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Políticas Macroeconômicas

Política Fiscal
Para dar conta de suas tarefas, o governo precisa arrecadar receitas e realizar gastos, o que se refere à política
fiscal. A política fiscal consiste na administração dos gastos e receitas do governo, em R$.

Exemplos de receitas do governo: Exemplos de despesas do governo:

• Coleta de impostos diretos e indiretos • Gastos dos ministérios, secretarias e


autarquias
• Contribuições à previdência Social • Gastos com transferências à população
(como aposentadorias, bolsas de estudos,
Fome Zero, etc.)
• Outras receitas: taxas, multas, aluguéis, • Subsídios (transferências às empresas)
etc...

Obs.: As contas nacionais não consideram a movimentação da dívida mobiliária (dívida do governo em emissões
de títulos públicos, dentro do país). Mas esta, na prática, também é fonte de ganhos e gastos. Ganhos, quando o
governo vende títulos ao setor privado; gastos, quando deve resgatar estes títulos, pagando também o seu
rendimento. Muitas vezes o governo financia o pagamento, emitindo novos títulos para pagar uma leva anterior:
é a rolagem da dívida pública.

Política Monetária
Trata da oferta de moeda (R$) e da taxa de juros da economia de um país.

► MOEDA: instrumento aceito por todos para facilitar as trocas.


• Moeda Mercadoria: sal, couro, gado, metal precioso
• Moeda lastreada – emitir a moeda com base em metais preciosos (acabou em 1920).
• Moeda Fiduciária (atual) – idéia de confiança; todos crêem que uma nota de R$ 10 vale R$ 10.

► Funções da Moeda
• Intermediária de troca (permite trocar sapato por banana)
• Unidade de Conta (sabe quanto vale o sapato e quanto vale a banana, em uma unidade monetária única)
• Reserva de valor (só funciona na ausência de inflação, com inflação fica prejudicada. Ex.: se você
comprar um imóvel hoje e guardar o dinheiro, daqui há um ano, não compra mais o mesmo imóvel). Obs.:
Moeda não oferece rendimento

* Característica de Liquidez : é a capacidade da moeda de se trocar imediatamente por qualquer mercadoria,


sem perder rendimento e sem ônus (o que se aplica em Cad. Poupança não é moeda).

► Conceito de Moeda na Política Monetária


Muitas coisas são usadas como moeda, inclusive o cartão de crédito. Mas o conceito de moeda que é usado na
Política Monetária é o M1.
M1 = papel-moeda em poder da sociedade + depósitos em conta corrente bancária
Obs.: Quando se fala “sociedade”, não contabilizamos as moedas que estão em poder do governo.

►Demanda por Moeda (M1)


È a quantidade de moeda (M1) que a coletividade deseja deter em um determinado momento.
• Moeda é a contrapartida da Renda: para se ter demanda por ela, é preciso ter participado na geração da
renda nacional.
As pessoas demandam moeda (M1) para Transações (compras/ vendas); por Precaução (contra a incerteza na
economia) e por Especulação (guardar provisão de moedas para quando aparecer um investimento interessante).

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► Oferta de Moeda (M1)
• Quantidade de moeda disponível para a sociedade em um determinado momento.
• O Banco Central é o órgão do governo encarregado de controlar a OF de moeda.

► De que forma o Banco Central controla a Oferta de Moeda (M1)?


Através dos instrumentos monetários, que são quatro:

1. Emissão de Moeda: Aumenta emissões – aumento da oferta de moeda

2. Percentual de depósito compulsório – é uma parte dos depósitos à vista que o banco comercial recebe
diariamente, e que ele é obrigado a depositar no Banco Central, onde o $ ficará guardado. Veja a seguir:
Volume Total de depósitos à vista
em Bancos Comerciais:

Reservas voluntárias → Dinheiro que ← Depósito Compulsório


mantém no cofre, não coloca em (Reserva Involuntária) Banco
transações financeiras Central determina quanto terá
de ser o % que o Bco Comercial
depositará no Bco. Central

Intermediações: é o que sobra p/ o
banco comercial trabalhar, aplicar, e
gerar seu lucro *

A riqueza (lucro) do banco comercial vem da intermediação financeira. Quanto mais recursos ele tiver livres
para aplicar/emprestar, mais ele realiza operações, elevando a OF M1 na economia.

Logo, se o Banco Central elevar o Depósito Compulsório, reduz a OF M1. Já se o Banco Central diminuir o
Depósito Compulsório, aumenta a OF M1.

3. Linhas de Redesconto : Repasse de verba do Bacen aos Bancos Comerciais (usando aquele $ que é
guardado sob a forma de depósito compulsório). Isto só ocorre com 2 objetivos:
- Empréstimo de Liquidez (repasse de $ temporário, só até o banco comercial se reorganizar parta
honrar um volume maior de saques dos correntistas)
- Linhas especiais de crédito (ex.: crédito a exportadores. Dinheiro com um custo mais baixo para o
exportador. Vem do Bacen para os Bancos Comerciais.)

4. Operações de Mercado Aberto: Compra e Venda de títulos da dívida pública. Ao vender os títulos da
dívida pública à sociedade, o governo recolhe moeda; logo, uma operação de venda de títulos leva a uma
redução na oferta de moeda.
Já na hora em que o governo compra/resgata os títulos da dívida pública da sociedade, devolve o valor e
o rendimento em moeda. Logo, uma operação de compra de títulos pelo governo leva a um aumento na
oferta de moeda.

☺ Comentários importantes sobre a dívida pública interna;


É gerada quando o governo vende títulos ao público, para captar dinheiro rápido, e oferecendo em troca um
rendimento deste dinheiro em um certo prazo. Os bancos comerciais são compradores habituais. A dívida
surge de uma necessidade de gasto do Estado, que não quer financiá-la diretamente por um aumento de
tributos. Além disso, a dívida é um dos instrumentos de política monetária.

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► O Banco Central quer controlar a OF de moeda para determinar a Taxa de Juros SELIC

A oferta de moeda permite que o Banco Central determine a taxa de juros, que resulta da Relação entre Oferta e
Demanda de moeda (R$). Supondo constante a demanda por moeda, a oferta de moeda passa a ser a forma de
influenciar a Taxa de Juros.
De que taxa estamos falando? Da taxa SELIC (Setor de Liquidação de Custódia), que é a taxa básica da
economia brasileira. Ela é resultante da Oferta e Demanda de moeda (R$).

Aumento de OF de moeda → ↓ juros SELIC


Redução da OF de moeda → ↑ juros SELIC

Quem decide qual será o melhor nível desta taxa é o COPOM → Conselho formado pelos integrantes do Banco
Central . Nesta decisão são considerados as metas de inflação para o ano e o nível de atividade da economia,
entre outros.

► Qual a importância da Taxa de Juros?


- É estratégica. O nível da taxa de juros vai afetar as decisões de investimento em bens de capital: se as taxas
estiverem elevadas, isso inviabilizará muitos projetos de investimentos, e os empresários optarão por aplicar
seus recursos no mercado financeiro.
- As decisões dos empresários quanto à compra de máquinas, equipamentos, aumento ou diminuição de
estoques, de matérias-primas ou de bens finais, e de montantes de capital de giro, serão determinadas não só
pelo nível atual, mas também pelas expectativas quanto aos níveis futuros das taxas de juros.
- Se as expectativas quanto à trajetória das taxas de juros se tornarem pessimistas (juros altos), os empresários
deverão manter níveis baixos de estoques e mesmo de capital de giro no presente, uma vez que o custo de
manutenção desses ativos poderá ser extremamente oneroso no futuro..
- Os consumidores, por sua vez, exercerão um maior poder de compra à medida que as taxas de juros
diminuírem, e ao contrário, se as taxas de juros aumentarem.

A taxa de juros1 acabará por influenciar o volume de consumo, por parte das famílias, e de investimento, por
parte das empresas. O elo entre o mercado monetário e o lado real da economia (nível de produto, de emprego e
de renda) é feito através da taxa de juros.

► Tipos de Política Monetária


Variam conforme a trajetória da taxa de juros, e seu impacto sobre a DA.

→ Política Monetária Expansionista (expande a DA)


OF Moeda ↑ → juros ↓ → ↑ inv. Produção → ↑ emprego, ↑ consumo → CRESCIMENTO
(Vendas em alta, maior chance de aumento de preço. Fácil surgir inflação.)

→ Política Monetária Contracionista (reduz a DA)


OF Moeda ↓ → juros ↑ → ↓ inv. Produção → ↓ emprego, ↓ consumo
(Única vantagem: Vendas em queda, menor chance de aumentar preços.)

Nota sobre Inflação


►O que é a INFLAÇÃO – é um aumento generalizado e persistente dos preços. Percebe-se que são
necessárias mais unidades da moeda nacional para comprar o mesmo objeto, na medida em que a inflação
aumenta. Há 2 tipos principais de Inflação: de demanda e de custos.

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Os juros constituem um preço pelo uso do dinheiro, ou um prêmio por aplicá-lo. Ao contrário dos juros, as multas e a correção
monetária têm objetivos e naturezas distintas. A multa só existe em face de um descumprimento obrigacional; é uma penalidade. Já a
correção monetária, é uma forma de deixar o poder da moeda intacto, atualizando-o na exata proporção da inflação, isto é, do aumento de
preços.

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Inflação de Demanda: Quando a OF não consegue acompanhar a demanda (excesso de demanda leva a ↑
preços), em vários setores produtivos da economia.
Obs.: A demanda pelas mercadorias cresce rápido, mas a oferta destes bens anda devagar, gerando descompasso
e conseqüentemente a inflação.

Inflação de Custos: quando o aumento dos custos é repassado ao preço da mercadoria vendida ao consumidor.
Por exemplo, o aumento do combustível (que onera o transporte da mercadoria), poderá ser repassado ao preço
desta.
Obs.: A resistência das margens de lucro ajuda a causar inflação de custo.
P = custo unitário + (margem x custo unitário)
Se os custos aumentam, e o produtor de um bem não reduz sua margem de lucro para absorver este aumento, ele
repassa o custo maior para o preço de seu produto.

Setor Externo: As Políticas Cambial e Comercial.

Política Cambial: é a determinação da taxa de câmbio do país.

►TAXA DE CÂMBIO = É o preço do dólar no país; mede quantas unidades da moeda nacional são
necessárias para comprar U$ 1.

a) Taxa de Câmbio VALORIZADA = para comprar U$ 1 é preciso MENOS de R$ 1,00 (R$ vale mais
que a outra moeda). Esta é uma taxa BAIXA.
b) Taxa Cambial DESVALORIZADA = quando é preciso MAIS de R$ 1,00 para comprar U$ 1. Esta é
uma taxa ALTA.

→ VALORIZAÇÃO Cambial = quando passo a precisar de MENOS reais (R$) para comprar o mesmo dólar
(U$). Ex.: R$ 2,50 → R$ 2,10 (valorizou o R$)

→ DESVALORIZAÇÃO Cambial = quando passo a precisar de MAIS moeda nacional (R$) para comprar o
mesmo (U$). Ex.: R$ 2,17 → R$ 2,40 (desvalorizou o R$)

►Como é determinada a Taxa de Câmbio?


O Governo adota métodos, chamados Regimes Cambiais: Fixo e Flutuante

1. Regime de Câmbio Flutuante (Flexível)


No Regime de câmbio Flutuante, o mercado determina a taxa de câmbio. Ou seja, ela depende da demanda
por U$ e da Oferta de U$.

→O que é a Oferta de U$? É a entrada de U$ no país. Algumas fontes de entrada :


- Exportações – o exportador recebe em U$ e troca no Bacen
- Empréstimo do FMI
- Venda de títulos do Brasil no exterior
- Entrada de capitais financeiros, atraídos por nossos juros altos
- Envio de lucros de empresas brasileiras atuando no exterior

→ O que é a Demanda por U$? É a saída de U$ em circulação no país. Algumas fontes de demanda por U$:
- Importações - importador compra dólar, para pagar suas compras
- Pagamento da divida externa
- Envio de remessa de lucro de Multinacionais atuando aqui, para o país de origem
- Saída de capitais financeiros

No Regime Flutuante Puro, a taxa de câmbio depende da proporção entre entrada e saída de U$, diariamente no
país.

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IMPORTANTE: No Regime de câmbio Flutuante, o comum na prática é o governo atuar agindo como se
fosse um dos agentes no mercado. “Flutuação Suja” ( é o regime atual no Brasil)
O
Ex.: R$ 3,00 a OF está muito pequena em relação a DEM : U$ F U$
DE
U M
Governo vende U$ para ↑OF U$ →↓ Tx câmbio $ U$

- Vantagens do Câmbio Flutuante: o Governo não é obrigado a gastar as Reservas Internacionais para
controlar a taxa de câmbio (mas pode fazê-lo eventualmente). A balança comercial tende ao superávit, como
será visto adiante.
- Desvantagens: toda vez que a taxa de câmbio sobe, encarece o custo de importar. Isto pode impactar sobre a
inflação aqui, caso um produto aqui produzido use componentes importados.

2. Regime de Câmbio Fixo


O Governo se compromete (oficialmente) com uma determinada taxa fixada. Por exemplo, pode estipular que
U$ 1 = R$ 1,00.

- Se a DEM U$ ↑, o gov. tem


O U$
que oferecer U$, de modo a
manter a taxa fixa.
Tx Câmbio - Se a DEM U$ cair, o gov. tem
FIXA D U$ que comprar U$ para que a
taxa se mantenha a mesma.
Q U$
- Vantagens: O preço do dólar não varia, portanto, não encarece os importados; não impacta sobre a inflação.
- Desvantagens: o Gov precisa gastar as Reservas Internac. para manter a taxa. E se a taxa for valorizada
(baixa), a balança comercial fica Deficitária, como será visto adiante.

►Efeito da Taxa de Câmbio sobre a Balança Comercial do País (EXP – IMP)

O Exportador RECEBE em dólar, e troca por R$


Ex.: Venda de U$ 100
- Se a Tx. de Câmbio = 2,90 , sua Receita em R$ = 100 x 2,90 = R$ 290,00
- Se a Tx. Câmbio = R$ 4,00, sua Receita em R$ = 100 x 4,00 = R$ 400,00
→ O exportador fica estimulado quando a Tx cambial está desvalorizada (tx maior), porque a receita em R$ vai
ser maior.

O Importador GASTA em dólar; para isto, usa R$ para comprar U$ e pagar a encomenda.
Ex.: Importação de mercadorias, no valor de U$ 100
- Se a Tx. de Câmbio = 2,90, seu Gasto em R$ = 2,90 x 100 = R$ 290,00
- Se a Tx. Câmbio = R$ 4,00, seu Gasto em R$ = 4,00 x 100 = R$ 400,00
→ O importador fica estimulado quando a Tx cambial está valorizada (tx menor), porque o gasto em R$ vai ser
menor.

Conclusão: A taxa de câmbio valorizada (baixa) desestimula as EXP, apesar de estimular IMP, o que pode vir a
causar uma balança comercial deficitária.

►Efeito da Taxa de Câmbio sobre a Inflação no País


Pode ocorrer uma inflação de custos. Se a taxa de câmbio aumentar, isto torna mais cara a importação. Se o
empresário brasileiro que compra o importado decidir repassar o custo maior ao preço da mercadoria final,
realmente ocorrerá inflação. Para evitar este tipo de inflação de custos (que vem da taxa de câmbio) o governo às
vezes fixa o preço do U$, em uma taxa baixa: “ÂNCORA CAMBIAL”.

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Política Comercial: São medidas para influenciar as EXP e as IMP, sem que seja necessário mexer na taxa de
câmbio.

Afetam as exportações :
- Crédito mais barato
- Isenção de impostos
→ Todo país sempre deseja aumentar as EXP.

Afetam as importações:
- Estabelecimento de cotas (limites de quantidade) para a importação de um produto
- Definir obstáculos burocráticos
- Dar subsídio ao produto nacional, para que fique mais barato que o importado
- Colocar tarifas sobre os produtos importados

→ Atenção: O país pode querer barrar as importações (PROTECIONISMO) ou incentivá-las (ABERTURA


COMERCIAL).

Organismos Multilaterais que influenciam a Economia Internacional:

1. OMC
Desde 1994, a Organização Mundial do Comércio regulamenta o comércio internacional, com a meta de
promover a abertura dos mercados e combater concorrência desleal.
Deve contribuir para elevar o volume do comércio internacional. Sucedeu ao GATT (Acordo Geral sobre Tarifas
e Comércio), que ocorreu de 47 a 94.

2. FMI (Fundo Monetário Internacional)


Criado em 1944, com a finalidade de auxiliar o equilíbrio financeiro dos países-membros. Seus empréstimos são
voltados para a melhoria do Balanço de Pagamentos dos seus sócios. Como condição para liberação de U$, exige
estabilidade macro, com política fiscal recessiva e baixa inflação.

3. BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e desenvolvimento)


Criado também em 1944. Seus empréstimos têm juros menores que os do FMI, e são voltados para
desenvolvimento de infra-estrutura. O BID (Banco Interamericano, criado em 1959) atua na mesma linha,
embora abrangendo menos países.

4. Blocos Comerciais
São formados por países que desejam elevar o fluxo de comércio entre si, e fortalecer sua posição internacional.
Os mais conhecidos são o NAFTA (Eua, Canadá e México), Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai),
União Européia (que conta hoje com 27 países e vai além da proposta de bloco, formando um mercado comum).
A Alca está paralisada, até porque alguns países ainda estudam se vão aderir, como o Brasil.

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►BALANÇO DE PAGAMENTOS:
É o registro mensal das transações entre residentes e não-residentes do país. Contabiliza não só transações do
governo, mas principalmente das empresas e cidadãos. As contas são feitas em dólares.

Balanço de Pagamentos do Brasil (dados do Banco Central, em US$ milhões)


Contas principais 2005 2006
Balança comercial (FOB) 5 011 46 074
Serviços - 851 - 9 408
Rendas - 4 128 - 27, 444
Transferências unilaterais 356 4 306
Transações correntes 388 13 528
Conta capital e financeira 3 121 17 277
Erros e omissões - 359 - 236
Resultado do Balanço 3 150 30 569

Contas do Balanço de Pagamentos:


1. Balança Comercial
Só registra valores de mercadorias.
- EXPortações
- IMPortações

2. Balanço de Serviços
- Viagens Internacionais
- Fretes
- Seguros (referente a mercadorias registradas na Balança Comercial)
- Rendas de Capitais (lucros, juros da dívida externa, dividendos)
- Serviços diversos (pagamento por Assistência Técnica, pagamento de Royalties)
- Serviços governamentais (embaixadas, consulados, representações)

3. Transferências Unilaterais
São movimentações de valor entre estrangeiros e brasileiros, sem contrapartida. É o caso das doações entre
países (como remessa de remédios para países necessitados). Também entram remessas de dinheiro que
trabalhadores brasileiros no exterior enviam às famílias.

4. Conta em Transações Correntes


É um Saldo. O Saldo em Transações Correntes é:
= Saldo da Balança. Comercial + Saldo do Balanço de Serviços + Transferências Unilaterais

5. Movimento de Capitais Autônomos ou Balanço de Capitais.


Reflete as receitas obtidas com venda de ativos do Brasil no exterior, assim como os gastos de brasileiros que
compram ativos externos. Suas contas são:
- Investimento Direto (multinacionais que compram fábricas para produzir no país; estrangeiros
que adquirem casas ou terrenos)
- Reinvestimentos (de empresas estrangeiras já funcionando no país)
- Empréstimos e Financiamentos (privados ou governamentais)
- Amortizações (quando se paga o principal da Dívida. Externa *)
- Capital de Curto Prazo (créditos recebidos ou concedidos em prazo inferior a 1 ano; reflete
operações no mercado financeiro e não na órbita da produção; é atraído por taxa de juros alta.).
☺ Comentários importantes sobre a Dívida Externa
* A Dívida Externa não é somente do Governo. Quando empresas brasileiras pedem
empréstimos no exterior, em busca de juros menores, também estão aumentando esta dívida.
Além de pedir empréstimos a organismos internacionais, o governo brasileiro ainda vende

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Títulos no exterior. O Risco-País é a diferença de valor que o Brasil paga para que se compre
o nosso título no mercado financeiro internacional, em relação ao papel americano. Ex.: se os
EUA oferecem 10 %, e o Brasil está oferecendo 10 % + 8,17 % = 817 pontos, o risco-país
fica em 817 pontos.

6. Erros e Omissões (Diferença entre cálculos do Banco Central e outras instituições, como Departamento
de Comércio Exterior, Receita Federal, etc.)

7. Saldo do Balanço de Pagamentos


Saldo em Transações Correntes + Balanço de Capitais + Erros e Omissões = Saldo do BP

Este Saldo pode ser um Déficit – se o país gastou mais do que tinha em U$ - ou um Superávit – se o país
recebeu mais U$ do que gastou.Dependendo deste resultado, mexe-se na conta a seguir:

8. Capitais Induzidos ou Financiamento do Balanço de Pagamentos:


- Haveres e Obrigações no Exterior = Reservas Internacionais
(Um superávit do Balanço de Pagamentos ↑ Reservas; já o déficit ↓ Reservas.) Um baixo nível das Reservas
causa receio em investidores estrangeiros.)
- Empréstimo de Regularização (FMI)
- Atrasados Comerciais

* O saldo de Capitais Induzidos, ou Financiamento do Balanço, corresponde ao saldo do Balanço de Pagamentos


com sinal contrário. Se o BP contabilizou - U$100 milhões, o Financiamento será de + U$100 milhões.

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Efeitos da Política Fiscal sobre a Demanda Agregada, Emprego e Produção
A política fiscal pode ser contracionista (=recessiva) ou expansionista. Diz-se contracionista quando reduz a
demanda agregada, e expansionista, quando expande a demanda agregada.

⇒ Uma política fiscal contracionista ocorre se o governo corta gastos com o setor privado, ou aumenta os
impostos. Isto porque: DA = C +I + G + X – M.
Se o governo diminui G, também diminui a DA. Já se o governo aumenta os tributos, isto afeta indiretamente a
DA, por meio de C e I. Afinal, pagando mais impostos, o consumidor poderá reduzir o consumo e as empresas
eventualmente reduzem o investimento. Os preços dos exportados podem se tornar menos competitivos, devido
aos impostos embutidos:

Impostos sobem e Gastos Gov. caem → ↓ inv. Produção → ↓ emprego, ↓ consumo, ↓ Produto

⇒ Uma política fiscal expansionista ocorre se o governo aumenta seus gastos com o setor privado, ou reduz os
impostos. Se o governo aumenta G, também aumenta a DA. Já se o governo reduz os tributos, isto aumenta
indiretamente a DA, por meio de C e I . A redução de impostos se reflete em maior capacidade de gasto, tanto
para consumo quanto para investimento:

Impostos caem e Gastos Gov. sobem → ↑ inv. Produção → ↑ emprego, ↑ consumo, ↑ Produto

Efeitos da Política Fiscal sobre a Inflação


Como visto acima, uma política fiscal expansionista aquece a demanda agregada. Desta forma, as vendas
aumentam, o que cria um ambiente mais propício ao aumento de preços. Por isto, uma política fiscal
expansionista pode contribuir para o aumento da inflação, mesmo que a economia não esteja próxima ao nível de
pleno emprego. Já se a economia estiver operando próxima do nível máximo, com certeza haverá inflação, neste
caso, inflação de demanda.

Quando o governo tem como meta estabilizar os preços, costuma aplicar política fiscal contracionista. A lógica é
a seguinte: esta política reduz a demanda agregada, logo reduz o investimento produtivo e o emprego. O
consumo cai, o que dificulta aumentos de preços. Um empresário pode manter seus preços altos, mas não os
aumenta, se as vendas estão caindo.

Resultados do Governo
São formas de calcular o saldo entre Receitas e Gastos do Governo, em R$. Existem 3 formas:

Resultado Primário: Receitas menos gastos, sem incluir nesta conta pagamento de juros e correção monetária
pelo governo – ou seja, sem incluir a dívida pública. Normalmente, o governo brasileiro tem buscado superávit
primário.

Resultado Operacional: Receitas menos gastos, incluindo o pagamento de juros da dívida pública. Neste
conceito, o resultado mais comum é de déficit.

Resultado Nominal: Receitas menos gastos, incluindo o pagamento de juros da dívida pública, mais a correção
monetária ou cambial (alguns títulos da dívida pública têm rendimento correspondente à variação do câmbio).
Este é o conceito mais completo; normalmente é um déficit.