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Slide 1: princípios que preveem o poder de ação e a tutela jurisdicional dos direitos como

sendo o direito à tutela adequada, efetiva e tempestiva dos direitos.

Slide 2: A tutela cautelar é tão definitiva quanto a satisfativa. (...) A diferença entre a tutela
cautelar e a tutela satisfativa sob esse ângulo de apreciação está em que as situações fático-
jurídicas submetidas à primeira são naturalmente mais instáveis do que aquelas submetidas à
segunda.

A tutela cautelar visa à proteção assecuratória de um direito submetido ao perigo de dano


irreparável ou de difícil reparação. Dura enquanto durar o perigo (...). Dura, em outras
palavras, enquanto não se alterarem os pressupostos fático-jurídicos que suportaram sua
prolação. A tutela satisfativa visa à realização de um direito. Dura enquanto não se alterarem
os pressupostos fático-jurídicos que determinaram sua prestação. Dura enquanto durar a
necessidade inerente à sua proteção. A distinção entre ambas é funcional e não estrutural. A
instabilidade natural à situação de perigo de dano irreparável ou de difícil reparação dá a falsa
impressão de que a tutela cautelar não é definitiva, mas aí não há mesmo nada mais do que
isso: o arresto dura enquanto durar a situação cautelanda, a situação de perigo, assim como a
sentença de alimentos vincula apenas enquanto se verificarem os pressupostos para sua
concessão.

A cognição, no processo civil, segundo observou Kazuo Watanabe, pode ser visualizada em
dois planos distintos: o horizontal e o vertical. No plano horizontal, a cognição pode ser plena
ou limitada, tudo dependente da extensão do conflito posto em debate no processo. Será
plena se o objeto da demanda for a integralidade do conflito existente; será limitada (ou
parcial) se a demanda tiver por objeto apenas parte do conflito. No plano vertical, a cognição
poderá ser exauriente (completa) ou sumária, tudo dependendo do grau de profundidade com
que é realizada. “Se a cognição se estabelece sobre todas as questões ela é horizontalmente
ilimitada, mas se a cognição dessas questões é superficial, ela é sumária em profundidade.
Porém, se a cognição é eliminada ‘de uma área toda de questões’, seria limitada quanto à
extensão, mas se quanto ao objeto cognoscível a perquirição do juiz não sofre limitação, ela é
exauriente quanto à profundidade”.

O procedimento comum ordinário, porque se presta à cognição integral, seja no plano


horizontal, seja no plano vertical (cognição plena e exauriente, portanto), é considerado “o
arquétipo dos processos jurisdicionais civis” (Elio Fazzalari), o modelo para os outros processos
de cognição. Todavia, há situações em que o procedimento ordinário – formal, solene e, por
isso mesmo, mais lento – não atende às peculiaridades da controvérsia a ser enfrentada. Para
elas, indispensável a formatação de procedimento próprio, em que os atos processuais sejam
amoldados e encadeados segunda a natureza da lide.

Veja-se o que ocorre no mandado de segurança. Ninguém se atreve a sustentar a ilegitimidade


da restrição dos meios de prova nessa ação, e isso em razão do adequado balanceamento,
estabelecido pela lei, entre o limite da restrição e o objeto da cognição. Se o objeto é
unicamente a existência ou não de direito líquido e certo, é natural que, nessa ação, a “ampla
defesa” fique restrita à prova pré-constituída. Todavia, essa mesma restrição, transposta para
um procedimento ordinário, em que não houvesse correspondente corte da cognição
horizontal, seria certamente ilegítima.
O que se quer dizer com isso é que a garantia à ampla defesa não equivale à garantia de defesa
ilimitada, mas proporcional às necessidades do caso concreto. Assim como quando a cognição
estiver restrita a parcela irrisória da extensão horizontal do direito, quando a efetividade da
prestação jurisdicional estiver ameaçada, entende-se viável a relativização do princípio da
ampla defesa. Neste último caso, admite-se a outorga da tutela jurisdicional a partir de mero
juízo de probabilidade do direito subjudice.

SLIDE 3: Provisório é aquilo que será sucedido por algo de mesma natureza, contrapõe-se à
ideia de definitivo. É diferente do temporário, que não será substituído por nada. Então, a
tutela provisória, como o nome já diz, é provisória porque será absorvida pela tutela definitiva
que a sucederá.

É precária porque pode ser revogada a qualquer tempo, desde que alteradas as condições de
fato ou de direito da época da concessão.

A cognição é sumária pelo que já se disse: face à ameaça à efetividade do direito, impõe-se
restrição ao princípio da ampla defesa.

SLIDE 4: nos termos de Ovídio Baptista, a concessão da tutela satisfativa corresponderia à


execução-para-segurança; a concessão da tutela satisfativa à segurança-para-execução.

Probabilidade do direito: diz respeito à existência de premissa válidas que permitam se


entenda o alegado pela parte como correspondente à realidade, à verdade. Esse juízo é feito a
partir das provas apresentadas e das máximas de experiência. Há, ainda, de se verificar se os
fatos provados têm o condão de ocasionar as consequências jurídicas pretendidas pela parte.

Perigo na demora: perigo de dano (prejuízo juridicamente relevante) concreto (que não
decorra de mero temor subjetivo), atual (ocorrendo ou na iminência de ocorrer), grave (capaz
de prejudicar eventual fruição do direito) e irreparável (conexos à aspectos não-patrimoniais,
que não podem ser reparados in natura), ou de difícil reparação (situação econômica do réu
leva a crer que não será capaz de restituir o prejuízo) ou ilícito (ato contrário ao direito)

SLIDE 5: “da ação abstrata e uniforme (ação única) a ação adequada à tutela do direito
material e ao caso concreto”.1

SLIDE 6 – Periculum in mora e fumus boni iuris funcionam, no direito vivo, como pautas
móveis. Não há um índice pré-determinado a ser alcançado em cada um dos aspectos. Em
realidade, quanto maior o periculum in mora, menor a necessidade de probabilidade do
direito e vice-versa.2

Obviamente, se a antecipação da tutela visa à realização do direito à tutela contra o ilícito, sua
concessão depende i ) da caracterização do ato ilícito temido ou consumado e ii) da sua

1
Luiz Guilherme Marinoni, Curso de Processo Civil – Teoria Geral do Processo, São Paulo, Ed. RT, 2006,
vol. 1, p. 227-303.
2
COSTA, Eduardo José da Fonseca. "Tutela de evidência no Projeto de novo CPC - uma análise de seus
pressupostos". o futuro do Processo Civil no Brasil - uma análise crítica ao projeto de novo CPC. Belo
Horizonte: Forum, 2011, p. 166.
imputação ao demandado. Não entram no thema decidendum e no thema probandum
questões ligadas à existência ou não de dano e à valoração da conduta do demandado – que
refogem à seara do ato ilícito e concernem propriamente ao campo da responsabilidade civil.
Vale dizer: a parte não tem o ônus de alegar e provar dano ou perigo de dano para obtenção
da antecipação de tutela, assim como não tem o ônus de alegar e provar dolo ou culpa do
demandado na iminência ou na prática do ato ilícito. É por essa razão que a técnica
antecipatória que visa à obtenção da antecipação de tutela contra o ilícito deve ser deferida
mediante alegação e prova de “justificado receio de ineficácia do provimento final” (461, §3º,
CPC) e não mediante alegação e prova de perigo de “dano irreparável ou de difícil reparação”
(art. 273, I, CPC). Como é evidente, se a tutela é contra o ilícito, pouca importa a ocorrência ou
não de dano para sua concessão.

Quando o legislador infraconstitucional estatui que não se concederá antecipação de tutela


quando houver perigo de irreversibilidade dos efeitos do provimento, ele apenas está dizendo
que, em regra, o risco tolerado pela ordem jurídica não suporta a concessão de antecipação da
tutela cujos efeitos podem ser irreversíveis.

A decisão tomada pelo legislador infraconstitucional, no entanto, pode muito bem ser afastada
pelo juízo no caso concreto, caso só seja possível tutelar de forma adequada, efetiva e
tempestiva a posição jurídica do autor com a antecipação de tutela, ainda que seus efeitos
sejam irreversíveis. E isso por uma razão que atende à própria natureza da técnica
antecipatória. Como é amplamente sabido, a lógica da antecipação de tutela está em prestigiar
o direito provável em detrimento do direito improvável. O plano do processo é caracterizado
pela incerteza radical inerente ao direito litigioso – o que obviamente autoriza o recurso ao
conceito de probabilidade como seu qualificativo. Ignorá-lo seria o mesmo que solapar a
incerteza inerente às posições jurídicas das partes durante a fluência do processo. Daí que,
como bem sustenta a doutrina, “admitir que o juiz não pode antecipar a tutela, quando a
antecipação de tutela é imprescindível para evitar um prejuízo irreversível ao direito do autor,
é o mesmo que afirmar que o legislador obrigou o juiz a correr o risco de provocar um dano
irreversível ao direito que justamente lhe parece mais provável.

Não admitir a antecipação de tutela apenas porque o direito do demandado pode ser lesado é
um grave equívoco lógico, pois aquele que pede tutela antecipada contra o perigo obviamente
deve alegar e provar a probabilidade do direito e o perigo na demora da prestação
jurisdicional. Desse modo, se a antecipação da tutela não for concedida quando presentes
esses dois pressupostos, estará sendo admitida a lesão a um direito, que é provável, apenas
para que o direito do réu, que é improvável, não seja exposto à irreversibilidade, o que é fora
de propósito e contrário à lógica que preside a técnica antecipatória.

SLIDE 7 -