INTENCIONALMENTE EM BRANCO
EB60-MT-23.401
MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO E CULTURA DO EXÉRCITO
MANUAL TÉCNICO
OPERAÇÃO DO RADAR SABER M60
1ª Edição
2016
INTENCIONALMENTE EM BRANCO
PORTARIA Nr 22 - DECEx, de 11 de fevereiro de 2016.
Aprova o Manual Técnico Operação do Radar
SABER M60 (EB60-MT-23.401), 1ª Edição, 2016
e dá outras providências.
O CHEFE DO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO E CULTURA DO EXÉRCITO, no
uso da delegação de competência conferida pelo Art 44 das Instruções Gerais para as
Publicações Padronizadas do Exército (EB10-IG-01.002), aprovadas pela Portaria do
Comandante do Exército Nr 770, de 7 de dezembro de 2011, resolve:
Art 1º Aprovar o Manual Técnico Operação do Radar SABER M60 (EB60-MT-23.401),
1ª Edição, 2016, que com esta baixa.
Art 2º Estabelecer que esta Portaria entre em vigor na data de sua publicação.
Gen Ex JOÃO CAMILO PIRES DE CAMPOS
Chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército
Publicada no Boletim do Exército Nr 7, de 19 de fevereiro de 2016
INTENCIONALMENTE EM BRANCO
FOLHA REGISTRO DE MODIFICAÇÕES (FRM)
NÚMERO ATO DE PÁGINAS
DATA
DE ORDEM APROVAÇÃO AFETADAS
INTENCIONALMENTE EM BRANCO
ÍNDICE DE ASSUNTOS
CAPÍTULO I – APRESENTAÇÃO DO RADAR SABER M60
1.1 Apresentação.......................................................................................................................................... 1-1
1.2 Dados técnicos do material..................................................................................................................... 1-2
CAPÍTULO II – COMPONENTES DO SISTEMA
2.1 Generalidades......................................................................................................................................... 2-1
2.2 Quadripé.................................................................................................................................................. 2-1
2.3 Módulo de Distribuição de Energia.......................................................................................................... 2-2
2.4 Gerador................................................................................................................................................... 2-4
2.5 Pedestal................................................................................................................................................... 2-5
2.6 Antena..................................................................................................................................................... 2-6
2.7 Módulo de Controle e Radiofrequência................................................................................................... 2-8
2.8 Radar Secundário S60 (IFF)................................................................................................................... 2-9
2.9 Luneta...................................................................................................................................................... 2-10
2.10 Unidade de Visualização do Radar....................................................................................................... 2-11
2.11 Unidade de Visualização da Unidade de Tiro....................................................................................... 2-13
2.12 Cabos de Ligação.................................................................................................................................. 2-13
CAPÍTULO III – MONTAGEM, ENERGIZAÇÃO E DESMONTAGEM
3.1 Montagem do Sistema............................................................................................................................. 3-1
3.2 Orientação do Radar............................................................................................................................... 3-9
3.3 Operações para ligar o Radar................................................................................................................. 3-11
3.4 Desmontagem do Sistema...................................................................................................................... 3-22
CAPÍTULO IV – APLICATIVO OPERACIONAL DA UNIDADE DE VISUALIZAÇÃO
4.1 Conceitos Básicos................................................................................................................................... 4-1
4.2 Inicialização e autenticação do Sistema.................................................................................................. 4-2
4.3 Modo Operação....................................................................................................................................... 4-6
CAPÍTULO V – ACONDICIONAMENTO E TRANSPORTE
5.1 Acondicionamento................................................................................................................................... 5-1
5.2 Transporte............................................................................................................................................... 5-5
CAPÍTULO VI – MANUTENÇÃO DE PRIMEIRO ESCALÃO
6.1 Generalidades......................................................................................................................................... 6-1
6.2 Execução da Manutenção de Primeiro Escalão...................................................................................... 6-6
INTENCIONALMENTE EM BRANCO
EB60-MT-23.401
CAPÍTULO I
APRESENTAÇÃO DO RADAR SABER M60
1.1 APRESENTAÇÃO
1.1.1 O Radar SABER M60 (Sensor de
1.1 APRESENTAÇÃO
Acompanhamento de Alvos Aéreos
1.2 DADOS TÉCNICOS DO MATERIAL
Baseado na Emissão de Radiofrequência)
destina-se a integrar um sistema de defesa antiaérea de baixa altura visando à proteção
de infraestruturas críticas, como indústrias, usinas e instalações governamentais. É
integrável a sistemas de armas baseados em mísseis ou canhões antiaéreos. Também é
capaz de integrar-se ao Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA) e ao
Sistema de Controle de Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB), assim como a outros
sistemas de interesse.
Figura 1-1 Radar SABER M60
1.1.2 O Radar SABER M60 possui baixo peso e elevada mobilidade, além de suportar a
operação em todas as condições climáticas do continente sul-americano. Estas
características o tornaram indicado para emprego em operações de defesa externa, bem
como em operações de garantia da lei da ordem e em operações de paz.
1.1.3 Dentre as principais características do radar SABER M60, destacam-se as
seguintes:
a) informações tridimensionais (distância, azimute e elevação) sobre os alvos
aéreos, além de informações derivadas, tais como: velocidade e direção de voo (proa);
b) capacidade de classificação de alvos em helicópteros ou aviões, identificação do
tipo de helicóptero e identificação amigo-inimigo (IFF);
1-1
EB60-MT-23.401
c) baixa probabilidade de interceptação (LPI – Low Probability of Interception)
resultante de uma baixa potência média de transmissão e de avançados meios de
proteção eletrônica;
d) reconfigurável e atualizável facilmente, por ser construído com tecnologia de
“hardware definido por software”;
d) elevada mobilidade e transportabilidade, podendo ser montado ou desmontado
em menos de 15 minutos por uma guarnição de três homens e transportado em qualquer
viatura de capacidade superior a 1 t ou por helicópteros;
e) logística simplificada, pela disponibilidade de suprimento e manutenção de todos
os escalões em território nacional; e
f) representação gráfica de medidas de coordenação, tais como: Volume de
Responsabilidade de Defesa Antiaérea, Estado de Alerta, Corredores de Segurança, entre
outros, segundo o estabelecido na doutrina, podendo ser atualizado ou modificado, de
acordo com a necessidade.
1.1.4 O Radar SABER M60 complementa o SISDABRA, contribuindo, assim, para o
incremento da capacidade dissuasória do país.
1.2 DADOS TÉCNICOS DO MATERIAL
Dados Gerais
Sensor de Acompanhamento de
Designação Alvos Aéreos Baseado na
Emissão de Radiofrequência
Abreviatura SABER M60
Condições de Transporte
Peso Total Bruto 848,85 kg
Peso Total Líquido 357,85 kg
Comprimento total na Posição de Marcha 3,18 m
Largura total na Posição de Marcha 0,88 m
Altura total na Posição de Marcha 1,64 m
Comprimento total na Posição de Operação 3,20 m
Largura total na Posição de Operação 3,20 m
Altura total na Posição de Operação 2,85 m
Temperatura de Operação - 25° a + 45° C
Temperatura de Armazenamento -40 a + 65° C
Alimentação
Alimentação da Rede Comercial 110 a 230 V – CA / 50 a 60 Hz
Toyama T4000CX com
Gerador Externo modificações feitas pela
ORBISAT
Alimentação da Caixa de Bateria 28 V - CC
Radar
Alcance Útil 60 km (alvo de 20 m²)
Alcance Mínimo 1750 m
Direção 6400’’’
Teto Máximo Aproximado 5000 m
1-2
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Transmissor
Estado sólido - Pulso Doppler
Tipo
Coerente
Faixa de Frequência Banda L
Nr de Canais de Frequência 40 canais
Banda 80 MHz
Variável, em conjuntos de 04 valores
Frequência de Repetição de Pulsos (FRP) com algorítmo pseudo-aleatório
Largura de Pulso 22 μs
Potência de Pico < 700 w
Potência Média < 50 w
Receptor
Tipo Super-heterodino
Canais 02 Canais
Antena
Tipo Guia de Ondas com Fendas
Peso 64,25 kg
Largura 3,1 m
Polarização Horizontal
Ganho 26 dBi
Inclinação -2° a +10°
3 dB Azimute 4,5° ± 1°
3 dB Elevação 34°± 5° (17° c/ soma 2 canais)
Rotação 7,5 -15 RPM programável
Vento Máximo 60 km/h
Processamento de Sinais
Moving Target Indicator (MTI) Digital
Intervalo de Detecção 1750 m e 60 km
Resolução (Poder Separador) 75 m em alcance
3D (azimute, elevação e
Informações dos Alvos
distância)
Acuidade (Azimute) 2°
Acuidade (Elevação) 1°
Acuidade (Alcance) 50 m
Nr de Alvos Simultâneos 40 alvos
Classificação de Aeronaves Asa Fixa e Asa Rotativa
Identificação de Aeronaves Asa Rotativa
36 km/h para Asa Fixa
Velocidade Mínima para Detecção
36 km/h para Asa Rotativa
IFF
Modos 1, 2, 3A e C
Alcance Máximo 82 km
Ganho 17 dB
Potência de Pico 80 W
Potência Média 0,8 W
Inclinação da Antena de IFF 5° a 27°
1-3
INTENCIONALMENTE EM BRANCO
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CAPÍTULO II
COMPONENTES DO SISTEMA
2.1 GENERALIDADES
2.1.1 O Radar SABER M60 possui uma
2.1 GENERALIDADES
concepção modular, visando facilitar sua
2.2 QUADRIPÉ
operação, manutenção e transportabilidade.
2.3 MÓDULO DE DISTRIBUIÇÃO DE
Neste capítulo, serão abordadas a composição
ENERGIA
dos módulos, suas finalidades e outros
2.4 GERADOR
detalhes relevantes para a operação do
2.5 PEDESTAL
equipamento.
2.6 ANTENA
2.7 MÓDULO DE CONTROLE E
RADIOFREQUÊNCIA
2.2 QUADRIPÉ
2.8 RADAR SECUNDÁRIO S60 (IFF)
2.9 LUNETA
2.2.1 FINALIDADE
2.10 UNIDADE DE VISUALIZAÇÃO
DO RADAR
O Quadripé tem por finalidade
2.11 UNIDADE DE VISUALIZAÇÃO
sustentar, nivelar, elevar e permitir a colocação
DA UNIDADE DE TIRO
do Radar SABER M60 em posição.
2.12 CABOS DE LIGAÇÃO
2.2.2 COMPOSIÇÃO
O Quadripé é dividido em três partes principais (Fig 2-1):
a) Sapatas – São as partes do Quadripé que tocam o solo, sustentando e
nivelando o equipamento. Cada sapata é dotada de uma cavidade, na qual são colocadas
estacas de aço para a ancoragem do Radar, de um parafuso sem fim com uma haste
retrátil e uma arruela limitadora, que permitem o ajuste do material às imperfeições do
terreno.
b) Conjunto do Tubo Telescópico – É responsável pela elevação do Radar,
possuindo em seu interior o dispositivo de elevação acionado pela parafusadeira. Em sua
extremidade superior, é fixado o Conjunto Base Pedestal, o qual contém quatro ganchos
de fixação. Nessa base, o pedestal é montado e os quatro ganchos de fixação são
utilizados para prendê-lo ao Quadripé.
c) Pernas – São as partes do Quadripé que se localizam entre as Sapatas e o
Tubo Telescópio, tendo a finalidade de sustentar o mesmo. Servem também como base
para a instalação da Caixa de Baterias e da Fonte de Alimentação.
2-1
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Tubo Telescópico
Perna
Sapata
Fig 2-1 Apresentação do Quadripé
2.3 MÓDULO DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA
2.3.1 FINALIDADE
O Módulo de Distribuição de Energia tem a finalidade de alimentar o Sistema Radar
com a energia fornecida pelas baterias (28 Volts), as quais podem ser carregadas pelo
gerador em 135 VAC ou por energia da rede comercial de 110 a 230 VAC. Além disso,
permite a mudança da forma de alimentação sem interrupção do funcionamento.
2.3.2 COMPOSIÇÃO
O módulo é composto pela Caixa de Baterias e Fonte de Alimentação.
a) Caixa de Baterias – A Caixa de Baterias consiste numa caixa metálica que
abriga duas baterias comerciais (12V / 55Ah), ligadas em série, responsáveis pela
alimentação do Sistema Radar. Ela é composta pela Base da Caixa de Baterias (base de
nylon), pela Tampa da Caixa de Baterias e pelas baterias propriamente ditas. Além disso,
essa caixa tem dois conectores baionetas para encaixe do cabo M60_W7 e M60_W11. A
Base da Caixa de Baterias é encaixada no Quadripé através de canaletas-guias
localizadas na base de nylon. Além disso, há um pino para encaixe na base do quadripé,
para melhor fixação.
b) Fonte de Alimentação - A fonte de alimentação tem as seguintes funções:
- distribuir a energia recebida da Caixa de Baterias;
- receber energia de fonte externa para carregamento da bateria;
- rotear os comandos entre UC e UV; e
- desligar o sistema em caso de emergência.
2-2
EB60-MT-23.401
- Ela é encaixada no Quadripé através de canaletas-guias localizadas na base de
nylon. Na sua parte frontal, possui o Painel de Conectores da Fonte de Alimentação, onde
se conectam diversos cabos e, na parte superior, os botões de controle, conforme mostra
a figura 2-2:
Fig 2-2 Fonte de alimentação
Conector Descrição
Conector do cabo
Conecta-se ao Pedestal. Transfere dados e energia.
M60_W1
Conector do cabo Conecta-se à fonte de energia externa (gerador ou rede
M60_W6 comercial).
Conector do cabo Conecta-se à Bobina. Transfere dados do Módulo de Ct e
M60_W5 RF e UV do Radar.
Conector do cabo
Recebe e transfere energia da Caixa de Baterias
M60_W7
Conector do cabo
Alimentação da furadeira CA.
M60_W15
Disjuntor da alimentação Proteção contra curto-circuito na entrada de tensão
por fonte externa alternada (disjuntor de 20 A).
Disjuntor do circuito de Proteção contra curto-circuito na entrada de tensão da
baterias bateria (disjuntor de 70 A).
Desativa todos os circuitos da Fonte de Alimentação
Botão de emergência
desligando os relés de potência.
Liga o Sistema Radar. Possui temporização para evitar
Botão Ligar
acionamento acidental.
2-3
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Conector Descrição
Desliga o Sistema Radar. Possui temporização para evitar
Botão Desligar
acionamento acidental.
Botão ↑ Botão de interface com usuário.
Botão ↓ Botão de interface com usuário.
Botão ↳ Botão de interface com usuário.
Tab 2-1 Descrição do painel dos conectores e painel de botões da fonte de alimentação
2.4 GERADOR
2.4.1 FINALIDADE
O Gerador (Fig 2-3) tem como função fornecer energia elétrica para o
funcionamento do Radar. Ele é utilizado nos casos onde não existe energia elétrica de
rede comercial disponível.
2.4.2 RESTRIÇÃO NO USO
2.4.2.1 Deve-se utilizar, EXCLUSIVAMENTE, o gerador fornecido pelo fabricante do
Radar SABER M60, a BRADAR Industria S/A, pois o mesmo precisa ser modificado para
poder ser utilizado com o Radar. Assim, apenas geradores avaliados e modificados pela
BRADAR devem ser utilizados.
2.4.2.2 O Gerador fornecido pela BRADAR é da marca TOYAMA, modelo T4000CX.
Neste gerador, modifica-se a tensão de 110Vac para 135Vac e bloqueia-se o uso da
tensão 220Vac. Deste modo, o gerador não pode ser utilizado para outros equipamentos.
2.4.2.3 ESTA RESTRIÇÃO DEVE SER RESPEITADA, POIS, OUTROS
EQUIPAMENTOS LIGADOS A ESTE GERADOR MODIFICADO SERÃO DANIFICADOS
DEVIDO À ELEVAÇÃO DA TENSÃO DE 110VAC PARA 135VAC.
Figura 2-3 Gerador para uso no Radar SABER M60
2-4
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2.5 PEDESTAL
2.5.1 FINALIDADE
O Pedestal tem a função de sustentar e girar o conjunto das antenas, além de
repassar os dados entre o Módulo de Controle e RF para a Fonte de Alimentação.
2.5.2 COMPOSIÇÃO
2.5.2.1. O Pedestal consiste, basicamente, de uma caixa que contém o motor responsável
pelo giro da Antena. Seu transporte é realizado por meio de duas alças laterais, e é
instalado acima do Quadripé, fixado por quatro ganchos. Além do motor, o Pedestal é
composto pela Placa de Transmissão. Esta placa recebe os dados do Módulo de Controle
e RF e os repassa para a Fonte de Alimentação, que posteriormente os enviará para a UV
do Radar, e vice-versa.
2.5.2.2. Em uma das faces do Pedestal, está o Painel de conexão (Fig 2-5), onde se
localiza o conector baioneta do cabo M60_W1 que interliga o Pedestal e Fonte de
Alimentação. Nessa mesma face, há um desumidificador e um horímetro, que marca o
tempo trabalhado pelo motor. Logo acima do horímetro, está a lâmpada VBAT, que indica
se existe passagem de corrente elétrica pela Placa Transmissora. Na parte superior, está
o nível circular.
Nível Circular
Fig 2-4 Visão da parte superior do Pedestal
Alça de
Transporte
Horímetro
Fig 2-5 Painel de conexão do Pedestal
2-5
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2.5.2.3 Na parte superior do Pedestal (Fig 2-6), está a Mesa do Pedestal, a caixa do
conector M60_W2 e os suportes de ligação da mesa do pedestal com a unidade móvel,
conforme ilustra a figura 2-6.
2.5.2.4. Na Mesa do Pedestal, está o mecanismo de inclinação, que é composto de um
parafuso sem fim dotado de uma alavanca retrátil para rotação, e composto ainda por
02 (duas) porcas de aperto (metal serrilhado) e 02 arruelas de teflon branco, uma acima
da Base Superior e uma abaixo. Elas têm a finalidade de fixar a angulação da Antena,
evitando a desregulagem da mesma. Contém também um Marcador de Inclinação
graduado de -2 (acima) a + 10 (abaixo).
Conector do
Cabo W2
Fig 2-6 Parte superior do Pedestal – conexão com a Antena
2.6 ANTENA
2.6.1 FINALIDADE
A Antena do Radar SABER M60 (Fig 2-8) tem três importantes finalidades: irradiar
a radiofrequência gerada no Módulo de Controle e RF, receber o eco do alvo e transmiti-lo
ao Módulo de Controle e RF e sustentar os módulos do Radar Secundário S60 (IFF) e
Controle e RF.
2.6.2 COMPOSIÇÃO
A Antena é dividida em quatro partes principais:
a) Conjunto Grade Central Direita e Conjunto Grade Central Esquerda – cada
uma dessas grades contém um Guia de Articulação, que tem a finalidade de encaixar a
antena na base do Pedestal.
2-6
EB60-MT-23.401
b) Pinça para apoio do Módulo de Controle e RF e Articulação do encosto –
em cada Conjunto Grade Intermediária, há uma Pinça Grade que tem a finalidade de
servir de apoio para o Módulo de Controle e RF. Além disso, os dois conjuntos Grade
Intermediária, o Conjunto Grade Central Direita e o Conjunto Grade Central Esquerda,
possuem uma articulação do encosto, que tem por finalidade fixar o Módulo de Controle e
RF.
Base Superior
Mecanismo de
Inclinação da
Antena
Base Inferior
Figura 2-7 Base da Antena
c) Antena – A Antena propriamente dita possui 04 irradiadores ocos de metal,
identificados de WG-A a WG-D, de baixo para cima. Cada irradiador possui, na face
anterior, as ranhuras de saída da RF, cobertas por um Radome feito de Kevlar. O
irradiador A se difere dos demais por receber a carga em sua face inferior. Nesta vista da
traseira, observa-se que a antena apresenta instalados em sua extremidade esquerda 04
Acopladores de RF e, na extremidade direita, 04 cargas, em cada Irradiador.
Suporte dos
Irradiadores Irradiadores
Fig 2-8 Antena do radar
2-7
EB60-MT-23.401
d) Os Irradiadores são sustentados por 06 (seis) Suportes das Guias, numerados
de 01 a 06, da esquerda para a direita, e possuem algumas características:
- os Suportes Nr 01 e Nr 06 possuem Alças de Transportes.
- os Suportes Nr 02 e Nr 05 possuem uma “unha”, na qual é encaixado o Módulo
de Controle e RF. Também possuem um jumelo de fixação do Módulo de Controle e RF;
- os Suportes Nr 03 e Nr 04 possuem um jumelo de fixação do Módulo de controle
RF e jumelo de fixação do garfo que sustenta o Módulo IFF.
e) Cabeamento (Fig 2-9) – A Antena é ligada ao Módulo de Controle e RF pelo
cabo M60_W4, conectado nos irradiadores WG-A, WG-B, WG-C e WG-D.
Cabo de Ligação
M60_W4
Fig 2-9 Cabeamento
2.7 MÓDULO DE CONTROLE E RADIOFREQUÊNCIA
2.7.1 FINALIDADE
O Módulo de Controle e Radiofrequência (Fig 2-10) tem a finalidade de gerar a RF
para a transmissão e receber a RF da recepção, entregando-a à unidade digital de
controle, para ser tratada e apresentada na UV. Caso o S60 (IFF) esteja em
funcionamento, recebe o sinal dele para consolidação com o sinal de RF e apresenta-os
condensados na tela da UV do Radar.
2.7.2 COMPOSIÇÃO
2.7.2.1 Externamente, o Módulo de Controle e RF é composto por uma caixa de metal
retangular. No seu interior, está dividido em três unidades: RF de alta frequência, RF de
baixa frequência e Digital. Na lateral esquerda, existe 01 (um) conector de RF, que se liga
aos irradiadores por meio do cabo M60_W4. Na lateral direita, existe um horímetro, uma
lâmpada indicadora da carga da bateria (V BAT), uma lâmpada indicadora da Ligação da
UV Radar com Mod Ct e RF e outra do autoteste.
2.7.2.2 Além disso, possui 04 (quatro) conectores-baioneta para os cabos M60_W2,
M60_W3, M60_W13 e M60_W14. Na parte inferior, possui 02 (duas) cunhas que, para a
montagem, são encaixadas em 02 (duas) pinças-grade. Na parte superior, possui 04
(quatro) cunhas com furos, nos quais são encaixadas as articulações do encosto (fazem
parte da antena) e aparafusados.
2-8
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Fig 2-10 – Módulo de Controle e Radiofrequência
2.8 RADAR SECUNDÁRIO S60 (IFF)
2.8.1 FINALIDADE
O Radar Secundário S60 (IFF) tem por finalidade realizar a identificação de
aeronaves como amigas ou inimigas pelos modos de interrogação, e saber seu nível de
voo pelo modo C. Pode operar em conjunto ou não com a Antena.
2.8.2 COMPOSIÇÃO
O Radar Secundário S60 (IFF) possui 04 (quatro) componentes principais:
a) Antena do IFF – Caixa metálica selada, de forma retangular, destinada a
acomodar e proteger os elementos radiantes da antena.
b) Módulo Transceptor e Controle do IFF – Caixa metálica selada, de forma
retangular. Essa caixa e a antena do IFF são fixadas uma na outra, formando um único
módulo, o qual vai encaixado na Antena do primário. O módulo transceptor e controle do
IFF tem por finalidade transmitir para a Antena do IFF o sinal de interrogação destinada à
aeronave, e recebe da Antena o sinal de resposta, enviando-o para o Módulo de Controle
e RF para ser processado e apresentado na tela. Na lateral, existe um conector-baioneta
para o cabo M60_W3. Além disso, possui um horímetro e sílica gel.
c) Armação – A Armação tem por finalidade fixar a Antena do IFF e módulo
transceptor e controle do IFF na Antena do Radar. É fixada na base superior da Antena do
Radar primário por meio da haste de suporte do conjunto IFF.
d) Mecanismo de Inclinação da Antena do S60 (IFF) (Fig 2-11) – Tem a
finalidade de regular a elevação da Antena do IFF; é composto por um Trinco de Fixação
responsável por manter o suporte travado em uma elevação específica. A Escala
Graduada do Mecanismo de Inclinação da Antena de IFF varia de 5° a 27°, sendo
numerada de dois em dois graus e é ajustada por um Parafuso Serrilhado e um Apontador
de Metal.
2-9
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Transmissor/Receptor
Mecanismo de
Inclinação
Fig 2-11 Transceptor/Receptor e Mecanismo de inclinação da antena do Radar Secundário S60
2.9 LUNETA
2.9.1 FINALIDADE
A Luneta (Fig 2-12) tem a finalidade de orientar o Sistema Radar. Este pode ser
orientado por qualquer processo, mas para facilitar a troca de dados com as U Tir, utiliza-
se o Norte Magnético como referência.
2.9.2 COMPOSIÇÃO
Luneta de tiro comercial, modelo 3-9 x (56 mm, 40 mm ou 32 mm), presa em
suporte na base superior do pedestal. Possui a regulagem de distância na lente anterior e
a regulagem de foco na lente posterior.
Fig 2-12 Luneta de orientação
2-10
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2.10 UNIDADE DE VISUALIZAÇÃO DO RADAR
2.10.1 FINALIDADE
A Unidade de Visualização (UV) do Radar (Fig 2-13) tem por finalidade apresentar
visualmente, em tempo real, as informações contidas no eco e no sinal de resposta do
IFF, para a interpretação, ação do operador e emissão de ordens e comandos.
2.10.2 COMPOSIÇÃO
A Unidade de Visualização do Radar é um Computador Portátil, robustecido,
estruturado em uma maleta plástica que apresenta os seguintes componentes:
a) Tela da UV - tela de Matriz Ativa de 14 polegadas, onde é apresentado o
Aplicativo Operacional.
b) Teclado Universal – Teclado universal para a entrada de dados, que permite ao
operador interagir com o Aplicativo Operacional.
c) Conjunto Lateral de Conectores (Fig 2-14) – Compartimento de conexões
protegidas que apresenta entradas padrão, distribuídas da esquerda para a direita:
- conector tipo PS/2 para ligação de mouse/teclado;
- conector tipo RJ-45, para conexão da Unidade de Visualização do Radar à Rede
Ethernet;
- conectores tipo firewire para entrada e saída de dados em alta velocidade;
- conectores tipo USB (2) para ligação eventual de periféricos;
- conectores tipo P2 (3) para entrada de microfone, saída e entrada de áudio;
- porta tipo PCMCIA para conectar placas de expansão; e
- conector tipo RJ-11 para conexão com a internet.
Fig 2-13 Unidade de visualização do radar
2-11
EB60-MT-23.401
Conector tipo PS/2 Conectores Firewire Conectores P2 Conector RJ-11
Conector RJ-45 Conectores USB Porta tipo PCMCIA
Fig 2-14 Conjunto lateral de conectores
d) Conjunto Traseiro de Conectores (Fig 2-15) – Compartimento de conexões
protegidas que apresenta as seguintes entradas, distribuídas da esquerda para a direita:
- conectores militares tipo RS-422 (3), dotados de tampas de proteção metálicas,
destinados à conexão dos cabos M60_W8 e M60_W9. O cabo M60_W8 deve ser ligado
ao segundo conector do Conjunto Traseiro de Conectores e é destinado a ligar a Unidade
de Visualização do Radar com a Bobina Metálica. O cabo M60_W9 deve ser ligado ao
terceiro conector e é destinado à alimentação (19 V) da UV do Radar;
- conector de Alimentação, destinado à conexão do cabo de alimentação, ligando a
UV Radar à rede comercial de energia;
- conector tipo DVI, para saída de vídeo digital;
- conector tipo DB-15 (CRT), para a saída de vídeo VGA;
- conector tipo docking para dispositivos móveis;
- porta paralela para impressoras ou outros dispositivos; e
- conectores tipo serial DB9 (2) para comunicação RS-232.
Conectores do cabo Conector de Conector Conector
M60_W8 Alimentação
CRT Docking
Fig 2-15 Conjunto traseiro de conectores
2-12
EB60-MT-23.401
2.11 UNIDADE DE VISUALIZAÇÃO DA UNIDADE DE TIRO
2.11.1 FINALIDADE
2.11.1.1 A Unidade de Visualização da Unidade de Tiro / Posto de Vigilância (U Tir/P Vig)
(Fig 2-16) é um computador de mão, conectado por rádio ao COAAe, destinado a permitir
a recepção/transmissão de informações em tempo real.
2.11.1.2 O objetivo da UV é receber e transmitir, em tempo real, as informações
necessárias à execução dos trabalhos da U Tir, visando diminuir o tempo de reação da
defesa antiaérea, tornando-a mais eficiente, e permitindo ao sistema de armas destruir
e/ou neutralizar a ameaça aérea, de modo a evitar que o vetor de ataque atinja o alvo
defendido.
2.11.2 COMPOSIÇÃO
A UV da U Tir é composta do computador palmar e de um equipamento rádio, que
ligado à UV tem a capacidade de transmitir e receber informações.
Fig 2-16 UV da U Tir ligada ao equipamento rádio
2.12 CABOS DE LIGAÇÃO
2.12.1 FINALIDADE
Os Cabos de Ligação são responsáveis pela transmissão de energia e dados entre
os componentes do Radar. Embora os cabos de ligação e conectores sejam todos
etiquetados e gravados, o sistema de cabeamento do Radar SABER M60 foi concebido
utilizando um sistema de conexões que garante a inviabilidade da instalação errônea dos
cabos.
2-13
EB60-MT-23.401
2.12.2 COMPOSIÇÃO
Os Cabos de Ligação do Radar receberam a denominação iniciada pela letra W, e
foram distribuídos da seguinte maneira:
CABO LIGAÇÃO TIPO
M60_W1 Fonte de Alimentação - Pedestal Alimentação e Dados
M60_W2 Pedestal - Módulo de controle e RF Alimentação e Dados
Módulo de Ct e RF - Transmissor/Receptor do
M60_W3 Alimentação e Dados
IFF
M60_W4 Módulo de Controle e RF - Antena do Radar Alimentação e Dados
M60_W5 Bobina - Fonte de Alimentação Alimentação
M60_W6 Fonte de Alimentação - Gerador Externo Alimentação
M60_W7 Fonte de Alimentação - Caixa de Baterias Alimentação
M60_W8 Bobina - UV do Operador do Radar Dados
M60_W9 Bobina - UV do Operador do Radar Alimentação e Dados
M60_W10 Bobina - UV do Oficial de Controle Alimentação e Dados
M60_W11 Caixa de Baterias – Furadeira DC Alimentação
M60_W12 Fonte de Alimentação – Ethernet (externa) Dados
M60_W13 Módulo de Controle e RF - GPS/Bússola Alimentação e Dados
M60_W14 Módulo de Controle e RF – Manutenção (IHM) Dados
M60_W15 Fonte de Alimentação – Furadeira AC Alimentação
Tab 2-2 Composição dos cabos de ligação
2-14
EB60-MT-23.401
CAPÍTULO III
MONTAGEM, ENERGIZAÇÃO E DESMONTAGEM
3.1 MONTAGEM DO SISTEMA
3.1.1 INTRODUÇÃO
3.1 MONTAGEM DO SISTEMA
3.2 ORIENTAÇÃO DO RADAR
A montagem do Radar SABER M60 é
3.3 OPERAÇÕES PARA LIGAR O
um processo simples, mas que requer atenção
RADAR
e empenho por parte da Guarnição, devido aos
3.4 DESMONTAGEM DO SISTEMA
cuidados com o material e com o pessoal,
assim como à rapidez requerida pela Defesa Antiaérea (DA Ae).
3.1.2 MONTAGEM DO RADAR
3.1.2.1 Para a execução da montagem do Radar devem ser respeitadas as orientações
contidas no Memento de Segurança do Radar e nesse Capítulo. A montagem do Radar
será abordada de forma contínua, com especial atenção aos módulos, do inferior para o
superior. Para montar o Sistema, devem-se realizar as seguintes ações:
a) Retirar o Quadripé de sua caixa.
Fig 3-1 Quadripé
A retirada do Quadripé de sua caixa deve ser realizada por 03 militares dando
especial atenção para o peso do material. Checar se os ganchos de fixação do
pedestal estão rosqueados.
3-1
EB60-MT-23.401
b) Para facilitar a abertura do Quadripé, deve-se colocá-lo no terreno com a
Base do Pedestal voltada para baixo.
Fig 3-2 Abertura do Quadripé
Antes de liberar as Pernas do Quadripé, deve-se posicionar as sapatas articuladas,
abrindo-as.
Fig 3-3 Sapatas
c) Inverter a posição do Quadripé, colocando-o com a Base das Sapatas
apoiadas no solo ou no calço do Quadripé.
Fig 3-4 Montagem do Quadripé
3-2
EB60-MT-23.401
- Realizar o travamento da haste do tubo telescópico.
Fig 3-5 Travamento da haste do tubo telescópico
- Ao colocar o Quadripé no solo, deverá ser realizado o nivelamento, visando
adaptar o componente às imperfeições do terreno, por meio do acionamento das hastes
retráteis do parafuso sem fim. Este nivelamento é finalizado quando o pedestal estiver
montado, pois o mesmo possui um nível circular.
Fig 3-6 Nivelamento do Quadripé
d) Retirar o Pedestal de sua caixa e montá-lo sobre a Base do Tubo
Telescópico do Quadripé.
O pedestal possui uma seta serigrafada em uma das faces laterais (Fig 3-7). O
quadripé também possui uma seta na base do Pedestal. Essas marcações têm por
finalidade definir o sentido de encaixe do pedestal.
3-3
EB60-MT-23.401
Fig 3-7 Setas serigrafadas no Pedestal e na base do tubo telescópico do Quadripé
e) Fixar o Pedestal no Quadripé.
A fixação do Pedestal ao Quadripé deve ser realizada por dois militares e é
realizada pelos 04 (quatro) ganchos de fixação, localizados na base do eixo telescópico.
Os ganchos de fixação devem ser desrosqueados, encaixados no pedestal e rosqueados
novamente até que fiquem completamente presos, pois, caso isso não ocorra, os
sensores existentes na Base do Pedestal acusarão a não fixação do mesmo no BIT do
Aplicativo Operacional.
Fig 3-8 Fixação dos ganchos na montagem do Pedestal
3-4
EB60-MT-23.401
f) Retirar os componentes do Sistema de Distribuição de Energia e montá-los
sobre as Pernas do Quadripé.
A Caixa de Baterias é encaixada sobre as pernas do Quadripé, respeitando a
respectiva marcação, devendo ser montada por dois militares. A Fonte de Alimentação é
encaixada sobre as pernas do Quadripé, respeitando a respectiva marcação, devendo ser
montada por dois militares.
Fig 3-9 Sistema de Distribuição de Energia instalado no Quadripé
g) Retirar o Módulo de Controle e Radiofrequência e a Antena do Radar de
sua caixa
Primeiramente, deve-se retirar o Módulo de Controle e RF, o qual é fixado na
antena, acomodando-o em algum lugar para posteriormente ser fixado novamente na
antena, quando esta estiver montada. Após isso, a Antena do Radar deve ser retirada de
sua caixa por três militares, pelas Alças de Transporte. Essa atividade deve ser realizada
com cuidado, evitando qualquer choque físico ou queda da Antena.
h) Montar a Antena do Radar sobre a Base da Antena, no Pedestal.
- A fixação da Antena do Radar no Pedestal deve ser realizada por três militares.
As duas guias de articulação presentes no Conjunto Grade Central Direita e Conjunto
Grade Central Esquerda devem ser encaixadas no Bloco Base Esquerdo e Bloco Base
Direito.
Fig 3-10 Montagem da Antena
- Após o encaixe, posicionar os manípulos na horizontal e rosquear os mesmos. Os
quatro manípulos devem ser rosqueados até que fiquem completamente presos, pois,
3-5
EB60-MT-23.401
caso isso não ocorra, os sensores existentes no Pedestal acusarão a não fixação da
mesma no BIT do Aplicativo Operacional.
Fig 3-11 Manípulos
i) Encaixar o Módulo de Controle e Radiofrequência na Antena.
Devido a seu peso, deve ser manuseado por 02 (dois) militares, evitando, assim, a
possibilidade de choque físico ou queda. Ao encaixar o módulo na antena, os dois
militares devem permanecer segurando e um terceiro militar deve rosquear o cabo
M60_W2.
Fig 3-12 Módulo de Controle e Radiofrequência
j) Fixar o Módulo de Controle e Radiofrequência à Antena do Radar.
- O Módulo de Controle e RF deve ser fixado à Antena do Radar, com sua face
posterior voltada para a face anterior dos Irradiadores, por meio das cunhas de fixação,
localizadas na superfície inferior do módulo e por meio dos 04 (quatro) jumelos de fixação,
localizados na face superior da Antena. O encaixe das cunhas é realizado nos
compartimentos de encaixe (unhas), localizados nos Suportes 02 e 05 da Antena. O
encaixe dos jumelos de fixação do Módulo de Controle e RF estão localizados nos
suportes 02, 03, 04 e 05 da Antena.
- Após a fixação do Módulo de Controle e RF, deve-se fixar o garfo que sustenta o
IFF com os jumelos de fixação do garfo localizados nos suportes 03 e 04.
3-6
EB60-MT-23.401
Fig 3-13 Fixação do Módulo de Controle e Radiofrequência
l) Retirar o Radar Secundário S60 (IFF) (formado pela Antena de IFF e Módulo
Transceptor e Controle do IFF) de sua caixa e fixá-lo no seu suporte.
O módulo S60 é fixado ao sistema por meio do Suporte de IFF. Para fixar o módulo,
deve-se encaixar as Roldanas de Teflon, localizadas na Barra de Sustentação nas Garras
de Apoio do Suporte da Antena de IFF e, posteriormente, prender o Mecanismo de
Inclinação da Antena de IFF no Trinco de Fixação, localizado na barra transversal do
Suporte da Antena de IFF.
Fig 3-14 Montagem do Radar Secundário S60
m) Retirar a Luneta de sua caixa e fixá-la no Suporte número 03 da Antena do
Radar.
Para fixar a Luneta ao Sistema, devem-se afrouxar os dois parafusos de fixação da
Base da Luneta, colocando seus dentes no dente inferior do Suporte da Luneta. Deve-se
ainda apertar manualmente, apesar da fenda, os parafusos da Base da Luneta e regular o
seu Suporte.
3-7
EB60-MT-23.401
Fig 3-15 Fixação da Luneta
n) Realizar a conexão dos Cabos de Ligação do Sistema.
A montagem dos cabos deve a última fase da montagem, visando evitar a
ocorrência de acidentes durante a montagem do Radar. Devem-se ligar os cabos de
conexão na seguinte ordem:
a) M60_W4 ou M60_W4-A, M60_W4-B, M60_W4-C e M60_W4-D (para os radares
fornecidos com estes cabos) no Módulo de Controle e RF;
b) M60_W3, conectando o Módulo de Controle e RF ao Módulo Transceptor e
Controle do IFF;
c) M60_W2, conectando o Pedestal ao Módulo de Controle e RF;
d) M60_W1, conectando a Fonte de Alimentação ao Pedestal;
e) M60_W5, conectando a Bobina na Fonte de Alimentação. Deve-se esticar a
Bobina antes de continuar as conexões;
f) M60_W8 e M60_W9 (ou M60_W10), ligando a Bobina à Unidade de Visualização
do Operador do Radar;
g) M60_W6, conectando a Fonte de Alimentação ao Gerador Externo ou a uma
tomada de energia comercial, usando o “rabicho” adequado; e
h) M60_W7, ligando a Fonte de Alimentação à Caixa de Baterias.
Fig 3-16 Conexão dos cabos
3-8
EB60-MT-23.401
3.2 ORIENTAÇÃO DO RADAR
3.2.1 FINALIDADE
A orientação do Radar tem a finalidade de permitir o alinhamento entre a direção
virtual da Antena, apresentada na Tela da UV do Radar, e a direção real de emissão.
3.2.2 MATERIAL NECESSÁRIO
Para a realização da orientação do Radar, é necessária a utilização da Luneta do
Radar e de uma Bússola, se disponível.
3.2.3 EXECUÇÃO
O processo de orientação do Radar é baseado no Norte Magnético, e pode ser
realizado de duas formas distintas, em função da existência ou não de um ponto nítido no
terreno nesta direção. Em qualquer uma das formas, a orientação deve ser realizada com
o radar ainda desligado.
3.2.3.1 Com ponto nítido na direção do Norte Magnético
a) Tomando por base o local onde será instalado o Radar, orientar-se para o Norte
Magnético com a bússola.
b) Localizar um ponto nítido no terreno no azimute do Norte Magnético.
c) Balizar o local de onde foi realizada a leitura com uma estaca.
d) Montar o centro do Quadripé sobre a estaca.
e) Montar o Radar, sem elevá-lo (Telescópio retraído).
f) Girar manualmente a Antena do Radar em direção e elevação, visando o ponto
nítido com a Luneta e alinhando seu retículo sobre o ponto.
g) Na tela “Ajustar Radar” do Aplicativo, o campo Ang QM deve ser preenchido
com o valor 0 (zero).
3.2.3.2 Sem ponto nítido na direção do Norte Magnético
a) Tomando por base o local onde será instalado o Radar, orientar-se para o Norte
Magnético com a bússola.
b) Localizar um ponto nítido no terreno o mais próximo possível da direção do
Norte Magnético.
c) Medir o Azimute do ponto nítido no terreno, anotando o valor da leitura.
d) Balizar o local de onde foi realizada a leitura com uma estaca.
e) Montar o centro do Quadripé sobre a estaca.
f) Montar o Radar, sem elevá-lo (Telescópio retraído).
g) Girar manualmente a Antena do Radar em direção e elevação, visando o ponto
nítido com a Luneta e alinhando seu retículo sobre o ponto.
h) Na tela “Ajustar Radar” do Aplicativo, o campo Ang QM deve ser preenchido
com o valor adquirido pela bússola eletrônica.
3-9
EB60-MT-23.401
3.2.3.3 Em caso de inexistência de pontos nítidos no terreno, deverá ser instalada uma
baliza distanciada de 100 metros da posição do Radar na direção do Norte Magnético e
proceder a Orientação do Sistema baseado na mesma.
Fig 3-17 Orientação sem ponto nítido no terreno
3.2.4 RECOMENDAÇÕES DE DISTÂNCIA PARA A MONTAGEM DE MAIS DE UM
RADAR SABER M60
Recomenda-se uma distância mínima de 10 km entre radares para a operação.
10 km
Fig 3-18 Distância mínima entre radares
3.2.5 VERIFICAÇÃO DA EMISSÃO POR MEIO DE DETECTOR DE
RADIOFREQUÊNCIA
Primeiramente, encaixar o detector de RF no multímetro. O marcador (+) do
detector deve ser encaixado no multímetro na posição V e o marcador (-) do detector
deve ser encaixado na posição COM do multímetro. Após isso, posicionar a chave
seletora do multímetro na posição com fundo de escala 20V DC. Posicionar o detector o
mais próximo possível do radar, de modo que operador não fique em risco de contato
3-10
EB60-MT-23.401
físico com a antena. Posicionar a face do detector que não tem texto, de frente para as
antenas do radar. Quando a frente das antenas estiver virada na direção do detector,
deve ocorrer um pico de tensão na leitura do multímetro. O resultado esperado é essa
variação de tensão com pico quando a antena estiver virada para o detector .
Fig 3-19 Detector de radiofrequência conectado ao multímetro
3.3 OPERAÇÕES PARA LIGAR O RADAR
3.3.1 LIGANDO O SISTEMA
O Radar é ligado em duas etapas. Primeiro, energiza-se o sistema e, depois,
coloca-se o Radar em operação.
3.3.2 ENERGIZANDO O SISTEMA
Quando o Radar for alimentado por uma tomada de energia comercial, deve-se
garantir que a tensão esteja dentro da faixa operacional da Fonte de Alimentação, que é
de 110 a 230 VAC. Se o Radar estiver conectado à energia via gerador externo, deve-se,
primeiro, ligar o gerador. O gerador deve ser o que foi fornecido pela BRADAR, modelo
Toyama T4000CX com modificações.
3.3.2.1 Procedimento para ligar o gerador
Com o disjuntor do gerador desligado, executar a seguinte sequência de
operações:
3-11
EB60-MT-23.401
Fig 3-20 Ligando o Gerador (parte 1)
3-12
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Fig 3-21 Ligando o Gerador (parte 2)
3.3.2.2 Procedimento para energizar o Radar
a) No painel da fonte de alimentação, liberar o botão EMERGENCIA, girando-o no
sentido anti-horário. Em seguida, pressionar e manter pressionado o botão LIGAR, por
pelo menos 6 segundos ou até aparecer no display da Fonte de Alimentação a seguinte
mensagem:
Fig 3-22 Display: Ligar
b) Em seguida, liberar o botão LIGAR. O display deve apagar. Para verificar o
“status” da Fonte de Alimentação, em qualquer momento, utiliza-se o botão ENTER.
Pressionando e soltando o botão ENTER, o display irá mostrar, durante 2 (dois)
segundos, 4 (quatro) valores de parâmetros internos da Fonte de Alimentação:
3-13
EB60-MT-23.401
Fig 3-23 Display: consultar parâmetros
- BATI – é o valor de corrente que está sendo fornecido para carregar a bateria
(valor negativo), ou o valor de corrente fornecido pela bateria para alimentar o Radar
(valor positivo);
- TEMP – é o valor da temperatura interna da Fonte de Alimentação, na região dos
conversores DC/DC (em graus Celsius);
- CA – é o valor RMS da tensão alternada fornecida para a Fonte de Alimentação;
- BATV – é a tensão nos terminais do conjunto de baterias.
c) Existem, também, alguns LEDs de “status”:
- BAT INVERTIDA;
- BAT CONECTADA;
- CA CONECTADA;
- CARREGADOR OK;
- TENSÃO BAT OK;
- UPS OK.
3.3.2.3 Possíveis problemas ao ligar
a) Se a tensão alternada de entrada da Fonte de Alimentação estiver fora dos
limites máximo e/ou mínimo especificados, no momento que ligar a Fonte de Alimentação,
ela irá, através do display, informar o problema e não ligará.
b) Se o conjunto de baterias não estiver ligado à Fonte de Alimentação, esta irá
indicar isto através do display e não permitirá ser ligada.
c) Se a Fonte de Alimentação estiver ligada a um gerador ou a uma tomada de
energia comercial, com valor de tensão dentro da faixa especificada, a tensão BATV no
display deve estar próxima a 28V.
d) Se mesmo com a energia AC OK, a tensão BATV no display for igual ou menor
que 26V, indica que há problema com os conversores internos da Fonte de Alimentação.
3-14
EB60-MT-23.401
e) Se o status mostrado no display da Fonte de Alimentação indica que está tudo
OK, inicia-se o procedimento para colocar o Radar em operação.
3.3.3 COLOCANDO O RADAR EM OPERAÇÃO
3.3.3.1 O Radar deve estar ligado para ser conectado ao sistema UV.
3.3.3.2 O Radar é colocado em operação por meio da Unidade de Visualização do Radar,
de forma lógica e sequencial, conforme será apresentado abaixo.
a) Ligar o laptop.
b) Autenticar o usuário do sistema operacional.
c) Usuário: “opRadar”.
d) Senha: entregue em um envelope separado.
e) Clicar no ícone UV-M60, localizado na área de trabalho do sistema, para iniciar o
Aplicativo Operacional.
f) Na posição de operação da UV do Radar, selecionar o perfil “Op Radar” ou
“Op Radar & COAAe S” (Fig 3-24).
Fig 3-24 Determinar perfil
g) Autenticar o último usuário cadastrado (Fig 3-25).
3-15
EB60-MT-23.401
Fig 3-25 Autenticar usuário
h) Selecionar a operação militar (Fig 3-26).
Fig 3-26 Determinar a Operação Militar
i) Confirmar que foram seguidos todos os procedimentos de segurança (Fig 3-27),
que podem ser consultados por meio do botão “Ler Memento” (Fig 3-28).
Fig 3-27 Procedimentos de segurança
3-16
EB60-MT-23.401
Fig 3-28 Ler Memento
j) Selecionar a opção “Operação” na tela do menu (Fig 3-29).
Fig 3-29 Menu
l) Ajustar o grupo data-hora (GDH) do sistema (Fig 3-30).
Fig 3-30 Ajustar GDH
3-17
EB60-MT-23.401
m) Após aparecer a PPI, que é a tela de visualização dos alvos, acessar o menu
“Radar/Unidades” para criar a unidade do Radar, caso ainda não o tenha sido (Fig 3-31).
Fig 3-31 Unidades
n) Para criar a Unidade, clicar no botão “Inserir” e preencher todos os campos
(Fig 3-32).
- Descrição: Adicionar uma referência ao Radar.
- Tipo da Unidade: selecionar 'Unidade de Controle'.
- IP ou Porta: informar o número da porta serial RS422 na qual o cabo W9 (ou
W10) está conectada: 2 ou 3.
- Posição: o sistema preenche automaticamente com as coordenadas do Radar
em uma posição em Campinas. O usuário pode alterar esses valores durante o cadastro
da unidade ou na tela de Ajustar Radar.
- Altitude: o sistema preenche automaticamente com a altitude do Radar em uma
posição em Campinas. O usuário pode alterar esses valores durante o cadastro da
unidade ou na tela de Ajustar Radar.
- Tipo de Dispositivo: selecionar opção “Serial”.
Fig 3-32 Inserir Unidade
o) Após inserir, selecionar a Unidade criada e clicar no botão “Associar” (Fig 3-33)
para associar a unidade à operação.
3-18
EB60-MT-23.401
Fig 3-33 Associar unidades
p) Após cadastrar a Unidade, acessar o menu Radar/Conexão, selecionar a
unidade criada no passo anterior e clicar no botão “Conectar (Fig 3-34)
Fig 3-34 Conexão
3.3.3.3 Ao se estabelecer a primeira conexão com o Radar, o sistema apresenta a tela
“Ajustar Radar” (Fig 3-35), onde devem ser preenchidas as informações de montagem.
a) Ang IFF deve ser ajustado conforme o ângulo definido no mecanismo de
inclinação do S60.
b) O campo Ang Ant deve ser ajustado conforme o ângulo definido no mecanismo
de inclinação da antena. Esse dado pode ser preenchido manualmente pelo operador, ou
automaticamente, ao clicar no botão “Bússola Eletrônica”, se estiver habilitado. Este
campo fica desabilitado quando o sistema não possui uma bússola instalada ou quando
os dados dela estão imprecisos.
c) O campo Pos relativa norte magnético deve ser preenchido automaticamente
ao clicar no botão “Bússola Eletrônica”, se estiver habilitado. Este campo fica desabilitado
quando o sistema não possui uma bússola instalada ou quando os dados dela estão
imprecisos. O valor apresentado deve ser preenchido no campo Ang QM.
d) O campo Ang QM deve ser ajustado conforme o valor obtido na consulta da
bussola referente à Pos relativa norte magnético.
e) Os campos E, N e H devem ser preenchidos com os valores de coordenadas
Longitude, Latitude e Altitude, respectivamente, de acordo com a unidade de medida
3-19
EB60-MT-23.401
selecionada no campo Coor (GEO ou UTM). No caso de utilizar coordenada UTM, deve-
se informar também a Zona UTM e o Hemisfério referente a esta coordenada.
f) A conexão é concluída após esses dados serem confirmados, pois são
indispensáveis para o funcionamento do Radar.
Fig 3-35 Ajustar radar: informações de montagem
g) Caso o usuário selecione a opção “Cancelar”, o sistema emite uma mensagem
informando que o Radar não possui os dados de montagem (Fig 3-36). Ao confirmar, o
sistema desconecta o radar.
Fig 3-36 Cancelar informações de montagem
h) No entanto, essa mensagem é apresentada apenas na primeira conexão com o
Radar. Caso o Radar já esteja em operação e seja desconectado do Aplicativo, ele deve
ser conectado novamente. Em uma reconexão, a tela Ajustar Radar é apresentada com o
botão “Confirmar” desabilitado caso a desconexão ocorra enquanto a antena está em
movimento. Dessa forma, o operador deve clicar no botão “Cancelar” para continuar a
operação. Caso a antena esteja parada, o botão “Confirmar” estará habilitado, de forma
que os valores poderão ser editados.
3-20
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i) A caixa de controle do Radar (Fig 3-37) é habilitada após a conexão. Para ligar o
Radar primário, é necessário selecionar um dos canais. Para ligar o Radar secundário
(IFF) é necessário selecionar um dos modos de emissão.
Fig 3-37 Caixa de controle do radar
3.3.3.4 Os alvos detectados pelos radares primário e IFF aparecem diferenciados na PPI.
a) Primário: alvo possui o símbolo “+” no canto inferior direito.
b) IFF: alvo envolto por um círculo.
c) Associado: possui os dois símbolos indicando que o alvo foi detectado pelos dois
radares.
d) Verificar a emissão do Radar com o detector de Radiofrequência.
3.3.3.5 Operações para deixar o Radar em espera
3.3.3.5.1 Para desligar a emissão do Radar Primário ou Secundário (IFF), clicar nos
respectivos botões da caixa de controle do Radar no Aplicativo, deixando-os na cor
vermelha.
3.3.3.5.2 Atentar para o fato de que, ao desligar a emissão, a antena do Radar fica parada
e a guarnição nas proximidades do Radar deve ser alertada acerca da mudança de
estado do Radar, para evitar que ocorram acidentes ou desacionamento do sistema
precoce. O Aplicativo passa a emitir uma mensagem de alerta de 5 em 5 minutos,
informando o período em que o Radar está energizado, porém sem emitir radiofrequência.
3-21
EB60-MT-23.401
Após 30 minutos sem operação, o Aplicativo desliga todo o Radar, incluindo a Fonte de
Alimentação.
3.4 DESMONTAGEM DO SISTEMA
3.4.1 INTRODUÇÃO
A sequência de desmontagem é iniciada pelo desligamento do Sistema Radar
através do Aplicativo Operacional e seguida pela desmontagem dos módulos
propriamente ditos. Assim como a montagem, deve-se ter atenção para detalhes
pertinentes à segurança da guarnição e cuidados com o material.
3.4.2 DESLIGAMENTO DO SISTEMA
3.4.2.1 No Aplicativo Operacional, clicar no menu “Sessão” e na opção “Desligar”.
3.4.2.2 Será habilitada a opção:
a) Radar: desliga o Radar SABER M60, incluindo a Fonte de Alimentação. Neste
caso, não se deve realizar a desconexão do Aplicativo com o Radar.
b) UV: desliga o Aplicativo Operacional ou o computador.
3.4.2.3 O desligamento do sistema Radar também pode ser feito pressionando por
6 segundos o botão Desliga da Fonte de Alimentação.
3.4.2.4 O desligamento do sistema em caso de emergência deve ser feito utilizando o
botão EMERGENCIA. No entanto, seu uso frequente pode danificar os componentes
eletrônicos.
3.4.3 DESMONTAGEM
Para a desmontagem do sistema, segue-se a seguinte sequência.
3.4.3.1 Desligar o Aplicativo Operacional.
3.4.3.2 Desligar a Fonte de Alimentação.
3.4.3.3 Desconectar os cabos ligados à UV do Radar e enrolar a bobina.
3.4.3.4 Soltar as Alavancas de Fixação do Telescópio e, por meio da parafusadeira,
abaixar o Sistema Radar.
3.4.3.5 Desinstalar a Luneta de Orientação, agindo nos parafusos de fixação e
movendo-a para a retaguarda por meio da corrediça.
3.4.3.6 A partir deste momento, todo material que for desmontado deve ser acondicionado
na sua respectiva caixa.
3-22
EB60-MT-23.401
3.4.3.7 Desconectar os cabos manualmente (somente M60_W2 será desmontando
posteriormente).
Não existe a necessidade de usar ferramental. Após a retirada dos cabos,
tampar os conectores.
3.4.3.8 Desmontar o S60 (IFF).
Desatarraxar os parafusos de fixação da armação e abaixá-la. Soltar o trinco de
fixação e puxar a antena liberando as roldanas de teflon dos seus alojamentos, soltando
assim a Antena do IFF por completo.
3.4.3.9 Desmontar o Módulo de Controle e RF.
Desatarraxar os 04 (quatro) parafusos superiores e elevar o módulo, retirando as
cunhas dos berços, liberando-o. Antes de retirar totalmente, é necessário retirar o cabo
M60_W2.
3.4.3.10 Desmontar a Antena do Radar.
Antes de desmontar a antena, deve-se registrar 0 (zero) no ângulo de
inclinação. Feito isso, desaparafusar, manualmente, os 04 manípulos de fixação da
antena, até o fim. Abaixar a antena e movê-la até que a Base Inferior da Antena perca o
contato com a parte superior do Pedestal.
3.4.3.11 Desmontar o Pedestal do Quadripé.
Desatarraxar os Ganchos de Fixação da Base do Pedestal até o final, e retirá-lo
de cima do Quadripé. Antes de colocar o Pedestal na caixa, a UV do Radar já deve
estar em seu alojamento. Reapertar os ganchos de fixação do Quadripé.
3.4.3.12 Desmontar a Caixa de Baterias e Fonte de Alimentação do Quadripé.
Elevar a Caixa de Baterias retirando-a das pernas do Quadripé. Devido ao peso,
deve ser desmontada por dois militares. Elevar a Fonte de Alimentação retirando-a das
pernas do Quadripé. Devido ao peso, deve ser desmontada por dois militares.
3.4.3.13 Desmontar o Quadripé.
Travar o Telescópio, já retraído, por meio das alavancas de fixação. Em seguida,
retirar as estacas do terreno e guardá-las. Virar o Quadripé voltando a Base do Pedestal
para baixo, e retrair as pernas. Caso haja acúmulo de detritos nas Sapatas, tipo terra e
areia, remover o excesso e recolhê-las, girando até encostar na perna, guardando as
alavancas dentro dos parafusos sem fim.
3.4.3.14 Conferir o material.
Estando todos os módulos acondicionados nas suas respectivas caixas, antes da
saída da posição, deve-se conferir todo material utilizando a lista de verificação existente
no interior de cada caixa.
3-23
INTENCIONALMENTE EM BRANCO
EB60-MT-23.401
CAPÍTULO IV
APLICATIVO OPERACIONAL DA UNIDADE DE VISUALIZAÇÃO
4.1 CONCEITOS BÁSICOS
4.1.1 O Aplicativo Operacional do Radar
4.1 CONCEITOS BÁSICOS
SABER M60 (Sensor de Acompanhamento
4.2 INICIALIZAÇÃO E AUTENTICAÇÃO
de alvos aéreos Baseado em Emissão de
DO SISTEMA
Radiofrequência) é o programa (software)
4.3 MODO OPERAÇÃO
especialmente produzido para a operação
da Unidade de Visualização (UV) do Operador Radar (Op Radar) e do Oficial de Controle
(Of Ct).
4.1.2 DIREITOS AUTORAIS
4.1.2.1 A estrutura do Aplicativo Operacional tem por propósito atender às necessidades
da defesa antiaérea do país. Não há qualquer outro emprego à Unidade de Visualização
do Radar SABER M60 que não a do Aplicativo Operacional.
4.1.2.2 O código-fonte do Aplicativo Operacional é de propriedade exclusiva do Exército
Brasileiro, com base em plataforma livre ao usuário (Linux), sem necessidade de
pagamento de direitos autorais a quaisquer empresas.
4.1.3 MANUTENÇÃO DO APLICATIVO OPERACIONAL
4.1.3.1. A manutenção preventiva do Aplicativo Operacional do Radar SABER M60 é de
responsabilidade dos 1º e 2º Escalões. Nestes níveis, não são autorizadas modificações
no Aplicativo Operacional. Ao usuário de 1º escalão cabe a observação de problemas,
devendo informá-los ao 2º Escalão. O 1º Escalão pode sugerir modificações no Aplicativo
Operacional, por intermédio da cadeia de comando. O 2º Escalão analisa o problema,
caracterizando-o, para informar aos 3º e 4º Escalões.
4.1.3.2 As atividades de manutenção corretiva do Aplicativo Operacional do Radar
SABER M60 cabem aos 3º e 4º Escalões de Manutenção. Mudanças do Aplicativo
Operacional do Radar SABER M60 podem ser feitas sempre que novas funcionalidades
forem julgadas necessárias, pois os dados de controle e alcance (Alc) são
“parametrizados”, ou seja, de fácil modificação, possibilitando sua adaptação a novos
parâmetros de troca de dados com centros de controle e sistemas de armas de quaisquer
tipos. Devem ser realizadas apenas pelos 3º e/ou 4º Escalões de Manutenção.
4-1
EB60-MT-23.401
4.2 INICIALIZAÇÃO E AUTENTICAÇÃO DO SISTEMA
4.2.1 INICIALIZAÇÃO DO SISTEMA
4.2.1.1 A Unidade de Visualização (UV) é inicializada através do ícone “UV-M60”
localizado na área de trabalho. Após clicar sobre o ícone, é apresentada a tela
“Determinar Perfil”. De acordo com o nível de permissões do usuário no sistema de
defesa antiaérea, o Radar SABER M60 possui quatro perfis operacionais:
a) Op Radar: permite o acesso apenas de usuário Op Radar. Possui apenas
funcionalidades de controle do Radar;
b) Op Radar & COAAe S: permite o acesso de usuário Op Radar a
funcionalidades de controle do Radar e de usuário Of Ct a todas as funcionalidades de Op
Radar e de COAAe S; e
d) COAAe P: permite o acesso de usuário Of Ct para visualizar dados de alvos de
outras unidades de COAAe S.
Fig 4-1 Determinar perfil
4.2.1.2 Após definir o perfil operacional, deve ser realizada a autenticação do usuário no
sistema de defesa antiaérea, de acordo com três níveis de acesso:
a) Op Radar: é o responsável por manter o Radar em operação, a despeito de
quaisquer intervenções que possam causar pane ou disfunção, sejam oriundas de
incidentes e/ou acidentes no próprio equipamento, ou mesmo pela atuação de agentes
eletromagnéticos adversos. Possui acesso às funcionalidades de conectar o Aplicativo ao
Radar, ligar, alterar velocidade, configurar setores de bloqueio, consultar informações do
BIT, alterar data e hora e visualizar alvos. Possui acesso aos perfis Op Radar e Op Radar
& COAAe S;
b) Of Ct: é o encarregado das atividades de integração sistêmica do Radar SABER
M60, pois controla e coordena o emprego das unidades de tiro ligadas ao seu Centro de
Operações Antiaéreas (COAAe), além de receber e transmitir as informações de
coordenação e controle com os outros centros ligados ao seu COAAe, sejam superiores
ou subordinados. Possui acesso aos perfis Op Radar & COAAe S, COAAe S e COAAe P;
e
c) Of Mnt: usuário dos 3º e/ou 4º Escalões de Manutenção. É o responsável pela
manutenção do sistema Radar SABER e tem acesso a todas as funcionalidades
4-2
EB60-MT-23.401
referentes ao Op Radar e ao Of Ct, além do acesso a funcionalidades específicas de
manutenção, como cadastro de usuários, configurações de rede, configurações de
sistema e alteração de máscara de data e hora.
Fig 4-2 Autenticação do usuário
4.2.1.3 Caso a senha ou o usuário sejam digitados com dados incorretos, o sistema
apresenta uma mensagem de erro.
Fig 4-3 Usuário inválido
4.2.1.4 Para criar um novo usuário e sua respectiva senha, é necessária a intervenção da
manutenção de 3º Escalão.
4.2.2 SELEÇÃO DA OPERAÇÃO
O sistema permite ao usuário as seguintes opções para a seleção da operação:
a) Desligar: para desligar o computador;
b) Cancelar: para voltar à tela anterior;
4-3
EB60-MT-23.401
c) Trocar Op: para selecionar outra Op previamente cadastrada no sistema, ou
importar uma Op previamente exportada;
d) Encerrar Op: para encerrar a Op selecionada. Como o Aplicativo necessita
dessa informação, é apresentado ao usuário a tela para criar nova Op com um novo
código gerado automaticamente. É possível adicionar à nova operação as informações de
outra operação previamente cadastrada no sistema ou importar os dados de uma
operação que tenha sido exportada para arquivo; e
e) Confirmar: para manter a Op selecionada.
Fig 4-4 Determinar operação militar
4.2.3 PROCEDIMENTO DE SEGURANÇA
4.2.3.1 O Memento de Segurança permite verificar se as atividades de montagem do
Radar foram executadas com observância dos procedimentos de segurança, e o usuário
do Aplicativo deve certificar se o radar foi montado corretamente.
4.2.3.2 Para passar à etapa seguinte, o usuário deve selecionar a opção Confirmar. O
Aplicativo contém o Memento de Segurança para consulta.
4.2.3.3 Se o usuário escolher a opção Cancelar, o sistema volta para a tela anterior.
Fig 4-5 Procedimentos de segurança
4.2.3.4 Se o usuário escolher a opção Desligar, o computador será desligado.
4.2.4 TELA DE MENU
A tela de menu apresenta as opções de Operação e Avaliação do Operador, além
de possibilitar o desligamento do computador .
4-4
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Fig 4-6 Tela de menu
a) Operação: inicia o funcionamento do Radar SABER M60. Apresenta interface de
visualização dos alvos (PPI) e todas as funcionalidades referentes à operação do
Radar SABER M60.
b) Avaliação (Fig 4-7): permite ao Of Ct realizar avaliação de operadores do radar.
O sistema preenche automaticamente o nome do avaliador e a data e hora da avaliação.
Os campos Evento Observado, Ação do Operador, Análise do Avaliador, Procedimento
Correto e a Menção (E, MB, B, R ou I) devem ser preenchidos pelo avaliador. Cada
campo possui o limite de 255 (duzentos e cinquenta e cinco) caracteres.
Fig 4-7 Avaliação do operador
4-5
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c) Ajustar GDH (Fig 4-8): permite ao operador ajustar a data e o horário na
inicialização do sistema UV. Os dados são importados automaticamente do sistema
operacional. O Aplicativo Operacional permite alterar as informações de data e hora
também após a inicialização do sistema, e a referência de horário a ser empregada tais
como Z (ZULU) e P (PAPA).
Fig 4-8 Ajustar GDH na inicialização
4.3 MODO OPERAÇÃO
Nesta seção, são apresentadas as funcionalidades agrupadas por componentes da
interface presentes no Aplicativo Operacional do Radar SABER M60, tais como barra de
menus, barra de ferramentas, tabelas, BIT, mensagens de alerta, caixa de controle dos
radares, barra de status, menu de contexto e PPI.
4.3.1 BARRA DE MENUS
4.3.1.1 Menu Sessão
a) Trocar Usuário: permite alterar o perfil do Aplicativo Operacional e o usuário
que está autenticado.
b) Avaliação: permite ao Of Ct avaliar o desempenho de usuários Op Radar.
c) Menu Principal: permite abrir a tela de menu, que contém as opções Operação,
Avaliação e Desligar.
d) Desligar: permite reiniciar ou desligar o sistema UV e o sistema operacional, e
reiniciar ou desligar o Radar SABER M60.
4-6
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Fig 4-9 Desligar
4.3.1.2 Menu Operação
a) Mapa: permite adicionar um novo mapa no sistema. Para isso, o usuário deve
fornecer o diretório correspondente do mapa e as coordenadas dos cantos superior
esquerdo e inferior direito. Após salvar a inserção, deve selecionar o mapa na lista de
mapas cadastrados para determiná-lo para a operação. O nome do arquivo do mapa não
pode conter caracteres especiais como símbolos, acentos, cedilhas, espaços etc.
Fig 4-10 Inserção e determinação de mapa
4-7
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b) Op Mil: permite criar uma nova operação militar, exportar a operação em uso,
importar uma operação que tenha sido exportada anteriormente ou encerrar uma
operação que não seja a operação em uso, ou seja, que não tenha sido selecionada
durante a inicialização do sistema na tela 'Determinar Operação Militar'.
Fig 4-11 Manter Operação Militar
- Para criar uma nova operação, deve-se clicar no botão 'Nova' e preencher as
informações solicitadas: “Nome Op” e “Descrição”. Ao confirmar a nova operação, o
sistema cria uma operação vazia.
Fig 4-12 Nova Operação Militar
- O Aplicativo permite criar uma nova operação com base em uma operação já
existente por meio de duas formas:
4-8
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1) Selecionando uma operação cadastrada no sistema: deve-se clicar no botão
'Selecionar Op'. Na tela seguinte, deve-se selecionar a operação desejada e os itens a
serem copiados.
Fig 4-13 Selecionar operação
2) Importando uma operação que tenha sido previamente exportada: deve-se
clicar no botão 'Importar Op'. Deve-se selecionar a operação desejada e os itens a serem
copiados.
c) Memento (Fig 4-14): permite editar os procedimentos de segurança a serem
executados antes de iniciar a operação.
d) MCCEA: permite inserir no Aplicativo os elementos de Medidas de Coordenação
e Controle do Espaço Aéreo. Alguns elementos possuem campos de coordenadas
referentes à sua posição. Para facilitar o preenchimento da coordenada geográfica, pode-
se pressionar a tecla SHIFT ou CTRL ou ALT e mover o cursor sobre a PPI. O Aplicativo
apresenta na barra de status a coordenada referente ao posicionamento do cursor. Outra
forma mais simples é utilizar o menu de contexto sobre a posição desejada na PPI. O
sistema preenche automaticamente as coordenadas referentes à posição escolhida.
Seguem abaixo as opções dentro do menu MCCEA:
4-9
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Fig 4-14 Editar memento
- Aba “Cor Seg” (Fig 4-15): o padrão de dados de Corredores de Segurança está
definido no C 44-1 – EMPREGO DA ARTILHARIA ANTIAÉREA (4ª Ed. 2001). O limite de
Corredores de Segurança a serem inseridos é 23, representados na PPI na cor azul
(retângulo) e identificados automaticamente pelo Aplicativo em ordem alfabética;
- Aba “P Sen” (Fig 4-16): permite a inserção de Pontos Sensíveis (P Sen) sobre a
tela PPI. Não há restrição quanto à quantidade de P Sen a serem inseridos. Cada P Sen é
numerado automaticamente pelo Aplicativo;
- Aba “P Vig” (Fig 4-17): permite a inserção de Postos de Vigilância (P Vig) sobre a
tela PPI. Não há restrição quanto à quantidade de P Vig a serem inseridos. Deve ser
preenchido o ângulo e alcance de vigilância para que o setor de observação seja
representado pelo Aplicativo na PPI com setor angular de cor verde;
4-10
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Fig 4-15 – Inserir Cor Seg Fig 4-16 – Inserir P Sen
Fig 4-17 Inserir P Vig
4-11
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- RRM (Fig 4-18): o padrão de Rota de Risco Mínimo (RRM) está definido no C 44-
1 – EMPREGO DA ARTILHARIA ANTIAÉREA (4ª Ed. 2001), chamada de Rota Padrão
das Aeronaves do EB. Não há restrição quanto à quantidade de RRM a serem inseridas. A
RRM é representada sobre a PPI com uma linha (corredor), de espessura definida. Para
inseri-la, é necessário clicar com o mouse sobre a PPI para marcar os pontos a serem
interligados;
- St Blq (Fig 4-19): permite a inserção de Setores de Bloqueios (St Blq), definidos
como setores sem emissão de RF do Radar primário (na cor verde) e/ou IFF (na cor azul),
por intermédio da seleção de valores angulares. Pode ser representado também com a
fusão das cores se os setores do Radar primário e do IFF forem coincidentes. Pode-se
utilizar o menu de contexto para remoção por meio da opção “Apagar St Blq”;
Fig 4-18 Inserir RRM Fig 4-19 Inserir St Blq
- U Tir Msl / Can (Fig 4-20): permite a inserção de U Tir Can (Unidade de Tiro de
Canhão) ou U Tir Msl (Unidade de Tiro de Míssil) sobre a tela PPI, por intermédio de
coordenadas retangulares ou polares. Não há restrição quanto à quantidade de U Tir a
serem inseridas. Cada U Tir é numerada automaticamente pelo Aplicativo. Deve ser
preenchido o alcance do sistema de armas para que o Aplicativo apresente-o na PPI com
círculo de cor amarela. Para facilitar o preenchimento das coordenadas, pode ser usado o
clique direito do mouse sobre a PPI, com os dados sendo extraídos da ponta do cursor;
4-12
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- VRDAAe (Fig 4-21): o padrão de dados de Volume de Responsabilidade de
Defesa Antiaérea (VRDAAe) está definido no C 44-1 – EMPREGO DA ARTILHARIA
ANTIAÉREA (4ª Ed. 2001). Não há restrição quanto à quantidade de VRDAAe a serem
inseridos. O VRDAAe é representado na PPI com as cores vermelha (para Sobrevoo
Proibido), amarela (para Sobrevoo Restrito) e verde (para Sobrevoo Livre), nos formatos
cilíndrico, onde são inseridas as coordenadas do ponto central, ou quadrilátero, onde são
inseridas as 4 (quatro) coordenadas dos vértices do mesmo;
Fig 4-20 Inserir U Tir Msl Fig 4-21 Inserir VRDAAe
- ZVP (Fig 4-22): o padrão de dados de Zona de Voo Proibido (ZVP) está definido
no Manual C 44-1 – EMPREGO DA ARTILHARIA ANTIAÉREA (4ª Ed. 2001). Pode-se
inserir apenas uma ZVP no sistema representada à direita da PPI. Para inserir, é
necessário fornecer os dados de altura superior e inferior e período de vigência da ZVP.
Este elemento pode ser excluído por meio do menu de contexto;
- Alvo Simulado: permite a inserção de alvos não detectados pelo Radar. O alvo
simulado é apresentado por um triângulo isósceles, onde a direção da proa é indicada
pelo vértice do menor ângulo interno do triângulo;
4-13
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Fig 4-22 Inserir ZVP
- Desig A: a “designação” de alvos é o processo pelo qual o Oficial de Controle do
COAAe S decide sobre o “engajamento” do(s) vetor(es) aéreos com o emprego dos
sistemas de armas da defesa antiaérea, transmitindo, com os meios e os processos
disponíveis, os dados dos alvos para as U Tir AAAe selecionadas, forma a neutralizar ou
impedir a ação do alvo sobre o ponto defendido, ou mesmo destruí-los. Há quatro formas
de designar um alvo:
1) selecionar este item do menu, clicar sobre a U Tir na PPI e depois sobre o alvo;
2) selecionar este item do menu, clicar na linha da U Tir na tabela de U Tir e depois
sobre o alvo;
3) selecionar este item do menu, clicar sobre o alvo e depois sobre a U Tir na PPI;
ou
4) selecionar este item do menu, clicar sobre o alvo e depois sobre a linha da U Tir
desejada na tabela de U Tir.
- A designação é exibida com uma linha vermelha entre a U Tir e o alvo, e possui
uma legenda que informa: código da designação, distância até a U Tir (Alc); ângulo em
relação ao norte, tendo a U Tir como centro (Az); altura (Altu); direção (Proa) e tempo sob
designação. A tabela de U Tir exibe em vermelho a linha da U Tir que contém um alvo
4-14
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designado. Com o clique direito do mouse, é possível remover a designação e liberar a
U Tir.
- St Blq: este recurso é um atalho para a tela de inserir St Blq;
- Exibir Traj: permite exibir ou ocultar a trajetória de todos os alvos detectados pelo
Radar SABER; e
- Alr e Cndc Apr: permite determinar o estado de alerta do sistema de defesa
antiaéreo e as condições de aprestamento dos sistemas de armas alocados a
determinada defesa.
- O Estado de Alerta (Alr Vm, Am e Brnc) e as Cndc Apr seguem o padrão de
definido no C 44-1 – EMPREGO DA ARTILHARIA ANTIAÉREA (4ª Ed. 2001). Ao alterar o
Estado de Ação e a Condição de Aprestamento, as alterações refletem nos campos
apropriados, na parte superior direita do Aplicativo e no sistema de visualização das U Tir
conectadas. No caso do Alerta Vm, esses sistemas passam a emitir um alerta sonoro.
Fig 4-23 – Alerta e condições de aprestamento
4.3.1.3 Menu Radar
a) Conexão (Fig 4-24): permite conectar o sistema UV às unidades que estão
cadastradas e associadas à Op atual. Para realizar a conexão, a unidade desejada deve
estar previamente cadastrada no sistema com o IP ou a porta correspondente. As
unidades conectáveis são Unidades de Controle (Radar) ou Unidade de Visualização.
4-15
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Fig 4-24 Conexão
- Ao realizar a conexão com o Radar, o sistema apresenta a tela “Ajustar Radar”
(Fig 4-25), onde devem ser preenchidos os dados necessários para a sua montagem, tais
como:
Fig 4-25 Ajustar radar
1) Angulação
- IFF: deve ser registrado o ângulo de inclinação do IFF, que varia de 5º a 27º, com
valor de referência inicial de 17º, baseado em observação do valor do ângulo da antena
do primário.
- Ant: registrar o ângulo de inclinação da antena do Radar primário, de acordo com
a avaliação do terreno em relação à Posição Radar escolhida, feita no Estudo de
Situação, que culmina com o Reconhecimento, Escolha e Ocupação da Posição Radar. O
ângulo da antena do Radar primário pode variar de -2° a 10°, com valor padrão de
referência inicial de 7º.
4-16
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- QM: ângulo entre o norte de quadrícula e o magnético.
2) Pos Radar
- Pos relativa ao Norte Magnético: este campo não deve ser preenchido
manualmente, pois é preenchido automaticamente ao clicar no botão “Bússola Eletrônica”,
se estiver habilitado. Este campo fica desabilitado quando o sistema não possui uma
bússola instalada ou quando os dados dela estão imprecisos. O valor apresentado deve
ser preenchido no campo Ang QM.
- Pos Radar: inserir as coordenadas E, N e H do ponto estação do radar, no
sistema Universal Transversal de Mercator (UTM) (Coor métricas), referenciando a Z UTM
(informação contida no canto superior direito das cartas, com dois números, sem
espaçamento) e o Hemisfério (Hemis N ou S). Como exemplo de inserção da Z UTM,
verifique o canto superior direito de Carta da Região Sul do Brasil, para o qual deve se
inserida a Z UTM 22 (Fig 4-26). Também pode-se inserir por coordenadas geográficas
(GEO) em graus, minutos e segundos com uma casa decimal.
Fig 4-26 Canto superior direito de uma carta na escala 1:25000 (Coor UTM)
b) Ajustar GDH (Fig 4-27): permite consultar ou alterar a data e hora do próprio
Aplicativo ou do Radar.
c) Ajustar Info Montagem: caso o Radar esteja conectado e emitindo, essa
funcionalidade permite consultar as informações de montagem. Caso o Radar esteja
conectado e não esteja emitindo, essa funcionalidade permite editar os dados de
montagem.
d) Unidades (Fig 4-28): permite cadastrar no sistema as Unidades a serem
conectadas ao sistema UV.
- Os perfis Op Radar e Op Radar & COAAe S podem ser conectados apenas ao
Radar SABER M60.
- O perfil COAAe S pode ser conectado a outro sistema UV que esteja operando
com o perfil Op Radar para receber os dados dos alvos.
4-17
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- O perfil COAAe P pode ser conectado a outro sistema UV que esteja operando
com o perfil COAAe S ou Op Radar & COAAe S para receber os dados dos alvos.
Fig 4-27 – Ajustar GDH
Fig 4-28 Unidades
4.3.1.4 Menu Parâmetros
a) Áudio: permite habilitar/desabilitar o dispositivo de áudio do Aplicativo, bem
como controlar o volume do mesmo.
b) Alcance Max: para facilitar a visualização da PPI, o Alc máximo pode ser
apresentado em 80, 60, 40 ou 20 km, de tal forma que a visualização seja ampliada ou
reduzida.
c) Circ Conc: como indicadores visuais de Alc para operação da PPI, o Aplicativo
pode apresentar Círculos Concêntricos de 5, 10 e 20 para os Alc da PPI.
4-18
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d) Unidades de Medida
Fig 4-29 Unidades de Medida
- Alcance – opções: quilômetros (km), metros (m) e milhas náuticas (NM).
- Azimute – opções: graus (°) e milésimos ('''), este apresentado sempre com
quatro algarismos, mesmo que não significativos (0035''', por exemplo). A referência para
orientação do Radar é o Norte Magnético.
- Altura – opções: metros (m) e pés (ft).
- Velocidade – opções: metros por segundo (m/s); quilômetros por hora (km/h), nós
e milhas por hora.
- Proa – opções: graus (°) e milésimos (''''), este apresentado sempre com quatro
algarismos, mesmo que não significativos (0035'''', por exemplo).
- Coordenadas – opções: coordenadas retangulares, pelo Sistema de Projeção
Universal Transversa de Mercator (UTM) métrica, decamétrica e quilométrica; e
coordenadas geográficas (GEO).
- Datum – referência para conversão de coordenadas UTM para geográficas e
vice-versa. Apresenta as opções WGS84, SAD69 e Córrego Alegre.
4-19
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Fig 4-30 Formatação do Datum SAD 69
- Data – opções: dd/MM/yy (dia, mês e ano) ou dd MM yy ddd (dia, mês, ano e
semana).
- Horário – de acordo com a operação e/ou estação do ano e/ou horário local,
podem ser escolhidos ZULU (Z) ou PAPA (P).
4.3.1.5 Menu Manter Mensagem
a) O Aplicativo Operacional armazena as mensagens recebidas e transmitidas,
apresentando seu GDH (transmissão/recepção), destinatário/remetente (de/para) e seu
conteúdo de até 195 (cento e noventa e cinco) caracteres.
Fig 4-31 Manter Mensagem
c) O Aplicativo permite enviar mensagens para todas as U Tir conectadas, para
todas as unidades COAAe Subordinados e Principal conectadas ou para unidades
selecionadas.
4-20
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Fig 4-32 Envio de Mensagens
4.3.1.6 Menu Manutenção
a) As funcionalidades desse item do menu são de responsabilidade do Oficial de
Manutenção (Of Mnt) de 3º Escalão.
b) Usuários (Fig 4-33): permite ao usuário Of Mnt adicionar novos usuários ao
sistema. Os tipos de usuário são: Operador de Radar, Oficial de Controle e Oficial de
Manutenção.
c) UV: permite consultar o Log do sistema UV, realizar configurações das variáveis
parametrizadas do sistema, atualizar o software do sistema ou consultar alterações de
binários.
d) Rede (Fig 4-34): permite definir as configurações de rede do sistema Radar
SABER M60. Essas configurações são específicas para cada operação. Se as mesmas
não forem definidas, assumirão os valores da configuração padrão do sistema.
4-21
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Fig 4-33 Inserir usuário
Fig 4-34 Configurações de rede
4.3.1.7 Menu Ajuda
a) Ajuda do SABER M60: fornece informações de utilização do Aplicativo. O botão
F1 do teclado pode ser acionado como atalho para essa função.
b) Sobre: apresenta o número de versão do sistema.
4.3.2 BARRA DE FERRAMENTAS
A barra de ferramentas localizada do lado direito da interface do sistema apresenta
opções de atalhos para as funcionalidades de Designação de Alvos, Setor de Bloqueio,
U Tir Míssil, Posto de Vigilância, Ponto Sensível, U Tir Canhão e Alertas Vermelho,
Amarelo e Branco.
4-22
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4.3.3 TABELA
4.3.3.1 Lista de alvos: a Lista de alvos apresenta-os ordenados por prioridade (grau de
ameaça), com os seguintes dados: código da trajetória (Traj), código do IFF no modo 1 (2
dígitos de 0 a 7), código do IFF no modo 2 (4 dígitos de 0 a 7), código do IFF no modo 3/A
(4 dígitos de 0 a 7), altitude do alvo recebida no modo C, com a mesma unidade de
medida da altura calculada pelo radar primário (Altu); tipo do vetor (asa fixa ou rotativa);
modelo das Anv de asas rotativas (Ident He), se identificado; azimute (Az), alcance (Alc),
altura (Altu), velocidade (Vel) e proa.
Fig 4-35 Lista de alvos
4.3.3.2 Lista de Desig A: a Lista de Designação de Alvos apresenta os seguintes dados
das designações: código da designação, nome da U Tir, tipo de alvo (“Avi” para Anv de
asa fixa ou “He” para Anv de asa rotativa), avaliação (Amigo, Desconhecido, Inimigo),
alcance, azimute, altura e proa do alvo com relação à U Tir, além do tempo de voo do alvo
até a U Tir.
Fig 4-36 Lista de designação de alvos
4.3.3.3 Lista de U Tir: a Lista de U Tir é ordenada por número, com os dados de alcance
(Alc), teto, munição, disponibilidade (Dispon), tipo (Msl ou Can), nome e coordenadas de
sua localização (E, N e H).
Fig 4-37 Lista de U Tir
4-23
EB60-MT-23.401
4.3.4 CAIXA DE ESTADO DO SISTEMA (BIT)
4.3.4.1 A Caixa de Estado do Sistema apresenta os resultados do autoteste (Built-in-test).
O autoteste é executado continuamente, sem interrupções. Possui as seguintes
indicações:
a) SISTEMA EM PANE (cor vermelha): em caso de pane em algum componente do
Radar ou do sistema UV, o sistema indicará o defeito e o usuário deve buscar sua
correção. Caso o usuário continue a operar o Radar com SISTEMA EM PANE, poderão
ocorrer restrições a determinadas aplicações.
b) SISTEMA PRONTO (cor verde): indica que o autoteste não está detectando
problemas. Neste caso, há segurança para a operação continuar nas partes analisadas
pelo autoteste.
4.3.4.2 No autoteste, são verificados os seguintes componentes essenciais para o correto
funcionamento do Radar e do sistema da UV:
a) Verificações na opção “UC”
- Radar: UC (Unidade de Controle);
- Bateria: fonte de alimentação para o Radar, indicando o nível de carga da bateria;
- UPS: fonte de alimentação ininterrupta - provê valores de sua temperatura, tensão
e corrente de entrada;
- Motor: motor de rotação do conjunto móvel acoplado à antena;
- Pedestal: parafusos de fixação do pedestal com sensores de aperto;
- Antena: correta conexão dos cabos e parafusos de fixação da antena com
sensores de aperto;
- RF: circuitos de geração da radiofrequência do Radar primário;
- FPGA: circuito integrado programável;
- IFF: identificador amigo-inimigo;
- Placa-Mãe: principal placa do radar;
- Disco: armazenamento de dados (Hard-Disk);
- Memória: indica o nível de memória RAM disponível;
- CPU: unidade de processamento;
4-24
EB60-MT-23.401
- Nível Eletrônica: indica qualidade do comportamento dos componentes
eletrônicos;
- Rastreamento: indica o estado do módulo do software rastreamento;
- Processamento: indica o estado do módulo do software processamento; e
- BIT: componente responsável pelo autoteste contínuo do Radar operando.
b) Verificações na opção “UV”
- Bateria: fonte de alimentação da energia para o sistema UV, indicando o nível de
carga da bateria.
- Temperatura: indica a temperatura da CPU.
- Espaço em disco: indica o nível de espaço em disco disponível.
- Memória Livre: indica o nível de memória RAM disponível.
- Estado da Rede: Indica o estado da rede.
Fig 4-38 Estado da rede
4.3.5 MENSAGENS DE ALERTA
Caso o sistema Radar SABER esteja energizado sem giro da antena, ou seja,
radares primário e secundário desligados e sem emissão, mas com o sistema energizado,
é apresentada uma mensagem de alerta a cada 05 (cinco) minutos. Caso o radar
permaneça nessa condição por 30 minutos, ele é automaticamente desligado.
4-25
EB60-MT-23.401
Fig 4-39 Mensagem de alerta
4.3.6 CAIXA DE CONTROLE DOS RADARES
4.3.6.1 Para ligar os Radares principal e secundário, é necessário selecionar um canal de
emissão do Radar e selecionar ao menos um dos modos de operação do IFF. Para
desligar o Radar e o IFF, é necessário clicar sobre os ícones respectivos deixando-os na
cor vermelha. Em nenhuma situação a antena do Radar fica girando sem emitir.
Fig 4-40 Caixa de controle do radar
4.3.6.2 Aba Radares
a) Radar Primário
- Canais: possibilita o controle das frequências do Radar primário e da Frequência
de Repetição de Pulsos (FRP). Os canais livres são liberados para uso em tempo de paz.
Para cada portadora, há um número predeterminado de FRP, com variação de uso
exclusivo e configuração do Exército. Os canais restritos são exclusivos para operações
reais, sendo seus usos controlados, liberados para autenticações somente do nível Of Ct.
- MAE (Medidas de Ataque Eletrônico): indicativo de contramedidas eletrônicas.
Caso o sistema esteja sendo alvo de bloqueio ou despistamento, o sinal correspondente
fica em vermelho. Se não há sinal captado que não seja do próprio Radar, permanece na
cor verde.
4-26
EB60-MT-23.401
b) Radar Secundário
- Modos: Permite a seleção dos Modos de Funcionamento do IFF. Há 4 modos: 1 e
2 identificam apenas aeronaves militares; modo 3A, que identifica aeronaves civis e
militares; e modo C, que recebe a altura das aeronaves detectadas através do modo 3A
(de forma que o modo 3A precisa estar selecionado). O Aplicativo distribui os modos em 3
grupos:
1) G1 – possui os modos 1 e 2. Alterna com o G2 os modos de emissão a cada
volta da antena, ou seja, em uma volta, o radar emite nos modos selecionados no G1, e,
na próxima volta, emite nos modos selecionados no G2;
2) G2 – possui os modos 3A e C. Alterna com o G1 os modos de emissão a cada
volta da antena; e
3) G3 – possui os modos 1, 2, 3A e C. Permite selecionar até 3 modos para serem
utilizados simultaneamente.
- Códigos de IFF: caso os códigos de IFF das aeronaves conhecidas estejam
disponíveis, esta janela possibilita sua inserção no sistema. A inserção de Códigos do IFF
(Fig 4-41) pode ser feita antes de iniciar a operação ou enquanto o Radar estiver em
operação. Deve ser preenchido da seguinte forma:
1) Código: apresenta o formato XX.YYYY.ZZZZ, onde:
XX – referente ao Modo 1: o valor do 1º dígito deve estar na faixa de 0 a 7 e o
valor do 2º dígito deve estar na faixa de 0 a 7; caso o 1º dígito seja 7, o 2º dígito deve
estar na faixa de 0 a 3. Exemplo: 22
YYYY – referente ao Modo 2: o valor de cada dígito deve estar na faixa de 0 a 7.
Por exemplo: 3467
ZZZZ – referente ao Modo 3A: o valor de cada dígito deve estar na faixa de 0 a 7.
Por exemplo: 5536
5) Mtcl Anv: indica a matrícula da Anv. Por exemplo, FAB 3422;
6) Mdl Anv: indica o modelo da Anv. Por exemplo: A1;
7) Indic Anv: é o nome código da Anv empregado pelas Normas Operacionais do
Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (NOSDA), como por exemplo, CALANGO;
8) GDH In: início do período de vigência do código;
9) GDH Trm: término do período de vigência do código.
Fig 4-41 Modificar Códigos IFF
4-27
EB60-MT-23.401
Fig 4-42 Códigos de IFF
4.3.6.3 Aba Antena/Clutter/Chaff
a) Vel solicitada: controle de rotação da velocidade da antena, que pode ser de
15 RPM ou 7,5 RPM.
b) Vel real: apresenta a velocidade real da rotação da antena.
c) CLUTTER: são objetos de grandes dimensões que causam perturbação no
funcionamento do radar primário, ocasionando a detecção de alvos indesejáveis, tais
como acúmulo de nuvens.
d) O Aplicativo permite configurar o Radar para minimizar a detecção de alvos
indesejados, por meio da configuração da velocidade mínima para detecção dos alvos.
e) O Radar SABER M60 possibilita o uso, por meio de configuração na Unidade de
Visualização, das seguintes unidades de Medidas de Velocidade:
- km/h (quilômetros por hora);
- m/s (metros por segundo);
- Nós (nós).
f) A escolha dessa configuração afeta todos os parâmetros de Velocidades
utilizadas nos demais recursos da Unidade de Visualização, como: Clutter, Chaff,
velocidades dos alvos mostrados na tabela de alvos, etc. O operador deve atentar para a
escolha destas Unidades no momento da operação, pois afetam todas as informações
exibidas em todos os recursos da UV. Exemplo: caso selecione-se a Unidade km/h no
menu da Unidade de Visualização, a aba de configuração do Clutter/Chaff permitirá como
mínimo o valor de 29 km/h. Se a Unidade for m/s, o mínimo será 8 m/s e, no último caso,
se a Unidade configurada for Nós, o mínimo será de 16 nós.
4-28
EB60-MT-23.401
4.3.6.4 Cancelamento CHAFF: CHAFF são tiras metálicas de espessura extremamente
fina lançada no ar em grande quantidade formando uma nuvem de partículas metalizadas.
Essa nuvem faz com que o radar passe a não enxergar o alvo. O Aplicativo permite
minimizar o efeito de CHAFF por meio da configuração da velocidade e do azimute do
vento. O valor de CHAFF deve ser maior ou igual ao valor de CLUTTER. Se o valor for
maior, então o valor de CHAFF é alterado automaticamente.
Fig 4-43 Caixa de controle do Radar – aba antena
4.3.7 BARRA DE STATUS
É a área visual encontrada na região inferior da janela do Aplicativo que apresenta
as seguintes informações:
4.3.7.1 Caixa de Estado do Sistema (BIT): apresenta os resultados do autoteste.
4.3.7.2 Ícone de alimentação: a presença do ícone indica a utilização de alimentação
externa.
4.3.7.3 Pós Cursor: ao manter a tecla CTRL ou ALT ou SHIFT pressionada, indica as
coordenadas (UTM ou GEO) da posição do cursor, caso este esteja sobre a PPI.
4.3.7.4 Data: apresenta a data atualizada do Aplicativo.
4.3.7.5 Horário: mostra o horário atualizado do Aplicativo, podendo ser ZULU (Z) ou PAPA
(P).
4-29
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4.3.8 MENU DE CONTEXTO
4.3.8.1 Menu de contexto: botão direito
a) Sobre a PPI
- Dist Visual: permite afastar, aproximar ou centralizar a PPI.
- MCCEA: permite inserir Crdr Seg, P Sen, U Tir (Msl e Can), P Vig, St Blq,
VRDAAe, RRM e ZVP, servindo como atalho para a opção Inserir da Barra de Menus.
- Inserir Alvo: este recurso é um atalho para a tela de “Inserir Alvo” da Barra de
menus.
- Exibir trajetória: este recurso é um atalho para a tela de “Exibir Traj” da Barra de
menus.
b) Sobre elementos presentes na PPI
- U Tir: possibilita designar alvos, além das opções disponíveis ao clicar sobre a
PPI.
- St Blq: possibilita excluir o setor, além das opções disponíveis ao clicar sobre a
PPI.
c) Sobre alvos: tornar amigo, inimigo ou desconhecido, além das opções
disponíveis ao clicar sobre a PPI.
4.3.8.2 Menu de contexto: botão esquerdo
a) Sobre a PPI: permite mover o mapa ao mover o cursor e ao pressionar
simultaneamente a tecla SHIFT ou CTRL ou ALT.
b) Sobre alvos: permite a visualização da etiqueta do alvo com as seguintes
informações:
- Primeira linha:
1) Código da trajetória: campo 'Traj' da tabela de alvos.
2) Altura do alvo: campo 'Altu' da tabela de alvos. É a altura medida pelo Radar
primário.
3) Velocidade: campo 'Vel' da tabela de alvos.
- Segunda linha: apresentada quando o alvo apresenta informações de IFF.
1) Código: código de IFF correspondente ao modo selecionado.
2) Modo: modo do IFF selecionado. Se mais de um modo estiver ativo, apenas um
é apresentado na etiqueta, da seguinte prioridade:
Prio 1 - 02 dígitos do modo 1.
Prio 2 - 04 dígitos do modo 2.
Prio 3 - 04 dígitos do modo 3/A.
4-30
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4.3.9 PPI
Os alvos são representados de acordo com a classificação que o algoritmo de
rastreamento do SABER M60 executa, separando-os em aeronaves de asas fixas e
rotativas por meio de ícones diferenciados. Os alvos podem apresentar as seguintes
cores:
4.3.9.1 Cor azul: alvos amigos – classificados manualmente por ação do usuário ou por
possuir o código de IFF cadastrado no sistema;
4.3.9.2 Cor amarela: alvos desconhecidos – não classificados por ação do usuário e
não possuem cadastro de IFF no sistema; e
4.3.9.3 Cor vermelha: alvos inimigos – classificados manualmente por ação do usuário.
4.3.9.4 Os alvos detectados pelos Radares primário e IFF aparecem da seguinte forma na
PPI:
a) Primário: alvo possui o símbolo “. (ponto)” no canto inferior direito;
b) IFF: alvo envolto por um círculo; e
c) Associado (Primário+IFF): possui os dois símbolos indicando que o alvo foi
detectado pelos dois radares.
Fig 4-44 Cenário da PPI
4-31
INTENCIONALMENTE EM BRANCO
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CAPÍTULO V
ACONDICIONAMENTO E TRANSPORTE
5.1 ACONDICIONAMENTO
5.1.1 FINALIDADE
O acondicionamento correto do
5.1 ACONDICIONAMENTO
material, principalmente dos componentes
5.2 TRANSPORTE
eletrônicos do Radar, evita que a sua vida útil
seja reduzida, pois reduz os efeitos do choque mecânico, da vibração, do trepidar e da
ação da umidade sobre os componentes.
5.1.2 COMPOSIÇÃO
5.1.2.1 Por apresentar construção modular, o Radar SABER M60 foi projetado de forma
que módulos fossem guardados em caixas distintas, visando facilitar o transporte e o
manuseio do material. Para isso, os módulos do Radar foram divididos em 06 (seis)
caixas, que fornecem a devida proteção quando do transporte em viaturas, aeronaves e
outros meios, a citar:
a) A Caixa Nr 01 acondiciona a Antena do Radar, o Módulo de Controle e RF e as
Sapatas;
b) A Caixa Nr 02 acondiciona o Quadripé e os Cabos Externos;
c) A Caixa Nr 03 acondiciona o Pedestal;
d) A Caixa Nr 04 acondiciona a Fonte de Alimentação e a Caixa de Baterias;
e) A Caixa Nr 05 acondiciona o S60 (IFF), a Luneta e a UV;
f) A Caixa Nr 06 acondiciona as cintas de unitização, extensões de rede elétrica AC e os
cabos adaptadores;
g) Também acompanham o Radar SABER M60:
- sacola com rede para helitransporte e cinta de içamento;
- maleta de ferramentas para 1º Escalão;
- maleta de ferramenta para 2º Escalão;
- cones de sinalização.
5.1.2.2 O Gerador externo e a Bobina do cabo M60_W5 são protegidos por capas (item
opcional), devendo ser conduzidos por suas alças; e as capas devem ser removidas
durante a operação. O equipamento rádio possui mochila própria (item opcional).
5-1
EB60-MT-23.401
Fig 5-1 Disposição do material
5.1.2.3 As Caixas do Radar SABER M60 foram elaboradas de modo que elas formem um
módulo que ocupe o menor espaço possível e facilite o acondicionamento e o transporte.
O conjunto de caixas fica preso por, no mínimo, quatro cintas de unitização, formando,
assim, um só conjunto. Esse conjunto é preso por duas cintas adicionais para fixação ao
piso ou parede lateral da viatura, quando é transportado por meio terrestre. Esta fixação
com cintas de unitização visa reduzir o dano ao radar e às suas caixas de transporte, que
sofrem choque mecânico e vibração mecânica durante o transporte.
5.1.2.4 A Caixa Nr 01 deve ser posicionada embaixo das demais, pois devido ao seu
volume, servirá como base para o módulo. Quando não estiverem em uso, as caixas
devem ficar fechadas. Os materiais devem ser mantidos e guardados limpos.
5.1.3 USO DAS CINTAS DE UNITIZAÇÃO
5.1.3.1 Etapas para utilização das cintas de unitização com suas respectivas
catracas
a) Posiciona-se a catraca sobre as caixas do Radar, com a alça na posição horizontal,
conforme foto a seguir.
5-2
EB60-MT-23.401
Fig 5-2 Cinta
b) Envolve-se o conjunto de caixas com a fita, tomando-se o cuidado de não torcê-la, e
passa-se a ponta da fita por baixo da peça circular central da catraca.
Fig 5-3 Envolvimento com a cinta
c) A ponta da fita será passada através da abertura na peça circular central da catraca.
Fig 5-4 Fechamento da cinta
5-3
EB60-MT-23.401
d) Estica-se a fita, diminuindo a folga em torno das caixas.
Fig 5-5 Ajuste da cinta
e) Pressiona-se a trava da catraca, e movimenta-se a alça até obter máxima pressão no
envolvimento das caixas.
Fig 5-6 Travamento da cinta
5-4
EB60-MT-23.401
f) Por fim, posiciona-se a alça na posição horizontal, conforme a foto a seguir.
Fig 5-7 Cinta travada
5.2 TRANSPORTE
5.2.1 FINALIDADE
O transporte existe para o deslocamento do material, de um ponto a outro, dentro
das operações ou em situação administrativa. A construção modular do Radar SABER
M60 foi a solução encontrada para diminuir o tempo do Reconhecimento, Escolha e
Ocupação de Posição (REOP), facilitando as operações de movimento.
5.2.2 TIPOS DE TRANSPORTE
O sistema pode ser transportado por qualquer meio, seja ele aéreo, terrestre ou
marítimo. Durante o transporte, particularmente para o terrestre, as caixas devem estar
empilhadas conforme figura 5.1 – Disposição do Material e fixadas por meio de cintas de
unitização que acompanham o sistema.
5.2.2.1 Transporte Terrestre – Pode ser realizado em qualquer viatura maior que 1 t,
com carroceria estendida ou em vagão ferroviário, de modo que caibam todas as caixas,
pessoal, acessórios externos e os fardos de bagagem e combate.
5-5
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Fig 5-8 Caminhão VTNE 5 t MB 1418 (vista de fora)
Fig 5-9 Caminhão VTNE 5 t MB 1418 (vista de dentro da carroceria)
5.2.2.2 Transporte Marítimo – O içamento do material do cais e sua deposição nos
porões dos navios de transporte devem ser feitos pelos paus de carga, obedecendo ao
peso limite desses. Deve ser içado em suportes, por redes, evitando a queda do material.
5-6
EB60-MT-23.401
Fig 5-10 Embarcação EDCG Guarapari (Marinha do Brasil) - guindaste para içamento de carga
Fig 5-11 Embarcação EDCG Guarapari (Marinha do Brasil) - no convés, com fixação adequada
5.2.2.3 Transporte Aéreo – Pode ser transportado por qualquer aeronave militar que
suporte seu peso. O acondicionamento deve ser feito em suportes e devidamente
ancorado no interior da aeronave. O sistema não pode ser lançado de paraquedas.
5.2.2.4 Helitransporte – O Rdr SABER M60 pode ser transportado internamente pela
Anv HM-3 (Cougar) e Anv HM-4 (Caracal) e, no gancho, pelas Anv HM-1 (Pantera) e HM-
2 (Black Hawk). A Anv HA-1 (Esquilo ou Fennec) pode transportar no gancho, caso venha
a sofrer adaptação para tal.
5-7
EB60-MT-23.401
Fig 5-12 Helicóptero UH-1H no gancho (capacidade até 1460 kg, curta distância, baixa velocidade, boas
condições climáticas)
5-8
EB60-MT-23.401
CAPÍTULO VI
MANUTENÇÃO DE PRIMEIRO ESCALÃO
6.1 GENERALIDADES
6.1.1 CONCEITOS BÁSICOS
O Radar SABER M60 é um
6.1 GENERALIDADES
equipamento de concepção modular de
6.2 EXECUÇÃO DA MANUTENÇÃO
sistemas integrados que englobam unidades e
DE PRIMEIRO ESCALÃO
subunidades. Todas as partes são interligadas
por cabos e/ou conectores, podendo ser substituídas pela equipe de manutenção da OM.
6.1.2 DEFINIÇÕES
6.1.2.1 Módulo – Parte do Radar (Radar) que, formando um conjunto funcional, pode ser
testada e reparada separadamente. Exemplos: Módulo de Controle (Ct) e Rádio
Frequência (RF), Unidade de Visualização (UV) do Radar e Módulo de Distribuição de
Energia.
6.1.2.2 Unidade – Parte ou subconjunto do módulo, normalmente constituindo uma
estrutura própria. Exemplos: Fonte de Alimentação e Caixa de Baterias.
6.1.2.3 Subunidade – Parte componente de uma unidade. A pane ou disfunção de uma
subunidade é responsabilidade dos 3º e 4º escalões. Exemplos: Subunidade Sapata do
Quadripé, Subunidade Bolha de Nivelamento.
6.1.3 MANUTENÇÃO ORGÂNICA
Compreende as atividades de manutenção preventiva e corretiva (de 1º e 2º
escalões) realizadas por elemento de manutenção de OM de Artilharia Antiaérea (AAAe),
com os seus meios orgânicos, de forma metódica, rápida e eficiente, visando a mantê-los
nas melhores condições de apresentação e emprego. Um elemento de manutenção de
OM AAAe pode atender às suas próprias necessidades ou de outra OM. A manutenção
orgânica do Radar SABER M60 é realizada em duas fases:
a) pelo detentor ou operador do equipamento, antes, durante e após a sua utilização;
b) pelas Seções de Manutenção (Sec Mnt) de OM, por ocasião das revisões periódicas de
maior complexidade que as de 1º escalão ou para a realização de pequenos reparos.
6-1
EB60-MT-23.401
6.1.4 NÍVEIS DE MANUTENÇÃO DO RADAR SABER M60
6.1.4.1 Manutenção de 1º escalão
As atividades neste nível de manutenção são de natureza preventiva de forma
simples, a cargo da guarnição.
a) Objetivos:
- apronto do Radar para operação;
- verificação funcional do Sistema Radar;
- localização de falhas ao nível de módulos;
- relato da(s) falha(s) para o 2º escalão; e
- correção de panes no funcionamento causadas por falta de observância das normas de
montagem.
b) Meios disponíveis:
- teste de inicialização;
- autoteste;
- material de consumo (material de limpeza); e
- documentação (manuais, livro-registro).
6.1.4.2 Manutenção de 2º escalão
As atividades neste nível de manutenção são de natureza preventiva e corretiva, a
cargo Sec Mnt OM.
a) Objetivos:
- verificação funcional (periódica ou não) dos módulos e unidades;
- localização de falhas ao nível unidade;
- substituição de módulos e/ou unidades;
- apoio direto aos Radares posicionados no terreno, com o transporte de módulos de
reposição e/ou unidades, podendo ser responsável, dependendo da distância e
localização, pela manutenção de pelo menos 05 (cinco) sistemas Radar;
- ligação com o 3º escalão para substituição ou reparo interno dos módulos e/ou
unidades; e
- reparos simples.
b) Meios disponíveis:
- os meios de 1º Escalão;
- ferramental e sobressalentes (inclusive módulos e unidades);
- documentação (livro-registro, manuais técnicos e cartas guia); e
- outros que sejam disponibilizados.
6.1.4.3 Manutenção de 3º escalão
Compreende as ações realizadas pela unidade de manutenção designada para tal
fim, operando em instalações fixas, próprias ou mobilizadas, contando com laboratório
dotado de instrumentação e ferramentas específicas e mão de obra qualificada. Engloba
tarefas da atividade de manutenção corretiva, com ênfase na reparação de falhas de
média complexidade, consertando ou substituindo o(s) dispositivo(s) defeituoso(s)
pertencente(s) ao módulo e unidades em reparação.
a) Objetivos:
- reparação de módulos, unidades e/ou subunidades;
- apoio ao 2º escalão, em reparo de falhas de média complexidade; e
6-2
EB60-MT-23.401
- suprimentos de módulos, unidades e subunidades.
b) Meios disponíveis:
- os existentes na infraestrutura logística do Exército Brasileiro.
6.1.4.4 Manutenção de 4º escalão
Compreende as ações realizadas para o cumprimento das tarefas da atividade de
manutenção modificadora, com ênfase na reparação de falhas de alta complexidade.
Neste escalão de manutenção, o dispositivo defeituoso é analisado no nível de
componente avariado o qual é substituído. Também está previsto neste nível a
atualização e a manutenção do “logiciário” (software e firmware). Tem por objetivo a
manutenção de fábrica (reparação de subunidade a nível componente) e possuir
infraestrutura que inclua Eqp de teste controlado por computador
6.1.5 DESCRIÇÃO DOS MEIOS ORGÂNICOS PARA TESTES
6.1.5.1 Autoteste
a) O autoteste ou BIT consiste numa rotina de teste contínua durante o
funcionamento do Radar, que tem a finalidade de verificar o estado das unidades. Em
caso de pane durante a operação, a Caixa de Estado do Sistema apresenta a mensagem
de “Sistema em Pane” e a Janela de BIT indica com a cor vermelha qual módulo
encontra-se em falha.
b) São analisados pelo autoteste os seguintes módulos do Radar:
Módulo /
Teste realizado no módulo ou unidade
Unidade
Fonte de alimentação da energia para o Radar, indicando o
Bateria
nível de carga da bateria.
Fonte de alimentação ininterrupta: provê valores de sua
UPS
temperatura, tensão e corrente de entrada.
Motor Motor de rotação do conjunto móvel acoplado à antena.
O sensor verifica se os Parafusos de Fixação da Base da
Pedestal
Antena estão totalmente fixados.
Verifica a correta conexão dos cabos M60_W2 e M60_W4
Antena
e parafusos de fixação da antena com sensores de aperto.
RF Acusa mal funcionamento na emissão da RF.
FPGA Acusa mal funcionamento ou aquecimento da FPGA.
IFF Acusa mal funcionamento do IFF.
Placa-Mãe Acusa mal funcionamento ou aquecimento da Placa-Mãe.
Disco Armazenamento de dados (Hard-Disk).
Memória Indica o nível de memória RAM disponível.
CPU Acusa mal funcionamento da unidade de processamento.
Indica qualidade do comportamento dos componentes
Nível Eletrônica
eletrônicos.
Rastreamento Indica o estado do módulo do software rastreamento.
Processamento Indica o estado do módulo do software processamento.
BIT Acusa mal funcionamento da placa que realiza o autoteste.
Tab 6-1 Itens de análise do autoteste
6-3
EB60-MT-23.401
c) Também são analisados pelo autoteste os seguintes módulos da UV
Módulo / Unidade Teste realizado no módulo ou unidade
Fonte de alimentação da energia para o sistema UV,
Bateria
indicando o nível de carga da bateria.
Temperatura Indica a temperatura da CPU.
Espaço em disco Indica o nível de espaço em disco disponível.
Memória Livre Indica o nível de memória RAM disponível.
Estado Rede Indica o estado da rede.
Tab 6-2 Outros itens do autoteste
Figura 6-1 Bit do Radar e da UV
6.1.6 LÂMPADAS DE SINALIZAÇÃO NO MÓDULO DE CONTROLE E
RADIOFREQUÊNCIA
6.1.6.1 Existem, na parte central do Módulo de Ct e RF, lâmpadas de sinalização (leds)
que permitem diagnosticar possíveis problemas no Sistema Radar. Estão dispostas
conforme a figura 6-2:
6.1.6.2 As lâmpadas acesas significam estado de normalidade do sistema, com exceção
do parâmetro “BAT INVERTIDA” que acende apenas em caso de bateria invertida. Caso
elas apaguem, cabe à guarnição verificar o problema de acordo com a tabela 6-3.
6-4
EB60-MT-23.401
Fig 6-2 Lâmpadas de sinalização no módulo de Ct e RF
Inscrição no Provável Procedimento da
Significado
módulo Problema Guarnição
BAT Indica bateria Fios dos polos da Trocar os fios dos polos
INVERTIDA invertida bateria trocados dentro da caixa de baterias
Ligar fonte externa à caixa
Ausência de
BAT de baterias. Se estiver
Carga da bateria bateria ou cabos
CONECTADA conectada, verificar se os
danificados
cabos estão corretos
Se o cabo estiver
Tensão fora dos
CA conectado, verificar se não
Alimentação externa limites de 90V e
CONECTADA está danificado, ou se o
230V
gerador está ok
CARREGADOR Carregador da Defeito interno da
Acionar Mnt de 3º Esc
OK bateria UPS
Inscrição no Provável Procedimento da
Significado
módulo Problema Guarnição
TENSÃO BAT Verifica tensão da Tensão abaixo do Trocar a bateria ou
OK bateria mínimo (20V) recarregá-la
Verificar o parâmetro que
Verifica todos os Algum parâmetro
está com led apagado e,
UPS OK módulos e outras apresenta
na ausência de problema,
tensões internas problema
acionar Mnt de 3º Esc
Tab 6-3 Composição da fonte de alimentação
6.1.7 MENSAGENS DE EMERGÊNCIA
Caso ocorra problema crítico que possa ocasionar danos irreversíveis no Radar, o
Aplicativo Operacional informa, com alerta sonoro na UV, a situação de emergência, e o
6-5
EB60-MT-23.401
componente do BIT com a cor vermelha na janela do BIT. Uma mensagem informativa
também é apresentada no display do Módulo de Ct e RF.
6.1.8 DETECTOR DE RADIOFREQUÊNCIA
O detector de RF destina-se a indicar a emissão (saída do sinal pela antena) de RF
pelo Radar e S60 (IFF).
6.1.9 MULTÍMETRO
Ferramenta utilizada para realizar diagnósticos, por intermédio da medição de
tensões, correntes, resistências e voltagens de componentes do Radar. Cabe aos
responsáveis pela manutenção de 2º escalão a utilização do Multímetro, pois seu uso
indevido pode causar curto nas baterias ou gerador.
6.2 EXECUÇÃO DA MANUTENÇÃO DE PRIMEIRO ESCALÃO
6.2.1 GENERALIDADES
6.2.1.1 A manutenção de 1º escalão tem por finalidade a perfeita conservação do material.
É realizada pela própria guarnição do Radar por meio de procedimentos simples e sem
uso de ferramental específico.
6.2.1.2 Na seção 6.2.2 - Itens Gerais de Manutenção de 1º escalão, são descritos
procedimentos de manutenção para o Sistema Radar como um todo, e no artigo 6.2.3 -
Itens Particulares de Manutenção de 1º escalão, são abordados procedimentos
específicos relativos aos módulos e unidades que compõem o Radar SABER M60.
6.2.2 ITENS GERAIS DE MANUTENÇÃO DE 1º ESCALÃO
a) Limpeza externa com pano umedecido em água.
b) Não utilizar água em jatos de alta pressão.
c) Não utilizar produtos de limpeza com sabão, detergente e outros.
d) Não utilizar materiais abrasivos (lixas, escovas, palhas de aço, etc.) nas partes
externas, que possam vir a desgastar a pintura.
e) Usar pano seco para limpeza dos mostradores dos horímetros.
f) Evitar choques mecânicos.
g) Retirar poeira e detritos dos conectores com pincel seco.
h) Não utilizar óleos lubrificantes nas partes móveis do Radar (exceção à Sapata do
Quadripé).
i) Realizar inspeção visual dos módulos, verificando a existência de anomalias como
mossas, cabos quebrados, ausência de parafusos, tampa de conectores faltando, ou
qualquer outra diferente da apresentação normal do Radar.
j) Acompanhar as ferramentas orgânicas de diagnóstico (Teste de Inicialização e
Autoteste).
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6.2.3 ITENS PARTICULARES DE MANUTENÇÃO DE 1º ESCALÃO
a) Quadripé
- Limpar as Sapatas com pano úmido, secar e lubrificar com uma leve camada de
óleo de armamento.
- Limpar cuidadosamente as ranhuras do parafuso sem-fim e a manivela de
nivelamento com pincel e pano úmido. Secar e lubrificar com uma leve camada de óleo de
armamento.
b) Pedestal
- Os sensores dos Parafusos de Fixação da Base da Antena não podem ser
molhados.
c) Antena
- Deve-se ter cuidado para que choques mecânicos não amassem os irradiadores.
- Os conectores do cabo M60_W4 são suscetíveis a dano se submetidos à pressão
excessiva.
d) Luneta
- Limpar as lentes com a flanela limpa e seca. Cuidado para não danificar as lentes.
e) Unidade de Visualização do Radar
- Limpar a tela com pano seco.
- Limpar o teclado com pincel seco.
f) Unidade de Visualização da UTir
- Limpar a tela com pano seco.
- Tirar poeira das ranhuras com pincel seco.
6.2.4 PROCEDIMENTOS DA GUARNIÇÃO DO RADAR BASEADOS NO AUTOTESTE
Os procedimentos podem ser realizados pela guarnição do Radar com base nas
mensagens fornecidas pelo autoteste, visando sanar pequenas panes, conforme tabela
abaixo:
Módulo / Unidade Procedimento da Guarnição do Radar
Bateria Ligar fonte externa de alimentação para carregar as baterias.
UPS Acionar a Seção de Mnt AAe da OM.
Motor Acionar a Seção de Mnt AAe da OM.
Pedestal Atarraxar os Parafusos de Fixação da Base do Pedestal.
Verificar a ligação entre o Módulo de CT e RF e os
Antena irradiadores da antena (conexão do cabo M60_W4), e
atarraxar os Parafusos de Fixação da Base da Antena.
Verificar a seção 6-8. Caso não solucione, deve-se acionar a
RF
Seção de Mnt AAe da OM.
FPGA Acionar a Seção de Mnt AAe da OM.
Verificar a seção 6-8. Caso não solucione, deve-se acionar a
IFF
Seção de Mnt AAe da OM.
Placa-Mãe Acionar a Seção de Mnt AAe da OM.
Disco Acionar a Seção de Mnt AAe da OM.
Memória Acionar a Seção de Mnt AAe da OM.
CPU Acionar a Seção de Mnt AAe da OM.
Nível Eletrônica Acionar a Seção de Mnt AAe da OM.
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Módulo / Unidade Procedimento da Guarnição do Radar
Rastreamento Acionar a Seção de Mnt AAe da OM.
Processamento Acionar a Seção de Mnt AAe da OM.
BIT Acionar a Seção de Mnt AAe da OM.
Tab 6-4 Procedimentos no autoteste
6.2.5 PROCEDIMENTO PARA RECUPERAÇÃO DO ESTADO INICIAL DO SISTEMA
6.2.5.1 Na ocorrência de sobrecarga ocasionada pela utilização intensa do Radar, podem
ser apresentados os seguintes comportamentos:
a) não apresentação de alvos do Radar Primário e status de BIT do componente RF em
vermelho;
b) não apresentação de alvos do Radar Secundário e status de BIT do componente IFF
em vermelho;
c) Radar Primário não liga;
d) Radar Secundário não liga; e
e) lentidão do Aplicativo Operacional.
6.2.5.2 Na presença de algum desses comportamentos, deve-se seguir o seguinte
procedimento:
a) parar a emissão dos radares primário e secundário, por meio do Aplicativo
Operacional, para que a rotação do motor seja finalizada no norte definido;
b) desligar o Aplicativo Operacional;
c) na UPS, pressionar o botão “Desligar” até o sistema se desligar;
d) na UPS, pressionar o botão ”Ligar” até o sistema iniciar;
e) iniciar o Aplicativo Operacional; e
f) conectar o Radar.
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LISTA DE DISTRIBUIÇÃO
1. ÓRGÃOS INTERNOS EXEMPLARES
DECEx:
- Asse Dout .................................................................... 01
- DET Mil ........................................................................ 01
- EsACosAAe.................................................................. 01
2. ÓRGÃOS EXTERNOS
EME................................................................................ 01
C Dout Ex....................................................................... 01
EPEx................................................................................ 01
CMSE............................................................................... 01
1ª Bda AAAe.................................................................... 01
DCT................................................................................. 01
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COMANDO DO EXÉRCITO
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO E CULTURA DO EXÉRCITO
Rio de Janeiro, RJ, 12 de fevereiro de 2016
https://doutrina.ensino.eb.br
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