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Introdução.

Definição do Estado Físico.

Fernando Eduardo Rodrigues Marques

Mecânica dos Solos I – UERJ

Definição de solo

 “ O solo é o conjunto natural de partículas minerais


que podem ser separadas por agitação na água, os
vazios entre as partículas contém água e ar,
separada ou conjuntamente.” LNEC

 “Solo é toda a ocorrência natural de depósitos


brandos ou moles cobrindo um substrato rochoso e
que é produzido por desintegração e decomposição
física e química das rochas, podendo ou não conter
matéria orgânica.” António Mineiro

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 “Os solos são materiais constituintes essenciais da
crosta terrestre provenientes da decomposição “in
situ” das rochas, pelos diversos agentes geológicos,
ou da sedimentação não consolidada dos grãos
constituintes das rochas, com adição eventual de
partículas fibrosas de material carbonoso e matéria
orgânica no estado coloidal.” A.J.da Costa Nunes

 “Os maciços terrosos são formados por partículas


minerais, que resultaram da desintegração física e
química das rochas, podendo também conter
matéria orgânica. Os espaços não ocupados pelas
partículas são designados por poros ou vazios, os
quais podem conter água e ar, isolada ou
conjuntamente.” M. Matos Fernandes
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Origem e formação dos solos


 Com exceção de túneis escavados em rocha e
barragens e grandes obras de engenharia que exijam
fundações em rocha firme, uma grande parte das
construções de engenharia está localizada em solos,
incluídas as barragens, as pistas de aeroportos,
rodovias, escavações para canais, etc..

 O conceito de solo para os engenheiros difere um


pouco do conceito geológico, uma vez que, para eles,
o termo inclui todo tipo de material orgânico ou
inorgânico inconsolidado ou parcialmente cimentado
encontrado na superfície da Terra, materiais esses
classificados em Geologia como rochas sedimentares
ou sedimentos.
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Origem e formação dos solos
Classificação dos solos quanto à origem

 Solos sedimentares
ou Solos
transportados;

 Solos residuais;

 Aterros – formação artificial.


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Tipos de Solos

Solo Sedimentar Solo residual


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Tipos de Solos
Solos residuais

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Tipos de Solos
Solos residuais
 A rocha que mantém as características
originais, ou seja, a rocha sã, é a que
ocorre em profundidade.

 Quanto mais próximo da superfície do


terreno, maior o efeito do intemperismo.

 Sobre a rocha sã encontra-se a rocha


alterada, em geral muito fraturada e
permitindo grande fluxo de água através de
descontinuidades.
 A rocha alterada é sobreposta pelo solo residual jovem, ou
saprolito, que é um material arenoso. O material mais
intemperizado ocorre acima do saprolito e é denominado solo
residual maduro, o qual contém maior percentagem de argila.
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Tipos de Solos
Solos transportados

Agentes de Depósitos
transporte

 Vento  Dunas São, em geral,


solos pouco
consolidados,
 Gravidade  Solos coluvionares pouco resistentes
e muito
 Água  Solos aluvionares deformáveis

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Tipos de Solos
Solos transportados
 Solo transportado é aquele que sofreu a ação de agentes
transportadores e se depositou ou acumulou em local
diferente do de origem.

a) Coluvionares: também conhecidos como TALUS. São


aqueles cujo transporte se dá pela ação da gravidade e que
se depositam ao pé de elevações e encostas.
b) Aluvionares: são transportados pela ação das águas
(fluviais e pluviais), sendo depositados de forma seletiva em
relação ao tamanho de grãos, de acordo com a velocidade
da corrente.
c) Eólicos: são transportados pela ação do vento.
d) Glaciais: são transportados pelo gelo.

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Tipos de Solos
Solos transportados
 A figura ao lado mostra um perfil típico
de solo sedimentar, muito comum no
litoral brasileiro devido à sedimentação
do transporte fluvial no ambiente
marinho das baías e restingas, como é
o caso, por exemplo, da argila do Rio
de Janeiro, depositada em toda a
periferia da baía da Guanabara.

 A camada superficial de argila mole é


muito fraca e a construção sobre este
tipo de terreno é sempre problemática,
requerendo a realização de estudos
especiais por engenheiro geotécnico
experiente.
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Tipos de Solos
Solos transportados
 A figura apresenta um tipo de solo denominado coluvionar ou
talus, muito comum ao pé de encostas naturais de granito e
gnaisse, caso típico do Rio de Janeiro e de toda a serra do Mar.

 Devido ao deslizamento
e ao transporte pela
água de massas de
solo, um material muito
fofo e em geral
contendo muitos blocos
soltos é depositado ao
pé das encostas.

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Origem e formação dos solos
Os solos são caracterizados por:
 Serem um sistema particulado de sólidos de diversas origens,
que podem considerar-se indeformáveis;
 Têm uma granulometria de grossos (centímetros) a finos (micro);
as partículas mais finas necessitam processos físico-químicos
para definir a sua constituição; as de maior tamanho apenas
necessitam de processos físicos;
 Têm uma estrutura e fábrica em função da origem dos minerais,
agentes cimentantes, transformações químicas, meio de
deposição, etc.;
 Presença importante de vazios (poros) preenchidos com água
(saturado), com água e ar, ou apenas ar (solo seco); o fluido
intersticial considera-se incompressível às temperaturas normais;
 As deformações do conjunto do solo produzem-se por rotações e
deslizamentos relativos das partículas e por expulsão de água.
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Objetivos da Mecânica dos Solos


 Estabelecer teorias que permitam explicar o
comportamento mecânico e hidráulico dos maciços
terrosos.
 O comportamento mecânico refere-se ao modo
como o solo responde, em termos de deformação, a
alterações do estado de tensão impostas.

 O comportamento hidráulico dos solos tem não só a


ver com grandezas hidráulicas (ex: caudal (vazão)
que atravessa os maciços), mas também com o fato
de o escoamento alterar as tensões instaladas no
solo.

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Estudo dos Solos
 Índices físicos;
 Identificação e classificação; Necessitamos
 Estado de tensão nos maciços; de parâmetros
 Fluxo (permeabilidade e percolação);
 Compactação;
 Compressibilidade e adensamento;
 Resistência ao cisalhamento;  Prospeção
 Empuxos de terras; geotécnica
 Dimensionamento de estruturas de suporte;  Ensaios
laboratoriais
 Estabilidade de taludes;  Ensaios de
 Fundações diretas; campo
 Fundações profundas.
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Definição do estado físico – grandezas básicas

 Va → Volume de ar Wa → Peso de ar
 Vw → Volume de água Ww → Peso de água
 Vs → Volume de sólidos
Ws → Peso das partículas sólidas
 Vv → Volume de vazios
 V → Volume total → Peso seco
W → Peso total
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Índices Físicos dos Solos
 Índice de vazios, e
Vv
e=
Vs
 Porosidade, n (0 a 100%)
Vv
n= ×100%
V
 Grau de Saturação, S (0 a 100%)
Vw
S= ×100%
Vv
 Teor em água (teor de umidade), w (0 a ∞)
Ww
w= ×100%
Ws
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Índices Físicos dos Solos

Condições de umidade possíveis:

N.T.
 Solo seco; Solo Seco
 Solo úmido; Solo húmido
Ascenção
 Solo saturado; Capilar N.F. Solo Saturado

 Solo submerso.
Solo Submerso

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Índices Físicos dos Solos
 Densidade das partículas sólidas, G
Ws
Vs γs Em geral está no intervalo 2,6-2,8
G= =
Ww γw
Vw

 Peso específico das partículas sólidas, γs


Ws
γs = Em geral está no intervalo 25,5-27,5 kN/m3
Vs

 Peso específico da água, γw=9,81≈10,00 kN/m3


Ww
γw =
Vw
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Índices Físicos dos Solos


 Peso específico (volúmico) do solo ou
peso específico aparente ou total, γ
W Ws + Ww
γ= =
V V

 Peso específico seco, γd


W Ws + Ww Ws
γd = = =
V V V

 Peso específico saturado, γsat


W Ws + Ww W + Ww
γ sat = = = s
V Va + Vw + Vs Vw + Vs
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Índices Físicos dos Solos

 Peso específico submerso, γsub ou γ´


γ sub = γ ´= γ sat − γ w

Iw = V ×γ w
Wsat − I w Wsat − (V × γ w )
Wsat
Psat γ sub = =
V V
γ sub = γ sat − γ w
Iw

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Determinação experimental dos


Índices Físicos

 Teor de umidade, w

 Peso específico, γ

 Densidade das partículas sólidas, G


(massa específica das partículas, δs)

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Determinação experimental dos Índices Físicos

Determinação do teor de umidade – método da estufa

1) Secam-se o recipiente e a
tampa e pesam-se (m1).

2) Coloca-se o solo úmido no recipiente e pesa-se o


conjunto (m2).

3) Coloca-se o recipiente com a amostra na estufa e


seca-se.

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Determinação experimental dos Índices Físicos

Determinação do teor de umidade – método da estufa

4) Pesa-se o recipiente com a amostra seca (m3).

5) Calcula-se o teor de umidade, w, da amostra.

m2 − m3
w= × 100%
m3 − m1

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Determinação experimental dos Índices Físicos
Determinação do teor de umidade – método baseado na
radioactividade

1) A fonte emite neutrões, quer


a partir da superfície do terreno,
quer do interior do mesmo.

2) A intensidade da resposta “transmissão


detectada no receptor é indireta” “transmissão
proporcional ao teor em água do direta”
solo.

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Determinação experimental dos Índices Físicos

Determinação do teor de umidade – método do Speedy

O teor de umidade é obtido a


partir da pressão do gás no
interior da garrafa hermética
do aparelho “Speedy”,
resultante da reação da água
contida na amostra com o
carbureto de cálcio que se
introduz na garrafa hermética
.

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Determinação experimental dos Índices Físicos
Determinação do teor de umidade – método do Speedy
Marca de referência
1 – Pesa-se uma quantidade
normalizada de solo, utilizando
para tal a balança que se encontra
na caixa do aparelho (essa
quantidade é obtida quando o
braço da balança ficar nivelado
com a marca de referência); Prato para colocar o solo

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Determinação experimental dos Índices Físicos


Determinação do teor de umidade – método do Speedy
2 – Introduz-se o solo pesado no ponto
anterior na garrafa hermética do aparelho
“Speedy”;

3 – Seguidamente introduzem-se na garrafa


Garrafa
hermética do aparelho “Speedy” duas hermética

esferas de aço, cuja finalidade é ajudarem a


desagregar as partículas de solo;
Esferas de aço

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Determinação experimental dos Índices Físicos
Determinação do teor de umidade – método do Speedy
4 – Prepara-se uma quantidade, também normalizada, de
carbureto de cálcio, a qual corresponde à concha
apresentada na figura completamente cheia;

Carbureto de cálcio

Concha normalizada

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Determinação experimental dos Índices Físicos


Determinação do teor de umidade – método do Speedy
5 – Introduz-se o carbureto de cálcio na tampa da garrafa
hermética do aparelho “Speedy”, fechando-se esta
imediatamente;

6 – Agita-se a garrafa hermética do aparelho “Speedy”


repetidas vezes de forma a desagregar as partículas de solo,
facilitando a reação da água presente neste com o carbureto
de cálcio;

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Determinação experimental dos Índices Físicos
Determinação do teor de umidade – método do Speedy
7 – Devido à reação da água presente no solo
com o carbureto de cálcio, a pressão no
interior da garrafa hermética aumenta.
Quando essa reacção química termina, a
pressão no interior da garrafa hermética
estabiliza e pode-se ler o teor de umidade do
solo, através da leitura do manómetro que se
encontra na base da garrafa hermética .

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Determinação experimental dos Índices Físicos


Determinação do teor de umidade – método do Speedy
O teor de umidade do solo é obtido directamente pela leitura
do manómetro que se encontra na base da garrafa hermética
do aparelho “Speedy”. Esta operação deve ser repetida,
tomando-se o valor médio como sendo o teor de umidade do
solo. O resultado apresenta-se arredondado às décimas.

Os resultados obtidos por esta técnica devem ser calibrados


periodicamente com a técnica de determinação do teor de
umidade utilizando o método da estufa.
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Determinação experimental dos Índices Físicos
Determinação do peso específico (volúmico) – extracção de
amostras indeformadas

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Determinação experimental dos Índices Físicos


Determinação do peso específico – método da garrafa de
areia
1) Regularização da
superfície e colocação
do tabuleiro.

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Determinação experimental dos Índices Físicos
Determinação do peso específico – método da garrafa de
areia
2) Abre-se no solo um
furo cilíndrico de fundo
arredondado e pesa-se
o material recolhido.

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Determinação experimental dos Índices Físicos


Determinação do peso específico – método da garrafa de
areia
3) Preenche-se a
cavidade por meio de
uma areia seca,
previamente calibrada
em laboratório e e
contabiliza-se o peso
de areia necessário.

4) Calcula-se o peso
específico do solo.

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Determinação experimental dos Índices Físicos
Determinação do peso específico – método baseado na
radioactividade

1) A fonte emite raios gama,


quer a partir da superfície do
terreno, quer do interior do
mesmo.
2) A quantidade de raios gama
por unidade de tempo no “transmissão
indireta” “transmissão
receptor (contador Geiger-
direta”
Muller) é inversamente
proporcional ao peso específico
do solo.
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Determinação experimental dos Índices Físicos

Determinação da densidade das partículas sólidas (G)

1) Preparação da amostra de acordo com a norma NBR


6457 (cerca de 250 g).

2) Homogeneizar a amostra e pesar quantidade tal que a


massa seca esteja em torno de 50 g para solos argilos e
siltosos e de 60 g para solos arenosos (quantidade para
uso com o picómetro de 500 cm3) e anotar a massa
como M1.

3) Colocar a amostra numa cápsula com água destilada,


completamente imersa, durante 12 h.
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Determinação experimental dos Índices Físicos
Determinação da densidade das partículas sólidas (G)

4) Com material sobrante,


determinar o teor de umidade.

5) Transferir a amostra para o


copo dispersor lavando a
cápsula com água destilada,
evitando a perda de material.

6) Acrescentar água destilada até


cerca de metade do copo e
dispersar durante 15 minutos.
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Determinação experimental dos Índices Físicos


Determinação da densidade das partículas sólidas (G)

7) Transferir a amostra para o picnómetro com auxílio de


um funil de vidro (lavar bem o copo e o funil para evitar
perda de material).

8) Adicionar água destilada até metade do picnómetro e


aplicar vácuo de pelo menos 88 kPa durante 15 minutos,
agitando o picnómetro em intervalos regulares de tempo.

9) Adicionar água até cerca de 1 cm abaixo da base do


gargalo e aplicar novamente a pressão de vácuo durante
o mesmo período de tempo.
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Determinação experimental dos Índices Físicos
Determinação da densidade das partículas sólidas (G)

10) No caso de não se conseguir a remoção total do ar


aderente às partículas sólidas, colocar o picnómetro em
banho maria durante pelo menos 30 minutos.

11) Adicionar água destilada até 1 cm abaixo da marca de


calibração do picnómetro.

12) Deixar o picnómetro em repouso até que a temperatura


do mesmo se equilibre com a do meio ambiente.

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Determinação experimental dos Índices Físicos


Determinação da densidade das partículas sólidas (G)

13) Com o auxílio de um conta gotas adicionar água até que


a base do menisco coincida com a marca de referência.

14) Enxugar o picnómetro e pesar o conjunto


picnómetro+água+solo e anotar como M2.

15) Determinar logo em seguida a temperatura do conteúdo


do picnómetro. Com esse valor determinar na curva de
calibração correspondente, a massa do picnómetro cheio
de água até à marca de referência e anotar como M3.

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Determinação experimental dos Índices Físicos

Determinação da densidade das partículas sólidas (G)


Calcula-se a massa específica das partículas sólidas pela
expressão:

sendo:

δs – massa específica dos grãos em g/cm3 G


M1 - massa do solo úmido;

M2 - massa do picnómetro com o solo e a água, na temperatura T do ensaio;

M3 - massa do picnómetro com água, na temperatura T do ensaio;

w – umidade inicial da amostra;

δT – massa específica da água na temperatura T.


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