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‘Matamatica Universitaria N? 19, Dezembro de 1995, 55-63 A série harménica e a formula de Euler-MacLaurin Geraldo Avila Introducio Com o répido progresso da computagio, tanto na érea de hardware como de software, cdlculos que eram dificeis ou trabalhosos até dez ou vinte anos atrds, siio hoje facilmente executdveis com a ajuda desses programas sofisticados, como 0 MATHEMATICA. Isso até nos faz. lembrar a situaco no tempo de Kepler, - que saudou a invengio dos logaritmos como um “alivio para o astrnomo” - pois representa nio s6 um alivio de “trabalho bragal”, mas um ganho considerdvel de tempo para outras tarefas mais nobres do que efetuar célculos ou fazer programas para cada problema particular. ‘Todavia, enquanto desfrutamos as benesses desse “paraiso da computagiio”, n&o podemos nos descuidar da Matematica. Pelo contrario, isso deve mesmo ser um estimulo a que procuremos nos informar - e informar nossos alunos - sobre que tipo de operagdes estaria executando o computador quando acionamos alguns desses programas. E hd muita Matematica - boa e antiga - que esti sendo usada nesses célculos. objetivo deste artigo 6 0 de apresentar uma férmula muito poderosae pouco conhecida, mas de grande importancia no cdlculo numérico de séries e na estima- tiva de restos; portanto, de muita atualidade nessa era de softwares sofisticados. A Série Harminica Logo no inicio do estudo de séries o aluno trava conhecimento com a série geométrica, a mais simples dentre as séries convergentes; e, logo a seguir, com a série harménica, também a mais simples dentre as séries divergentes com termo geral tendendo a zero. Alids, 0 aluno iniciante e inexperiente com séries infinitas, é levado a crer que essa série, X deva ser convergente, nao divergente. Afinal, os termos da série esto decrescendo para zero; apés a soma de um grande mimero deles, quando chegarmos a 0", 10% , 10! etc., estaremos somando t&o pouco, que sem uma andlise mais cuidadosa, 0 aluno iniciante haverd mesmo de pensar que a série converge. E no ha calculo experimental que possa mudar essa opinifio, como veremos adiante. Mas, antes, vale a pena lembrar a demonstraciio de que a série diverge, feita pela primeira vez. por Oresme'. O raciocinio usado nessa demonstragio e ensinado nos cursos de Célculo consiste em agrupar os termos da série, de forma que a soma em cada grupo supere 1/2. Assim, LD yt be viege(iea}(sreter a} iil atat 1 =1+ gto at Em vista disso, concluimos que a série diverge. ‘Voltemos agora ao que dissemos acima, de que a divergéncia da série jamais seria descoberta por inspegao através de cdlculos. Vamos supor que. fossemos capazes de somar cada termo da série em um segundo de tempo. Como um ano tem aproximadamente 365,25 x 24 x 60 x 60 = 31.557.600 segundos , nesse periodo de tempo sérfamos capazes de somar a série até n = 31.557.600, obtendo para a soma um valor pouco superior a 17; em 10 anos a soma chegaria apouco mais de 20; em 100 anos, a pouco mais de 22. Como se vé, esses nimeros sfio muito pequenos para indicar divergéncia da série; no somente isso, mas depois de 100 anos ja estarfamos somando algo muito pequeno, da ordem de 3.x 10°, E claro também que é impossivel efetuar essas somas para valores tio grandes de n. Se € impossivel somar a série até valores téio grandes de n , como sabemos 1 Nicole Oresme (1325-1382), bispo de Lisieux e professor da Universidade dic Paris, foi um destacado intelectual do sécuto XIV em varios campos do conhecimento, como Filosofia, Matemética, Astrono- tia, Ciéncias Fisicas ¢ Naturais, eaté mesmo Feonoinia, uma ciéneia praticamente inexistente naquela Epoca. 57 que asoma atinge esses valores 17, 20, 277 Aresposta a essa pergunta- e a outras mais - nos vird da formula de Euler-MacLaurin, Mas, antes, vamos fazer mais um exercicio de imaginagao. XS Hoje em dia temos computadores muito répidos, ¢ a tecnologia estd produ- zindo médquinas, cada vez mais répidas. Mas isso tem um limite, pois, como sabemos, nenhum sinal fisico pode ser transmitido com velocidade superior & da luz. Portanto, nenhum computador poderd efetuar uma soma em tempo inferior a 10 segundos, que o tempo gasto pela luz para percorrer distfncia igual 20 diametro de um elétron. Pois bem, com tal computador, em um ano, mil anos € um bilhio de anos, respectivamente, poderiamos somar termos em niimeros iguais a 315.576 X 10% , 315.576 x 10% © 315.576 x 10%. B veja os resultados aproximados que obterfamos para a soma da série harmdnica, em cada um desses casos, respectivamente: 70,804 , 77,718 e 91,5273. Imagine, finalmente, que esse computador estivesse ligado desde a origem do universo, hé 16 bilhdes de anos. Ble estaria hoje obtendo o valor aproximado de 94,2999 para soma da série harménica, um ntimero ainda muito pequeno... A Férmula de Euler-MacLaurin ‘Vamos, finalmente, enbarcar na andlise que nos permite substituir a soma da série por expresso equivalente, que possa ser caleulada com facilidade. E isto o que permite fazer a formula de Euler-MacL aurin, substituindo uma soma do tipo fin) pela integra f"flayde. No caso conereto da série hanmnBnica lx) = 1/x. 1 Seja, pois, fix) uma fungio definida no semi-cixo real positivo e suficiente- mente regular para que as operagdes indicadas possam ser efetuadas, Em particu- lar, f 6 derivavel ef’ integrivel. Assim, indicando com fj o valor /(j), uma integragao por partes nos dé: P pov = (7+ Ufa - S of (dx staf Gar ood =fGrio-f (: -i- 2 Vamos agora efetuar a soma para j= 1, 2, ...,2— 1. Mas, ao fazer isso, 0 termo