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Tribunal de Justiça do Estado do Paraná

3ª Câmara Cível
RECURSO DE APELAÇÃO CÍVEL Nº 1.521.616-9
ORIGEM: VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE CASCAVEL
APELANTE: MUNICIPIO DE CASCAVEL
APELANTE: COMPANHIA PROVÍNCIA DE CRÉDITO
IMOBILIÁRIO
APELADO: COMPANHIA PROVÍNCIA DE CRÉDITO
IMOBILIÁRIO
APELADO: MUNICIPIO DE CASCAVEL
RELATOR: DES. J. S. FAGUNDES CUNHA

EMENTA
APELAÇÃO CÍVEL. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS A
EXECUÇÃO FISCAL. IPTU. IMÓVEL INVADIDO
POR TERCEIROS EM OCUPAÇÃO IRREGULAR.
AÇÃO POSSESSÓRA JULGADA PROCEDENTE.
PENDENTE A RETIRADA DE INVASORES.
PROPRIETÁRIO QUE NÃO EXERCE A POSSE
DIRETA DURANTE IMPORTANTE LASPO DE
TEMPO - QUASE 20 ANOS. IMPOSSIBILIDADE
CONTRIBUTIVA DO PROPRIETÁRIO PORQUE
NÃO USUFRUI DA UTILIDADE DO BEM.
DECISÃO REFORMADA PARA JULGAR
PROCEDENTES OS PEDIDOS DOS EMBARGOS À
EXECUÇÃO, PARA O FIM DE RECONHECER A
INEXISTÊNCIA DE OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA E
EXTINGUIR A EXECUÇÃO FISCAL.
CONDENAÇÃO DO MUNICIPIO AO PAGAMENTO
DOS ONUS DE SUCUMBÊNCIA E CUSTAS
PROCESSUAIS, EXCETO A TAXA JUDICIÁRIA
(DECRETO 962/1932).
RECURSO DE APELAÇÃO DE COMPANHIA
PROVÍNCIA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO
CONHECIDO E, NO MÉRITO, PROVIDO.

RECURSO DE APELAÇÃO SO MUNICIPIO DE


CASCAVEL, PREJUDICADO.
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RELATÓRIO
Trata-se de recurso de Apelação Cível
interposto pelo Município de Cascavel (mov. 29.1) e pela
Companhia Província de Crédito Imobiliário (mov. 30.1) o
comando da sentença (mov. 24.1) proferida nos autos de
Embargos à Execução Fiscal n.º 0011591-21.2013.8.16.0021,
que tramitou na Vara da Fazenda Pública de Cascavel, que
julgou parcialmente os embargos no que tange declarar nulo o
lançamento fiscal sob à taxa de sinistro da CDA nº 2308/2012
e devendo continuar lançando os demais tributos.
O Município de Cascavel apresentou suas
razões recursais arguindo, em síntese que o juízo de primeiro
grau se equivocou ao retirar o lançamento sob a taxa de sinistro,
pois a mesma acarretaria prejuízos ao Município e ao Corpo de
Bombeiros, tendo em vista que o Município de Cascavel se faz
responsável por manutenções públicas, o seja, o FUNEBOM.
A Cia Província de Crédito Imobiliário
apresentou razões recursais sob o argumento de que é indevida
a cobrança de IPTU, tendo em vista que o imóvel foi invadido
pelo Movimento dos Sem Teto, logo a posse foi subtraída, além
de argumentar que a taxa sob sinistro se faz inconstitucional,
logo requer a reforma da sentença.
Vieram contrarrazões (mov. 41.1 e 43.1).

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Em relatório o Ministério Público manifesta-se:
a) pela análise da inconstitucionalidade na cobrança da taxa de
sinistro pelo Município, tendo em vista que é competência
exclusiva e indelegável do Estado do Paraná; b) que o IPTU
cobrado não é indevido, pois a demora na reintegração de posse
não exonera o dever de arcar com os tributos sob a área
invadida.
Vieram-me conclusos os autos.
Inclusos em pauta para julgamento.
É o relatório.

FUNDAMENTAÇÃO
ADMISSIBILIDADE

O recurso deve ser conhecido posto que


presente o pressuposto recursais de admissibilidade intrínsecos
e extrínsecos, sendo recurso próprio, devidamente firmado por
advogado habilitado.

Por questão de ordem processual, analiso


primeiramente o recurso de apelação da Companhia Província,
passo à análise do mérito dos pedidos recursais.

MÉRITO RECURSAL

Do IPTU – imóvel invadido por terceiros

O inconformismo da apelante/embargante
merece prosperar.

Consoante disposição do artigo 32, do Código

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Tributário Nacional, o fato gerador do imposto sobre a
propriedade predial e territorial urbana é a propriedade, o
domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou por
acessão física, localizado na zona urbana do município. Por
conseguinte, o contribuinte do IPTU é o proprietário do imóvel,
o titular de seu domínio útil ou seu possuidor a qualquer título
(artigo 34, CTN).

A jurisprudência da Corte Superior é no


sentido de que tanto o promitente comprador (possuidor a
qualquer título) do imóvel quanto seu proprietário/promitente
vendedor (aquele que tem a propriedade registrada no Registro
de Imóveis) são contribuintes responsáveis pelo pagamento do
IPTU, pois “a existência de possuidor apto a ser considerado
contribuinte do IPTU não implica a exclusão automática, do
pólo passivo da obrigação tributária, do titular do domínio
(assim entendido aquele que tem a propriedade registrada no
Registro de Imóveis, O legislador pode eleger o sujeito passivo
do tributo, contemplando qualquer das situações previstas no
CTN.” (REsp n. 1.028.389 – RJ, rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma,
julgado em 04.11.2008).

Nesse acórdão são citados os seguintes


precedentes: REsp n. 784.101-SP, 1ª Turma; REsp n. 774.720-
RJ, rel. Min. Teori Albino Zavaski, DJ 12.06.2006. REsp n.
793.073-RS, rel. Min. Castro Meira, DJ 20.02.2006. REsp n.
712.998-RJ, rel. Min. Herman Benjamin, DJ 08.02.2008; REsp
n. 774.720-RJ, rel. Min. Teori Albino Zavaski, DJ 12.06.2006.

Mister conferir especial destaque ao REsp nº


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752.815/SP, relatado pelo Min. Luiz Fux, 1ª Turma, julgado em
27.02.2007, DJ 15.03.2007, no qual restou patente que a
existência de possuidor, apto a ser considerado contribuinte de
IPTU, não teria o condão de implicar na exclusão automática do
titular do domínio, ou seja, aquele que tem a propriedade
registrada no Registro de Imóveis, do polo passivo da obrigação
tributária, de modo que o possuidor, na qualidade de
compromissário-comprador, pode ser tido como contribuinte do
IPTU, em conjunto com o proprietário do imóvel. Deste modo,
como não se desconhece, conforme orientação do Superior
Tribunal de Justiça, possui condições de figurar passivamente
na execução fiscal tanto o proprietário como o possuidor do bem
(Recurso Especial 1.204.294-RJ, Relator Ministro Mauro
Campbell, Segunda Turma, j. de 14/06/2011).

Cediço que o fato do imóvel estar invadido por


terceiros, por si só, não tem o condão de afastar a obrigação do
proprietário em arcar com o imposto, devendo ser analisado
caso a caso.

Evidentemente, sem a presença dos elementos


objetivos e subjetivos que a lei exige ao qualificar a hipótese de
incidência, não se constitui a relação jurídico-tributária.

No caso vertente, tenho que a obrigação não


deve ser imputada ao proprietário.

O imóvel sobre o qual recai o tributo e de


propriedade da apelante/embargante, foi alvo de invasão e nos
idos de 1999 foi ajuizada a Ação com Pretensão de Reintegração

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de Posse nº 107/1999, em que foi concedida a medida liminar
às fls. 21/22.

Todavia, aquela ação encontra-se em fase de


cumprimento de sentença, estando pendente a batalha judicial
para a retirada dos invasores do local, o que impede o
proprietário de usar, goze e dispor da coisa afastando o seu
domínio útil.

Ora, se por quase vinte anos os invasores


permanecem no local, e lá construíram suas casas, sendo a área
legitimada pela municipalidade mediante disponibilização de
serviços de energia elétrica e saneamento, inconcebível lançar a
exação em face do proprietário, pois viu inviabilizado o direito
de dispor do bem com animus de domini.

Com efeito, a invasão do imóvel, apesar do


lapso de tempo, retira do apelante a posse direta, pois foi
invadida com ânimo de expropriação, motivo pelo qual não
prevalece a exação em face daquele que nesse lapso permanece
apenas com a propriedade perante o registro imobiliário.

Assim, se até hoje referida sentença não foi


cumprida, e o Município de Cascavel, ao invés de buscar uma
solução para a devolução da área a seu legítimo proprietário,
prefere lançar o tributo em face do mesmo, mas contribui para
a permanência dos terceiros, em que pese a área ser imprópria
para a moradia em razão da ocupação desordenada, dever arcar
com tal ônus.

Impossível ignorar os fatos, até porque a


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apelante/embargante, promoveu a defesa da área invadida, o
que conduz ao reconhecimento da inexigibilidade do IPTU do
imóvel de sua propriedade.

Aliás, ofende o Princípio da Razoabilidade, o


Princípio da Boa-Fé Objetiva utilizar-se da aparência de direito,
sendo verdadeira ficção exigir tributos de quem por importante
lapso de tempo já não possui a base material do imóvel.

PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. TRIBUTÁRIO.


EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. ART. 535, II, DO
CPC. OMISSÃO. NÃO OCORRÊNCIA. IPTU.
COBRANÇA. SUJEITO PASSIVO. PROPRIETÁRIO DO
IMÓVEL. INVASÃO DA PROPRIEDADE POR
TERCEIROS. DESAPROPRIAÇÃO. IMISSÃO NA POSSE
PELO PODER PÚBLICO APÓS O FATO GERADOR.
ARTIGO 34 DO CTN. EXAÇÃO INDEVIDA. POSSE DO
MUNICÍPIO EXPROPRIANTE EXERCIDA ANTES DA
AUTORIZAÇÃO JUDICIAL DE IMISSÃO PROVISÓRIA.
LOTEAMENTO E BENFEITORIAS NA ÁREA. ANIMUS
APROPRIANDI.
1. Hipótese em que o município alega, além da violação
do art. 535, II, do CPC, seja reconhecido ao proprietário
do imóvel a legitimidade de figurar como sujeito passivo
do tributo (IPTU - ano de 1991), não obstante a
propriedade ter sido invadida por terceiros e, por fim,
desapropriada pelo próprio ente público.
2. A Corte de origem manifestou-se sobre todas as
questões indispensáveis ao deslinde da controvérsia,
motivo pelo qual não há falar em violação ao art. 535,
II, do CPC.
3. O artigo 34 do CTN dispõe que: "Contribuinte do
imposto é o proprietário do imóvel, o titular do seu
domínio útil, ou o seu possuidor a qualquer título".
4. "Ao legislador municipal cabe eleger o sujeito passivo
do tributo, contemplando qualquer das situações
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previstas no CTN.
Definindo a lei como contribuinte o proprietário, o
titular do domínio útil, ou o possuidor a qualquer título,
pode a autoridade administrativa optar por um ou por
outro visando a facilitar o procedimento de
arrecadação" (REsp 475.078/SP, Rel. Min. Teori Albino
Zavascki, DJ 27.9.2004).
5. "A simples declaração de utilidade pública, para fins
de desapropriação, não retira do proprietário do imóvel
o direito de usar, gozar e dispor do seu bem, podendo
até aliená-lo. Enquanto não deferida e efetivada a
imissão de posse provisória, o proprietário do imóvel
continua responsável pelos impostos a ele relativos"
(REsp 239.687/SP, Primeira Turma, Rel. Min. Garcia
Vieira, DJ de 20.3.2000).
6. Não obstante a posse legal da municipalidade tenha
ocorrido somente em 1992 com o autorização judicial
para imissão na posse, o que lhe garantiria o direito de
cobrança da exação referente ao ano anterior do
proprietário, o fato é que ela já havia ingressado na área
antes, loteando-a e implementando melhoramentos
como asfalto, energia elétrica entre outros, o que lhe
retira o direito de cobrar a exação do proprietário.
7. Não se pode exigir do proprietário o pagamento do
IPTU quando sofreu invasão de sua propriedade por
terceiros, defendeu-se através dos meios jurídicos
apropriados e foi expropriado pela municipalidade,
sendo que esta, antes de receber a autorização judicial
para imissão provisória, ingressou na área com o ânimo
de desapropriante.
8. Recurso especial não provido.
(REsp 1111364/SP, Rel. Ministro BENEDITO
GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em
25/08/2009, DJe 03/09/2009)

Esta Corte, tem decidido:

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TRIBUTÁRIO. APELAÇÃO CÍVEL.EMBARGOS À


EXECUÇÃO FISCAL. IPTU E TAXAS. IMÓVEL
URBANO. PROPRIEDADE COMO FATO GERADOR DO
IPTU (CTN, ARTS. 32 e 34). INVASÃO DO
TERRENO.OCUPAÇÃO IRREGULAR. PERDA DAS
FACULDADES INERENTES AO DIREITO DE
PROPRIEDADE. ESVAZIAMENTO DO DIREITO.
AUSÊNCIA DE SUBSUNÇÃO DO FATO À HIPÓTESE
DE INCIDÊNCIA.TITULAR DO REGISTRO DE
PROPRIEDADE QUE NÃO REVELA CAPACIDADE
CONTRIBUTIVA, PORQUE NÃO USUFRUI DAS
UTILIDADES DO IMÓVEL. POR CONSEGUINTE,
ILEGÍTIMA TAMBÉM A COBRANÇA DAS TAXAS DE
SINISTRO E DE COLETA DE LIXO. DECISÃO
REFORMADA PARA JULGAR PROCEDENTES OS
PEDIDOS DOS EMBARGOS À EXECUÇÃO, PARA O
FIM DE RECONHECER A INEXISTÊNCIA DE
OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA E EXTINGUIR A EXECUÇÃO
FISCAL. CONDENAÇÃO DO MUNICÍPIO AO
PAGAMENTO DO ÔNUS DE
SUCUMBÊNCIA.RECURSO DE APELAÇÃO (1) DO
EMBARGANTE PROVIDO E RECURSO DE APELAÇÃO
(2) DO MUNICÍPIO PREJUDICADO."7. Direito de
propriedade sem posse, uso, fruição é incapaz de gerar
qualquer tipo de renda ao seu titular deixa de ser, na
essência, direito de propriedade, pois não passa de uma
casca vazia à procura de seu conteúdo e sentido, uma
formalidade legal negada pela realidade dos fatos.(...).9.
Ofende o Princípio da Razoabilidade, o Princípio da
Boa-Fé Objetiva e o bom senso que o próprio Estado,
omisso na salvaguarda de direito dos cidadãos, venha
a utilizar a aparência desse mesmo direito, ou o
resquício que dele restou, para cobrar tributos que
pressupõem a sua incolumidade e existência nos
planos jurídico (formal) e fático (material)." (REsp
963499/PR - Rel. Ministro Herman Benjamin - 2ª
Turma - DJe 14-12-2009).RELATÓRIO (TJPR - 2ª
C.Cível - AC - 1492896-0 - Cascavel - Rel.: Lauro
Laertes de Oliveira - Unânime - - J. 24.05.2016)
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“Tributário. Embargos à execução fiscal. Imóvel


urbano. Invasão. Fato gerador do IPTU. Propriedade.
Perda do domínio e dos direitos inerentes à
propriedade. Impossibilidade de manter-se a exação.
Violação ao dever constitucional do estado em garantir
a propriedade. Art. 1.228 do CC. Princípio da
proporcionalidade. Recurso provido. ‘Direito de
propriedade sem posse, uso, fruição e incapaz de gerar
qualquer tipo de renda ao seu titular deixa de ser, na
essência, direito de propriedade, pois não passa de uma
casca vazia à procura de seu conteúdo e sentido, uma
formalidade legal negada pela realidade dos fatos. (STJ
- REsp 963499/PR, Rel. Ministro Herman Benjamin, 2ª
Turma, julgado em 19/03/2009, DJe 14/12/2009).”

Dessa maneira, nego provimento no ponto para


afastar a obrigatoriedade da proprietária em recolher a exação.

Assim sendo, dá-se provimento ao recurso de


apelação da embargante, e reforma-se a sentença para julgar
procedentes os pedidos formulados nos embargos à execução
fiscal, com fundamento no art. 487, inciso I, do Código de
Processo Civil/2015, para o fim de declarar a inexistência de
obrigação tributária em face do embargante e, por conseguinte,
extinguir a execução fiscal, ante a nulidade do título executivo
em discussão, o que se faz nos termos do artigo 783, do Código
de Processo Civil/2015, conjugado com o artigo 1º, da Lei nº
6.830/1980.

Dos honorários advocatícios

Pelo princípio da sucumbência, condena-se o


Município de Cascavel ao pagamento dos honorários
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advocatícios relativos aos presentes embargos à execução
(CPC/ 2015, art. 827, § 2º).

Importante citar as lições de Araken de Assis:


“O art. 827, § 2º, “O art. 827, § 2º, segue o princípio da unidade
dos honorários na execução, proclamado na Corte Especial do
STJ: ‘Os honorários de advogado, arbitrados na execução,
passam a depender da solução dos embargos. Procedentes
estes, sucumbe o exequente, não prevalecendo o arbitramento
dos honorários na execução. Procedentes os embargos ou
ocorrendo desistência, permanece uma única sucumbência,
posto que, tanto na execução como nos embargos, a questão é
única: procedência ou não da dívida.” (Manual da Execução. 18ª
ed. rev. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2016. p. 785).

Pois bem. Nas causas em que a Fazenda


Pública for parte, os honorários advocatícios deverão levar em
conta o grau de zelo do profissional, o lugar de prestação do
serviço, a natureza e importância da causa, o trabalho realizado
e o tempo exigido para o serviço do advogado (CPC/2015, art.
85, § 3º).

Ainda, ao fixar a verba honorária o julgador


deve observar os percentuais previstos nos incisos I a V do § 3º
do art. 85 do Código de Processo Civil de 2015, atento à
disposição contida no § 5º do mesmo dispositivo legal.

No caso em apreço, deve-se considerar a


complexidade da matéria em discussão, as peças processuais
apresentadas, o local da prestação do serviço na mesma

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Comarca em que foi proposta a demanda, o trabalho do
procurador da parte adversa, com o proveito econômico obtido.

Dessa maneira, consideradas todas as balizas


enumeradas fixo os honorários advocatícios para os embargos
à execução fiscal, no percentual de 20% (vinte por cento) da
faixa inicial (CPC/2015, art. 85, § 3º, I) sobre o proveito
econômico - valor do débito executado atualizado.

Sobre o valor dos honorários advocatícios,


incidirá correção monetária, a partir desta decisão, pela
variação do índice oficial da caderneta de poupança, e juros de
mora, a contar do trânsito em julgado (CPC/2015, art. 85, § 16),
também calculados pela variação do índice oficial de
remuneração da caderneta de poupança, de acordo com o artigo
1º-F, da Lei nº 9.494/97, alterado pela Lei nº 11.960/2009
(REsp nº 1257257/SC - Rel. Min. Mauro Campbell Marques –
2ª Turma - DJe 3-10-2011 e Repercussão geral no RE nº
870.947/SE).

Observa-se, ainda, que não haverá a incidência


de juros de mora contra a Fazenda Pública no período de graça
constitucional, com fulcro na Súmula Vinculante nº 17 do
Supremo Tribunal Federal.

Das custas

As custas são destinadas ao Fundo da Justiça,


criado pela Lei Estadual nº. 15.942/2008 - o FUNJUS, que
conforme disposto em seu artigo 2º. “tem por objetivo prover os
recursos orçamentários e financeiros necessários à execução das
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despesas decorrentes do processo de estatização, neste
compreendida a recomposição dos servidores do Quadro de
Pessoal das unidades estatais do 1º. Grau de Jurisdição do
Estado do Paraná.”

Vale observar que o FUNJUS, administrado


pelo Poder Judiciário, detém personalidade jurídica própria e
autonomia contábil1, não se confundindo em nenhum momento
com o Poder Executivo, de modo que é descabido o pleito de
isenção do pagamento de custas pelo apelante.

Cumpre salientar que ainda que as esferas de


poder, independentes e harmônicos, componham um único
ente estatal, tal não implica na isenção do Estado e dos
Municípios em pagar custas decorrentes dos serviços prestados
pelas serventias estatizadas.

Ressalte-se, ademais, que a Seção Cível desta


Corte, quando do julgamento do Incidente de Uniformização de
Jurisprudência nº. 1.329.914-8/01, de relatoria do
Desembargador Silvio Dias, firmou entendimento no sentido de
que são devidas custas processuais pela Fazenda Pública
Estatual, ainda que a demanda tenha tramitado perante
serventia estatizada, havendo o decurso do prazo recursal em
16/03/2016. Eis a ementa:

AC 1.329.914-8/01 Incidente de Uniformização de


Jurisprudência nº 1.329.914-8/01 Suscitante: 2ª Câmara Cível
do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná Interessados:
--
1
A autonomia do FUNJUS é referendada pela Constituição Federal, no artigo 150, parágrafo 6º, bem como
pelo Código Tributário Nacional, nos artigos 97, inciso VI e 175, inciso I.
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3ª Câmara Cível
Estado do Paraná e Reinaldo Rodrigues Barbosa Relator: Des.
Silvio Dias.

INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA.


CUSTAS PROCESSUAIS DEVIDAS PELA FAZENDA PÚBLICA
ESTADUAL QUANDO A SERVENTIA FOR ESTATIZADA.
INEXISTÊNCIA DE CONFUSÃO PATRIMONIAL. FUNJUS QUE
É DOTADO DE PERSONALIDADE JURÍDICO CONTÁBIL.
AUSÊNCIA DE LEGISLAÇÃO LOCAL QUE ISENTE A FAZENDA
PÚBLICA AO PAGAMENTO DAS CUSTAS PROCESSUAIS.
INCIDENTE PROCEDENTE.
Súmula: "É cabível a condenação da Fazenda Pública estadual ao
pagamento das custas processuais nos casos em que a serventia
for estatizada, não havendo que se falar em confusão
patrimonial."
(TJPR - Seção Cível - IUJ - 1329914-8/01 - Região Metropolitana
de Londrina - Foro Central de Londrina - Rel.: Silvio Dias -
Unânime - - J. 20.11.2015)

Note-se, ainda, que na uniformização foi


editada a Súmula 72 do TJPR:

“É cabível a condenação da Fazenda Pública estadual ao


pagamento das custas processuais nos casos em que a
serventia for estatizada, não havendo que se falar em
confusão patrimonial”.

Sobre o tema, o entendimento pacificado deste


Tribunal de Justiça:

APELAÇÃO CÍVEL - EXECUÇÃO FISCAL - IPTU - EXTINÇÃO


PELA PRESCRIÇÃO - ISENÇÃO DAS CUSTAS PROCESSUAIS -
IMPOSSIBILIDADE - INAPLICABILIDADE DOS ARTIGOS 26 E
39 DA LEI DE EXECUÇÃO FISCAL - VARA ESTATIZADA -
SÚMULA 72 DESTE TRIBUNAL DE JUSTIÇA - PRECEDENTES
DESTA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL - CUSTAS DEVIDAS PELO
MUNICÍPIO - PRINCÍPIO DA CAUSALIDADE - RECURSO
DESPROVIDO.
(TJPR - 1ª C.Cível - AC - 1538051-9 - Região Metropolitana de
Maringá - Foro Regional de Nova Esperança - Rel.: Guilherme
Luiz Gomes - Unânime - - J. 07.06.2016)

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3ª Câmara Cível

APELAÇÃO CÍVEL. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL


AJUIZADA EM VIRTUDE DO NÃO PAGAMENTO DE TRIBUTO.
SENTENÇA QUE EXTINGUIU A AÇÃO DE EXECUÇÃO E
CONDENOU O ESTADO AO PAGAMENTO DAS CUSTAS
PROCESSUAIS. ARRECADAÇÃO DESTINADA AO FUNJUS.
LEI 15.942/2008. AUTONOMIA ADMINISTRATIVA E
FINANCEIRA DO FUNDO. AUSÊNCIA DE PARTICIPAÇÃO DO
PODER EXECUTIVO. CONFUSÃO PATRIMONIAL.
INEXISTÊNCIA. ISENÇÃO NÃO PREVISTA EM LEI.
DESNECESSIDADE DE SUSPENSÃO DO FEITO. INCIDENTE
DE UNIFORMIZAÇÃO JÁ JULGADO NO MESMO SENTIDO
DESSA DECISÃO. ARTS. 26 E 39 DA LEI DE EXECUÇÕES
FISCAIS QUE NÃO FORAM RECEPCIONADOS PELA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. CUSTAS PROCESSUAIS
QUE DETÊM A NATUREZA DE TAXA. TRIBUTO INSTITUÍDO
PELOS ESTADOS. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL À
CONCESSÃO DE ISENÇÕES HETERÔNOMAS. LEI FEDERAL
(LEF) QUE NÃO PODE ISENTAR O PAGAMENTO DE TRIBUTO
ESTADUAL RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
(TJPR - 2ª C.Cível - AC - 1538373-0 - Curitiba - Rel.: Fabio
Andre Santos Muniz - Unânime - - J. 07.06.2016)

Assim, conforme entendimento sumulado, se


nem a Fazenda Pública estadual, que poderia alegar confusão
de credor e devedor no pagamento das custas, é isenta do
pagamento das mesmas, não deverá o Município receber tal
isenção, tendo em vista que não é o destinatário das custas que
paga. (TJPR, AC 1514082-2, Rel.: Denise Hammerschmidt)

Por força argumentativa, imperioso consignar


que os artigos 26 e 39 da Lei Federal n°. 6.830/1980, que
preveem nítida hipótese de isenção de tributo estadual, não
foram recepcionados pela Constituição Federal de 1988, em
razão da incompatibilidade material verificada entre as normas.
Isso porque, conforme entendimento
pacificado pelo Supremo Tribunal Federal, visualizado no
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julgamento da ADI 3694, de relatoria do Eminente Ministro
Sepúlveda Pertence, as custas judiciais têm natureza de taxa
(tributo), a elas se aplicando, portanto, todo o regramento
constitucional tributário.
Nesse sentido, a Constituição Federal de 1988,
em seu artigo 151, III, dispõe que "é vedado à União: III - instituir
isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito
Federal ou dos Municípios", ou seja, somente o ente competente
para a instituição do tributo pode estabelecer hipóteses de sua
não incidência (isenção).
Sendo assim, não há dúvida de que não cabe à
uma lei federal prever isenções para tributos estaduais, aí
incluídas as taxas estaduais, que, no caso, são as custas
processuais.
Nesse sentido é o entendimento desta Corte:

APELAÇÃO CÍVEL - TRIBUTÁRIO - EXECUÇÃO FISCAL - IPTU


E TAXAS - PESSOA INDICADA NA CDA FALECIDA ANTES
MESMO DA CONSTITUIÇÃO DOS CRÉDITOS -
IMPOSSIBILIDADE - NULIDADE CONFIGURADA -
SUBSTITUIÇÃO DA CDA QUE NÃO SE MOSTRA CABÍVEL PARA
O FIM DE MODIFICAR O SUJEITO PASSIVO DO TRIBUTO -
EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO FISCAL - ISENÇÃO DO
PAGAMENTO DAS CUSTAS PROCESSUAIS - IMPOSSIBILIDADE
- INAPLICABILIDADE DO DISPOSTO NO ART. 39 DA LEF -
DISPOSITIVO NÃO RECEPCIONADO PELA CF/88 - ISENÇÃO
FISCAL - DISCIPLINA RESERVADA À LEI EM SENTIDO
ESTRITO (ART. 150, §6º, CF) - TAXA JUDICIÁRIA -
COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA ESTADUAL, PRIVATIVA E
INDELEGÁVEL (ART. 145, II, CF E ARTS. 6º E 7º, CTN) - ART.
39 DA LEF EDITADO PELA UNIÃO - REDUÇÃO DO VALOR DAS
CUSTAS PELA METADE - ART. 23 DA LEI ESTADUAL Nº
6.149/70 - IMPOSSIBILIDADE, NA ESPÉCIE - SENTENÇA
ESCORREITA. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO.

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(TJPR - 2ª C.Cível - AC - 1316278-2 - Região Metropolitana de
Londrina - Foro Regional de Cambé - Rel.: Josély Dittrich Ribas
- Unânime - - J. 24.03.2015).

Noutra via, por força do Decreto Estadual nº.


962/1932, os Municípios tiveram declarada a isenção ao
pagamento da taxa judiciária, razão pela qual não devem ser
condenados a arcar com esse custo.

Confira-se o inteiro teor do dispositivo legal:

Art. 3º. Ficam isentos da taxa judiciária:


(...) i) as ações intentadas por quaisquer municípios;

Assim tem se pronunciado esta corte no


julgamento de casos análogos:

PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. EXTINÇÃO DO


PROCESSO. EXECUÇÃO EM FACE DE PESSOA QUE NÃO É
PROPRIETÁRIA DO IMÓVEL. CONDENAÇÃO DA FAZENDA
PÚBLICA NO PAGAMENTO DAS CUSTAS PROCESSUAIS.
POSSIBILIDADE. ARTIGO 26 DA LEF. INAPLICABILIDADE.
PRINCIPIO DA CAUSALIDADE. TODAVIA, NECESSÁRIO
AFASTAMENTO DA CONDENAÇÃO DOS MUNICÍPIOS AO
PAGAMENTO DA TAXA JUDICIÁRIA (VERBA QUE COMPÕE
AS CUSTAS E QUE SE DESTINA AO FUNJUS) EM RAZÃO DE
ISENÇÃO PREVISTA EM LEI. ARTIGO 3º, ALÍNEA "I", DO
DECRETO ESTADUAL Nº 962/1932. DISPENSA, AINDA,
QUANTO AO PAGAMENTO DA VERBA REVERTIDA AO
FUNREJUS. ITEM 21 DA INSTRUÇÃO NORMATIVA N.
01/1999.
(TJPR. 1ª C. Cível. AP 1539975-8. Rel. Ruy Cunha Sobrinho. J.
25/05/2016. DJ 01/06/2016)

Desta feita, por se tratarem os autos de ação


de execução fiscal proposta por Município, imperioso
determinar o afastamento apenas do pagamento da taxa
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judiciária, restando devidas as demais custas e despesas
processuais, nos termos da fundamentação supra.

Com o resultado do julgado, dou por


prejudicada a análise da apelação do Município de Cascavel,
ante a perda de seu objeto.

É como voto.

DECISÃO
Diante do exposto, ACORDAM os
Desembargadores da Terceira Câmara Cível do Tribunal de
Justiça do Estado do Paraná, por unanimidade de votos, em
CONHECER e DAR PROVIMENTO ao recurso de Apelação Cível
de Companhia Província de Crédito Imobiliário e, JULGAR por
PREJUDICADO o recurso de Apelação Cível do Município de
Cascavel, nos termos do voto do relator.

Participaram do julgamento os Exmos. Srs. Desembargadores MARCOS SERGIO GALLIANO


DAROS, Presidente sem voto, SERGIO ROBERTO NOBREGA ROLANSKI, Juiz DENISE
HAMMERSCHMIDT.

Curitiba, 14 de Fevereiro de 2017

Desembargador JOSÉ SEBASTIÃO FAGUNDES CUNHA

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