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Manual do Formando

Mod.073/CL-0
Índice

Ficha de enquadramento Técnico-pedagógico..........................................................2

Desenvolvimento dos conteúdos do Módulo..............................................................4

Cidadania........................................................................................................................................ 4

Cidadania – ser cidadão.......................................................................................................... 4

Cidadania – responsabilidade individual e social........................................................5

Em síntese...................................................................................................................................... 5

Formação Cívica.......................................................................................................................... 5

Igualdade de oportunidades – concepções...................................................................6

Igualdade de oportunidades – responsabilidade individual e social..................7

Bibliografia........................................................................................................................................ 9

Mod.073/CL-0
Desenvolvimento dos conteúdos do Módulo

Cidadania

A realidade contemporânea, ancorada no continuo desenvolvimento e mudança a


nível politico, social, económico e cultural, impõe a necessidade de adoptar um conceito
alargado de cidadania, que comtemple múltiplos espaços e pertenças. Pretende-se a
expansão da conceção de cidadania convencional (associada à nacionalidade e aos direitos
e deveres de participação politica) para uma que envolva o exercício da cidadania
democrática abraçando a noção de comunidade local, nacional, e regional e internacional,
incluindo os espaços virtuais de comunicação social e da internet (Afonso, 2005).
A cidadania traduz-se numa atitude e num comportamento, num modo de estar em
sociedade que tem como referência os direitos humanos, nomeadamente os valores da
igualdade, da democracia e da justiça social.
Enquanto processo educativo, a educação para a cidadania visa contribuir para a
formação de pessoas responsáveis, autónomas, solidárias, que conhecem e exercem os
seus direitos e deveres em diálogo e no respeito pelos outros, com espírito democrático,
pluralista, crítico e criativo (Afonso, 2005).

Cidadania – ser cidadão

Ser cidadão é ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei:
é, em resumo, ter direitos civis.
É também participar no destino da sociedade, votar, ser votado, ter direitos políticos.
Os direitos civis e políticos não asseguram a democracia sem os direitos sociais,
aqueles que garantem a participação do indivíduo na riqueza colectiva: o direito à educação,
ao trabalho, ao salário justo, à saúde, a uma velhice tranquila.
Exercer a cidadania plena é ter direitos civis, políticos e sociais, fruto de um longo
processo histórico que levou a sociedade ocidental a conquistar parte desses direitos.

Cidadania – responsabilidade individual e social

Individual – remete para o contexto intrapessoal e interpessoal do indivíduo, focando-


se no desenvolvimento de competências pessoais associadas à relação consigo e ao
autoconhecimento, às relações interpessoais e ao posicionamento cívico individual perante o
mundo. Representa um domínio para o accionamento de competências envolvidas na
construção e tomada de consciência da identidade pessoal do indivíduo.
Social – remete para um contexto mais alargado de participação do individuo nos
sistemas envolventes ou instituições mediadoras entre o nível individual e o cultural/político.
Centra-se no desenvolvimento de competências para participar e intervir critica e

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reflexivamente na vida coletiva e na sociedade civil, a partir de um ideal de responsabilidade
e justiça social e comunitária (Fonseca,2001).

Em síntese

Os dias de hoje fazem-nos pensar na nossa própria responsabilidade e


questionarmo-nos sobre a influência das nossas acções.
A nível mundial, mas também a nível nacional, cada vez é mais claro que o caminho
que percorremos só pode ser feito em conjunto e que o compromisso de cada um é
indispensável. Esse compromisso pode revestir-se de formas diferentes, mas uma delas
salta à vista: o compromisso de cidadania.
É um desafio exigente de vivermos a nossa liberdade em comunidade, de nos
realizarmos enquanto seres sociais, de procurarmos um sentido para as nossas vidas. Num
tempo que muitos consideram marcado pelo egoísmo e pelo individualismo, importa
reafirmar o valor da comunidade, discutindo o nosso contributo para o desenvolvimento,
entendido de forma abrangente (desenvolvimento económico, social, moral, etc.). Sentimos a
necessidade de reconstruir o conceito e a prática que temos de cidadania, de ir fundo na
descoberta de como faz parte da nossa vida.

Formação Cívica

A Formação Cívica é um “espaço privilegiado para o desenvolvimento da educação


para a cidadania, visando o desenvolvimento da consciência cívica como elemento
fundamental no processo de formação de cidadãos responsáveis, críticos, ativos e
intervenientes, com recurso nomeadamente ao intercâmbio de experiências vividas pelos
mesmos e à sua participação individual e coletiva na comunidade". (Dec. Lei n.°6/2001,
capítulo II, artigo 5°, ponto 3 c).
A Formação Cívica constitui um espaço privilegiado para a construção da identidade
e desenvolvimento da consciência cívica dos alunos, através do diálogo, discussão e
reflexão de temas da atualidade e das experiências e preocupações vividas e sentidas pelos
alunos.
Objectivos da formação cívica:

 Valorizar as experiências vividas e sentidas;


 Promover o diálogo e a reflexão sobre questões relativas à participação/ actuação
individual e coletiva nos diferentes espaços, recorrendo a atitudes, normas e valores
que visem a sua preservação e melhoria.

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Igualdade de oportunidades – concepções

A concepção de igualdade de oportunidades em sentido formal corresponde à ideia


de “carreiras abertas às competências” e consiste num princípio de não discriminação que
interdita o estabelecimento de barreiras legais ao acesso às diferentes funções e posições
por parte da generalidade dos cidadãos. Esta concepção formal visa apenas eliminar
barreiras de ordem legal, sendo assim incompatível com a discriminação legal de alguns
tipos de cidadãos (mulheres, minorias étnicas, homossexuais, etc.). No entanto, esta
concepção formal é compatível com a existência de grandes assimetrias sociais
dependentes das circunstâncias sociais e naturais das pessoas (Rosas,2012).
A concepção da igualdade equitativa de oportunidades critica a insuficiência da ideia
de “carreiras abertas às competências” porque ela não garante as mesmas oportunidades
para indivíduos com as mesmas capacidades mas pertencendo a grupos sociais mais
desfavorecidos e, nessa medida, sem as condições materiais necessárias para o
desenvolvimento das suas capacidades. De acordo com a concepção equitativa, o aspecto
meramente formal da primeira concepção deve ser complementado pela garantia de certas
condições materiais para indivíduos desfavorecidos pela lotaria social, como por exemplo a
garantia dum sistema de saúde capaz de dispensar cuidados básicos a todos, ou a garantia
dum sistema educativo, que permitem mitigar a influência das contingências sociais nas
oportunidades de acesso às diferentes posições e funções. A concepção equitativa, ao
permitir, por exemplo, o acesso efectivo à educação, torna possível que os menos
desfavorecidos socialmente possam aceder às funções e posições a que acedem com maior
facilidade os mais favorecidos, desde que igualmente dotados e motivados (Rosas,2012).
Segundo a perspectiva da real igualdade de oportunidades, “as duas concepções
anteriores são insuficientes e devem ser complementadas por um esquema distributivo da
riqueza e dos rendimentos, inscrito na estrutura social” (p. 47). Existe um conjunto de
propostas recentes que podem ser agrupadas na categoria de stakeholding, que permitem
implementar este esquema mais igualitário proposto pela real igualdade de oportunidades.
Segundo estas propostas, devemos colocar directamente nas mãos dos indivíduos os
recursos necessários à criação de mais oportunidades, de acordo com as capacidades e
motivações de cada um (Rosas,2012).
A quarta e última concepção da igualdade de oportunidades é a “perfeita”, ou seja,
uma concepção segunda a qual todas as desigualdades são consideradas injustas e por
essa razão devem ser neutralizadas, e não apenas mitigadas. A razão pela qual a igualdade
de oportunidades não é perfeita é a existência da família, já que os dados sociológicos
disponíveis demonstram que o ambiente familiar é determinante no desenvolvimento de
motivações e talentos potenciais. Assim, só a abolição da família poderia fazer a diferença
entre a concepção real e a concepção perfeita. A objecção principal à igualdade de
oportunidades perfeita é que só seria viável mediante um regime ditatorial que intentasse a

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supressão das escolhas individuais na formação e manutenção da família. A concepção
perfeita deve ser afastada, na medida em que colidiria com as liberdades fundamentais dos
indivíduos (Rosas,2012).

Igualdade de oportunidades – responsabilidade individual e social

A nível individual na verdade, a igualdade de oportunidades trata-se de um ideal


impossível de ser plenamente realizado: as pessoas são diferentes geneticamente e
culturalmente, o que pode fazê-las seguir por diferentes percursos profissionais. Desta forma,
ao longo da vida do indivíduo, as suas aptidões e valores fá-lo-ão procurar determinados
objetivos, não devendo haver obstáculos que eventualmente o impeçam de alcançá-los.
Quer isto dizer que a nacionalidade, etnia, sexo, orientação sexual ou religiosa, entre outros
fatores, em nada podem determinar as oportunidades que possam ser abertas a uma
pessoa. Apenas as suas capacidades e a forma como o indivíduo as aplicará podem
determinar seu sucesso ou não (Rosas,2012).
Por isso, dentro da igualdade de oportunidades encontram-se a livre iniciativa, a livre
concorrência e o laissez-faire. Isso significa que todos devem ter a liberdade de entrar numa
atividade empresarial, comercializar produtos e serviços com quem quiserem – desde que de
forma voluntária – e aplicar os seus esforços da forma como melhor desejarem, sem um ente
centralizado que imponha o que se deve perseguir. Não devendo assim ser imposta uma
“função social” nas ações dos indivíduos (Rosas,2012).
A nível social, a igualdade de oportunidades pressupõe também que todos os
indivíduos devam colher os benefícios caso tenham êxito nas suas atividades, da mesma
forma que devem arcar com seus prejuízos caso venham a fracassar. Assim, há um grande
senso de responsabilidade dentro da igualdade de oportunidades – e talvez seja
exactamente por isso que há tantas opiniões antagónicas relativamente a este tema.
Embora possa parecer negativo que alguém venha a colher insucessos, é através
desse sistema que há os melhores incentivos para que indivíduos sejam mais produtivos e
dinâmicos, possibilitando, inclusive, maior mobilidade social (Rosas,2012).

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Bibliografia

Afonso, M. R. (2005). Construir e viver a cidadania em contexto escolar. Lisboa: Plátano


Editora.

Fonseca, A. M. (2001). Educar para a cidadania: Motivações, princípios e metodologias.


Porto: Porto Editora.

Rosas, J. C. (2012) Futuro indefinido: Ensaios de Filosofia Política. Justiça social e igualdade
de oportunidades. Lisboa: Edições Humus

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