Comuns
b) Responsabilidade
Pode ser preso por: Só pode ser preso após
Prisão nas Flagrante + Crime Inafiançável Sentença Condenatória
Infrações Penais
Comuns Princípio da
Irresponsabilidade
Pena Relativa (não Absoluta)

É o Princípio que norteia a


Responsabilidade do Presidente e
significa que, durante o Mandato ele
só pode ser responsabilizado pelos ato
em cometidos em virtude do exercício
de suas funções (In officio ou Propter
Officium).

Lembre-se! Desde que a


persecutio criminisautorizados pela
Câmara dos Deputados.

Seção II
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
(CF, art. 101 a 103)
Art. 101. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros,

29
escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco
anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada.

Parágrafo único. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão


nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela
maioria absoluta do Senado Federal.

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda


da Constituição, cabendo-lhe:

I - processar e julgar, originariamente:

a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal


ou estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo
federal;

b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-


Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o
Procurador-Geral da República;

c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os


Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros dos Tribunais Superiores, os do
Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter
permanente;

d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas


alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do
Presidente da República, das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado
Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do
próprio Supremo Tribunal Federal;

30
e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União,
o Estado, o Distrito Federal ou o Território;

f) as causas e os conflitos entre a União e os Estados, a União e o Distrito


Federal, ou entre uns e outros, inclusive as respectivas entidades da administração
indireta;

g) a extradição solicitada por Estado estrangeiro;

h) (Revogado pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o


coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos
diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito
à mesma jurisdição em uma única instância;

j) a revisão criminal e a ação rescisória de seus julgados;

l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da


autoridade de suas decisões;

m) a execução de sentença nas causas de sua competência originária,


facultada a delegação de atribuições para a prática de atos processuais;

n) a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou


indiretamente interessados, e aquela em que mais da metade dos membros do
tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente
interessados;

o) os conflitos de competência entre o Superior Tribunal de Justiça e

31
quaisquer tribunais, entre Tribunais Superiores, ou entre estes e qualquer outro
tribunal;

p) o pedido de medida cautelar das ações diretas de inconstitucionalidade;

q) o mandado de injunção, quando a elaboração da norma


regulamentadora for atribuição do Presidente da República, do Congresso
Nacional, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, das Mesas de uma dessas
Casas Legislativas, do Tribunal de Contas da União, de um dos Tribunais
Superiores, ou do próprio Supremo Tribunal Federal;

r) as ações contra o Conselho Nacional de Justiça e contra o Conselho


Nacional do Ministério Público;

II - julgar, em recurso ordinário:

a) o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o mandado


de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se
denegatória a decisão;

Súmula 624-STF: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer originariamente de


mandado de segurança contra atos de outros tribunais. O STF não dispõe de competência
originária para processar e julgar MS impetrado contra ato de outros Tribunais judiciários, ainda
que se trate do STJ. Compete ao próprio STJ julgaros mandados de segurança impetrados contra
seus atos ou omissões.

Súmula 330-STF: O Supremo Tribunal Federal não é competente para conhecer de


mandado de segurança contra atos dos tribunais de justiça dos estados.
Síntese: MS contra ato do TJ é julgado pelo próprio TJ.

b) o crime político;

32
III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única
ou última instância, quando a decisão recorrida:

a) contrariar dispositivo desta Constituição;

b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;

c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta


Constituição.

d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal.

§ 1.º A argüição de descumprimento de preceito fundamental, decorrente


desta Constituição, será apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, na forma da lei.

§ 2º As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal


Federal, nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de
constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante,
relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública
direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.

§ 3º No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a


repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da
lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo
recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros.

1. DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DO DESPORTO CF, (art. 205 a 217)

CAPÍTULO III - DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DO DESPORTO

33
Seção I - DA EDUCAÇÃO

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será


promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho.

Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a


arte e o saber;

III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de


instituições públicas e privadas de ensino;

IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;

Súmula vinculante 12, a cobrança de taxa de matrícula nas universidades públicas viola o
disposto no art. 206, IV, da Constituição Federal.

V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma


da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de
provas e títulos, aos das redes públicas;

VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei;

VII - garantia de padrão de qualidade.

VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação


escolar pública, nos termos de lei federal.

34
Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de trabalhadores
considerados profissionais da educação básica e sobre a fixação de prazo para a
elaboração ou adequação de seus planos de carreira, no âmbito da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-científica,


administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de
indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.

§ 1º É facultado às universidades admitir professores, técnicos e cientistas


estrangeiros, na forma da lei.

§ 2º O disposto neste artigo aplica-se às instituições de pesquisa científica


e tecnológica.

Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a


garantia de:

I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete)


anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não
tiveram acesso na idade própria;

II - progressiva universalização do ensino médio gratuito;

III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência,


preferencialmente na rede regular de ensino;

IV - educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos


de idade;

35
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação
artística, segundo a capacidade de cada um;

VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando;

VII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica,


por meio de programas suplementares de material didático escolar, transporte,
alimentação e assistência à saúde.

§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.

§ 2º O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua


oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade competente.

§ 3º Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino


fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela
freqüência à escola.

Art. 209. O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes


condições:

I - cumprimento das normas gerais da educação nacional;

II - autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público.

Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de


maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e
artísticos, nacionais e regionais.

§ 1º O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos


horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.

36
§ 2º O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa,
assegurada às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas
maternas e processos próprios de aprendizagem.

Art. 211. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios


organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino.

§ 1º A União organizará o sistema federal de ensino e o dos Territórios,


financiará as instituições de ensino públicas federais e exercerá, em matéria
educacional, função redistributiva e supletiva, de forma a garantir equalização de
oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino mediante
assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios;

§ 2º Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na


educação infantil.

§ 3º Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no ensino


fundamental e médio.

§ 4º Na organização de seus sistemas de ensino, a União, os Estados, o


Distrito Federal e os Municípios definirão formas de colaboração, de modo a
assegurar a universalização do ensino obrigatório.

§ 5º A educação básica pública atenderá prioritariamente ao ensino


regular.

Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os


Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da
receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na
manutenção e desenvolvimento do ensino.

37
§ 1º A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União aos
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, ou pelos Estados aos respectivos
Municípios, não é considerada, para efeito do cálculo previsto neste artigo, receita
do governo que a transferir.

§ 2º Para efeito do cumprimento do disposto no "caput" deste artigo, serão


considerados os sistemas de ensino federal, estadual e municipal e os recursos
aplicados na forma do art. 213.

§ 3º A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao


atendimento das necessidades do ensino obrigatório, no que se refere a
universalização, garantia de padrão de qualidade e equidade, nos termos do plano
nacional de educação.

§ 4º Os programas suplementares de alimentação e assistência à saúde


previstos no art. 208, VII, serão financiados com recursos provenientes de
contribuições sociais e outros recursos orçamentários.

§ 5º A educação básica pública terá como fonte adicional de financiamento


a contribuição social do salário-educação, recolhida pelas empresas na forma da
lei.

§ 6º As cotas estaduais e municipais da arrecadação da contribuição social


do salário-educação serão distribuídas proporcionalmente ao número de alunos
matriculados na educação básica nas respectivas redes públicas de ensino.

Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas,


podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas,
definidas em lei, que:

38
I - comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem seus excedentes
financeiros em educação;

II - assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária,


filantrópica ou confessional, ou ao Poder Público, no caso de encerramento de
suas atividades.

§ 1º - Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas


de estudo para o ensino fundamental e médio, na forma da lei, para os que
demonstrarem insuficiência de recursos, quando houver falta de vagas e cursos
regulares da rede pública na localidade da residência do educando, ficando o
Poder Público obrigado a investir prioritariamente na expansão de sua rede na
localidade.

§ 2º As atividades de pesquisa, de extensão e de estímulo e fomento à


inovação realizadas por universidades e/ou por instituições de educação
profissional e tecnológica poderão receber apoio financeiro do Poder Público.

Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração


decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime
de colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de
implementação para assegurar a manutenção e desenvolvimento do ensino em
seus diversos níveis, etapas e modalidades por meio de ações integradas dos
poderes públicos das diferentes esferas federativas que conduzam a:
I - erradicação do analfabetismo;
II - universalização do atendimento escolar;
III - melhoria da qualidade do ensino;
IV - formação para o trabalho;
V - promoção humanística, científica e tecnológica do País.
VI - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em
educação como proporção do produto interno bruto.

39
40