Sunteți pe pagina 1din 7

Modelo de ação de regulamentação de

visitas com pedido de tutela de urgência


EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA
___VARA DA FAMÍLIA DA COMARCA DE ______________.

_______________, brasileiro, solteiro, frentista, portador da cédula de


identidade (RG) nº ________, inscrito no CPF sob nº _________, residente e
domiciliado na Rua _________ nº ____, Bairro _________, [Município], CEP:
______-____, vem à presença de Vossa Excelência, por intermédio de seu
advogado abaixo assinado propor, com base no art. 15 da Lei n. 6.515/1977, a
presente:

AÇÃO DE REGULAMENTAÇÃO DE VISITAS COM PEDIDO DE TUTELA DE


URGÊNCIA - TRAMITAÇÃO PRIORITÁRIA Art. 4º DA LEI N. 12.318/2010

Em face de ____________, brasileira, divorciada, portadora da cédula de


identidade (RG) desconhecido, inscrita no CPF/MF sob nº desconhecido,
residente e domiciliada na Rua ________, nº_____, Bairro _______,
[Município], onde pode ser citada, pelos motivos de fato e de direito que a
seguir expõe:

I - DOS FATOS

____________ e ___________, são filhos do Requerente com a Requerida, ela


com 4 (quatro) anos de idade e o mais novo com 1 (um) ano.

Em que pese o rompimento do vínculo conjugal entre os genitores, o Autor


sempre prezou pelo contato com seus filhos, inclusive sempre que possível
fazia viagens ao Município de __________, para visitar seus filhos, isto ocorria
com certa frequência, cerca de 1 (uma) vez ao mês, com muito esforço, pois
além de possuir poucas folgas no trabalho o genitor não aufere muitos
rendimentos para além de pagar pensão viajar para longe para ver seus filhos.

Destaque-se, aliás, que a menor _______ gosta muito da convivência com seu
genitor.
Todavia, nos últimos tempos, a Requerida passou a encontrar obstáculos para
o exercício do direito de visita o pai. Na primeira oportunidade, simplesmente
proibiu o genitor de visitar sua filha. Em um segundo momento, passou a criar
pretextos mais elaborados, levando sua filha para dormir na casa de amigas
desta ou engendrando compromissos anteriormente inexistentes, deixando de
atender os telefonemas, praticamente escondendo sua filha do genitor.

Ressalte-se inexistir motivação real, racional e jurídica para os óbices criados


pela mãe dos menores. O autor é pai exemplar, cumprindo todas as suas
obrigações como genitor. Paga a pensão alimentícia religiosamente e dá todo o
suporte afetivo, moral e pedagógico que seus filhos necessitam.

A situação que se protrai no tempo há no mínimo três meses, vem tirando a


paz de espírito do autor, que angustiado pretende ter contato com seus filhos.

Os óbices propositais que obstaculizam a convivência familiar precisam ser


frenados por este dd. Juízo, sob pena do dano que já é irreversível se estender
ainda mais.

São as razões pelas quais se invoca a proteção jurídica ao Poder Judiciário.

II - DO DIREITO

Conforme toda a narrativa fática acima é um direito da criança a convivência


com seu pai. Colhe-se do caput do art. 19 da Lei n. 8.069/1990:

“Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado


e educado no seio da sua família e,
excepcionalmente, em família substituta, assegurada
a convivência familiar e comunitária, em ambiente
livre da presença de pessoas dependentes de
substâncias entorpecentes” (grifo nosso).

De mais a mais, não bastasse a citada disposição da Lei 8.069/1990, a Lei n.


12.318/2010 assim determina no caput do seu art. 2º:
“Considera-se ato de alienação parental a
interferência na formação psicológica da criança ou
do adolescente promovida ou induzida por um dos
genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança
ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou
vigilância para que repudie genitor ou que cause
prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de
vínculos com este. Parágrafo único. São formas
exemplificativas de alienação parental, além dos
atos assim declarados pelo juiz ou constatados por
perícia, praticados diretamente ou com auxílio de
terceiros: III - dificultar contato de criança ou
adolescente com genitor”.

Portanto, expressamente vedada a conduta da genitora, que tem dificultado o


contato do autor com sua filha – caracterizando-se tal conduta como prática de
alienação parental. A referida Lei é ainda mais expressa em seu art. 3º:

“A prática de ato de alienação parental fere direito


fundamental da criança ou do adolescente de
convivência familiar saudável, prejudica a realização
de afeto nas relações com genitor e com o grupo
familiar, constitui abuso moral contra a criança ou o
adolescente e descumprimento dos deveres
inerentes à autoridade parental ou decorrentes de
tutela ou guarda”.

Assim, com o intuito de preservar os direitos do autor e de seus filhos de tenra


idade, requer seja assim regulamentado o regime de visitas:

1 - Ao menos uma vez no mês o pai tem direito de passar 48 horas com seus
filhos, a contar da retirada das crianças, desde que haja aviso de véspera de
pelo menos uma semana, por ser disposição razoável e que em nada afeta o
melhor interesse das crianças, de preferência aos finais de semana ou se
houve, feriado prolongado.
2 - Nas férias escolares em períodos alternados os menores ficam na casa do
pai, considerando tal período 90 dias anuais, ajustados com o calendário
escolar em que estiverem submetidos, sendo 30 dias em julho e 60 dias nos
meses de dezembro e janeiro.

3 - Nas festividades de final de ano - Natal e Ano Novo, em períodos alternados


os menores passam com o pai e sucessivamente com a mãe, a se iniciar no
corrente ano (2016) a semana do Natal com o pai e o do Ano Novo com a mãe.

Nos períodos de férias escolares, não haverá alteração no regime de visitas.

Por fim, caso o final de semana no qual o pai tenha direito de visita da filha seja
emendado com feriado, tanto pela escola da menor quanto pelo trabalho do
autor, o direito de visita se estenderá ao feriado.

Também requer, tendo em consideração ser o réu hipossuficiente, não podendo


arcar com os custos do processo sem prejuízo de seu próprio sustento (v. doc.
5), o benefício da Justiça Gratuita – conforme determina a Carta Magna, em
seu art. 5º, LXXIV, e art. 2º, caput e parágrafo único da Lei n. 1.060/1950.

III - DA TUTELA DE URGÊNCIA

Ainda, considerando os arts. 300 e seguintes do Novo Código de Processo


Civil, requer a antecipação dos efeitos da tutela, inaudita altera parte, para que
o requerente possa exercer de pronto seu direito de visita.

Inexiste controvérsia acerca do direito do autor, consoante determina


claramente o citado art. 19 do Estatuto da Criança e do Adolescente, bem
como as referidas disposições da Lei n. 12.318/2010; portanto, presente o
requisito da verossimilhança das alegações bem como a prova inequívoca.
Mister realçar que a melhor prova da imperiosidade da antecipação da tutela é
o sucesso de ser necessário ao autor, para que possa exercer o seu direito de
visita, a propositura da presente ação.
Também patente o dano irreparável, porquanto não podendo visitar seus filhos
agora, jamais recuperará as horas perdidas, como dita o cediço brocardo:
factum fieri nequit infectum.

Não se pode, na vertente hipótese, sequer aguardar a citação da parte


contrária, porquanto a duração de tal procedimento poderia prejudicar
irreparavelmente o direito do autor.

Além disso, a Lei n. 12.318/2919, no art. 4º, permite a concessão de medidas


provisórias inaudita altera pars, para que se resguarde o direito do infante,
inclusive determina tramitação prioritária ao processo e faz ressalva especial
ao direito de visita:

“Declarado indício de ato de alienação parental, a


requerimento ou de ofício, em qualquer momento
processual, em ação autônoma ou incidentalmente,
o processo terá tramitação prioritária, e o juiz
determinará, com urgência, ouvido o Ministério
Público, as medidas provisórias necessárias para
preservação da integridade psicológica da criança
ou do adolescente, inclusive para assegurar sua
convivência com genitor ou viabilizar a efetiva
reaproximação entre ambos, se for o caso.
Parágrafo único. Assegurar-se-á à criança ou
adolescente e ao genitor garantia mínima de
visitação assistida, ressalvados os casos em que há
iminente risco de prejuízo à integridade física ou
psicológica da criança ou do adolescente, atestado
por profissional eventualmente designado pelo juiz
para acompanhamento das visitas”.

Assim sendo, demonstradas as condições para a concessão da tutela


antecipada, bem como para a procedência final da presente ação.
A fim de garantir o resultado fático da presente demanda, com fulcro no poder
geral de efetivação (art. 814, do Novo Código de Processo Civil), requer,
proferida sentença de mérito dando provimento aos pedidos narrados nessa
peça vestibular, ou concedida a antecipação da tutela, seja fixada sanção
pecuniária no valor de metade do salário mínimo vigente (R$ 440, v. Dec.
presidencial n. 7.655/2011) no caso de eventual descumprimento do ato
imposto à ré, isto é, caso a genitora obste o direito de visita do autor.

IV - DOS PEDIDOS E REQUERIMENTOS FINAIS

Ante o exposto, requer:

a) A tramitação prioritária do presente processo, consoante determinação da


Lei n. 12.318/2010 em seu art. 4º.

b) A antecipação dos efeitos da tutela de urgência (art. 300 do Novo CPC),


inaudita altera parte, para que o autor exerça de pronto seu direito, nos termos
delineados supra (§ VIII), porquanto presentes, como demonstrado acima (§§ X
e XI), os requisitos de verossimilhança das alegações, de prova inequívoca,
bem como o fundado receio de dano irreparável;

c) A citação da ré, por correio (art. 246, I, do Novo CPC), para que compareça
em audiência de conciliação, instrução e julgamento, a ser designada por este
Douto Juízo, onde, se quiser, poderá oferecer resposta, sob pena de sujeitar-se
aos efeitos da revelia (art. 344 do Novo CPC);

d) A intimação do ilustre representante do Ministério Público para intervir no


feito ad finem (art. 178, II, do Novo CPC);

e) A concessão do benefício da Justiça Gratuita, nos termos das Constituição


Federal (art. 5º, LXXIV) e da Lei n. 1.060/1950 (art. 2º, caput e parágrafo
único);

f) A regulamentação do direito de visitas, conforme delineado acima;

g) Seja fixada sanção pecuniária, na forma descrita acima (§ XIII) , com base
no art. 814, do Novo CPC, no valor de metade do salário mínimo vigente (R$
440,00), na eventualidade de a ré descumprir a decisão que antecipe os efeitos
da tutela ou a sentença de mérito.

Dá-se à causa o valor de R$ 1.000,00 (mil reais) apenas para efeito de custas
e alçada.

[Local], [dia] de [mês] de [ano].

[Assinatura do Advogado]

[Número de Inscrição na OAB]

S-ar putea să vă placă și