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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ


PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO
COORDENADORIA GERAL DE PESQUISA
Programa de Iniciação Científica Voluntária - ICV
Campus Universitário Ministro Petrônio Portela, Bloco 06 – Bairro Ininga
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E-mail: pesquisa@ufpi.br, pesquisa@ufpi.edu.br

Relatório Final
Programa ICV

Estimativa de produção de energia eólica no


estado do Piauí

Orientador: Prof. Dr. Marcos Antonio Tavares Lira


Orientando: Dayany Makly Borges de Oliveira
PARTE I - Relatório Técnico Científico

1 Introdução
A energia eólica é a fonte de energia que vem se expandindo de forma acelerada
ao longo da última década.
Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o Brasil iniciou
2016 com 360 usinas eólica instaladas e uma capacidade instalada de 8,98GW. Este
cálculo é baseado através da consolidação das capacidades contratadas nos ambientes de
contratação livre e regulado, ACL e ACR, e também pela entrada da operação de novos
parques eólicos . Ao final de 2019 serão 18,79 GW instalados em território brasileiro.
No estado do Piauí, além do litoral, a região da Chapada do Araripe, a qual o
estado integra, reúne condições naturais para o aproveitamento da energia eólica.
O complexo eólico Chapada do Piauí, por exemplo, é composto por 14 (quatorze)
parques eólicos a serem implantados em uma área de 4.997,06 hectares. A área do
complexo está situada nos municípios de Marcolândia, Simões e Padre Marcos.

2 Revisão de Literatura
Segundo Silva (2003), o vento pode ser mais intenso em algumas áreas que em
outras, pode aumentar sua intensidade por alguns meses do ano, como pode aumentar
apenas durante algumas horas do dia, e pode, também, parar por longos períodos
ininterruptos. As variações de vento na escala de tempo podem ser divididas em duas
grandes classes: variações lentas e variações rápidas
Ainda segundo Silva (2003) O Nordeste do Brasil apresenta características eólicas
singulares, que difere de outros locais do planeta. Além disso, sua posição geográfica
privilegiada, associada a uma extensa área litorânea e de montanhas, torna-a uma das
regiões mais atrativas para investimentos eólicos no mundo.

Na região da linha do Equador, devido ao aquecimento constante e quase uniforme é


formada uma zona de baixa pressão (chamada de ZCIT – Zona de Convergência
Intertropical) para a qual se deslocam os ventos alísios de sudeste, vindos do hemisfério
sul, e os ventos alísios de nordeste, vindos do hemisfério norte.

Neste sentido, o vento costuma a ter mais força nos locais próximos a linha do
equador, onde se localiza o sul do estado do Piauí, já que a massa de vento se desloca
para a linha. Ao longo das fronteiras com o Ceará, Pernambuco e Bahia, nas chapadas
de Ibiapaba e do Araripe, a leste e da Tabatinga e Mangabeira, ao sul, encontram-se as
maiores altitudes do estado, situadas em torno de novecentos metros de altitude, assim
tornando-se viável o investimento eólico do Piauí.

Segundo Castro (2007), a potência disponível no vento aumenta com o cubo da sua
velocidade,. Cada turbina eólica pode ter sua energia disponível quantificada através da
equação 1. Por energia disponível entende-se a cinética associada a uma coluna de ar que
em deslocamento numa velocidade uniforme e constante.
1
Pdisp = 2 ρAV 3 (1)

Onde A (m2) é a área da secção plana transversal do rotor da turbina, ρ é a massa


específica do ar (ρ = 1,225 kg/m3, em condições de pressão e temperatura normais) e V
é a velocidade do vento (m/s).
A medição do vento foi efetuada a uma altura próxima daquela onde foi instalado o
cubo do rotor da turbina. Por forma a permitir correlacionar os dados do local com os
registos existentes em estações meteorológicas próximas foi desejável uma medida
adicional à altura normalizada de 10 metros. Em última análise, na ausência de medições
realizadas na altura onde ficaram as turbinas, a medição feita a 10 metros nas estações
meteorológicas de superfície nos deu uma estimativa da velocidade em outras alturas
através da equação 2, a qual é uma extrapolação para alturas diferentes de dados medidos
a uma altura de referência (CASTRO, 2007):

z
ln  
v(z)  v(zR )  
z0
 zR 
ln  
 z0  (2)

Onde a variação da velocidade com a altura vertical z, v (z), é dada em função da


velocidade a uma altura de referência v (ZR), do comprimento de rugosidade (Z0) e da
própria altura de referência ZR. O comprimento de rugosidade corresponde à altura em
que o vento, próximo à superfície, assume valor zero, e depende do relevo e obstáculos
da superfície.

3 Metodologia

Os dados de velocidade dos ventos foram obtidos através de 16 das 19 Plataformas


de Coleta de Dados do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) distribuídos pelo
estado, devido essas plataformas possuírem dados mais confiáveis. Estes dados são
coletados a 10 metros de altura em relação ao solo e dividido entre todos os 366 dias do
ano e as 24 horas ao longo do dia.
Foi necessário a aplicação de um método estatístico de correção desses dados
denominado método da validação cruzada nos dados obtidos do INMET pois o mesmo
apresenta dados inexistentes ou incoerentes

Após este procedimento, utilizando-se o software Matlab foi feito o levantamento


estimado para 120m de altitude dos perfis diários e mensais do regime dos ventos das
regiões estudadas, para verificação da variabilidade dos recursos eólicos nestes períodos.

4 Resultados e Discussão

Levando-se em consideração a velocidade média do vento diária foi possível obter


gráficos com a utilização do software Matlab e assim observar o comportamento dessa
velocidade em relação as horas do dia e aos meses do ano para uma altura de 120m.
A velocidade mínima para o funcionamento do aerogerador é de 3,5 m/s, com essa
observação definiremos se a região é favorável ou não.
Na figura 1 para a cidade de Alvorada do Gurguéia foi observado que ao longo do
dia a velocidade apresentou variações, tendo uma velocidade maior no período
compreendido entre 12h e 18h, em que a velocidade pôde chegar a 5 m/s. Na figura 2
tem-se a velocidade média dos ventos em relação aos meses do ano, percebeu-se que no
período compreendido entre janeiro a maio a velocidade manteve-se entre 2,5 m/s a
3,0 m/s, de junho a dezembro foram registradas as maiores velocidades, podendo chegar
4,3 m/s.

Figura 1: Gráfico da velocidade média diária em Alvorada do Gurguéia


Alvorada do Gurguéia
6
Velocidade média (m/s)

1
0 6 12 18 24
Horas do dia (h)
Fonte: Própria do autor
Figura 2: Gráfico da velocidade média mensal em Alvorada do Gurguéia
Alvorada do Gurguéia
4.5

Velocidade média (m/s)


4

3.5

2.5

2
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
2010
Meses-janeiro a dezembro
Fonte: Própria do autor

A figura 3 mostra os resultados para a cidade de Caracol ao longo do dia, observou-


se que a velocidade apresentou variações, sendo as maiores velocidades no horário de 12h
às 19h chegando a mais de 6 m/s. Na figura 4 a velocidade em relação aos meses do ano
chegou a quase 5 m/s no período de junho a outubro.
Figura 3: Gráfico da velocidade média diária em Caracol
Caracol
7
Velocidade média (m/s)

1
0 6 12 18 24
Horas do dia (h)
Fonte: Própria do autor
Figura 4: Gráfico da velocidade média mensal em caracol
Caracol
5

Velocidade média (m/s)


4.5

3.5

2.5
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
2010
Meses-janeiro a dezembro
Fonte: Própria do autor

Na figura 5 para a cidade de Esperantina foi observado que a média da velocidade


diária houve um decréscimo no horário compreendido entre 0h e 11h, sendo a velocidade
mínima de 1,7 m/s registrada nesse período, de 12h às 0h foram as maiores velocidades
chegando a 3,7 m/s. Na figura 6 a velocidade média mensal manteve-se quase constante
no período de janeiro a setembro, de setembro a novembro foi onde registrou-se a maior
velocidade que foi quase 6 m/s, e de novembro a dezembro houve uma queda.

Figura 5: Gráfico da velocidade média diária em Esperantina


Esperantina
4
Velocidade média (m/s)

3.5

2.5

1.5
0 6 12 18 24
Horas do dia (h)
Fonte: Própria do autor
Figura 6: Gráfico da velocidade média mensal em Esperantina
Esperantina
6

Velocidade média (m/s)


5

1
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
2010
Meses-janeiro a dezembro
Fonte: Própria do autor

Na figura 7 a velocidade média diária para Floriano foi observado que no horário de
0h as 12h a velocidade manteve-se quase constante, compreendida de 1,5 m/s a 2 m/s, já
no horário de 12h às 20h a velocidade chegou a 3,7 m/s. Na figura 8 com relação a média
mensal, observou-se que as menores velocidades foram no período de janeiro a maio e as
maiores no período de maio a outubro com velocidade máxima de 4,3 m/s.

Figura 7: Gráfico da velocidade média diária em Floriano


Floriano
4
Velocidade média (m/s)

3.5

2.5

1.5

1
0 6 12 18 24
Horas do dia (h)
Fonte: Própria do autor
Figura 8: Gráfico da velocidade média mensal em Floriano
Floriano
5

Velocidade média (m/s)


4

1
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
2010
Meses-janeiro a dezembro
Fonte: Própria do autor

Na figura 9 para a cidade de Gilbués foi observado que ao longo do dia a velocidade
apresentou variações, sendo a maior velocidade registrada no horário compreendido entre
12h e 18h, em que a velocidade chegou a 6,3 m/s. Na figura 10 tem-se a velocidade média
dos ventos em relação aos meses do ano, percebeu-se que no período compreendido entre
janeiro e março a velocidade manteve-se quase constante e igual a 6 m/s.

Figura 9: Gráfico da velocidade média diária em Gilbués


Gilbués
6.5
Velocidade média (m/s)

5.5

4.5

3.5
0 6 12 18 24
Horas do dia (h)
Fonte: Própria do autor
Figura 10: Gráfico da velocidade média mensal em Gilbués
Gilbués
6

Velocidade média (m/s)


5

2
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
2010
Meses-janeiro a dezembro
Fonte: Própria do autor

Na figura 11 a velocidade média diária para Oeiras foi observado que no horário de
0h às 12h a velocidade teve um leve crescimento mantendo-se entre 2 m/s e 3 m/s,no
horário de 12h às 20h a velocidade chegou a 5,5 m/s. Na figura 12 com relação a média
mensal, observou-se que no período de janeiro a maio houve pouca variação na
velocidade, as maiores foram registradas no período de maio a setembro com velocidade
máxima de 5,8 m/s.

Figura 11: Gráfico da velocidade média diária em Oeiras


Oeiras
6
Velocidade média (m/s)

1
0 6 12 18 24
Horas do dia (h)
Fonte: Própria do autor
Figura 12: Gráfico da velocidade média mensal em Oeiras
Oeiras
6

Velocidade média (m/s)


5

1
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
2010
Meses-janeiro a dezembro
Fonte: Própria do autor

A figura 13 mostra os resultados para a cidade de Parnaíba ao longo do dia, observou-


se que a velocidade apresentou variações, sendo as maiores velocidades no horário de 12h
às 20h, sendo a maior velocidade de 7 m/s. Na figura 14 a velocidade em relação aos
meses do ano chegou a 7 m/s no período de julho a dezembro.

Figura 13: Gráfico da velocidade média diária em Parnaíba


Parnaíba
Velocidade média (m/s)

3
0 6 12 18 24
Horas do dia (h)
Fonte: Própria do autor
Figura 14: Gráfico da velocidade média mensal em Parnaíba
Parnaíba
8

Velocidade média (m/s)


7

2
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
2010
Meses-janeiro a dezembro
Fonte: Própria do autor

Na figura 15 a velocidade média diária para Paulistana, foi observado que as


velocidades ao longo do dia foram altas, acima de 3 m/s, tendo uma velocidade máxima
de 7,4 m/s. Na figura 16 com relação a média mensal, observou-se que as menores
velocidades foram no período de janeiro a maio e as maiores no período de maio a outubro
com velocidade máxima de 7,4 m/s e todas as velocidades acima de 3 m/s.

Figura 15: Gráfico da velocidade média diária em Paulistana


Paulistana
8
Velocidade média (m/s)

3
0 6 12 18 24
Horas do dia (h)
Fonte: Própria do autor
Figura 16: Gráfico da velocidade média mensal em Paulistana
Paulistana
8

Velocidade média (m/s)


7

3
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
2010
Meses-janeiro a dezembro
Fonte: Própria do autor

Na figura 17 a velocidade em relação as horas do dia para a cidade de Picos


observou-se que de 0h às 11h a velocidade manteve-se entre 2 m/s e 3 m/s, e a partir das
12h a velocidade aumentou, sendo a velocidade máxima atingida de 4,7 m/s. Na figura
18 a velocidade em relação aos meses do ano, foi observado que de janeiro a abril a maior
velocidade atingida foi de 3,3 m/s, de maio a outubro foram registradas as maiores
velocidade, sendo a máxima de 4,7 m/s no mês de setembro.

Figura 17: Gráfico da velocidade média diária em Picos


Picos
5
Velocidade média (m/s)

4.5

3.5

2.5

2
0 6 12 18 24
Horas do dia (h)
Fonte: Própria do autor
Figura 18: Gráfico da velocidade média mensal em Picos
Picos
5

Velocidade média (m/s)


4.5

3.5

2.5

2
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
2010
Meses-janeiro a dezembro
Fonte: Própria do autor

Na figura 19 a velocidade média diária para a cidade de Piripiri, foi observado que
houve um decrescimento da velocidade de 0h a 6h, depois manteve-se quase constante
até as 12h, de 12h às 23h foram registradas as maiores velocidades, sendo a máxima de
aproximadamente 4 m/s. Na figura 20 com relação a média mensal, observou-se que as
menores velocidades foram no período de março a junho com a velocidade mínima de
2 m/s, nos demais meses foram as maiores, com a máxima de 3,3 m/s.

Figura 19: Gráfico da velocidade média diária em Piripiri


Piripiri
4
Velocidade média (m/s)

3.5

2.5

1.5

1
0 6 12 18 24
Horas do dia (h)
Fonte: Própria do autor
Figura 20: Gráfico da velocidade média mensal em Piripiri
Piripiri
3.5

Velocidade média (m/s)


3

2.5

2
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
2010
Meses-janeiro a dezembro
Fonte: Própria do autor

Na figura 21 para a cidade de São João do Piauí foi observado que a velocidade
média diária de 0h às 11h foi mantida quase constante de 2 m/s a 2,5 m/s, de 12h às 22h
foram registradas as maiores, sendo a máxima de 5 m/s. Na figura 22 a velocidade média
em relação aos meses do ano, foi observado que de janeiro a maio a maior velocidade foi
de 3 m/s, já nos meses de maio a outubro foram as maiores velocidades, sendo a máxima
de 5 m/s.
Figura 21: Gráfico da velocidade média diária em São João do Piauí
São João do Piauí
5.5
Velocidade média (m/s)

4.5

3.5

2.5

2
0 6 12 18 24
Horas do dia (h)
Fonte: Própria do autor
Figura 22: Gráfico da velocidade média mensal em São João do Piauí
São João do Piauí
6

Velocidade média (m/s)


5

2
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
2010
Meses-janeiro a dezembro
Fonte: Própria do autor

Na figura 23 para a cidade de São Pedro do Piauí foi observado que ao longo do dia
a velocidade apresentou variações, tendo uma velocidade maior no período compreendido
entre 12h e 18h, em que a velocidade chegou a 4 m/s. Na figura 24 tem-se a velocidade
média dos ventos em relação aos meses do ano, percebeu-se que no período
compreendido entre janeiro à maio a velocidade manteve-se quase constante, e de maio a
outubro foram registradas as maiores velocidades, sendo a máxima de 5 m/s.

Figura 23: Gráfico da velocidade média diária em São Pedro do Piauí


São Pedro do Piauí
4
Velocidade média (m/s)

3.5

2.5

1.5
0 6 12 18 24
Horas do dia (h)
Fonte: Própria do autor
Figura 24: Gráfico da velocidade média mensal em São Pedro do Piauí
São Pedro do Piauí
6

Velocidade média (m/s)


5

2
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
2010
Meses-janeiro a dezembro
Fonte: Própria do autor

Na figura 25 tem-se os resultados da velocidade média diária para a cidade de São


Raimundo Nonato, observou-se que a velocidade manteve-se quase constante de 0h às
11h, de 11h às 23h foram registradas as maiores velocidades, sendo a máxima de 4,7 m/s.
Na figura 26 a velocidade em relação aos meses do ano apresentou variações, sendo os
meses de maio a novembro com as velocidades mais altas, com máxima de 4,3 m/s.

Figura 25: Gráfico da velocidade média diária em São Raimundo Nonato


São Raimundo Nonato
5
Velocidade média (m/s)

4.5

3.5

2.5

1.5
0 6 12 18 24
Horas do dia (h)
Fonte: Própria do autor
Figura 26: Gráfico da velocidade média mensal em São Raimundo Nonato
São Raimundo Nonato
4.5

Velocidade média (m/s)


4

3.5

2.5

1.5
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
2010
Meses-janeiro a dezembro
Fonte: Própria do autor

Na figura 27 para a cidade de Teresina foi observado que a média da velocidade


diária manteve-se entre 1 m/s e 1,7 m/s no intervalo de 0h e 11h, de 11h às 23h foram
registrados as maiores velocidades, sendo a máxima de 3,5 m/s. Na figura 28 a velocidade
média mensal apresentou muitas variações, mantendo-se entre 1,5 m/s e 2 m/s no período
de janeiro a maio, e de maio a dezembro registrando as maiores velocidades, com a
máxima de 2,5 m/s.
Figura 27: Gráfico da velocidade média diária em Teresina
Teresina
4
Velocidade média (m/s)

3.5

2.5

1.5

0.5
0 6 12 18 24
Horas do dia (h)
Fonte: Própria do autor
Figura 28: Gráfico da velocidade média mensal em Teresina
Teresina
3

Velocidade média (m/s)


2.5

1.5

1
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
2010
Meses-janeiro a dezembro
Fonte: Própria do autor

Na figura 29 para a cidade de Uruçuí foi observado que a média da velocidade diária
foi crescente no período de 0h às 12h e decrescente no período de 12h às 24h, sendo a
velocidade máxima registrada as 12h de 3,7 m/s.Na figura 30 observou-se que a
velocidade média mensal de janeiro a maio manteve-se entre 1,5m/s e 1,7 m/s, de maio a
setembro houve um crescimento, registrando a velocidade máxima de 3,5 m/s e de
setembro a dezembro um decrescimento até 1,5 m/s.

Figura 29: Gráfico da velocidade média diária em Uruçuí


Uruçuí
4
Velocidade média (m/s)

3.5

2.5

1.5

0.5
0 6 12 18 24
Horas do dia (h)
Fonte: Própria do autor
Figura 30: Gráfico da velocidade média mensal em Uruçuí
Uruçuí
3.5

Velocidade média (m/s)


3

2.5

1.5

1
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
2010
Meses-janeiro a dezembro
Fonte: Própria do autor

Na figura 31 a velocidade média diária para a cidade de Valença do Piauí, foi mantida
praticamente constante de 0h às 11h, de 11 às 23h foram registradas as maiores
velocidades, sendo a máxima de 4,3 m/s. Na figura 32 com relação a média mensal,
observou-se que de janeiro a maio a velocidade manteve-se entre 2 m/s e 2,5 m/s, de maio
a outubro foram registradas as maiores velocidades, com a máxima de 4,3 m/s

Figura 31: Gráfico da velocidade média diária em Valença do Piauí


Valença do Piauí
4.5
Velocidade média (m/s)

3.5

2.5

2
0 6 12 18 24
Horas do dia (h)
Fonte: Própria do autor
Figura 32: Gráfico da velocidade média mensal em Valença do Piauí
Valença do Piauí
4.5

Velocidade média (m/s)


4

3.5

2.5

2
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
2010
Meses-janeiro a dezembro
Fonte: Própria do autor

5 Conclusão
Os municípios de Alvorada do Gurguéia, Caracol, Esperantina, Floriano, Gilbués,
Oeiras, Parnaíba, Paulistana, Picos, Piripiri, São João do Piauí, São Pedro do Piauí, São
Raimundo Nonato e Valença apresentaram valores de velocidade media diária e mensal
maiores que 3,5 m/s , que é a velocidade mínima para que a turbina do aerogerador possa
aproveitar a energia proveniente do vento. Sendo esses municípios favoráveis para a
instalação de parque eólico.
Os municípios de Caracol, Gilbués, Parnaíba e Paulistana apresentaram as maiores
médias de velocidade, com Paulistana chegando a máxima de 7,4 m/s.
Já os municípios de Teresina e Uruçuí, não são favoráveis a instalação de parque
eólico, pois em poucos períodos de tempo se obteve uma velocidade média igual ou
superior a 3,5 m/s.
O estado do Piauí possui algumas regiões favoráveis ao aproveitamento da energia
eólica, sendo as maiores velocidades registradas nessas regiões foram no horário de 12h
às 18h, e nos meses mais secos, de maio a outubo.

6 Referências Bibliográficas
CASTRO, R. M. G. Energias Renováveis e Produção Descentralizada: introdução à
energia eólica. 3 ed. Lisboa, Universidade Técnica de Lisboa, 2007. 5 Dobriansky, P.
Energia limpa para o futuro. Revista eJournal USA: Perspectivas Econômicas,
Washington, D.C, v 11, n. 2, 4-6, 2006.
CUSTÓDIO, Ronaldo. Energia Eólica. São Paulo: Eletrobrás, 2013.
LOPÉZ, José Maria Escudero. Manual de energia eólica. Madrid: Ediciones Mundi-
Prensa, 2011.
MARTINS, Fernando R.; GUARNIERI, Ricardo A.; PEREIRA, Enio B. O
aproveitamento da energia eólica. Revista Brasileira de Ensino de Física, São Paulo, v.
30, n. 1, março, 2008.
MENDONÇA, Luciana. A Força das águas. Revista O Setor Elétrico, vol. 7, n. 20, p. 62-
67, 2012.
SILVA, Gustavo Rodrigues. Características de vento da região Nordeste: análise,
modelagem e aplicações para projetos de centrais eólicas. 2003. Dissertação (Mestrado
em Engenharia Mecânica) – Universidade Federal de Pernambuco, 2003.

PARTE II - Outras Atividades


1 Participação em seminários, congressos, etc.
Os resultados da pesquisa serão enviados para congressos e revistas da área de
energia eólica.