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MARINHA DO BRASIL

DIRETORIA DE CONTAS DA MARINHA

RELATÓRIO DE AUDITORIA DE GESTÃO Nº 03/2011

Tipo de Auditoria:

Avaliação da Gestão

Exercício:

2010

Processo nº:

63104.001177/2011-46

Unidade Jurisdicionada (UJ):

Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear (COGESN)

Código da UJ:

740002 (principal)

O presente Relatório de Auditoria de Gestão tem por base os exames realizados sobre os atos

e consequentes fatos da gestão da Unidade Jurisdicionada (UJ) Coordenadoria-Geral do Programa

de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear, sob a responsabilidade administrativa

do Dirigente Máximo relacionado no "Rol de Responsáveis" (fl. nº 1 deste processo) do exercício de

2010.

1 - INTRODUÇÃO

1.1 - REALIZAÇÃO DOS TRABALHOS

1.1.1 - Os exames foram realizados por amostragem, na extensão julgada necessária às

circunstâncias, e de acordo com as normas de auditoria aplicáveis ao Serviço Público Federal, com

o objetivo de emitir uma opinião sobre a regularidade da gestão do responsável tratado neste

processo. Nenhuma restrição foi imposta à realização dos trabalhos.

1.1.2 - Os trabalhos de auditoria foram realizados na UJ, no período de 21 de março a 7 de abril de

2011, conforme o Plano Anual de Auditorias para o ano de 2011 desta Diretoria, aprovado pela

Secretaria-Geral da Marinha.

1.2 - UNIDADE JURISDICIONADA AUDITORADA

1.2.1 -A COGESN é a principal condutora do Programa de Desenvolvimento de Submarinos

(PROSUB), com a responsabilidade pela execução do Contrato Principal e dos Contratos

Subordinados correspondentes, bem como pela adequada gestão dos recursos alocados ao Programa.

Está subordinada à Diretoria Geral do Material da Marinha (DGMM), órgão público da

administração direta que integra a estrutura do Comando da Marinha – Ministério da Defesa. Foi

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criada pela Portaria n° 277 de 5 de setembro de 2008, alterada pela Portaria n° 363 de 28 de novembro de 2008, da DGMM.

1.2.2 - A missão da UJ é gerenciar o projeto e a construção do estaleiro dedicado aos submarinos, o

projeto e a construção da base de submarinos, o projeto de construção de Submarino com Propulsão Nuclear e o projeto de detalhamento do submarino convencional a ser adquirido pela MB, com o propósito de contribuir para o preparo e aplicação do Poder Naval, no tocante às atividades relacionadas com o material da Marinha.

1.3 - CONSTITUIÇÃO DO PROCESSO DE CONTAS

1.3.1 - O Processo de Contas está organizado nos termos da Instrução Normativa nº 63/2010, e

das Decisões Normativas nº 107 e 110/2010, do TCU, com a classificação de individual.

1.3.2 - A UJ apresenta, na condição de Administração Direta, as seguintes peças básicas:

a) Rol de Responsáveis; e

b) Relatório de Gestão.

Visando a composição do Processo de Contas, será adicionado às peças acima mencionadas o presente Relatório de Auditoria de Gestão, acompanhado do respectivo Certificado de Auditoria, do Parecer do Dirigente do Órgão de Controle Interno, do Manifesto do Comandante da Marinha e do Pronunciamento do Ministro da Defesa, na forma do artigo 52 da Lei nº 8.443, de 16 de julho de

1992.

2 - EXAMES ESPECÍFICOS

2.1 - AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS QUANTITATIVOS E QUALITATIVOS DA GESTÃO

2.1.1 - Os créditos orçamentários colocados à disposição da UJ, oriundos da Unidade Orçamentária

52131 – Comando da Marinha, e autorizados na Lei nº 12.214, de 26 de janeiro de 2010, que estima a receita e fixa a despesa da União para o exercício financeiro de 2010, montaram o valor de R$ 1.514.396.034,52. Ao final do exercício restou o valor não significativo de R$ 1,33 de créditos orçamentários não utilizados, conforme demonstrado a seguir:

CRÉDITOS PROVISIONADOS

 

CRÉDITO RECEBIDO

R$ 1.514.396.034,52

52131 - Comando da Marinha

R$ 1.514.396.033,19

 

(-) CRÉDITO UTILIZADO

R$ 1.514.396.033,19

= CRÉDITO DISPONÍVEL

R$

1,33

Fonte: SIAFI GERENCIAL

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O quadro abaixo apresenta o resumo da execução orçamentária da UJ no exercício, por Programa de Trabalho, demonstrando os totais de créditos recebidos, utilizados e disponíveis, e os percentuais dos créditos utilizados em relação aos recebidos.

 

CRÉDITO

CRÉDITO

CRÉDITO

%

PROGRAMA DE TRABALHO

RECEBIDO

UTILIZADO

DISPONÍVEL

UTIL/

R$

R$

R$

REC.

051520626123G0001

Implantação de Estaleiro e Base Naval para Construção e Manutenção de Subma- rinos Convencionais e Nucleares - Nacional

870.743.998,90

870.743.998,90

0,00

100

051520626123H0001

Construção de Submarino de Propulsão Nuclear - Nacional

114.844.918,05

114.844.918,04

0,01

100

051520626123I0001

Construção de Submarinos Convencionais - Nacional

528.807.117,57

528.807.116,25

1,32

100

TOTAL

1.514.396.034,52

1.514.396.033,19

1,33

100

Fonte: SIAFI GERENCIAL

2.1.2 - Quanto às metas financeiras alcançadas no exercício, o quadro a seguir apresenta o resumo da execução financeira da UJ, por Programa de Trabalho, demonstrando os totais de empenhos emitidos, liquidados, restos a pagar não processados e os percentuais dos empenhos liquidados em relação aos emitidos.

PROGRAMA DE TRABALHO

EMPENHOS

EMITIDOS

EMPENHOS

LIQUIDADOS

EMP. INSC RP

NÃO

PROCESSADOS

%

LIQ/

R$

R$

EMIT.

R$

051520626123G0001

Implantação de Estaleiro e Base Naval para Construção e Manutenção de Submarinos Convencionais e Nucleares - Nacional

870.743.998,90

870.743.998,90

0,00

100

051520626123H0001

Construção de Submarino de Propulsão Nuclear - Nacional

114.844.918,04

214.923,49

114.629.994,55

0,19

051520626123I0001

Construção de Submarinos Convencionais - Nacional

528.807.116,25

387.052.269,68

141.754.846,57

73,29

TOTAL

1.514.396.033,19

1.258.011.192,07

256.384.841,12

83,07

Fonte: SIAFI GERENCIAL

Com fulcro nos recursos financeiros recebidos pela UJ e nos créditos realizados, verificou-se que houve um grau adequado nas aplicações dos recursos alocados, tendo em vista que as análises das despesas verificadas no período de AGO a DEZ2010 encontravam-se dentro das finalidades dos PT, bem como, de um modo geral, não foi detectada nenhuma impropriedade/irregularidade que impactasse negativamente a UJ.

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Cabe destacar que os créditos orçamentários foram colocados à disposição da UJ somente a partir do mês de agosto de 2010.

2.1.3 - Baseado nos exames realizados, nas informações contidas no Relatório de Gestão, na missão

prevista em seu Regulamento e nos projetos contemplados em seu Plano de Ação, fruto das determinações expressas nos pressupostos básicos de planejamento da MB, quais sejam, Lei Orçamentária Anual (LOA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), Plano Plurianual (PPA) e documentos expedidos pelo Comando da Marinha, verificou-se que a UJ atendeu ao programado. As metas físicas e financeiras, planejadas para o exercício, são acompanhadas por meio do Programa de Aplicação de Recursos (PAR). O controle utilizado pela UJ, conforme verificações realizadas, é considerado adequado, pois demonstra com clareza os objetivos da UJ associados aos créditos. Levando-se em conta os créditos disponibilizados e executados durante o exercício de 2010 (AGO a DEZ2010), e as metas físicas planejadas para o exercício, pode-se afirmar que a UJ aplicou os recursos de forma adequada e foi eficaz no atendimento de metas programadas constantes do PAR para o exercício, observando as normas legais e os ritos dos processos licitatórios.

2.1.4 - A Marinha do Brasil (MB), em consonância com o Decreto nº 5.378, de 23 de fevereiro de

2005, aderiu ao Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização (GESPÚBLICA), com o propósito de elaborar um Programa de Implantação da Excelência de Gestão na Marinha, que desde então passou a ser denominado “Programa Netuno”. Assim como o GESPÚBLICA, o Programa Netuno foi estabelecido com o propósito de contribuir para o aprimoramento da Gestão Administrativa da MB. Deste modo, a avaliação dos resultados qualitativos da gestão, dentro do escopo desta Auditoria, além da análise do Relatório de Gestão elaborado pela UJ, consistiu na verificação do grau de institucionalização do Planejamento Estratégico Organizacional e do Programa Netuno na UJ.

Nesse contexto, dos exames realizados, resultaram as seguintes constatações:

a) ausência de formalização do Plano Estratégico Organizacional (PEO) – apesar de existir uma minuta de Plano Estratégico para a UJ, o mesmo não se encontra formalizado. Ressalta- se que apesar de não haver previsão normativa para a elaboração de um PEO específico para a UJ, releva-se a importância dessa ferramenta gerencial para a condução de qualquer negócio. O PEO se reveste de grande importância, à medida que servirá como “farol” para todos os componentes integrantes da estrutura da UJ, nele estando contidos os principais objetivos e metas organizacionais, bem como os eventuais fatores críticos para o sucesso a alcançar. Além disso, o

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PEO é importante para nortear a elaboração de indicadores de desempenho, fundamentais para o

acompanhamento dos aspectos essenciais à gestão organizacional, servindo de fundamental auxílio

ao processo decisório. Foi sugerido que a UJ envidasse esforços para a tempestiva formalização do Plano Estratégico Organizacional, visando o aprimoramento da gestão; b) ausência de planejamento/instrução para implantação do Programa Netuno – observou-se a ausência de formalização de um planejamento e de instruções quanto aos procedimentos e ações necessárias para a implantação do Programa Netuno no âmbito da COGESN.

O Programa Netuno, assim como o Planejamento Estratégico Organizacional, é um valioso

instrumento de avaliação e planejamento organizacional, que contribui para o autoconhecimento e

para o fomento da visão estratégica organizacional, possibilitando que todos os esforços da Organização tenham unidade, e sejam coerentes com a busca pela excelência da gestão e com o alcance de seus objetivos institucionais. Destaca-se, nesse contexto, que apesar de não haver previsão normativa que estabeleça a obrigatoriedade de implementação do Programa Netuno pela COGESN, uma vez que a UJ encontra-se dentro da estrutura organizacional da DGMM, é importante que o mesmo seja institucionalizado, a bem do aprimoramento da Gestão e em face da relevância das atividades desenvolvidas pela COGESN. Foi sugerido que a UJ analisasse a viabilidade de se elaborar um plano específico de implantação do Programa Netuno, ou envidasse esforços junto à DGMM, para que sejam incorporadas no Programa daquela Diretoria procedimentos abrangendo, também, as atividades desenvolvidas na COGESN; e

c) ausência de documento normativo interno com vistas a atribuir responsabilidades e orientar sobre os procedimentos afetos ao acompanhamento e à elaboração do Relatório de Gestão da UJ – observou-se a carência de orientação normativa quanto aos procedimentos internos para a coleta dos subsídios/informações necessários à elaboração do Relatório de Gestão da UJ e, também, um normativo atribuindo responsabilidades afins, em especial no que se refere à atuação

do Elemento Organizacional de Controle Interno. Destaca-se que a formalização de documento

normatizador/orientador, além de contribuir para a correta aplicação dos procedimentos, também visa a evitar problemas de solução de continuidade. Em que pese essa lacuna, ressalta-se que isso se deve, principalmente, ao fato de que a COGESN passou a ser, recentemente, uma UJ, bem como estão sendo estudadas as necessidades de aprimoramento de sua governança, em especial no que diz respeito à questão de orientação normativa e processual. Foi recomendado que a UJ envidasse esforços para elaborar o normativo em tela, a fim de fortalecer o Controle Interno e aprimorar o acompanhamento da gestão.

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2.2 - AVALIAÇÃO DOS INDICADORES DE GESTÃO

Os Indicadores de Gestão constantes do Relatório de Gestão da UJ foram analisados quanto ao

alcance de resultados e, ainda, quanto aos critérios de utilidade e mensurabilidade, conforme

previsto na Decisão Normativa nº 110/2010, do TCU.

Os seguintes Indicadores de Gestão foram consolidados no Relatório de Gestão da UJ e

submetidos à avaliação da Auditoria:

NOME DO

DESCRIÇÃO DO INDICADOR

AVALIAÇÃO DA AUDITORIA

INDICADOR

Índice de

Este indicador objetiva avaliar a adimplência no pagamento contratual do PROSUB, por meio do relacionamento entre os marcos contratuais quitados no prazo com o total de marcos concluídos, no exercício de 2010.

Indicador atende aos requisitos de utilidade e mensurabilidade, de acordo com o estabelecido na Decisão Normativa nº 110/2010 do TCU. Observou-se que a UJ alcançou a meta estabelecida para o Indicador.

adimplência

no pagamento

dos contratos

Índice de

Este indicador objetiva avaliar a eficácia da atividade de desenvolvimento de submarinos, por meio do relacionamento entre os marcos contratuais concluídos dentro do prazo pelas contratadas com o total previsto para o período.

Indicador atende aos requisitos de utilidade e mensurabilidade, de acordo com o estabelecido na Decisão Normativa nº 110/2010 do TCU. Observou-se que a UJ não alcançou a meta estabelecida para o Indicador. Cabe ressaltar que o Indicador em questão se refere a execução do PROSUB sob o enfoque da contratada, não dependendo exclusivamente de ações diretas da COGESN, o que pode impactar a sua auditabilidade.

adimplência

dos marcos

contratuais

Ressalta-se que os Indicadores de Gestão da UJ, apesar de atenderem aos critérios de utilidade

e mensurabilidade, ainda precisam ser suplementados/aprimorados, a fim de atender à demanda de

acompanhamento de todos os aspectos relevantes para a gestão da UJ, conforme apontado nas

constatações a seguir:

a) alinhamento dos indicadores adotados com os objetivos estratégicos – verificou-se que

os indicadores mencionados no Relatório de Gestão não foram estabelecidos a partir de uma meta

ou objetivo estratégico formalmente estabelecido, uma vez que foram implementados anteriormente

à formalização do PEO da UJ. Tal fato prejudica o necessário alinhamento desses indicadores com

os objetivos estratégicos da UJ. Além disso, essa situação pode restringir os indicadores a meros

dados estatísticos, desperdiçando-se, dessa forma, a capacidade de contribuição dessa ferramenta

como instrumento de monitoramento da evolução da Organização na consecução de seus objetivos

estratégicos (visão de futuro). Foi sugerido que a UJ promovesse a formalização de seu PEO, bem

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como o alinhamento entre os Indicadores de Desempenho constantes do Relatório de Gestão e os Objetivos Estratégicos constantes de seu PEO; e b) necessidade de aprimoramento dos Indicadores de Desempenho – observou-se que a UJ apresentou em seu Relatório de Gestão um rol de Indicadores de Desempenho contendo, apenas, indicadores de eficácia, quando o ideal para avaliação adequada da gestão seria que a UJ apresentasse um rol de indicadores equilibrado, abordando as quatro dimensões do desempenho (eficiência, eficácia, efetividade e economicidade). Foram apresentados somente dois indicadores, que apesar de atenderem aos requisitos de utilidade e mensurabilidade previstos na DN nº 110/2010/TCU, não propiciam que a Organização acompanhe a evolução de todos os aspectos relevantes para sua gestão ao longo do tempo. Em que pesem as considerações citadas, é oportuno ressaltar que, à época da Auditoria, verificou-se que algumas ações já estavam sendo realizadas no sentido de melhoria dos processos de gestão. Dentre essas ações, destaca-se a elaboração do PEO da UJ, com o propósito de definir formalmente seus objetivos e metas, bem como identificar os seus fatores críticos de sucesso e os aspectos relevantes para sua gestão. Destaca-se que a utilização de indicadores contribui para o aprimoramento do gerenciamento dos processos, pois mostra a dimensão dos problemas e quantifica os elementos necessários à gestão dos mesmos. Nesse sentido, a utilidade desta ferramenta se destaca no papel de informar tempestivamente sobre a necessidade ou não de ações de melhoria na gestão da Organização ou do processo analisado. Para a melhoria dos processos de gestão organizacional, foi recomendado à UJ que, além do aprimoramento apontado, os indicadores sejam monitorados de forma rotineira e tempestiva e, ainda, tenham seus resultados levados para análise e discussão no Conselho de Gestão da UJ, de maneira que sejam oportunamente adotadas ações corretivas para solucionar os eventuais problemas existentes.

2.3 - AVALIAÇÃO SOBRE O FUNCIONAMENTO DO SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DA UJ Em atendimento ao disposto na Decisão Normativa nº 110/2010, do TCU, foi desenvolvido o presente trabalho de auditoria, que procurou analisar os cinco componentes da estrutura de Controle Interno da UJ, sob a ótica do “Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission” (COSO).

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2.3.1 - Ambiente de Controle Em relação à questão estrutural, observou-se que o Memorando n° 5/2010, do Comandante da Marinha, é o documento que define a atual estrutura responsável por gerir as atividades relativas ao PROSUB, destacando-se, no citado documento, o papel da DGMM como responsável pelo Programa no âmbito da MB, tendo a COGESN como subordinada direta e principal condutora dos assuntos relacionados ao Programa. Além disso, a fim de atender as demandas de gerenciamento do Programa preconizadas no Memorando em tela, tendo como foco o acompanhamento e a fiscalização da execução dos contratos relativos ao PROSUB, a estrutura de governança do PROSUB está constituída pelos seguintes Órgãos:

a) Comitê de Acompanhamento do PROSUB – este Comitê tem caráter consultivo,

constituindo-se em Órgão de assessoramento do Almirantado, sendo previstas reuniões de periodicidade bimestral ou sempre que se fizer necessário, a fim de possibilitar discussões sobre a execução do Contrato e dos Documentos Contratuais, relativos ao PROSUB;

b) Comitê de Controle e Fiscalização do PROSUB – este Comitê é responsável pela

fiscalização e acompanhamento global do Contrato e dos documentos contratuais (com atuação independente daquela prevista para cada uma das Comissões de Fiscalização de cada um dos documentos contratuais), coordenando e instruindo os gerentes dos Empreendimentos Modulares (EM) do PROSUB e o Comitê Especial da Sociedade de Propósito Específico (SPE). Cabe-lhe, ainda, a interlocução referente à condução dos contratos, em nome da Marinha, com os representantes do Consórcio Baía de Sepetiba, em reuniões formais;

c) Comitê Especial da SPE – cabe a este Comitê a coordenação e acompanhamento dos

propósitos da SPE, bem como a fiscalização da utilização do Estaleiro Naval pela SPE, da correta

execução do Contrato para a Fabricação, Construção e Entrega de Navios e do Contrato Preliminar para a Fabricação, Construção e Entrega de um Submarino de Propulsão Nuclear; e

d) Órgão Gestor do Corpo Técnico - Tem como atribuição verificar e aferir o desempenho e

desenvolvimento profissional do Corpo Técnico, analisando, aprovando ou vetando demandas ou substituições de pessoal, acompanhando a relação entre a SPE e a MB e fiscalizando a correta transferência de tecnologia e Know-How ao Corpo Técnico da Marinha. Além desses instrumentos de controle, o gerenciamento do Contrato conta, ainda, com dois elementos que atuam num controle mais direto dos contratos, que são:

a) Gerentes de Empreendimento Modular - GEM - 18, 19 e 20; e b) Fiscais dos Contratos.

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Em complemento, a seguir estão relacionados alguns documentos que constituem a base da

atual configuração estrutural da COGESN, com vista a conduzir a gerência das atividades atinentes

ao PROSUB:

a) Criação da COGESN: Portaria nº 277/MB, de 05 de setembro de 2008 (alterada pela

Portaria nº 363/MB, de 28 de novembro de 2008); e

b) Aprimoramento da Governança do PROSUB, englobando os componentes de sua estrutura

e respectivas atribuições de responsabilidades (destacando-se, nesse contexto, a COGESN):

Memorando n° 5/CM, de 08 de junho de 2010; Portaria nº 93/MB, de 18 de março de 2009 (alterada pela Portaria nº 256/MB, de 28 de julho de 2009); Portaria nº 82/DGMM, de 02 de março de 2009 (alterada pela Portaria nº 490/DGMM, de 14 de dezembro de 2009); e a Portaria nº 255, de 29 de junho de 2009 (alterada pela Portaria 266/DGMM, de 30 de julho de 2010); e c) Criação da Controladoria dos Contratos - Portaria nº 220/DGMM, de 24 de junho de 2010. A estrutura de governança e controle do PROSUB, e o posicionamento da COGESN nessa estrutura, estão a seguir representados:

MARINHA COMITÊ DE ACOMPANHAMENTO PROSUB DGMM – SGM – COGESN – DCNS – ODEBRECHT DGMM
MARINHA
COMITÊ DE ACOMPANHAMENTO PROSUB
DGMM – SGM – COGESN –
DCNS – ODEBRECHT
DGMM
COGESN
COMITÊ DE CONTROLE E FISCALIZAÇÃO DO PROSUB
COORD EXEC – GER AD/FIN – GEM 18 – GEM 19 – GEM 20 - COrM
COMITÊ ESPECIAL SPE
(Itaguaí Construções Navais)
COGESN
COORD-SUB
EMGEPRON
CONTROLADORIA DE
CONTRATOS E FISCAL
CONTRATO PRINCIPAL E
CONTRATO 5
GERENTES PARTICIPANTES
1B/2B
EM 18
DIRETORIAS / OM
ÓRGÃO GESTOR
EMGEPRON
FISCAL
CORPO T ÉCNICO
(GOLDEN SHARE)
DIRETORIAS / OM
GERENTES PARTICIPANTES
EM 19
DIRETORIAS / OM
FISCAL
DIRETORIAS / OM
GERENTES PARTICIPANTES
EM 20
DIRETORIAS / OM
FISCAL CONTRATOS
DIRETORIAS / OM
1 e 6 1
DIRETORIAS / OM
FISCAL
FISCAL OFFSET

É importante destacar que a atuação da COGESN permeia toda esta estrutura. E sua criação, como uma estrutura complementar, foi decorrente da constatação de que a estrutura administrativa, outrora vigente na Marinha, não dispunha de condições para suportar a multiplicidade de encargos e

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tarefas relacionadas à gestão dos acordos, ajustes e contratos firmados para viabilizar a consecução de todos os objetivos necessários para a construção do submarino nuclear brasileiro. Mais especificamente no âmbito interno da UJ, para se adequar à demanda gerencial do PROSUB, a COGESN sofreu algumas modificações relevantes em sua estrutura, destacando-se a criação da Função de Coordenador-Executivo, ao qual ficaram subordinados os três GEM do programa e o Escritório Técnico do PROSUB na França (ET-PROSUB), e a criação de uma Gerência Administrativo-Financeira, atualmente chefiada por um Almirante, criada para conduzir toda a execução financeira relativa ao Programa, outrora realizada por algumas Diretorias Especializadas (Diretoria de Engenharia Naval - DEN, Diretoria de Obras Civis da Marinha - DOCM e Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha - DSAM). Existem documentos que formalizam a estrutura e as atribuições de competências e responsabilidades, em todos os níveis da estrutura da MB do PROSUB, em especial as relativas à UJ COGESN, estando claramente definidas e adequadas ao nível hierárquico correspondente, o que representa um aspecto positivo para o ambiente de controle. A existência de documentos normativos, definindo claramente a estrutura e as atribuições de responsabilidades dos diversos componentes da estrutura de controle atinentes à UJ, promove um adequado atendimento às demandas gerenciais/de controle do PROSUB.

Com base no exposto, observou-se que existe uma estrutura de governança adequada e um ambiente de controle que contribui para a eficácia/eficiência do acompanhamento das atividades da UJ. 2.3.2 - Avaliação de Risco O trabalho da presente área tomaria por base as informações sobre as ameaças e fraquezas organizacionais identificadas na Matriz SWOT, constante do Plano Estratégico Organizacional (PEO) da UJ; contudo, em virtude do referido PEO, à época da Auditoria, ainda se encontrar sob a forma de minuta, tal análise não foi realizada. Ressalta-se, contudo, a importância de que a Administração da UJ envide esforços para que o documento em tela seja tempestivamente aprovado, com o intuito de, não só subsidiar o gerenciamento dos riscos, mas também, contribuir para a gestão da UJ, como um todo, conforme mencionado na letra a) do subitem 2.1.4 deste Relatório. Na avaliação deste tópico verificou-se que, de maneira geral, há uma carência de documentos formais que identifiquem e orientem sobre as políticas organizacionais relativas ao gerenciamento de riscos atinentes ao PROSUB. Tal constatação está detalhada a seguir:

– Carência de estratégias formais para identificação e gerenciamento de riscos afetos à UJ.

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Não são práticas ostensivas no gerenciamento das atividades da UJ a identificação e a formulação formal de estratégias de gerenciamento de riscos. Em que pese a lacuna apontada, observou-se que a UJ já vem realizando procedimentos pontuais para a melhoria do gerenciamento de riscos. Cita-se como exemplo a “Memória” elaborada pelo Gerente de Administração e Finanças da COGESN, intitulada “Considerações sobre o não provisionamento de créditos na FR 149 na execução dos contratos do PROSUB”, que apresenta um breve relato sobre a aprovação do financiamento do PROSUB, uma breve explanação sobre a FR 149 e os riscos existentes pela não execução da referida FR. Além disso, foi ministrado em AGO e SET/2010, nas dependências da COGESN, um curso de Gerência de Projetos a todos os gerentes e subgerentes de Empreendimento Modular e que constava, dentre os assuntos abordados, o monitoramento e o controle dos riscos atinentes aos projetos. Em complemento, ressalta-se que no âmbito do Contrato nº 5, que versa sobre o “Planejamento, Coordenação e Administração dos Contratos”, gerenciado pelo Consórcio Baía de Sepetiba (CNS), com supervisão e acompanhamento pela Marinha, está prevista a elaboração de um plano de gerenciamento de riscos, de modo que se obtenha um entendimento global de todas as áreas do PROSUB. Tal processo de gerenciamento, na medida do possível, será aplicado a todas as partes contratadas: Consórcio Baía de Sepetiba (CBS), Construtora Norberto Odebrecht (CNO), DCNS Société Anonyme e Itaguaí Construções Navais (ICN). Conforme este Contrato, os desdobramentos desse gerenciamento serão apresentados à Marinha para que se tenha um entendimento dos riscos em nível industrial. Constatou-se, ainda, que já foi apresentada ao CBS a proposta de um plano de gerenciamento de riscos com o intuito de identificar e formular estratégias de gerenciamento de outros riscos que envolvam o PROSUB, como, por exemplo, riscos relacionados a questões orçamentárias. Foi recomendado que a UJ envidasse esforços para formalizar, o mais breve possível, o amplo gerenciamento de riscos envolvendo as atividades inerentes à UJ, especificamente as relacionadas ao PROSUB, elaborando estratégias capazes de, tempestivamente, identificar, permitir uma avaliação mais consistente, e auxiliar na administração/gerenciamento dos mesmos. Destaca-se que nesse processo de elaboração do plano de gerenciamento de riscos, deve haver uma participação efetiva de todos os setores da UJ. Esta participação se torna mais importante à medida que o gerenciamento de riscos, além de possibilitar que a Administração da UJ tome decisões de risco bem suportadas, visa a evitar a ocorrência de eventuais danos à reputação da Organização e suas consequências, contribuindo, ainda, para o cumprimento dos objetivos organizacionais e o aprimoramento da gestão organizacional como um todo. Foi recomendado ainda, que os encargos de

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gerenciamento e acompanhamento de riscos fiquem efetivamente em posse da UJ, não os delegando a terceiros. 2.3.3 - Procedimentos de Controle Apesar das lacunas de Plano Estratégico Organizacional e gerenciamento de riscos apontadas

nas constatações na letra a) do subitem 2.2 e no subitem 2.3.2 deste Relatório, respectivamente, foi observado que, em geral, a UJ possui procedimentos de controle satisfatórios, estando sua estrutura de controle bem suportada por documentos normativos/orientadores, conforme já detalhado no subitem 2.3.1. Entretanto, foi verificado que ainda existem alguns aprimoramentos que precisam ser implementados. Nesse contexto, destaca-se a questão das orientações formais quanto aos procedimentos e responsabilização da atuação das DE/OM em Comissão de Fiscalização “ad hoc”, atuando como “Fiscais de Campo”, por ocasião dos recebimentos de materiais e serviços, em auxílio/apoio/assessoria ao Fiscal do Contrato, conforme detalhado a seguir:

– Fiscalização dos Contratos versus Fiscalização in loco da execução dos contratos. Comentário:

A Portaria nº 72/DGMM, de 7 de fevereiro de 2011, designa os Fiscais dos Contratos 1A, 1B,

2, 3, 4, 6.1, 6.2, 6.3 e OFFSET e define no art. 3º que “o Fiscal de Contrato é diretamente subordinado ao Gerente do respectivo Empreendimento Modular (GEM), e tem a responsabilidade de acompanhar e fiscalizar a execução do contrato, bem como verificar os fornecimentos, serviços e obras objetos do contrato, inclusive nos aspectos relativos ao cumprimento do art. 67 da Lei nº 8.666/93, que diz respeito ao registro próprio de todas as ocorrências relacionadas com a execução dos contratos e determinações das providências para regularizar as faltas ou defeitos observados.” Nessa mesma direção, a Ordem Interna (OI) da COGESN que trata da tramitação de

documentos fiscais do PROSUB, traz, no seu item 3.3, algumas responsabilidades dos Fiscais dos Contratos, a seguir transcritas:

a) inspecionar e acompanhar os fornecimentos, serviços e obras, objetos dos contratos em

pauta;

b) efetuar registro próprio de todas as ocorrências relacionadas com a execução dos contratos;

c) identificar as providências necessárias para regularizar as faltas ou defeitos;

d) auxiliar na coordenação das ações dos Gerentes Participantes (GPa); e

e) efetuar a certificação do “satisfeito” nos títulos de Créditos encaminhados pela Contratada

para pagamento.

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Em complemento, nessa mesma OI, consta que “Para eventuais recebimentos de material e serviços poderá ser constituída uma Comissão de Fiscalização “ad hoc” como assessoria ao Fiscal do Contrato.” Com base no confronto das atribuições de responsabilidades previstas para os fiscais de contrato, apontadas anteriormente, com a magnitude do escopo dos contratos, somadas às informações coletadas por entrevistas com o Controlador dos Contratos (designado por Portaria da DGMM, de 3MAR2011) e com alguns Fiscais de Contrato, verificou-se que, na prática, os Fiscais do Contrato realizam basicamente o acompanhamento gerencial da execução do Contrato, enquanto o acompanhamento “in loco” (no local de execução) dos fornecimentos e obras, é exercido por uma comissão “ad hoc”. Exemplifica-se essa prática no Contrato nº 4 - Construção do Estaleiro e Base – onde o Fiscal do Contrato acompanha gerencialmente a execução do Contrato com base nas informações dos fiscais das obras, designados por Portaria da DOCM, de 15 de janeiro de 2010 (constituída integralmente por engenheiros da DOCM), atuando como “Fiscais de Campo” e realizando o acompanhamento “in loco” dos fornecimentos e obras. Essa sistemática de acompanhamento, apesar de estar alinhada com o previsto nos documentos normativos apontados, necessita ser formalmente estruturada, seja por meio de uma OI ou outro documento equivalente. Mesmo porque tal ocorrência deverá acontecer, futuramente, não só no âmbito do Contrato 4, mas também em outros contratos, envolvendo, inclusive, apoio de outras DE/OM, além da DOCM. Releva-se nessa formalização estrutural, a importância de se buscar uma padronização de modelos documentais, definir procedimentos e a responsabilização pela tramitação desses documentos, em especial no que se refere ao trâmite entre os “Fiscais de Campo” e os Fiscais de Contrato. É oportuno destacar que as lacunas apontadas são decorrentes, em grande parte, da recente reestruturação ocorrida na Governança do PROSUB, cujas adequações ainda estão em fase de implementação; soma-se a isso, o fato de a execução dos demais contratos (que não o contrato nº4) também se encontrar em estágio inicial. Com o propósito de evitar qualquer espécie de fragilidade no controle e na responsabilização, foi recomendado à UJ a formalização de documento(s) que contenha(m) melhor detalhamento para essa sistemática, a fim de se definir, mais claramente, os limites de responsabilidades (em especial dos Fiscais de Contrato e dos Fiscais de Campo), e os procedimentos que fortaleçam a sistemática de Controle Interno e contribuam para melhorar o suporte à certificação dos documentos fiscais (títulos de créditos) enviados pelas contratadas, tarefa essa atribuída aos Fiscais de Contratos.

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2.3.4

- Informação e Comunicação

Quanto ao componente “informação e comunicação” foi observado que existe um adequado e tempestivo fluxo de informações em todas as direções/níveis da COGESN, o que contribui para as atividades de Controle Interno. Porém, apesar do fluxo ocorrer de maneira adequada, alguns procedimentos necessitam ser formalizados, conforme apontado no subitem 2.3.3 deste relatório.

2.3.5 - Monitoramento

Os Controles Internos Administrativos devem ser constantemente monitorados, a fim de que sejam adotadas eventuais correções, sempre que necessárias. Procedimentos que uma vez foram efetivos podem passar a ter sua efetividade reduzida ou não serem mais aplicáveis. O monitoramento contribui para que os Controles Internos possam continuar a operar adequadamente. Dessa forma, o sistema de controle reage dinamicamente, mudando de acordo com as condições do ambiente em que a Organização está inserida e com a necessidade de mudança para correção de procedimentos. Na MB, além do monitoramento efetuado pela própria UJ, as Auditorias realizadas pela DCoM, bem como as Inspeções Administrativo-Militares, são consideradas atividades de monitoramento dos Controles Internos da UJ. Quanto ao monitoramento realizado pela UJ, destaca-se, como aspecto positivo, a rotineira elaboração do “Relatório Mensal de Andamento dos Contratos e Empreendimentos Modulares do PROSUB”, que contém importantes informações gerenciais sobre os contratos. Tal procedimento de monitoramento permite o acompanhamento tempestivo das atividades relacionadas ao PROSUB pela Alta Administração Naval.

2.4 - AVALIAÇÃO DA SITUAÇÃO DAS TRANSFERÊNCIAS MEDIANTE CONVÊNIO, CONTRATO DE REPASSE, TERMO DE PARCERIA, TERMO DE COOPERAÇÃO, TERMO DE COMPROMISSO OU OUTROS ACORDOS, AJUSTES OU INSTRUMENTOS CONGÊNERES Não houve transferências de recursos mediante convênio, contrato de repasse, termo de parceria, termo de cooperação, termo de compromisso ou outros acordos, ajustes ou instrumentos congêneres no exercício.

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2.5 - AVALIAÇÃO DA REGULARIDADE DOS PROCESSOS LICITATÓRIOS E DOS ATOS RELATIVOS À DISPENSA E INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO

2.5.1 - O PROSUB compreende um Contrato de Financiamento Externo e um conjunto de contratos comerciais celebrados entre a Marinha do Brasil e a empresa francesa DCNS Société Anonyme, a Construtora Norberto Odebrecht S.A, o Consórcio Baía de Sepetiba (CBS) e a Sociedade de Propósito Específico Itaguaí Construções Navais S.A (ICN). Tendo a COGESN a responsabilidade pelo gerenciamento e fiscalização desses contratos comerciais, assim como a gestoria dos recursos envolvidos, a DCoM conduziu a presente Auditoria na UJ COGESN – na área de licitações e acordos administrativos – abrangendo tanto os processos administrativos vinculados ao PROSUB quanto os processos realizados em proveito do mero funcionamento e manutenção da Coordenadoria. Cabe ressaltar que os contratos comerciais atinentes ao PROSUB foram assinados pelo DGMM. Entretanto, como a COGESN é o Órgão executor do PROSUB, tais contratos fizeram parte do escopo desta Auditoria. Em relação à amostra selecionada para a condução dos exames de conformidade, pode-se observar, pelo quadro abaixo, o volume de processos administrativos conduzidos pela UJ e o número de processos analisados.

 

PROCESSOS

 

PERCENTUAL CORRESPONDENTE À AMOSTRA

MODALIDADE

CONDUZIDOS EM

2010

AMOSTRA

SELECIONADA

Leilão

0

0

-

Convite

0

0

-

Tomada de Preços

0

0

-

Concorrência

0

0

-

Pregão Presencial

0

0

-

Pregão Eletrônico

0

0

-

Convênio

0

0

-

Adesão à ARP

5

3

60%

Dispensa

1

1

100%

Inexigibilidade

0

0

-

Releva mencionar que, na seleção da amostra, foram enfocados: em função da materialidade, as aquisições/contratações de valores mais significativos, tais como aquisição de equipamentos, suprimentos de informática, obras e serviços de engenharia; em função da relevância, as obtenções e contratações de objetos estritamente ligadas ao cumprimento da missão das Organizações e serviços continuados; e em função do risco, os certames conduzidos por meio das modalidades tradicionais, tais como convites e leilões, e os afastamentos (dispensas e inexigibilidades).

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A seguir são citados os processos que constituíram a amostragem para a avaliação da regularidade:

a) Número Único de Processo (NUP): 62164.000099/2011-95.

Motivação: necessidade de arquivamento da documentação técnica referente ao projeto de construção do Estaleiro e da Base Naval. Modalidade: Processo de adesão à ARP nº 047/2009 da Base de Aviação de Taubaté/EB. Objeto: “serviço para confecção e instalação de arquivo deslizante mecânico, composto por módulos de aço deslizante sobre trilhos e movimentação mecânica”. Valor: R$ 41.989,00. Contratada: HUFFIX AMBIENTES EMPRESARIAIS IND. E COM. DE MOBILIÁRIOS PARA ESCRITÓRIO LTDA. – CNPJ: 01.243.037/0001-03.

b) Número Único de Processo (NUP): 62164.000102/2011-71. Motivação: necessidade de modernização do parque de informática da COGESN. Modalidade: Processo de adesão à ARP nº 089/2009 da Escola Técnica Federal de Ouro

Preto.

Objeto: “aquisição de 2 servidores HP Proliant DL380G6”. Valor: R$ 52.400,00. Contratada: DRIVE A INFORMÁTICA LTDA. – CNPJ: 00.677.870/0001-08.

c) Número Único de Processo (NUP): 62164.000098/2011-41.

Motivação: necessidade de modernização do parque de informática da COGESN. Modalidade: Processo de adesão à ARP nº 08/2010 do Gabinete do Comandante da Aeronáutica. Objeto: “aquisição de 3 microcomputadores pessoais notebook”. Valor: R$ 6.540,00. Contratada: RENATA MOITA MONTEIRO – CNPJ: 10.775.373/0001-98.

d) Número Único de Processo (NUP): 62164.000332/2010-59.

Motivação: necessidade de controle da execução de contratos destinados à construção de uma Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas, um Estaleiro e uma Base de Submarinos, ao assessoramento técnico especializado e à absorção de tecnologia específica. Modalidade: Termo de Justificativa de Dispensa de Licitação (TJDL) nº 04/2010.

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Objeto: “contratação de serviços de apoio técnico e gerencial na execução do projeto de desenvolvimento do submarino com propulsão nuclear”. Valor anual estimado: R$ 14.438.297,92. Fundamentação: Lei n° 8.666/1993, art. 24, inciso VIII. Contratado: EMPRESA GERENCIAL DE PROJETOS NAVAIS – EMGEPRON. – CNPJ:

27.816.487/0001-31.

2.5.2 - O acompanhamento dos contratos comerciais que integram o PROSUB é realizado por meio

de uma eficaz estrutura de governança no âmbito da COGESN, na qual se destacam as atuações dos Fiscais de Contrato, dos Gerentes de Empreendimento Modular, da Controladoria dos Contratos e do Comitê de Controle e Fiscalização.

2.5.3 - Não foram observadas impropriedades relevantes nos processos administrativos analisados,

que impactassem a gestão da UJ.

2.6 - AVALIAÇÃO DA GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS

2.6.1 - Quanto à Gestão de Recursos Humanos no âmbito da UJ foram observadas as seguintes

limitações:

a) inexistência de planejamento formal de Tabela Autorizada (TLA) – a COGESN não possui tabela de lotação (TL), sendo seu efetivo atual considerado como TL, não sendo possível avaliar, adequadamente, se o quadro de pessoal existente é suficiente para que a UJ possa desempenhar as tarefas previstas em sua missão institucional de forma eficiente. Foi recomendado que a UJ efetuasse um levantamento da necessidade de pessoal e que seja formulada uma tabela de lotação. Por conseguinte, a TL do pessoal civil da COGESN necessita ser estabelecida de maneira formal, contemplando o pessoal da UJ; b) inexistência de programas de adestramento e de capacitação de pessoal – a UJ proporciona oportunidades de capacitação ao seu pessoal, de acordo com as necessidades apresentadas por cada setor e com a disponibilidade de recursos; porém, foi constatada a inexistência de um setor de adestramento e cursos, responsável por centralizar e controlar todas as necessidades demandadas pelos diversos setores da COGESN, bem como a inexistência de um programa de adestramento. A UJ foi recomendada a criar um setor de adestramento e a elaborar os programas de adestramento e de capacitação de pessoal; e c) inexistência de indicadores gerenciais sobre recursos humanos – A UJ não possui indicadores desenvolvidos para utilização como instrumento de apoio à tomada de decisão sobre

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recursos humanos. Foi recomendado que a UJ providenciasse a elaboração dos referidos indicadores, a fim de aprimorar o processo de tomada de decisão.

2.6.2 - O controle da força de trabalho, inclusive dos atos relacionados à admissão, remuneração, cessão, requisição, concessão de aposentadoria, reforma e pensão, na MB, são realizados pelas OM Serviço de Inativos e Pensionistas da Marinha, Diretoria do Pessoal Civil da Marinha, Diretoria do Pessoal Militar da Marinha, Comando do Pessoal de Fuzileiros Navais e Tribunal Marítimo.

2.7 - AVALIAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS DETERMINAÇÕES E RECOMENDAÇÕES DOS ÓRGÃOS DE CONTROLE

2.7.1 - Determinações eRecomendações Exaradas pelo TCU Não houve determinações/recomendações exaradas pelo TCU no exercício.

2.7.2 - Determinações eRecomendações Exaradas pelo Órgão de CI

Verificou-se que permanece em forma de minuta o Plano Estratégico Organizacional, necessitando ser formalizado. Verificou-se, também, que permanece a necessidade de desenvolvimento de uma estrutura formal para o gerenciamento de riscos afetos à UJ. As referidas recomendações foram apontadas no Relatório de Auditoria de Acompanhamento nº 07/2010 da DCoM, e encontram-se mencionadas no subitem 15.3 do Relatório de Gestão da COGESN.

2.7.3 - Determinações e Recomendações Exaradas pela Unidade de CI

A UJ não possui Unidade de Auditoria Interna, visto que, nas UJ do Comando da Marinha, as atividades de auditoria são realizadas pela Diretoria de Contas da Marinha, Unidade Setorial de

Controle Interno.

2.8 - AVALIAÇÃO DA OCORRÊNCIA DE PASSIVOS Não há registros de passivos por insuficiência de créditos no exercício.

2.9 - AVALIAÇÃO QUANTO À CONFORMIDADE DA INSCRIÇÃO DE RESTOS A PAGAR

A inscrição de Restos a Pagar, em 2010, Decreto nº 93.872, de 23 de dezembro de 1986.

está

em

conformidade

com o

artigo 35

do

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2.10 - IRREGULARIDADES CONSTATADAS

PREJUÍZO Não foram detectadas irregularidades que resultaram em dano ou prejuízo na UJ em 2010.

QUE

RESULTARAM

EM

DANO

OU

2.11 - FALHAS E IRREGULARIDADES CONSTATADAS QUE NÃO RESULTARAM EM DANO OU PREJUÍZO E QUE AINDA NÃO TENHAM SIDO CORRIGIDAS PELO GESTOR OU CUJAS JUSTIFICATIVAS NÃO TENHAM SIDO ACATADAS Não foram identificadas falhas ou irregularidades que impactassem a gestão da UJ em 2010.

2.12 - AVALIAÇÃO DAS JUSTIFICATIVAS APRESENTADAS PELOS RESPONSÁVEIS

SOBRE AS IRREGULARIDADES VERIFICADAS NA AUDITORIA Não foram detectadas irregularidades na UJ em 2010.

2.13 - AVALIAÇÃO DA POSIÇÃO PATRIMONIAL E FINANCEIRA

As Demonstrações Contábeis, constantes do SIAFI, refletem a adequada situação orçamentária, financeira e patrimonial da UJ. Os Demonstrativos Contábeis (Balanços Orçamentário, Financeiro e Patrimonial e as Variações Patrimoniais) estão coerentes com a Declaração do Contador.

2.14 - AVALIAÇÃO QUANTO À OBJETIVIDADE DOS CRITÉRIOS PARA A

AFERIÇÃO DA QUALIFICAÇÃO TÉCNICA E CAPACIDADE OPERACIONAL PARA CHAMAMENTO PÚBLICO DE CONVENENTES COM ENTIDADES PRIVADAS SEM FINS LUCRATIVOS Não foram concedidos recursos a entidade privada sem fins lucrativos, por meio de convênio pela UJ em 2010.

2.15 - AVALIAÇÃO QUANTO À ATUALIZAÇÃO DAS INFORMAÇÕES REFERENTES

A CONTRATOS E CONVÊNIOS OU OUTROS INSTRUMENTOS CONGÊNERES NO SIASG E SICONV Os contratos firmados no exercício de 2010 estão com as informações atualizadas no Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais – SIASG.

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Não houve transferências de recursos mediante convênio ou outros instrumentos congêneres no exercício.

2.16 - AVALIAÇÃO SOBRE O CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES ESTABELECIDAS

NA LEI Nº 8.730/1993, RELACIONADAS À ENTREGA E AO TRATAMENTO DAS DECLARAÇÕES DE BENS E RENDA

A UJ cumpre as obrigações estabelecidas na referida Lei, mantendo as Declarações em arquivo.

2.17 - AVALIAÇÃO QUANTO À ADOÇÃO DE CRITÉRIOS DE SUSTENTABILIDADE

AMBIENTAL NA AQUISIÇÃO DE BENS, MATERIAIS DE TECNOLOGIA DA

INFORMAÇÃO (TI) E NA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS OU OBRAS, BEM COMO SOBRE INFORMAÇÕES RELACIONADAS À SEPARAÇÃO DE RESÍDUOS RECICLÁVEIS DESCARTADOS

2.17.1 - A UJ tem conhecimento dos normativos atinentes à sustentabilidade nas contratações, tanto

nas prestações de serviço quanto nas aquisições de material e, em especial, com relação aos bens de informática. Tais critérios são aplicados como princípios basilares na elaboração dos diversos projetos básicos, em proveito de necessidades da UJ. Com relação aos bens de TI, a UJ passará a conduzir seus próprios processos de obtenção em detrimento das adesões às Atas de Registro de Preços (ARP) de outros Órgãos, de forma a garantir que tais critérios de sustentabilidade sejam exigidos nos editais das licitações e sejam efetivamente atendidos pelos licitantes.

2.17.2 - A UJ não é a responsável pela separação dos resíduos recicláveis descartados, bem como

sua destinação, face ao prédio onde funciona a UG pertencer ao Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), sendo o assunto tratado por aquele Arsenal.

2.18 - AVALIAÇÃO DA GESTÃO DO PATRIMÔNIO IMOBILIÁRIO

Não há informação para este item.

2.19 - AVALIAÇÃO SOBRE A GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Foi realizada a avaliação objetiva sobre a gestão de TI da COGESN, destacando-se os aspectos estabelecidos na DN nº 110/2010, do TCU, tendo sido constatado que a UJ observa

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adequadamente as normas estabelecidas pela Marinha do Brasil no que concerne à gestão de TI, em especial o disposto nas Normas de Tecnologia da Informação da Marinha. Não obstante, os seguintes aspectos merecem atenção por parte da UJ:

a) inexistência de um planejamento institucional formal de TI na UJ – A COGESN utiliza todos os níveis para a consecução de sua missão, porém não existe um planejamento institucional formal da UJ. Foi recomendado que a UJ passasse a estabelecer diretrizes de desenvolvimento institucional para coordenar a tomada de decisões relativas às ações sobre a execução dos contratos atinentes ao PROSUB; e b) impropriedades verificadas na área da segurança das informações:

I - a UJ não possui Plano de Adestramento de Segurança das Informações Digitais (SID). Somente em 2011, o Oficial de Segurança das Informações Digitais (OSID) programará palestras sobre a segurança das informações, embora, por ocasião da auditoria, a COGESN estivesse realizando adestramentos de segurança das informações digitais em conjunto com a área de inteligência; II - a UJ possui o Plano de Contingência (PLCONT), mas não existe servidor de contingência, e o documento está com seu período de revisão vencido; III - a estrutura da rede da UJ é composta por dois servidores (SUSE LINUX) e as estações de trabalho não se conectam a um domínio. O pessoal trabalha localmente, compartilhando documentos na rede, por meio de login e senha; e IV - foi verificado que não existe instrumento para registro da entrada na UJ de qualquer dispositivo que possa armazenar informações digitais, tais como: microcomputadores (de mesa ou portáteis), discos rígidos, pen-drives, celulares, disquetes, CD-ROM, DVD ou qualquer outro do gênero.

Como a UJ trata de uma série de informações sigilosas, torna-se necessária a efetiva implantação da mentalidade de segurança no seu pessoal. A proteção dos ativos é de fundamental importância, assim como nos compartimentos mais sensíveis, onde existem controles de acesso (senha). É preciso criar uma mentalidade de segurança, pois a informação privilegiada possui tanto valor que a hipótese de tê-la transforma o seu possuidor em um alvo altamente compensador. Sendo assim, segurança precisa de conscientização, treinamento e educação. Foi recomendado que a UJ programasse adestramentos constantes implantando a mentalidade de segurança, visando não apenas o cumprimento da norma em vigor, bem como criasse um Plano de Adestramento de SID específico, contendo: adestramento básico de SID, para o pessoal recém-chegado à UJ; conceitos gerais de SID; ISID da OM; recursos de SID; legislação, normas e documentos de SID; ativação dos

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Planos de Contingência da UJ (teoria e prática); segurança orgânica, no que se refere à SID; normas para a salvaguarda de materiais controlados, dados, informações, documentos e materiais sigilosos; recursos criptológicos (já existentes); engenharia social; e crimes de informática. Estes exemplos formam um conjunto mínimo de temas a serem abordados, podendo a UJ acrescentar outros, de acordo com suas características e necessidades. Recomendou-se ainda que: o PLCONT tenha periodicidade de revisão estabelecida pelo OSID e formalizada na ISID, não podendo ser superior a 1 (um) ano; as estações de trabalho se conectem a um domínio LDAP (Lightweight Directory Access Protocol), gerenciado pelo administrador, e que não se permita acesso aos serviços disponibilizados pela Rede de Comunicações Integradas da Marinha (RECIM) sem o devido registro de acesso nesse domínio; e que em cada ocorrência de entrada de visitantes, na UJ, seja registrada: identificação do visitante, data, hora, destino, identificação do acompanhante, tipo de dispositivo de armazenamento de dados e autorização. Caso não seja autorizada a entrada do dispositivo na UJ, o mesmo deve ser recolhido e lacrado na portaria da UJ para, posteriormente, ser devolvido ao visitante. As normas e os procedimentos para este controle deverão estar regulados nas Instruções de Segurança das Informações Digitais (ISID) da UJ. Nesse caso, está regulado na ISID, mas não é observado.

2.20 - OUTRAS INFORMAÇÕES JULGADAS PERTINENTES A UJ não possui as seguintes peças do Processo de Contas:

a) Relatório de Correição – não há fatos apurados ou em apuração pelas Comissões de

Inquérito em Processos Administrativos Disciplinares instaurados na UJ no exercício com o intuito de apurar dano ao Erário, fraudes ou corrupção; e

b) Parecer da Unidade de Auditoria Interna e Auditorias Planejadas e Realizadas pela Unidade

de Controle Interno da Própria. A UJ não possui Unidade de Auditoria Interna, visto que, nas UJ do Comando da Marinha, as atividades de auditoria são realizadas pela Diretoria de Contas da Marinha, Unidade Setorial de Controle Interno.

3 - CONCLUSÃO De acordo com os exames efetuados, considerando não terem sido evidenciadas ocorrências que comprometessem a probidade da gestão dos recursos alocados à UJ, o presente processo se encontra, em nossa opinião, em condições de ser submetido a julgamento pelo TCU.

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inciso III do art. 9º da Lei nº 8.443/1992, concluímos pela

regularidade da gestão do Dirigente Máximo da UJ, e sugerimos a emissão do competente Certificado de Auditoria.

Assim, em cumprimento ao

Rio de Janeiro - RJ, em

de julho de 2011.

ANDRÉ GUILHERME OLIVEIRA DE SOUZA LIMA Capitão de Corveta (IM) Coordenador da Equipe de Auditoria

EDISON DOS SANTOS TOMÁZ Técnico de Finanças e Controle

CRC-RJ 076835/0-4

De acordo:

CLÁUDIA BARROS TRINDADE Analista de Finanças e Controle

CRC-RJ 043.581-3

ROBERTO BREVES CHRISTO DA SILVA Capitão de Corveta (IM) Enc. da Div. de Tomada e Prestação de Contas

SERGIO HENRIQUE LOPES DE SOUSA Capitão de Fragata (IM) Chefe do Departamento de Tomada de Contas

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