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AMASIADOS: QUAL A POSIÇÃO DA IGREJA?

IMPLICAÇÕES ECLESIÁSTICAS QUANTO A RECEPÇÃO DE PESSOAS AMASIADAS


NA MEMBRESIA DA IGREJA

Textos bíblicos: Efésios 5.22-33; 2º Coríntios 11.2; João 4.16-18; Filipenses 4.8

Com o afrouxamento do casamento, tornou-se comum a união conjugal sem um


ato formal. Com isso, surge uma tendência das nossas igrejas se adaptarem à situação,
principalmente porque outras Igrejas modernas já se adaptaram, aceitando
naturalmente, pessoas amasiadas como participantes efetivos de sua membresia.

O assunto tem sido pouco estudado entre nós. A Ordem dos Pastores do Brasil,
secção de São Paulo e Rio de Janeiro, não possuem nenhum trabalho sobre o assunto.
Para firmarmos uma posição sobre este assunto, teremos que tentar responder certas
perguntas fundamentais como:

1 - O que é casamento?

2 - Que tipo de casamento a bíblia aprova?

3 - Que tipo de exigências as igrejas do Novo Testamento faziam para a membresia?

Na consideração deste assunto, teremos que partir, antes de mais nada, para
uma breve recapitulação histórica do casamento, tanto na história profana, como no
Velho e no Novo Testamento.

O Casamento na História das Civilizações - Um breve passeio pela história


profana mostra que o assunto não é bem definido. Will Durant, um historiador ateu, mas
considerado pelos críticos um dos mais imparciais em termos de história e
documentário, começa seu relato dizendo que “casamento é a associação do macho
e da fêmea para fins de proliferação”. E diz mais à frente que quem inventou o
casamento foram os animais (História da Civilização, Will Durant, Vol. I - pág. 41/42).

Will Durant, naturalmente, não crê na Bíblia e não aceita a idéia original do
casamento, que foi instituído por Deus com toda a exuberância que o ato merece. E, na
verdade, os animais “descobriram” e não inventaram - não o casamento, mas
o “acasalamento”. Aliás, acasalamento é o que muitos seres humanos estão fazendo
hoje.

No seu relato, Will Durant traz algumas informações interessantes: Em Futuna e


Havaí, a maior parte dos nativos não se casavam pelo menos no tempo deste
historiador. Os Lubus, juntavam-se indiscriminadamente sem qualquer concepção de
casamento. Certas tribos de Bornéu, são sexualmente livres como os pássaros. Na
primitiva Rússia, os homens se utilizavam das mulheres sem qualquer distinção e
nenhuma mulher tinha um macho fixo. Os pigmeus africanos não conheciam o
casamento, e seguiam simplesmente seu instinto. Um bloco de informações de Durant
vale a pena citar na íntegra: “Uma variedade de uniões experimentais veio substituir a
ligação indeterminada. Entre os nativos de Orang-Sakai a moça ficava algum tempo
com cada homem da tribo, passando de um para outro até voltar ao primeiro. Entre os
Iacutos da Sibéria, os botocudos da América do Sul, as classes baixas do Tibé e outros
povos, o casamento era completamente experimental, e rompia-se por vontade de
qualquer dos cônjuges, sem que fossem precisas justificações”. Entre os Damaras,
segundo Francis Galton, “a esposa era trocada semanalmente”. Nos bailes a “mulher
passava de homem a homem, e por sua própria vontade deixava um marido por outro.
Jovens, ainda meninas de pouco mais de 10 anos, tinham, muitas vezes, quatro ou
cinco maridos, e todos ainda vivos”.

A palavra original para casamento do Havaí significa experiência. Nos taitianos,


há um século, quando não havia filhos, as uniões eram livres e dissolúveis à vontade; e
se vinha prole, os pais ou a destruíam sem nenhuma condenação social, ou criavam-na
e ficavam morando juntos; o homem comprometia-se a sustentar a mulher em troca dos
trabalhos de mãe que ela iria ter" (Ob. Cit., vol. I, p. 42).

Will Durant entende que o quê fez os seres humanos deixarem a poligamia e
organizarem mais o ato do casamento foi o fator econômico. Foi ficando difícil a um
homem sustentar várias mulheres e todas as implicações desse tipo de união. Também
foram surgindo problemas de propriedade e herança, com a melhora dos valores sociais
do mundo. Isto levou os seres humanos a adotarem uma só mulher e procurar
desenvolver com ela todo o empreendimento da família.

LUZES DA IDADE MEDIEVAL E DA RENASCENÇA

Um trabalho de 18 páginas preparado por Kirsti S. Thomas, de Seatle, e


publicado na Internet, traz interessantes informações sobre o casamento,
principalmente de suas formalidades.

Dentre outras, anotamos as seguintes idéias, em resumo: Apesar de tratar do


casamento na idade Média e Renascença, ele começa por dar a mais clássica definição
de casamento. Ele começa por perguntar: O que faz um casamento ser casamento ou,
o que faz uma união ser casamento (isto é, que ação um casal precisa demonstrar para
que a sociedade os reconheça como marido e mulher).
E então anota a definição do New Shorter Oxford Dictionary:

“Legalmente reconhecida a união pessoal realizada por um homem e uma mulher, com
a intenção de viver junto e ter relação sexual, e implicando propriedade e direitos de
herança”.
O historiador francês Georges Duby, diz: “Casamento, o que é necessário que
seja aberto, público, e cerimonial... está no centro do todo sistema de valores, na junção
entre o material e o espiritual. Ele regula a transmissão de riquezas de uma geração
para outra... porque casamento também regula atividade sexual para procriação, ele
pertence ao reino do que é profano e do que é sagrado” (The Knight).

De um lado, casamento é secular porque envolve transferência de propriedade.


Por outro lado, é sagrado porque pode resultar em procriação, e porque os laços entre
marido e mulher espelham os laços entre o ser humano e o divino.

Em termos cristãos, a relação marido/mulher é análogo à relação entre Cristo e


a Igreja. A dupla natureza sagrada/secular tem um impacto definido no desenvolvimento
da filosofia e dos costumes do casamento.

Os diversos segmentos dessa época, que gravitavam entre casamento com a


intervenção Igreja, com a presença de um sacerdote, e entre o casamento como um ato
público sem a intervenção da Igreja marcam ponto no século XVII, com a opinião de
John Donne, em 1621, que dizia: “Sendo o casamento é um contrato civil, ele tem
que ser público, e deve ter testemunho de homens. Sendo um contrato religioso,
ele tem que ter a bênção do sacerdote” (Kirsti S. Thomas, não publicado).

O passo mais decisivo para o casamento civil veio com a Reforma Protestante,
principalmente com a influência de Martinho Lutero. Ele dizia: “Regulamento do
casamento é da alçada da autoridade civil e não da Igreja” (ob. Cit.). Mas ele
concordava que a Igreja poderia dar bênção a quem se casasse dentro do rito
básico (1529).

Nota-se, portanto, que o casamento na história só começou a atingir o ideal


quando veio o expediente civil, para que fosse devidamente oficializado e reconhecido
pela sociedade. Dizemos: “começou”, porque, ao lado da oficialização para
reconhecimento e garantir direitos e deveres, deve haver o fator espiritual, isto é, o
modelo do Éden, com a presença de Deus.

O CASAMENTO NO VELHO TESTAMENTO - O que temos no Gênesis a respeito do


primeiro casamento é algo de mais elevado. Deus instituiu o casamento e realizou,
pessoalmente, a primeira cerimônia. Como não havia ainda sociedade além de Adão e
Eva, o fator civil era desnecessário. Mesmo assim, o ato foi público, isto é, aberto.
Depois que o homem se afastou do Éden e da presença de Deus, o casamento, bem
assim outros valores do ser humano, retrocederam e tiveram que recomeçar por sua
própria conta.

A fonte que temos sobre o assunto é o Velho Testamento que, no entanto, não
nos dá detalhes sobre muita coisa do casamento. Dentre outras, colhemos as seguintes
informações:
- Os pais cuidavam do casamento dos filhos: Gênesis 24; Juízes 14.1-4.

- O casamento se dava freqüentemente dentro da mesma família: Êxodo 34.12-15;


Deuteronômio 7.3,4.

- Em certa fase, persistiu a prática da captura da esposa pelo homem, principalmente


durante a guerra: Deuteronômio 21.10

- Mais tarde, a compra da esposa e o dote: Êxodo 22.16; Deuteronômio 22.29.

- Era usual também, dar a filha mais velha primeiro, e a mais nova depois, mesmo
pagando por ambas: Gênesis 29.26.

Não se encontra, no Velho Testamento, nenhum detalhe sobre o ato legal e


formal do casamento. Infere-se que a legalização dava-se pela publicidade do ato e
pelo testemunho.

No caso do testemunho, vemos que Boaz, para formalizar o seu casamento com
Rute, fez publicamente diante de anciãos do povo, e tomou 10 homens como
testemunha do fato (Rute 4.1-12). O ato de trocar os sapatos era o costume da época
dos Juizes (4.7).

Em geral, era o ato público que legalizava ou oficializava o casamento, para que
fosse reconhecido:

- Uma festa na casa da noiva (Gênesis 24; Juizes 14);

- Acompanhamento da noiva até à casa do noivo, com cantos e regozijos (Jeremias


7.34; 16.9, 25.10)

A noiva era escoltada por moças virgens até a câmara nupcial. Em alguns
casos, o acompanhamento levava tochas ou lâmpadas, com ramos de murta e
grinaldas de flores. Este costume parecia perdurar nos dias de Jesus, daí sua parábola
das 10 virgens (Ver Owen C. Whitehouse - Costumes Orientais - Antigüidades Bíblicas).

Naturalmente, escribas do Rei de tempos em tempos anotavam dados das


famílias, pois se primava pelas genealogias. No Velho Testamento, como se pode notar,
tolerava-se a bigamia. Inicialmente, um homem podia ter várias esposas no mesmo pé
de igualdade, havendo apenas diferença de preferência do marido. Mais tarde, surgiu a
figura da esposa principal e da secundária, chamada concubina, como era o caso de
Abraão, de Davi, de Salomão e outros.

O CASAMENTO NO NOVO TESTAMENTO - No Novo Testamento, no que se refere


aos cristãos judeus, os costumes eram os mesmos dos últimos tempos do Velho
Testamento. A parábola das dez virgens contada por Jesus mostra isto (Mateus 25).
As alegorias pintadas por João no Apocalipse, reforçam esta idéia. Em virtude
do surgimento da Sinagoga durante o cativeiro babilônico, o Rabino passou a participar
dos cerimoniais.

Entre os gentios, os costumes de casamento variavam muito de acordo com as


religiões pagãs.

Não há nada específico no NOVO TESTAMENTO a respeito das exigências da


Igreja sobre as formalidades do casamento. Ele trata sempre o casamento como fato
existente e consumado. Há restrições sobre casamento misto (jugo desigual – 2º
Coríntios 6.14-18), mas se o marido tem mulher descrente ou vice-versa, um é
santificado pelo outro (1º Coríntios 7.12-15).

A ÊNFASE É A MONOGAMIA - um só marido, uma só mulher - O que estamos


buscando, para nossas aplicações ao tema proposto, é a formalidade do casamento e
sua validade para a sociedade e, conseqüentemente para a Igreja. Isto é, o que é,
realmente, um casamento devidamente oficializado e reconhecido por todos.

O CASAMENTO NO BRASIL - No Brasil, por causa de Portugal, país católico, o


casamento, inicialmente, era apenas religioso, com rito católico. Era o que valia. A
Constituição de 25 de março de 1824, ainda do tempo do Império, reforçou a questão
declarando, no seu Art. 5º, que a religião oficial do País era a Católica. Mais tarde
surgiu o decreto nº. 181, de 14 de janeiro de 1890, que regulamentou o casamento civil.
Daí para frente, quem casa no Brasil é o Estado. Muito mais tarde, surgiu a lei que
faculta a celebração do casamento religioso com validade civil. Na verdade, aproveita-
se apenas a oportunidade e a burocracia para que o ato civil seja oficializado. Mas a
Igreja continua não fazendo casamento. O que a Igreja faz é uma cerimônia religiosa,
com aconselhamento e impetração de bênção para os noivos.

O Problema do CASAL AMASIADO de alguns anos para cá, começou a se


formar uma jurisprudência no Brasil, dando certos direitos a concubinas, isto é, uma
segunda mulher de certos maridos: tais como pensão alimentícia, indenizações e até
heranças.

Atualmente, até namorados de muitos anos, quando terminam por culpa de um


deles, há direitos a reclamar e a lei brasileira tem amparo para tais questionamentos.
Daí passou-se à figura do AMÁSIO, cujo termo técnico é “União Estável” que é o casal
que vive maritalmente, sem casamento formal.
A Lei 9.258 de 10 de maio de 1996 reconhece, para vários fins, a chamada “União
Estável”, que se caracteriza por uma convivência duradoura, pública e contínua de um
homem e uma mulher, estabelecida com o objetivo de casamento. Neste caso, a dita
união não é reconhecida como casamento. O que a lei reconhece são os direitos
advindos dessa união. Parece que é este o caso em questão.
PRELIMINARES DE APLICAÇÃO AO PROBLEMA

Temos até aqui trabalhado nos conceitos, para que tenhamos uma idéia sobre a
natureza do casamento e da chamada “união estável” ou de amasiados.

Para ficarmos prontos para uma aplicação ao caso, temos que considerar agora a
natureza da Igreja, da sua membresia e das condições para que alguém se ligue à
igreja. Nestas considerações, por falta de instruções específicas na Bíblia,
principalmente no Novo Testamento, temos que jogar também com o que chamamos:
Ética Cristã.

A Natureza da Igreja de Cristo e a Ética Cristã - Sem entrar em considerações mais


profundas, podemos começar dizendo que a Igreja de Cristo é de natureza espiritual.
Ela trabalha, antes de mais nada com valores e objetivos espirituais e eternos, pois é a
agência do Reino de Deus na terra, enquanto Cristo não volta.

Como, no entanto, está trabalhando no mundo, ela deve estabelecer para si


normas de conduta diante da sociedade. Quando Jesus disse que: “a nossa luz deve
resplandecer diante dos homens, para que vejam as nossas boas obras e glorifiquem
ao nosso Pai que está nos Céus” (Mateus 5.13-16), ele estava dizendo que a Igreja
deveria projetar um testemunho aceitável, louvável. A idéia do sal da terra e da luz do
mundo, por outro lado, mostra que a Igreja deve formar normas corretas e padrões
dignos. Uma das figuras do sal é que ele conserva. Ele conserva uma massa para que
não se corrompa.

A Igreja deve ter um padrão de comportamento tal que preserve a sociedade. O


fato de tanta corrupção no nosso mundo é devido, em parte, à falta de testemunho
objetivo e determinante das Igrejas do Senhor. Também o sal tempera e dá sabor. A
idéia é que a Igreja promove o equilíbrio do comportamento da sociedade.

Em outras palavras, a ética que a Igreja dita para o mundo é aquela que brota
de vidas transformadas por Cristo e que segue o caminho dos objetivos ideais do ser
humano, como ensinados por Cristo.

Não é como definem os filósofos, a formação de normas aprovadas por uma


sociedade, pois a sociedade corrompida, dominada pelas leis do pecado, estabelece
normas também corrompidas. É o que acontece nos nossos dias, em que tudo é
permitido: uniões ilícitas, casamento de homossexuais, jogos de azar, sexo antes do
casamento, adolescentes dormindo juntos na casa do namorado, e outros costumes
que estão sendo aprovados pela atual sociedade.

A Igreja e a Obediência às Leis - O Novo Testamento, mesmo a despeito de tanta


perseguição enfrentada pelos cristãos, aconselha a obediência às autoridades
constituídas, chegando a dizer que elas são estabelecidas por Deus (Romanos 13.1-7;
Tito 3.1; 1º Pedro 2.11-17). Na verdade, nem sempre a lei está de acordo com a
moralidade cristã. É o caso de jogos de azar, por exemplo, que são aprovados pela lei,
mas que não pode ser aprovado pela ética cristã.

É por isso que Paulo, ao mesmo tempo em que recomendava a obediência às


autoridades, dizia que: “todas as coisas lhe eram lícitas (legais, permitidas), mas nem
todas lhe convinham” (1º Coríntios 6.12-13). No entanto, aquilo que a lei não estabelece
como moral ou ético para a sociedade, a Igreja não deve fazer. É o caso da “união
estável”, que refoge aos princípios do direito.

- Como Funcionava a membresia da Igreja do Novo Testamento: - a primeira menção


de membros de uma Igreja, vem logo depois do Pentecostes, em que quase 3 mil
pessoas foram batizadas e “agregaram-se”, isto é, foram ligados numa Igreja -
formaram a Igreja. O texto não esclarece qualquer outro expediente eclesiástico.
Apenas foram batizados os que de bom grado receberam a mensagem de Pedro e
creram no seu conteúdo, que incluía arrependimento e aceitação de Cristo, como Filho
de Deus.

Na verdade, no Novo Testamento, não temos nenhuma regra específica, além


dessa, para que alguém se torne membro da Igreja. Naturalmente, a proporção em que
as coisas foram ficando mais complexas, foram se multiplicando os grupos, as heresias;
tornou-se necessário certo cuidado em receber pessoas, até chegarmos a critérios
modernos.

A respeito de casamento, por exemplo, não aparece nenhuma instrução no


Novo Testamento. Subentende-se que, tratando-se de uma comunidade judaica, todos
os primeiros batizados eram regularmente casados, de acordo com os costumes de
Israel. Entende-se, no entanto, que para tornar-se cristão era necessário cessar do
pecado, e alguém que não estava regularmente casado, estava ainda em pecado, quer
seja da fornicação ou do adultério.

O apóstolo Paulo lança bastante luz sobre a natureza da membresia da Igreja,


quando diz: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho
preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo”
(2º Coríntios 11.2). A figura da virgem preparada para o marido é a mesma para as
formalidades do casamento dos dias do Novo Testamento. O que mostra que a Igreja
deveria estar envolvida com pessoas que estavam vivendo uma vida conjugal pura e
autêntica.

Outra vez é o apóstolo Paulo que nos lança mais luz. Em Efésios 5.22-33,
falando do relacionamento entre Cristo e a Igreja, ele usa a figura do relacionamento do
marido com a esposa. A figura usada, é óbvio, é de um casamento legítimo. Jesus,
quando falou com a mulher Samaritana, revela detalhes maravilhosos do assunto. Em
João 4.16, Ele manda a mulher chamar seu marido. Ela, sinceramente, diz-lhe que não
tem marido. Mas Jesus que tudo sabe, revela que ela teve 5 maridos (talvez tenha se
divorciado 5 vezes), e o marido que tinha agora (vers.17,18) não era dela.
O fato de a mulher dizer que não tinha marido e de Jesus dizer que o que ela
tem não é dela, mostra que ela era divorciada de 5 maridos e vivia maritalmente com
um atualmente, mas este, Jesus não considerava marido. E, pelo que parece, a mulher
na sua sinceridade também não o considerava marido. Portanto, a situação marital da
mulher era pecaminosa, por isso que ela precisava de Jesus. Tudo isto nos leva a crer
que a Igreja do Novo Testamento só aceitava na sua membresia, as pessoas
regularmente casadas.

CRITÉRIOS DE DECISÕES SOBRE O ASSUNTO

No caso da União Estável ou de amasiados, há duas situações:

A) QUANDO OS CÔNJUGES SÃO LIVRES E DESIMPEDIDOS – Neste caso,


para ligar-se à igreja, podem perfeitamente formalizar o casamento.

B) QUANDO UM OU OS DOIS AINDA SÃO CASADOS COM OUTRO


CÔNJUGE – Aí há o adultério. No caso, o cônjuge ou ambos devem provocar o
divórcio, que é o expediente legal, para que possam outra vez se casar. A igreja deve
esperar que o procedimento se cumpra. É evidente que surgem problemas de custos do
procedimento do divórcio e do casamento, mas vale a pena esperar. Se a Igreja aceita
o divórcio como um expediente válido, não há maiores problemas para resolver o
problema da "união estável". Evidentemente, o divórcio é outro problema a ser estudado
em outra oportunidade.

O Casamento Formal Reconhecido - é uma conquista da sociedade e dos padrões


elevados para o ser humano, por causa das suas implicações sociais e jurídicas, o que
interessa à Igreja. Portanto, a Igreja deve valorizá-lo e dignificá-lo. A lição de Filipenses
4.8, ensina que a Igreja deve primar pelo que é puro, para o que é de boa fama, para
que outros sigam o seu exemplo. Este é um fator educativo. Se ela faz o que é errado,
incentiva tanto para a sua comunidade como para a sociedade a mesma prática.

O Poder da Igreja de Ligar e Desligar - O texto de Mateus 16.18, cuja melhor tradução
é: “tudo o que ligares na terra, terá sido ligado”, e “tudo o que desligares, terá sido
desligado”, pode favorecer certas decisões não especificadas pela Bíblia. Neste caso,
uma Igreja pode tomar a decisão de aceitar um casal amasiado e isto será feito. Só que
a Igreja deve estar cônscia de que a decisão foi tomada primeiramente por Deus. Do
contrário, a Igreja estará agindo a sua revelia, na carne e não no Espírito.

Foi assim que começaram os grandes desvios do cristianismo que culminaram


com o surgimento da Igreja Católica e todos os seus erros doutrinários. Os conceitos de
Paulo em Efésios 5.22-33 e 2º Coríntios 11.2, e o de Jesus em João 4.16-18, já
expostos acima, são bastante fortes e convincentes. Eles nos dão bastante luz sobre
como agir, pois fica claro que só se considera, em relação à Igreja, o casamento
legítimo.

O Dr. A T. Maston no seu livro (Certo ou Errado, Juerp, Rio de Janeiro),


apresenta alguns jogos de teste que muito nos ajudam a tomar decisões em casos em
que a Bíblia não traz orientação específica.

TRAGO AQUI ALGUMAS ADAPTAÇÕES DAQUELAS IDÉIAS:

O TESTE DOS TRÊS EFEITOS – Neste caso, procura-se averiguar que tipo de efeito a
nossa decisão var provocar:

EFEITO SOBRE NÓS – Pergunta-se: de que maneira esta decisão vai afetar a
vida de nossa igreja? Vai melhorar o padrão das famílias? A juventude vai ficar mais
propensa a não se casar legalmente ou não? Se a resposta for negativa, é provável que
a decisão não seja recomendável.

EFEITO SOBRE OS OUTROS – Pergunta: de que maneira esta decisão vai


afetar as outras Igrejas? Se elas tomarem nosso exemplo como padrão, isso vai
melhorar o nível de vida espiritual das famílias e das igrejas? Se a resposta for
negativa, não é recomendável assumi-la.

EFEITO SOBRE A CASA DE DEUS – De que maneira esta decisão vai afetar a
casa de Deus, a boa fama do Evangelho, o próprio caráter de Deus? Se a resposta for
negativa, é provável que a decisão seja desaconselhável.

OS TRÊS TESTES – Aqui temos outros caminhos de averiguação:

O TESTE DO SEGREDO – Raciocínio: Isto que vamos fazer pode ser feito
abertamente, todos devem tomar conhecimento sem problema de reprovação, ou
devemos fazer veladamente, para que ninguém venha tomar conhecimento do fato. Se
a resposta for negativa, é melhor que não se realize.

O TESTE DA UNIVERSALIDADE – Isto que vamos fazer, seria bom que todas
as Igrejas o fizessem? Ou somente a nossa Igreja vai fazer numa circunstância
especial? Se a resposta for negativa, é melhor não fazer.

O TESTE DA ORAÇÃO – Podemos orar agradecendo a Deus pelo fato de


estarmos recebendo uma família que não é casada formalmente, cujo casamento não é
reconhecido oficialmente? Se a resposta for negativa, é melhor não fazer.
O TEXTE DAS TRÊS FONTES E LUZ

A LUZ QUE VEM DE DENTRO – É a luz da consciência cristã, formada pela


presença do Espírito Santo na vida de cada crente e da Igreja. Se a decisão não dá paz
interior a todos os membros da Igreja; se não há um "sinal verde" geral da Igreja, é
melhor não assumir.

A LUZ QUE VEM DE FORA – Neste caso, perguntamos a outros crentes, a


outros obreiros, a outras Igrejas, o que fariam. Muitas vezes, as experiências de outrem,
ajudam-nos a tomar uma decisão mais acertada.

A LUZ QUE VEM DE CIMA – É a consulta a Deus. Neste caso, temos que orar a
Deus, perguntando sinceramente o que Ele quer que seja feito. Deus dará a resposta
de alguma maneira, e a convicção virá a todos. É bom notar que, segundo o Novo
Testamento, a despeito de adotarmos o regime democrático, a melhor decisão que
demonstra inequivocamente a vontade do Espírito Santo, é o da unanimidade. Se não
há unanimidade, não se devem assumir certas decisões controvertidas.

CONCLUSÕES

Poderá haver um caso ou outro, muito especial, que a Igreja deverá analisar e
aceitar a dita “união estável”. Neste caso, vale a decisão unânime de uma Igreja
autônoma.

Exemplo: No meu tempo de jovem, havia um casal amasiado com 50 anos de


vida conjugal. Um deles era impedido porque casado, com cônjuge ainda vivo. A
distância era grande. Ao tempo, não havia divórcio, mas apenas desquite, que não
desfazia o vínculo do casamento. Um caso deste, eu não teria dúvida em levar a Igreja
a aceitar, não como regra, mas como exceção.

Como hoje, muitos casais, por razões de direitos hereditários, não estão se
casando civilmente, mas apenas fazendo um contrato de convivência conjugal, seria
muito temerário uma igreja entrar indiscriminadamente na aceitação de tais uniões.

Com base nas considerações que vimos de fundamentar, cremos que não vale
a pena entrar por este caminho. O apóstolo João, no Apocalipse 21.2,9, fala da NOIVA
DO CORDEIRO. A menção é de casamento legítimo e santo. Cremos que a Igreja do
Senhor Jesus deve primar por ter na sua membresia pessoas oficialmente casado.

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