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Uma releitura dos Contos de Dalton Trevisan:

Sexualidade, Ironia, Conflitos e Desastres Amorosos.

Stael Moura da Paixão Ferreira*

Resumo: Focaliza-se neste texto uma releitura das obras de Dalton


Trevisan, com um olhar sobre o ficcional como instrumento facilitador do
entendimento do real, mais especificamente como contribuição para o
processo ensino/aprendizagem da Literatura, uma vez que permite o
estudo das diversas conexões significativas presentes nos textos deste
fantástico autor.

Palavras-chave: Literatura, ficção, realidade, ensino, aprendizagem

Abstract: An new reading of the work of Dalton Trevisan is focused


with a to look at fiction , as an easy instrument for the understanding of
the real, which surround the human beings, more specifically as a
contributor for the Literature teaching and learning process, since it
allows the study of the differents connections significant that occur in the
texts of the fantastic author.
Keywords: Literature, fiction, reality, teaching, learning
1

*Graduação em Letras
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Especialista em Docência do Ensino Superior
Universidade Castelo Branco Rio de Janeiro
Professora Pesquisadora DHL: Literatura e Ensino de Línguas
E-mail: staelmoura@hotmail.com
Introdução
Este trabalho apresenta o estudo de uma pesquisa realizada nos
contos do autor paranaense Dalton Jérson Trevisan, um dos melhores
contistas brasileiros contemporâneos que nascido em 14 de junho de
1925, começou, aos 20 anos, a escrever poesias. Todavia, ao liderar um
grupo literário, teve seu primeiro livro “ Noites de Insônia” publicado pela
editora José Olympio em 1948. Em 1946, publicou a revista “Joaquim”
em homenagem a todos os Joaquins brasileiros. Esta circulou até 1948.
Seus primeiros contos, alguns semelhantes à literatura de cordel,
foram publicados em cadernos de papel-jornal, devido ao desinteresse
dos editores naquela época. Porém, a partir de 1970, alcança fama
internacional. Dedicando-se exclusivamente ao conto, teve somente um
romance publicado: “A Polaquinha”.
A partir de uma linguagem genuinamente popular e direta, Trevisan
faz uma reflexão sobre os habitantes de sua cidade e, inicia uma série
recriações de personagens muito parecidas com as criaturas do mundo
por nós habitado, as quais aproximam a narrativa de uma, digamos,
respeitabilidade. As situações universais plausíveis podem ser
facilmente identificadas, pois há verossimilhança, que valorizando os
mínimos incidentes, reproduz tramas psicológicas e cotidianos
angustiosos. " Não é ofício de poeta narrar o que realmente acontece,
e, sim o de representar o que poderia acontecer, quer dizer, o que é
possível, pois a poesia é mais filosófica e mais elevada do que a
história, pois esta refere a particular e aquela principalmente o
universal."(Aristóteles. 1991.p.47)
O assunto é abordado sob ponto de vista do fazer literário híbrido.
Entretanto, antes de iniciarmos as análises dos contos de Dalton
Trevisan, elucidaremos algumas reflexões referentes às significações
primeiras sobre contos. Faz-se necessário recordar este estudo, com o
objetivo do conhecimento das teorias que, sem dúvida alguma, são
imprescindíveis para a compreensão das obras deste autor.
1. Um Breve Olhar Sobre Conto
Sabe-se que o emprego do vocábulo “conto” ou “commentum”
(Latim), invenção, ficção, sofreu várias vicissitudes históricas. Durante a
idade média designava a simples enumeração ou relato de
acontecimentos, sem vincular-se particularmente a determinado tipo de
expressão literária. Em seu lugar, usavam-se os termos “fábula”,
“apólogo”, etc. A partir do século XVI, a palavra “conto” adquire
conotação específica.
De gênese desconhecida, o conto remonta aos primórdios da
própria arte literária. Alguns exemplares podem ser localizados milhares
de anos antes do nascimento de Cristo. Na Bíblia, os episódios de
Salomé e Rute, são bons exemplos. Na antiguidade clássica,
encontram-se alguns trechos tais como Odisséia e Metamorfoses do
poeta romano Ovídio (século I a.C. - I d.C.), além das belas fábulas de
Fedro e Esopo. Todavia, segundo Massaud Moisés especialista em
literatura portuguesa e literatura brasileira, possuidor de uma vasta obra
ensaísta, autor, entre outros livros, de A Criação Literária: Introdução à
Problemática da Literatura; e Análise Literária, é do Oriente que vêm os
espécimes mais autênticos. Na Pérsia e Arábia, As Mil e uma Noites,
Aladim e a Lâmpada Maravilhosa, Simbad, o Marujo, Ali Babá e os
Quarenta Ladrões, etc.
Durante os últimos séculos da era medieval, o conto é
superiormente cultivado na Itália, por autores como Boccaccio, com a
obra Decameron e na Inglaterra por Chaucer, com Canterbury Tales
com relatos que incluem temas tais como adultério, vingança, amor
sincero, luxúria, avareza e penitência. Com a Renascença, desencadeia
o aparecimento de uma série de contistas. Toda essa produção marcada
por artificialismo ou impregnações moralizantes, acusa declínio em
relação à Idade Média e no século XIX, o conto se define e conhece
uma época de esplendor, ganhando plena categoria literária, estrutura
diferenciada e passa a ser amplamente cultivado. Surgem por toda parte
escritores talentosos, não raro voltados notadamente para a narrativa
breve e concisa, como Maupassant, na França, Edgar Allan Poe, nos
EUA, Hoffmann, na Alemanha, entre outros. Portugal e Brasil não
ficaram à margem e apresentaram grandes escritores tais Eça de
Queirós, Machado de Assis, Coelho Neto e outros.
O surgimento de uma nova geração de escritores, a partir, mais ou
menos de 1945, serve como ponto de referência para traçarmos uma
análise da prosa literária contemporânea. Iniciaremos apontando
algumas características que ajudarão na compreensão dos caminhos
traçados por Dalton Trevisan. Destacaremos a priori, o interesse nas
análises psicológicas dos personagens, que segundo Douglas Tufano,
leva-nos a uma abordagem penetrante dos problemas gerados pela
tensão existente entre os indivíduos e o contexto social em que vivem.
Essa abordagem, por vezes, realiza-se de forma direta, numa linguagem
objetiva e forte, conduzindo o leitor ao âmago das misérias do quotidiano
e aos mecanismos de opressão do mundo contemporâneo. (Campedelli,
1998)
Durante os anos de 60 e 70, vários escritores passaram a produzir
textos para as “massas” que possuíam acesso à literatura. Entre 1962 e
1964, o surgimento dos Centros Populares Culturais (CPCs) e do
Movimento de Cultura Popular (MCP) propiciou uma produção literária
voltada para um público que se reunia em comícios, passeatas e
assembléias. Era uma produção que trazia para a literatura a discussão
de vários temas, entre os quais, melhores condições de vida. A partir de
1967, o conto foi privilegiado e, essa narrativa curta, contribuiu para a
democratização literária, alimentando o gosto ficcional de um público
médio que se adaptava muito mais à leitura rápida, característica dos
tempos de incentivo ao consumo.

2. Os Contos de Dalton Trevisan


Analisando minuciosamente os contos, verificamos que estes
gravitam ao redor do conflito, do drama e da ação. Esta ação pode ser
externa, quando as personagens se deslocam no espaço e no tempo, ou
interna, como no caso de Trevisan, onde o conflito se localiza, em geral,
na mente de suas personagens. O drama nasce quando se dá o impacto
de duas, ou mais personagens, ou de uma personagem com suas
ambições e desejos contraditórios. É claro, se a paz reinasse entre os
personagens, não haveria conflito, portanto não haveria história. Na obra
de Trevisan, como conto que é, existe uma fração dramática mais
importante e decisiva, de uma continuidade em que o passado e o futuro
possuem significado menor e, os seus protagonistas semelham apenas
ter abandonado o anonimato em que emergiam naquele “momento
privilegiado”. Assim, o tempo existencial que o precede funciona, quando
muito, como preparativo do instante decisivo na vida desses “heróis”.
As personagens dos contos de Trevisan são poucas. Ainda que
uma só apareça, outra atuará, direta ou indiretamente, na formação do
conflito que engendra a história. Seus contos costumam ser narrados
em 3ª pessoa e a imaginação, necessariamente presente, jamais se
perde no vago; ao contrário, prende-se à realidade concreta. Nasce daí
o realismo de suas obras que segundo Massaud Moisés “há
verossimilhança do conto com a vida”. Os conflitos residem na fala dos
personagens, nas palavras proferidas, que são na verdade, signos de
sentimentos, idéias, pensamentos e emoções e, podem construir ou
destruir. A linguagem é objetiva.
O conto possui um caráter duplo. Nele há duas histórias, uma visível
que esconde uma secreta, narrada de modo elíptico e fragmentado. O
efeito de surpresa se produz quando o final da história secreta aparece
na superfície. Segundo Piglia, “A arte do contista consiste em saber
cifrar a história 2 nos interstícios da história 1.”, assim, o conto não é
senão uma história que se narra de modo enigmático. O conto clássico
contava uma história anunciando que havia outra; o conto moderno
conta duas histórias como se fosse uma só. “A teoria do iceberg de
Hemingway é a primeira síntese desse processo de transformação: o
mais importante nunca se conta. A história secreta se constrói como o
não dito, com o subtendido e a alusão.” (Piglia, 1999).
Para esta análise, preocupar-nos-emos com o fato de que os contos
de Trevisan se constroem para fazer aparecer artificialmente algo que
estava oculto, em outras palavras reproduzem a busca sempre
renovadora de uma experiência única que nos permite ver, sob a
superfície opaca da vida, uma verdade secreta. O contista parece
apostar em lograr um flagrante da realidade, transfundindo em palavras
a intriga condensada, seguindo um andamento que lembra um ritmo
subjacente aos eventos do cotidiano, geralmente com desfecho ocluso
ou inesperado. Segundo Massound “a codificação de toda a
complexidade formal do conto pertence ao mundo das utopias”.
O conto de Trevisan tem estrutura, isto é um plano básico que é na
essência a mesma das velhas histórias, e aquilo que aparentemente
aparece como ausência de estrutura é resultado de várias mudanças de
técnica. O insólito, o mundo mágico e o mundo do absurdo existente nas
obras do autor são tendências da narrativa contemporânea, que registra
de modo natural a realidade catastrófica, proibida de ser veiculada.
Dalton Trevisan, um dos mais sérios escritores que já houve: é a
humildade diante da criação, como um eterno aprendiz a refazer cada
obra, cada frase, na luta pela palavra precisa, contida, cortando o
supérfluo. Sua obra é basicamente composta por contos que coloca
Curitiba como o cenário simultaneamente mágico e vulgar de seus
relatos. Cada conto seu é reelaborado infindavelmente. Sua arte é a arte
da elipse, chegando a tornar-se difícil em algum dos últimos contos, de
tão elíptico.
O momento decisivo do enredo, em que se atinge o ponto máximo da
tensão e que traz ou anuncia o desfecho do conflito é o ponto chave das
obras de Trevisan. É certo expressionismo, sem o qual a arte seria uma
mera cópia da realidade. De Dalton Trevisan, pessoa, sabe-me pouco.
Todavia, para saber mais de sua vida, basta ler seus livros. Ele ali está
de corpo e alma.

3. A Natureza Humana nos Contos de Dalton Trevisan


A década de 1960 ficou conhecida como “a grande década do
conto”. Sempre enigmático Trevisan se destacou com seus contos de
critica social e de costumes. Possuidor de uma temática humana rica e
variada, com duas centenas de contos publicados, é conhecido como “o
inventor”. Seus contos, muitas vezes não ultrapassam uma página
datilografada, mas nem por isso o autor deixa de estruturá-los com
equilíbrio (Brasil, 1973).
Nos contos, preocupa-se com a essência do destino humano, pois
constrói personagens com reações e emoções sutis. Como artista que é,
Trevisan pode aventurar-se a acentuar defeitos e aberrações para
marcar sua criação. Segundo Assis Brasil “modela, como um escultor, o
caráter de um personagem, indo por vezes ao exagero para tingir uma
ação ou uma situação com uma cor mais viva e latejante”. Seus
personagens timbram um só compasso: a estreiteza da vida, os limites
da angustia, as fugas através da loucura, do crime, da morte e do sexo.
Por seu estilo desnudo, sintético, quase epigramático e pela criação
de um universo próprio, de personagens frustrados, complexos, bem
acabados interiormente, que repelem todo o intuito de simplificação, o
autor é considerado um renovador da literatura brasileira. Sua obra é
crítica com o marasmo do cotidiano e das relações afetivas, tem forte
dimensão existencial e transborda de um humor muitas vezes negro,
impiedoso. Cita-se o conto “Dois velhinhos”, extraído do livro "Mistérios
de Curitiba", onde “Dois pobres inválidos, bem velhinhos, esquecidos
numa cela de asilo. Ao lado da janela, retorcendo os aleijões e esticando
a cabeça, apenas um podia olhar lá fora. Junto à porta, no fundo da
cama, o outro espiava a parede úmida, o crucifixo negro, as moscas no
fio de luz. Com inveja, perguntava o que acontecia... Sem nada ver, o
amigo remordia-se no seu canto. O mais velho acabou morrendo, para
alegria do segundo... Bem desconfiava que o outro não revelava tudo.
Sentou-se na cama, com dores espichou o pescoço: entre os muros em
ruína, ali no beco, um monte de lixo.”
O autor emprega a arte de usar as palavras para criar obras de
ficção. A obra descreve uma realidade concebida pela imaginação do
escritor, e fatos reais são tomados como ponto de partida. O neo-
realismo explicitamente social continua sendo cultivado buscando
registrar de modo amplo e totalizante os dramas coletivos do país. É
uma tentativa de síntese entre a realidade objetiva e uma densa
subjetividade, ocasionando uma leve sensação de angústia.
As obras de Dalton Trevisan são absolutamente originais no contexto
de sua época, assim como as de Clarice Lispector. Clarice, no entanto,
cria no Brasil um tipo de ficção introspectiva em que o mundo concreto
se torna quase opaco e pastoso, e os personagens mergulham num
imenso vazio. Já Trevisan, neste caso, renova a linguagem do conto e
disseca sem compaixão o pequeno universo das classes médias
urbanas.
Parte significativa da obra deste autor apresenta um humor
corrosivo. Este nasce dos enredos – muitos dos quais pelos cenários
artificiais e de mau gosto e pela quantidade de personagens suburbanos
dominados por emoções baratas. Contudo, é na linguagem dos contos
que o referido humor se apresenta mais claramente. Partindo de uma
série de lugares-comuns do dicionário sentimental e erótico do brasileiro
médio, o escritor os modifica através de frases inesperadas e metáforas
inventivas. Assim, os sedutores “têm caspa na sobrancelha” e “olho
verde de gato ladrão”, as viúvas “o olho estrábico da luxúria”. Os
personagens se tratam de “arara bêbada”, “barata leprosa”, “corruíra
nanica”, etc. Brota então no leitor a vontade de rir. Porém, a desolação
afetiva que estes contos manifestam é de tamanha intensidade que o
riso, em seguida, se apaga. Vejamos o conto extraído do livro “Corruíras
Nanicas”, em que no velório de um pobre moço, ouve-se a questão “A
noiva está muito comovida? É quem mais espanta mosca no rosto do
finadinho.”
Observe agora o texto extraído do livreto "Crianças (seleção)",
editado pelo próprio autor, em que o pai sai do banheiro com a toalha na
cintura e é questionado pela filha menor “Pai, deixa eu ver o teu rabo.” e
o pai assustado “Rabo, filha? Ah, sei. O bumbum do pai?” , em seguida
“ Seu bobo... Esse pendurado aí na frente.”. Retratando a condição
humana, em tudo que há de ambíguo e oculto, Dalton Trevisan
apresenta contos curtos e secos, construídos com a típica ironia cortante
e humor cáustico.
O livro “Pico na Veia” é uma coletânea de histórias que retratam a
realidade do Brasil de hoje e a condição humana: os desastres do amor,
os infernos particulares, a guerra dos sexos e as cenas da vida
cotidiana. Com um estilo enganosamente e assustadoramente natural,
Trevisan, em cada uma dessas sutis narrativas, fixa num único momento
os pavores, paixões e angústias do homem do nosso tempo, onde a
miséria, o desemprego e o desespero diante da desesperança provocam
suicídios, humilhações, medo, amargura e exploração sexuais, em
especial femininos. É uma coletânea composta de cerca de duzentos
contos. Alguns mais longos, mas, em sua maioria, o livro é uma
sucessão de pequenas histórias. Nada se perde na preciosa essência
de suas tramas. Segundo as editoras do autor: “Há muitos anos, Dalton
Trevisan afirmou que só chegaria à perfeição quando compusesse
histórias completas com apenas duas ou três linhas”. O escritor soube
dar dignidade aos sentimentos humanos. Com apenas algumas palavras
e outros sinais gráficos, transmite todas as aflições de homens e
mulheres.

5. Conflitos, Dores e Desastres Amorosos


Os contos de Dalton Trevisan giram obsessivamente em torno de um
assunto principal: os conflitos do amor. O crítico Mário da Silva Brito
resumiu esplendidamente esta temática: “Trevisan é, na verdade, o
contista das guerras, surdas ou veementes, contidas ou explosivas,
recalcadas ou flagrantes entre homem e mulher. (...) Seus personagens
masculinos e femininos são eternos inimigos, envoltos pelo tédio,
desgastados pelo convívio, demolidos pela mútua decepção,
adversários irados e agressivos a se ferirem incessantemente.”
O próprio escritor definiu os seus relatos como uma “Ilíada conjugal”.
Eles são povoados de maridos que invariavelmente maltratam,
humilham e traem as suas esposas, que as devolvem aos pais quando,
na noite conjugal, percebem (ou imaginam perceber) que elas já não são
virgens. Que as acusam de impostoras frígidas ou de adúlteras
pecaminosas, e por isso as espancam, as ferem e as matam. Extraído
do livro “Meu Querido Assassino, 1983”; o conto “Com o facão dói”
narra em terceira pessoa a estória de João um maníaco violento e
alcoólatra incorrigível, que surra toda a família, é machão e ainda se
queixa que a mulher lhe rouba a paz de espírito. Freqüentemente a
cobre de socos e pontapés e questiona: “E agora? Está se divertindo?”.
Sua família não tem sossego e vive desesperada. Sua mulher, dona
Maria é lavadeira, sua filha maior Odete de quinze anos é caixeira,
Rosinha tem treze anos e além delas, o casal tem três filhas menores:
Suzana, sete anos, Filó, três, das Dores, um ano e seis meses. As
menores também apanham sempre. Ele não trabalha e não faz nada em
casa. Depois das surras João promete matá-las uma por uma se não
obedecerem.
Nota-se que ele escraviza todas, faz com que o sirvam como um
rei. ”Não sou o galã do barraco?”. Agarra e beija as mais velhas. “ Você
piou? Já viu: apanha sem dó.”. Ele bebe o tempo todo e a família até
passa fome. Como se não bastasse tudo isso, reclama de Maria dizendo
que ela suga sua alma e toma conta de sua mente. Maria sofre a quinze
anos com João e lamenta que tenha o conhecido já alcoólatra e
arrepende-se da esperança que teve. Enquanto isso João continua
batendo na família inteira e praguejando contra a mulher. “Essa mulher
faz arte de bruxaria. Quer me arruinar.” Desanimada Maria sonha ter paz
e sossego na companhia das filhas, todas registradas com o da Silva de
seu pai. “Essas eu fiz para mim. Qualquer dia me sirvo. Filha minha para
outro não engordo. ”
Os personagens dialogam sem resposta, como se falassem com
outro personagem incógnito e não identificado no conto ou ainda com o
próprio leitor ou o narrador. João é irremediável. Barbariza as filhas e tira
sangue da mulher e no fim da estória a situação é a mesma. A mesma
pancadaria e os ataques do João. Maria, grávida de três meses, queixa-
se “Ai, que vida infeliz.” João revida com soco, pontapé e cabeçada.
Uma das menores fica de joelho e com a mão posta grita “Sai sangue,
pai. Não com o facão, paizinho. Com o facão dói.”.
A relação da obra de Trevisan com o sexo é um redemoinho
terrivelmente alucinante ao redor de crimes passionais, traições,
estupros, seduções, fetiches e taras. Para Dalton a dimensão latente
das coisas é essencialmente sexual antes que metafísica. Seu erotismo
foi chamado de pânico, e de sadismo seu requinte na descrição de
obscenidades que beiram o cruel. Para muitos leitores este erótico pode
refletir situações da mais grosseira pornografia. Como exemplo, temos o
vampiro Nelsinho que passa a "Noite da paixão" com uma prostituta sem
nenhum dente entre os caninos. “No eterno sofá vermelho (de sangue?)
a última virgem louca aos loucos beijos com o maior tarado de
Curitiba...".
Em “Orgias do Minotauro” extraídas dos Continhos Galantes, A
perversidade da descrição de cada tentativa frustrada do noivinho em
consumar o casamento e o puro descaramento do relato minucioso das
relações entre médico e paciente são exemplos dessa questão. Cabe ao
leitor, decidir.
Mas, raramente aparecem outros tipos de homens, os generosos:
“O defeito de João era ser bom demais – dava tudo o que ela pedia.”.
Estes, por isso mesmo, são traídos, debochados e ofendidos pelas
mulheres, que “expõem no varal as cuecas de seda dos amantes e
saem à rua em pleno dia para encontros adúlteros.”. E que, como
vingança final, tentam matar os maridos, “colocando vidro moído no
caldo de feijão ou dissolvendo formicida na gasosa de framboesa.”.

Com muita propriedade, uma das melhores obras deste autor chama-se

“A Guerra Conjugal”, escrito em 1969. Convém destacar que outros

livros, igualmente, importantes, possuem títulos sugestivos: Os

desastres do amor, A faca no coração, Meu querido assassino, Essas

malditas mulheres. Contudo, o conto, narrado em terceira pessoa, “ O

Senhor meu marido” revela a estória de João que não consegue


dominar sua esposa. Sofre com os amantes que ela arruma
constantemente.
Criador de personagens incompreendidos e, por isso mesmo
apaixonantes, Trevisan devaneia em João, garçom do Buraco do Tatu,
casado com Maria, a quem mesmo tendo vida pobre fazia todos os
gostos. Sempre após uma traição da mulher, João mudava-se para
outro lugar da cidade. A força de uma poderosa imaginação é o motor
principal em Trevisan que usa o drama psicológico até mesmo em
personagens secundárias.
Na verdade, percebe-se a cada relato que a figura de João ganha
dimensão. Sabedor de que “Mulher não tem juízo”, aceita toda traição
“Sendo o senhor meu marido um manso sem-vergonha, logo venho
buscar as meninas que são do meu sangue, você bem sabe que do teu
não é, não passa de um estranho para elas e caso não fique bonzinho
eu revelarei o seu verdadeiro pai, não só a elas como a todos do Buraco
do Tatu, digo isso para deixar de ser nojento correndo atrás da minha
saia, só desprezo o que eu sinto, para mim o senhor não é nada.”. Mas,
o posicionamento não questionador de João caracteriza uma ruptura
com os valores internalizados dos homens. “Dias mais tarde, Maria
telefonou para que fosse pegá-la. Estava doente cheia de feridas.”
Graças aos cuidados de João sarou. Logo depois, “Anunciou que estava
boa... No varal tremulou a cueca de monograma diferente.”. Termina o
conto sem que a moral da família seja restituída.

Nas obras de Trevisan, a guerra entre homens e mulheres não é

apresentada nem de um ângulo machista nem feminista. A crueldade e

a mansidão alternam-se nos dois sexos. A mártir de ontem é a megera

de hoje e assim por diante, numa ciranda amarga e infinita. Desta

maneira, o amor romântico nunca é correspondido ou nunca termina

bem. Aqueles indivíduos que se identificam com qualquer forma de afeto

mais puro, geralmente, são destroçados pelos cônjuges cruéis. Na

eterna rotação amorosa, os seres parecem condenados ao tormento

perpétuo. Por causa disso, a contínua violência física que infligem uns

aos outros, reveste-se também de uma terrível naturalidade.

Um personagem símbolo desse mundo de paixões terríveis e solidão

não menos assustadora é Nelsinho, o vampiro de almas, que vive do

sangue dos corações solitários, rapaz que vaga pela cidade em busca

de sexo e afeto. Ele é o célebre vampiro de Curitiba: “Ai, me dá vontade


até de morrer. Veja só a boquinha dela como está pedindo beijo – beijo

de virgem é mordida de taturana. Você grita vinte e quatro horas e

desmaia feliz. (...). Se eu fosse me chegando perto... e me encostasse

bem devagar na safadinha...”.

No conjunto, os contos que compõem os livros revelam uma descida


ao inferno das paixões, especialmente as sexuais. O inferno é o sexo e
arrasta os indivíduos para a perversão e o crime. Na sua ânsia de
satisfação da libido, os protagonistas passam por cima das convenções,
dos valores familiares e da ética. Diante de nossos olhos, desfilam
adolescentes tarados, velhos pedófilos, virgens loucas, doutores
libidinosos que se aproveitam das clientes, esposas atormentadas pelo
desejo insatisfeito, etc.
Vê-se claramente que é um universo anterior à grande revolução dos
costumes das décadas de 1960 e 1970, que liberou por completo as
manifestações da sexualidade. Um universo repressivo que, por
exemplo, obriga o “doutor”, em um dos contos de Cemitério de elefantes,
a cobrir o rosto com o lenço, ao sair para rua depois de encontro com
uma prostituta. É exatamente essa coerção da sensualidade que gera as
diversas taras e a infindável obsessão erótica dos protagonistas. A
Curitiba de Dalton Trevisan é povoada de seres compulsivos: “Tirou o
seio do vestido como um peixe de dentro do rio.” ou “Mais excitante do
que despir-lhe o vestido era retirar-lhe os óculos.”
Envoltos na tensão permanente do amor e do sexo, os protagonistas
de Trevisan saem freqüentemente destroçados. Neste momento, o leitor
começa a perceber que o tema fundamental dos contos não é
propriamente o embate entre homens e mulheres, mas a grande solidão
e a perda. Algozes ou vítimas dos crimes da paixão, todos, ou quase
todos, terminam presos a um círculo de infelicidade. A própria luxúria
que os envolve, como já vimos, é mais uma danação do que um valor
positivo. Daí a quantidade de bêbados, de assassinos, de derrotados e
de suicidas que irrompem nas histórias, todos querendo apagar em si ou
nos outros as marcas da dor e da maldade. A conseqüência de tais
comportamentos não é a expiação das lembranças, mas a certeza de
que nascer, viver e morrer são atos gratuitos e solitários. Do fundo dos
relatos emergem a concepção do absurdo da existência. Como é o caso
do conto “ O matador ” extraído do livro “Continhos Galantes”.

6. Personagens Suburbanos: O Absurdo


A narrativa de ficção de temática urbana tem alguns elementos
definidores do ponto de vista estrutural, lingüístico e temático marcada
por inovações técnicas e, sobretudo pelo uso intenso do monólogo
interior. Sedimenta-se a aproximação entre a linguagem literária e a
linguagem coloquial urbana, conforme se pode verificar nas obras
ficcionais do autor. Contos pontuados de diálogos e personagens
complexos.
Partindo da reflexão que existe um espaço metafórico em toda e
qualquer narrativa e, que as histórias são complicações ou derivações
dos movimentos de descida e subida; poderíamos analisar
analogicamente que muitos personagens do autor encontram-se no
último nível, o mundo demoníaco, abaixo da terra. E, na literatura, o
tema de descida penetra na obra como corrupção. Em “Uma Vela para
Dario”, conto narrado em terceira pessoa, extraído do livro “Cemitério de
Elefantes”, estória de um cidadão comum que passa mal na rua e
agoniza, temos, por exemplo, um homem que partiu de um mundo
edênico, para o mundo da realidade, onde a rua que parecia um espaço
natural do mundo da civilização, revela-se um espaço demoníaco e
destrutivo, tornando-se a própria imagem do inferno. A alegoria deste
conto é o próprio mundo purgatorial, “o grande cronotopo dos caminhos
do peregrino, onde uns se salvam e outros não”, que neste caso, faz o

personagem perder sua identidade e até sua vida. Assim, o retorno ao

paraíso perdido, ao mundo edênico do qual o homem foi expulso por

não se comportar de acordo com os ditames do Criador, não é efetuado.

Do livro “Meu querido Assassino, 1983”; o conto “Uma negrinha


acenando” é um diálogo entre um motorista e uma meretriz de estrada.
O herói tem uma missão que se encontra em sua mente, que é seu
mundo purgatorial. O “voyeur” é o próprio motorista e, no final esse

“herói” sai do mundo dos sonhos e retorna vitorioso. Apesar de estarmos

fazendo analogias, é preciso lembrar que a significação de um signo,

não deve ser compreendida como o significado desse mesmo signo,

pois o significado é o conceito ou imagem mental, e significação é a

união entre um significado e um significante.


O conto “Pensão Nápoles” pertencente ao livro “Novelas nada
exemplares, 1959”; é escrito na terceira pessoa, narra a trajetória de
Chico por Curitiba. É descrita toda sua jornada pelas pensões que
margeiam o rio Belém. O personagem é tipo generoso. Este, por isso
mesmo, sofre por toda trama. É traído, abandonado pelas mulheres.
Chico: “Escriturário, noivo, bigodinho, morou em todas as pensões...
magrinho, era um moço triste e achava que a solução era casar. Estava
condenado às pensões baratas... Contraiu o tifo preto que lhe deixou
sem dinheiro e sem emprego. A narrativa acaba o conto numa elipse
temporal, deixando em aberto o final triste de Chico.
O conto “Cemitério de Elefantes”, extraído do livro “Cemitério de
Elefantes, 1964”; narrativa em terceira pessoa, narra a história de um
grupo de bêbados de Curitiba, que vivem “à Meca” do que a cidade os
oferece. “Curitiba os considera animais sagrados, provê as suas
necessidades de cachaça e pirão. Se contentam com as sobras, mas
quando aperta a fome vão até o mangue para assar caranguejo e
também se fartar dos frutos ingazeiro.”. As disputas não geram brigas,
quando muito, discussões à distância. Neste “cemitério” não existe
violência.
Os personagens são comparados a elefantes, o que dá um ar
grotesco às suas formas e maneiras. “Elefantes Malferidos, coçam
perebas sem nenhuma queixa...” . Pedro, João, o Cai N’água, Jonas,
Chico Papa-Isca; todos bêbados moribundos vivem entregues ao curso
das horas e às intempéries do local precário onde se instalam. Assim,
vão vivendo, suportando suas doenças, e suas dificuldades. Não existe
ninguém em especial, nenhum destaque de algum personagem. No
final, a metáfora da narrativa deixa para o leitor a conclusão da saga
destes bêbados elefantes.
Crônica do livro “Crimes de Paixão, 1978”; “Dá uivos, ó porta, grita, ó
rio Belém” narrada em terceira pessoa, fala de muitos casos e
personagens de Curitiba. Cada parágrafo é um episódio diferente. Os
animais, os carros e as pessoas, contracenam com a cidade em suas
próprias aventuras cotidianas.
A narrativa não segue uma ordem cronológica, nem os episódios
narrados têm relação uns com os outros. Na crônica, temos os pardais
que aflitos reclamam do velhinho que bebeu e esqueceu-se das
migalhas de pão. A idiota que vive sozinha no quarto e gosta de comer
sabão de coco. O velhinho que se abaixa para pegar alguma coisa no
chão. “... um toco de cigarro? Não, uma bolacha meia derretida, que
enfia na boca e chupa gostoso.”. Um tarado que a exibe para a
menininha. A cidade que desfila para ver o sangue na calçada que em
vão a moça lava e esfrega. Por fim a crônica reflete a cidade numa
aurora muito particular: “ Bom dia, Curitiba - ó vaca mugidora que pasta
os lírios do campo e semeia fumegantes bolos verdes de sonho.”
O fascinante mundo narrativo de Dalton Trevisan só se realiza por
causa de seu estilo. Este apresenta duas características básicas: A
absoluta concisão dos relatos, pois em seus contos só há lugar para o
estritamente essencial. Eles são curtos, com diálogos diretos e tendem à
elipse. À medida que o tempo passa, as narrativas do escritor ficam
cada vez menores; e o uso de comparações e metáforas
surpreendentes que compõem uma estranha imagem surrealista, capaz
de destruir a falsa vulgaridade da linguagem. “Maria não aceitava sua
condição de dona casada e mãe de uma filha. Queria prazeres e mais
prazeres, tais e tantos que ela era duas lágrimas azuis se não podia ir a
algum baile... “ Estas metáforas são relativamente abundantes e quando
aparecem criam um esplêndido efeito poético. (...). Adormecida ao seu
lado você a insulta: água, você secou, laranja, você murchou, leite
coalhou, rosa se despetalou, vinho azedou; sumo, eu te engoli, pó eu te
varri, caroço eu te cuspi. (...)
7. A Repetição
A idéia de que as criaturas humanas têm uma natureza comum e
são arrastados por sonhos e desejos semelhantes, levou o contista,
desde “A guerra conjugal”, a designar os seus personagens pelos
mesmos nomes. Quase todos os homens se chamam João ou André,
assim como as mulheres nunca deixam de ser Maria. Estes
personagens João, Maria e André são diferentes a cada conto, mas
também são parecidos pela semelhança dos caracteres.
Os enredos igualmente começam a se aproximar, sempre o mesmo
repertório obsessivo, embora cada história tenha um traço singular.
Assim, o microcosmo de Dalton Trevisan vai se tornando cada vez mais
restrito e mais fechado. Em seus últimos relatos, o escritor parece
elaborar uma coleção de miniaturas, diferenciada uma da outra por
sutilezas quase invisíveis. Para muitos críticos, ao se aproximar da
perfeição Dalton aproximou-se também do silêncio.

8. A Conclusão: Questão de Ponto de Vista Alegórico


Para finalizarmos esta análise, devemos levar em consideração a
afirmação de Antônio Soares Amora autor do livro “Introdução à Teoria
da Literatura”: para compreendermos a obra devemos recorrer a outras
disciplinas de estudo, como a Psicologia, a Lingüística, a Estilística, a
Filosofia, a Mitologia, a Religião e outras mais. “ Como falar da criação
sem recorrer a Psicologia? ”Como falar do ambiente, sem o auxílio da
Sociologia?”
Acontece que cada obra de Dalton possui uma individualidade,
construída para flagrar momentos especiais da vida dos seus
personagens. As diversas alegorias utilizadas em seus contos podem
ser vistas como transições de um mundo para outro. É a descida de um
mundo edênico para o mundo real, onde o homem perde sua origem,
sua identidade. É a chamada “quebra de consciência”.
Notemos que em geral nas obras de Trevisan, o espaço (casa) que
deveria ser visto como símbolo de segurança, de consciência de
centralidade, é o símbolo da quebra de consciência, pois, em geral,
revela-se um espaço demoníaco. O porão da casa no conto “O
Matador”, é o local onde o personagem perde seu controle, em uma
espécie de possessão que o leva a ruína. A casa é o corpo de imagens
que dão ao homem razões ou ilusões de estabilidade, é o apelo à
responsabilidade e, mas em muitos dos contos do autor, é justamente
dentro da casa que os personagens sentem a obscuridade, a própria
imagem do inferno. Em relação ao símbolo “porção”, percebe-se que
muitos personagens enfrentam uma relação de causa-efeito quando a
bebem, em geral álcool, e obrigam ao leitor, tomado de vertigem , a
seguir o autor em suas arrebatadoras deduções à espera dos
acontecimentos, o que segundo Baudelaire, faz o prazer da narrativa
vincular-se ao desejo do desfecho.
Os enredos falam do desejo e do que acontece com ele, mas o
movimento da própria narrativa é impulsionado pelo desejo sob a forma
de epistemofilia, um desejo de saber: queremos descobrir segredos,
saber o final, encontrar a verdade. Se o que impulsa a narrativa é a
ânsia, então que tal o conhecimento” (Jonathan Coller,1999).
Através da ficção, somos capazes de entender o que não se
compreende na vida real, porém para pararmos de dançar em círculos, é
importante perceber o que é ficção e o que é realidade. Dalton Trevisan,
possuidor de uma obra rica e variada, faz um mergulho no interior do
ser, repleto de um realismo grotesco, uma recusa do fantástico pelo
fotográfico com frases sincopadas e, é atualmente um dos maiores
contistas brasileiros vivo que o mundo possui .

Referencias Bibliográfica
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Trevisan, Dalton. Cemitério dos Elefantes. 6ª ed. Rio de Janeiro, Record,
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Artigo publicado na revista Interletras da Unigran. Disponível em:

http://www.unigran.br/revistas/interletras/arquivos/05.pdf. Acesso em 26.

jul. 2010.