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HISTÓRIA DA PSIQUIATRIA II:

ESCOLAS PSIQUIÁTRICAS

Odete Nombora

Porto, 2018
As Escolas Psiquiátricas
Nacionais

Escola Francesa ●
Escola Alemã
– Reil e Griesinger
– Pinel e Esquirol
– Kraeplin
– Bayle – Freud
– Morel – Bleuler
– Clérembault – Jaspers
– Henry Ey – Schneider
– Kretschmer

Escola Britânica – Leonhard
– Fish – Conrad
– Berrios ●
Escola Portuguesa

Escola Espanhola – Bombarda
– Júlio de Matos
– López Ibor
– Sobral Cid
A Escola Francesa
A primeira a desenvolver-se e a consolidar-se, a mais
relevante pelo menos até as últimas décadas do século XIX. A
primeira metade do século com tendência mais biológica e a
segunda mais psicológica, mas sobretudo clínica e descritiva,
preocupando-se igualmente com aspectos forenses e
administrativos.

Phillipe Pinel (1745-1826) foi o pioneiro, tido por muitos
como o pai da Psiquiatria Moderna. Criou os conceito de
alienação para as doenças mentais e classificou
nosologicamente em :
– Mania (um “délire complet”)
– Melancolia (um “délire partiel”)
– Demência
– Idiotismo
Pinel introduziu ainda o conceito de “tratamento moral”.
A Escola Francesa

Esquirol (1772-1840), discípulo de Pinel separou
melancolia em monomania e lipemania, ambas um “délire
partiel”, em que uma ideia fixa estava associada a afetos
eufóricos ou tristes. Cunhou o conceito de Alucinação.
Iniciou o ensino das doenças mentais na faculdade médica.

Jean-Pierre Falret (1794-1870), interno de Esquirol,
descreve Mania e Melancolia como parte de uma doença de
evolução cíclica, a “folie circolaire”, com intervalos livres
de doença. Rejeita o conceito de monomania.

Antoine Bayle (1799-1858) reintroduz o conceito
biológico da psiquiatria, agrupando as doenças mentais
numa única entidade, a “paralisia geral”, que atribuía a
uma inflamação das meninges.
A Escola Francesa

Benedict Morel (1809-1873), destaca a importância dos factores
hereditários nas doenças mentais e ficou célebre pela sua teoria da
Degenerescência, que afirmava que de geração em geração a
manutenção das condições patogénicas do meio levava a um
progressivo agravamento das variações patológicas até à esterilidade
e eliminação. Decidou-se ao estudo da démence precoce como uma
imobilização de todas as faculdades mentais em idades jovens.

Laségue--”délire de pérsecution” e sua progressiva sistematização;
delírios partilhados (“folie à deux)

Cotard-- délire de négation, associado a uma “melancolia ansiosa”

Clérembault-- descreveu a Erotomania
– Patologia delirante radicada num postulado fundamental de ser amado por
certa pessoa, geralmente de nível social superior. Evolui para esperança,
desespero e revolta, mas mantendo sempre o postulado de ter sido amado e
desejado primeiro pela outra pessoa.
– Não invade outras áreas da personalidade e vida do sujeito
A Escola Francesa

Henry Ey (1900-1977), considerou a doença mental uma condição “orgânica na sua etiologia, mas
psíquica na sua patogenia”. Fundou a Teoria Organodinâmica, inspirada nos conceitos de Jacson da
organização do sistema nervoso em camadas e nos conceitos de psicanálise.
Instituiu o sistema nosológico baseado em dois eixos da organização psíquica:
– Eixo Sincrónico—da experiência atual do indivíduo, acessíel à consciência.
– Eixo Diacrónico—da trajetória pessoas de valores e personalidade, tendo o inconsciente como base.
Dividiu a doença mental em dois grandes grupos:
– Aguda—que se apresentava em episódios, mesmo que paroxísticos e cíclicos
– Crónica-- que caminhava progressivamente para a deterioração da personalidade.
Descreveu a “bouffée delirante” (baforada delirante)
– Psicose delirante aguda
– Típica de mulheres jovens
– Com eclosão e término súbitos
– Ideação delirante polimorfa e mal estruturada, vivida com caráter de inevitabilidade, acompanhada de alucinações e
de afetos exacerbantes igualmente desorganizados e lábeis, desrealização e despersonalização.
Agrupou de forma abragente as Psicoses crónicas centradas na ideação delirante:
– Paranóia: delírio sistematizado, alteração exclusiva do conteúdo do pensamento e sem prejuízo intelectual, invadia
progressivamente toda a personalidade do indivíduo.
– Parafrenia: delírio não sistematizado e mais fantasioso, não invadia a personalidade
– Esquizofrenia: delírio com manifestações autístas que progrediam para a dissolução da personalidade.
A Escola Alemã
No final do século XIX a escola alemã passou a
dominar a Psiquitria.

O médico alemão Reil cunhou o termo Psiquiatria
(medicina do espírito) em 1808.

Griesinger (1817-1868) impulsionou a
psiquiatria biológica, fomentou o movimento
anatomopatológico juntamente com Nissl e
Alzheimer e nosológico-clínico que foi
Johann
posteriormente seguido por Kraeplin, Jaspers e Christian Reil
Scheinder. Para Griesinger não existiam as
doenças funcionais.

A escola alemã foi responsável pelos maiores
avanços no âmbito da genética humana.
A Escola Alemã

Wilhelm Wundt (1832-1920), a sua
obra “Les maladies de la mémoire, Les
maladies de la personnalité e Les
maladies de la volonté”, publicada entre
1881 e 1885, marcou profundamente a
semiologia psiquiátrica.
A Escola Alemã

Emil Kraeplin (1856-1926)-fundador da moderna Psiquiatria clínica.
Dividiu as doenças mentais (dicotomia kraepliniana) em:

Dementia praecox—empobrecimento da personalidade como
cursoinexorável para a deterioração. Incluía os subtipos catatonia,
hebefrenia e paranóia.

Psicose maníaco-depressiva—cursa de forma episódica com intervalos
livres de doença.
Reconheceu:

Paranóia: doença rara, com delírios sistematizados, mantendo o
pensamento afetos e personalidade intactos (diferente de Henry Ey) e sem
deterioração. Distinguiu os subtipos persecutório, erotomaníaco, de
grandiozidade, ciúme e hipocondríaco.

Parafrenia—um desenvolvimento insidioso, de início tardio, de um
delírio persecutório, e mais tarde possivelmente de grandeza, mas
conservando a personalidade (parecido com Henry Ey).

As “disposições pessoais” carateriais
A Escola alemã

Sigmund Freud (1856-1939), fundador da psicanálise, mas também contribuiu
para a psicopatologia descritiva.
Divide Neuroses em:

Psiconeuroses (excitação psíquica)
– Neurose obsessiva: transição da excitação psíquica, proveniente de um afeto que foi
dissociado da representação, para outras representações mnésicas.
– Neurose histérica: conversão da excitação psíquica, proveniente de um afeto recalcado,
em sintomas somáticos.

Neuroses atuais (somático):
– Neuroastenia: há empobrecimento da excitação--cefaleia, fadiga, dispepsia, obstipação.
– Neurose de Angústia: há um excesso de excitação—taquicardia, expectativa angustiada,
hiperventilação, sudorese, tremores.
Distingue:

Neurose= conflito entre ego e id, ao serviço do superego.

Psicose=conflito entre Eu e o mundo externo, compensando-se na maior
harmonia com os impulsos do id, afastamento da realidade seguido de uma
tentativa disfuncional de reaproximação pela substituição do real (sintomas
positivos).
A Escola Alemã

Eugen Bleuler (1857-1939), introduz o termo
Esquizofrenia, baseando-se na sua característica
essencial de cisão entre funções psíquicas do Eu.

Postulou os sintomas fundamentais de
Esquizofrenia:
– Perturbação de Associações
– Perturbação (embotamento) do Afeto
– Ambivalência
– Autismo

Sintomas acessórios: decorrentes dos fundamentais,
podendo não estar presentes durante toda a evolução
da doença (alucinações, delírios, catatonia).
A Escola Alemã
Karl Jaspers (1883-1969), aplicação do método Fenomenológico à
Psicopatologia. Obra principal: Psicopatologia geral.

Dedicou-se a psicopatologia descritiva, incluíndo o estudo das
manifestações objetivas (observáveis) e subjetivas (indiretamente
acedidas). Para ele Fenomenologia é um método de aceder aos conteúdos
subjetivos de um indivíduo de forma rigorosa, uma forma de ver
compreensivamente. Emprega assim a fenomenologia como método
empático de compreender as experiências subjetivas dos doentes.

Estabelece a distinção entre compreensão e explicação, estando a
primeira relacionada com a possibilidade de perceber um fenómeno
psíquico, pela capacidade de nos colocarmos no lugar do outro (empatia),
enquanto a segunda tem a ver com o conhecimento das relações causais
que envolvem o fenómeno (teoria científica estabelecida).

Criou outra dicotomia entre desenvolvimento e processo. Enquanto que
nos desenvolvimentos existe uma compreensibilidade na forma como o
indivíduo manifesta os sintomas da perturbação, nos processos dá-se um
corte, uma descontinuidade na vida psíquica, que impede a compreensão,
embora possa permitir a descoberta de uma explicação causal.
A Escola Alemã
Ainda sobre a obra de Jaspers:

Fenómeno incompreensível seria aquele que não consegue ser significativo
para o psicopatologista como é para o indivíduo doente.

Fenómeno primário: que não é possível decompor mais pela compreensão

Fenómeno secundário: que deriva compreensivelmente de outro fenómeno.
Jaspers consolida também os conceitos de :

Intencionalidade—o indivíduo dirige-se conscientemente para um objeto e
só assim o dota de significado

Forma—o modo de existência do objeto perante o indivíduo (ex: ideia
delirante, sobrevalorizada, alucinação, ilusão)

Conteúdo: o material ou tema do objeto que pode ter mais ou menos
relação, em psicopatologia compreensiva, com o contexto de vida do
indivíduo (hipocondria, infidelidade, uma voz, um vulto)

A Escola Alemã

Kurt Schneider (1887-1967)
Dividiu as manifestações psiquiátricas em:

Variações anormais do psiquismo (inteletuais, de personalidade e reações vivenciais)

Consequencia de doença
– Psicoses exógenas, de etiologia somática conhecida
– Psicoses endógenas, de etiologia somática desconhecida.

Desenvolveu os conceitos de experiêncis delirante primária em termos de:
– Perceção delirante
– Ocorrência delirante
– Recordação delirante—uma ocorrência delirante à qual é feita uma regressão, localizando-a no passado.

Definiu sintomas de primeira ordem da Esquizofrenia que seriam altamente indicativos de
diagnóstico:
– Perceção delirante
– Inserção, roubo, difusão do pensamento
– Vivências de passividade motora, de afetos e impulsos
– Eco do pensamento
– Alucinações auditivo-verbais de vozes dialogantes ou comentadoras da atividade do sujeito, geralmente na 3a
pessoa.

Schneider não reconheceu a perturbação delirante ou paranóia como uma categoria diagnóstica
individual.
A Escola Alemã

Ernest Kretschmer (1888-1964), descreveu o delírio
sensitivo de autorreferência.

Defendeu na sua obra “Constituição e Caráter” uma
associação entre a morfologia corporal, personalidade e
patologia, ligadas pela função endócrina:
– Fenótipo leptossómico, de temperamento esquizotímico,
propenso a esquizofrenia
– Fenótipo atlético, de temperamento viscoso, propenso a
epilepsia e em menor grau esquizofrenia
– Fenótipo pícnico, de temperamento ciclotímico, propenso a
psicose maníaco-depressiva
– Fenótipo displásico, caracterizado por uma desarmonia física
e psicológica.
A Escola Alemã

Karl Leonhard (1904-1988)
Subdividiu as doenças do espectro da esquizofrenia em :

Psicoses ciclóides—início súbito dos sintomas, sintomatologia
polimorfa e com bipolaridade, com remissão total (atual
perturbação bipolar):
– Psicoses de ansiedade-êxtase: polo de autorreferência com angústia e
desconfiança, polo de autorreferência com grandeza e êxtase
– Psicoses confusionais: polo de pensamento incoerente e pressionado,
polo de inibição do pensamento, perplexidade, mutismo
– Psicoses de motilidade: polo hipocinético; polo hipercinético

Esquizofrenias não-sistemáticas: semelhantes às psicoses
ciclóides mas evoluíndo por surtos, sem remissão total intercrise

Esquizofrenias sistemáticas: com evolução progressiva para
estados residuais.
A Escola Alemã

Klaus Conrad (1905-1961)
Postulou um modelo de estágios para explicar as manifestações precoces da
esquizofrenia (na obra Esquizofrenia incipiente) e introduziu o conceito de humor ou
atmosfera delirante.

Humor ou atmosfera delirante=estado emocional-motivacional mórbido, vivido
como uma sensação de opressão, alerta, expectativa, sentimento de estranheza em
relação a tudo o que rodeia o indivíduo mas que ainda não consegue entender,
podendo suscitar diferentes emoções, desde medo, a culpa e excitação.
Descreve os estágios de evolução da esquizofrenia da seguinte maneira:

Trema: vivido como humor delirante

Apofania: experiência de revelação (aha-Erlebnis) que vem dar respostas ao estado
prévio de expectativa (delirante—surge a ideia delirante). Passa a ficar
progressivamente autoreferrencial.

Apocalipse: desintegração do Eu, a redução do campo vivencial a certos
elementos, como o esfaziamento da personalidade.

Consolidação e Resíduo: existe embotamento da ideação delirante e ganham
expressão os sintomas negativos.
A Escola Britânica

Maudsley formaliza a psiquiatria na Grã-bretanha em meados do sec XIX. Cullen
introduziu o conceito de neurose como uma afeção generalizada do sistema nervoso
que incluía a vesânia ou loucura.

Frank Fish (?sec XIX), influenciado por Jaspers, trouxe uma sistematização dos
sintomas psicopatológicos na obra “Clinical Psychopatology”. A classificação
psicopatológica em relação a :
– Consciência
– Memória
– Perceção
– Pensamentos e discurso
– Emoções
– Consciência e atividade do Eu
– Motricidade

Classificação sindrómica (semelhante a de Schneider):
– Variações da vida mental: desempenho intelectual anormal, personalidades anormais, reações
e experiências traumáticas.
– Doenças mentais: Psicoses funcionais afetivas, ciclóides, esquizofrenicas e Estados orgânicos
A Escola Britânica

German Berrios (1940-?) centrou-se na base
epistemológica da psiquiatria para criar o modelo
de formação do sintoma:

Começa pela emissão do sinal patológico pelo
cérebro, que pode manifestar-se diretamente num
comportamento sem passar pela consciência; ou
então passar pela consciência a constituir uma
sopa primordial onde é sujeito a fatores de
distorção (experiências e background do
indivíduo) antes de se manifestar como sintoma.
A Escola Espanhola

Juan López Ibor (1906-1991), explica o conceito de angústia como receio
perante o desconhecido e perante a ameaça de dissolução da Unidade do Eu.
Mais profunda, corporal, visceral e constritiva (diferente de ansiedade que é mais
livre).

Destingue Angústia vital de existencial:
– Angústia Vital: ameaça da unidade do Eu, receio de desintegração. Não provocada por
fatores externos mas precipitada internamente por eles. O indivíduo não é capaz de a
reconhecer claramente e a sua expressão a nível somático tbm é nebulosa. Um sentimento
de culpa provocado pelo próprio existir.
– Angústia Existencial:inacessível à consciência na vida quotidiana. Pode evoluir para
novas formas de estabelecer relações com o mundo. Recuperação corporal mínima. Tem
caráter mais normativo.

Estipulou as obsessões ou anancasmos o resultado da cristalização de uma
angústia em momento de crise. Com a ameaça de dissolução do Eu, o indivíduo
centra-se mais sobre si próprio e deixa de dominar os impulsos mais primitivos.
Ocorre uma fixação em apenas um dos impulsos e essa angústia passa a ser mais
suportável, embora o indivíduo continue a sentir-se dominado por ela contra a
sua vontade e reconheça o seu absurdo. Aproxima conceptualmente o anancasmo
da fobia.
A Escola Portuguesa

Durante o séc XVIII, Ribeiro Sanches esteve em frente do estudo da
psicopatologia e nosologia da doença mental em Portugal.

Bizarro e António de Sena foram os primeiros a investigar a
epidemiologia das doenças mentais em Portugal. Sena, no Porto e Miguel
Bombarda, em Lisboa, foram os primeiros grandes psiquiátras portugueses.

Bombarda, Júlio de Matos de Sobral Cid ficaram conhecidos como os “três
mosquiteiros” da Psiquiatria portuguesa.

Miguel Bombarda (1851-1910), 1º neurologista português, percursor da
Neuropsiquiatria. Estudo da mentalidade Epiléptica e do Delírio de
Ciúme. Foi dado o seu nome ao antigo Manicómio de Rilhafoles, onde foi
diretor. Autor do projeto de Lei de Proteção dos alienados, de 1909, cujo
diploma foi redigido por Júlio de Matos em 1911.

Júlio de Matos (1856-1922), discípulo de Sena, destacou-se pelo estudo da
Paranóia, defendendo-a como entidade nosológica individual
degenerativa, focando-se na sua sistematização e desenvolvimento. Esteve
responsável pelo ensino de Psiquiatria em Lisboa.Tbm celebrizou o campo
da Psiquiatria forense em Portugal.


A Escola Portuguesa

José Sobral Cid (1877-1941) solidificou em
portugal o conhecimento da psicopatologia de
Krestchmer, Kraeplin, Conrad, Bleuler, conciliando-
o com o de Freud.
Desenvolveu o conceito de predisposição constitucional
e dinâmica para as psicoses—constituição psicopatia:
– Sintónica: predispõe à Psicose maníaco-depressiva e
(atual temperamento hipertímico).
– Esquizóide: predispõe à Esquizofrenia (atual
personalidade esquizotípica).
Juntamente com Egas Moniz, Elysio de Moura e
Magalhães Lemos, desenvolveu a Neuropsiquiatria em
Portugal.
Outras Escolas a Citar:

Escola Russa
– Sergei Korsakoff (1854-1900), Paralisia alcóolica, síndrome caracterizada por
polineuropatia, com marcado defeito de memória e tendência a confabulação.
– Pavlov (1849-1936), prémio Nobel da Medicina e Fisiologia em 1904.
Demostrou através de experiências com cães que a aprendizagem repetida pode
ser usada para criar reflexos condicionados e assim modificar o
comportamento.

Escola Americana
– Benjamin Rush (1745-1813), fundador da Psiquiatria americana.
– Isaac Ray (1807-1881) influenciu a Psiquiatria forense americana
– George Beard (1839-1883) escreveu sobre a neuroastenia e Weir Mitchell
(1829-1914) propôs a terapêutica para a neuroastenia, a rest cure.
Psicose vs Neurose
Psicose

No séc XIX era incluída nas neuroses, mas com origem “psiquica”. O termo psicose foi
introduzido por Canstatt. Surge no séc XX a dicotomia entre neurose e psicose.
Neurose

Terno introduzido por Cullen no sec XVIII para definir lesão generalizada do sistema
nervoso; a vesânia ou loucura seria uma forma de neurose sem febre.

Charcot (sec XIX) reintroduz o conceito grego de histeria (relativo a “útero”, comportamento
feminino) quando se deparou com uma neurose que não tinha lesão localizável

Jaspers defende que a neurose é compreensível na continuidade do indivíduo, ao contrátrio da
psicose que constitui uma quebra, total e incompreensível, com a personalidade prévia.

Freud conceptualiza as neuroses como conflito entre o id e ego, divide-as em psiconeuroses e
neuroses atuais.

Atualmente o conceito foi desintegrado em diversas patologias do foro ansioso, obsessivo,
somatoforme e tbm a traços de personalidade.
BIBLIOGRAFIA
1.Apontamentos Dr. Nuno Trovão (interno de psiquiatria)
2.Manual de Psicopatologia, 2ª Ed, Diogo Telles-Correia
(2014)
3.Psiquiatria Fundamental, 1ª Ed, Carlos Braz Saraiva,
Joaquim Cerejeira (2014)