Sunteți pe pagina 1din 4

TRANSMISSAO DO PECADO

A questão que veremos é por que e como o pecado de Adão


chegou a atingir toda a humanidade. Vamos considerar primeiro o
fato da universalidade do pecado e depois a questão da relação do
pecado de Adão com a sua posteridade.

A UNIVERSALIDADE DO PECADO – é uma realidade comprovada


tanto pela historia das religiões e da filosofia como pelos ensinos
da Palavra de Deus. A historia das religiões dá testemunho da
universalidade do pecado. Há uma consciência universal do
pecado, e o homem sente a necessidade de reconciliar-se com a
divindade. Existe um sentimento generalizado de que a divindade
está ofendida e deve ser satisfeita de algum modo, sob pena de
condenação. Na história da filosofia encontramos o mesmo fato,
os filósofos, dos mais antigos até os mais modernos, têm lutado
com o problema da mal no mundo. Ninguém pode ignorá-lo.
A bíblia ensina claramente que há uma pecaminosidade universal
(1 RTs 8.46; Sl 143.2; Pv 20.9; Ec 7.20; Rm 3.10-12, 19, 23; Gl 3.22;
Tg 3.2; 1 Jo 1.8,10). Varias passagens ensinam que a presença do
pecado no homem é desde o seu nascimento (Sl 51.5; Jô 14.4; Jo
3.6). Em Efesios 2.3 é declarado que os homens “por natureza” são
filhos da ira. Alem disto, a morte vem ate mesmo sobre aqueles
que não exerceram a vontade de pecar (Rm 5.12-14). Alem do
mais, a Palavra de Deus ensina que todos os homens estão
debaixo da condenação, e isto, naturalmente, porque todos estão
debaixo do pecado.

A RELAÇÃO DO PECADO DE DEUS COM A RAÇA – Como que o


pecado atingiu toda a humanidade? Há alguma ligação da raça
com o pecado original de Adão ou cada indivíduo tem o seu
momento de queda? Há algumas teorias que procuram explicar
esta questão, algumas negando qualquer relação com o pecado de
Adão com a humanidade, outras afirmando essa relação.

A – Interpretações que negam a relação do pecado de Adão com a


Raça:
PELAGIANA – conhecida com Pelagianismo (Pelágio) segundo a
qual o pecado de Adão não tem nenhuma relação real com o
pecado de cada pessoa. Ou seja, o homem não herda a natureza
pecaminosa de Adão nem sua culpa. Cada qual peca porque
escolhe pecar. A única relação do pecado de Adão com as
pessoas é que ele se constituiu num mau exemplo para todos.
Cada pessoa é um novo homem e tem a chance de viver sem
pecado. Ele não nasce com sua natureza corrupta. A base do
argumento de Pelágio é que Deus pede que o homem Lhe obedeça,
e se Deus requer isto é porque de fato o homem tem capacidade
de cumprir o que Deus quer, afirma. Mas esta interpretação não
tem apoio bíblico, pois as Escrituras ensinam que todos pecaram
em Adão e nascem em pecado. As idéias de Pelágio foram
condenadas no Concílio de Cartago, em 418.

LIBERAL – uma forma modificada do Pelagianismo é a posição


defendida por alguns teólogos liberais. Eles propõem a evolução
do homem e negam a historicidade de Adão; por conseguinte, não
há qualquer transmissão do pecado. O liberalismo é marcado pelo
seu otimismo para com a natureza humana. Ele acentua a
paternidade de Deus e a fraternidade humana. Esta também é uma
posição que não tem base na revelação bíblica.

NEO-ORTODOXA – alguns teólogos desta linha de interpretação,


consideram o relato da queda como uma lenda, mito, que embora
aponte para uma verdade espiritual, contudo não se refere a um
fato histórico. Estes dizem que Adão é um símbolo de todo o
homem, e que a queda é um ato universal: todos tem a sua queda.
Como negar a relação do pecado de Adão com a raça à luz de Rm
5.12-19 e 1 Co 15.21,22?
Estes textos indicam:
1 – que todos pecaram em Adão;
2 – que mesmo aqueles que não pecaram no sentido de quebrar a
lei de Deus, ele morreram por causa do pecado de Adão;
3 – que há uma comparação e um contraste entre Cristo e Adão:
em cada caso, a ação de uma só pessoa é decisiva, e tem
implicações para todos.
B – Interpretações que afirmam a relação do pecado de Adão com
a Raça:

ARMINIANA – Uma posição adotada por alguns primitivos


arminianos (Armínio) afirma que o homem herda a natureza
pecaminosa de Adão, mas não é responsável nem tem culpa por
isto. Por esta razão, Deus deve a cada um, em nome da justiça,
uma influencia especial do Espírito Santo, e assim cada pessoa
fica na mesma condição de Adão para obedecer. Mas a Bíblia não
fala dessa divida de Deus com os homens. E como afirmar que os
homens não tem culpa com Adão diante de textos como o de Rm
5.12,14,18 e 1 Co 15.21,22?

FEDERALISTA – teoria chamada também, de “aliança das obras”.


Deus teria feito um pacto com Adão, envolvendo todas as suas
gerações. Adão teria duas relações com a humanidade: a de chefe
natural e a de chefe representativo de toda a raça humana na
“aliança das obras.” Pela sua relação natural com a humanidade,
Adão não poderia lançar sobre os seus descendentes a culpa dos
seus erros, mas pela relação pactual, sim. Na “aliança das obras,”
Deus colocou vários elementos: um elemento de representação,
um de prova e outro de recompensa ou punição. Na representação,
Adão estaria representando toda a humanidade, um representante
federal. Sem a aliança, Adão e seus descendentes estariam
sempre e constantemente sujeitos a provas e sempre com a
possibilidade de pecar, mas com a aliança, a perseverança
persistente por um certo tempo de prova seria compensada com o
estabelecimento do homem num estado de santidade, de onde não
poderia cair jamais.
Se Adão cumprisse os termos da aliança, obteria o direito de vida
eterna para si e para os seus descendentes. Por outro lado, o
descumprimento da aliança traria sobre si e sobre toda a
humanidade a morte. Como Adão não cumpriu a aliança, Deus
lançou sobre todos os que estavam ligados a Adão, pelo pacto, a
culpa e a pena do primeiro pecado. Só Jesus ficou livre dessa
imputação porque não estava ligado ao cabeça federal. A maior
dificuldade desta teoria é que a Bíblia não fala desse pacto de
obras, com exceção, talvez, em Os 6.7.
REALISTA – Outra maneira de explicar a relação do pecado de
Adão com a humanidade é a que vê Adão não apenas como um
indivíduo mas como a cabeça natural da humanidade. Do ponto de
vista orgânico e vital, todas as pessoas estavam presentes na
natureza de Adão quando ele pecou. Uma possível base bíblica
para esta interpretação é Hb 7.9.10, onde se diz que Levi estava
em Abraão quando este pagou dízimo a Melquisedeque, embora
Abraão tivesse vivido há mais de quatrocentos anos antes de Levi.
Nesta perspectiva, na geração dos filhos, a natureza corrompida e
culpada de Adão é transmitida de geração em geração, e assim
todos são herdeiros do pecado. Agostinho, Anselmo, Boaventura e
alguns outros teólogos defendem esta idéia; antes deles,
Tertuliano.
Calvino descreve Adão como a raiz da raça humana. Somos todos
ramos e participamos da mesma natureza na raiz. Jesus ficou fora
dessa herança pecaminosa porque não veio do mesmo tronco, mas
foi gerado diretamente pelo Espírito de Deus. “O que é nascido da
carne é carne, e o que é nascido do Espírito é Espírito” Jo 3.6.

CONCLUSÃO – Creio que o que não se pode negar é que o pecado


de Adão afetou toda a raça humana, fazendo-a culpada e digna de
condenação (Rm 5.12-19; 1Co 15.21,22). Do mesmo modo, a obra
de justiça de Cristo, como o “segundo Adão”, alcança os que se
unem a Ele pela fé.
Na raça humana somos solidários. Ninguém vive isoladamente. A
solidariedade é para a morte, mas também é para a vida. A base
dessa justiça não é ainda bem entendida por nós, tão marcados
que somos pela ênfase no indivíduo e na responsabilidade
individual. Precisamos pensar mais sobre a unidade e a
solidariedade da raça humana. Mesmo porque sem isto não
podemos entender nossa participação com Cristo. Se o pecado foi
abundante em Adão, em Cristo a graça foi superabundante (Rm
5.20)