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Pigmentações Patológicas

Prof. Dr. Rafael T. Burtet


Patologia Geral
Pigmento
• Lt. pigmentu = cor para pintar

• Substâncias com cor própria e que tem origem, composição


química e significado biológico diverso

• Distribuídos amplamente na natureza


– Cél. Vegetais e animais (clorofila, citocromo, melanina)
Pigmentação
• “Processo de formação e/ou acúmulo, normal ou patológico,
de pigmentos em certos locais do organismo”

• Indicativo de que a célula sofreu agressões,


– Acúmulo anormal de pigmentos ou sua diminuição

• Uma pigmentação anormal é mais um sinal de perda da


homeostase e da morfostase celular, portanto, é patológica
Pigmentação Patológica
• Exógena, formados no exterior e penetram e depositam-se em
diversos orgãos.
Por via respiratória, digestiva ou parental

• Endógena, formada a partir de pigmentos sintetizados no próprio


corpo
– Derivados:
• Hemoglobina
• Melanina
• Ácido homogentísico
• Lipofucsina
O espectro de cores das pigmentações
patológicas geralmente abrange os tons
retratados nesta figura, principalmente
com relação aos pigmentos endógenos.

Vemos aqui alguns exemplos de pigmentos:


A e B, pigmentos exógenos
C e D, pigmentos endógenos.
PIGMENTAÇÃO EXÓGENA
PIGMENTAÇÃO EXÓGENA
• “Penetram no organismo junto com o ar aspirado e com alimentos deglutidos
ou são introduzidos por via parental”.

• Pode ser dividida em vários subtipos de acordo com a substância depositada:


– ANTRACOSE

– SIDEROSE

– ARGIRIA

– TATUAGEM

– SATURNISMO

– CRISÍASE
ANTRACOSE
• Pigmentação por sais de carbono.

• Deposito de carvão (pulmões)

• Comum sua passagem pelas vias aéreas, chegando aos alvéolos pulmonares e ao
linfonodos regionais por intermédio da fagocitose do pigmento.

• Fumantes, indivíduos adultos ou idosos moradores de grandes centros e trabalhadores


de carvoarias

• Cor: varia do amarelo-escuro ao negro.


Pulmão com antracose.
Coloração enegrecida que o
órgão apresenta decorrente do
acúmulo de carvão.
“Pulmão de Choupana”

A direita: a presença do
pigmento no interior e por
entre as células (HE, 100X).
ARGIRIA
• Pigmentação por sais de prata
• Manifestando-se na pele e na mucosa bucal.
• Geralmente é oriunda por
– Contaminação sistêmica por medicação
• Fármacos ou complementos dietéticos contendo sais de prata
• Vitelinato de prata a 10% - solução de proteína de prata, antibactericida
• Sulfadiazina de prata (SICAZINE) antibacteriano tópico, prevenção de infecções nas queimaduras.

– Trabalhadores de empresas metalúrgicas, minas de prata, manufaturas de


jóias, processamento de material fotográfico

• Cor: acinzentada a azul-escuro e enegrecida se a prata sofrer redução.


ARGIRIA
SIDEROSE
• pigmentação por óxido de ferro.
• Cor: ferrugem.
CRISÍASE

• Deposito de ouro no tecidos (crisoterapia)

SATURNISMO
• Contaminação por sais de chumbo.
• Principais fontes de intoxicação: tintas que contém chumbo, baterias de
automóveis, pilhas, soldas, e emissões industriais
• Cor: azulada ou negra, dependendo da profundidade do tecido onde se encontra.
TATUAGEM

• Introdução de pigmentos insolúveis na pele e mucosas

• Feita por sais de enxofre, mercúrio, ferro e outros corantes.

• A fagocitose, feita por macrófagos, desses pigmentos pode provocar a transferência


destes para linfonodos regionais.

• Cor: varia conforme o tipo de pigmento presente.


TATUAGEM POR AMÁLGAMA

• Áreas de coloração azulada na mucosa bucal decorrente da introdução de partículas


de amálgama na mucosa

• Essa introdução pode ser devida a lesão na mucosa no local da restauração no


momento de inclusão do amálgama na cavidade.
Tatuagem por amálgama (seta) na gengiva de rebordo
alveolar.

A pigmentação azulada que cora a mucosa bem próxima


de um dente que contém restaurações de amálgama.

O histológico da tatuagem, em que se observa o pigmento


acastanhado sobre as fibras colágenas e a parede dos vasos
sangüíneos (seta)
(HE, 400X)
Cada um com o seu pigmento...
• É importante ressaltar que a patologia das pigmentações centra-se no fato de que estão
presentes não somente cores diferentes no local, mas também, e principalmente,
substâncias estranhas aos tecidos, provocando as chamadas reações inflamatórias

• Os agentes pigmentadores exógenos, assim, constituem, antes de mais nada, fatores de


agressão, ao contrário dos agentes pigmentadores endógenos, naturais no organismo, cuja
presença indica que o tecido está sofrendo algum tipo de agressão não necessariamente
provocado pelo pigmento.
PIGMENTAÇÃO ENDÓGENA
PIGMENTAÇÃO ENDÓGENA
• Dividida em quatro grupos:
– 1. Pigmentos hemáticos ou hemoglobinógenos ou hemoglobínicos, oriundos da lise da
hemoglobina

– 2. Pigmentos melânicos, originados da melanina

– 3. Derivados do Ácido homogentísico

– 4.Derivados da Lipofucsina
1. PIGMENTOS HEMÁTICOS

• Esses pigmentos se originam da hemoglobina


– proteína composta por quatro cadeias polipeptídicas e quatro grupos heme com ferro no estado
ferroso (Fe++)

a. Pigmentos biliares
b. Hematoidina
c. Hemossiderina
d. Hematina
e. Pigmento malárico
f. Pigmento esquistossómico
Hemoglobina
Sua porção protéica é chamada de globina,
consistindo de duas cadeias alfa e duas beta.

Produzida pelo baço, fígado e medula óssea.


Aprox. 8g/dia.
a. Pigmento biliar

– Bilirrubina (Bb)
– Produto final do catabolismo da fração heme da hemoglobina pelos macrófagos
– Tem sua origem nos casos de lise hemática, de doença hepatocítica ou de obstrução das vias
biliares.
– Ação antioxidante
– Coloração castanho esverdeado a negro

• Duas razões para a atenção dos profissionais da saúde


– Aumento acentuado pode causar lesão cerebral irreversível, sequelas neurológicas permanentes
e morte
– Conhecimento de seu metabolismo é essencial para o diagnóstico de avaliação e doenças,
hereditárias ou adquiridas, do fígado e do sangue. (p. ex. Icterícia)
b. Hematoidina

– Mistura de lipídeos e um pigmento semelhante a bilirrubina (Bb) que se forma em focos


hemorrágicos e com pouco oxigênio

– Coloração vermelho-alaranjada

– Apresentando granulação sob a forma de cristais bem nítidos

– Também não possui ferro, semelhantemente à Bb

– Não tem repercussão no organismo


c. Hemossiderina

– Resultado da degradação da hemoglobina com polimerização do grupo heme


– É uma espécie de armazenagem do íon ferro cristalizado
– Originada da lise de hemácias, de dieta rica em ferro ou da hemocromatose idiopática (alteração da
concentração da hemoglobina nos eritrócitos)
– Quando há oferta excessiva de ferro a ferritina forma a hemossiderina
– Ferritina: associação da apoferritina com ferro.
• 24 subunidades de apoferritina (H+L) formando um envoltório capaz de armazenar 4.500 moléculas de ferro.

– Sua cor é amarelo-acastanhado (comum nos hematomas)


– Sua deposição excessiva pode ser:
• Hemossiderose Localizada – hemorragia, interior de macófagos, 24-48 horas
• Hemossiderose Sistêmica – aumento da absorção intestinal de ferro: anemias hemolílitas ou transfusões repetidas
(hemocromatoses)
d. Hematina

• Derivado do grupo Heme contendo ferro resultante da ação de um ácido forte sobre a hemoglobina
(pH abaixo de 5)

• Encontrado ao redor de vasos ou em áreas hemorrágicas, originada da hemólise

• Grânulos cor negra ou negro-azulada


e. Pigmento malárico

• Tb denominado hemozoína

• Produzido a partir da degradação da hemoglobina pelos parasitas da malária (Plasmodium)

• É um subproduto do grupamento heme liberado durante o processo de crescimento e maturação do


parasita.

• Potencialmente tóxico em grandes quantidades e insolúvel


f. Pigmento Esquistossómico

• Originado do tudo digestivo do Schistossoma a partir do sangue do hospedeiro

• Uma cisteína proteinase do intestino do parasita (hemoglobinase) degrada a globina, sendo o


produto resultante da degradação enzimática, um polímero heme, regurgitado pelo verme adulto.

• Grânulos castanho escuros ou negros que se depositam nas células de Kupffer, nos macrófagos do
baço

• Depósito sem grandes repercussões ao organismo


Hemossiderina observada em lesão em mucosa jugal.

A grande concentração de hemácias lisadas promove o


aparecimento desse pigmento no local

(HE, 400X).

Hematoidina em cápsula fibrosa de baço

Um pigmento mais amarelado, originando cristais com um núcleo


central bem nítido, diferentemente da hemossiderina;

(HE, 200X).
Se mudou de cor algo aconteceu...
• Esses pigmentos são naturalmente encontrados no organismo.

• Heterotopias ou heterometrias envolvidas com a produção deles, entretanto, indicam que há alguma
alteração no metabolismo das hemácias ou dos hepatócitos, respectivamente para a hemossiderina e
bilirrubina.

Heterotopia: quando há o aparecimento de um tecido em um local onde não é comumente encontrado. A presença
de glândulas sebáceas (Grânulos de Fordyce) na mucosa bucal pode servir como exemplo de heterotopia.

Heterometria: alteração na intensidade da resposta do organismo: Ex.: O aumento da quantidade de muco nas vias
respiratórias, fato comum de estados gripais, é uma manifestação corpórea rotineira e que também constitui uma
reação heteróloga.
2. PIGMENTOS MELÂNICOS

• Melanina (gr. melas = negro)

• Produzida pelos melanócitos (originados de células precursoras da crista neural e migradas para várias
partes do organismo)

• Coloração castanho ao negro

• Responsável pela coloração das mucosas, pele, globo ocular, retina, neurônios etc.

• O processo de síntese da melanina é controlado por hormônios, principalmente da hipófise e da supra-


renal, e pelos hormônios sexuais.

• Casos de alterações nessas glândulas podem acarretar em aumentos generalizados da melanina.

• Exposições aos raios ultra-violeta também provocam esses efeitos.


Tipos de Melanina

• Eumelanina
– Insolúvel
– Castanha a negra
– Fotoprotetora e antioxidante

• Feomelanina
– Solúvel em solução alcalina
– Cor amarela a vermelha
– Antioxidante

• A cor do cabelo depende da proporção entre as duas


– Cor negra: 99 % eumelanina + 1 % feomelanina
– Cor castanha e loura: 95 % eumelanina + 5 % feomelanina
– Cor vermelha: 67 % eumelanina + 33 % feomelanina
Hiperpigmentação Melânica

• Podem se manifestar sob as seguintes formas:


– Nevus celulares: pintas,
• localização heterotópica dos melanoblastos (camada basal da epiderme).

• Os nevus podem ser planos (ditos juncionais) ou elevados (dérmicos ou intradérmicos).

– Melanomas:
• manchas escuras, de natureza cancerosa.

• Há o aumento da quantidade de melanócitos, os quais encontram-se totalmente alterados, originando esse tumor maligno.

• Em geral são destituídos de pigmentação melânica devido à natureza pouco diferenciada do melanócito.

– Efélides ou Sardas:
• hiperpigmentação na membrana basal causada por melanoblastos.

– Mancha mongólica:
• mancha clara, principalmente na região do dorso e sacral.
Pintas ou Nevus Celulares
Há uma regra conhecida como ABCD que se
preocupa com:
A – assimetria, forma irregular ,
B – borda ,
C – cores,
D – diâmetro das lesões.

Ou seja, as pintas assimétricas, que possuam


bordas irregulares, cores diferentes e
diâmetro maior que 6 mm despertam a
atenção pela possível malignidade.

Acrescente-se a isto o tipo de pele e os


hábitos de exposição solar.

Ao detectar estas características, procure


um dermatologista.
Mancha mongólica
Sardas ou Efélides
Fragmento de pele:
• pigmentação melânica normal (acastanhada)
• camada basal do epitélio
(HE, 250X)

Fragmento de pele:
• hiperpigmentação da camada basal do
epitélio (cabeça de seta)
• pigmentos melânicos presentes no tecido
conjuntivo subjacente.

Esse quadro é compatível com efélide ou sarda


(HE, 200X).
Hipopigmentação melânica
• Vitiligo:
– comum nas mãos;
– causada pela diminuição da quantidade de melanócitos produtores de pigmento na epiderme,
– manifestando-se clinicamente como manchas apigmentadas.
– Indivíduos são sensíveis a luz nas partes apigmentadas

• Albinismo:
– forma recessiva e autossômica;
– localizada principalmente na região do crânio;
– os melanócitos encontram-se em número normal, mas não produzem pigmento.
– Indivíduos são sensíveis a luz

• Leucismo:
– Indivíduos irregularmente manchados de branco
– também chamados de "arlequim“
– Envolve a ausência de outros tipos de pigmento (não somente a melanina)
– Indivíduos não são sensíveis a luz
Vitiligo

Winnie Harlow (Toronto, Canadá)


Albinismo
Leucismo
3. DERIVADOS DO ÁCIDO HOMOGENTÍSICO

• Coloração castanho avermelhado a negro

• Ocorre em pacientes com ocronose (alcaptonúria)

• Doença rara, populações geometricamente isoladas

• Deficiência genética de herança autossômica recessiva que afeta o catabolismo da fenilalanina e tirosina

• Leva o acúmulo do ác. homogentísico no plasma, pele, cartilagens e tecido conjuntivo e ainda grande excreção
na urina.

• Devido sua oxidação resulta numa cor ocre (de argila amarelo-pardacenta) nas orelhas e nariz com posterior
artropatia degenerativa
4. Derivados de Lipofuscina

• Pigmento depositado na célula que serve para detectar o tempo de vida celular – pigmento do
envelhecimento ou de desgaste

• Quanto mais lipofuscina presente, mais velha é a célula.

• Intracitoplasmático, castanho-dourado, constituído por fosfolípides e proteínas, que resulta da


digestão incompleta dos restos celulares (lixo celular)
– A lipofuscina contém principalmente proteínas e lipídieos na proporção 30-70% e 20-50% respectivamente,
sob forma de polímeros não degradáveis derivados da degradação oxidativa de várias macromoléculas
celulares.

• É mais freqüente nas células perenes ou envelhecidas, daí o nome de pigmento de desgaste ou de
envelhecimento com que também é conhecido.

• Deficiência de antioxidantes (vitamina A, C e E)


ESTUDO DIRIGIDO
PIGMENTAÇÕES PATOLÓGICAS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• BRASILEIRO FILHO, G. Bogliolo - Patologia geral. 3. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2004.

• KUMAR, V., FAUSTO, N., ABBAS, A. K. Robbins & Cotran – Patologia bases
patológicas das doenças. 7ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier. 2005.

• RUBIN, EMANUEL; et.al. Patologia: bases clinicopatológicas da medicina. 4ª


ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
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“Todas as cores concordam no escuro”


Francis Bacon
filósofo Inglês (1561-1626)