Sunteți pe pagina 1din 39

Impostos Municipais:

Noções Essenciais
A Unipública

Conceituada Escola de Gestão Municipal do sul do país, especializada em capacitação e


treinamento de agentes públicos atuantes em áreas técnicas e administrativas de prefeituras,
câmaras e órgãos da administração indireta, como fundos, consórcios, institutos, fundações e
empresas estatais nos municípios.

Os Cursos

Com diversos formatos de cursos técnicos presenciais e à distância (e-learning/online), a


escola investe na qualidade e seriedade, garantindo aos alunos:

- Temas e assuntos relevantes e atualizados ao poder público

- Certificados de Participação
- Tira-dúvidas após a realização do curso
- Controle biométrico de presença (impressão digital)
- Corpo docente especializado e atuante na área
- Atendimento personalizado
- Rigor no cumprimento de horários e programações
- Fotografias individuais digitalizadas
- Material de apoio de qualidade
- Coffee Breaks em todos os períodos
-Acesso ao AVA (Ambiente Virtual do Aluno) onde será disponibilizado o certificado de
participação para impressão, grade programática, apostila digitalizada, material
complementar de apoio de acordo com os temas propostos nos cursos, chat com outros
alunos e contato direto com professores.
Público Alvo

- Servidores públicos municipais (secretários, diretores, contadores, advogados,


controladores internos, assessores, atuantes na área de licitação, recursos humanos,
tributação, saúde, assistência social e demais departamentos) .
- Vereança e Prefeitos (a)

Localização

Nossa sede está localizada em local privilegiado da capital do Paraná, próximo ao


Calçadão da XV, na Rua Clotário Portugal nº 41, com estrutura apropriada para realização de
vários cursos simultaneamente.

Feedback

Todos os cursos passam por uma avaliação criteriosa pelos próprios alunos, alcançando
índice médio de satisfação 9,3 no ano de 2014, graças ao respeito e responsabilidade empregada
ao trabalho.

Transparência

Embora não possua natureza jurídica pública, a Unipública aplica o princípio da


transparência de seus atos mantendo em sua página eletrônica um espaço específico para esse
fim, onde disponibiliza além de fotos, depoimentos e notas de avaliação dos alunos, todas as
certidões de caráter fiscal, técnica e jurídica.

Qualidade

Tendo como principal objetivo contribuir com o aperfeiçoamento e avanço dos serviços
públicos, a Unipública investe no preparo de sua equipe de colaboradores e com rigoroso critério
define seu corpo docente.
Missão

Preparar os servidores municipais, repassando-lhes informações e ensinamentos gerais e


específicos sobre suas respectivas áreas de atuação e contribuir com:

a) a promoção da eficiência e eficácia dos serviços públicos

b) o combate às irregularidades técnicas, evitando prejuízos e responsabilizações tanto


para a população quanto para os agentes públicos

c) o progresso da gestão pública enfatizando o respeito ao cidadão

Visão

Ser a melhor referência do segmento, sempre atuando com credibilidade e seriedade


proporcionando satisfação aos seus alunos e equipe de colaboradores.

Valores

 Reputação ilibada
 Seriedade na atuação
 Respeito aos alunos e à equipe de trabalho
 Qualidade de seus produtos
 Modernização tecnológica de metodologia de ensino
 Garantia de aprendizagem
 Ética profissional

SEJA BEM VINDO!


BOM CURSO!

Telefone (41) 3323-3131


Sede Própria: Rua Desembargador Clotário Portugal, n° 39, Centro.

www.unipublicabrasil.com.br
Programação
Impostos Municipais: Noções Essenciais!
1. IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano
a) lançamentos e base de cálculo
b) valor venal e avaliação
c) imóveis desocupados
d) IPTU progressivo
e) recomendações pertinentes
2. ISSQN – Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza
a) fundamentação Legal
b) legislação municipal
c) contribuintes polêmicos
d) normas de lançamento
e) multas, correções e juros
2.1 ISS de bancos
a) o imposto sobre serviços
b) a fiscalização tributária municipal
c) levantamento hipotético para maior solidez na aprendizagem
2.2 ISS de Cartórios
a) o imposto sobre serviços
b) cartórios extrajudiciais
c) emolumentos
d) selo de fiscalização
e) a fiscalização tributária municipal
3. ITBI – Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis
a) competência municipal
b) regulação legal:
c) direitos reais incidentes:
d) imunidades:
e) a responsabilidade tributária dos Notários e Registradores
4. Espaço tira-dúvidas

Professor(a):
Janete Probst Munhoz: Mestre em desenvolvimento
econômico – Instrutora e Palestrante.
IMPOSTOS MUNICIPAIS: NOÇÕES
ESSENCIAIS!
Janete Probst Munhoz

TRIBUTAÇÃO MUNICIPAL

Impostos Municipais: Noções Essenciais

1. Definição

IPTU é a sigla para Imposto Predial e Territorial Urbano, sendo o mesmo um imposto
municipal, devidamente instituído por lei, que incide sobre todos os tipos de imóveis – casas,
lojas, terrenos, prédios comerciais e industriais e outros.

1.1. contribuinte (art. 34 do CTN)

O contribuinte desse imposto é o proprietário do imóvel, o titular de seu domínio ou o


seu possuidor a qualquer título. No entanto, respondem solidariamente pelo pagamento do
IPTU, o titular do domínio pleno, o possuidor a qualquer título, o titular do direito de
usufruto, os promitentes compradores emitidos na posse, os cessionários, os comodatários e
os ocupantes a qualquer título do imóvel tributado, ainda que pertencente a qualquer pessoa
física ou jurídica, de direito público ou privado, isento ou a ele imune.

1
1.2. Fato Gerador

De acordo com o Código Tributário Nacional - CTN

O Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU, de acordo com o art. 32 é um


imposto, de competência dos Municípios, sobre a propriedade predial e territorial urbana e
tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza
ou por acessão física, como definido na lei civil, localizado na zona urbana do Município.

§ 1º Para os efeitos deste imposto, entende-se como zona urbana a definida em lei
municipal; observado o requisito mínimo da existência de melhoramentos indicados em pelo
menos 2 (dois) dos incisos seguintes, construídos ou mantidos pelo Poder Público:

I - meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais;

II - abastecimento de água;

III - sistema de esgotos sanitários;

IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar;

V - escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de 3 (três) quilômetros


do imóvel considerado.

§ 2º A lei municipal pode considerar urbanas as áreas urbanizáveis, ou de expansão


urbana, constantes de loteamentos aprovados pelos órgãos competentes, destinados à
habitação, à indústria ou ao comércio, mesmo que localizados fora das zonas definidas nos
termos do parágrafo anterior.
É importante entendermos os significados das terminologias jurídicas atreladas ao fato
gerador, segundo definição de Amaro(2011):

Propriedade: "propriedade é o direito real que garante, ao seu titular, o uso, o gozo e a
disposição do bem. Esse direito presume-se exclusivo e ilimitado”.

Domínio Útil: “Já o domínio útil muito se aproxima da propriedade, mas com ela não
se confunde. Ao titular do domínio útil é dado o direito de usar e gozar, mas não o de dispor
do bem; todavia, pode haver alienação do próprio domínio útil. Nesse sentido, evocamos o
conceito de enfiteuse, a qual se dá quando, por ato inter vivos, ou de ultima vontade, o

2
proprietário atribui a outra pessoa o domínio útil do imóvel, pagando esta pessoa (adquirente)
ao senhorio direto uma remuneração (pensão ou foro) anual, certa e invariável.”

Posse: “a posse é o direito real que concede ao seu titular o exercício, de fato, pleno,
ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade. O possuidor não tem o domínio do
bem, mas pode usá-lo e gozar dele”.

Decisão STJ: Resp 433.907/DF

Momento da Ocorrência do “Fato Gerador”: definido na legislação municipal. Normalmente


o primeiro dia do ano.

1.3. Base de Cálculo

De acordo com o CTN a base de cálculo é

art. 33 a base do cálculo do imposto é o valor venal do imóvel.

Parágrafo único. Na determinação da base de cálculo, não se considera o valor dos bens
móveis mantidos, em caráter permanente ou temporário, no imóvel, para efeito de sua
utilização, exploração, aformoseamento ou comodidade.

Neste contexto o Valor venal corresponde ao valor que o bem alcançaria caso fosse
posto à venda em condições usuais de mercado, isto é, equivalendo ao preço de uma venda à
vista, portanto sem inclusão de qualquer encargo relativo a financiamento, quando vendedor
e comprador tenham plena consciência do uso a que pode servir aquele imóvel. Para Tanto
existe a necessidade de previsão em lei (P. da legalidade tributária)

A constante atualização codifica a força legal da cobrança efetiva real ou próximo do


real do ITBI e do IPTU, fatores que estabelecem a diferença no processo de incremento
destas receitas, porisso trabalhar a planta generica significa trabalhar orçamento, eis ai sua
importância.

1.4 periodicidade

O Imposto Predial Territorial Urbano - IPTU, é anual e constitui ônus real,


acompanhando o imóvel em todos os casos de transmissão de propriedade ou de direitos a ele
relativos, a qualquer título.

3
1.5. Vedações

De acordo com a constituição Federal é vedado

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça;

II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação


equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por
eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou
direitos;

III - cobrar tributos:

a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver
instituído ou aumentado;

b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou
aumentou; (Vide Emenda Constitucional nº 3, de 1993)

c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu
ou aumentou, observado o disposto na alínea b; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42,
de 19.12.2003)

IV - utilizar tributo com efeito de confisco;

V - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais


ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo
Poder Público;

VI - instituir impostos sobre: (Vide Emenda Constitucional nº 3, de 1993)

a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros;

b) templos de qualquer culto;

4
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das
entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social,
sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei;

d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.

§ 1º A vedação do inciso III, b, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II,
IV e V; e 154, II; e a vedação do inciso III, c, não se aplica aos tributos previstos nos arts.
148, I, 153, I, II, III e V; e 154, II, nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos
nos arts. 155, III, e 156, I. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

§ 2º - A vedação do inciso VI, "a", é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e


mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços,
vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes.

§ 3º - As vedações do inciso VI, "a", e do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio, à


renda e aos serviços, relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas
normas aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que haja contraprestação ou
pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera o promitente comprador da
obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel.

§ 4º - As vedações expressas no inciso VI, alíneas "b" e "c", compreendem somente o


patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com as finalidades essenciais das entidades
nelas mencionadas.

§ 5º - A lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos
impostos que incidam sobre mercadorias e serviços.

§ 6º - Qualquer anistia ou remissão, que envolva matéria tributária ou previdenciária, só


poderá ser concedida através de lei específica, federal, estadual ou municipal.

§ 6.º Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito


presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser
concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente
as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição, sem prejuízo do
disposto no art. 155, § 2.º, XII, g. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)

5
§ 7.º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável
pelo pagamento de imposto ou contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente,
assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga, caso não se realize o fato
gerador presumido

1.6. Isenção

As isenções são de autonomia plena do ente municipal quanto a este imposto, assim o
gestor deve prever em legislação quais são os contribuintes e/ou a propriedade atingida por
esta prerrogativa legal, porém não deve esquecer que deve levar em consideração a lei
101/2000 para não caracterizar renuncia de receita.

Segue abaixo alguns exemplos de isenções praticadas pelos entes municipais:

"Ficam isentos deste imposto, os imóveis residenciais de propriedade de pessoas


aposentadas, pensionistas , pessoas que possuam a curatela de deficientes físico ou mental.

Para usufruir desse benefício, o contribuinte deverá preencher e comprovar ao


Município, dependendo de cada legislação, os seguintes requisitos:

I - Apresentar a certidão do Registro de Imóveis para comprovar que possui somente um


único imóvel no Município;

II - residir no mesmo;

III - que o benefício seja sua única fonte de renda e não ultrapasse 02 (dois) salários mínimo
de renda familiar;

IV – esteja com o imóvel devidamente cadastrado no Município como sendo de sua


propriedade". (CTM de Pitanga -PR)

Serão isentos os imóveis atingidos por eventos naturais decorrentes exclusivamente de


alagamento ou queimadas, desde que acarrete situação de desabrigo, comprovado via laudo
social e laudo do Corpo de Bombeiros.

Exclui-se deste beneficio os imóveis que não respeitarem a legislação ambiental e o


Código de Obras do Município. (CTM de Pitanga - PR)

As áreas verdes consideradas como áreas de preservação permanente, desde que


ocupem mais de 70% (setenta por cento) da área total do imóvel, estarão isentos do Imposto
Predial Territorial Urbano – IPTU e detenham a comprovação documental do IAP – Instituto
Ambiental do Paraná.

6
exclui-se desta prerrogativa, os imóveis que exerçam atividades econômicas no referido
imóvel. (CTM Guarapuava-PR).

1.7.DA ALIQUOTA E DA BASE DE CÁLCULO

O Imposto Predial e Territorial Urbano, será calculado mediante a aplicação sobre o


valor venal dos imóveis, sob alíquotas devidamente definidas em lei, podendo estas serem
iguais ou diferentes, para imóveis prediais (imóvel edificado) e territoriais (imóvel não
edificado).

Considera-se edificado aquele devidamente construído, utilizável e imóvel não


edificado aquele cujo valor de construção não alcançar a vigésima parte do valor venal do
respectivo terreno, a exceção daquele de uso próprio, exclusivamente residencial, cujo
terreno, nos termos da legislação específica, não seja divisível.

1.8.DA ALIQUOTA PROGRESSIVA

A constituição federal, art 156 prevê

§ 1º Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o art. 182, § 4º, inciso II, o
imposto previsto no inciso I poderá:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29, de
2000)

I - ser progressivo em razão do valor do imóvel; e (Incluído pela Emenda Constitucional nº


29, de 2000)

Tal prerrogativa se aplica a imóveis não edificados, não utilizados ou subutilizados,


que não cumprirem a sua função social e a política de desenvolvimento urbano instituída no
Plano Diretor do Município em conformidade com o Estatuto da Cidade - Lei 10.257/2001,
poderão sofrer a notificação do proprietário e a aplicação da alíquota progressiva de até 15%
conforme legislação especifica.

1.9.DAS GLEBAS

Denominam-se GLEBAS, os imóveis com áreas grandes situados no perímetro


urbano, porém destinadas a cultivo agrícola familiar ou similar, normalmente com área
superior a 3.000,00 m² (três mil metros quadrados); inseridas nos perímetros urbanos.

7
1.10.DA COMISSÃO DE AVALIAÇÃO

A comissão da planta genérica de valores é uma ferramenta gestora democrática


fundamental para deter uma gestão tecnicamente respaldada, normalmente é constituída por
três membros, sendo um representante dos cartórios e notariais, 01 representante das
imobiliárias e 01 representante da secretaria da fazenda do município.

A sua atuação consiste em analisar o pleito e emitir parecer com o deferimento ou


indeferimento, enviando-o ao depto. Responsável pelo lançamento para providências
cabíveis.

1.11.DA PLANTA GENÊRICA

instrumento técnico de avaliação imobiliária que identifica o valor venal do imóvel para os
fins cobrança de IPTU e de ITBI, no qual se considera:

I - para terrenos não edificados, o valor da terra nua;

II - nos demais casos, o valor da terra nua e das edificações, consideradas em conjunto.

O valor venal do imóvel é considerado com base nas suas características e condições
peculiares, levando-se em conta, entre outros fatores, sua forma, dimensão, utilização,
localização, estado da construção e conservação, valores das áreas vizinhas ou situadas em
zonas economicamente equivalentes, custo unitário das construções e os valores aferidos no
mercado imobiliário local.

Para fins de lançamento do Imposto, a Administração Tributária do Município,


deverá manter permanentemente atualizada os valores venais dos imóveis, utilizando-se
entre outras, as seguintes fontes em conjunto ou separadamente:

I - declarações fornecidas obrigatoriamente pelos contribuintes;

II - permuta de informações com a União, Estados e outros Municípios da mesma região geo-
econômica;

III - demais estudos, pesquisas e investigações e dados do mercado imobiliário local;

IV - índices de atualização monetária, fornecida pelo Governo Federal.

O Município deverá corrigir a PGV anualmente com base na mudança estrutural


econômica auferida por zoneamento ou região.

8
lembrando que na determinação da base de cálculo não se considera o valor dos bens
móveis mantidos em caráter permanente ou temporário, no imóvel, para efeito de sua
utilização, exploração, aformoseamento ou comodidade.

Ressaltando que a constante atualização do cadastro é uma forma pratica e fácil de


sempre estar ampliando a carteira de receitas, pois ela identifica as situações incorretas para
que haja um lançamento real e assim condiza com a realidade existente e possa estar
promovendo o incremento das receitas próprias municipais.

1.12. DO LANÇAMENTO E DA ARRECADAÇÃO

O lançamento do Imposto Predial e Territorial Urbano-IPTU será efetivado a vista dos


elementos constante do cadastro imobiliário fiscal, devidamente atualizado, quer por
declaração prestada pelo contribuinte, quer apurados pela Administração Pública.

Far-se-á o lançamento no nome sob o qual estiver inscrito o imóvel no Cadastro


Fiscal.

No caso de condomínio de terreno não edificado, figurará o lançamento em nome de


todos os condôminos, respondendo cada um, na proporção de sua parte, pelo ônus do tributo,
conforme apresentação de documento registrado de constituição de condomínio pelos
condôminos ou representante legal.

Não sendo conhecido o proprietário, o lançamento será feito em nome de quem esteja
na posse do terreno.

Os apartamentos, unidades ou dependências com economias autônomas, devem ser


lançadas um a um, em nome dos proprietários condôminos; conforme apresentação de
documento registrado de constituição de condomínio pelos condôminos ou representante
legal.

Quando o imóvel estiver sujeito a inventário, far-se- deve ser lançado em nome do
espólio, e, feita à partilha, será transferido para o nome dos sucessores; para esse fim os
herdeiros são obrigados a promover a transferência perante os órgãos fazendários
competentes, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data do julgamento da partilha
ou da adjudicação.

Os imóveis pertencentes a espólio, cujo inventário esteja sobrestado, deve ser lançado
em nome do mesmo, que responderá pelo tributo até que, julgado o inventário, se façam as
necessárias modificações.

9
O lançamento do imóvel pertencente a massas falidas ou sociedades em liquidação,
deve ser lançado em nome das mesmas, mas os avisos ou notificações serão enviados aos
seus representantes legais, anotando-se os nomes e endereços nos registros.

No caso de imóvel objeto de compromisso de compra e venda, o lançamento deve ser


feito em nome do promitente vendedor ou do compromissário comprador, se estiver na posse
do imóvel.

1.13. DO RECOLHIMENTO E DAS REDUÇÕES LEGAIS

O lançamento e o recolhimento do imposto serão efetuados na época e pela forma


estabelecida na lei e/ou no Regulamento e/ou nas respectiva data de vencimento impressa no
documento de arrecadação.

A qualquer tempo, desde que dentro do prazo não prescrito, poderá ser feito
lançamento omitido por qualquer circunstância nas épocas próprias, ou para corrigir
lançamentos já efetuados ou ainda, para lançamentos substitutivos.

1.14. DAS PENALIDADES

A falta de pagamento do IPTU, nos prazos e datas estipuladas, implicará


cumulativamente na incidência de multa, juro e correção conforme dispuser a legislação
municipal.

1.15. Recurso e Valor mínimo

É facultado ao contribuinte, interpor impugnação ao lançamento do presente imposto,


até a data do vencimento estipulado para pagamento da parcela única ou primeira parcela,
incumbindo-lhes o ônus da prova.

Fica estipulado o valor mínimo de x Unidade Fiscal Municipal-UFM, para o valor


venal dos imóveis, a qual servirá de base para o lançamento do imposto.

1.16. Execução Fiscal

Toda divida ativa para que não se prescreva deve ser devidamente executada, inibindo
assim aqueles que se beneficiam com a falta de controle dos gestores, se aproveitando do
beneficio prescricional.

1.17. Considerações
10
É importante levar em consideração os dados dos institutos de pesquisa sobre os
dados econômicos dos municípios, os quais demonstram que mais de 50% dos municípios
não chegam a arrecadar 50% do valor lançado de IPTU ano, quando legalmente e
administrativamente deveria arrecadar no mínimo 70% desta, estando na busca de arrecadar
os 100%.

Mais grave ainda é que na maioria dos municípios, o IPTU não chega a representar
1% da receita corrente liquida e que não existe uma análise de custo benefícios sobre os
lançamentos efetivados.

2. ISS:

O Imposto Sobre Serviços de qualquer Natureza, é o tributo próprio que pode


proporcionar as finanças municipais os recursos necessários para fazer face ao crescimento
urbano, e na verdade, é também, um tributo complexo de ser administrado.

Ë necessário muita coerência na taxação das alíquotas deste tributo, objetivando


adaptá-las às reais necessidades das atividades desenvolvidas, procurando fazer maior justiça
social.

Como o entendimento da jurisprudência é no sentido de que o serviço não listado na


Lista de Serviços não está sujeito à incidência do Imposto Sobre Serviços.

Um fato considerável refere-se ao cadastramento dos prestadores de serviços. O fato


de se obter um cadastro devidamente constituído e alimentado propicia facilidade no ato
fiscalizador, bem como no gerenciamento do tributo.

Ao analista tributário compete a prudência de analise das legislações aplicáveis para


um correto enquadramento de serviços na Lista de Serviços, bem como outras situações que
se apresentem no ato fiscalizador, ou ainda, antes e depois.

Considerando as diversas bases de cálculo, observadas as alíquotas diferenciadas e a


diferença de local onde se considera devido o tributo, conforme o caso, as isenções, as
incidências, as deduções, os conflitos de competências tributárias, a complexidade da
legislação, é valido afirmar que há um ISSQN para cada tipo de serviço.

2.1 ISSQN: CONCEITUAÇÃO E LEGISLAÇÃO

11
O imposto sobre serviços de qualquer natureza com exceção dos impostos
compreendidos em Circulação de Mercadorias. (ICMS), conf. art. 155 II da CF/88 (ISSQN
ou ISS) é um imposto municipal, ou seja, somente os municípios têm competência para
instituí-lo (Art.156, IV, da Constituição Federal). A única exceção é o Distrito Federal,
unidade da federação que tem as mesmas atribuições dos Estados e dos municípios.

2.2 COMPETENCIA TRIBUTÁRIA E LIMITES DE COMPETENCIA TRIBUTÁRIA

2.2.1 A lei municipal

Para que o município possa legitimar o ISS em seu território, faz-se necessário o
estabelecimento de lei ordinária local, em que seja expressamente delineado o referido
imposto, contendo seus elementos essenciais (fato gerador, base de cálculo, alíquotas, lista de
serviços, sujeito passivo da obrigação, infrações e correspondentes penalidades etc.),
obedecendo às normas determinadas pela lei complementar vigente. Sem lei local, o
município não pode cobrar o imposto, porque inexiste amparo legal próprio.

2.2.2 Constituição Federal

A Constituição brasileira é uma das mais minuciosas em relação ao tema tributário.


Pouco restou da liberdade às pessoas políticas que compõem à federação. A chamada
Constituição Tributária, que na verdade se espalha por todo o corpo da Carta, sistematiza-se
no Título VI – Da Tributação e do Orçamento, dos artigos 145 a 156, apresentando as normas
gerais da repartição das competências tributarias, dos princípios tributários, das limitações ao
poder de tributar e das partilhas do produto das arrecadações dos impostos Ao redigir a
proposta de lei tributária, o legislador municipal tem que estar de posse, dentre outros, a
Constituição Federal.

2.2.3 Constituição Estadual

Repte, nos termos que lhe são pertinentes, as normas e princípios da Constituição
Federal, mas nem por isso deve ser descartada, pois traz, às vezes, indicações tributárias de
efeito estadual que não podem ser relegadas.

2.2.4 Lei Orgânica

A lei básica do Município é de fundamental importância na elaboração da lei


tributária local. Ela estabelece, em geral, normas de conseqüências tributárias, principalmente

12
na área de incentivos fiscais, isenções ou tratamentos especiais a certas categorias
profissionais ou atividades exercidas e bairros, regiões ou sub-regiões.

2.2.5 Código Tributário Nacional

A Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, é quem regula o sistema tributário nacional


e estabelece as normais gerais de direito tributário. Em vista da dinâmica de permanentes
mudanças no mundo econômico, o nosso Código Tributário Nacional já se enverga ao peso
dos anos, apesar das inúmeras retificações, remendos e ajustes a que se submeteu no decorrer
de sua longa vida. Todavia, ainda é o instrumento básico em seu desenho de codificação,
dando ao legislador municipal o “mapa” das seqüências lógicas que deve seguir, ou servir de
orientação.

2.2.6 Lei Complementar nº 116/03

É a nova (apesar de estar em vigor desde 2003) lei do ISS, trazendo, a qual também
traz conseqüências em relação ao ICMS estadual. Ao contrário do Decreto-Lei 406/68 que
estabelecia normas gerais de Direito Financeiro aplicáveis aos impostos de circulação de bens
materiais ou imateriais, a atual se limita a dispor sobre o imposto municipal, embora algumas
de suas normas influenciam o imposto estadual.

O legislador municipal deve acompanhá-la como norma geral, podendo inserir


mudanças de características nitidamente locais, mas que não se oponham aos preceitos
básicos lá instituídos.

2.2.7Lei de Responsabilidade Fiscal

A Lei Complementar n° 101/2000 não diz respeito somente ao Direito Financeiro,


uma vez que seus efeitos se irradiam ao Direito Tributário e não devem ser esquecidos. Um
deles se refere ao planejamento, conduzindo-nos à obrigatoriedade do cumprimento das
normas orçamentárias, diretrizes orçamentárias e dos planos plurianuais. A previsão de
receitas, entre elas, é claro, do próprio ISS, devem estar identificadas. Isso significa que o
Município deverá ter uma visão do impacto que a nova receita do imposto terá nas finanças
municipais.

Outra questão está relacionada com a chamada renúncia da receita. Qualquer idéia de
conceder isenção, anistia, remissão, ou seja, qualquer beneficio de ordem fiscal, tem que
passar sob o jugo da lei. Deverá ser demonstrado que a renúncia foi previamente considerada
na previsão de receitas da lei orçamentária anual e que ela não afetará as metas de resultados

13
trienais, art. 14 da 101/00. Se isto não ficar comprovado, a perda de receita decorrente da
concessão do incentivo ou beneficio precisará ser compensada, pela elevação de alíquotas,
ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição, e só entrará
em vigor quando as medidas de compensação também entrarem.

2.8. ASPECTOS MATERIAIS

O Vínculo jurídico através do qual o Estado, com base exclusivamente na lei, pode
exigir do sujeito passivo (contribuinte ou responsável) um tributo.

A obrigação tributária (art. 113 CTN) é a relação jurídica abstrata, de caráter temporário, que
vincula o sujeito ativo (Estado/Município) ao sujeito passivo (contribuinte):

a)principal – que surge com a ocorrência do fato gerador , tem por objeto o pagamento do
tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente. Ex.
pagamento do imposto;

b)acessória - a que decorre da legislação tributária tem por objeto as prestações positivas nela
previstas no interesse da arrecadação, e converte-se em principal pelo simples fato da sua
inobservância, relativamente à penalidade pecuniária. Ex. escrituração de livros, entrega de
declaração, etc.

2.9 – Fato Gerador

Fato gerador da obrigação tributária é o elemento material da obrigação. É a sua


ocorrência que faz nascer o direito do Estado ao Imposto. O Código Tributário Nacional
define assim o fato gerador:

“Art. 114 – Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária
e suficiente à sua ocorrência”.

2.10 A realização efetiva do serviço.

O fato imponível somente ocorre com a efetiva prestação do serviço. Se o serviço não
foi prestado não há incidência do imposto. Ex: Se a Fiscalização encontrar em uma oficina
mecânica um talonário de “orçamentos” não pode determinar o imposto sobre os valores ali
constantes, se inexistir prova de que aqueles serviços foram realmente realizados.

14
1.2.1.2 O enquadramento do serviço na lista de serviços.

Apesar dos protestos e argumentos contra a taxatividade da lista, o entendimento é de


que a lista de serviços enumera restritamente os serviços que podem ser tributados pelo ISS.
De fato, a exposição constitucional é clara (“serviços de qualquer natureza (...) definidos em
lei complementar”). O motivo básico é exatamente limitar a abrangência do imposto com o
intuito de evitar conflitos tributários, provocando bitributações sobre um mesmo fato gerador,
principalmente com o ICMS.

2.11 O caráter oneroso do serviço.

A base de cálculo do imposto é o preço do serviço, entendendo-se, assim, que se o


serviço for realizado gratuitamente, não se pode falar em ISS (veja mais adiante os
comentários sobre base de cálculo).Não são mais necessários na caracterização do fato
gerador:

2.12 A profissionalidade.

A nova lei não fala mais na profissão (Médico, Assistente Social, Advogado) e sim na
atividade (medicina, assistência social, advocacia). Com isso, a natureza do contribuinte não
é mais elemento do fato gerador da obrigação tributária, embora a essência do fato, em
muitos casos, não se altera, como, por exemplo, somente Advogado pode exercer a
advocacia. A maior importância da mudança refere-se ao aspecto de que agora não há mais
distinção de pessoa física ou jurídica no exercício da atividade, para os efeitos do imposto.

2.13 A habitualidade.

Decorrência da anterior, a prática de uma atividade habitual deixou de ser elemento


essencial na caracterização da fato gerador do imposto. A habitualidade dá a idéia de
atividade permanente, profissional, tanto de uma empresa quanto de um profissional
autônomo. Agora não importa mais. Se um Engenheiro fizer um “bico” como corretor de
imóveis, mesmo em circunstancias eventuais, tais serviços de corretagem estarão sujeitos ao
imposto.

2.14 Dedução de mercadorias e materiais, para efeitos de ICMS

Diz a nova lei que os serviços constantes da lista não ficam sujeitos ao ICMS, ainda
que sua prestação envolva fornecimento de mercadorias, com exceção dos seguintes itens:

15
1) 7.02 – Execução, por administração, empreitada ou subempreitada, de obras de
construção civil, hidráulica ou elétrica e de outras obras semelhantes, inclusive sondagem,
perfuração de poços, escavação, drenagem e irrigação, terraplanagem, pavimentação,
concretagem e a instalação e montagem de produtos, peças e equipamentos (exceto o
fornecimento de mercadorias produzidas pelo prestador de serviços fora do local da prestação
dos serviços, que fica sujeito ao ICMS);
2) 7.05 – Reparação, conservação e reforma de edifícios, estradas, pontes, portos e
congêneres (exceto o fornecimento de mercadorias produzidas pelo prestador de serviços fora
do local da prestação dos serviços, que fica sujeito ao ICMS);
3) 14.01 – Lubrificação, limpeza, lustração, revisão, carga e recarga, conserto, restauração,
blindagem, manutenção e conservação de máquinas, veículos, aparelhos, equipamentos,
motores, elevadores ou de qualquer objeto (exceto peças e partes empregadas, que ficam
sujeitas ao ICMS);
4) 14.03 – Recondicionamento de motores (exceto peças e partes empregadas, que ficam
sujeitas ao ICMS);
5) 17.11 – Organização de festas e recepções: buffet (exceto o fornecimento de alimentação
e bebidas, que fica sujeito ao ICMS).

A redação da nova lei, no mesmo teor que a anterior, continua a intercalar as


expressões “mercadorias” e “materiais”. O presente artigo se refere à “mercadorias”,
enquanto no § 2° do art. 7°, determina a não inclusão na base de cálculo do imposto: “o valor
dos materiais fornecidos pelo prestador do serviço”, ao tratar dos itens 1 e 2 acima descritos.
Mercadoria é objeto de comércio, de venda, dando a entender que a empresa prestadora do
serviço deva ser, também, industrial ou comercial; que o serviço que realiza serve justamente
para instalar o bem vendido, como, por exemplo, o fabricante de elevadores, casas pré-
fabricadas, a industria de pré-moldados, de segurança etc.

Sendo a intenção do legislador de deduzir tanto as mercadorias vendidas, quanto os


materiais adquiridos de terceiros e aplicados na obra por conta do construtor, temos a
convicção de que esta última dedução, quando interpretada genericamente, interfere
irregularmente na base de cálculo do imposto, à guisa de uma suposta isenção.

2.15 Outras incidências do ISS


2.15.1 Importação

Ocorre fato gerador sobre os serviços importados, ou quando a prestação do serviço se


tenha iniciado fora do País. Nesses casos, a incidência do imposto é instaurada no município

16
onde estiver localizado o tomador do serviço, ou o seu intermediário, que assumirá a
responsabilidade do seu pagamento. A legislação anterior não tratava dos serviços
importados e ainda não sabemos como os municípios agirão para capturar o imposto em
casos de importação. Sendo o tomador do serviço ou o intermediário o responsável pelo
pagamento do imposto, certamente haverá a inclusão da figura do substituto responsável nos
regulamentos municipais para tais situações, mas realmente difícil será a tarefa de identificar
o fato imponível, se levarmos em consideração a imaterialidade da prestação do serviço. Em
termos gerais, serviços não redundam em operações portuárias, ou aeroportuárias, em carga e
descarga. São bens imateriais, podendo até mesmo ser transmitido por meios digitais,
invisíveis ao Fisco.

A operacionalidade da cobrança acontecerá, provavelmente, no momento do


pagamento do serviço, ou seja, no fechamento do câmbio. Para tanto, haverá necessidade de
os municípios interessados firmarem acordo com o Banco Central, no sentido de ser
recolhido o imposto junto ao processamento da operação. Ou então, quando o tomador do
serviço requerer autorização à Receita Federal para efetuar a importação.
2.15.2 A não incidência do imposto
Antes:
Não são contribuintes os que prestem serviços em relação de emprego, os
trabalhadores avulsos, os diretores e membros de conselhos consultivo ou fiscal de
sociedades.

Agora:
Art. 2° O imposto não incide sobre:
I – as exportações de serviços para o exterior do País;
II – a prestação de serviços em relação de emprego, dos trabalhadores avulsos, dos
diretores e membros de conselho consultivo ou de conselho fiscal de sociedades e
fundações, bem como dos sócios-gerentes e dos gerentes-delegados;
III – o valor intermediado no mercado de títulos e valores mobiliários, o valor dos
depósitos bancários, o principal, juros e acréscimos moratórios relativos a operações
de crédito realizadas por instituições financeiras.
Parágrafo único. Não se enquadram no disposto no inciso I os serviços
desenvolvidos no Brasil, cujo resultado aqui se verifique, ainda que o pagamento seja
feito por residente no exterior.

17
Com base no disposto constitucional, temos que serviços exportados gozam de
imunidade, não tendo validade lei municipal que os tente alcançar. Todavia, cabe à lei
complementar definir exportações de serviços para tais efeitos e, neste sentido, amparada no
normativo constitucional, a Lei Complementar nº 116/03 fez cumprir a ordem maior ao
dispor sobre exclusões de incidência do ISS, especificas às exportações de serviços.

2.16 – Base de Calculo

A base de cálculo é o preço do serviço.

2.17 O conceito de preço para fins de ISS

Preço do serviço é o valor monetário do respectivo serviço. A expressão “preço do


serviço” significa que a base imponível do ISS é o valor total cobrado do cliente pelo serviço
usufruído.

O conceito de preço de serviço é sempre orientado sob a visão do tomador do serviço


e nunca através dos critérios de formação de preço elaborados pelo prestador. O
preço, como base de cálculo do ISS, não pode sofrer reduções ou descontos especiais, o que
seria mera liberalidade do prestador. A única hipótese aceita é quando o desconto é
concedido sob condição contratual ou integrante do negócio pactual com o cliente. Na
prática, porém, não é tão fácil definir o desconto, se de liberalidade ou de condição.

2.18 A nova situação do profissional autônomo

Temos na base de cálculo uma das mais marcantes mudanças da legislação do ISS. A
nova lei extingue as exceções dos cálculos através de alíquotas específicas (aquela que se
expressam em valores monetários, ao contrário das alíquotas comuns ad valorem, expressa
em índices ou porcentuais). Assim, os profissionais autônomos e as sociedades profissionais
não serão mais gravados por meio de alíquotas fixas ou variáveis, conforme determinava a
legislação anterior, e, sim, pelo preço do serviço.

2.19 A nova situação das sociedades profissionais

A redação original da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário


Nacional -, ao tratar do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, estabeleceu às
seguintes normas sobre a base de cálculo do imposto:

“Art. 72 – A base de cálculo do imposto é o preço do serviço, salvo:

18
I – quando se trate de prestação de serviço sob a forma de trabalho pessoal do próprio
contribuinte, caso em que o imposto será calculado, por meio de alíquotas fixas ou variáveis,
em função da natureza do serviço e outros fatores pertinentes, não compreendida nestes a
renda proveniente da remuneração do próprio trabalho;

II – quando a prestação do serviço tenha como parte integrante da operação sujeita ao


imposto de que trata o art. 52, caso em que este imposto será calculado sobre 50 %
(cinqüenta por cento) do valor total da operação”.

A Lei Complementar n° 116, de 31 de julho de 2003, que se omite em relação ao tema


ora tratado, mantendo a “regra matriz” de que a base de cálculo do imposto é o preço do
serviço.

2.20 Definição de Sociedade Profissional

O antigo Código Civil – Lei n° 3.071, de 1° de janeiro de 1942 – considerava a


existência de três espécies de pessoas jurídicas de direito privado:

I – as sociedades civis, religiosas, pias, morais, cientificas ou literárias, as associações de


utilidade pública e as fundações;

II – as sociedades mercantis;

III – os partidos políticos (acrescentado posteriormente pela Lei 9.096/95).

Diante das especificações acima, as sociedades civis tinham um tratamento


diferenciado das sociedades mercantis que eram regidas nas leis comerciais. As sociedades
civis, por sua vez, eram regidas pelo próprio Código Civil.

Ao nosso tema, interessa-nos, em especial, as sociedades particulares constituídas


especialmente para o exercício de certas profissões. Dá-se aí a origem das chamadas
sociedades profissionais, lembrando que estas eram obrigadas ao cumprimento das normas de
direito civil.

Neste teor, profissionais de várias categorias foram autorizados a constituírem


sociedades civis de prestação de serviços específicos de suas áreas de atuação, adquirindo
personalidade jurídica mediante registro de seus atos em Cartórios de Registro Civil e no
Conselho Regional da categoria correspondente.

Em geral, eram vedadas às sociedades civis de prestação de serviços:

I – Funcionar sem prévia aprovação do Conselho da categoria correspondente;

19
II – Adotar forma ou característica mercantil;

III – Adotar denominação de fantasia (no caso de Advogados);

IV – Realizar atividades estranhas à profissão;

V – Incluir sócio estranho à profissão, ou não inscrito no Conselho correspondente.

2.21 As sociedades profissionais perante o novo Código Civil

O novo Código Civil reuniu sob os mesmos princípios as matérias concernentes aos
contratos, revogando o Direito Comercial nesta parte, não mais existindo contratos
comerciais distintos dos contratos do direito civil.

Nos termos no novo Código Civil, temos uma nova classificação das sociedades, que
podem ser empresárias ou simples, segundo tenham ou não por objetivo o exercício de uma
atividade própria de empresário sujeito a registro, sendo empresário sujeito a registro os que
exercem profissionalmente atividades econômicas organizadas para a produção ou circulação
de bens ou de serviços.

As sociedades empresárias são aquelas que exercem suas atividades por meio de uma
organização operacional com estrutura fundada em pessoas e em meios materiais que se
sobrelevam à atividade pessoal dos sócios. Mesmo na hipótese comum de serem os sócios os
dirigentes da empresa, distingue-se na sociedade empresária o caráter de dependência aos
instrumentos organizacionais disponíveis. Sem a atuação conjunta deste complexo de bens e
pessoas, a sociedade empresária não dispõe de funcionalidade e não consegue alcançar suas
finalidades.

2.22 O trabalho intelectual

O Código Civil estabelece uma exceção à definição de empresário. Diz o §único do


art. 966: “Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza
cientifica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo
se o exercício da profissão constituir elemento de empresa”.

Temos, portanto, que o trabalho intelectual não constitui uma atividade empresária,
até mesmo quando exercido através de uma organização. Deste modo, a sociedade cujo
objeto social compreenda a realização de trabalho de caráter intelectual será sempre uma
sociedade simples. Trabalho intelectual é aquele que apresenta natureza científica, literária ou
artística, entendendo de natureza cientifica todas as manifestações no campo da ciência.

20
2.23 Possibilidades ao legislador municipal

Não havendo obrigatoriedade por parte da lei complementar em determinar


excepcionalidade de cálculo para as chamadas sociedades profissionais, a decisão caberá ao
legislador municipal em criar ou não cláusula especial correspondente ao fato.

Vários aspectos deverão ser analisados pelo legislador municipal. Um deles seria o de
criar uma base isonômica no trato dos profissionais autônomos, dentro de suas atividades
específicas, e respectivas sociedades uniprofissionais. De fato, se a lei municipal decidir por
alíquotas fixas para profissionais de determinada profissão, em vista do princípio da
isonomia, deveria, também, acolher as sociedades desses profissionais sob o mesmo critério.

É de notar que os municípios ficaram livres para escolher as sociedades das


profissões, não se limitando mais às expressamente designadas na antiga legislação. Da
forma anterior, várias profissões não estavam relacionadas dentre as beneficiadas,
provocando flagrantes injustiças e favorecimentos indevidos.

Os municípios terão, também, de analisar as sociedades profissionais com base nas


novas disposições do Código Civil, classificando-as como Sociedades Simples de caráter
pessoal, não-empresária, a fim de evitar o ressurgimento de velhas polêmicas e de não
permitir que grandes organizações empresariais, por artifícios jurídicos, venham a usufruir
vantagens tributárias indevidas.

2.3 – Alíquota

Lembre se que a lei determina que a alíquota deve era atribuída em 2% mínimo e
Maximo 5%

2.4 Aspectos Espaciais: Local do Recolhimento de ISSQN ( LC 116/03)

Uma das questões mais complexas relativas ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer
Natureza é a determinação do local da prestação do serviço, para fins de identificar qual
Município detém a competência de exercer a sua cobrança. Dizer simplesmente que o ISS é
devido ao Município em que foi prestado o serviço, ou seja, dentro dos seus limites
territoriais, não resolve como norma geral a absoluta, se levarmos em conta inúmeros
exemplos de serviços cujos locais de efetiva prestação se confundem e se misturam em
lugares distintos, como se fossem partes de um mesmo serviço.

A nova lei complementar manteve como regra matriz o estabelecimento


prestador, critério

21
“Art. 3°. O serviço considera-se prestado e o imposto devido no local do
estabelecimento prestador ou, na falta do estabelecimento, no local do domicilio do
prestador, exceto nas hipóteses previstas nos incisos I a XXII, quando o imposto será devido
no local: (...)”.

Deste modo, um novo painel é arquitetado na definição do local da incidência do


imposto:

LOCAL DA INCIDÊNCIA DO ISS

(conforme a Lei Complementar n° 116)

1° - O ISS incide no local do estabelecimento prestador do serviço;

2° - O ISS incide no local do domicilio do prestador quando este não tem unidade
econômica ou profissional;

3° - O ISS incide no local onde surgem os efeitos da prestação do serviço, nas


atividades relacionadas na lei complementar.

2.4.1 O princípio da territorialidade

Sem dúvida, existem divergências de interpretação e várias decisões contrárias, mas


além da discussão conceitual de “estabelecimento prestador” há, também, em jogo, o
cumprimento do principio constitucional da territorialidade.

Como se sabe, o ISS é um imposto municipal, e, como qualquer outro tributo,


regulado por lei complementar obrigatoriamente obediente às normas constitucionais. Cada
município é autônomo para criar suas próprias leis, base jurídica do exercício de seus
direitos, mas atreladas aos mandamentos da Constituição e orientadas pelas disposições
complementares. Assim, a única similaridade obrigatória entre as leis municipais é a
subordinação ao regulamento superior, com a faculdade limitada ao seu espaço geopolítico.

2.5 Retenção Tributária na Prestação de Serviço

A retenção na fonte não significa necessariamente a caracterização do retentor como


sujeito passivo da obrigação tributária, tratando-se, tão-somente, de uma forma adotada pela
Administração, através de lei, que visa facilitar, ou tornar possível, a arrecadação do tributo.

A lei institui uma obrigação de fazer às pessoas, obrigadas a reter e recolher à


Fazenda tributo de outrem. O retentor não participa da relação jurídico-tributária, agindo

22
como agente de arrecadação por determinação legal do Estado. Sua atuação é nitidamente
extratributária. Com a maestria Sacha Calmon distingui o mero retentor do responsável da
seguinte forma:

“Só ao retentor pode ser imputado o delito de apropriação indébita. Os responsáveis só


podem ser inadimplentes, nada mais. O dever de retentor é de fazer (facere) – fazer a
retenção e fazer a entrega do tributo retido. O dos responsáveis é de dar (dare). O retentor
jamais tem legitimidade para pedir a repetição, porque nada pagou, só reteve e entregou.
Tampouco tem legitimidade para impugnar a exigência, por falta de interesse econômico ou
moral. O responsável, seja qual for a modalidade, pode impugnar a exigência”.

2.5.1 Serviços Tomados de prestadores não residentes no Município

Os serviços tomados devem ser objeto de retenção quando realizado com empresas
não residentes no município, desde que estejam no rol das 23 atividades previstas para tal na
lei 116/03.Os tomadores deverão Verificar o enquadramento da empresa – Simples Nacional
e no quesito retenção observar legislação municipal e art. 3º da LC 116/03, bem como
operacionalmente :

 Solicitar uma nota para cada tipo de serviço adquirido (observar o enquadramento nos
itens e subitens da lista) – alíquotas e incidência diferentes;
 De quem o serviço foi adquirido (pessoa física ou jurídica);
 De onde o serviço foi adquirido (no município, fora do município ou no
exterior);
 Onde o serviço é tributado (na origem ou no destino) – art. 3º da 116/03;
 Haverá ou não retenção na fonte;
 Alíquota de enquadramento;
 Prestador é optante pelo Simples Nacional - (essa opção deve constar da
nota, bem como a alíquota à que está enquadrado) – não constando alíquota– reter 5%.
 Qual o CFPS – Código Fiscal de Prestação de Serviço enquadrar;

2.6 Lei 123/06 – Simples Nacional

A lei 123/06 instituiu para empresas normas gerais relativas ao tratamento


diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte no
âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
determinando as alíquotas dos impostos para prestadores de serviço conforme anexo V

23
Como regra geral, a Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003, estabelece que
o ISSQN deve ser calculado aplicando uma determinada alíquota sobre a respectiva base de
cálculo do imposto. A base de cálculo do imposto está prevista no art. 7º da citada Lei, como
sendo "o preço do serviço". Quanto à alíquota, a citada norma, juntamente com a
Constituição Federal, traça os limites para as leis municipais a estabelecerem.

Sobre o cálculo do imposto sobre serviços, Morais (1978, p. 558) afirma que existem
três critérios para a sua apuração, a saber:

a) Preço do serviço (regra geral);

b) preço do serviço com deduções (1ª exceção); e

c) parâmetro diferente do preço do serviço (2ª exceção).

Fora das três formas de cálculo, inexiste outra. No entanto, o citado autor admite que
nem sempre o Fisco pode encontrar o preço do serviço com facilidade e antes do fim de cada
exercício. Nestes casos, admite-se que os Fiscos municipais podem adotar o regime de
estimativa.

3. O ISS DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS (BANCOS)

Na concepção de Tail (2010) uma das maiores dificuldades da Fiscalização Tributária


Municipal é a de fiscalizar as instituições financeiras, para fins de homologar os
recolhimentos espontâneos do Imposto Sobre Serviços – ISS. Os principais motivos das
dificuldades encontradas pelo Fisco Municipal são os seguintes:

a) Banco não emite documento fiscal, impossibilitando o acompanhamento pela emissão de


tais documentos;

b) Nem toda receita da instituição financeira é tributável pelo ISS, impossibilitando, assim, o
exame da base de cálculo através da receita bruta lançada no Resultado mensal;

c) O Plano de Contas COSIF, instituído pelo Banco Central, não é, geralmente, adotado nas
Agências, sendo apenas aplicado após a consolidação e efetuado pela Matriz;

d) A diversidade de agências espalhadas por todo o País exige fiscalização de quase todos os
Municípios brasileiros, muitos deles sem a adequada estrutura técnica que possibilite o
adequado exercício da função de fiscalizar;

24
e) Por conta de tal diversidade, o critério de calcular e de recolher o imposto fica, muitas
vezes, sob a responsabilidade da gerência local, cada uma decidindo ao seu talante o valor
que deve recolher e, pior, o que não deve.

3. 1. A lista de serviço

Com base na legislação é necessário observar a lei 116/03, ou seja a lista de serviço
para auditar os serviços realizados com base no Fato Gerador, assim sendo vejamos quais são
os itens previstos:

15 – Serviços relacionados ao setor bancário ou financeiro, inclusive aqueles prestados por


instituições financeiras autorizadas a funcionar pela União ou por quem de direito.

15.01 – Administração de fundos quaisquer, de consórcio, de cartão de crédito ou débito e


congêneres, de carteira de clientes, de cheques pré-datados e congêneres.

15.02 – Abertura de contas em geral, inclusive conta-corrente, conta de investimentos e


aplicação e caderneta de poupança, no País e no exterior, bem como a manutenção das
referidas contas ativas e inativas.

15.03 – Locação e manutenção de cofres particulares, de terminais eletrônicos, de terminais


de atendimento e de bens e equipamentos em geral.

15.04 – Fornecimento ou emissão de atestados em geral, inclusive atestado de idoneidade,


atestado de capacidade financeira e congêneres.

15.05 – Cadastro, elaboração de ficha cadastral, renovação cadastral e congêneres, inclusão


ou exclusão no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos – CCF ou em quaisquer
outros bancos cadastrais.

15.06 – Emissão, reemissão e fornecimento de avisos, comprovantes e documentos em geral;


abono de firmas; coleta e entrega de documentos, bens e valores; comunicação com outra
agência ou com a administração central; licenciamento eletrônico de veículos; transferência
de veículos; agenciamento fiduciário ou depositário; devolução de bens em custódia.

15.07 – Acesso, movimentação, atendimento e consulta a contas em geral, por qualquer meio
ou processo, inclusive por telefone, fac-símile, internet e telex, acesso a terminais de
atendimento, inclusive vinte e quatro horas; acesso a outro banco e a rede compartilhada;
fornecimento de saldo, extrato e demais informações relativas a contas em geral, por
qualquer meio ou processo.

25
15.08 – Emissão, reemissão, alteração, cessão, substituição, cancelamento e registro de
contrato de crédito; estudo, análise e avaliação de operações de crédito; emissão, concessão,
alteração ou contratação de aval, fiança, anuência e congêneres; serviços relativos a abertura
de crédito, para quaisquer fins.

15.09 – Arrendamento mercantil (leasing) de quaisquer bens, inclusive cessão de direitos e


obrigações, substituição de garantia, alteração, cancelamento e registro de contrato, e demais
serviços relacionados ao arrendamento mercantil (leasing).

15.10 – Serviços relacionados a cobranças, recebimentos ou pagamentos em geral, de títulos


quaisquer, de contas ou carnês, de câmbio, de tributos e por conta de terceiros, inclusive os
efetuados por meio eletrônico, automático ou por máquinas de atendimento; fornecimento de
posição de cobrança, recebimento ou pagamento; emissão de carnês, fichas de compensação,
impressos e documentos em geral.

15.11 – Devolução de títulos, protesto de títulos, sustação de protesto, manutenção de títulos,


reapresentação de títulos, e demais serviços a eles relacionados.

15.12 – Custódia em geral, inclusive de títulos e valores mobiliários.

15.13 – Serviços relacionados a operações de câmbio em geral, edição, alteração,


prorrogação, cancelamento e baixa de contrato de câmbio; emissão de registro de exportação
ou de crédito; cobrança ou depósito no exterior; emissão, fornecimento e cancelamento de
cheques de viagem; fornecimento, transferência, cancelamento e demais serviços relativos a
carta de crédito de importação, exportação e garantias recebidas; envio e recebimento de
mensagens em geral relacionadas a operações de câmbio.

15.14 – Fornecimento, emissão, reemissão, renovação e manutenção de cartão magnético,


cartão de crédito, cartão de débito, cartão salário e congêneres.

15.15 – Compensação de cheques e títulos quaisquer; serviços relacionados a depósito,


inclusive depósito identificado, a saque de contas quaisquer, por qualquer meio ou processo,
inclusive em terminais eletrônicos e de atendimento.

15.16 – Emissão, reemissão, liquidação, alteração, cancelamento e baixa de ordens de


pagamento, ordens de crédito e similares, por qualquer meio ou processo; serviços
relacionados à transferência de valores, dados, fundos, pagamentos e similares, inclusive
entre contas em geral.

15.17 – Emissão, fornecimento, devolução, sustação, cancelamento e oposição de cheques


quaisquer, avulso ou por talão.
26
15.18 – Serviços relacionados a crédito imobiliário, avaliação e vistoria de imóvel ou obra,
análise técnica e jurídica, emissão, reemissão, alteração, transferência e renegociação de
contrato, emissão e reemissão do termo de quitação e demais serviços relacionados a crédito
imobiliário.

3.2 - Base de Cálculo

A base de Calculo é o Preço do serviço é o valor monetário do respectivo serviço. A


expressão “preço do serviço” significa que a base imponível do ISS é o valor total cobrado do
cliente pelo serviço usufruído.

O conceito de preço de serviço é sempre orientado sob a visão do tomador do serviço


e nunca através dos critérios de formação de preço elaborados pelo prestador. O
preço, como base de cálculo do ISS, não pode sofrer reduções ou descontos especiais, o que
seria mera liberalidade do prestador. A única hipótese aceita é quando o desconto é
concedido sob condição contratual ou integrante do negócio pactual com o cliente. Na
prática, porém, não é tão fácil definir o desconto, se de liberalidade ou de condição.

3.2.1 – Alíquota

Lembre se que a lei determina que a alíquota deve era atribuída em 2% mínimo e
Maximo 5%

3.3 Livros e Documentos a Serem Examinados

a. Plano de Contas

b. Livro de Apuração do ISS;

c. Livro Diário/ Razão.

d. Balancetes

e. Guias de recolhimento

f. ARI 782

g. Contrato com Terceiros

h. Relatório Gerencial ( em caso de PA)

i. Outros documentos que entenda importante na fiscalização

27
4. ISS CARTÓRIOS

A incidência do imposto sobre serviços (ISS) em relação àqueles prestados em caráter


particular pelos notários e registradores é legal, visto que não são imunes à tributação em face
da remuneração lucrativa dessas atividades delegadas, como se dá com os serviços
concedidos. (4ª Câmara de Direito Público do TJ)
A atual lista de serviços, acertadamente, traz previsão expressa dos serviços notariais
e de registro em seu rol. É o que define o item 21: “Serviços de registros públicos, cartorários
e notariais.“
Contudo, até 2008 havia polêmica em torno da tributação dos cartórios pelo ISS.
Segundo certo segmento doutrinário, por se tratar de serviço público, haveria “imunidade
recíproca”.
O STF definiu a questão favoravelmente à incidência do ISS no julgamento de ADIn
3089 (10 votos a favor e 1 contra).

4.1 Lista de serviço

21.01 - Serviços de registros públicos, cartorários e notariais.


anexa à Lei Complementar nº 116/03 prevê a incidência do imposto municipal sobre os
serviços de registros públicos, cartorários e notariais, cujos prestadores são usualmente
conhecidos como cartórios, tabelionatos ou serventias extrajudiciais:

4.2 Cartórios Extrajudiciais

As serventias extrajudiciais, também conhecidas como cartórios, são os locais onde


funcionam os serviços notariais (tabelionatos) e de Registro (ofícios de registro). Nos quais
são praticados diversos atos extrajudiciais, por exemplo: escrituras, registros de Imóveis,
Registros de nascimento, casamento, etc. , sendo todos esses serviços passiveis da cobrança
de ISSQN.

4.3 Natureza Jurídica dos Emolumentos e sua Finalidade

Não se sabe da existência de uma política certa sobre a remuneração dos servidores de
cartórios extrajudiciais, as pessoas delegadas na função obterão sua remunerada através de
emolumentos cobrados mediante a prestação do serviço, cabendo ao Estado estabelecer as
normas de fixação dos valores.
Até então, era incerta a natureza dos valores cobrados pelas serventias, não se sabia ao
certo se eram preços públicos, vista que os serviços prestados são de caráter público, porém

28
destinada a quem se utiliza de tais serviços. Ou ainda, equiparados a tributo, porém eis que
este é de caráter compulsório, cobrados pela administração em forma de prestação pecuniária,
em retribuição as atividades vinculadas à administração pública, e por ultimo atribui aos
emolumentos à natureza de taxas, por ser imposto ao contribuinte ou posto a sua disposição,
tendo como fato gerador o exercício a utilização, efetiva ou potencial de serviços públicos,
como dispõe o art. 77 do Código Tributário Nacional.

4.4 Base de Cálculo

Mais uma decisão da Justiça para colecionar: o ISS incidente sobre serviços notariais
e registrais tem como base de cálculo a receita bruta auferida pelo titular, com a dedução
apenas das custas transferidas ao Estado.

4.5 Fiscalização Tributária Municipal

Pode seguir o padrão normal, já explicitado nos bancos, ou solicitando apoio do


Ministério Público, uma vez que tais serviços são prestado contas para a corregedoria,
portanto detendo todas as informações fiscais necessárias para auditar.

4.6 Como Enquadrar

Qualquer que seja a modalidade da serventia, todos os serviços próprios, ou seja,


aqueles exercidos por delegação do Poder Público serão enquadrados no item 21.01 da Lista
de Serviços anexa à Lei Complementar Federal 116, de 2003, que tem a seguinte redação:
“21.01 - Serviços de registros públicos, cartorários e notariais”.

Identificados serviços não próprios ou diferentes dos delegados, devem estes ser
enquadrados no item específico da Lista de Serviços e tributados com a alíquota própria
prevista na legislação municipal. Nenhuma diferenciação mostra-se plausível pelo fato de o
serviço ter sido executado por prestador que em princípio presta apenas serviços específicos
a ele delegados. E não cabe aqui alegação de constituir-se em atividade meio, necessário à
execução do ato próprio. Se o serviço é diferenciado e tiver preço cobrado em separado,
deverá ser submetido ao tributo municipal pelo item específico que o prevê e alíquota
diferenciada, pouco importando se maior ou menor que a alíquota prevista para o item 21. A
não sujeição dos serviços ao item e alíquota próprios implica em concorrência desleal com o
mercado de serviços.

29
4.7 Documentos
De extremo interesse para a fiscalização dos serviços notariais e de registro, é saber
que, de acordo com a Lei 8.935/1994, os titulares das serventias são obrigados a emitir
recibos relativos aos emolumentos percebidos (Art. 30, IX) e afixar as tabelas de
emolumentos (Art. 30, VII). A obrigação de emitir recibos também está prevista na Lei
10.169/2000 – Lei dos Emolumentos - que vai além e determina a “indicação definitiva e
obrigatória dos respectivos valores à margem do documento entregue ao interessado, em
conformidade com a tabela vigente ao tempo da prática do ato”. Portanto, os recibos e as
Tabelas de Emolumentos podem se configurar em importantes instrumentos de mensuração
dos fatos geradores do ISSQN e podem ser solicitados pelos auditores fiscais no início ou no
curso de procedimento regular. Em relação à contabilidade, os titulares das serventias são
obrigados a manter Livro Caixa.
4.8 Serviços

30
Fonte: POMPERMEIR, C. R. F., O ISS nos serviços Notariais e Registros Públicos: Teoria e
Pratica. Blumenau, Nova letra, 2001, p. 70-78.

5 O ITBI:

O fato gerador: Código tributário nacional:

Art. 35. O imposto, de competência dos Estados, sobre a transmissão de bens imóveis e de
direitos a eles relativos tem como fato gerador:

I – a transmissão, a qualquer título, da propriedade ou do domínio útil de bens imóveis por


natureza ou por acessão física, como definidos na lei civil;

II – a transmissão, a qualquer título, de direitos reais sobre imóveis, exceto os direitos reais
de garantia;

III – a cessão de direitos relativos às transmissões referidas nos incisos I e II.

● Competência tributária: município da localização do imóvel.

● Imunidade e isenções:

31
Art. 36. Ressalvando o disposto no artigo seguinte, o imposto não incide sobre a transmissão
dos bens ou direitos referidos no artigo anterior:

I – quando efetuada para sua incorporação ao patrimônio de pessoa jurídica em pagamento de


capital nela subscrito;

II – quando decorrente da incorporação ou da fusão de uma pessoa jurídica por outra ou com
outra.

Parágrafo único. O imposto não incide sobre a transmissão aos mesmos alienantes, dos bens e
direitos adquiridos na forma do inciso I deste artigo, em decorrência da sua desincorporação
do patrimônio da pessoa jurídica a que foram conferidos.

Art. 37. O disposto no artigo anterior não se aplica quando a pessoa jurídica adquirente tenha
como atividade preponderante a venda ou locação de propriedade imobiliária ou a cessão de
direitos relativos à sua aquisição.

§ 1º Considera-se caracterizada a atividade preponderante referida neste artigo quando mais


de 50% (cinqüenta por cento) da receita operacional da pessoa jurídica adquirente, nos 2
(dois) anos anteriores e nos 2 (dois) anos subseqüentes à aquisição, decorrer de transações
mencionadas neste artigo.

§ 2º Se a pessoa jurídica adquirente iniciar suas atividades após a aquisição, ou menos de 2


(dois) anos antes dela, apurar-se-á a preponderância referida no parágrafo anterior levando
em conta os 3 (três) primeiros anos seguintes à data da aquisição.

§ 3º Verificada a preponderância referida neste artigo, tornar-se-á devido o imposto, nos


termos da lei vigente á data da aquisição, sobre o valor do bem ou direito nessa data.

§ 4º O disposto neste artigo não se aplica à transmissão de bens ou direitos, quando realizada
em conjunto com a da totalidade do patrimônio da pessoa jurídica alienante.

● A Base de Calculo: CTN e apuração do valor venal.

Art. 38. A base de cálculo do imposto é o valor venal dos bens ou direitos transmitidos.

● Alíquotas : Limites.

Art. 39. A alíquota do imposto não excederá os limites fixados em resolução do Senado
federal, que distinguirá, para efeito de aplicação do alíquota mais baixa, as transmissões que
atendam à política nacional de habitação.

● Impossibilidade de progressividade das alíquotas: STF Rext 234.105/SP.

32
19. Bibliografia

AMARO, Luciano. Direito Tributário Brasileiro. 4ª. Ed., São Paulo: Saraiva, 1999.

ATALIBA, Geraldo. Hipótese de Incidência Tributaria, 5ª Ed., São Paulo, Malheiros,


1980.

BECKER, Alfredo Augusto. Teoria Geral do Direito Tributário. 3ª. Ed., São Paulo: Lejus,
1998.

BORGES, José Souto Maior. A fixação em Lei complementar das alíquotas máximas do
Imposto Sobre Serviços. In Projeção – Revista Brasileira de Tributação e Economia 10, Ano
I, agosto de 1976.

______. Curso de Direito Constitucional Tributário. 12ª Ed., São Paulo: Malheiros, 1999 .

FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. Comentários à Constituição Brasileira. 2ª. ed.,


São Paulo: Saraiva, 1977.

FONROUGE, C. M. Giuliani. Conceitos de Direito Tributário. Trad. De Geraldo Ataliba e


Marco Aurélio Grecco. São Paulo: Lael, 1973.

GASPAR, Walter. ISS – Teoria e Prática. Rio de Janeiro: Lúmen Júris, 1994.

GRECO, Marco Aurélio. Norma Jurídica Tributária. 1ª ed., São Paulo: Saraiva-EDUC,
1974.

HARADA, Kiyoshi. Direito Municipal. São Paulo: Atlas, 2001.

JARACH. Dino. Curso Superior de Derecho Tributário. Buenos Aires, Liceo Profesional
Cima, 1969.

LAROUSSE CULTURAL – Grande Enciclopédia. São Paulo: Nova Cultura, 1996.

LAZARIN, Antonio. Direito Tributário. 3ª. ed., São Paulo: Atlas, 1992.

LEITE, Luciano Ferreira. Discricionariedade Administrativa e Controle Judicial. São


Paulo: RT, 1981.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5172Compilado.htm

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm

AMARO, Luciano. Direito tributário brasileiro. 17ª ed. São Paulo: Saraiva, 2011

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc37.htm#art2
33
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc29.htm#art3

http://www.pmg.pr.gov.br/leis/arquivos/2001/1108_2001.pdf

http://www.camarapitanga.com.br/documentos/cod_tributario2009.pdf

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10257.htm

Parabéns por estudar!

Agora você faz parte da classe capacitada, que contribui para o progresso nos
serviços públicos, obrigado por escolher a Unipública!

34