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Índice

CAPITULO I 1
INTRODUÇÃO......................................................................................................................1
OBJETIVOS...........................................................................................................................2
Objectivo geral........................................................................................................................2
Objectivo específico................................................................................................................2
Metodologia............................................................................................................................2
CAPITULO II 3
FUNDAMENTOS TEORICOS..............................................................................................3
Conceito de norma jurídica..................................................................................................3
Características das normas jurídicas....................................................................................3
Norma jurídica e sistema do direito positivo.......................................................................6
CLASSIFICAÇÃO DA NORMA JURÍDICA........................................................................8
Normas gerais e singulares..................................................................................................8
Generalidade e abstração.....................................................................................................9
Normas Afirmativas e Negativas....................................................................................10
Normas Categóricas e Hipotéticas.....................................................................................10
AS REGRAS JURÍDICAS................................................................................................11
As regras podem ser gerais ou individuais........................................................................11
As regras gerais, por sua vez, podem ser: (i) primárias; ou (ii) secundárias.....................12
Os princípios jurídicos.......................................................................................................12
A NORMA JURÍDICA NOS PLANOS DA VALIDADE, EXISTÊNCIA E EFICÁCIA....14
Plano da Validade.............................................................................................................15
Plano da Existência ou Vigência....................................................................................16
Plano da Eficácia.............................................................................................................18
CAPITULO III
CONCLUSÃO...................................................................................................................20
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..............................................................................21

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CAPITULO I

INTRODUÇÃO
Ao falarmos de normas juridicas, procura-se identificar e construir conceitos que possam
ser utilizados indistintamente na compreensão dos fenômenos vinculados à criação e
aplicação do direito que é posto ou reconhecido pelo Estado: o direito positivo. É certo que
a realidade não ingressa no plano do direito positivo em toda sua riqueza. Somente os
eventos sociais ou naturais que servem de base para a identificação do facto jurídico devem
ser levados em consideração pelo jurista no exame dos problemas que demandam soluções
inspiradas no direito positivo.

Para se compreender o fenômeno do facto jurídico, faz-se necessário compreender a sua


gênese. E, a gênese do facto jurídico é realizada pelo e no sistema do direito positivo. Em
outras palavras: um facto somente tem relevância jurídica quando selecionado pelo sistema
do direito positivo. Tal seleção é realizada pelas unidades mínimas desse sistema de
linguagem prescritiva: as normas jurídicas. Nesse despretensioso e breve ensaio, tentaremos
trazer algumas breves notas aos ensinamentos doutrinários que têm obtido grande
influência dentre os cultores do direito público, em torno da norma jurídica.

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OBJETIVOS

Objectivo geral
 Apresentar a classificação das normas jurídicas.

Objectivo específico

 Conceitualizar a normas jurídicas e outros apertos inerentes a este;


 Descrever as características das normas jurídicas e sistemas do direito positivo;
 Destacar a classificação das normas jurídicas;
 Formular as normas jurídicas no plano da validade, existência e eficácia.

Metodologia

Este estudo baseou-se na consulta bibliográfica em varias obras que serviram como fonte
de inspiração na elaboração deste trabalho. Esta consulta fez com que releva-se mais
qualidade de informação no desenvolvimento do trabalho, interação entre colegas membros
do grupo, de uma forma minuciosa foram analisados os dados de cada elementos e apurada
as melhores informações como produto final que resultou nesse trabalho, e usou se a
internet para fazer uma reflexão condigna das várias informações.

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CAPITULO II

FUNDAMENTOS TEORICOS

Conceito de norma jurídica.


As normas jurídicas são sentidos (proposições) construídos a partir dos textos
(enunciados) do sistema do direito positivo, observada a realidade social. ALEXY, Robert
2001. As normas jurídicas não se confundem com os textos que as veiculam, sendo o
produto da interpretação dos dispositivos (enunciados) do sistema do direito positivo.
Embora os enunciados do direito positivo possam ser expressos ou implícitos, as normas
jurídicas sempre estarão na implicitude dos textos do sistema do direito positivo.

Normas jurídicas são, essencialmente, regras sociais, isso significa que a função das normas
jurídicas é disciplinar o comportamento social dos homens. Existem diversas outras
normas que também disciplinam a vida social.

As normas morais, por exemplo, se baseiam na consciência moral das pessoas, ou seja, no
conjunto de valores e princípios sobre o bem e o mal que orientam o comportamento
humano. Já as normas religiosas se baseiam na fé revelada por uma religião.

As normas morais e religiosas se aplicam à vida em sociedade, mas é preciso distingui-las


das normas jurídicas. A norma jurídica é responsável por regular a conduta do indivíduo, e
fixar enunciados sobre a organização da sociedade e do Estado, impondo aos que a ela
infringem, as penalidades previstas, e isso se dá em prol da busca do bem maior do Direito,
que é a Justiça.

Características das normas jurídicas


As normas jurídicas ou seja, a lei, possuem as seguintes características:
Bilateralidade
Essa característica tem relação com a própria estrutura da norma, pois, normalmente,
a norma é dirigida a duas partes, sendo que uma parte tem o dever jurídico, ou
seja, deverá exercer determinada conduta em favor de outra, enquanto que, essa outra, tem
o direito subjetivo, ou seja, a norma concede a possibilidade de agir diante da outra parte.
Uma parte, então, teria um direito fixado pela norma e a outra uma obrigação, decorrente
do direito que foi concedido.
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Generalidade
É a característica relacionada ao facto da norma valer para qualquer um, sem distinção de
qualquer natureza, para os indivíduos, também iguais entre si, que se encontram na mesma
situação. A norma não foi criada para um ou outro, mas para todos. Essa
característica consagra um dos princípios basilares do Direito: igualdade de todos perante
a lei.

Abstratividade

A norma não foi criada para regular uma situação concreta ocorrida, mas para
regular, de forma abstrata, abrangendo o maior número possível de casos semelhantes,
que, normalmente, ocorrem de uma forma. A norma não pode disciplinar situações
concretas, mas tão somente formular os modelos de situação, com as características
fundamentais, sem mencionar as particularidades de cada situação, pois é impossível ao
legislador prevê todas as possibilidades que podem ocorrer nas relações sociais.

Imperatividade

A norma, para ser cumprida e observada por todos, deverá ser imperativa, ou seja,
impor aos destinatários a obrigação de obedecer. Não depende da vontade dos indivíduos,
pois a norma não é conselho, mas ordem a ser seguida.

Coercibilidade

Pode ser explicada como a possibilidade do uso da força para combater aqueles que não
observam as normas. Essa força pode se dar mediante coação, que actua na esfera
psicológica, desetimulando o indivíduo de descumprir a norma, ou por sanção
(penalidade), que é o resultado do efectivo descumprimento. Pode-se dizer que a Ordem
Jurídica também estimula o cumprimento da norma, que se dá pelas sanções premiais.
Essas sanções seriam a concessão de um benefício ao indivíduo que respeitou determinada
norma.

Validade das normas jurídicas

Vigência ou validade formal é o atributo necessário para ingressar no mundo jurídico e nele
produzir efeitos e para tanto é necessário o preenchimento de todos os requisitos técnicos,
quais sejam: produzida por quem tem competência para tanto (emanada por um órgão
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competente e ter o órgão competência em razão da matéria) e com a observância do
procedimento para esse fim estabelecido (processo legislativo).

A validade matéria se refere ao conteúdo da norma jurídica em perfeita harmonia


com a Constituição ou com a norma de hierarquia superior. A eficácia se refere à
aplicação e execução da norma jurídica. Significa que a norma jurídica produz
realmente os efeitos sociais planeados. A norma é observada socialmente. A regra de
direito, então, deve ser formalmente válida e socialmente eficaz. No que se refere ao
fundamento o valor ou o fim objectivado pela regra de direito é a razão de ser da norma,
finalidade que legitima sua vigência e eficácia.

A regra jurídica deve reunir os três requisitos de validade: fundamento (valor); eficácia
social, em virtude de sua correspondência com o querer coletivo (fato) e validade formal
ou vigência, por ser emanada do poder competente, com obediência aos trâmites legais
(norma).

Norma jurídica e sistema do direito positivo


A existência da norma jurídica decorre do fundamento de existência do sistema do direito
positivo. Como bem leciona Hans Kelsen:

"Todas as normas cuja validade pode ser reconduzida a uma e mesma norma fundamental
formam um sistema de normas, uma ordem normativa. A norma fundamental é a fonte
comum da validade de todas as normas pertencentes a uma e mesma ordem normativa, o
seu fundamento de validade comum. O fato de um norma pertencer a uma determinada
ordem normativa baseia-se em que o seu último fundamento de validade é a norma
fundamental desta ordem. É a norma fundamental que constitui a unidade de uma
pluralidade de normas enquanto representa o fundamento da validade de todas as normas
pertencentes a essa ordem normativa".

O sistema do direito positivo institui necessariamente os órgãos, usualmente o


procedimento, e eventualmente o conteúdo para a produção das normas jurídicas. Na lição
de Hans Kelsen, o sistema do direito positivo é, ao mesmo tempo: i) estático, por
compreender um conjunto de normas jurídicas; e, (ii) dinâmico, ao se referir à conduta
humana regulada, ao instituir o seu próprio processo de produção e aplicação de seus

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elementos, as normas jurídicas. É justamente essa aptidão do sistema do direito positivo
que mantém a sua identidade perante os demais sistemas sociais (cf. Neves, 1994).

Hans Kelsen vê, numa "norma fundamental", o fundamento de existência do sistema do


direito positivo. Não integra a norma fundamental o sistema do direito positivo: ela
permite o conhecimento do sistema do direito positivo ao pressupor a existência do próprio
sistema do direito positivo. A norma fundamental não é uma constatação feita pela ciência
jurídica ao investigar e descrever seu objeto, mas sim um recurso metodológico para
delinear o seu foco de preocupações.

A norma fundamental não possui qualquer conteúdo. O sistema do direito positivo não
consiste, exclusivamente, num sistema estático de normas, onde a norma fundamental
pressuposta oferece tanto a existência, como o conteúdo dos elementos que integram essa
espécie de ordem normativa (mediante mera dedução lógica.

Mas ao contrário do que defende Hans Kelsen, o sistema do direito positivo não pode
assumir qualquer conteúdo. É preciso que o sistema do direito positivo seja coerente com o
modelo de direito preconizado pela sociedade. Caso contrário, o ordenamento jurídico
perde efetividade e passa a ser rejeitado globalmente por aqueles cuja conduta pretendeu
regular.

Assim, a norma fundamental estabelece o evento produtor da Constituição, demarcando o


início de todo o processo de criação e concretização do sistema do direito positivo. A partir
da Constituição, o ordenamento jurídico torna-se dinâmico - ao estabelecer como deve ser
criado e aplicado – e estático – ao vedar ou estabelecer conteúdos para as normas jurídicas
criadas ou aplicadas. Como bem leciona Hans Kelsen:

"O princípio estático e o princípio dinâmico estão reunidos numa e na mesma norma
quando a norma fundamental pressuposta se limita, segundo o princípio dinâmico, a
conferir poder a uma autoridade legisladora e esta mesma autoridade ou uma outra
por ela instituída não só estabelecem normas pelas quais delegam outras atividades
legisladoras, mas também normas pelas quais se prescreve uma determinada
conduta dos sujeitos subordinados às normas e das quais - como o particular do
geral - podem ser deduzidas normas através de uma operação lógica".

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Não cabe, nesse limitado estudo, discutir a complexa questão da legitimidade do sistema do
direito positivo. Mas para compreendê-lo, não há alternativa senão presumi-la. E, para
tanto, a teoria preconizada por Hans Kelsen mantém-se atual.

CLASSIFICAÇÃO DA NORMA JURÍDICA

Normas gerais e singulares


Dentre os critérios de distinção da norma jurídica, como:

a) o conteúdo das normas: entre normas materiais e processuais, ou entre normas de


comportamento e de organização;

b) ao modo como as normas são estabelecidas: entre normas consuetudinárias e as


legislativas;

c) aos destinatários: entre as normas primárias e secundárias;

d) a natureza e à estrutura da sociedade regulada: entre normas de direito estatal,


canônico, internacional, o autor examina o critério formal, para distinguir dos
critérios materiais, o que se relaciona exclusivamente à estrutura lógica das
proposições prescritivas;

Para desenvolver este estudo o autor se serviu de algumas distinções referentes às


proposições descritivas e às estendeu às proposições normativas:

Distinção entre proposições universais e proposições singulares ou entre normas


universais e normas singulares:

a) Universais: são proposições em que o sujeito representa uma classe composta


por vários membros. Ex.: Os homens são mortais;

b) Singulares: são aquelas em o sujeito representa um sujeito singular. Ex:


Sócrates é mortal;

Assim temos, também, na norma jurídica, a classificação em normas universais e normas


singulares. Toda a proposição prescritiva, e, portanto a norma jurídica, é formada por dois
elementos constitutivos e, portanto, imprescindíveis: o sujeito a quem a norma se dirige, ou

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seja, o destinatário e o objeto da prescrição, ou seja, a ação prescritiva. Mesmo na mais
simples das prescrições, a exemplo: “levanta-se”, distinguem-se um destinatário-sujeito e
uma acção- objeto. Segundo o autor não se pode pensar em uma proposição que não se
dirija a alguém e não regule um certo comportamento, e que na norma jurídica, também,
encontraremos estes dois elementos, ou seja, a quem ela é dirigida (destinatário-
sujeito) e qual o comportamento que ela estabelece (acção-objeto), sob a forma
singular ou plural. Desta forma tanto o destinatário quanto o objecto podem figurar em
uma proposição com sujeito universal e com sujeito singular, assim teremos não duas mais
quatro tipos de proposições jurídicas:

a) prescrições com destinatário universal:

b) prescrições com destinatário singular:

c) prescrições com ação universal: exemplo:

d) prescrições com ação singular: exemplo.

A diferença entre o primeiro e o segundo exemplo está no seguinte: o mandatário, a quem


se dirige a norma do Código Civil, não é uma pessoa determinada, mas uma classe
de pessoas, e, portanto a norma se volta simultaneamente a todos aqueles que
adentrem naquela classe. O destinatário a que se dirige o tribunal para ordenar manter o
filho é um individuo concreto, singularizado e a norma se dirige a ele e nenhum outro.

Generalidade e abstração
Uma outra distinção da norma jurídica, apontada pelo autor, é o da generalidade e

abstração, denominando-as em gerais e abstratas:

i. Normas gerais são as normas que se dirigem a uma classe de pessoas,


contrapõem-se as que têm por destinatário um indivíduo singular, chamadas normas
individuais;

ii. Normas abstratas são aquelas que regulam uma ação-tipo, ou uma classe de
acções, contrapõem-se as que regulam uma ação singular, chamadas de
normas concretas.

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Assim admitidas as normas gerais; individuais; abstratas e concretas, poderemos ter quatro
combinações, ou quatro tipos de normas jurídicas:

i. Normas gerais e abstratas: são a maior parte das leis, como as leis penais;

ii. Normas gerais e concretas: como a lei que declara mobilização geral se
volta a uma classe de cidadãos e ao mesmo tempo prescreve uma ação
singular, que uma vez cumprida, exaure a eficácia da norma;

iii. Normas individuais e abstratas: uma lei que atribui a uma determinada
pessoa um ofício, como por exemplo, o de juiz da Corte constitucional,
se dirige a um só indivíduo e lhe prescreve não uma ação singular,
mas todas aquelas que são inerentes ao exercício da função;

iv. Normas individuais e concretas: o exemplo mais comum é o


fornecido pelas sentenças do juiz;

Normas Afirmativas e Negativas


Normas afirmativas e negativas: constituem as proposições afirmativas e negativas,
onde se partindo de uma proposição, obtém-se outra com o uso variado do não. A partir
disto poderemos obter outras variações de proposições;

Normas Categóricas e Hipotéticas


i. Norma categórica: é aquela que estabelece que uma determinada acção deve
ser cumprida. Neste caso as normas podem ser formuladas sem condição.
Estas normas são categóricas, ou seja, normas cuja obediência não está submetida a
qualquer condição, pelo menos ao sujeito a quem é dirigida;

ii. Norma hipotética: é aquela que estabelece que uma determinada acção deve ser
cumprida quando se verifica uma certa condição. As normas que possuem
uma sanção podem ser formuladas por proposição hipotéticas. Ex.: “Se você não
quiser sujeitar-se à pena Y, deve cumprir a acção X”;

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AS REGRAS JURÍDICAS
As regras jurídicas são normas que qualificam os comportamentos como obrigatórios,
proibidos ou permitidos diante da ocorrência de eventos hipotéticos ou concretos nelas
descritos. São normas jurídicas que demandam a avaliação da correspondência entre a
construção conceitual dos eventos e a construção conceitual do descritor, bem como entre
elas e a finalidade que serve de supedâneo para a regra. Têm igualmente a pretensão de
oferecer todos os aspectos relevantes para tornar possível uma solução específica para o
caso concreto.

As regras podem ser gerais ou individuais.


A regra geral é aquela que descreve um evento de possível ocorrência na realidade, cuja
eclosão (e relato) determina a submissão de todos os sujeitos de direito nela envolvidos ao
determinado em seu prescritor. No prescritor a regra geral se limita a indicar os critérios
que devem estar presentes nos aspectos intrínsecos ao vínculo relacional (os sujeitos ativo e
passivo, a prestação e o objeto da prestação) que deve ser instaurado diante da configuração
do contido em seu descritor.

Já nas regras individuais, há a descrição de um evento já ocorrido na realidade social, e a


prescrição de uma relação jurídica onde há a especificação da prestação e respectivo objeto,
bem como de pelo menos um de seus termos (os sujeitos de direito), consoante a subsunção
dos elementos pessoais do caso concreto ao estabelecido pela regra geral. Em alguns casos,
as regras individuais podem se apresentar categóricas, ou seja, desprovidas de descritor.

Note-se que estamos associando a abstração à generalidade, e a concreção à


individualidade. Como bem leciona Celso Antônio Bandeira de Mello, a existência de uma
situação abstratamente tipificada pressupõe que novos sujeitos poderão sofrer a incidência
da regra que a previu, toda vez que esse evento se reproduzir na realidade. Acresça-se que
uma relação jurídica pressupõe a sua imputação a um fato concreto. Admitir uma regra que
prescreva uma relação jurídica sem indicar individualmente todos os seus elementos
constitutivos diante da descrição de um evento já consolidado no espaço e no tempo é
reconhecer a possibilidade de existência de fato jurídico sem correspondente efeito jurídico.

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As regras gerais, por sua vez, podem ser: (i) primárias; ou (ii) secundárias.
As regras primárias subdividem-se em dispositivas e sancionadoras: (i) na regra primária
dispositiva, a hipótese compreende a descrição abstrata de um ou mais eventos de possível
ocorrência na realidade, cuja constatação implica a eclosão de uma relação jurídica ou de
uma situação jurídica; (ii) já na regra primária sancionadora, há a descrição hipotética da
inobservância do dever prescrito numa regra primária dispositiva, que ensejará a restrição a
um bem jurídico ou a retirada de uma regra ou ato jurídico do sistema do direito positivo.

Na regra secundária, confere-se ao sujeito de direito o poder de pedir a tutela jurisdicional


caso haja controvérsia em torno da observância dos deveres prescritos nas regras primárias
dispositivas, ou mesmo para viabilizar a execução da sanção prevista em regra primária
sancionadora. Em alguns casos, a regra secundária pode conferir ao titular do direito
sonegado o poder de executar diretamente a sanção.

Tanto a previsão da sanção como do meio para executá-la são imprescindíveis à disciplina
jurídica da conduta, malgrado seja correta a afirmação de que a regra jurídica não necessita
da penalidade para ser identificada como elemento do sistema do direito positivo. Ou seja:
uma conduta específica somente é obrigatória, proibida ou permitida se houver uma sanção
aplicável que garanta tal atributo, mas isso não significa afirmar que a regra jurídica
primária deixa de pertencer ao ordenamento jurídico caso não esteja associada a uma regra
secundária.

As regras individuais são o fruto da aplicação das regras gerais. Aquelas regras podem
corresponder às regras primárias ou às regras secundárias, segundo o caráter lícito ou ilícito
do relatado no antecedente normativo. Enfim, correspondem à concretização das regras
jurídicas gerais.

Os princípios jurídicos
O princípio jurídico é uma norma jurídica que estabelece as diretrizes que devem ser
alcançadas com a concretização do sistema do direito positivo. Instituem o dever jurídico
de realizar os comportamentos necessários para a preservação ou realização de um estado
ideal de coisas. Esse estado ideal de coisas é composto de uma finalidade, de um valor, ou
seja, de uma preferência intersubjetivamente compartilhada. Assim o define Celso Antônio
Bandeira de Mello:
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“Princípio – já averbamos alhures – é, por definição, mandamento nuclear de um
sistema, verdadeiro alicerce dele, disposição fundamental que se irradia sobre
diferentes normas compondo-lhes o espírito e servindo de critério para sua exata
compreensão e inteligência exatamente por definir a lógica e a racionalidade do
sistema normativo, no que lhe confere a tônica e lhe dá sentido harmônico. É o
conhecimento dos princípios que preside a intelecção das diferentes partes
componentes do todo unitário que há por nome sistema jurídico positivo”.

Na interpretação do princípio jurídico, há o escopo de se avaliar a correlação entre o valor


qualificado por essa norma e os efeitos sociais da conduta a ser adotada para a tutela ou
materialização desse estado de coisas. Acresça-se, que os princípios jurídicos não oferecem
todos os elementos indispensáveis para a resolução do caso concreto, embora determine
aspectos pertinentes a uma decisão.

Para assegurar a efetividade do princípio jurídico, o sistema do direito positivo estabelece


laços entre essa norma jurídica e regras jurídicas (primárias sancionadoras e secundárias).
De qualquer modo, os princípios jurídicos demandam a aplicação das regras jurídicas para
se viabilizar a sua concretização.

Os princípios jurídicos devem ser construídos, tal como as regras jurídicas, a partir dos
enunciados normativos. É possível que haja um enunciado normativo que faça referência
expressa ao princípio jurídico, mas em considerável número de casos, o princípio jurídico é
resultado da análise de um ou mais enunciados normativos.

É certa a afirmação de que o sistema do direito positivo é operacionalmente fechado – uma


vez que a sua dinâmica é determinada pelo mesmo – mas goza de abertura cognitiva. O
sistema do direito positivo não é impermeável às expectativas normativas que eclodem na
sociedade, nem aos valores que esta cultiva e preconiza. Mas o ingresso dessas
expectativas e desses valores demanda o respeito à dinâmica imposta pelo ordenamento
jurídico.

No caso dos princípios jurídicos, a sua positivação ocorre por via da Constituição. É a
Constituição que determina os valores fundamentais que deverão orientar a dinâmica do
sistema do direito positivo. É ela que determina a absorção do que seja compatível com os
valores constitucionais.

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As normas jurídicas que positivam esses fundamentos e diretrizes constitucionais são,
justamente, os princípios jurídicos que são veiculados pela Constituição. Uma coisa é o
valor ou diretriz, outra é a norma que impõe esse valor ou diretriz.

Dentre os princípios jurídicos, há os postulados normativos. Os postulados normativos são


preceitos que estruturam a aplicação do sistema do direito positivo. São, na verdade,
normas cujo escopo é orientar a aplicação das regras e demais princípios jurídicos,
determinando os vínculos que devem ser desenvolvidos entre os elementos considerados
relevantes para a decisão no caso concreto ou hipotético. Os preceitos que regem a
hermenêutica jurídica, bem como a proporcionalidade, são bons exemplos de postulados
normativos.

Segundo Humberto Ávila o postulado normativo não impõe a promoção de um estado de


coisas, mas sim modos de raciocínio e de argumentação que devem ser observados na
aplicação dos princípios e regras jurídicas. O que impediria a sua classificação dentre os
princípios jurídicos.

Entretanto, parece-nos que os postulados normativos determinam sim um estado de coisas:


a racionalidade e a coerência na dinâmica do ordenamento jurídico. O que não deixa de
estar associado a uma finalidade onipresente em todo e qualquer sistema de direito positivo:
a segurança jurídica.

A NORMA JURÍDICA NOS PLANOS DA VALIDADE, EXISTÊNCIA E EFICÁCIA


Segundo assevera TÉRCIO SAMPAIO FERRAZ JUNIOR, a questão da validade jurídica
das normas e do próprio ordenamento jurídico é uma questão de zetética, logo, uma questão
aberta. Do ângulo dogmático, porém, é uma questão fechada, portanto, diferente, pois não
se pergunta que é validade e como se define, mas sim, busca-se identificar a validade das
normas dentro de um dado ordenamento jurídico.(

A doutrina aponta, com base em Kelsen, a existência de duas teorias que têm lugar
conforme o conhecimento jurídico-científico dirija-se às normas que devem ser aplicadas
ou aos atos de produção e aplicação, quais sejam: a teoria estática e a teoria dinâmica. Para
a primeira, o Direito afigura-se um sistema de normas, estudado em seu estado de repouso.

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As normas de direito positivo são confrontadas entre si, numa unidade coerente e
sistemática, sob o enlace dedutivo de preceitos normativos e da norma básica, mostrando o
uno (sistema) no múltiplo (pluralidade de normas).

Para a teoria dinâmica, o Direito é estudado em movimento, tendo por objeto o processo
jurídico em que é produzido e aplicado, só interessando à Ciência Jurídica os atos
de produção e aplicação do Direito, enquanto formam o conteúdo das normas jurídicas.

HANS KELSEN situa os factos e acontecimentos da vida no campo ontológico do ser, ao


passo que a norma, que empresta ao fato o caráter de ato jurídico ou antijurídico
quer significar algo que deve ser. Diz KELSEN que, "Com o termo ‘norma’, se quer
significar que algo deve ser ou acontecer, especialmente que um homem se deve
conduzir de determinada maneira".

Plano da Validade
Na visão da dogmática jurídica, uma norma, para ser válida, deve primeiramente
estar integrada no ordenamento jurídico, onde cumprir-se-ão seus processos de
formação e produção, em conformidade com as diretrizes e requisitos do próprio
ordenamento.

"Cumprido esse processo", diz TERCIO SAMPAIO FERRAZ JUNIOR, "temos


uma norma válida." (...) "Sancionada a norma legal, para que se inicie o tempo de
sua validade, ela deve ser publicada. Publicada a norma, diz-se, então, que a
norma é vigente. (...)

Vigente, portanto, é a norma válida (pertencente ao ordenamento) cuja autoridade já pode


ser considerada imunizada, sendo exigíveis os comportamentos prescritos". Mas não é
este o único sentido que se atribui à validade da norma. LUIZ ANTONIO
RIZZATTO NUNES, assevera que a validade tanto pode referir-se ao aspecto
técnico-jurídico ou formal quanto ao aspecto da legitimidade. "No primeiro caso,
fala-se de a norma jurídica ser válida quando criada segundo os critérios já
estabelecidos no sistema jurídico (...). No outro, fala-se do fundamento axiológico,
cuja incidência ética seria a condição que daria legitimidade à norma jurídica,
tornando-a válida".

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Induzem à reflexão as ponderações lançadas por REINALDO DE SOUZA COUTO
FILHO, ao dizer que no ordenamento jurídico nacional, a validade de uma norma jurídica
depende do critério adotado pelo titular do Poder Constituinte, seja originário ou derivado,
não pelo jurista que representa apenas um agente interpretador dos critérios de
validade adotados pela norma jurídica, sem qualquer poder real de criação do
Direito.

Segundo o autor, os que têm uma visão do Direito como linguagem afirmam que o jurista
tem um papel fundamental no preenchimento do conteúdo semântico de uma norma, mas,
ainda assim, o mesmo não tem o poder de criar, pois ninguém nega que o Direito,
hodiernamente, se origina basicamente do Estado. E complementa: "A validade da norma
jurídica pode ser vista como o vínculo estabelecido entre a proposição jurídica, considerada
na sua totalidade lógico-sintática e o sistema de Direito posto, de modo que ela é válida se
pertencer ao sistema, mas para pertencer a tal sistema dois aspectos devem ser observados:
a adequação aos processos anteriormente estabelecidos para a criação da proposição
jurídica (exceto no caso da recepção pela Constituição) e a competência constitucional do
órgão criador. Por isso, o jurista não tem o condão de criar uma norma jurídica válida."

No mesmo diapasão, que vincula a validade da norma à condição de emanar de


uma autoridade superior e mediante o processo legislativo próprio, é o ensinamento de
MIGUEL REALE, quando afirma: "Para empregarmos uma expressão popular, densa de
significado, a primeira impressão que nos dá a lei é de algo feito ‘para valer’, isto é, de uma
ordem ou comando emanado de uma autoridade superior."

Plano da Existência ou Vigência


Segundo KELSEN, "com a palavra ‘vigência’ designamos a existência específica de uma
norma. Quando descrevemos o sentido ou o significado de um ato normativo dizemos que,
com o ato em questão, uma qualquer conduta humana é preceituada, ordenada, prescrita,
exigida, proibida; ou então consentida, permitida ou facultada. Se, como acima
propusemos, empregarmos a palavra ‘dever ser’ num sentido que abranja todas estas
significações, podemos exprimir a vigência (validade) de uma norma dizendo que
certa coisa deve ou não deve ser, deve ou não ser feita."
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Há outras considerações importantes lançadas pelo notável autor alemão, para
explicitar que a existência de uma norma positiva torna-se autônoma e independente em
relação à existência da vontade que a criou, afirmando KELSEN que, em verdade, quando
a norma entra em vigor, o ato de vontade de seu instituidor já deixou de existir.(36)
A norma, portanto, expressa sua força e impõe a conduta, mesmo que seu instituidor já não
queira que isso ocorra e continua valendo mesmo quando este já não mais figure no rol dos
vivos.

A propósito, segundo KARL LARENZ, "a teoria ‘objectivista’ da interpretação afirma não
apenas que a lei, uma vez promulgada pode, como qualquer palavra dita ou escrita, ter para
outros uma significação em que não pensava o seu autor – o que seria um truísmo -, mas
ainda que o juridicamente decisivo é, em lugar do que pensou o autor da lei, uma
significação ‘objectiva’, independente dele e imanente à mesma lei. Com o que se sustenta,
antes de tudo, que há uma oposição fundamental entre a interpretação jurídica e a histórico-
filosófica. Enquanto esta procura descobrir nas palavras o sentido que o autor lhes ligou, o
fim da interpretação jurídica será patentear o sentido racional da lei olhada como
um ‘organismo espiritual’, no dizer de Kohler. As opiniões e intenções subjectivas
do legislador, dos redactores da lei ou das pessoas singulares que intervieram na
legislação, não têm relevo; a lei é ‘mais racional’ do que o seu autor e, uma vez vigente,
vale por si só."

Para PAULO DE BARROS CARVALHO, "Viger é ter força para disciplinar, para reger,
cumprindo a norma seus objetivos finais. A vigência é propriedade das regras jurídicas que
estão prontas para propagar efeitos, tão logo aconteçam, no mundo fático, os eventos que
elas descrevem. Há normas que existem e que, por conseguinte, são válidas no sistema, mas
não dispõem dessa aptidão. A despeito de ocorrerem os fatos previstos em sua hipótese, não
se desencadeiam as conseqüências estipuladas no mandamento. Dizemos que tais
regras não têm vigor, seja porque já o perderam, seja porque ainda não o
adquiriram."

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Plano da Eficácia
Quando falamos em eficácia da norma, devemos tomar a expressão em dois sentidos, que
são a eficácia social e a eficácia jurídica.

A eficácia social, segundo JOSÉ AFONSO DA SILVA, "designa uma efetiva


conduta acorde com a prevista pela norma; refere-se ao fato de que a norma é realmente
obedecida e aplicada; nesse sentido, a eficácia da norma diz respeito, como diz Kelsen, ao
‘fato real de que ela é efetivamente aplicada e seguida, da circunstância de uma
conduta humana conforme à norma se verificar na ordem dos fatos’. É o que
tecnicamente se chama efetividade da norma. Eficácia é a capacidade de atingir
objetivos previamente fixados como metas."

Tratando-se de normas jurídicas, complementa o autor, a eficácia consiste na capacidade de


atingir os objetivos nela traduzidos, que vêm a ser, em última análise, realizar os ditames
jurídicos objetivados pelo legislador. Por isso é que se diz que a eficácia jurídica da norma
designa a qualidade de produzir em maior ou menor grau, efeitos jurídicos, ao
regular, desde logo, as situações, relações e comportamentos de que cogita; nesse sentido, a
eficácia diz respeito à aplicabilidade, exigibilidade ou executoriedade da norma, como
possibilidade de sua aplicação jurídica.

MARIA HELENA DINIZ aponta a seguinte distinção: "Como se vê, a eficácia é


condição da validade. A eficácia de uma norma consiste em que esta é, em geral,
efetivamente cumprida e, se não cumprida, é aplicada. A validade consiste em que a norma
deve ser cumprida, ou, se não o for, deve ser aplicada. Assim, se uma norma proíbe matar
animal de uma certa espécie, ao ligar a tal matar uma pena como sanção, perderia
sua validade se aquela espécie de animal desaparecesse e, por conseguinte, não fosse
possível nem o cumprimento nem a aplicação da norma jurídica."

Vigência, validade e eficácia, portanto, podem até interagir no que diz respeito à norma,
mas constituem qualidades distintas da mesma e não precisam necessariamente
coexistir em todas as hipóteses.

Contra esta assertiva insurge-se FERRAZ JUNIOR, para quem a ineficácia de uma norma,
faltando-lhe o mínimo de eficácia a que se refere Kelsen, nem assim deixaria de ser válida,
posto que a norma editada validamente entrou para o ordenamento jurídico, ainda
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que nunca tenha produzido efeitos. Lembra, ainda, que a eficácia social ou efetividade de
uma norma não se confunde com sua observância, já que há normas que nunca são
obedecidas e mesmo assim guardam relevância social. As que não são observadas por longo
tempo caem no desuso, podendo falar-se na perda de seu sentido normativo, mas não da
validade.

A eficácia, no sentido jurídico, diz respeito com a capacidade da norma de produzir efeitos.
Essa capacidade possui uma larga faixa de incidência, podendo ser total ou parcial e, ainda,
cabendo falar-se em normas que são apropriadas a produzir efeitos mais ou menos intensos
e relevantes.

Em sede de Direito Constitucional, costuma-se dizer que a eficácia social precede a eficácia
jurídica, pois uma constituição que não atende aos anseios de seu povo e não
merece observância jamais chega a ser respeitada como uma Lei Maior.

No campo das legislações ordinárias, entretanto, ocorre o inverso, a nosso ver. Só


após integrar o ordenamento jurídico e tornar-se apta a produzir efeitos, logo, dotada
de validade, vigência e eficácia, é que uma lei poderá passar pelo crivo da observância
social, para ter eficácia social. Neste caso, a eficácia jurídica é que precede à social.

Finalmente, a eficácia de uma norma pode ainda sofrer limitações ou mesmo depender de
outra norma para se realizar. É o caso das normas de eficácia limitada ou de
eficácia contida, que a despeito de erigirem previsão de conduta, asseveram que
determinado conceito ou fator será ditado por norma complementar, ou nos termos da lei,
quando a lei ainda não foi editada.

Obviamente, por estar umbilicalmente dependente da validade, qualquer fator externo que
alcance a norma para invalidá-la ou obstar seus efeitos, total ou parcialmente, como ocorre
nos casos de revogação, declaração de inconstitucionalidade ou suspensão de efeitos por
liminar dotada de amplitude erga omnes, atingirá na mesma intensidade a sua
eficácia.

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CAPITULO III

CONCLUSÃO
Em conclusao, importa salientar que, a atividade dos operadores do direito positivo tem
como ponto de partida os enunciados dos textos normativos, e caminha entre os valores e
eventos sociais, com o escopo de oferecer ou impor uma decisão para uma sociedade cada
vez mais complexa e exigente.

É inegável que, na práxis jurídica, não raras vezes opta-se (ou sugere-se) por uma solução
para o caso concreto, independentemente de qualquer consideração aos princípios e regras
do sistema do direito positivo. Todavia, ainda nessa hipótese, o ordenamento jurídico
demanda do agente que o mesmo trace – mediante as normas jurídicas – as linhas que
justificam a legitimidade da decisão, diante da realidade social e dos valores que galgaram
a tutela estatal. Pode-se até afirmar que o direito não se reduz à norma jurídica. Mas sem
norma jurídica, não há qualquer direito.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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