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MARINHA DO BRASIL

DIRETORIA DE PORTOS E COSTAS


ENSINO PROFISSIONAL MARÍTIMO

CURSO DE FORMAÇÃO
DE AQUAVIÁRIOS

MÓDULO FLUVIAL

CFAQ - III

Manual do Instrutor

1ª edição

Rio de Janeiro
2004
© 2003 direitos reservados à Diretoria de Portos e Costas

________ exemplares

Diretoria de Portos e Costas


Rua Teófilo Otoni, nº 4 - Centro
Rio de Janeiro, RJ
20090-000
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Depósito legal na Biblioteca Nacional conforme Decreto nº 1825, de 20 de dezembro de 1907

IMPRESSO NO BRASIL / PRINTED IN BRAZIL


Sumário

Apresentação ...................................................................................................... 13

Curso de Formação para Aquaviários - Módulo Fluvial - Objetivo ................ 14

Características de Aplicação .............................................................................15

A Importância da Comunicação no Processo de Ensino-aprendizagem ...... 16

Conhecimentos Didático-Pedagógicos Básicos ............................................. 18

Planejamento de Ensino .................................................................................... 19


Plano de aula .................................................................................................... 19

Objetivos ............................................................................................................. 21
Tipos de Objetivos ............................................................................................ 21
Classificação dos Objetivos .............................................................................. 21

Método de Ensino ............................................................................................... 23


Tipos de método ............................................................................................... 23
Exposição Oral (Aula Expositiva) .................................................................23
Divisão de Pequenos Grupos ....................................................................... 24
Técnicas de Perguntas ................................................................................. 24
Dinâmicas de Grupo ..................................................................................... 25
Phillips 66 .....................................................................................................26
Cochicho ...................................................................................................... 26
Tempestade Cerebral ................................................................................... 26

Recursos Instrucionais ...................................................................................... 27


Classificação.....................................................................................................27
Normas para a utilização dos recursos ............................................................. 28
Procedimentos na utilização de alguns recursos .............................................. 28
Quadro de giz ............................................................................................... 28
Flanelógrafo.................................................................................................. 29
Transparência ............................................................................................... 29
Filmes ........................................................................................................... 30
Computador .................................................................................................. 31

Avaliação da Aprendizagem ............................................................................... 32


Funções da Avaliação ...................................................................................... 32
Prova Escrita Dissertativa ou Discursiva .......................................................... 32
Prova Objetiva .................................................................................................. 34
Lacuna ou Complemento .............................................................................. 34
Associação ou Acasalamento ....................................................................... 35
Certo ou Errado ............................................................................................ 35
Ordenação ou Seriação ................................................................................ 36
Escolha Múltipla (Múltipla Escolha) .............................................................. 37

Anexos .................................................................................................................38 3
ARTE DO MARINHEIRO

1 Introdução ....................................................................................................... 41
1.1 Conceito ........................................................................................................... 41
1.2 Características e empregos dos trabalhos marinheiros .................................... 41
1.2.1 Trabalhos marinheiros ......................................................................................41
1.2.2 Nós e balsos .....................................................................................................41
1.2.3 Voltas ................................................................................................................41
1.2.4 Botões ..............................................................................................................41
1.2.5 Pinhas ...............................................................................................................42
1.2.6 Alças .................................................................................................................42
1.2.7 Estropos ........................................................................................................... 42
1.2.8 Falcaças ........................................................................................................... 42
1.2.9 Gachetas e Coxins ........................................................................................... 42
1.2.10 Redes ...............................................................................................................42
1.2.11 Costuras ........................................................................................................... 42
1.3 Cabos ...............................................................................................................42
1.3.1 Tipos de cabos .................................................................................................42
1.4 Resistência dos cabos ......................................................................................42

2 Nós e voltas ....................................................................................................43


2.1 Elaboração de voltas simples ...........................................................................43
2.2 Elaboração de nós ............................................................................................ 43
2.2 Elaboração de voltas ........................................................................................43

3 Amarração de embarcações ..........................................................................44


3.1 Defensas .......................................................................................................... 44
3.2 Fainas de laborar um cabo ............................................................................... 44

4 Estropos .......................................................................................................... 45
4.1 Conceito ........................................................................................................... 45
4.2 Principais tipos de estropo ................................................................................ 45
4.3 Uso dos estropos .............................................................................................. 45
4.4 Como cortar um estropo ................................................................................... 45

COMUNICAÇÕES

1 Noções Básicas .............................................................................................. 46


1.1 Onda Eletromagnética e suas características...................................................46
1.2 Propagação ...................................................................................................... 46
1.3 Reflexão, refração, absorção e interferência ....................................................47
1.4 Faixas do espectro de freqüência e suas utilizações mais comuns nas
comunicações marítimas .................................................................................. 47

2 Equipamentos de comunicação .................................................................... 48


2.1 Instalação básica de uma estação radiotelefônica ............................................ 48
2.2 Características básicas de um transmissor e um receptor ............................... 48
2.3 Operação do equipamento VHF: características, possibilidades e canais
4 especiais .......................................................................................................... 49
2.4 Utilização das faixas “Cidadão”, de radioamador e outros meios como recursos
auxiliares na comunicação marítima ................................................................. 49

3 Procedimento radiotelefônico ....................................................................... 50


3.1 Regras de operação rádio ................................................................................ 50
3.2 Freqüências de escuta, de chamada, de trabalho e suas finalidades............... 50
3.3 A fraseologia padrão e a disciplina nos circuitos .............................................. 50

LEGISLAÇÃO

1 Aspectos gerais .............................................................................................. 51


1.1 Autoridade marítima.......................................................................................... 51
1.2 Águas jurisdicionais brasileiras ......................................................................... 51
1.3 Fluxo de carreira ............................................................................................... 51
1.4 Caderneta de Inscrição e Registro - CIR .......................................................... 52
1.5 Atribuições dos aquaviários .............................................................................. 53
1.5.1 Atribuições comuns a todos os tripulantes........................................................ 53
1.6 Rol de equipagem e Rol portuário .................................................................... 53
1.7 Competência do Comandante para aplicar penalidades ................................... 53
1.8 Faltas disciplinares ........................................................................................... 53

2 Legislação específica ..................................................................................... 54


2.1 A regulamentação das atividades nas hidrovias ............................................... 54
2.2 Assistência e salvamento em águas interiores ................................................. 54
2.3 Busca e salvamento em águas interiores ......................................................... 55
2.4 Cartão de Tripulação de Segurança - CTS ....................................................... 55
2.5 Eclusagem de embarcações .............................................................................55
2.5.1 Condições para eclusagem .............................................................................. 55
2.5.2 Eclusagem proibida .......................................................................................... 56
2.6 Inscrição e registro ........................................................................................... 56
2.7 Obrigações de trabalho e Previdência Social ................................................... 56

REGRAS DE MANOBRA E SINALIZAÇÃO NÁUTICA

1 Manobras para evitar colisão ........................................................................ 57


1.1 Introdução ......................................................................................................... 57
1.2 Regras de manobra nas situações mais comuns ............................................. 57
1.2.1 Situação de Roda a Roda ................................................................................. 57
1.2.2 Manobra de Ultrapassagem ou de Alcançando ................................................ 57
1.2.3 Manobra em Situação de Rumos Cruzados ou Rumo de Colisão .................... 57
1.3 Manobra em canais estreitos ............................................................................ 58
1.3.1 Efeitos que influenciam o comportamento de uma embarcação ....................... 58
1.4 Ações da embarcação obrigada a manobrar .................................................... 58
1.5 Regras para condução de embarcações em visibilidade restrita ...................... 59

2 Luzes e sinais sonoros .................................................................................. 60


2.1 Introdução ......................................................................................................... 60
2.2 Luzes e marcas exibidas por embarcações ...................................................... 60 5
2.3 Luzes de reboque e empurra ............................................................................ 60
2.4 Sinais Sonoros de uma embarcação . ..............................................................61
2.5 Sinais de perigo ................................................................................................ 61

3 Balizamento ...................................................................................................62
3.1 Conceitos .......................................................................................................... 62
3.2 Sinais visuais fixos da Hidrovia Paraguai-Paraná ............................................. 62
3.3 Sinais náuticos complementares do balizamento fluvial e lacustre ................... 62
3.4 Sinais complementares .....................................................................................63
3.5 Sistemas de balizamento .................................................................................. 63

MARINHARIA

1 Nomenclatura das embarcações ................................................................... 64


1.1 Definições preliminares .....................................................................................64
1.2 Classificação.....................................................................................................64
1.3 Identificação de corpos e partes ....................................................................... 64
1.4 Nomenclatura da embarcação ..........................................................................65
1.5 Aberturas no casco ........................................................................................... 65
1.6 Pontos de fixação dos cabos ............................................................................65

2 Cabos ...............................................................................................................66
2.1 Cabos e sua utilização ......................................................................................66
2.2 Aduchas de cabos ............................................................................................66
2.3 Tipos de cabos .................................................................................................66
2.4 Carga de ruptura...............................................................................................66
2.5 Cabos de arame ...............................................................................................67
2.6 Cuidados com os cabos....................................................................................67
2.7 Vantagens dos cabos de arame........................................................................67

3 Poleames de laborar....................................................................................... 68
3.1 Definições preliminares .....................................................................................68
3.2 Termos usados nos aparelhos e fainas de laborar ...........................................68
3.3 Aparelhos de laborar ........................................................................................68
3.4 Rendimento do aparelho de laborar ..................................................................68
3.5 Acessórios dos aparelhos de laborar ................................................................69

4 Aparelho de fundear e suspender .................................................................70


4.1 Âncoras e seus componentes ...........................................................................70
4.2 Amarra ..............................................................................................................70
4.3 Composição de uma amarra .............................................................................70
4.4 Pintura dos quartéis ..........................................................................................71
4.5 Máquina de suspender .....................................................................................71
4.6 Vozes de manobra ............................................................................................71

5 Embarcações fluviais .....................................................................................72


5.1 Introdução .........................................................................................................72
5.2 Tipos de embarcação .......................................................................................72
5.3 Classificação.....................................................................................................73
6 5.4 Algumas embarcações fluviais .........................................................................73
5.5 Equipamentos das embarcações fluviais ..........................................................73
6 Manobra de embarcações..............................................................................74
6.1 Lemes e hélices ................................................................................................74
6.2 Cabos de amarração ........................................................................................74
6.3 Luzes de navegação .........................................................................................74
6.4 Mantendo o rumo ..............................................................................................74

NOÇÕES DE NAVEGAÇÃO

1 Conceitos básicos .......................................................................................... 75


1.1 Paralelos, meridianos e coordenadas geográficas ........................................... 75
1.2 Cartas náuticas ................................................................................................. 75
1.3 Rumos e marcações ......................................................................................... 75
1.4 Plotagem da posição ........................................................................................ 76
1.5 Derrota na carta náutica ................................................................................... 76

2 Navegação fluvial ........................................................................................... 77


2.1 Características das hidrovias ............................................................................ 77
2.2 Radar ................................................................................................................ 77
2.3 Ecobatímetro .................................................................................................... 77
2.4 Auxílios à navegação ........................................................................................ 78
2.4.1 Sinalização náutica complementar ................................................................... 78
2.4.2 Balizamento da Hidrovia Paraguai-Paraná ....................................................... 78
2.4.3 Balizamento da Hidrovia do Marajó .................................................................. 78
2.4.4 Balizamento da Hidrovia do São Francisco ...................................................... 78
2.5 Regras de navegação em comboio .................................................................. 78
2.5.1 Hidrovia Tietê-Paraná ....................................................................................... 79
2.5.2 Hidrovia Paraguai-Paraná................................................................................. 79
2.5.3 Hidrovia do Tocantins ....................................................................................... 79
2.5.4 Hidrovia do Marajó ............................................................................................ 79
2.6 Fundamentos da navegação por eclusas e canais artificiais ............................ 79
2.6.1 O processo de eclusagem de uma embarcação ............................................... 80
2.7 Navegação de travessia ................................................................................... 80
2.8 Navegação por reboque e empurra .................................................................. 81
2.8.1 Equipamentos e auxílios à navegação fluvial ................................................... 81

PINTURA E CONSERVAÇÃO DE EMBARCAÇÕES

1 Agentes e fenômenos que afetam a conservação de embarcações .......... 82


1.1 O processo de oxidação das superfícies metálicas .......................................... 82
1.1.1 A pilha de corrosão ........................................................................................... 83
1.1.2 Corrosão ........................................................................................................... 83
1.2 Definições ......................................................................................................... 83
1.2.1 Ponto de orvalho............................................................................................... 83
1.2.2 Holding Primer .................................................................................................. 83
1.2.3 Laminação ........................................................................................................ 83
1.2.4 Carepa de laminação ........................................................................................ 83
1.2.5 Grau de intemperismo ...................................................................................... 83
1.3 Fatores que agravam a ação dos agentes nocivos .......................................... 83 7
2 Esquema de pintura em embarcações fluviais ............................................ 84
2.1 Os processos de limpeza por ação mecânica...................................................84
2.1.1 Manual ..............................................................................................................84
2.1.2 Com ferramentas mecânicas manuais ..............................................................84
2.1.3 Decapagem ...................................................................................................... 84
2.2 Esquema de pintura .......................................................................................... 84
2.2.1 Preparação da superfície metálica ................................................................... 84
2.2.2 Aplicação da tinta de fundo ou “primer” ............................................................ 85
2.2.3 Aplicação da tinta de acabamento .................................................................... 85
2.3 Pintura de embarcações com casco de aço .....................................................85
2.4 Pintura de embarcações com casco de madeira .............................................. 85

3 Tratamento e pintura ......................................................................................86


3.1 Utensílios e equipamentos ................................................................................ 86

4 Precauções de segurança .............................................................................86


4.1 Armazenamento de tintas e solventes ..............................................................87
4.2 Equipamento de Proteção Individual (EPI) ....................................................... 87
4.3 Pintura de espaços confinados (asfixia) ........................................................... 87
4.4 Faina de pintura ................................................................................................ 87

NOÇÕES DE ESTABILIDADE

1 Geometria da embarcação .............................................................................88


1.1 Plano de flutuação ............................................................................................ 88
1.2 Dimensões lineares da embarcação .................................................................89
1.3 Utilização das escalas de calado ...................................................................... 89

2 Estabilidade e flutuabilidade .........................................................................90


2.1 Empuxo e princípios de Arquimedes ................................................................90
2.2 Centros de gravidade e de carena .................................................................... 90
2.3 Flutuabilidade,reserva de flutuabilidade e borda livre .......................................91
2.4 Arrumação da carga e o equilíbrio da embarcação .......................................... 91

NOÇÕES DE ESTIVAGEM DE CARGA

1 Movimentação de carga ................................................................................. 92


1.1 Acessórios utilizados na movimentação de cargas ........................................... 92
1.2 Equipamentos para movimentação de cargas ..................................................92

2 Arrumação e estivagem ................................................................................. 93


2.1 Introdução ......................................................................................................... 93
2.1.1 Fator de estiva ..................................................................................................93
2.1.2 Quebra de estiva .............................................................................................. 93
2.1.3 Utilização de carga ........................................................................................... 94
2.2 Contêineres ...................................................................................................... 94
2.3 Cargas a granel e ângulo de repouso ...............................................................95
8 2.4 Separação e segregação de carga ................................................................... 95
3 Peação e escoramento ................................................................................... 96
3.1 Peação ............................................................................................................. 96
3.1.1 Material empregado na peação ........................................................................ 96
3.2 Escoramento.....................................................................................................96
3.2.1 Material utilizado no escoramento .................................................................... 96

SISTEMAS DE MÁQINAS

1 Componentes e sistemas elétricos ............................................................... 97


1.1 O que é a eletricidade? ..................................................................................... 98
1.2 O que é magnetismo?....................................................................................... 98
1.3 Estrutura atômica da matéria ............................................................................ 99
1.4 Cargas Elétricas ............................................................................................... 99
1.4.1 Condutores e Isolantes ..................................................................................... 99
1.4.2 Efeito Hall ......................................................................................................... 99
1.5 Corrente elétrica ............................................................................................... 99
1.5.1 Força Eletromotriz (f.e.m.) ................................................................................ 99
1.5.2 Tensão ou Diferença de Potencial (d.d.p.) ........................................................ 99
1.5.3 Intensidade da Corrente Elétrica ...................................................................... 99
1.5.4 Efeitos da Corrente Elétrica .............................................................................. 99
1.5.5 Corrente Contínua (CC) e Corrente Alternada (CA) ...................................... 100
1.6 Resistencia Elétrica ...................................................................................... 100
1.6.1 Lei de Ohm .................................................................................................... 100
1.7 Potência e Energia Elétricas .......................................................................... 100
1.8 Circuitos Elétricos .......................................................................................... 100
1.8.1 Circuito Série ................................................................................................. 100
1.8.2 Circuito Paralelo ............................................................................................ 100
1.8.3 Cabos Elétricos.............................................................................................. 101
1.8.4 Dispositivos de Controle e Proteção .............................................................. 101
1.8.5 Sistemas de Distribuição de Energia ............................................................. 101
1.9 Geradores e Motores Elétricos ...................................................................... 101
1.10 Pilhas Acumuladoras ..................................................................................... 102
1.10.1 Componentes das Pilhas e Acumuladores .................................................... 102
1.10.2 Ação Química nas Pilhas ............................................................................... 102
1.10.3 Tipos de acumuladores .................................................................................. 102
1.11 Medidas Elétricas .......................................................................................... 102
1.12 Manutenção de circuitos elétricos .................................................................. 102

2 Motores empregados na propulsão de embarcaçães fluviais ................. 103


2.1 Classificação geral das máquinas.................................................................. 103
2.2 Motores Propulsores ..................................................................................... 103
2.2.1 Quanto ao Ciclo de Funcionamento............................................................... 103
2.2.2 Quanto ao Tempo de Realização de um Ciclo de Trabalho ........................... 103
2.2.3 Quanto à Disposição dos Cilindros ................................................................ 103
2.2.4 Quanto ao Número de Cilindros .................................................................... 103
2.2.5 Quanto ao Uso ou Aplicação ......................................................................... 103
2.2.6 Quanto a Função que as Máquinas Desempenham a Bordo ........................ 103
2.3 Termos técnicos ............................................................................................. 104
2.4 Partes dos Motores de Combustão Interna ................................................... 104 9
2.5 Ciclos Teóricos das Máquinas de Combustão Internas ................................. 104
3 Sistemas dos Motores de Propulsão ........................................................ 105
3.1 Sistema de combustível ................................................................................. 105
31.1 Sistema de Combustível do Motor a Gasolina ............................................... 105
3.1.2 Sistema de Combustível dos Motores Diesel ................................................ 105
3.2 Sistema de ignição ........................................................................................ 106
3.3 Sistema de lubrificação .................................................................................. 106
3.4 Sistema de arrefecimento .............................................................................. 106
3.5 Sistema de ar de alimentação ....................................................................... 106
3.6 Sistema de partida ......................................................................................... 107
3.7 Sistema de reversão ..................................................................................... 107

4 Equipamentos da Propulsão ...................................................................... 107


4.1 Classificação dos sistema de propulsão ........................................................ 107
4.2 Elementos do conjunto propulsor ................................................................ 107

5 Máquinas de Sistemas Auxiliares ............................................................. 108


5.1 Compressores ............................................................................................... 108
5.1.1 Compressores alternativos ............................................................................ 108
5.1.2 Compressores rotativos ................................................................................. 108
5.2 Tanques ......................................................................................................... 108
5.2.1 Utilidade dos tanques a bordo ....................................................................... 108
5.2.2 Tanques estruturais e não estruturais ............................................................ 109
5.2.3 Identificação dos tanques no plano................................................................ 109
5.2.4 Como sondar um tanque ............................................................................... 109
5.3 Bombas ......................................................................................................... 109
5.3.1 Classificação da bombas ............................................................................... 109
5.3.2 Bombas alternativas ...................................................................................... 109
5.3.3 Bombas centrífugas ....................................................................................... 109
5.3.4 Bombas rotativas ........................................................................................... 109
5.4 Comunicações interiores e sistemas de alarme ............................................. 110
5.4.1 Comunicações interiores ............................................................................... 110
5.4.2 Sistema de alarme da praça de máquinas ..................................................... 110
5.5. Sistemas de governo ..................................................................................... 110
5.5.1 Partes principais de um sistema de governo ................................................. 110
5.5.2 Servomotor ou máquina do leme ................................................................... 110
5.5.3 Evolução da máquina do leme ....................................................................... 110
5.5.4 Sistemas de controle à distância ................................................................... 110

6 Componentes de sistemas ......................................................................... 111


6.1 Tubos ............................................................................................................. 111
6.2 Materiais empregados na fabricação dos tubos............................................. 111
6.3 Redes ............................................................................................................ 111
6.3.1 Maneiras de unir tubos para confeccionar uma rede ..................................... 111
6.4 Acessórios de uma rede ................................................................................ 111
6.4.1 Juntas ............................................................................................................ 111
6.4.2 Gachetas ....................................................................................................... 112
6.4.3 Válvulas ......................................................................................................... 112
6.4.4 Ralos e Filtros ................................................................................................ 112
6.5 Isolamento térmico......................................................................................... 113
10 6.6 Padronização de cores de rede ..................................................................... 113
6.7 Como utilizar juntas nas seções de união de redes ....................................... 113
6.8 Utilização de gaxetas para vedação de hastes válvulas ................................ 113

7 Instrumentação de controle........................................................................ 114


7.1 Medidores de temperatura ............................................................................. 114
7.1.1 Temperatura .................................................................................................. 114
7.1.2 Termômetro de Líquido com Bulbo de Vidro .................................................. 114
7.1.3 Termômetro Bimetálico .................................................................................. 114
7.1.4 Termômetro Tipo Pressão Mola ..................................................................... 114
7.1.5 Termopar ....................................................................................................... 114
7.1.6 Pirômetros ..................................................................................................... 115
7.1.7 Termômetro de Resistência ........................................................................... 115
7.2 Medidores de pressão ................................................................................... 115
7.2.1 Generalidades sobre os medidores de pressão............................................. 115
7.2.2 Manômetro de Coluna Líquida ....................................................................... 115
7.2.3 Barômetro ...................................................................................................... 115
7.2.4 Manômetros por Deformação Elástica (Mecânicos) ...................................... 115
7.3 Medidores de Nível ........................................................................................ 116
7.3.1 Medidores Diretos .......................................................................................... 116
7.3.2 Medidores Indiretos Baseados na Pressão Hidrostática ................................ 116
7.3.3 Medidores de Nível Elétricos ......................................................................... 116
7.3.4 Medidor de Nível Radioativo .......................................................................... 116
7.4 Medidores de vazão....................................................................................... 116
7.4.1 Generalidades ............................................................................................... 116
7.4.2 Medidores de Vazão do Tipo Pressão Diferencial .......................................... 117
7.4.3 Medidores de Vazão de Área Variável ........................................................... 117
7.4.4 Medidores Volumétricos ................................................................................. 117
7.4.5 Medidores Eletromagnéticos ......................................................................... 117
7.4.6 Medidor de Vazão Ultra-Sônico ..................................................................... 117

8 Lubrificação ................................................................................................. 118


8.1 Conceito de atrito e lubrificação ..................................................................... 118
8.2 Principais características dos óleos lubrificantes ........................................... 118
8.2.1 Viscosidade ................................................................................................... 118
8.2.2 Densidade ...................................................................................................... 118
8.2.3 Ponto de fluidez ............................................................................................. 118
8.2.4 Ponto de fulgor .............................................................................................. 119
8.3 Tipos de lubrificantes utilizados a bordo ........................................................ 119
8.4 Principais métodos de lubrificação................................................................. 119
8.5 Cuidados especiais no armazenamento e manuseio de lubrificantes ............ 119
8.5.1 Armazenamento dos lubrificantes .................................................................. 119
8.5.2 Emulsão ......................................................................................................... 119

Bibliografia ............................................................................................................... 120

11
12
APRESENTAÇÃO

Caro Instrutor,

Este manual tem como propósito orientá-lo na condução do curso, e contém os


objetivos e procedimentos de como o conteúdo deve ser abordado, inclusive com lembretes
de pontos importantes a serem enfocados.

Um fator importante a ser considerado é saber que uma série de condições é exigida
para que ocorra a aprendizagem no adulto, pois o mesmo busca sempre respostas para
as questões: Qual o significado do curso para mim? O que ele me proporcionará?

É necessário ficar compreendido como determinante inicial o objetivo e o caminho


a ser percorrido. A referência deve ser de onde se parte para onde se quer chegar, para
ascender a um nível superior de informações, conhecimentos e práticas.

Cabe a você Professor/Instrutor compreender que o candidato a Aquaviário (adulto)


– como aluno – é alguém que traz consigo uma gama de experiências que devem ser
valorizadas como ponto de partida e enriquecimento para a elaboração de situações de
aprendizagem tanto no que se refere ao conteúdo quanto às técnicas de ensino a serem
utilizadas.

Assim, iremos oferecer, subsídios para auxiliá-lo na elaboração de suas aulas,


visando ao alcance com sucesso dos objetivos deste Curso.

13
INST
CURSO DE FORMAÇÃO PARA AQUAVIÁRIOS - MÓDULO FLUVIAL

OBJETIVO

Com intuito de suprir os desafios impostos pela modernização, a Diretoria de Portos


e Costas decidiu criar este curso, visando a elevar a habilitação e a capacidade técnica do
pessoal envolvido nas atividades aquaviárias, promover a conscientização dos profissionais
quanto à preservação do meio marinho e demais vias aquáticas, além de incrementar os
níveis de segurança do pessoal e material deste setor.

O Módulo Específico de Fluviários destina-se ao aprendizado dos fundamentos


profissionais dos Aquaviários que irão tripular as embarcações da navegação interior,
proporcionando os conhecimentos necessários para integrarem o quarto de serviço no
convés ou nas máquinas.

14
CARACTERÍSTICAS DE APLICAÇÃO

Sabemos que este curso destina-se a um amplo universo de candidatos a


aquaviários que irão tripular embarcações da navegação interior. Sua aplicação abrangerá
uma diversidade de meios instrucionais.

Pelos motivos expostos acima há necessidade de enfatizar, aos instrutores, os


seguintes pontos:

! Deverá ser perseguida a fixação dos fundamentos necessários à habilitação


pretendida;
! serão levadas em consideração as características regionais do local de realização
do curso, adaptando-se o conteúdo no que for preciso; e
! da mesma forma devem ser enfocadas as peculiaridades da categoria de
Fluviários.

15
INST
A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO-
APRENDIZAGEM

O que significa comunicar?

No sentido prático, comunicar é transmitir idéias e informações com o principal


objetivo de promover o entendimento entre os indivíduos.

O que faz um professor quando ensina? Naturalmente ele se comunica com a


classe. Sua intenção primordial é fazer com que seus alunos entendam perfeitamente sua
mensagem, isto é, o conteúdo do ensino. Da boa comunicação em sala de aula, dependem
não só a retenção de conteúdos, mas, de forma ampla, todos os processos de formação
do aluno, especialmente, o respeito mútuo, a cooperação e a criatividade.

Na comunicação há elementos técnicos, como a mensagem, o código, o canal e


retroalimentação (feedback) e psicológicos, como o receptor e o emissor.

O emissor elabora uma mensagem, codifica esta mensagem e emite a informação.

O receptor recebe esta informação, decodifica, isto é, interpreta. Se não houver


interferência (ruído), a comunicação se estabelece.

A mensagem expressa o propósito do emissor.

O código é a linguagem utilizada, que deve ser comum a ambos.

O canal é o processo a ser utilizado para transmissão da mensagem.

A realimentação (feedback) é o retorno da informação do receptor ao emissor,


tornando possível a auto correção.

Alguns aspectos para serem levados em consideração durante uma apresentação:

! Ter objetivos claros;


! desenvolver a empatia;
! conhecer o público alvo;
! ser espontâneo (estimular a participação do aluno);
! usar o olhar (olhe para todos os alunos igualmente, como se estivesse falando a
cada um deles);
! eliminar os vícios de linguagem ( né, tá, certo, ok, aí, etc);
! enriquecer seu vocabulário;
! utilizar a voz adequadamente (fale pausado e claro. Varie o tom de voz de acordo
com o assunto;
! utilizar-se de gestos (gestos espontâneos permitem atingir um melhor
encadeamento de idéias e estimula os alunos); e
16 ! partir do nível em que os alunos estão e ajudá-los no seu progresso.
Algumas técnicas de como evitar a interferência de conversas na comunicação:

! Aproximar-se de quem esta falando;


! diminuir, gradativamente, o tom de voz;
! parar de falar; e
! fazer uma pergunta sobre o assunto, caso as pessoas insistam na conversa.

Observe um exemplo de uma mensagem:

Deficiente Eficiente

P r o f e s s o r : D a nd o p r o s s e g ui m e nt o , Professor: Para um melhor entendimento


v a m o s a p r e s e n t a r o s c o m p o n e n t e s do processo em que ocorrem incêndios a
necessários para produzir o fogo: bordo, precisamos conhecer os elementos
que produzem fogo. Vocês poderi am me
1 - Combustível; indicar que elementos são estes?
2 - Comburente; e Aluno A: Calor
3 - Temperatura de ignição.
Professor: Muito bem (anota no quadro de
giz). Outro elemento?
Aluno B: O combustível

" Lembre-se:

O professor não deve ser o único a falar, ele deve escutar os alunos e
privilegiar a sua linguagem, pois assim a comunicação será efetuada.

As idéias mais importantes deverão ser repetidas sob formas diferentes para
não causar monotonia.

É aconselhável que o professor promova debates, discussões, trabalhos em


grupo, dinâmicas, incentivando a troca de experiências e informações.

17
INST
CONHECIMENTOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS BÁSICOS

O professor precisa:

# Entender o processo ensino-aprendizagem, isto é, ensinar não é somente


transmitir, transferir conhecimentos de uma cabeça a outra, comunicar, significa
fazer pensar, ajudar o aluno a criar novos hábitos de pensamento e ação;
# planejar suas aulas;
# conhecer variados métodos de ensino;
# estar motivado para ensinar e dominar o conteúdo a ser abordado; e
# conhecer a realidade do aluno na qual ele vai atuar.

O professor deverá utilizar-se de expressões verbais e exemplos práticos


ligados à atividade marítima.

18
PLANEJAMENTO DE ENSINO

É um programa de ação que constitui um roteiro seguro para conduzir,


progressivamente, os alunos aos resultados desejados. Consiste em traduzir em termos
mais concretos o que o professor fará em sala de aula.

Plano de aula

É uma previsão de atividades convenientemente estruturadas e distribuídas, que


devem se desenvolver em etapas sucessivas e interligadas, em função dos objetivos
previstos e do tempo disponível para o professor e aluno interagirem numa dinâmica de
aprendizagem.

O plano de aula deve apresentar uma ordem seqüencial a fim de facilitar a integração
de conhecimentos por parte dos alunos.

Ao planejar, o professor deve refletir sobre as seguintes questões:

O que pretendo alcançar? Qu a is s ã o me u s o b je tiv o s p a ra e s ta a u la


e s p e c íf ic a ? S e r á q u e a p ó s a a u la o s a lu n o s
te rã o a c a p a c id a d e d e re s p o n d e r, e s c re v e r e
debater os conteúdos abordados?
Como alcançar? Quais os métodos mais apropriados?

Em quanto tempo? Quanto tempo gastarei na introdução da aula?


No desenvolvimento? Na conclusão?
O que faz er e como faz er? Qual a melhor maneira de introduz ir esta aula?
Como posso transmitir o conteúdo de maneira
a tra e n te e in te re s s a n te ? D e q u e re c u rs o s
deverei dispor?
Como avaliar? Qu a is o s in s tru me n to s d e a v a lia ç ã o q u e
utiliz arei?

Após refletir sobre as questões acima, como elaborar um plano de aula?

! Identificar o tema central da aula;


! estabelecer o objetivo operacional da aula, deixando claro para o aluno o que
se espera dele ao final da aula;
! determinar o conteúdo que será estudado;
! estabelecer os procedimentos, selecionando as formas de utilizar o conteúdo
que será abordado para atingir o objetivo;
! escolher os recursos instrucionais; e
! escolher o instrumento de avaliação.
19
INST
No final da aula é importante que o professor faça uma síntese do conteúdo
trabalhado e uma verificação da aprendizagem com os alunos. Observe algumas maneiras
de verificar o aprendizado:

# Utilizar a técnica de pergunta, formulando-a e indicando um aluno para respondê-


la ou dirigindo-se à turma deixando à vontade para quem quiser responder;
# recapitular e enfatizar pontos importantes do assunto com auxílio da turma;
# estimular um debate sobre o tema da aula; e
# solicitar exemplos formulados pelos alunos.

Apresentamos, em anexo, um modelo de Plano de Aula.

Um bom plano de aula promove a eficiência do ensino, economiza tempo e


energia, contribui para a realização dos objetivos visados e evita a
improvisação.

20
OBJETIVOS

São os resultados que pretendemos obter, a meta a ser alcançada, o alvo a ser
atingido, a intenção ou a finalidade de todo e qualquer trabalho. Eles devem ser
estabelecidos em termos possíveis, concretos e operacionais e é necessário que não só
o professor tenha conhecimento, mas também o aluno, por isso, os objetivos devem ser
claros, possíveis de serem executados e alcançáveis.

Os objetivos são norteadores:


! da seleção de todos os demais elementos do processo instrucional. Nenhum
professor seleciona material ou procedimentos de trabalho, sem antes ter definido
precisamente aonde chegar;
! do processo de avaliação de aprendizagem. Se não estão claramente definidos
não temos os parâmetros para verificar até que ponto foram atingidos; e
! do próprio aluno em sua aprendizagem. Uma vez conhecendo o que o professor
pretende, é mais fácil para que ele mesmo busque instrumentos ou atividades
que o ajudem a alcançar tais objetivos.

É impossível selecionar meios eficientes de ensino sem estabelecer


previamente os objetivos.

Tipos de Objetivos

Gerais !"!"São complexos e alcançáveis em períodos mais amplos. Têm caráter


finalístico, referem-se àquilo que o aluno será capaz de fazer ao final do curso. Quando
utilizamos? Ao planejarmos um Curso.

Específicos ! São os mais simples, concretos, alcançáveis em menor tempo e


explicitam desempenhos observáveis. Quando utilizamos? Ao planejarmos os conteúdos
da Disciplina.

Instrucionais ! São mais completos, que expressam com clareza não só o que
se espera do aluno, mas também em que condições devemos fazê-lo e até que ponto o
desempenho será considerado satisfatório. Quando utilizamos? Ao planejarmos uma Aula.

Classificação dos Objetivos

Os objetivos de aprendizagem podem ser classificados em três domínios:

Cognitivo ! são os vinculados à memória e ao desempenho de capacidades e


habilidades intelectuais do aluno.
Ex.: O aluno deverá responder alguma pergunta.

Afetivo ! são os que descrevem mudança de interesses, atitudes e valores.


Ex.: O aluno deverá manifestar algum sentimento em relação à matéria dada.

Psicomotor ! são os relacionados às habilidades motoras, manipulativas. 21


Ex.: O aluno deverá fazer, praticar e exercer alguma atividade. INST
" Lembre-se:

O objetivo de uma aula é o comportamento que o professor espera que os alunos


apresentem ao final da mesma, como resultado de sua aprendizagem. Portanto, o
objetivo deve indicar o comportamento observável do aluno e não do professor.

O comportamento observável é indicado por um verbo na forma infinitiva. Cada


objetivo deve indicar somente uma ação e devendo ser coerente com o tempo e
com os recursos instrucionais disponíveis.

Há uma infinidade de verbos apropriados que ajudarão a você na elaboração dos


objetivos. Vejamos, a seguir, uma relação nos diversos níveis:
Conheci- Compreen-
Aplicação Análise Síntese Avaliação
mento são

Definir Converter Aplicar Aplicar Apresentar Analisar


Apontar Debater Calcular Calcular Combinar Avaliar
Detalhar Deduzir Construir Comparar Compilar Comparar
Descrever Definir Converter Criticar Compor Concluir
Designar Demonstrar Descrever Descrever Construir Escolher
Determinar Detalhar Determinar Detalhar Coordenar Estimar
Distinguir Descrever Discriminar Diferenciar Criar Fundamentar
Enumerar Discutir Distinguir Discriminar Descobrir Interpretar
Enunciar Distinguir Efetuar Decompor Delinear Julgar
Especificar Estimar Elaborar Designar Demonstrar Justificar
Exemplificar Exemplificar Empregar Distinguir Descrever Medir
Explanar Explanar Escrever Enunciar Dirigir Qualificar
Identificar Explicar Explicar Especificar Elaborar Relacionar
Listar Expor Ilustrar Estabelecer Esquematizar Selecionar
Marcar Expressar Manipular Experimentar Explicar Validar
Mencionar Ilustrar Manusear Explicar Formular
Mostrar Interpretar Operar Ilustrar Narrar
Nomear Localizar Praticar Fracionar Organizar
Reduzir Narrar Preparar Posicionar Planejar
Relacionar Organizar Produzir Provar Produzir
Relatar Relacionar Provar Relacionar Propor
Registrar Selecionar Resolver Selecionar Relatar
22 Repetir Sumariar Traçar Separar Representar
Selecionar Traduzir Usar Sintetizar
MÉTODO DE ENSINO

É o caminho para chegar a um fim desejado. É a organização racional e prática dos


recursos e procedimentos do professor, visando a conduzir a aprendizagem dos alunos
aos resultados previstos e desejados.

Quais são os métodos mais eficazes? O fato é que, determinado método pode ser
melhor para certos propósitos e não tão eficiente para outros. A sua escolha depende dos
propósitos, do tamanho do grupo, do tempo disponível e dos equipamentos.

" Lembre-se:

Cada método tem o seu valor e o seu propósito e devem ser adequados aos
objetivos de cada aula.

Algumas normas para a seleção de métodos de ensino:

# Certifique-se de que o método ou atividade combina com o nível de habilidade e


maturidade dos alunos;
# disponibilize varias opções de atividades para estimular o interesse dos alunos;
# insira orientações claras para assegurar o sucesso do aluno;
# inclua perguntas planejadas que ajudem o aluno a refletir nos níveis de
conhecimento, compreensão e aplicação; e
# proporcione direção e incentivo que sustentem o interesse e a motivação do
aluno.

Tipos de Métodos

Exposição Oral (Aula Expositiva)

O que é?

É um método tradicional, onde o professor, diante do grupo, expõe oralmente a


matéria.

Ao preparar a aula expositiva o professor deve:

$ Ter claro o objetivo da aula;


$ planejar em que seqüência fará a explanação, para garantir que haja clareza e
que as idéias se completem, sem sair em digressões; e
$ considerar que existe limite de tempo para a sua aula.

Ao ministrar a aula expositiva:

$ Tornar os alunos cientes dos objetivos da aula;


$ procurar ganhar a atenção dos alunos de início, mediante a apresentação de um 23
problema, colocação de uma pergunta, etc.; INST
$ expor uma idéia de cada vez;
$ considerar o ritmo da turma em termos de tomar notas e ter tempo para refletir a
respeito do que está ouvindo, apresentando alguns pontos mais difíceis
pausadamente;
$ concretizar as idéias mediante exemplos, ilustrações etc.;
$ programar estudos e trabalhos complementares; e
$ sintetizar os pontos principais, ao final da aula.

Nunca utilizá-la em disciplinas práticas, no máximo, admite-se sua presença na


parte introdutória.

Divisão de Pequenos Grupos

O que é?

Caracteriza-se pela divisão da turma em pequenos grupos para a realização de


uma atividade específica. Este método visa a desenvolver a capacidade de estudar um
assunto em equipe, de forma sistemática.

Cada grupo deverá ter um relator. Levando em conta o tamanho da classe, a turma
deverá ser dividida em pequenos grupos de 3 a 5 alunos.

Como funciona?

O professor deverá escrever no quadro algumas questões referentes ao tema em


estudo para reflexão e discussão.

Terminando o tempo da discussão, os relatores de cada grupo deverão apresentar


suas conclusões as quais poderão ser resumidas no quadro. Considere o limite de tempo
reservado para o estudo da lição propriamente dita.

Técnicas de Perguntas

Pergunta Geral ! é aquela que o professor faz à turma, sem especificar quem
deverá responder.

Esse tipo de pergunta é usado para:


$ Incentivar os alunos;
$ iniciar e prolongar um debate;
$ manter a atenção da turma;
$ aumentar a participação;
$ reanimar a turma quando perceber desinteresse em determinados momentos da
aula; e
$ verificar a aprendizagem.

24
Pergunta Dirigida ! é aquela que o professor dirige a um determinado aluno nas
seguintes situações:

$ Encorajar um aluno tímido – neste caso, procure fazer uma pergunta fácil, de
modo que ele possa responder e, com isso, motivar-se a participar da aula
integrando-se ao grupo;
$ interromper um diálogo paralelo – neste caso, o professor deve aproximar-se
ante os alunos que estão dialogando, procurando inibir a conversa. Caso não
obtenha êxito, procure saber se o assunto é pertinente, caso seja, solicite que os
alunos passem para o grupo suas possíveis dúvidas ou questionamentos; caso
contrário, faça a pergunta de forma sutil, de maneira que não haja bloqueio; e
$ verificar a aprendizagem.

Pergunta Reversa ! é a pergunta feita por um aluno ao professor, na qual este


último devolve ao aluno, visando a:

$ Estimular o aluno a responder; e


$ solicitar ao aluno que aperfeiçoe a pergunta, caso não tenha sido clara.

Pergunta Redistribuída ! é a pergunta feita por um aluno ao professor, que a


repassa à turma ou a um determinado aluno com a finalidade de:

$ Aumentar a participação geral;


$ buscar a participação de um determinado aluno – neste caso, deve-se aplicar a técnica
somente quando tiver certeza de que o aluno terá condições de responder; e
$ ganhar tempo para pensar na resposta, caso não a tenha no momento.

ATENÇÃO !!

% Elogie sem exageros as respostas certas.


% Não critique as respostas erradas; solicite a opinião de outro aluno.
% Evite formular perguntas vagas ou ambíguas.
% Não “invente” respostas; o aluno jamais poderá ser enganado.

Dinâmicas de Grupo

O que é?

É a participação espontânea ou dirigida dos alunos na busca conjunta de soluções


para problemas propostos pelo professor.

As dinâmicas possuem várias técnicas. O professor deve escolhê-las e aplicá-las


de acordo com o objetivo que pretende alcançar e com o grupo a que se destina. A técnica
não se destina a ensinar, mas permite a transferência de conhecimentos adquiridos ou a
fixação e generalização desses conhecimentos. Eis algumas:
25
INST
Phillips 66

O que é?

É a divisão de um grupo grande de alunos em pequenas frações de seis membros


que discutem um assunto durante seis minutos.

Tem por objetivos obter várias opiniões e soluções para um mesmo caso, conseguir
a participação de um grande número de pessoas em uma discussão e desenvolver a
capacidade de síntese e de coordenação.

O coordenador, na abertura, apresenta o tema e estabelece o tempo; os grupos


discutem o assunto e chegam às suas conclusões durante o estudo; durante a apresentação
de cada grupo, um dos seus componentes relata as conclusões; e, durante a discussão,
o coordenador as analisa, esclarece dúvidas, completa informações e distribui material de
apoio para leitura posterior. O secretário indicado pelo coordenador ou que se apresenta
voluntariamente tem função de registrar no quadro as opiniões dos grupos, aproximando
idéias afins e consignando as conclusões gerais.

Apresentamos, em anexo, três exemplos de disposição dos participantes dessa


técnica.

Cochicho

O que é?

É uma variante da técnica Phillips 66, cada grupo é composto por apenas 2 alunos
que discutem uma questão proposta pelo coordenador durante dois minutos.

Os objetivos são de obter integração inicial, superar inibições de falar em público e


ter opiniões de todos em curto espaço de tempo.

Apresentamos, em anexo, dois exemplos de disposição dos participantes dessa


técnica.

Tempestade Cerebral

O que é?

Constitui-se num modo de estimular a geração de novas idéias a respeito de


determinado tema, onde os alunos atuam em um clima informal, com total liberdade para
expressarem o que pensam, a fim de se obter idéias originais ou soluções novas e criativas.

Tem por objetivos principais desenvolver e exercitar a imaginação criadora.

O professor faz uma pergunta e, um aluno de cada vez, responde imediatamente


com suas próprias palavras, sem ter o tempo necessário para estruturar ou ordenar
26 logicamente a resposta. Todas as idéias são anotadas, selecionadas e as mais adequadas
à situação e de simples realização são utilizadas na conclusão final junto com o grupo.
RECURSOS INSTRUCIONAIS

Os recursos instrucionais são meios indispensáveis para que a aprendizagem se


realize. Visam essencialmente a facilitar a compreensão da mensagem, tornando o processo
ensino-aprendizagem mais significativo.

CLASSIFICAÇÃO

São classificados em humanos e materiais.

Os humanos dizem respeito a todas as pessoas envolvidas no ensino, tais como:

! A própria voz do professor;


! a participação do aluno; e
! qualquer pessoa que tenha a função de auxiliar o ensino.

Os materiais são os meios que facilitam a assimilação da mensagem que se pretende


comunicar, tais como:

! Quadro de giz ou de acrílico branco;


! flanelógrafos;
! ilustrações sob a forma de desenhos, gravuras, pinturas e fotografias;
! cartazes;
! visitas, entrevistas e museus;
! projeções móveis (filmes);
! projeções fixas (retroprojetor, slides);
! flip chart (bloco de papel);
! livros, jornais e revistas;
! videocassete;
! microcomputadores;
! rádio;
! fita magnética; e
! televisão.

OBJETIVOS

! Despertar e motivar o interesse dos alunos;


! favorecer o desenvolvimento da capacidade de observação;
! aproximar o aluno da realidade;
! oferecer informações e dados;
! permitir a fixação da aprendizagem;
! ilustrar noções abstratas; e
! desenvolver a experimentação concreta.

VANTAGENS

! Atuam sobre os órgãos dos sentidos dos alunos; 27


! melhoram a retenção; INST
! atuam como incentivos;
! economizam tempo;
! reforçam a comunicação oral; e
! contribuem para obter atenção dos alunos.

CRITÉRIOS E PRINCÍPIOS PARA A UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS

! Considerar os objetivos a serem alcançados;


! deve-se levar em conta a natureza da matéria a ser ensinada;
! considerar as condições ambientais e o tempo disponível; e
! só utilizar recursos que tenham amplo domínio.

NORMAS PARA A UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS

1. Seleção e análise

Antes de começar a aula, selecione e analise cuidadosamente todos os recursos


que estiverem à sua disposição, sempre tendo em mente os objetivos a serem alcançados.

2. Ordem de prioridade

O uso dos recursos não pode tornar-se para seus alunos em mera exposição de
materiais a ponto de despertar-lhe apenas a curiosidade. Cada recurso deve ter sua
finalidade definida e relevante.

3. Apresentação clara, simples e acessível

Os recursos didáticos devem proporcionar aos alunos condições para desenvolver


sua capacidade de compreensão, interpretação e aplicação. Utilizar-se de materiais do
cotidiano dos alunos.

PROCEDIMENTOS NA UTILIZAÇÃO DE ALGUNS RECURSOS

Quadro-de-giz

Para que serve?

− Apresentar esquemas, resumos e registrar dados;


− apresentar idéias por meio de desenhos; e
− transcrever e resolver exercícios.

Vantagens

• É fácil de ser encontrado e utilizado;


• facilita correção e alteração nos assuntos apresentados;
28 • possibilita adequar a apresentação ao nível do público; e
• possibilita a participação efetiva dos alunos.
Forma de utilização

$ Limpá-lo de cima para baixo, fazendo com que o pó caia sobre o aparador;
$ dividi-lo em áreas, se necessário;
$ apresentar o assunto em resumos e esquemas;
$ começar a escrever na parte de cima e do lado esquerdo do quadro;
$ escrever de maneira legível, utilizando letras grandes, abreviando sempre que
puder;
$ falar enquanto estiver escrevendo para fixar melhor os conceitos e facilitar o
acompanhamento dos alunos;
$ utilizar gravuras, quando necessário; e
$ utilizar giz de cor apenas para realçar palavras ou desenhos.

Se trabalhar com quadro branco utilizar, no máximo, três cores de caneta.

Flanelógrafo

É uma superfície rígida, recoberta por flanela ou material aderente ou com outro
material leve, tendo na parte posterior, lã, flanela, feltro, veludo ou lixa de madeira.

Para que serve?

− Ilustrar textos e conceitos; e


− apresentar figuras.

Vantagens

• Possibilita a apresentação de um assunto por etapas, segundo o planejamento


do professor;
• permite ao professor colocar, retirar e/ou acrescentar peças no ritmo adequado
ao desenvolvimento da apresentação; e
• flexibilidade (o mesmo material pode ser usado em diferentes níveis e disciplinas
variando apenas a explicação oral e o ritmo da apresentação. Serve tanto para
incentivar a aprendizagem quanto para a apresentação de um novo assunto:
sistematizar, fixar ou verificar a aprendizagem.

Transparência

É uma folha transparente (em tamanho carta, preferencialmente) que deve ser
projetada num equipamento chamado retroprojetor.

Para que serve?

− Abordar temas que permitam a sua divisão em partes;


− enriquecer uma aula expositiva;
− apresentar dados previamente elaborados, de forma organizada e seqüencial; e 29
− sistematizar um assunto. INST
Vantagens

• Ajuda a apresentação da aula de forma mais organizada, orientada e dirigida;


• poupa tempo da apresentação;
• concentra a atenção do aluno no tópico que está sendo desenvolvido;
• cria maior expectativa com relação aos tópicos seguintes;
• fixa tópicos essenciais; e
• ajuda na melhor visualização de idéias, por meio de ilustrações.

Ao utilizar o retroprojetor, o professor deverá seguir algumas regras, tais


como:

$ Colocar a transparência;
$ cobri-la com uma “máscara” (papel), se necessário;
$ ligar o retroprojetor ;
$ desligá-lo em seguida, após ter dado tempo suficiente para que os alunos leiam
e fixem o que foi projetado;
$ posicionar a tela de projeção de forma que todos tenham uma boa visualização;
$ proceder à explicação, afastando-se do retroprojetor; e
$ usar uma caneta ou vareta para apontar tópicos que estão sendo apresentados
diretamente na tela.

Filmes

É um recurso audiovisual apresentado com o uso de um vídeo cassete e uma


televisão, que proporciona imagem e som de fatos e/ou situações que não sejam possíveis
serem vistas e/ou vivenciadas de forma real.

Procedimentos para exibição dos filmes

$ Ver o filme com antecedência;


$ analisar sua adequação aos objetivos da aula;
$ escolher um filme ou cena de um filme que realmente tenha relação com o assunto
a ser abordado;
$ preparar o ambiente e o material que será empregado na exibição;
$ anunciar o tema aos alunos;
$ destacar os pontos principais a serem observados, antes da projeção,
comentando-os antes e depois; e
$ permanecer na sala.

30
Computador

A utilização do computador está cada vez mais acentuada, seja em auditório ou em


sala de aula. Os programas para elaborar apresentações nos permitem gerar imagens
com movimentos, sons e ilustrações com rapidez e qualidade.

Cabe ao professor selecionar o recurso e dimensionar seu uso, pois sabemos


que a disponibilidade do mesmo varia de acordo com o local de aplicação.

Usar a criatividade é fundamental para não utilizar-se somente de quadro e giz.

31
INST
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

É um processo contínuo de pesquisas que visa a interpretar os conhecimentos,


habilidades e atitudes dos alunos, tendo em vista mudanças esperadas no comportamento
propostas nos objetivos. A avaliação não é um fim, mas um meio, que permite verificar até
que ponto os objetivos estão sendo alcançados, identificando os alunos que necessitam
de atenção individual e reformulando o trabalho com adoção de novos procedimentos que
possibilitem sanar as deficiências identificadas.

O que deve ser observado no aluno para que o consideremos apto em determinada
área do conhecimento? Nesse sentido, avaliar significa fazer um julgamento sobre os
resultados, isto é, comparar o que foi realizado com o que se pretendia alcançar.

FUNÇÕES DA AVALIAÇÃO

A avaliação se desenvolve, nos diferentes momentos do processo ensino-


aprendizagem, com objetivos distintos. No início do processo temos a avaliação
diagnóstica que é utilizada para verificar:

! Conhecimentos que os alunos têm;


! pré-requisitos que os alunos apresentam; e
! particularidades dos alunos.

Aplica-se este tipo de avaliação no início de uma unidade, semestre ou ano letivo.

Ao longo do processo ensino-aprendizagem temos a avaliação formativa que tem


uma função controladora. Com os seguintes propósitos:

! Informar o professor e o aluno sobre o rendimento da aprendizagem; e


! localizar as deficiências na organização do ensino.

No fim do processo de ensino-aprendizagem temos a avaliação somativa que tem


função classificatória, isto é, classifica os alunos no fim de um semestre, ano, curso ou
unidade segundo níveis de aproveitamento.

A prova é a forma mais comum de avaliação somativa e vários são os seus tipos.
Vejamos:

PROVA ESCRITA DISSERTATIVA OU DISCURSIVA

É composta por um conjunto de questões ou temas onde o aluno têm a liberdade


de organizar como quer os elementos da resposta, baseado no conteúdo que foi trabalhado
em aula. Cada questão deve ser elaborada com objetividade e clareza, visando ao
desenvolvimento das habilidades intelectuais. Por exemplo: raciocínio lógico, organização
32 das idéias, capacidade de fazer relações entre fatos idéias e coisas, capacidade de
aplicação de conhecimentos e etc.
VANTAGENS

• Facilitar a verificação do domínio da habilidade de leitura, escrita, aplicação,


exemplificação, análise, síntese e julgamento;
• favorecer a liberdade do aluno de mostrar a sua individualidade, incentivando-o
a organizar, integrar e expressar suas próprias idéias; e
• ter melhor aplicabilidade a exame de grupo pequeno.

DESVANTAGENS

• Permitir a subjetividade na construção e no julgamento;


• cobrir terreno limitado, não favorecendo uma amostragem representativa de
conteúdo e objetivos; e
• favorecer a improvisação por parte do professor.

TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO

$ Ter clareza na finalidade da prova;


$ construir questões de conteúdo significativo;
$ dar igualdade de condições a todos os examinandos, abandonando a prática de
admitir a escolha dentro de uma lista de perguntas, que prejudica o julgamento
dentro de critérios comuns;
$ formular enunciados com terminologia específica, centralizados no comportamento
a verificar;
$ formular enunciados com tarefas bem definidas, esclarecendo a direção e o âmbito
da resposta desejada, para evitar “fugas”;
$ utilizar linguagem precisa e simples;
$ incluir no roteiro da questão dados como: extensão da resposta, critérios de
julgamento, valor de cada questão;
$ dar tempo suficiente para reflexão, organização da resposta e redação;
$ não formular questões ligadas entre si, para evitar que o erro de uma, prejudique
a seguinte; e
$ elaborar a chave de apuração, onde constarão as respostas consideradas ideais.
Isto favorece a correção de falhas da elaboração, por permitir um constante
reajuste em função das respostas obtidas.

ALGUMAS SUGESTÕES PARA ATENUAR A SUBJETIVIDADE DO


JULGAMENTO

Com apoio na chave de apuração feita no momento da elaboração da prova, faça


uma correção anônima, julgando uma questão de cada vez em todas as provas. É
recomendável também que diferentes examinadores, igualmente qualificados, leiam e
julguem as provas, sem conhecimento de julgadores anteriores.

33
INST
PROVA OBJETIVA

É um instrumento de medida composto de questões tão precisamente especificadas,


que cada qual só admita uma resposta , previamente definida, o que lhe assegura a
impessoalidade do julgamento e inteiro acordo entre examinadores diferentes.

Tipos de questões objetivas

1- LACUNA OU COMPLEMENTO ! Consiste no preenchimento de lacunas em


uma ou mais frases.

VANTAGENS

• Ser de fácil compreensão pelo examinado;


• exigir redação mais simples que os demais tipos de questões objetivas;
• oferecer resposta breve, facilitando o exame de maior número de conteúdo;
• ser de fácil planejamento; e
• possibilitar verificação imediata da habilidade de aquisição e aplicação de
conhecimentos (verificação de conceitos/ definições/ identificação de elementos
em gráfico/ problemas de matemática/ física e química).

DESVANTAGENS

• Ter maior probabilidade de questões defeituosas pela facilidade aparente de


construção;
• ter menos objetividade que as demais, pela possibilidade de respostas imprevistas;
• ser mais tendenciosa à verificação do domínio de informações isoladas,
encorajando a memorização;
• ser de verificação difícil quanto ao domínio de percepção de relações complexas;
• oferecer maior tendência à verificação da facilidade verbal ou de vocabulário; e
• dificultar o julgamento.

TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO

$ Só aplicar este tipo de questão quando for necessário que o examinando mostre
o que aprendeu numa resposta curta. (Ex.: forma gramatical e problemas de
matemática);
$ colocar a lacuna no final da questão, para melhor encaminhar o pensamento do
examinando;
$ dar significado de relevância às lacunas, não cobrando minúcias;
$ construir a questão de forma a só admitir uma resposta;
$ organizar respostas curtas, para dar maior objetividade ao item;
$ evitar o uso de artigos, pronomes e tamanho do espaço em branco que possam
dar “pista” para a resposta.
$ não utilizar mais de duas lacunas em cada questão para não transformá-la em
“charada”; e
$ não utilizar frases textuais de livros, para não encorajar a memorização.

34
2- ASSOCIAÇÃO OU ACASALAMENTO ! Consiste no estabelecimento de
associações entre elementos, apresentados em 2 (dois) grupos.

VANTAGENS

• Ser de formulação rápida e fácil, em função de enunciado restrito à uma instrução


comum a várias questões;
• possibilitar resolução rápida;
• ter julgamento objetivo e rápido; e
• reduzir a probabilidade de acerto por sorte, pelas várias opções de combinação.

DESVANTAGENS

• Ter emprego limitado a situações com a mesma base de correspondência;


• apresentar dificuldade de obtenção de pares suficientes com relação de valor; e
• possibilitar o encorajamento da memorização pelo uso de associações isoladas.

TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO

$ Admitir apenas uma combinação certa, para cada par de elementos;


$ organizar os elementos de cada coluna em uma ordem lógica (alfabética,
cronológica, de grandeza, etc.);
$ colocar numa coluna mais elementos do que na outra, para diminuir o acerto por
simples eliminação;
$ colocar, no máximo, 10 (dez) elementos em cada coluna, para facilitar a
organização de listas homogêneas;
$ não dividir a questão em duas folhas; e
$ dar preferência a letras maiúsculas na identificação da resposta, para facilitar a
correção.

3- CERTO OU ERRADO ! Consiste no pronunciamento sobre a verdade ou


falsidade de cada uma das afirmações apresentadas.

VANTAGENS

• Ser uma prova simples, rápida e direta do conhecimento do aluno;


• ocupar pouco espaço;
• permitir a verificação de numerosos pontos;
• ter julgamento rápido e objetivo;
• ser de fácil elaboração, especialmente quando o prazo é pequeno;
• verificar, com facilidade e economia de tempo, os seguintes resultados:
• interpretação de texto novo.
• análise da tabela, gráfico.
• definição de teorias, leis, etc.
• avaliação crítica de explicações de fatos ou fenômenos.
• ser adaptável à verificação do conhecimento das medidas que não se devem
tomar em certas emergências.

35
INST
DESVANTAGENS

• Restringir a pontos indiscutivelmente certos ou errados;


• possibilitar a ambigüidade, se não forem bem construídas;
• apresentar a interferência do fator sorte; e
• ter menor precisão, comparando-se, por exemplo, com a múltipla escolha, fator
que pode ser atenuado utilizando-se o dobro de questões.

TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO

$ Redigir frases simples e curtas, pois não se está aferindo a habilidade de leitura
e sim o julgamento do acerto ou erro;
$ não utilizar frases textuais de livros ou apostilas, para evitar a memorização;
$ evitar alternativas com interpretação dupla;
$ não utilizar como erro ou acerto um dado de importância secundária;
$ limitar cada questão a apenas um único assunto;
$ reduzir ao mínimo as negativas;
$ evitar o emprego de palavras como sempre, nunca, todos, somente, para não
evidenciar a resposta desejada;
$ construir as frases corretas e incorretas com igual extensão, para também não
evidenciar a resposta certa; e
$ construir numerosas perguntas para atenuar a probabilidade de acerto por acaso.

4- ORDENAÇÃO OU SERIAÇÃO !"Consiste na arrumação, por ordem, de acordo


com as instruções, os elementos de um conjunto.

VANTAGENS

• Ter construção simples;


• possibilitar resposta rápida; e
• atender a verificação de seqüências (cronologia de fatos, transformações
sucessivas, etapas de um processo, etc.).

DESVANTAGENS

• Ter julgamento demorado, pela possibilidade do examinando acertar apenas parte


da seqüência;
• possibilitar que um erro provoque outro; e
• ter utilização restrita a material sujeito à ordenação lógica.

TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO

$ Construir a lista de forma concisa, especificando claramente o tipo de ordenação


desejada.
$ apresentar as perguntas com o nº 1 já no lugar correspondente, quando não
houver referência na instrução, para dar a direção da seqüência;
$ dar uma ordem lógica aos elementos, para não evidenciar a resposta;
$ utilizar, no mínimo, três elementos para ordenar, com vistas à redução da
36 probabilidade de acerto por acaso; e
$ indicar na instrução que só serão computadas as questões certas do princípio ao fim.
5- ESCOLHA MÚLTIPLA (MÚLTIPLA ESCOLHA) ! São as questões mais
vantajosas de todas.

Diante de uma pergunta ou problema, o aluno deve optar por uma, dentre algumas
respostas apresentadas (devem ter quatro ou cinco opções).

VANTAGENS

• Adaptam-se às situações mais variadas, admitindo diversas formas,


caracterizadas todas pela presença de opções (por serem muito flexíveis são as
questões mais utilizáveis);
• apresentam opções de resposta para exame crítico, não precisando apoiar-se
em memorização;
• não dependem de um padrão absoluto de verdade, porque em geral pedem a
melhor opção; e
• solicitam a capacidade de analisar e comparar possíveis respostas, estimulando
uma atividade crítica.

DESVANTAGENS

• Exigem muito mais tempo e habilidade do examinador, para imaginar várias opções
incorretas, porém plausíveis, para cada questão;
• sua solução toma mais tempo, já que demanda a inspeção atenta de quatro ou
cinco opções, o que prolonga a duração da prova e pode cansar; e
• não pode verificar a capacidade de criação nem a originalidade do examinando.

TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO

$ Faça questões curtas;


$ formule uma pergunta e a sua resposta (sobre a qual não deve pairar dúvidas).
$ se quiser tornar a questão mais concisa, transforme a pergunta em uma afirmação
incompleta, seguida de opções para terminá-la.

" Lembre-se:

São diversas as modalidades de prova objetiva, que são aplicáveis com maior
ou menor propriedade aos diversos objetivos específicos de aprendizagem.

O propósito é orientá-lo, proporcionando algumas sugestões que, tenho


certeza, serão proveitosas em seu trabalho. Cabe a você, especialista em sua
disciplina, utilizar os tipos mais adequados a cada conteúdo na avaliação
do processo ensino aprendizagem.

37
INST
Disposições para aplicação da técnica Phillips 66

a) Primeira disposição

quadro-de-giz mesa

Coordenador

Auditório

b) Segunda disposição

quadro-de-giz mesa

Coordenador

c) Terceira disposição

quadro-de-giz mesa

Coordenador

38
Disposições para aplicação da técnica do Cochicho

a) Primeira disposição

quadro-de-giz mesa

Coordenador

b) Segunda disposição

Coordenador

mesa

quadro-de-giz

39
INST
PLANO DE AULA
CURSO: ASSUNTO CENTRAL DA UNIDADE

DISCIPLINA:

PROFESSOR:

INTRODUÇÃO

Resumo da aula anterior

Título e tópicos

Objetivos

Motivação

Tempo

EXPLICAÇÃO (Resumo dos pontos mais importantes da matéria.)

APLICAÇÃO ( Metodologia empregada na condução das atividades práticas da aula.)

VERIFICAÇÃO (Perguntas e respostas sobre o conteúdo.)

SUMÁRIO (Resumo dos pontos mais importantes da aula, enfatizando as falhas


detectadas na verificação.)

RECURSOS INSTRUCIONAIS

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

OBSERVAÇÕES
40
ARTE DO MARINHEIRO

Propósito

Proporcionar ao aluno conhecimentos básicos para realizar os principais trabalhos


marinheiros comumente utilizados em fainas a bordo de embarcações mercantes.

1 Introdução

Objetivos

• Conceituar trabalhos do marinheiro;


• descrever as características gerais e o emprego dos principais trabalhos do
marinheiro: nós, voltas, estropos, falcaças, pinhas, costuras, mãos e gaxetas;
• identificar em um cabo solteiro: o vivo, o seio, o chicote, uma volta singela, uma
volta redonda e uma volta falida; e
• comparar a resistência de nós e voltas com a de cabos inteiros.

1.1 Embarcação

Conceituar trabalho marinheiro.

Destacar que os trabalhos marineiros são capazes de garantir a segurança da


tripulação, da carga transportada e além de acrescentar-lhe estética e beleza.

1.2 Características e empregos dos trabalhos marinheiros

1.2.1 Trabalhos marinheiros

1.2.2 Nós e balsos

Explicar a finalidade de nós e balsos.

Apresentar a imagem de alguns nós e balsos e explicar em que situações eles são
utilizados.

1.2.3 Voltas

Definir e explicar a finalidade das voltas.

Apresentar a imagem de algumas voltas e explicar em que situações elas são


utilizadas.

1.2.4 Botões

Definir e explicar a finalidade dos botões. 41


INST
Apresentar as imagens e descrever como elaborar um botão redondo.

1.2.5 Pinhas

Definir e explicar a finalidade das pinhas.

1.2.6 Alças

Definir e explicar a finalidade das alças.

1.2.7 Estropos

Definir e explicar a finalidade dos estropos.

1.2.8 Falcaças

Definir e explicar a finalidade das falcaças.

1.2.9 Gachetas e Coxins

Definir e explicar a finalidade de gachetas e coxins.

1.2.10 Redes

Definir e explicar a finalidade das redes.

1.2.11 Costuras

Definir e explicar a finalidade das costuras.

1.3 Cabos

1.3.1 Tipos de cabos

Descrever a classificação dos cabos quanto à natureza de suas fibras.

Definir cabo solteiro.

Explanar o que significam seio e chicotes de um cabo.

1.4 Resistência dos cabos

Explicar que cabos emendados sofrem uma perda de resistência e explicar a tabela
de resistência constante do manual do aluno.

Chamar a atenção que os cabos umedecidos são sempre mais resistentes que os
secos.
42
2 Nós e Voltas

Objetivos

• Elaborar os principais nós e voltas utilizados em fainas a bordo de embarcações


fluviais: nó direito, aboçadura, nó de correr, lais de guia, volta do fiador, volta de
fiel e volta da encapeladura singela.

2.1 Elaboração de voltas simples

Demonstrar como elaborar meia volta e cotes.

2.2 Nós e balsos

Destacar a importância de se conhecer a finalidade de


cada nó.

Demonstrar como elaborar o lnó direito e explicar seu


emprego a bordo.

Demonstrar como elaborar o lais de guia e exemplificar seu emprego a bordo.

Conceituar aboçar e demonstrar como elaborar aboçaduras.

2.3 Elaboração de voltas

Demonstrar como elaborar a volta do fiador.

Demonstrar como elaborar a volta do fiel e exemplificar seu emprego a bordo.

Demonstrar como elaborar a volta da encapeladura singela e explicar sua utilidade.

43
INST
3 Amarração de embarcações

Objetivos

• Utilizar defensa para proteger o costado da embarcação; e


• efetuar as principais fainas de laborar um cabo a bordo: dar a volta em um ou
dois cabeços, abocar ou passar trapa em um cabo sob tensão, dar a volta em um
cunho ou numa malagueta e gurnir um cabo em um cabrestante

3.1 Defensas

Conceituar defensa e exemplificar seu emprego


a bordo.

Demonstrar como elaborar um embotijo.

Descrever os diversos tipos de defensa, exemplificando sua utilidade a bordo.

Enfatizar a imortância de saber que tipo de defensa utilizar, quando, como e onde
fazê-lo.

3.2 Fainas de laborar um cabo

Demonstrar como encapelar duas espias em um mesmo cabeço sem que uma
atrapalhe a retirada da outra.

Demonstrar como dar voltas falidas em cabeços duplos.

Conceituar retorno de um cabo.

Citar os equipamentos a bordo que servem de retorno a cabos.

Demonstrar como passar uma trapa em um cabo sob tensão utilizando corrente ou
outro cabo.

Descrever como laborar um cabo em um cabrestante.

Chamar a atenção para o posicionamentro correto do homem em relação ao vivo


do cabo.

Enfatizar a importância de nao permitir que as voltas mordam.

44
4 Estropos

Objetivos

• Definir estropo;
• citar os principais tipos de estropo;
• distinguir a utilização a bordo dos estropos de cabos de arame e de fibra; e
• demonstrar como “cortar” (encurtar) um estropo.

4.1 Conceito

Conceituar estropo e exemplificar seu emprego a bordo.

4.2 Principais tipos de estropo

Demonstrar como elaborar um estropo comum e explicar como é utilizado a bordo.

Descrever os estropos abertos e exemplificar os seus diversos tipos de chicotes.

Detalhar a aplicação do estropo de corrente no manuseio de barris e tonéis.

Descrever os estropos de lona e fechados.

4.3 Uso dos estropos

Enfatizar a grande utilidade dos estropos nas fainas de carga e descarga


de um navio, a despeito do uso cada vez mais comum da movimentação
mecanizada de cargas em sugadores e esteiras.

4.4 Como “cortar” um estropo

Demonstrar como “cortar” um estropo, destacando que é um processo que não


deve ser usado com freqüência pelo bom marinheiro.

45
INST
COMUNICAÇÕES

Propósito

Proporcionar ao aluno conhecimentos básicos sobre as comunicações


empregadas no meio marítimo.

1 Noções básicas

Objetivos

• Conceituar onda eletromagnética e suas características (amplitude, freqüência,


ciclo e comprimento de onda);
• descrever o fenômeno da propagação;
• conceituar ondas sonoras e de rádio; e
• identificar as faixas do espectro de freqüência e suas utilizações mais comum
nas comunicações marítimas.

1.1 Onda eletromagnética e suas características

Conceituar e exemplificar onda eletromagnética.

1.1.1 Nomenclatura

Conceituar ciclo completo, amplitude da onda, freqüência e comprimento de onda.

Explicar o cálculo do comprimento de onda.

1.2 Propagação

Descrever detalhadamente como se dá a propagação da onda eletromagnética.

46
1.3 Ondas sonoras e de rádio

Explanar a propagação do som na matéria.

Explicar como a luz se propaga no espaço.

Descrever as características das ondas sonoras e exemplificar sua propagação.

Descrever as características das ondas-rádio e exemplificar sua propagação.

1.4 Faixas do espectro de freqüência e suas utilizações mais comuns nas


comunicações marítimas

Descrever as oito faixas de freqüência em que as ondas-rádio ou hertzianas são


divididas.

Detalhar as freqüências mais importantes para as Comunicações Marítimas: MF,


HF e VHF.

47
INST
2 Equipamentos de comunicação

Objetivos

• Descrever a instalação básica de uma estação radiotelefônica;


• citar as características básicas de um transmissor e um receptor;
• descrever a operação do equipamento VHF, enfatizando suas características,
suas possibilidades e seus canais especiais;
• explicar a utilização das faixas “Cidadão”, de radioamador e outros meios como
recursos auxiliares na comunicação marítima.

2.1 Instalação básica de uma estação radiotelefônica

Definir estação radiotelefônica.

Descrever os elementos de uma estação radiotelefônica: antena, massa, transmissor,


receptor e alimentação.

2.2 Características básicas de um transmissor e um receptor

Definir transceptor.

Descrever os componentes de um transmissor: oscilador, microfone, modulador,


massa, antena e amplificadores da portadora, de microfone e final.

Explicar detalhadamente como ocorre a transmissão de ondas-rádio.

Descrever os componentes de um receptor: oscilador, sintonizador, modulador,


massa, antena, alto-falantes, detector e amplificadores de freqüência e de áudio.

Explicar detalhadamente como ocorre a recepção de ondas-rádio.

48
2.3 Operação do equipamento VHF: características, possibilidades e canais especiais

Detalhar a faixa de freqüência, os canais e a potências dos equipamentos de VHF.

Exemplificar em que tipo de comunicação é usado um equipamento de VHF.

Identificar os canais especiais em VHF e alertar para suas finalidades.

2.4 Utilização das faixas “Cidadão”, de radioamador e outros meios como recursos
auxiliares na comunicação marítima

Descrever os equipamentos PX e PY e suas características: freqüências, canais e


potência.

Alertar que a existência de equipamentos PX e PY a bordo não dispensam a


instalação e uso do VHF.

Citar o uso da telefonia celular em apoio ao Serviço Móvel Marítimo no meio fluvial.

49
INST
3 Procedimento radiotelefônico

Objetivos

• Definir as regras de operação rádio no que diz respeito à chamada, transmissão,


identificação e utilização de códigos;
• identificar as freqüências de escuta, de chamada , de trabalho e suas finalidades; e
• explicar a importância do uso da fraseologia padrão nos procedimentos
radiotelefônicos e da disciplina nos circuitos.

3.1 Regras de operação rádio: chamada, transmissão, identificação e utilização de


códigos

Destacar a importância do respeito às regras de comunicação a bordo.

Descrever como efetuar cada umdos tipos de chamada radiotelefônica: Rotina,


Segurança, Urgência e Socorro.

3.2 Freqüências de escuta, de chamada, de trabalho e suas finalidades

Destacar que as freqüências de escuta, chamada e socorro e segurança são


definidas internacionalmente pela UIT.

Listar as freqüências de escuta permanente das estações RENEC.

3.3 A fraseologia padrão e a disciplina nos circuitos

Destacar que a disciplina nos circuitos tem como objetivo padronizar e tornar
eficientes as comunicações.

Enfatizar que as comunicações podem salvar vidas.

50
LEGISLAÇÃO

Propósito

Proporcionar ao aluno conhecimentos básicos sobre a legislação, regulamentação


e fiscalização da atividade aquaviária.

1 Aspectos gerais

Objetivos

• Citar as atribuições da Autoridade Marítima no que diz respeito à Segurança do


Tráfego Aquaviário;
• definir águas jurisdicionais brasileiras;
• descrever o ingresso e a ascensão na carreira de aquaviário no Grupo de
Fluviários;
• citar as anotações obrigatórias na Caderneta de Inscrição e Registro (CIR);
• citar as atribuições dos aquaviários do Grupo de Fluviários a bordo; e
• citar a finalidade do rol portuário e do rol de equipagem;
• citar as atribuições do Comandante e sua competência para aplicar penalidades; e
• citar as faltas disciplinares de tripulantes passíveis de penalidades.

1.1 Autoridade Marítima

Identificar a Autoridade Marítima no Brasil e seus representantes em todo o território


nacional.

Detalhar as atribuições e responsabilidades da Autoridade Marítima.

1.2 Águas jurisdicionais brasileiras

Definir as águas marítimas (Mar


Territorial, ZEE e Plataforma Continental).

Detalhar os locais que são considerados


águas interiores de acordo com a NORMAM 04.

1.3 Fluxo de carreira

Citar a NORMAM 13 como documento regulador da carreira do aquaviário, ou seja,


da formação, certificação e controle do pessoal da Marinha Mercante.

Apresentar a classificação dos aquaviários em grupos.


51
Detalhar as categorias de cada um dos sete grupos. INST
Enfatizar a classificação do aquaviários do 2º Grupo - Fluviários.

Citar que se encontra em de tramitação uma proposta de alteração no Regulamento


da LESTA que irá alterar a denominação de algumas categorias.

Exemplificar os níveis de equivalência entre os aquaviários de grupos distintos.

1º Grupo 2º Grupo 3º Grupo


Nível
Marítimos Fluviários Pescadores
10 C LC - -
9 CCB - -
8 1ON - -
7 2ON C FL -
6 MCB P LF PAP
5 CTR MFL PPI
4 MNC CMF C PI
3 MOC MFC PEP
2 MAC MAF POP
1 - - APP

1º Grupo 2º Grupo 3º Grupo


Nível
Marítimos Fluviários Pescadores
8 OSM - -
7 1OM - -
6 2OM SUF -
5 C D M - EL CTF -
4 MNM - -
3 MDM MFM CMP
2 MAM MMA MOP
1 - - APM

1.4 Caderneta de Inscrição e Registro - CIR

Relacionar as anotações feitas obrigatoriamente em uma Caderneta de Inscrição e


Registro (CIR).

52
1.5 Atribuições dos aquaviários

Citar as atribuições do Comandante e do Imediato de


uma embarcação.

Destacar o que é vedado ao Comandante fazer.

Descrever as funções do Mestre Fluvial.

Listar as competências do Contramestre Fluvial e do Marinheiro Fluvial no convés.

Ressaltar as atribuições do Marinheiro Fluvial em embarcações de tráfego do porto,


rebocadores, embarcações que conduzam passageiros e como Vigia de Chata.

Descrever as funções do Condutor Maquinista Motorista Fluvial.

Listar as competências do Marinheiro Fluvial nas máquinas.

1.5.1 Atribuições comuns a todos os tripulantes

Apresentar os preceitos que os fluviários devem observar quando exercendo funções


a bordo.

1.6 Rol de Equipagem e Rol Portuário

Definir o que é Rol de Equipagem e quem é responsável por sua emissão.

Listar as anotações que o Rol de Equipagem deve conter.

Explicar a que empresas se aplica o Rol Portuário.

Ressaltar o caráter opcional do Rol Portuário e que ele substitui o Rol de Equipagem.

Exlicar o objetivo do Rol Portuário de flexibilizar e desburocratizar o embarque e o


desembarque do aquaviário.

Listar as condicionantes do Rol Portuário.

Listar as anotações que o Rol Portuário deve conter.

1.7 Competência do Comandante para aplicar penalidades

Citar as atribuições do comandante relacionadas com a sua competência para aplicar


penalidades.

1.8 Faltas disciplinares

Enumerar as faltas disciplinares de tripulantes passíveis de penalidade. 53


INST
2 Legislação específica

Objetivos

• Citar as atribuições do órgão responsável pela regulamentação das atividades


nas hidrovias;
• definir os requisitos para atividades de assistência e salvamento em águas
interiores;
• definir os requisitos para atividades de busca e salvamento em águas interiores;
• definir Cartão de Tripulação de Segurança (CTS);
• descrever as condicionantes da passagem de embarcações por eclusas;
• citar em que situações a eclusagem é proibida;
• citar as obrigações dos armadores de embarcações fluviais no que diz respeito à
inscrição na Capitania dos Portos ou ao registro da embarcação no Tribunal
Marítimo; e
• citar as normas das obrigações de trabalho e de regime da previdência social
dos fluviários.

2.1 A regulamentação das atividades nas hidrovias

Relacionar as atribuições da Secretaria de Transportes Aquaviários (STA) e do


Departamento de Hidrovias Interiores (DHI).

Apresentar as competências da Autoridade Marítima.

Destacar as atribuições da Autoridade Marítima para estabelecer normas.

2.2 Assistência e salvamento em águas interiores

Explicar o que significam assistência e salvamento nas vias navegáveis interiores.

Citar a competência da Autoridade Marítima na coordenação e controle das


atividades de assistência e salvamento nas vias navegáveis interiores.

Mostrar a responsabilidade do armador ou proprietário em anular ou minimizar os


riscos de dano a terceiros ou ao meio ambiente.

Enfatizar as responsabilidades do Comandante da embarcação em perigo.

Listar os requisitos de pessoa jurídica para se habilitar à prestação de serviço de


assistência e salvamento.

54
Lembrar que o serviço de assistência e salvamento prestado por entidades privadas
é remunerado.

2.3 Busca e salvamento em águas interiores

Explicar o que significam busca e salvamento nas vias navegáveis interiores

Citar a responsabilidade da Autoridade Marítima para prover adequados serviços


de busca e salvamento de vida humana em perigo nas vias navegáveis interiores.

Destacar a obrigação do Comandante e de qualquer pessoa em prestar auxílio a


quem estiver em perigo de vida nas vias navegáveis interiores.

Nada é devido pela pessoa salva, independentemente de sua nacionalidade, posição


ou importância, e das circunstâncias em que foi encontrada.

Lembrar que a atividades de busca e salvamento em águas interiores é um serviço


gratuito.

Explicar que o Serviço de Busca e Salvamento, conhecido pela sigla SAR (do
inglês “Search And Rescue”) é realizado pela Marinha do Brasil.

2.4 Cartão de Tripulação de Segurança - CTS

Explicar o propósito do Cartão de Tripulação de Segurança - CTS.

Alertar que a validade do é sujeita à manutenção das condições de segurança da


embarcação.

2.5 Eclusagem de embarcações

2.5.1 Condições para eclusagem

Listar as condicionantes da passagem de embarcações por eclusas.

55
INST
2.5.2 Eclusagem proibida

Citar os casos em que não será permitida a passagem da embarcação por uma
eclusa.

2.6 Inscrição e registro

Relacionar as embarcações que estão sujeitas à inscrição nas Capitanias,Delegacias


ou Aências, ou ao registro no Tribunal Marítimo (TM).

Alertar que as embarcações sujeitas à inscrição estão obrigados a contratar o Seguro


Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Embarcações ou por suas Cargas (DPEM).

Chamar a atenção para a obrigatoriedade da pintura do nome em ambos os bordos


e do número de inscrição na popa da embarcação.

2.7 Obrigações de trabalho e previdência social

Enfatizar que existem alguns requisitos mínimos de trabalho que o tripulante deve
verificar antes de assinar qualquer Contrato de Trabalho.

Chamar a atenção para a obrigatoriedade da assinatura do Rol Portuário e para a


definição do tipo de função a ser exercida.

Lembrar que o regime da Previdência Social dos aquaviários, ou seja, a


aposentadoria por tempo de serviço, mudou em dezembro de 1998 e passou a ser chamada
de aposentadoria por tempo de contribuição.

56
REGRAS DE MANOBRA E SINALIZAÇÃO NÁUTICA

Propósito

Proporcionar ao aluno conhecimentos básicos sobre as regras de manobras e


governo, luzes, marcas, balizamento e sinais sonoros e visuais.

1 Manobras para evitar colisão

Objetivos

• Descrever a manobra da embarcação em situações comuns: roda-a-roda,


alcançando e em situação de rumos cruzados;
• citar as regras de navegação para embarcações navegando em canais estreitos
e em esquema de separação de tráfego;
• descrever as ações da embarcação obrigada a manobrar e da que tem a
preferência; e
• citar as regras para condução de embarcações em visibilidade restrita.

1.1 Introdução

Explicar o que é e para que serve o regulamento internacional chamado RIPEAM.

Apresentar as características da estrutura das quatro partes do RIPEAM.

Comentar sobre as regras e anexos existentes no RIPEAM.

1.2 Regras de manobra nas situações mais comuns

1.2.1 Situação de Roda a Roda

1.2.2 Manobra de Ultrapassagem ou de Alcançando

1.2.3 Manobra em Situação de Rumos Cruzados ou Rumo de Colisão

Descrever as situações e
explicar detalhadamente a execução
de cada manobra para evitar a
colisão.

57
INST
1.3 Manobra em canais estreitos

1.3.1 Efeitos que influenciam o comportamento de uma embarcação

Chamar a atenção para alguns cuidados e procedimentos relativos à velocidade


em canais e rios.

Descrever a tendência a popa ser atraída para a margem mais próximaem águas
restritas.

Explicar os efeitos da interferência recíproca quando do cruzamento de embarcações


devido ao movimento das águas.

Descrever a interferência entre duas embarcações que se cruzam em manobra de


ultrapassagem.

Explicar os procedimentos a serem seguidos em um esquema de separação de


tráfego.

1.4 Ações da embarcação obrigada a manobrar

zona de separação de tráfego

Enfatizar que toda embarcação obrigada a manobrar deve fazê-lo com antecedência
e de forma clara, de forma que a outra embarcação perceba perfeitamente a sua intenção.

Chamar a atenção que a embarcação que tem a preferência deve manter seu rumo
e sua velocidade; entretanto, poderá manobrar para evitar a colisão caso perceba que a
outra não manobrou corretamente.

Destacar a importância da comunicação entre as embarcações durante esse tipo


de manobra.

58
1.5 Regras para condução de embarcações em visibilidade restrita

Enfatizar que deve-se navegar em velocidade segura e esclarecer os procedimentos


a serem evitados em visibilidade restrita.

A
Errado!!

Não!!
A

59
INST
2 Luzes e sinais sonoros

Objetivos

• Identificar as luzes e marcas exibidas por embarcações de propulsão mecânica


em movimento, rebocando e empurrando, sem governo ou com manobra restrita;
• citar os sinais sonoros emitidos por uma embarcação manobrando e em situação
de visibilidade restrita; e
• identificar os sinais que indicam perigo ou necessidade de auxílio.

2.1 Introdução

Explicar que as regras de luzes e marcas do RIPEAM devem ser seguidas com
qualquer tempo.

Explanar que as regras referentes às luzes devem ser observadas do pôr do sol ao
nascer do sol e que as embarcações não devem exibir outras luzes que possam causar
confusão.

2.2 Luzes e marcas exibidas por embarcações

Descrever as regras de exibição de luzes e marcas para todos os tipos e tamanhos


de embarcações e para as diversas situações nas quais elas possam se encontrar.

2.3 Luzes de reboque e empurra

Descrever a regra de exibição de luzes e marcas para embarcações envolvidas em


faina de reboque ou empurra.

Destacar as luzes e marcas exibidas por embarcações envolvidas em fainas de


empurra e reboque a contrabordo em ambiente fluvial.

60
Explicar as regras de exibição de luzes e
marcas para as diversas situações em que as
embarcações possam se encontrar: sem
governo, com capacidade de manobra restrita,
encalhada e fundeada.

2.4 Sinais sonoros de uma embarcação

Enfatizar a duração dos apitos curto e longo.

Descrever os sinais sonoros que as embarcações utilizam para indicar suas manobras
e suas advertências.

Citar os sinais luminosos por meio de lampejos com que uma embarcação pode
suplementar os sinais de apito de advertência e manobra.

Listar os equipamento sonoros obrigatórios de acordo com o tamanho da embarcação.

Descrever o significado dos sinais sonoros emitidos por embarcações em situação


de baixa visibilidade.

apito sino gongo

2.5 Sinais de perigo

Identifica os sinais que indicam perigo conforme previsto no C.I.S.

61
INST
3 Balizamento

Objetivos

• Definir margens direita e esquerda;


• descrever os sinais visuais fixos referentes: à mudança de margem, ao canal
junto à margem, ao canal na metade do rio, bifurcação de canal, ao perigo isolado
e novo perigo;
• descrever os sinais náuticos complementares do balizamento fluvial e lacustre:
navegar junto à margem, navegar no meio do rio, mudar de margem, alinhamento,
quilometragem percorrida, redução de velocidade, fundeio proibido e obstrução
aérea;
• descrever os sinais náuticos complementares para pontes, vãos navegáveis,
cais, píeres, molhes, enrocamentos, terminais e trapiches; e
• identificar as características luminosas das bóias do sistema de balizamento IALA
B (International Association of Marine Aids to Navigation and Light House
Authorities).

3.1 Conceitos

Conceituar balizamento, montante, jusante e margens direita e esquerda.

Enfatizar que existem sinais náuticos complementares que são sinais usados para
navegação fluvial e lacustre, entretanto algumas hidrovias possuem sinalização específica.

3.2 Sinais visuais fixos da Hidrovia Paraguai-Paraná

Apresentar o balizamento da hidrovia Paraguai-Paraná.

Descrever a sinalização específica da hidrovia Paraguai-Paraná.

3.3 Sinais náuticos complementares do balizamento fluvial e lacustre

Destacar a importância do entendimento da representação dos sinais


complementares instalados nas margens dos rios.

62
Explicar a sinalização complementar da Hidrovia Tocantins-Araguaia.

Detalhar a função de cada sinal no canal navegável da Hidrovia do São Francisco.

Enfatizar a importância da preservação e da não poluição dos rios e lagos navegáveis.

3.4 Sinais complementares

Explicar como identificar o melhor ponto de passagem sob uma ponte e seus limites.

Descrever as luzes e os sinais identificadores de cais, píeres, molhes, enrocamentos,


marinas, terminais, dolfins e trapiches.

FB Iso. B FB
FB FB FB FB FB
FB FB Lp V Lp (2+1) V Lp (2+1) E Lp E FB FB FB

Canal navegável

3.5 Sistema IALA de balizamento

Distingüir os sistemas A e B da IALA.

Apresentar detalhadamente as carcterísticas


dos sinais laterais, de canal preferencial, cardinais,
perigo isolado e águas seguras da IALA B.

63
INST
MARINHARIA

Propósito

Proporcionar ao aluno conhecimentos básicos sobre marinharia para a operação


de embarcações mercantes.

1 Nomenclatura das embarcações

Objetivos

• Definir castelo de proa, tombadilho, superestrutura, conveses, casco e seus


acessórios, quilha, cavernas, porões, compartimento de motores e casa do leme;
• identificar proa, popa, bordos, regiões do casco, linha d’água, borda, portas e
gaiútas;
• identificar cabeço, cunho, olhal, arganéu, tamanca, malagueta e turco; e
• identificar bueiro, escotilha, agulheiro, escotilhão, vigia, olho-de-boi, embornal,
portaló, gateira e escovém.

1.1 Definições preliminares

Conceituar embarcação.

Definir navio.

1.2 Classificação

Classificar as embarcações de três maneiras; quanto ao:


• fim a que se destinam;
• material de construção do casco; e
• sistema de propulsão.

Explicar que algumas embarcações modernas são construídas de fibra de vidro ou


novos materiais compostos e que existem embarcações que utilizam mais de um tipo de
propulsão.

Citar exemplos de embarcações para cada classificação apresentada.

1.3 Identificação de corpos e partes

Definir e descrever corpos, proa,


popa, meia nau, bordos, bochecha,
través e aletas.
64
1.4 Nomenclatura da embarcação

Apresentar uma introdução do assunto, citando alguns nomes de partes importantes


de uma embarcação, e explicando que a partir desse ponto os alunos terão oportunidade
de travar conhecimento com palavras até então desconhecidas que nomeiam as diversas
partes de uma embarcação.

Definir casa do leme, casco, castelo, cavernas, convés, hélice, leme, mastros,
porões, praça de máquinas, quilha, superestrutura e tombadilho.

Conceituar linha d’água e linha de flutuação.

Destacar que quando a embarcação está completamente carregada a linha de


flutuação coincide com a parte superior da linha d’água.

1.5 Aberturas no casco

Detalhar as diversas aberturas encontradas em uma embarcação: portaló, portas,


portas de visita, escotilha, escotilhão, agulheiro, bueiro, embornal, saída d’água, vigia e
olho de boi, gaiúta, gateira, escovém.

Alertar para a importância da porta estanque.

1.6 Pontos de fixação dos cabos

Identificar os diversos acessórios e


equipamentos situados no convés utilizados para
laborar cabos: cabeços, buzina, tamanca, cunho e
malagueta.

Explicar a utilidade de um turco para içar e arriar carga.

Citar vantagens e desvantagens de cada um dos tipos de turco: comum, de rebater,


quadrantal de Wellin e rolante.

65
INST
2 Cabos

Objetivos

• Identificar os diversos tipos de cabos de fibra e suas principais utilizações;


• citar os cuidados no uso e na conservação dos cabos de fibra;
• definir cargas de ruptura, de trabalho e fator de segurança;
• identificar os diversos tipos de cabos de arame e suas principais utilizações;
• citar os cuidados no uso e conservação dos cabos de laborar; e
• citar as vantagens dos cabos de arame.

2.1 Cabos e sua utilização

Definir cabo e apresentar as cordas de bordo.

Conceituar cabo solteiro, boça, beta e espia.

Descrever como um cabo é formado. Definir fibra, fio de carreta, cordão e cabo de
massa.

Apresentar as características dos diversos tipos de cabos: vegetal, sintético, de


arame e mistos.

Exemplicar alguns trabalhos realizados com cabos.

2.2 Aduchas de cabos

Conceituar coca e mostrar a importância em desfazê-


la em um cabo.

Demonstrar como colher os cabos em aduchas:


pandeiro, à inglesa ou em cobros.

Destacar a necessidade de cuidados para que os cabos não ressequem, percam


a sua elasticidade ou partam-se.

2.3 Tipos de cabos

Definir cabos de especiais e de fibras sintéticas.

Descrever as vantagens do cabo de fibras sintéticas.

2.4 Carga de ruptura

Conceituar carga de ruptura.


66
Destacar a diferença entre carga de trabalho e carga de ruptura de um cabo.
2.5 Cabos de arame

Descrever como são formados os cabos de arame.

Definir madre ou alma, perna e fio.

Mostrar como identificar um cabo de arame pelo número de cordões e pelo número
de fios por cordão.

Apresentar as causas do desgaste de um cabo de arame.

2.6 Cuidados com os cabos

Detalhar os cuidados específicos para com os cabos de arame.

Destacar a utilização de lubrificantes nos cabos de arame.

2.7 Vantagens dos cabos de arame

Apresentar as vantagens e as desvantagens dos cabos de arame frente aos de


fibra sintética.

67
INST
3 Poleame e aparelhos de laborar

Objetivos

• Identificar moitão, patesca, cadernal e catarina;


• definir goivado, perno, morder, tesar, gurnir e laborar;
• identificar os principais tipos de aparelhos de laborar: teque, talhas e estralheiras;
• descrever o rendimento dos aparelhos de laborar; e
• identificar os principais acessórios dos aparelhos de laborar: sapatilhos, gatos,
manilhas, macacos, terminais e grampos.
gato

tornel
3.1 Definições preliminares

Apresentar os poleames surdos: bigota e sapata.

Descrever os poleames de laborar: perno


Detalhar um moitão e mostrar perno, caixa, gorne, tornel
e gato.

3.2 Termos usados nos aparelhos e fainas de laborar

Identificar os tipos de manilhas e gatos. gorne caixa

Explicar o significado dos verbos alar, aliviar, beijar, descochar, desgurnir, gurnir,
laborar, morder, rondar e tesar.

3.3 Aparelhos de laborar

Definir e explicar o funcionamento de um aparelho


de laborar.

Conceituar moitão e cardernal.

Identificar os principais tipos de aparelhos de


laborar: moitão, teque, talhas e estralheiras.

3.4 Rendimento do aparelho de laborar

Demonstrar como calcular o rendimento de um


aparelho de laborar de acordo com as características
de seu poleame.

68
teque
3.5 Acessórios dos aparelhos de laborar

Explicitar as vantagens e desvantagens da talha patente em relação à talha manual.

Descrever os acessórios de um talha patente.

Apresentar utensílios marinheiros usados nas fainas de içar e arriar pesos: macacos
esticadores, grampos patentes e terminais.

69
INST
4 Aparelho de fundear e suspender

Objetivos

• Identificar a nomenclatura dos componentes das âncoras e seus principais tipos;


• definir amarra, quartel, elo patente, tornel e malhete;
• descrever a composição de uma amarra;
• identificar a pintura e as marcas de identificação dos quartéis de uma amarra;
• distinguir cabrestante, molinete e máquina de suspender; e
• identificar as vozes de manobra para largar e entrar com o ferro.

4.1 Âncoras e seus componentes

Descrever uma âncora ou ferro e explicar sua utilidade a bordo.

Definir as partes de uma âncora: cepo, anete, haste, unha, braço e pata.

Apresentar os tipos de âncoras usados a bordo de navios: almirantado, patente e


danforth.

Anete

Haste

Unha

Pata

Braço

4.2 Amarra

Definir amarra, elos patente e de corrente, malhete, tornel e filame.

Identificar quartelada e quartéis.

4.3 Composição de uma amarra

Descrever detalhadamente os componentes da amarra: diversos tipos de elo, tornel,


malhete e quartel.
70
Identificar os dispositivos e equipamentos do aparelho de fundear e suspender:
cabrestante, escovém, gateira, abita, mordente e paiol da amarra.

Anete Elo C Tornel

Elo alongado
com malhete Elos comuns Elo C

4.4 Pintura dos quartéis

Explicar o motivo para a marcação de cada um dos quartéis da amara.

Apresentar os dois métodos de marcação de quartéis da amarra.

4.5 Máquina de suspender

Descrever uma máquina de suspender e explicar sua função.

Definir coroa de Barbotin, cabrestante, molinete e guincho.

Mostrar a diferença entre cabrestante e molinete.

Máquina de suspender

4.6 Vozes de Manobra

Enfatizar a importância da comunicação entre o passadiço e a proa, de modo que


não haja interpretação duvidosa e as manobras sejam cumpridas com precisão.

Descrever o significado das diversas vozes de manobra padronizadas utilizadas na


faina de fundear e suspender: ferro pronto, larga o ferro, ferro n’água, como diz o ferro ou 71
a amarra, qual o filame, ferro arrancou, a olho, pelos cabelos, no escovém e em cima. INST
5 Embarcações fluviais

Objetivos

• Citar os tipos de embarcações fluviais e suas aplicações (empurradores, chatas


e outras);
• classificar as embarcações fluviais;
• descrever a utilização dos diversos tipos de embarcações fluviais;
• descrever os arranjos de convés de uma embarcação fluvial; e
• identificar os equipamentos mais comuns de uma embarcação fluvial.

5.1 Introdução

Explanar a diversidade de embarcações


encontradas nas águas interiores brasileiras.

Exemplificar a utilização dos diversos


tipos de embarcação para transportar gado,
pesca, transportes de carga e de passageiros.

Destacar o comboio formado por


rebocador/empurrador e chatas de carga como
uma configuração típica de águas restritas.

5.2 Tipos de embarcações

Exemplificar as embarcações típicas de águas interiores: na navegação fluvial e


lacustre, nos comboios, no reboque a contrabordo, nas travessias de passageiros e nos
grandes cargueiros da Amazônia.

72
5.3 Classificação

Citar a classificação das embarcações típicas da navegação interior.

5.4 Algumas embarcações fluviais

Apresentar os diversos tipos de embarcações utilizadas nos mais variados ambientes


fluviais brasileiros.

5.5 Equipamentos das embarcações fluviais

Citar os equipamentos principais de uma embarcação fluvial: aparelhos de fundear


e suspender, aparelhos de carga e descarga, aparelhos propulsores, aparelhos de governo,
material e equipamentos de salvatagem, aparelhos transmissores e receptores, etc.

73
INST
6 Manobra de embarcações

Objetivos

• Descrever a influência do hélice, do leme e sua ação conjugada nas manobras;


• descrever a utilização dos cabos de amarração;
• identificar as luzes de navegação de uma embarcação em movimento; e
• aplicar manobras padrão para atracar, desatracar, fundear e suspender
embarcações de pequeno porte.

6.1 Leme e hélice

Chamar a atenção para a tradição marinheira que considera hélice como palavra
masculina.

Definir correntes de descarga, do hélice e de esteira.

6.2 Cabos de amarração

Definir espia.

Descrever a amarração padrão de uma embarcação


com lançantes, espringues e través.

6.3 Luzes de navegação

Destacar que as regras referentes às luzes são observadas desde o pôr até o
nascer do sol.

Enfatizar que não se devem exibir outras luzes que possam causar confusão.

6.4 Mantendo o rumo

Descrever o drogue e a âncora flutuante.

Pé de Lona
Cabo de galinha
reboque

Retinida
74
NOCÕES DE NAVEGAÇÃO

Propósito

Proporcionar ao aluno conhecimentos básicos sobre navegação e equipamentos


náuticos auxiliares.

1 Conceitos básicos

Objetivos

• Definir paralelos, meridianos, latitude e longitude;


• identificar as principais características de uma carta náutica e de um croqui de
navegação;
• definir rumo, marcação, nortes verdadeiro e magnético;
• plotar a posição da embarcação na carta; e
• traçar uma derrota simples na carta.

1.1 Paralelos, meridianos e coordenadas geográficas

Definir paralelos e meridianos, exemplificando o


Equador e o Meridiano de Greenwich.

Definir as coordenadas geográficas latitude e


longitude.

1.2 Cartas náuticas

Apresentar uma carta náutica, identificar os pontos notáveis e demonstrar com


determinar a posição e a medida de distâncias.

Descrever a escala da carta e explicar a sua importância na escolha da carta para


a navegação.

Apresentar um croqui de navegação que substitui a carta náuticas na navegação


em diversos rios brasileiros.

1.3 Rumos e marcações

Explanar que as cartas náuticas têm orientação para o


norte verdadeiro e que fornecem informações para se determinar
o norte magnético.

Definir rumo verdadeiro, declinação magnética, desvio


da agulha magnética e variação da agulha. 75
INST
Descrever como é calculada a atualização da declinação magnética.

Definir rumo magnético e rumo da agulha.

Conceituar e exemplificar marcações verdadaeira, magnética e da agulha.

Explanar marcações relativa e polar.

1.4 Plotagem da posição

Demonstrar como utilizar a régua paralela e o compasso para determinar a posição


na carta náutica.

Descrever como é determinada a posição na carta náutica.

Explicar como traçar o rumo entre dois pontos na carta náutica.

Demonstrar como medir a distância entre dois pontos na carta náutica.

1.5 Derrota na carta náutica

Demonstrar como traçar a derrota na carta náutica conhecendo-se os pontos de


partida e chegada.

Citar que devem ser considerados os efeitos dos ventos e das correntes no trecho
em que se deseja navegar .

Detalhar na derrota as distâncias entre os pontos, o tempo de viagem e os rumos a


serem seguidos.

Citar que deve ser estabelecida a Hora Estimada de Chegada (ETA), após analisar
76 todos os dados da derrota.
2 Navegação fluvial

Objetivos

• Descrever as características da hidrovia;


• utilizar o ecobatímetro (eco-sonda) para obter informações sobre profundidade;
• identificar o contorno das margens e a presença de outra embarcação pela
apresentação radar;
• utilizar outros equipamentos de auxílio a navegação disponíveis na hidrovia;
• descrever as regras de navegação em comboios;
• descrever os fundamentos da navegação por eclusas e canais artificiais: prioridade
de passagem, equipamentos obrigatórios, sinalização, aproximação e espera;
• descrever as normas gerais para navegação de travessia, requisitos da
embarcação, material de salvatagem e comunicação;
• descrever as regras de navegação por empurra; e
• descrever as regras de navegação com reboque pela popa e a contrabordo.

2.1 Características das hidrovias

Destacar que a segurança das hidrovias dependem de um trabalho contínuo com


relação ao balizamento e à sinalização náutica.

Enfatizar que sempre que as características impedirem a utilização dos sinais


previstos nas convenções para o balizamento
marítimo, devem ser usadas as convenções para
a sinalização náutica por meio de marcas diurnas
(sinalização gráfica) no balizamento das
hidrovias interiores.

2.2 Radar

Citar a origem da sigla radar.

Descrever o funcionamento do equipamento e exemplificar as informações que ele


é capaz de fornecer.

Citar as faixas de freqüência “X” e “S “ utilizadas pelos radares e como eles devem
ser empregados.

2.3 Ecobatímetro

Descrever o funcionamento do ecobatímetro.

Destacar que deve-se somar à profundidade medida o calado do navio.

Chamar a atenção para a importância do ecobatímetro na navegação fluvial. 77


INST
2.4 Auxílios à navegação

Definir sinalização náutica.

Explicar para a finalidade da sinalização náutica


complementar usada na navegação fluvial e lacustre.

Definir sinal de auxílio à navegação.

Exemplificar os acessórios dos sinais náuticos.

Descrever a direção convencional do balizamento, de jusante para montante.

Definir margens esquerda e direita.

Os sinais náuticos complementares previstos para os balizamentos lacustre e fluvial


recomendam ações a serem empreendidas pelo navegante e, também, usados para
disciplinar o tráfego das embarcações.

2.4.1 Sinalização náutica complementar

Apresentar alguns sinais complementares de balizamento das hidrovias interiores,


ressaltando que eles serão vistos em profundidade na disciplina Regras de Manobra e
Sinalização Náutica.

Identificar a sinalização luminosa de pontes.

2.4.2 Balizamento da Hidrovia Paraguai-Paraná

Apresentar os sinais característicos do regulamento único de balizamento da hidrovia


Paraguai-Paraná.

2.4.3 Balizamento da Hidrovia do Marajó

Apresentar o sistema de sinalização e acompanhamento das embarcações ao longo


da ligação dos rios Atuá e Anajás.

Ressaltar que o balizamento foi concebido levando em conta as adaptações às


condições particulares da hidrovia.

2.4.4 Balizamento da Hidrovia do São Francisco

Descrever as placas e bóias de sinalização do canal navegável do Rio São Francisco.

2.5 Regras de navegação em comboio

Definir comboio de navegação fluvial.

78 Destacar que a constituição dos comboios pode diferir para cada hidrovia e, também,
entre trechos da mesma hidrovia.
Exemplificar os fatores que influenciam o estabelecimento do tamanho do comboio
para uma hidrovia.

Enfatizar que a segurança da navegação depende do conhecimento das normas


específicas para cada hidrovia.

2.5.1 Hidrovia Tietê-Paraná

Descrever a formação do comboio nesta hidrovia.

Identificar o sistema de balizamento utilizado na hidrovia.

Detalhar as condições de tráfego nos canais de acesso.

2.5.2 Hidrovia Paraguai-Paraná

Descrever a formação do comboio nos diversos trechos dessa hidrovia.

2.5.3 Hidrovia do Tocantins

Explicar a necessidade de um Sistema de Transposição de Desnível resultante da


construção da barragem de Tucuruí.

Apresentar as dimensões limites dos comboios dessa hidrovia.

2.5.4 Hidrovia do Marajó

Descrever a finalidade do canal entre os rios Atuá e Anajás da hidrovia do Marajó.

Apresentar as características básicas do comboio-tipo dessa hidrovia.

2.6 Fundamentos da navegação por eclusas e canais artificiais

Apresentar as definições necessárias ao entendimento do assunto eclusa.

Descrever as condicionantes da passagem por eclusas.

Destacar os equipamento que a embarcação obrigatoriamente deve possuir para a


eclusagem.

Alertar em que situações a eclusagem é proibida.

Identificar as restrições quanto: a área de segurança, ao


transporte de cargas perigosas e aos horários e prioridade de
passagem pela eclusa.

Destacar a importância da sinalização convencionada para


ordenamento da eclusagem.
79
INST
Explicar o procedimento para a aproximação das eclusas e espera para eclusagem.

Enfatizar a necessidade da prevenção do meio ambiente e do combate à poluição


nas eclusas e em todo canal navegável da hidrovia.

Explanar as normas de Tráfego de embarcações por canais artificiais.

Explicar que as embarcações devem fornecer informações referentes à segurança


antes de inciar a eclusagem.

2.6.1 O processo de eclusagem de uma embarcação

Descrever todo o processo de eclusagem para uma embarcação vencer um desnível.

2.7 Navegação de travessia

Apresentar as normas gerais para a navegação de travessia.

Destacar os requisitos necessários da embarcação que realiza navegação de


travessia.

Enfatizar as restrições ao transporte de carga perigosa.

Listar as informações que devem ser prestadas aos usuários.

Explicitar a importância da existência da dotação de material de salvatagem e


primeiros socorros estabelecido pela Autoridade Marítima.

Deveres do concessionário

Listar os deveres do Concessionário, na


qualidade de Armador ou Proprietário da embarcação.

Capacidade de Transporte
80
Chamar a atenção que o número de veículos transportados, bem como a quantidade
de passageiros a bordo deverão estar de acordo com o peso máximo de carga e o número
de passageiros autorizados, conforme as normas da Autoridade Marítima.

2.8 Navegação por reboque e empurra

Mostrar as luzes e marcas a serem exibidas em cada situação de reboque e empurra,


de acordo com o que determina o RIPEAM.

2.8.1 Equipamentos e auxílios à navegação fluvial

Descrever como funciona o sistema de governo de proa (Boat Thruster).

Explicitar as características e as vantagens da propulsão azimutal em rebocadores


e empurradores.

Descrever o sistema de bóias de amarração de barcaças fluviais vazias.

81
INST
PINTURA E CONSERVAÇÃO DE EMBARCAÇÕES

Propósito

Proporcionar ao aluno conhecimentos básicos sobre as técnicas de pintura e de


conservação de embarcações.

1 Agentes e fenômenos que afetam a conservação de embarcações

Objetivos

• Explicar como se processa a oxidação das superfícies metálicas;


• definir: ponto de orvalho, “holding primer”, grau de intemperismo, limpezas
mecânica;
• definir esquema de pintura; e
• citar os fatores que agravam a ação dos agentes nocivos às estruturas metálicas,
à madeira e à fibra de vidro.

Introdução

Nesta primeira parte o professor deve conceituar corrosão, chamando atenção do


aluno para os prejuízos financeiros e incidentes e acidentes causados pelo descaso com
a manutenção de superfícies metálicas.

Mostrar ao aluno que nos países tropicais, nos quais se inclui o Brasil, estão as
condições mais propícias ao desenvolvimento da corrosão, apresentando os agentes que
afetam a conservação de embarcações, principalmente a umidade e a tempertatura.

Quando possível, ilustrar com projeção de fotografias de estruturas deterioradas


pela corrosão obtidas na área onde o curso se desenvolve.

1.1 O processo de oxidação das superfícies metálicas

Estimular o aluno ao entendimento do processo de oxidação utilizando linguagem


simplificada e exemplos do cotidiano.

82
1.1.1 A Pilha de corrosão

Fazer uso de recurso visual, como transparência, e apresentar os esquemas


ilustrados nas figuras das páginas 5 e 6 do manual do aluno e dissertar, objetivamente e
em linguagem clara e acessível ao aluno, sobre os componentes ali apresentados e qual
o papel deles na pilha de corrosão.

1.1.2 Corrosão

Fazendo uso de recurso visual, como transparência, apresentar o esquema ilustrado na


figura da página 7 do manual do aluno e dissertar, objetivamente e em linguagem clara e
acessível ao aluno, sobre o comportamento dos metais, salientando que eles, por
interferência do homem, encontram-se numa forma instável e que a forma estável deles é
a de minério, como são encontrados na natureza.

Comentar sobre metalurgia e os processos de transformação de minérios, para


obtenção do mais variados metais.

Apresentar os diversos efeitos provocados pela corrosão.

1.2 Definições

1.2.1 Ponto de orvalho

1.2.2 “Holding Primer”

1.2.3 Laminação

1.2.4 Carepa de laminação

1.2.5 Grau de intemperismo

Explicar em linguagem acessível ao aluno, a definição de cada um dos termos


acima, buscando exemplificar com acontecimentos do cotidiano a bordo de uma
embarcação.

Buscar material deteriorado pela corrosão e, juntamente com a turma, identificar o


grau de intemperismo em que este material se encontra.

1.3 Fatores agravam a ação dos agentes nocivo

Citar os diversos fatores que contribuem para agravar os problemas de corrosão:


• Grandes variações de temperatura do ambiente;
• Esforço mecânico;
• Temperaturas elevadas das chapas de aço;
• Pinturas sobre superfície sujas, oleosas, úmidas ou com tratamento inadequado;
• Pintura com tinta não recomendada para o local;
• Pintura sobre chapa de aço muito quente; e
• Desrespeitar as recomendações do fabricante das tintas quanto ao solvente e 83
sua melhor forma de aplicação. INST
2 Esquemas de pintura de embarcações fluviais

Objetivos

• Citar os processos de limpeza e preparo da superfície a ser pintada; e


• detalhar os produtos componentes do esquema de pintura de embarcações que
navegam em água doce para cascos de ferro e de madeira, especificando o
número de demãos, espessura das demãos de tinta e fatores condicionantes
para execução da faina.

2.1 Os processos de limpeza por ação mecânica

2.1.1 Manual

Apresentar os equipamentos
utilizados na limpeza manual mostrados na
figura ao lado. A exposição deve ser
enriquecida com comentários sobre a
qualidade deste trabalho e a qual grau de
intemperismo pode ser aplicado. Peças
ilustradas na figura devem ser levadas para
a sala de aula.

2.1.2 Com ferramentas mecânicas manuais

Descrever o método de limpeza e destacar seus inconvenientes.

2.1.3 Decapagem

A demonstração da decapagem pode ser conseguida por meio da utilização de


ácido de baixa concentração, facilmente adquirido no comércio, e com a utilização de um
parafuso ou prego enferrujado a ser mergulhado neste ácido por algum tempo. O aluno
ficará muito motivado caso esta iniciativa seja tomada.

2.2 Esquema de pintura

Comentar a importância da escolha da tinta adequada.

Apresentar os componentes da tintas, tais como:


• Veículo ou resina;
• Solvente; e
• Pigmentos

2.2.1 Preparação da superfície metálica

84 Chamar a atenção para o fato de que a preparação da superfície é um elemento


fundamental do sucesso de um esquema de pintura eficiente e duradouro.
2.2.2 Aplicação da tinta de fundo ou “primer”

Lembrar que hoje já existem no mercado tintas de fundo que dispensam a retirada
do óxido, mas que seus preços são muito elevados, o que limita seu uso.

2.2.3 Aplicação da tinta de acabamento

Destacar a importância da impermeabilidade da tinta e da sua capacidade de


aderência sobre a superfície pintada.

2.3 Pintura de embarcações com casco de aço

Dar destaque aos cuidados especiais que o aço exige. Por exemplo, com uso de
transparência, escrever o seguinte:

Lembre-se que, para pintura, a superfície deve estar limpa e seca.

2.4 Pintura de embarcações com casco de Madeira

Lembrar que as ferramentas mecânicas manuais são as mais recomendadas no


tratamento de cascos de madeira, com destaque para lixadeiras e escovas rotativas.

85
INST
3 Tratamento e pintura

Objetivos

• Citar os principais utensílios de pintura, especificando sua utilização; e


• descrever os procedimentos básicos para manutenção dos utensílios e
equipamentos de tratamento e pintura.

Introdução

O aluno, ao término desta unidade, deverá estar familiarizado com os diversos


utensílios utilizados no tratamento e pintura de embarcações e conhecer suas vantagens
e desvantagens, bem como melhores condições de utilização.

3.1 Utensílios e equipamentos

Descrever os utensílios e equipamentos de


tratamento e pintura, ressaltando suas vantagens e
limitações e exemplificando seu emprego a bordo de
uma embarcação.

4 Precauções de Segurança

Objetivos

• Explicar os cuidados a serem observados no armazenamento de tintas e solventes;


• citar o equipamento de proteção individual (EPI) a ser utilizado nas fainas de tratamento
e pintura, notadamente quando trabalhando em ambientes confinados; e
• citar as providências a serem observadas antes, durante e depois das fainas de
pintura.

Introdução

O conceito de segurança no trabalho deverá estar


solidificado ao término desta unidade, os riscos a que estará
exposto o trabalhador que não utiliza o EPI deverão ficar
claros.

86
4.1 Armazenamento de tintas e solventes

Dar destaque aos cuidados para assegurar uma operação segura, por exemplo,
com uso de transparência escrever o seguinte:

Seja cuidadoso e preserve sua vida e a de seus companheiros.

4.2 Equipamento de Proteção Individual (EPI)

Enfatizar que o uso do EPI apropriado é de fundamental importância para a


segurança de quem executa o serviço de tratamento e pintura de embarcações.

Descrever os tipos de EPI normalmente utilizados nas fainas de pintura.

4.3 Pintura em espaços confinados (asfixia)

Chamar a atenção para os cuidados especiais na pintura em espaços confinados


para evitar graves seqüelas e até a morte.

4.4 Faina de Pintura

Descrever as providências a serem tomadas antes, durante e depois de uma faina


de pintura.

87
INST
NOÇÕES DE ESTABILIDADE

Propósito

Proporcionar ao aluno conhecimentos básicos sobre a estabilidade de uma


embarcação marítima.

1 Geometria da embarcação

Objetivos

• Definir planos de flutuação, longitudinal e transversal, linhas d’água e de flutuação,


seções transversal e mestra;
• identificar as dimensões lineares da embarcação: comprimentos total e entre
perpendiculares, boca, pontal, calado, trim e banda; e
• explicar o significado das linhas de carga do disco de Plimsoll.

Antes de iniciar a disciplina destacar a importância do estudo da estabilidade na


segurança das embarcações, objetivando mostrar que é fundamental sempre mantê-las
na condição estável.

Explicar, também, detalhadamente porque a estivagem das cargas tem importância


na manutenção da estabilidade.

1.1 Plano de flutuação

Definir seção mestra e planos de base, diametral, transversa e de flutuação.

Explicar a importância do plano de flutuação na leitura e determinação dos calados


das embarcações.

88
1.2 Dimensões Lineares da Embarcação

Citar as características lineares do navio empregadas nos cálculos de estabilidade.

Citar os planos de base, diametral e transversal a meio navio e sua importância na


determinação das cotas dos centros de gravidade dos pesos existentes a bordo.

Destacar o cálculo do calado médio e sua importância como elemento de entrada


na tabela de dados hidrostáticos e escala de porte.

Citar as situações do navio em águas parelhas, derrabado e embicado.

Identificar a banda e a situação de banda permanente.

Citar as características de peso utilizadas nos cálculos de carregamento.

1.3 Utilização das escalas de calado

Destacar a importância da utilização das escalas de calado e de porte na


determinação dos valores hidrostáticos aplicados nos cálculos de estabilidade.

Dar ênfase com exercícios práticos da aplicação da escala de porte na determinação


dos valores dos deslocamentos e portes da embarcação.

89
INST
2.Estabilidade e Flutuabilidade

Objetivos

• Conceituar empuxo e o Princípio de Arquimedes;


• definir centros de gravidade e de carena;
• definir flutuabilidade, reserva de flutuabilidade e borda livre; e
• explicar a influência da arrumação da carga no equilíbrio da embarcação.

2.1 Empuxo e Princípio de Arquimedes

Conceituar flutuabilidade.

Associar o efeito da flutuabilidade e a reserva de flutuabilidade na segurança de


uma embarcação.

Demonstrar de uma maneira prática o efeito da força de empuxo e seu efeito na


flutuabilidade do navio.

2.2 Centros de Gravidade e de Carena

Demonstrar através de desenhos as posições dos pontos notáveis da estabilidade


transversal.

Explicar a movimentação do centro de gravidade do navio nos sentidos vertical e


transversal em função do embarque, desembarque e movimentação de peso a bordo de
uma embarcação.

p1

B
B’

90
2.3 Flutuabilidade, Reserva de Flutuabilidade e Borda Livre

Relacionar flutuabilidade e reserva de flutuabilidade.

Destacar que a reserva de flutuabilidade varia em função do embrque e sembarque


de cargas.

Conceituar borda livre e a segurança da embarcação.

2.4 Arrumação da carga no equilíbrio da embarcação

Dar ênfase ao planejamento do carregamento para estabelecer uma boa condição


de equilíbrio de uma embarcação.

Destacar o caderno de estabilidade nos cálculos de estabilidade de uma embarcação.

Explanar porque as mercadorias devem, preferencialmente ser estivadas no cobro


do porão.

Explicar porque é importante antes de iniciar um carregamento calcular o valor da


altura metacêntrica.

Ressaltar a importância da operação correta do lastro nos navio porta-contêineres.

Enfatizar a importância da boa distribuição da carga para se manter uma boa


condição de estabilidade e valor adequado da GM durante o carregamento, travessia e
portos de descarga.

91
INST
NOÇÕES DE ESTIVAGEM DE CARGA

Propósito

Proporcionar ao aluno conhecimentos básicos sobre arrumação e estivagem de


carga.

1 Movimentação de carga

Objetivos

• Identificar os principais acessórios para movimentação de carga: moitão, patesca,


cadernal, catarina, gato, manilha, grampos e lingas; e
• identificar os principais equipamentos para movimentação de carga: guindaste,
pau-de- carga, transtêiner, portêiner, ponte rolante e empilhadeiras.

Antes de inciar a disciplina alertar os alunos para a importância do emprego do


fator de estiva e quebra de estiva no bom aproveitamento dos espaços destinados a
estivagem das cargas e, também, para a utilização das técnicas de separação, peação e
escoramento na segurança da estivagem, evitando a avaria da carga.

1.1 Acessórios utilizados na movimentação de carga

Descrever os acessórios utilizados na movimentação de carga.

Exemplificar a utilização dos principais acessórios utilizados na movimentação de


carga.

1.2 Equipamentos para movimentação de carga

Descrever os equipamentos utilizados nas operações


de carga geral e contêineres

92
2 Arrumação e estivagem

Objetivos

• Definir fator de estiva, quebra de estiva e unitização;


• definir contêiner e citar seus principais tipos;
• definir granéis e ângulo de repouso; e
• definir separação e segregação de cargas.

2.1 Introdução

2.1.1 Fator de Estiva

Conceituar fator de estiva nos cálculos de carregamento.

Exemplificar o cálculo de fator de estiva de um volume de carga geral.

2.1.2 Quebra de Estiva

Conceituar quebra de estiva nos cálculos de carregamento.

Explanar como a quebra de estiva pode variar.

Efetuar cálculo do volume de estivagem em face do valor da quebra de estiva.

Enumerar as causas da quebra de estiva da carga geral solta e unitizada.

Relatar em que situação a carga a granel apresenta uma pequena quebra de estiva.

93
INST
2.1.3 Unitização da carga

Estabelecer a diferença entre a carga fracionada e unitizada.

Descrever as formas de unitização das cargas.

2.2 Contêineres

Conceituar contêiner.

Identificar as vantagens e desvantagens da utilização dos contêineres.

Explicar porque os contêineres devem ser padronizados no transporte marítimo.


Identificar as dimensões dos principais contêineres utilizados no transporte marítimo.

Descrever os tipos de contêineres utilizados no transporte marítimo.

Especificar a utilização dos contêineres utilizados no transporte marítimo.

Estabelecer a diferença entre o contêiner integrado e o “vent hole”.

94
2.3 Cargas a granel e ângulo de repouso

Conceituar carga a granel.

Classificar carga a granel.

Explicar porque a carga a granel deve


ser rechegada durante o seu transporte
marítimo.

Conceituar ângulo de repouso.

Relatar a importância do conhecimento do ângulo de repouso.

2.4 Separação e segregação da carga

Conceituar separação da carga.

Explicar porque é importante a separação da carga.

Conceituar dunagem.

Conceituar segregação da carga.

Estabelecer a diferença entre separação e segregação de uma carga.

Identificar tipos de carga geral que necessitam de segregação.

95
INST
3 Peação e escoramento

Objetivos

• Definir peação e escoramento;


• identificar os principais acessórios utilizados na peação: cabos de fibra e de aço,
macacos, correntes, espuma e pneus;
• identificar os principais acessórios utilizados no escoramento: caibros, pernas
de três, cunhas de madeira e de aço; e
• definir separação e segregação de cargas.

3.1 Peação

Conceituar peação.

Citar os materiais utilizados na peação de


carga geral.

Citar os materiais utilizados na peação dos


contêineres.

3.2 Escoramento

Conceituar escoramento.

Explicar porque a operação de escoramento no convés é indispensável.

Identificar os materiais utilizados no escoramento da carga geral.

Identificar os tipos de escoras utilizados no escoramento da carga geral.

Exemplificar, por meio de desenhos, a maneira correta de fazer o escoramento de


uma carga.

Explicar a utilização da cunha de madeira no escoramento da carga geral em uma


embarcação.

escora inclinada
reforço

carga borda falsa

96 escora horizontal
reforço
SISTEMAS DE MÁQUINAS

Propósito

Proporcionar ao aluno conhecimentos básicos sobre os sistemas de máquinas de


embarcações fluviais.

1 Componentes e sistemas elétricos

Objetivos

• Definir tensão e corrente elétrica, diferença de potencial (ddp), suas unidades e


o uso da terra como referência;
• conceituar correntes contínua (CC), alternada (CA), amplitude, freqüência,
período e valor eficaz, exemplificando com valores típicos encontrados a bordo;
• definir potência elétrica e sua unidade de medida;
• conceituar potência em corrente contínua e alternada, diferenciando potência
média de reativa;
• identificar em diagrama de um circuito elétrico de bordo a simbologia dos principais
componentes, suas especificações e finalidades (resistores, chaves, fusíveis,
disjuntores, quadros de distribuição, reguladores de voltagem, fios e cabos);
• conceituar resistividade, condutividade e resistência elétrica de um condutor
cilíndrico;
• explicar a importância do dimensionamento dos componentes de um circuito
elétrico;
• citar as principais fontes geradoras de energia elétrica encontradas a bordo;
• descrever o princípio de funcionamento dos geradores elétricos e dos alternadores;
• explicar a função do regulador de voltagem;
• definir sincronização e paralelismo de geradores;
• descrever a finalidade dos quadros elétricos;
• descrever o princípio de funcionamento da bateria de acumuladores;
• citar os principais tipos de baterias de acumuladores: chumbo ácida e níquel
cádmio;
• relacionar as providências básicas para manutenção, manuseio e armazenamento
das baterias de acumuladores;
• identificar os sintomas de mau funcionamento das baterias, geradores e
alternadores;
• identificar os principais instrumentos elétricos de medida: multímetro, voltímetro,
amperímetro, amperímetro alicate, ohmímetro, megômetro e wattímetro;
• efetuar medidas de tensão, corrente, resistência e teste de continuidade,
resistência de isolamento e potência utilizando voltímetro e multímetro,
amperímetro, ohmímetro, megômetro e wattímetro respectivamente; e
• explicar a utilização do densímetro.

97
INST
Evolução das máquinas

Destacar a importância do estudo dos


Sistemas das Máquinas Propulsoras e Auxiliares
empregados nas embarcações fluviais para o
profissional aquaviário.

Explicar como ocorre a propulsão de uma


embarcação, partindo da maneira mais natural
até as tecnologias atuais.

Demonstrar as forças que interagem para ocorrer o deslocamento de uma


embarcação.

Explicar detalhadamente como evoluiu o sistema de propulsão das embarcações,


ressaltando o rendimento de cada tipo.

Distinguir as formas de energia empregada para a propulsão de uma embarcação.

Classificar as embarcações segundo a Organização Marítima Internacional (IMO).

1.1 O que é a eletricidade?

Destacar a importância do conhecimento sobre a eletricidade e os meios de geração


para o profissional aquaviário.

Analisar as principais teorias da física sobre a eletricidade.

Incentivar os alunos a ler as biografias dos cientistas que elaboraram as teorias


sobre a eletricidade.

1.2 O que é Magnetismo?

Demonstrar as principais
características do eletromagnetismo.
Agulha
Destacar as principais aplicações imantada Linhas do campo
do eletromagnetismo no nosso dia-a-dia. magnético

Mostrar o fenômeno do campo


Ímã
magnético.

Demonstrar o fenômeno da
atração e repulsão provocado pelo
eletromagnetismo. Agulha
imantada

98
1.3 Estrutura atômica da matéria

Analisar os elementos que compõem a estrutura atômica da matéria.

Demonstrar como é produzida a corrente elétrica.

Dar ênfases aos meios empregados para produzir a corrente elétrica.

1.4 Cargas Elétricas

Demonstrar e analisar as experiências sobre cargas elétricas.

Mostrar a aplicação da lei de Coulomb.

1.4.1 Condutores e Isolantes

Explicar como deve ser empregado os condutores elétricos.

Mostrar como atua o isolante elétrico.

1.4.2 Efeito Hall


Força de repulsão
Demonstrar na prática o efeito Hall.
F
1.5 Corrente elétrica

Conceituar corrente elétrica.


-F
1.5.1 Força Eletromotriz (f.e.m.)

Citar a importância da força eletromotriz (f.e.m.) na geração de energia elétrica.

Destacar os principais meios de produção de força eletromotriz.

1.5.2 Tensão ou Diferença de Potencial (d.d.p.)

Analisar as experiências que demonstram a tensão diferencial elétrica (d,d,p.).

1.5.3 Intensidade da Corrente Elétrica

Explicar o que é intensidade elétrica.

1.5.4 Efeitos da Corrente Elétrica

Analisar os efeitos da corrente elétrica, relacionados com o cotidiano do trabalho


marítimo (térmico, magnético, eletroquímico, luminescente).

99
INST
Demonstrar na prática a regra da
Sentido
mão direita.
da corrente

Mostrar o efeito do campo


magnético aplicado a solenóide. Sentido
do campo

1.5.5 Corrente Contínua (CC) e Corrente Alternada (CA)

Diferenciar corrente contínua de corrente alternada, exemplificando suas aplicações


no dia-a-dia do trabalho aquaviário.

1.6 Resistencia Elétrica

Definir resistência elétrica, demonstrando sua aplicação na prática.

1.6.1 Lei de Ohm

Analisar a lei de Ohm com relação a sua aplicação prática.

1.7 Potência e Energia Elétricas

Conceituar potência elétrica.

Resolver exercícios de cálculos das principais variáveis elétricas.

1.8 Circuitos Elétricos

1.8.1 Circuito Série

1.8.2 Circuito Paralelo

Demonstrar na prática a diferencia de circuito elétricos paralelo de circuito série.

100
1.8.3 Cabos Elétricos

Mostrar a importância das normas técnicas para classificação dos cabos condutores
de eletricidade.

1.8.4 Dispositivos de Controle e Proteção

Apresentar os componentes elétricos ressaltando suas características de utilização.

1.8.5 Sistemas de Distribuição de Energia

Analisar um sistema de distribuição de energia elétrico de uma embarcação fluvial,


identificando os símbolos empregados.

1.9 Geradores e Motores Elétricos

Demonstrar o princípio de funcionamento dos geradores elétricos.

Mostrar a freqüência de um gerador.

101
INST
1.10 Pilhas Acumuladoras Terminais de latão

Piche
Explicar, na prática, como funcionam as pilhas
Areia
e os acumuladores.
Serragem

1.10.1 Componentes das Pilhas e Acumuladores Placa positiva


Bastão de carvão
Conceituar eletrólise, eletrólito e eletrodo.
Placa negativa
Cilindro de zinco
1.10.2 Ação Química nas Pilhas
Eletrólito
Descrever como se processa a ação química
Disco de papel
nas pilhas. alcatroado
Pilha seca em corte
1.10.3 Tipos de acumuladores

Diferenciar os diversos tipos de pilhas e acumuladores


quanto ao aspecto de utilização.

Demonstrar como é verificada a carga elétrica de


acumulador es de pilha.

1.11 Medidas Elétricas

Mostrar como são empregados os principais medidores elétricos a bordo das


embarcações fluviais.

1.12 Manutenção de circuitos elétricos

Descrever as principais manutenções que devem ser executadas nos sistemas


elétricos das embarcações fluviais.
102
2 Motores empregados na propulsão de embarcaçães fluviais

Objetivos

• Citar as partes básicas que compõem os motores empregados na propulsão de


embarcações fluviais;
• identificar os componentes fixos e móveis de um motor;
• identificar os elementos componentes das peças fixas e móveis, explicando sua
finalidade;
• identificar os principais sintomas de mau funcionamento dos motores; e
• citar as providências básicas para colocar um motor em funcionamento.

2.1Classificação geral das máquinas

Classificar as máquinas, se possível, mostrando-as.

Demonstrar comoaproveitar energia solar, incentivando o seu aproveitamento.

Diferenciar as máquinas térmicas, quanto ao princípio de funcionamento,


exemplificando o seu emprego na propulsão das embarcações fluviais.

2.2 Motores Propulsores

2.2.1 Quanto ao Ciclo de Funcionamento

2.2.2 Quanto ao Tempo de Realização de um Ciclo


de Trabalho

2.2.3 Quanto à Disposição dos Cilindros

2.2.4 Quanto ao Número de Cilindros

2.2.5 Quanto ao Uso ou Aplicação

2.2.6 Quanto a Função que as Máquinas Desempenham a Bordo

Diferenciar os motores propulsores quanto ao seu ciclo de funcionamento,


exemplificando seu emprego nas embarcações fluviais.

Mostrar como ocorre nas máquinas propulsoras, empregadas nas embarcações


fluviais, a transformação da energia química do combustível em energia mecânica,
disponível no eixo propulsor.

103
INST
2.3 Termos Técnicos

Mostrar a importância do conhecimento dos termos técnicos referentes as máquinas


térmicas para o profissional aquaviário conduzir (operar) com segurança as máquinas
propulsoras e auxiliares.

2.4 Partes dos Motores de Combustão Interna

Mostrar as partes (as peças) que constituem o motores a gasolina e o motor diesel,
explicando a função de cada uma delas, os cuidados que se deve ter durante o
funcionamento e quando de sua manutenção.

Contra-
pesos
Flange

Munhão
Pinhão do mancal
de escora

Exemplificar, contando casos ocorridos, os principais defeitos que ocorrem nas


máquinas propulsoras e auxiliares das embarcações fluviais.

2.5 Ciclos Teóricos das Máquinas de Combustão Internas

Demonstrar como se traça um diagrama do ciclo de funcionamento da máquina


propulsora, como é feita sua analise e qual a finalidade.
P
C D
35 T1 T2

30

25

20
P1
15
V2

10
E
T3
5 P2
A B’
T0 B
V
104 0 V1
PMS PMI
3 Sistemas dos Motores de Propulsão

Objetivos

• Relacionar os principais sistemas dos motores empregados na propulsão de


embarcações fluviais;
• citar a finalidade e a composição básica do sistema de lubrificação dos motores;
• relacionar as providências básicas para manutenção da perfeita lubrificação do
motor;
• citar a finalidade e a composição básica do sistema de resfriamento dos motores;
• relacionar as verificações necessárias para manutenção do sistema de
resfriamento dos motores;
• citar a finalidade e a composição do sistema de injeção de combustível;
• relacionar as verificações necessárias para o perfeito funcionamento do sistema
de injeção de combustível;
• citar a finalidade e a composição básica do sistema de admissão de ar nos
motores;
• relacionar os cuidados necessários para o perfeito funcionamento dos sistemas
de admissão de ar nos motores;
• citar os tipos de sistemas mais utilizados para partida dos motores;
• relacionar os cuidados necessários à perfeita manutenção dos sistemas de partida;
• citar a finalidade e a composição do sistema de descarga dos gases;
• relacionar os cuidados básicos para o perfeito funcionamento do sistema de
descarga dos gases;
• descrever a utilização dos motores de propulsão como recurso emergencial para
esgotamento, em embarcações de pequeno e médio portes.
• explicar como o motor de propulsão possibilita a geração de energia;
• definir Cartas de Avarias e Lubrificação;
• explicar a importância da consulta constante aos manuais específicos dos motores; e
• definir manutenções preventiva e corretiva.

3.1Sistema de combustível

3.1.1 Sistema de Combustível do Motor a Gasolina

3.1.2 Sistema de Combustível dos Motores Diesel

Analisar os componentes principais do sistema de combustível dos motores a


gasolina e dos motores diesel, detalhando os problemas que eles podem apresentar e
dos cuidados que se deve ter.

Demonstrar como se faz teste das válvulas injetoras.

Mostrar como proceder para retirar o ar do sistema de injeção de combustível dos


motores diesel empregados nas embarcações fluviais.

Demonstrar como fazer a regulagem da bomba injetora.


105
Falar da importância da temperatura dos combustíveis tipo fuel-oil (pesado). INST
3.2 Sistema de ignição

Analisar os componentes do sistema de ignição dos motores a gasolina,


demonstrando como é feita a regulagem.

3.3 Sistema de lubrificação


Resfriador
Filtro
Explicar a importância da lubrificação
Bomba
nos motores marítimos, contando casos que
provocaram avarias por falta de cuidados.

Apresentar os componentes do sistema


de lubrificação dos motores propulsores das
embarcações fluviais, explicando as
características de cada um e os cuidados que
Ralo
se deve ter com eles.
Sistema de lubrificação forçada
Descrever os tipos de análise que são feitos nos óleos lubrificantes, se possível,
fazer alguns deles.

3.4 Sistema de arrefecimento

Explicar a importância do sistema de resfriamento nos motores das embarcações


fluviais.

Diferenciar os tipos de sistema de resfriamento empregado nos motores, destacando


o mais empregado nas embarcações fluviais.

Falar de cada elemento do sistema de resfriamento, destacando os problemas que


podem ocorrer e a manutenção que deve ser feita para prevenir.

Falar do tratamento que é feito na água


empregada para arrefecer os componentes do
motor.

Destacar a importância da água dos rios


para manter a temperatura dos equipamentos
da propulsão funcionando a contento,
ressaltando os cuidados que se deve ter com o
sistema de água de circulação.

3.5 Sistema de ar de alimentação


Radiador
Demonstrar como ocorre a alimentação
de ar do motor propulsor, especificando a sobrealimentação e destacando os componentes
principais, com as devidas manutenções.
106
3.6 Sistema de partida

Explicar como ocorre a partida do motor propulsor e dos motores auxiliares por
meio de ar comprimido, analisando os componentes principais, quanto ao funcionamento
e a manutenção.

Descrever os motores de partida elétricos, destacando a manutenção dos seus


componentes.

3.7 Sistema de reversão

Destacar os processos de reversão dos motores


propulsores e sua importância para a manobra da
embarcação.

Analisar as ordens de queima dos principais


motores diesel empregados na propulsão das
embarcações fluviais.

4 Equipamentos da Propulsão

Objetivos

• Citar os principais componentes do sistema da propulsão;


• citar os principais mecanismos de transmissão de trabalho entre o motor da
propulsão e o eixo propulsor;
• citar os tipos mais comuns de acoplamento entre o eixo propulsor e o mecanismo
de transmissão;
• relacionar os componentes da linha de eixos;
• citar os principais tipos de embuchamento de eixos, sua finalidade e cuidados
básicos;
• descrever a finalidade dos mancais de sustentação e de escora dos eixos;
• citar a finalidade dos hélices, a nomenclatura de suas partes componentes e as
suas principais características ( número de pás, passo e diâmetro); e
• explicar a importância do alinhamento do eixo e do balanceamento dos hélices
para um perfeito funcionamento do trem da propulsão.

4.1 Classificação dos sistema de propulsão

Caracterizar os equipamentos da propulsão empregado nas embarcações fluviais,


destacando os cuidados de manutenção.

4.2 Elementos do conjunto propulsor

Explicar como é feita a reversão com sistema de hélice de passo variável. 107
INST
5 Máquinas de Sistemas Auxiliares

Objetivos

• Definir compressor e apontar as suas principais utilizações a bordo;


• citar as classificações dos compressores quanto à pressão de descarga, quanto
à posição, tipo dos cilindros e número de estágios;
• descrever os cuidados básicos na operação de compressores e vasos de ar
comprimido;
• citar as finalidades dos tanques a bordo;
• identificar tanques estruturais e não estruturais;
• identificar os tanques de uma embarcação consultando os seus planos;
• executar a sondagem de um tanque;
• citar a classificação das bombas: deslocamento positivo (alternativas e rotativas)
e turbobombas (centrífugas, helicoidais e axiais);
• descrever o princípio de funcionamento das bombas alternativas, rotativas e
centrífugas;
• descrever os principais sistemas de comunicações interiores;
• identificar os principais alarmes de equipamentos na praça de máquinas;
• identificar as principais partes de um sistema de governo; e
• descrever o funcionamento de uma máquina de leme hidráulica.

5.1 Compressores

Explicar a importância do sistema de ar comprimido para as


embarcações fluviais.

5.1.1 Compressores Alternativos

Diferenciar os tipos de compressores tomando como referência


a eficiência e a quantidade de ar comprimido.

Mostrar como funciona o compressor de ar alternativo, quais


são os cuidados que seve ter quando em funcionamento e quais as
manutenções que devem ser feitas.

5.1.2 Compressores Rotativos

Mostrar como funciona o compressor de ar rotativo, quais são os cuidados que


seve ter quando em funcionamento e quais as manutenções que devem ser feitas.

5.2 Tanques

5.2.1 Utilidade dos tanques a bordo

Destacar a importância dos tanques para a propulsão das embarcações fluviais,


108 ressaltando os cuidados que seve ter quando se entra em um tanque e quais as
manutenções que são feitas.
5.2.2 Tanques estruturais e não estruturais

Mostrar as diferenças entre tanques estruturais e não estruturais.

5.2.3 Identificação dos tanques no plano

Mostrar como identificar os tanques estruturais e não estruturais em um plano.

5.2.4 Como sondar um tanque

Explicar como realizar a sondagem de um tanque com trena.

Citar os processos modernos de indicação de nível de tanques.

5.3 Bombas

5.3.1 Classificação da bombas

5.3.2 Bombas Alternativas

Apresentar a classificação das bombas alternativas.

Citar os serviços em que as bombas alternativas são empregadas a bordo.

5.3.3 Bombas Centrífugas

Descrever a composição e o princípio de funcionamento de uma bomba centrífuga.

Apresentar os tipos de bombas empregados nas embarcações fluviais, destacando


os cuidados na operação e os tipos de manutenção empregados.

Demonstrar o cálculo feito para definir um sistema de bombeamento.

5.3.4 Bombas Rotativas

Descrever a composição e o princípio de funcionamento de uma bomba rotativa.

109
INST
5.4 Comunicações interiores e sistemas de alarme

5.4.1 Comunicações interiores

Listar os componentes de um sistema de comunicações interiores.

Explicar como são operados os sistemas de comunicação existente a bordo das


embarcações fluviais.

5.4.2 Sistema de alarmes da praça de máquinas

Destacar os tipos de alarmes existentes na praça de máquinas das embarcações


fluviais, ressaltando as atitudes que devem ser tomadas quando eles soam.

5.5 Sistemas de governo

Detalhar os sistemas de governo das embarcações fluviais, destacando os seus


componentes, os cuidados durante o funcionamento e as manutenções que devem ser
feitas.

5.5.1 Partes principais de um sistema de governo

Apresentar as unidades principais que formam um sistema de governo.

5.5.2 Servomotor ou Máquina do leme

Destacar a operação da máquina do leme e os tipos de manutenção empregados.

5.5.3 Evolução da máquina do leme

Relatar a evolução da máquina do leme desde a máquina a vapor até as modernas


máquinas hidráulicas.

5.5.4 Sistemas de controle à distância

110 Destacar os sistemas de controle a distância da máquina do leme.


6 Componentes de sistemas

Objetivos

• Identificar os principais tipos de junta, gaxetas, selos mecânicos e isolantes


térmicos;
• identificar os principais tipos de válvulas: gaveta, globo, de êmbolo, macho,
retenção e segurança;
• identificar a padronização de cores das redes a bordo de acordo com o fluido
que nelas circula; e
• demonstrar como engaxetar a haste de uma válvula e efetuar a união de duas
seções de uma rede.

6.1 Tubos

Mostrar os tipos de tubos, flangens, isolamentos, juntas e acessórios empregados


nas tubulações dos sistemas das máquinas principais e auxiliares das embarcações fluviais.

6.2 Materiais empregados na fabricação dos tubos

Associar o material de fabricação de um tubo à sua utilização a bordo.

Listar as características necessárias esuficientes à perfeita identificação de um


tubo.

6.3 Redes

Definir rede.

6.3.1 Maneiras de unir tubos para confeccionar uma rede

Descrever as várias maneiras de se fazer a união de tubos para formar uma rede.

Explicar como proceder para dobrar um tubo e para fazer um reparo emergencial
em uma tubulação.

6.4 Acessórios de uma rede

6.4.1 Juntas

Definir junta.

Relacionar os diversos tipos de materiais


utilizados na fabricação de juntas com seu
emprego a bordo.

111
Junta de expansão INST
6.4.2 Gachetas

Definir gacheta.

Exemplificar a aplicação de gaxetas em eixos das máquinas rotativas, nas hastes


de bombas alternativas e nas hastes das válvulas.

Destacar que a gaxeta deve ser fabricada no material apropriado ao fluido que está
circulando pelo equipamento.

6.4.3 Válvulas

Explicitar a finalidade de uma válvula.

Descrever os componentes de uma válvula.

Apresentar a classificação das válvulas.

Detalhar cada um dos tipos de válvula empregadas nas embarcações fluviais,


distinguindo seu emprego conforme o tipo de aplicação e como procede a manutenção de
rotina das mesmas.

Destacar os tipos de acionamento de válvulas, elétrico, hidráulico e pneumático.

6.4.4 Ralos e filtros

Explicar a necessidade e a finalidade de ralos e filtros


em uma rede.

Descrever o funcionamento dos diversos tipos de ralos.

Mostrar a diferença entre ralo e filtro.

112 Falar da importância dos ralos e dos filtros montados


nas tubulações, comentando a manutenção que deve ser feita.
6.5 Isolamento Térmico

Ressaltar a importância de manter o isolamento térmico das redes em que circulam


fluidos aquecidos.

Identificar os principais materiais usados como isolantes.

6.6 Padronização de cores de redes

Destacar a padronização, conforme o tipo de fluido que circula, das cores das
tubulações dos diversos sistemas encontrados nas embarcações fluviais.

6.7 Como utilizar juntas nas seções de união de redes

Descrever como escolher a junta adequada ao fluido que circula na rede.

Demonstrar como substituir juntas em uniões por flange.

6.8 Utilização de gaxetas para vedação de hastes de válvulas

Descrever como escolher a gaxeta adequada ao fluido que circula na rede.

Demonstrar como substituir a gaxeta de uma haste de válvula.

Sequência de aperto dos parafusos dos flanges 113


INST
7 Instrumentação de controle

Objetivos

• Demonstrar a utilização e a leitura de termômetros, fazendo as conversões entre


as escalas mais utilizadas;
• identificar as unidades de medida de pressão, suas finalidades e efetuar
conversões de unidades;
• demonstrar a utilização e a leitura de manômetros, suas finalidades e efetuar
conversões de unidades; e
• citar os medidores de nível mais utilizados a bordo e suas finalidades.

Falar da importância dos instrumentos medidores das variáveis que afetam os fluidos
das máquinas empregadas nas embarcações fluviais.

Demonstrar como é identificado o instrumento de controle, definindo os termos


técnicos empregados.

7.1 Medidores de temperatura

7.1.1 Temperatura

Dar ênfases as diferenças das escalas de temperatura, resolvendo problemas de


conversão de valores entre elas.

Mostrar os instrumentos indicadores e sensores de temperatura empregados nas


embarcações fluviais, explicando os princípios físicos que os mesmo empregam para
detectar, transmitir e informar a temperatura de um fluido ou de uma máquina.

Destacar os cuidados que se deve ter com os


instrumentos medidores de temperatura.

7.1.2 Termômetro de Líquido com Bulbo de Vidro

7.1.3 Termômetro Bimetálico

7.1.4 Termômetro Tipo Pressão Mola

7.1.5 Termopar

Apresentar os sistemas físico e elétrico de medidores de temperatura.

Descrever e classificar os termômetros que se baseam no sistema físico.

Destacar o funcionamento dos termômetros de líquido.


114
Descrever e classificar os termômetros que se baseam no sistema elétrico.
Realizar experiências que demonstre como os instrumentos medidores de
temperatura atuam quando a variável altera seu comportamento,

7.1.6 Pirômetros

Explicar para que servem os pirômetros.

Detalhar os pirômetros baseados no sistema elétrico: termelétricos ou termopares.

7.2 Medidores de pressão

Definir pressão.

Listar as principais unidades de medida de


pressão encontradas a bordo.

Demonstrar como efetuar a conversão entre as várias unidades de medidas de


pressão.

7.2.1 Generalidades sobre os medidores de pressão

Discorrer sobre a importância da medição da pressão dos fluidos que circulam


nas máquinas propulsoras, máquinas auxiliares, nos tanques e nas tubulações.

Diferenciar os tipos de pressão mensurada, se possível, fazendo experiências.

7.2.2 Manômetro de Coluna Líquida

Apresentar os tipos mais comuns de manômetros encontrados a bordo.

Descrever o funcionamento dos manômetros do tipo tubo em U.

7.2.3 Barômetro

Destacar que, além de medir a pressão atmosférica, o barômetro serve também


indiretamente, para previsão do tempo e medição da altitude

7.2.4 Manômetros por Deformação Elástica (Mecânicos)

Mostrar os instrumentos indicadores e sensores de pressão empregados nas


embarcações fluviais, explicando os princípios físicos que os mesmo empregam para
detectar, transmitir e informar o valor da variável.

Destacar os cuidados que se deve ter com os instrumentos medidores de pressão,


explicando a manutenção preventiva efetuadas em cada um deles.

Descrever o funcionamento dos manômetros de diafragma, fole e tubo Bourdon.

115
INST
7.3 Medidores de Nível

Explicar a importância do monitoramento do nível dos fluidos encontrados a bordo


das embarcações fluviais, especificamente no que concerne a segurança da estabilidade.

Mostrar os instrumentos indicadores e sensores de nível empregados nas


embarcações fluviais, explicando os princípios físicos que os mesmo empregam para
detectar, transmitir e informar o valor da variável.

Explicar a diferença entre um tanque cilíndrico horizontal e um vertical para


monitoração das condições dos fluidos neles armazenados.

7.3.1 Medidores Diretos

Destacar as unidades empregadas na medição de


nível, calculando a conversão dos valores entre elas.

Explicar a medição de nível por meio de sonda,


visor e bóia.

7.3.2 Medidores Indiretos Baseados na Pressão


Hidrostática

Falar dos tipos de manutenção empregadas nos sensores e indicadores de nível e


de sua importância para a confiabilidade da monitoração.

Apresentar as características dos medidores de nível dos tipos caixa de diafragma,


pressão diferencial e borbulhamento.

7.3.3 Medidores de Nível Elétricos

Explanar o funcionamento dos medidores por condutividade e capacitivo.

7.3.4 Medidor de Nível Radioativo

Chamar a atenção para o uso desse tipo de medidor quando manuseando material
corrosivo ou com temperatura muito alta.

7.4 Medidores de vazão

7.4.1 Generalidades

Definir vazão.

Mostrar a importância da medição da variável vazão (fluxo) dos fluidos que circulam
a bordo das embarcações fluviais.

116
7.4.2 Medidores de Vazão do Tipo Pressão Diferencial

Mostrar os instrumentos indicadores e sensores de vazão empregados nas


embarcações fluviais, explicando os princípios físicos que os mesmo empregam para
detectar, transmitir e informar o valor da variável.

Descrever o princípio de funcionamento dos medidores de vazão dos tipos tubo


Pitot, tubo venturi, bocal e placa de orfício.

Tomadas de pressão diferencial

Placa de orifício

Sentido
do fluxo

Vista em corte de uma instalação típica de placa com


orifício concêntrico e o diagrama de fluxo resultante

7.4.3 Medidores de Vazão de Área Variável

7.4.4 Medidores Volumétricos

7.4.5 Medidores Eletromagnéticos

7.4.6 Medidor de Vazão Ultra-Sônico

Falar dos tipos de manutenção empregadas nos sensores e indicadores de vazão


e de sua importância para a confiabilidade da monitoração.

117
INST
8 Lubrificacão

Objetivos

• Conceituar atrito e suas conseqüências;


• definir lubrificação e os principais lubrificantes utilizados a bordo;
• descrever as principais características dos óleos lubrificantes: viscosidade,
densidade (grau API), ponto de fluidez e ponto de fulgor;
• descrever os principais métodos de lubrificação;
• citar os tipos de lubrificantes utilizados em mancais, correntes, cabos de aço,
motores elétricos, bombas, equipamentos de refrigeração, motores diesel e a
gasolina; e
• citar os cuidados especiais no armazenamento e manuseio de lubrificantes.

8.1 Conceito de atrito e lubrificação

Ressaltar a influência da lubrificação na redução do atrito.

Destacar a importância da lubrificação das máquinas e equipamentos encontrados


nas embarcações fluviais.

8.2 Principais características dos óleos lubrificantes

Lembrar da função que um óleo lubrificante tem de formar uma película para impedir
o contato direto entre duas superfícies.

8.2.1 Viscosidade

Definir viscosidade.

Descrever como determinar a viscosidade de um óleo.

Alertar para o fato de a variação da viscosidade durante a utilização do lubrificante


é fator crítico.

Apresentar as unidades mais usadas para medir viscosidade.

8.2.2 Densidade

Conceituar densidade.

Demonstrar como calcular a densidade de um óleo em graus API.

8.2.3 Ponto de fluidez

Definir temperatura do ponto de fluidez.


118
Alertar para a preocupação com o armazenamento de óleos lubrificantes em
temperaturas abaixo de 0º C.

8.2.4 Ponto de fulgor

Definir temperatura doponto de fulgor.

Destacar a correspondência entre o ponto de fulgor e a viscosidade.

Explicar como é determinado o ponto de fulgor de um óleo.

Definir a temperatura do ponto de combustão.

Alertar para o fato de que óleos com ponto de fulgor inferior a 150º C não devem ser
empregados para fins de lubrificação.

8.3 Tipos de lubrificantes utilizados a bordo

Destacar que a carta de lubrificação estabelece o óleo lubrificante ou graxa utilizado


pelos diversos equipamentos a bordo.

8.4 Pricipais métodos de lubrificação

Enfatizar que o óleo a ser usado em um equipamento deve ser sempre aquele que
seu fabricante recomendar.

Descrever os diversos métodos de lubrificação de equipamentos.

8.5 Cuidados especiais no armazenamento e manuseio de lubrificantes

Alertar para a não contaminação dos lubrificantes com água e impurezas quando
de seu armazenamento.

8.5.1 Armazenamento dos lubrificantes

Relacionar os cuidados no recebimento e no armazenamento de lubrificantes em


tambores e em tanques.
entrada
8.5.2 Emulsão de óleo
depósito
Descrever como pode ocorrer de óleo capa do
a emulsão de um óleo lubrificante. mancal
eixo
Detalhar os processos de bomba
sedimentação e purificação para de óleo
evitar que um óleo fique
emulsionado. saída 119
de óleo INST
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