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8 passos para lidar com pessoas difíceis

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Por Ken Swetland June 12, 2014

“Pastor Ken, eu estava aqui antes de o senhor chegar, e eu estarei aqui depois que o
senhor tiver ido embora”. Um membro antigo da minha primeira igreja disse isso há mais
de 40 anos, quando ela e eu tivemos uma divergência sobre a missão da igreja. Foi uma
discussão amigável, mas os limites foram claramente desenhados de formas intratáveis.
Embora ela não tivesse nenhum cargo, ela era o “E.F. Hutton” da igreja: quando ela falava,
todos escutavam.

Não foi exatamente assim que pensei que seria o início do meu ministério pastoral, mas
isso se tornou uma oportunidade para a congregação trabalhar através das diferenças
teológicas. A igreja, localizada em uma comunidade costeira singular e pitoresca, onde
muitos turistas passavam o verão, era uma fusão de várias igrejas ao longo do ano. Como
resultado, ela representava tanto perspectivas evangélicas conservadoras quanto
teologicamente liberais sobre a fé e o ministério.

No nosso desacordo sobre a missão da igreja, minha preocupação era de que a igreja
mantivesse um testemunho gracioso e bíblico na comunidade, bem como adorasse o único
Deus verdadeiro de uma maneira que apoiasse a verdade bíblica. A mulher queria que a
igreja não fosse nada mais do que um clube social formal. Ela também queria que a igreja
protegesse um grupo feminino associado à igreja que era composto, em sua maioria, por
pessoas da comunidade que não eram cristãs ou membros da igreja. Esse grupo era
conhecido por hospedar as melhores feiras de Natal e verão na região, mas não tinha
nada a ver com Deus. A questão se complicava com o fato de que esse grupo havia
levantado o dinheiro para redecorar a casa pastoral de 150 anos logo antes da minha
família mudar-se para lá.

Embora os evangélicos na igreja fossem uma forte maioria, nós éramos sensíveis à história
da igreja com as suas diversas perspectivas teológicas. Além disso, nós éramos a única
igreja em um distinto bairro da cidade. Por isso, nos movíamos lenta e deliberadamente.
Foram necessários quase quatro anos para a igreja trabalhar essas tensões. No fim das
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contas, a congregação votou a favor de se alinhar exclusivamente a convicções
evangélicas de verdade bíblica, e o grupo comunitário foi convidado a se desassociar da
igreja, o que eles fizeram, mas não sem lágrimas e tristeza.
Tem sido um prazer servir outras igrejas como pastor e pastor interino ao longo dos anos,
e tiveram líderes capazes e eficazes que amavam o Senhor e estavam dispostos a seguir o
ensinamento bíblico. Na minha primeira igreja e nas subsequentes, aprendi alguns
princípios sobre como lidar com pessoas difíceis. Aqui estão oito:

1. Ore. É necessário que isso seja dito, pois na oração nós entregamos a questão a
Deus e à obra do Espírito Santo de fazer a vontade de Deus. Orar não é pedir que
seja feito do meu jeito, mas do jeito de Deus. É pedir por sabedoria, discernimento,
coragem, graça e paciência, qualidades que precisamos especialmente no trabalho
com líderes difíceis.
2. Trabalhe com aqueles que você consegue. Busque aqueles que amam o Senhor e a
sua verdade e estão comprometidos com o bem-estar da igreja. Discipule-os e
encoraje o envolvimento deles na liderança.
3. Pregue a Bíblia graciosa e redentivamente. Pregação cuidadosa, atenciosa e
criteriosa tem um grande potencial de ajudar pessoas difíceis a amadurecerem na fé
e a crescerem em piedade. Também edifica aqueles que têm um profundo
comprometimento com a verdade de Deus, para que acompanhem você e trabalhem
com pessoas difíceis na igreja.
4. Seja honesto, mas discreto. Não faça fofocas sobre pessoas difíceis, mas esteja
disposto a humildemente, mas diretamente, confrontá-las — ou “amor-frontar” como
David Augsberger gosta de dizer — na esperança de que elas mudem ou vão
embora. Às vezes é melhor fazer isso com um líder de confiança ao seu lado. Isso
evita que conversas sobre o evento se tornem a sua palavra contra a da outra
pessoa, sempre que a questão for além da conversa privada.
5. Tenha uma visão de longo prazo. Deus é paciente, e a forma como ele tece as
coisas é frequentemente diferente da nossa. Perceba que somos apenas parte do
seu plano para a igreja. Uma pessoa planta, outra rega, mas é Deus quem dá o
crescimento.
6. Lembre-se que os membros pertencem a Deus. Nós nos referimos aos membros
como “minha igreja”, mas sabemos que eles pertencem a Deus, não a nós. Assim,
podemos entregá-los a Deus — às vezes com lágrimas e frustração — sabendo que
Deus opera todas as coisas de acordo com o seu bom propósito.
7. Confie em Deus. Alguém disse certa vez: “Deus é quem dá a cura; eu sou apenas o
cuidador”. Essa perspectiva nos capacita a confiar que Deus agirá conforme ele
desejar para o bem dos membros e para o bem maior da igreja.
8. Aprenda com a experiência. Um sábio líder cristão disse certa vez para um grupo do
qual eu fazia parte: “Experiência pessoal é o único tipo de experiência que eu já
tive”. Então, não se desculpe pela experiência, incluindo os erros, mas aprenda a
partir deles, sabendo que Deus usa a nossa experiência pessoal como campo de
treinamento para futuros conflitos. Assim como a maioria dos pastores, eu prefiro ser
um guardião da paz do que um pacificador, mas também aprendi que dolorosas
experiências passadas, como na minha primeira igreja, me ajudam a lidar com
dificuldades futuras com confiança e humildade (e essas duas qualidades podem
conviver juntas).
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Todo ministério, incluindo trabalhar com pessoas difíceis, é obra de Deus. Por isso
podemos ser profundamente gratos, mesmo que seja doloroso e nós nem sempre
entendamos o que está acontecendo. Afinal, não se trata de nós, mas de Deus.

Por: Ken Swetland. © 9Marks. Website: 9marks.org. Traduzido com permissão. Fonte: 8
Steps for Dealing with Difficult Leaders.

Original: 8 passos para lidar com pessoas difíceis. © Voltemos ao Evangelho.


Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Tradução: Alan Cristie.
Revisão: Renata do Espírito Santo.

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