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Módulo 3

MÉTODOS E TÉCNICAS DE ANÁLISE


ECONÓMICA E FINANCEIRA

Curso Profissional: Técnico de Turismo Ambiental e Rural


Disciplina: Turismo e técnicas de gestão
Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

Estrutura financeira da empresa

Definição e estrutura da empresa

Conceito de empresa
A empresa é o resultado de um conjunto de recursos organizados que, atuando no merca-
do, fornece produtos e/ ou serviços em troca duma retribuição monetária.

Pode-se entender por empresa qualquer entidade que possua um conjunto organizado de
meios, com vista a exercer uma atividade económica. Esta atividade pode traduzir-se na
transação e/ou na produção de bens e/ou serviços, com o objetivo de atender a alguma
necessidade humana.

A função económica das empresas é a produção de bens e serviços comercializáveis no


mercado, com vista á obtenção de lucro.
1. Dá um conceito de empresa
2. Pensando na empresa ou negócio que estás a pensar montar:
a) Descreve pormenorizadamente a tua ideia de negócio
b) Explica porque é que a tua ideia é inovadora / Explica como é que a tua empresa
é inovadora, na região em que se localiza
c) Refere o nome da tua empresa
d) Refere duas caraterísticas pessoais tuas que possam contribuir para o sucesso da
tua empresa. Justifica a resposta
e) Descreve o local em que irás montar a tua empresa, referindo a lista de todos os
edifícios que necessitarás
f) Irás comprar esses edifícios ou irás aluga-los? Justifica a resposta
g) Refere qual é será o horário de funcionamento da tua empresa
h) Refere o número de funcionários e o ordenado, habilitações, idade e funções de
cada um
i) Relativamente aos clientes refere: idade, rendimento e origem geográfica

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Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

j) Refere as formas de pagamento que os teus clientes irão utilizar


k) Descreve o equipamento da tua empresa, referindo: funções, custo de aquisição,
custo de manutenção …
l) Descreve o equipamento de escritório que irás necessitar e o respetivo preço
m) Relativamente às compras refere:
• Que produtos é que irás comprar?
• Quando comprar;
• Quanto comprar;
• Onde comprar
n) As vendas da tua empresa serão feitas a pronto ou a crédito? Justifica a resposta
o) Refere em que alturas do ano é que as tuas vendas serão maiores. Justifica a
resposta
p) Irás praticar algum desconto para os clientes que encomendam maiores quanti-
dades? Justifica a resposta
q) Refere o equipamento de transporte que a tua empresa necessita (ou não) de ter
3. Faz uma estimativa, assente em valores, do capital que necessitarás para montar a
vossa empresa
4. Explica a política de descontos que irás aplicar na tua empresa

A Empresa é ainda uma Entidade com enquadramento Jurídico, Económico e Social.


• O enquadramento jurídico define a forma de constituição e funcionamento do
ponto de vista legal. Corresponde a forma legal pela qual os promotores optaram
por desenvolver a sua atividade, que pode ser exercida individualmente ou associ-
ando diversos indivíduos, pessoas físicas ou jurídicas - sociedades ou outras enti-
dades coletivas.
• O enquadramento social garante que a Empresa cumpre com os objetivos de de-
senvolvimento da Sociedade em que se insere.
5. Refere o nome dos fundadores da tua empresa

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Função financeira, gestão financeira e análise financeira

A função financeira de uma empresa prende-se com a obtenção, utilização e controle


dos recursos financeiros, de forma a maximizar o valor da empresa, desenvolvendo ativi-
dades que visem:
• A determinação das necessidades de recursos financeiros (através do planeamen-
to das necessidades, inventariação dos recursos disponíveis, previsão dos recursos a
libertar pela exploração e cálculo dos recursos a obter fora da empresa),
• A obtenção de recursos da forma mais vantajosa (em termos de custos e pra-
zos, condições fiscais, equilíbrio entre a composição dos capitais próprios e alheios).
• A aplicação criteriosa e racional dos recursos (a fim de obter uma estrutura financeira ade-

quada e bons níveis de eficiência e rendibilidade),

• O controlo das aplicações de fundos (através da comparação entre previsões e realizações e pela análise

dos desvios)

• A avaliação da rendibilidade dos investimentos (quer da empresa como um todo, quer


por tipo de capitais utilizados).

A função financeira engloba a gestão financeira e a análise financeira.

A gestão financeira abrange o conjunto de técnicas que visam:


• A obtenção regular e oportuna dos recursos financeiros necessários ao funcio-
namento e desenvolvimento da empresa, ao menor custo possível e sem alienação da
sua independência,
• O estudo e controlo da rendibilidade,

A gestão financeira poderá ser:


• De médio e longo prazo (quanto a políticas de investimento e de financiamento, distri-
buição de resultados ou estrutura e nível dos capitais permanentes),
• De curto prazo

São objetivos da gestão financeira:


• Fazer o planeamento financeiro de médio e longo prazo e de curto prazo
• Assegurar a gestão da tesouraria,

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• Estudar as decisões de investimento e selecionar as fontes de financiamento, negociar


financiamentos,
• Estudar políticas de amortização do imobilizado e distribuição de resultados,
• Assegurar a estrutura financeira mais adequada,

• Manter a integridade do capital e promover o seu reforço,


• Permitir a constante solvibilidade da empresa,
• Assegurar a rendibilidade dos capitais investidos
• Controlar origens e aplicações de fundos.
6. Explica em que é que consiste a solvibilidade da empresa
7. Refere quatro objetivos da gestão financeira de uma empresa

Compete à análise financeira a recolha de dados e o seu estudo, a fim de fornecer in-
formações relevantes ao gestor financeiro, através de um conjunto de técnicas que visam
o estudo passado e presente da situação económico-financeira da empresa, com vista a
determinar a sua provável evolução futura.

A análise financeira pretende obter resposta às seguintes questões:


• A empresa é lucrativa?
• Como é obtido o lucro?
• O que aconteceu no ano anterior?
• Qual nível de faturação da empresa?
• Está muito endividada?
• Que investimentos foram realizados?

O seu objeto consiste em caracterizar a situação económica e financeira da empresa e a


sua evolução ao longo de certo período de tempo (normalmente de 3 a 5 anos), com base
no estudo das demonstrações financeiras e respetivos anexos.
8. Faz uma previsão, devidamente fundamentada, dos vossos gastos mensais
9. Faz uma previsão, devidamente fundamentada, das vossas vendas mensais
10. Explica como é que a tua empresa gerará lucro
11. Calcula o lucro mensal que esperas ter na tua empresa
12. Explica em que é que consiste a análise financeira de uma empresa

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Principais interessados na informação económica e financeira

As demonstrações financeiras refletem a posição financeira das empresas (os seus


recursos e as suas dívidas) e o resultado das suas operações apresentando-as e divulgan-
do-as de forma agregada.

Para que este objetivo seja atingido são necessários determinados procedimentos contabilísticos, que passam por:
• Identificar - distinguir as operações que devem ser tratadas pela contabilidade, como por exemplo as compras,
vendas ou aquisições de equipamentos;
• Reconhecer- significa contabilizar, ou seja incorporar essa informação na contabilidade;
• Mensurar - significa atribuir uma quantia monetária ao facto que se vai contabilizar;
• Apresentar ou elaborar as demonstrações financeiras;
• Divulgar - complementar no Anexo a informação quantitativa que consta nas outras demonstrações financeiras.

Podemos identificar um conjunto de entidades que, por diversas motivações, têm interes-
se no conhecimento das informações de carácter económico e financeiro de uma empresa,
nomeadamente:
• Investidores, Consultores e Analistas Financeiros - correspondem aos proprietá-
rios das empresas (sócios ou acionistas) que fornecem o capital. Precisam de informa-
ção para saber se devem investir numa determinada empresa e qual o retorno espera-
do do seu investimento.
Pretendem analisar a evolução dos seus investimentos, o grau de distribuição ou afe-
tação de resultados, as formas de aumento de capital social, as estratégias de cresci-
mento das suas quotas de mercado e/ou avaliar o potencial de determinada empresa
em que desejam investir.
• Gestores - Pretendem avaliar a sua performance, compreender e controlar as opera-
ções e ter uma base para o planeamento e para a tomada de diversas decisões de
gestão, tais como, decisões de investimento, de financiamento, de distribuição de re-
sultados, de políticas comerciais ou operacionais. Também os contratos ou planos de incentivo aos

gestores assentam essencialmente em elementos financeiros. Muitas empresas estabelecem o recebimento de incenti-
vos (sob forma de bónus pecuniários, viagens ou outros prémios) por parte dos gestores, quando estes atingem os
objetivos predefinidos (ou uma percentagem destes), por exemplo, em termos de Resultados, Rendibilidade dos Capi-
tais Próprios, Vendas ou Rendibilidade Económica. É importante que o gestor possua conhecimento acerca das infor-
mações financeiras da sua empresa em tempo oportuno, a fim de corrigir possíveis desvios na prossecução dos objeti-
vos a atingir.

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• Pessoal e Sindicatos- Pretendem negociar melhores condições de trabalho e maiores benefícios salariais, necessitan-
do de informações financeiras da empresa, dado que estas constituem uma boa fonte de informação acerca da sua si-
tuação atual e potencial rendibilidade e solvabilidade.

• Público - as entidades afetam o público de diversos modos. Por exemplo, podem dar
uma contribuição substancial a economia local de muitas maneiras incluindo o número
de pessoas que empregam e patrocinar comércio dos fornecedores locais. As demons-
trações financeiras podem ajudar o público ao proporcionar informação acerca das
tendências e desenvolvimentos recentes na prosperidade da entidade e o leque das
suas atividades.
• Estado e Outros Entes Públicos - Pretendem calcular o montante de impostos e
taxas devido numa perspetiva fiscal, ou que pretendem, de alguma forma, obter aces-
so aos elementos sobre a sua atividade, tais como, as entidades que acompanham de-
terminados sectores económicos (construção e da habitação por exemplo) a fim de
compatibilizar medidas e políticas.
• Fornecedores e outros credores comerciais - estão interessados em informação
que permita determinar se as quantias que lhes são devidas serão pagas nas datas de
vencimento.
• Outros- Tais como, concorrentes que pretendem avaliar a performance relativa, estudantes ou docentes que preten-
dem realizar trabalhos de investigação académica, ou outras instituições de interesse específico.

13. Refere quem é que poderão ser os investidores no teu projeto? Justifica a resposta
14. Explica como é que conseguirias convencer alguém a investir no teu projeto
15. Explica quem é que serão os gestores do teu projeto
16. Explica porque é que o Estado necessita de saber a situação financeira das empresas
17. Explica quem é que serão os principais fornecedores da vossa empresa
18. Explica porque é que os fornecedores necessitam de saber a situação financeira das
empresas com quem trabalham

Uma análise financeira inclui o estudo comparativo das informações financeiras de uma
ou várias empresas num determinado momento no tempo (Análise Cross-Seccional) e/ou
evolução e tendências dessas informações ao longo do tempo (Análise Time-Serie).

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Análise financeira com recurso a balanços

Balanço de gestão - Conceito e representação gráfica

O Balanço, é um documento estático, um quadro resumido do inventário geral da empre-


sa, comparativo de elementos expressos em unidades de valor, em determinada data. É o
mapa que nos dá a posição financeira da empresa, ou seja, permite identificar os elemen-
tos do ativo líquido, passivo e do capital próprio agrupados em rubricas pré-definidas.
19. Dá um conceito de Balanço

O Balanço procura fazer a comparação entre o Ativo e o Passivo, estabelecendo a sua


diferença o Capital Próprio.

Capital próprio: é o valor líquido do património de uma empresa. O capital próprio


é a diferença entre os ativos e passivos, ou seja, a diferença entre tudo aquilo que a
empresa possui e deve a terceiros.

20. Dá uma noção de capital próprio de uma empresa

Em toda a atividade, há o interesse em, ao proceder-se à comparação entre aqueles dois


grupos de valores, obter uma diferença (CP) cada vez maior, de modo que o Ativo supere
o Passivo.

Por motivos vários, pode suceder que, no fim de determinado exercício económico, os
valores que a empresa dispõe (Ativo) sejam inferiores às obrigações que a empre-
sa tem para com terceiros (Passivo). Nesse caso, a comparação entre o Ativo e o Pas-
sivo traduzirá um prejuízo e o Capital Próprio da empresa será negativo.
Quando o seu passivo seja manifestamente superior ao ativo, e com dificuldade em cum-
prir com as suas obrigações vencidas, a empresa estará numa situação de insolvência.
21. Dá exemplo de dois elementos do ativo de uma empresa
22. Dá exemplo de dois elementos do passivo de uma empresa
23. Dá um conceito de insolvência
24. O que é que acontece quando o passivo de uma empresa é maior que o seu ativo?

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O balanço traduz sempre um equilíbrio entre três grandezas: Ativo, Passivo e Capital Pró-
prio.
Na sua forma mais simples, é passível de representação através de duas colunas verticais:
na primeira representa-se o Ativo e na segunda figuram o Passivo e o Capital Próprio.

O equilíbrio patrimonial pode ser representado algebricamente na igualdade, conhecida


por equação geral do balanço:

A = P + CP
O balanço é um documento contabilístico que reflete a situação financeira da empresa
num determinado momento listando os bens e os direitos (o ativo), e as obrigações da
empresa perante terceiros (o passivo).

Balanço, preparação para análise


O formato do balanço corresponde as divulgações mínimas que as entidades são obrigadas a indicar:
✓ Incluir a identificação (nome da entidade),
✓ A data a que se reportam as contas (normalmente 31/12/N),
✓ A unidade monetária em que relata (normalmente em €).

O balanço deve evidenciar os comparativos relativos ao período anterior, normalmente 31/12/N-1.

O modelo de balanço aprovado para as diferentes entidades pode-se sintetizar da seguinte


forma:

Itens Valor €.
Ativo
Mobiliário 2.400
Equipamento 3.000
Estado (IVA dedutível) 23
Depósitos à ordem 5.500
Caixa 419
Total do ativo líquido 11.342

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Passivo Os ativos e passivos não devem ser

Fornecedores (Fatura do fornecedor) 1.123 compensados, ou seja, não se deve


deduzir ao ativo valores de um passivo
Estado 69
associado e vice-versa.
Total do passivo 1.192
Capital próprio Por exemplo, se a empresa X vende ao
Capital próprio no início do periodo 10.050 cliente Y 5.000€ de mercadorias a
Gastos (perda em mobiliário) - 100 crédito, e em simultâneo essa empresa

Gastos (energia) - 100 realiza um serviço à X no montante de


200 €, também a crédito, estas duas
Rendimentos + 300
operações devem ser evidenciadas na
Total do capital próprio 10.150
empresa X separadamente:
- A dívida de Y (1.000 €) constara numa rubrica do ativo
- A dívida a X constara no passivo, no montante de 200 €.
Para se entender o balanço e necessário perceber o que significam os itens a relatar, o seu conteúdo e a sua disposição
nesse mapa contabilístico. Os itens correspondem a um conjunto homogéneo de elementos patrimoniais, agrupados sob
uma conta.

25. Faz uma previsão do ativo da tua empresa, referindo:


a) todas as mercadorias que terás que ter em armazém
b) As dívidas que irás ter dos teus clientes

26. Refere quem é que serão os sócios da tua empresa


27. Explica, fundamentadamente, quanto é que necessitarás para montar a tua empresa
28. Explica como é que irás conseguir o capital necessário para montar a tua empresa
29. Explica porque é que em geral as empresas devem dinheiro ao Estado

Balanço social

O balanço social fornece um conjunto de informações essenciais sobre a situação social da em-
presa, pondo em evidência pontos fortes e pontos fracos da gestão social dos recursos humanos,
o grau de eficiência dos investimentos sociais e os programas de ação que visem a realização pes-
soal dos trabalhadores, a sua identificação com a empresa e a melhoria da sua própria vida.

O balanço social nas empresas é, simultaneamente um meio de informação, um utensílio de negociação ou de concertação e
um instrumento de planeamento e gestão nas áreas sociais e de recursos humanos.

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O balanço social deve con-


ter as seguintes informa-
ções, relativas à:
1. IDENTIFICAÇÂO DA
EMPRESA
A empresa deve identificar
a sua atividade principal,
aquela de que aufere maior
volume de vendas ou de
serviços prestados se nela
se exercer mais de que
uma atividade, o estabelecimento, ou seja, a unidade económica que, sob um único
regime de propriedade ou de controlo, produz exclusiva ou principalmente um grupo ho-
mogéneo de bens ou serviços num único local, incluindo sempre a sede da empresa.

EMPREGO
Neste âmbito a empresa deve indicar elementos como o número de pessoas ligadas à em-
presa por um contrato de trabalho a termo e sem termo, o número médio de pessoas
empregues durante o ano, a respetiva estrutura etária, qualidade e estrutura de níveis
de habilitação.

Ainda neste capítulo, o número médio anual de contratados a termo e aqueles que passa-
ram ao quadro permanente, as promoções: por antiguidade, mérito ou outras, o potenci-
al máximo anual (número total de horas que teoricamente a empresa laborará durante
o conjunto de dias úteis do ano), o total de horas efetivamente trabalhadas e as ausências
ao trabalho
30. Refere o tipo de contrato que irás fazer com cada um dos funcionários que irás ter de
contratar.

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CUSTOS COM PESSOAL


Custos com o pessoal pertencente aos órgãos sociais (por ex.: corpos gerentes, conselho
fiscal, etc.) e os que respeitem aos restantes trabalhadores.

O salário direto e os subsídios e prémios regulares: montante ilíquido anual pago às pes-
soas ao serviço no ano, com carácter regular, em cada período de pagamento e referente
a prémios de produtividade ou rendimento, subsídios de antiguidade ou assiduidade,
subsídios de turno, por trabalho noturno, por trabalhos penosos ou sujos, de função ou
responsabilidade, pagamento das horas suplementares, trabalho noturno extraordinário
e trabalho em dias de descanso.
31. Os colaboradores da tua empresa irão receber prémios de produtividade? Justifica a
respos
32. Refere três riscos relacionados com a higiene e segurança que possam ocorrer na tua
empresa
33. Os teus funcionários irão de ter que trabalhar por turnos? Justifica a resposta
34. Os teus funcionários irão de ter que fazer trabalho noturno? Justifica a resposta
35. Os teus funcionários irão de ter que trabalhar ao fim-de-semana? Justifica a resposta

HIGIENE E SEGURANÇA
Aqui deve também indicar o número de acidentes de trabalho e eventuais doenças profis-
sionais

FORMAÇÃO PROFISSIONAL
Entende-se por “ações de formação profissional” cursos organizados que visam a
aquisição de conhecimentos e aptidões exigidos para o exercício de funções próprias de
uma profissão ou grupo de profissões em qualquer atividade económica.
36. Dá um conceito de ações de formação profissional

PROTECCAO SOCIAL COMPLEMENTAR:


Aqui entende-se por encargos (prestações) os montantes de prestações pecuniárias a cargo da empresa complementares
das garantidas pelo regime geral da segurança social, diretamente suportadas e garantidas pela própria empresa.

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Ainda os encargos (prémios ou contribuições) ou montantes a cargo da empresa destinados a custear esquemas completa-
res de segurança social, que podem ter a natureza de regimes profissionais complementares, fundos de pensões, fundos de
poupança-reforma (feitos pela empresa a favor dos seus trabalhadores), seguros de grupo, etc.

O Balanço Social não se confunde com a política de recursos humanos interna que analisa a relação da empresa com
seus funcionários. Enquanto que aquele preocupa-se também com os feitos da empresa em relação à sociedade externa, ou
seja, desde investidores e fornecedores até ao meio ambiente e Estado.

O Balanço Social, como estratégia de mudança, de impacto eminentemente social e cultural, tem por objeto demonstrar ao
universo de utilizadores, de forma confiável, uma prestação de contas, para que possam conhecer e avaliar a qualidade
dos investimentos, aplicação de recursos e o cumprimento das destinações orçamentárias.

Métodos e técnicas de análise

Comparação de balanços sucessivos


Enquadra-se no estudo dinâmico dos documentos e da sua estrutura económica e financeira em diferentes períodos para
analisar a sua evolução. A comparação pode ser feita em valores absolutos, em percentagens, em gráficos e em números
índices.

Valores absolutos

O estudo de um Balanço apresenta carácter estático, enquanto que o estudo de Balanços


Sucessivos (o período utilizado varia normalmente entre 3 a 5 anos) apresenta um carác-
ter dinâmico e facilita a visualização dos dados necessários à análise.

A comparação do último balanço da empresa com os anteriores, em termos absolutos,


permite obter facilmente uma visão direta e rápida da evolução da sua situação finan-
ceira, através das mutações havidas nas diferentes massas patrimoniais.

O quadro elaborado para este efeito costuma designa-se por mapa ou quadro de muta-
ções de valores, o qual serve de base para apreciação das origens e aplicações de liqui-
dez, através do Mapa de origens e aplicações de fundos (MOAF)

O estudo de balanços sucessivos deve ser completado com análise crítica do MOAF que vai permitir o estudo da interdepen-
dência das variações das diversas rubricas de balanço.

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Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

A simples constatação dos acréscimos e decréscimo das diversas rubricas do balanço, em anos seguidos, permite a obtenção
de certas informações, e sobretudo interrogações, com interesse sobre a situação da empresa, que foram aprofundadas e
esclarecidas através de outros métodos de análise.

37. Explica porque é que a análise financeira deve analisar os sucessivos balanços de uma
empresa

Mapa de Origem e Aplicação de Fundos (MOAF)


Quando observamos e analisamos um Balanço e uma Demonstração de Resultados nada nos é dito sobre algumas vivências
da empresa, nomeadamente:

o Que investimentos foram efetuados?

o Como foram financiados esses investimentos?

o Como foi financiada a atividade corrente?

o Se foram distribuídos lucros, etc.

O Mapa de Origens e Aplicação de Fundos vem responder a estas perguntas.

38. Caso ainda não o tenhas feito, refere todos os investimentos que irás ter que fazer
para montar a tua empresa
39. Caso ainda não o tenhas feito, refere como é que irás financiar esse investimento

O Mapa de Origem e Aplicação de Fundos representa um conjunto de fluxos de ca-


rácter monetário verificado numa determinada empresa e num determinado período. O
principal objetivo do MOAF é a compreensão das razões dos aumentos e diminuições do
fundo de maneio (relação entre o ativo circulante e o passivo circulante) num determinado
período.
40. Explica em que é que consiste o Mapa de Origem e Aplicação de Fundos
41. Refere qual é que é o objetivo do Mapa de Origem e Aplicação de Fundos
42. Pensando no caso da tua empresa, calcula quanto dinheiro é que necessitas ter em
caixa / depósitos á ordem, para fazer face às despesas do teu dia-a-dia. Justifica a tua
resposta
43. Refere quais é que são as consequências para uma empresa em se endividar em de-
masia

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Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

Gráficos

Os dados podem ser analisados em termos absolutos ou relativos e o analista recorre


normalmente a gráficos, a fim de visualizar mais facilmente as rubricas com maior peso
nas Aplicações e nas Origens e suas respetivas variações.

Exemplos de gráficos da evolução da estrutura das aplicações (%) e das ori-


gens (%)

Números

Os Resultados Líquidos de um exercício, quando superiores a zero, podem ser distribu-


ídos por Reservas e por Dividendos para os sócios, transitando o remanescente para o
acumulado da conta de Resultados Transitados.

As Reservas representam um “capital” de reserva que em tudo se assemelha ao Capital, excerto pelo facto de o seu valor
não ser registado notarialmente. Há Reservas legais (percentagem dos resultados do exercício anterior que tem, por lei, que
transitar para a conta de Reservas, caso haja Resultados Líquidos positivos), estatutárias (percentagem de transferência que
os sócios fundadores definiram nos estatutos da sociedade) e livres, percentagem que pode ser votada em Assembleia
Geral, desde que não fira nenhuma das anteriores.

A conta de Resultados Líquidos do Exercício (RLE) é uma conta que ao longo de um exer-
cício vai contabilizando proveitos e custos, só se tornando RLE no fim do período e, de-
pois, logo “morre” (fazendo-se um reset), dando origem a uma transferência para as con-
tas de Resultados Transitados e eventualmente de Reservas em termos de exercício se-
guinte.
44. Explica o que é que são os dividendos de uma empresa

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Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

45. Explica porque é que a empresa não deve distribuir todos os seus dividendos

Índices

Os índices normalmente utilizados para complementar as análises associadas à Política de


Financiamento, pretendem essencialmente avaliar a capacidade da empresa para fazer
face aos seus compromissos a médio longo prazo (solvabilidade), determinar a sua de-
pendência face a terceiros (autonomia) e avaliar o (des)equilíbrio das fontes de financi-
amento face aos investimentos efetuados.

Os índices são os seguintes:

Solvabilidade (Solv)
Determina a capacidade da empresa para fazer face aos seus compromissos a médio lon-
go prazo, e reflete o risco que os seus credores correm, através da comparação dos níveis
de Capitais Próprios investidos pelos sócios ou acionistas, com os níveis de Capitais Alheios
aplicados pelos credores.

Solv = Capitais Próprios / Passivo

Análise:
• Solv < 1: o valor dos Capitais Próprios é inferior ao Passivo. Esta situação reflete elevado risco para os credores
da empresa, dado que os Capitais Próprios não são suficientes para fazer face às Dívidas a Terceiros;
• Solv = 1: o valor dos Capitais Próprios é igual ao valor do Passivo, ou seja, a empresa detém capital próprio sufi-
ciente para cobrir todos os créditos obtidos;
• Solv > 1: o valor dos Capitais Próprios é superior ao Passivo. Esta situação reflete baixo risco para os credores da
empresa, dado que os Capitais Próprios são suficientes para fazer face às Dívidas a Terceiros e a empresa ainda
detém alguma margem de segurança.

Recomendação
Por uma questão de prudência, os analistas defendem que os Capitais Próprios devem ser, no mínimo, iguais aos Capitais
Alheios, ou seja, Solv ≥ 1.

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Autonomia Financeira (AF)


Determina a (in)dependência da empresa face a Capitais Alheios, dando apoio na análise
do risco sobre a estrutura financeira de uma empresa.

AF = Capitais Próprios / Ativo Líquido

Análise:
A Autonomia Financeira varia entre zero e um, dado que os Capitais Próprios não podem
ser superiores ao valor do próprio Ativo Líquido. Quanto mais elevado for o nível dos Capi-
tais Próprios, maior o nível de autonomia da empresa face a terceiros.

Deste modo, quando:


• A Autonomia Financeira apresenta um valor baixo: indica grande dependência
em relação aos credores, situação que para além dos riscos inerentes, é desvantajosa
na negociação de novos financiamentos;
• A Autonomia Financeira apresenta valores tanto mais próximos de 1: a empresa é me-
nos dependente de Capitais Alheios, apresentando valores mais baixos de Encargos Fi-
nanceiros e beneficiando a sua rendibilidade.
• O valor máximo de 1 representa a situação em que o Ativo Líquido é financiado a
100% por Capitais Próprios, ou seja, a empresa tem 0% de Dívidas a Terceiros.

Cobertura do Imobilizado por Capitais Permanentes (CICP)


Determina se a empresa está a financiar o Imobilizado Líquido (capitais permanentes das
Aplicações de Fundos) recorrendo a Capitais Permanentes (das Origens de Fundos).

CICP = Capitais Permanentes / Imobilizado Líquido

Note-se que este índice é calculado com base nas mesmas rubricas do Fundo de Maneio. Sendo o Fundo de Maneio = Capi-
tais Permanentes – Imobilizado Líquido.

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Capacidade de Endividamento (CE)


Determina até que ponto a empresa ainda pode recorrer a aumentos de Capitais Alheios,
sem comprometer a sua solvabilidade e autonomia financeira.

O índice da Capacidade de Endividamento analisa e estabelece as relações entre os vários


tipos de financiamento do lado das Origens de Fundos.

CE = Capitais Próprios / Capitais Permanentes


46. Explica porque é que as empresas se têm que endividar
47. Explica em que é que consiste a capacidade de endividamento de uma empresa
48. Qual é que é a principal consequência de uma empresa se endividar em dema-
sia?

Análise:
A Capacidade de Endividamento, calculada com base neste rácio, varia entre zero e um, dado que os Capitais Próprios não

podem ser superiores ao valor dos Capitais Permanentes. Quanto mais elevado for o nível dos Capitais
Próprios, maior a capacidade de endividamento da empresa face a terceiros.

O valor máximo de 1 representa a situação em que os Capitais Próprios são iguais aos Capitais Permanentes por ausência de
Dívidas a Terceiros a Médio Longo Prazo.

Recomendação:
Embora não haja um valor de referência universal, em termos gerais, a maioria dos analistas recomenda que os Capitais
Próprios devem representar pelo menos 50% dos Capitais Permanentes, ou seja, que CE ≥ 0,5.

O mesmo será dizer que:


CE= Capitais Próprios / Dívidas a Terceiros a Médio Longo Prazo ≥ 1

Fundo de maneio: necessidades e fórmula de cálculo


O fundo de maneio é o montante necessário para que uma empresa consiga assegurar o
exercício normal da sua atividade. É uma espécie de almofada financeira que as empresas
devem garantir para que estas apresentem a capacidade de gerar liquidez a curto prazo.

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Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

O fundo de maneio corresponde à porção dos capitais permanentes que não é consumida
no financiamento do imobilizado líquido e que cobre as necessidades de financiamento do
ciclo de exploração.

Para que serve?


• Muitas falências de empresas acontecem por falta de liquidez. Com um fundo de ma-
neio, uma empresa consegue ter a capacidade de criar dinheiro, assim como consegue
responder a possíveis atrasos nos pagamentos por parte dos clientes ou a eventuais
pagamentos antecipados a fazer aos fornecedores.
• Cada empresa apresentará as suas necessidades específicas, e mesmo dentro da
mesma empresa, o valor do fundo de maneio necessário pode variar ao longo do ano.

Como calcular as necessidades e o fundo de maneio?


As necessidades do fundo do maneio consistem na soma dos clientes e das existências
e na subtração dos fornecedores.

Necessidades = clientes + existências – fornecedores

O fundo de maneio é igual ao ativo circulante menos o passivo circulante.

Fundo de maneio = ativo circulante – passivo circulante

O ativo circulante é o valor que uma empresa espera converter em dinheiro no prazo de
um ano, enquanto o passivo circulante é o valor das despesas a pagar no mesmo prazo
(impostos, salários, empréstimos, dívidas a fornecedores, etc.).
49. Dá um conceito de ativo circulante e de passivo circulante

Exemplo
Uma empresa tem como ativo circulante:
Existências – 20.000€
Clientes – 10.000€

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Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

Contas bancárias e caixa – 5.000€


Total – 35.000€

E como passivo circulante:


Empréstimos bancários – 5.000€
Dívidas a fornecedores – 5.000€
Impostos a pagar – 7.000€
Salários a pagar – 10.000€
Total – 27.000€

O fundo de maneio desta empresa equivale a 8.000€ = 35.000€ - 27.000€

Limitar o investimento em fundo de maneio


Perante o crescimento das necessidades do fundo de maneio, uma empresa pode tomar
diferentes medidas, para reduzir o investimento, como por exemplo:
• redução das quantidades e dos valores em stock;
• aumento dos prazos e dos valores de pagamento;
• diminuição dos prazos e dos montantes de recebimento;
• venda de mercadorias em consignação;
• descontos de pronto pagamento;
• melhoria dos processos produtivo
50. Explica em que é que consiste a venda de mercadorias à consignação
51. Explica em que é que consistem os descontos de pronto pagamento

Fundo de maneio líquido

O fundo de maneio é uma margem de segurança da empresa.

O equilíbrio financeiro de uma empresa existe se for observada a regra do equilíbrio


financeiro mínimo: os capitais utilizados para financiar qualquer elemento do ativo – sto-
cks, imobilizações ou outros – devem ficar à disposição da empresa, pelo menos, enquan-
to permanecerem os itens adquiridos com esses capitais.

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Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

Haverá equilíbrio numa estrutura financeira quando há um ajustamento entre os graus


de liquidez e de exigibilidade das dívidas. Isto é, se os compromissos assumidos pe-
rante terceiros estiverem cobertos pela capacidade de transformação dos ativos em meios
líquidos.

Considerando que podem ocorrer desvios na previsão das datas de recebimento e/ou pa-
gamento ou alterações na duração do ciclo de exploração, o equilíbrio de uma estrutura
financeira deve ter em conta uma margem de segurança.

A margem de segurança é constituída por capitais permanentes destinados a financiar


uma parte dos capitais circulantes. A essa margem de segurança dá-se o nome de Fundo
de Maneio Líquido, e a empresa estará equilibrada em termos financeiros quando este
for suficiente.

O Fundo de Maneio Líquido deverá ser suficiente para:


• Financiar os capitais circulantes com características mais fixas, como os stocks
mínimos indispensáveis, saldos de clientes e disponibilidades com características de
permanência. Este financiamento deve ser no montante que excede a obtenção de
créditos de funcionamento com carácter regular e permanente. Os créditos de funcio-
namento dependem muito das condições conseguidas junto dos principais fornecedo-
res.
• Minimizar riscos que possam alterar desfavoravelmente o ativo circulante, como os
créditos de cobrança duvidosa, stocks de difícil alienação e outros.
52. Explica em que é que consistem os “clientes de cobrança duvidosa”

Alguns fatores que implicam um aumento do Fundo de Maneio Líquido suficiente:


• O acréscimo da duração do ciclo de exploração – tempo médio que decorre entre a
entrada e a saída do stock em armazém;
• O aumento do período de tempo necessário ao fabrico;
• A expansão da atividade instalada;
• A diversificação dos negócios ou penetração noutros mercados;

• O aumento do preço dos fatores de produção;

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Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

• O aumento de prazos no crédito concedido a clientes;


• A redução dos prazos na obtenção de crédito de fornecedores.
53. Explica em que é que consiste o fundo de maneio
54. Faz a lista de todo o ativo circulante (de curto prazo) que necessitas para o funciona-
mento da tua empresa
55. Calcula, de forma fundamentada, o que irás gastar em ativo circulante
56. Faz a lista de todo o imobilizado (de longo prazo) que necessitas para o funcionamen-
to da tua empresa
57. Calcula, de forma fundamentada, o que irás gastar em imobilizado
58. Explica a diferença entre depósitos à ordem e depósitos a prazo

Fundo Maneio líquido ou Permanente, deve ser o suficiente para cobrir a margem de segurança, determinada pela
diferença entre os capitais circulantes e as dívidas de curto prazo.

FML= Capitais Permanentes – Ativo Imobilizado Líquido = Ativo Circulante – Débitos de Curto Prazo

Quanto maior o valor, maior a confiança de que a empresa será capaz de realizar dinheiro para cumprir os seus compromis-
sos.

Equilíbrio financeiro a curto prazo

Equilíbrio financeiro consiste na capacidade da empresa de gerar valor ou rendimento


que permita satisfazer todos os agentes com interesses na organização e garantir a sua
sobrevivência e expansão a longo prazo.
59. Dá um conceito de equilíbrio financeiro

O Fundo de Maneio resulta da igualdade


Fundo de maneio = Ativo Corrente – Passivo Corrente
ou
Fundo de maneio = Capitais Permanentes - Ativo Fixo

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Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

INDICADORES DE LIQUIDEZ E TESOURARIA


Grau Liquidez Geral = Ativo circulante / Passivo Curto Prazo
Grau Liquidez Reduz. = Ativo Maneável / Passivo Curto Prazo
Grau Liquidez Imediata = (Dispon + Aplicações Financeiras curto prazo / Passivo Curto Prazo
Tesouraria Líquida = Disponibilidades – Empréstimos Obtidos Curto Prazo
Tesouraria Líquida / Proveitos Operacionais

Os indicadores de liquidez medem o equilíbrio financeiro de curto prazo da empresa,


relacionando diferentes medidas de ativos de curto prazo com as responsabilidades assu-
midas de curto prazo. Naturalmente, valores superiores a 1 configuram situações favoráveis na medida em que

evidenciam uma situação em que a empresa é capaz de cumprir as suas obrigações recorrendo aos ativos de curto prazo de
que dispõe.

Apesar disso, são indicadores que devem sempre ser analisados com muito cuidado. Assim, o valor destes indicadores sofre
muitas vezes alterações que, indiciando melhorias, podem ser negativas para a tesouraria da empresa. Por exemplo, uma
subida do Grau de Liquidez Geral pode resultar de uma subida demasiado elevada e indesejada dos saldos de Clientes a
Receber, o que pode significar atrasos nas cobranças das Vendas realizadas.

Equilíbrio financeiro a médio e longo prazo


Ao nível dos indicadores de atividade, temos uma análise do ciclo de exploração da
empresa que nos dá uma ideia da eficiência com que a empresa está a gerir os seus ati-
vos.

A rotação do ativo diz-nos de que modo a empresa utiliza os seus ativos na sua ativida-
de. Um alto volume de Vendas relativamente à dimensão do ativo significa que a empresa
aproveita muito os investimentos que realizou. Obviamente que esse volume de negócios
pode ser mais ou menos rentável, mas é de qualquer modo, positivo que este rácio tenha
um valor que seja o mais alto possível.
60. Faz uma previsão, devidamente fundamentada, da tua previsão de vendas
a) Durante os dias da semana
b) Aos fins-de-semana
c) Durante as férias
61. Irás pagar aos fornecedores a pronto? A 30 dias? Ou a 90 dias? Justifica a tua res-
posta

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Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

Quanto aos Prazos Médios, demonstram de que modo a empresa é capaz de gerir a sua
atividade em termos financeiros.

Altos valores de Existências e Dívidas a Receber são passíveis de dois tipos de interpreta-
ções:
• Por um lado, significam ativos que corresponderão a receitas futuras, no curto prazo, o
que contribui para a saúde financeira da empresa.
• Por outro lado, são ativos que necessitam de financiamento, pelo que um aumento
desses valores representa um investimento que deve ser financiado.

Por esse motivo os Prazos Médios devem ser seguidos atentamente de maneira a otimizar
a gestão financeira de curto prazo da empresa.

Análise financeira com demonstração de resultados

Saldos intermédios de gestão

O mapa de tesouraria é obrigatório na análise financeira da empresa. É o mapa de te-


souraria que nos mostra os fluxos monetários, isto é a relação entre os pagamentos e os
recebimentos e por consequência a situação de excedentes ou défice de tesouraria.
62. Explica em que é que consiste o mapa de tesouraria

A empresa deve também fazer um orçamento anual de tesouraria, com detalhe men-
sal, a fim de atempadamente prevenir os défices de tesouraria, tomando as medidas ade-
quadas, nomeadamente pelo recurso ao crédito de curto prazo, atrasando pagamentos a
fornecedores ou tentando encurtar os prazos de recebimento dos clientes.
Esse orçamento deve ser comparado mensalmente com a situação real, a fim de se identi-
ficarem os desvios e a sua origem.
63. Faz um orçamento de tesouraria:
a) Diário
b) Semanal
c) Mensal

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Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

O saldo funcional das operações de tesouraria é o indicador Tesouraria Líquida.

Tesouraria Líquida = Tesouraria ativa – Tesouraria Passiva


Ou
Tesouraria Líquida = Fundo de Maneio – Fundo de maneio Necessário

A Tesouraria não pode apresentar saldo negativo (isto é, valores ativos inferiores aos pas-
sivos).

Um déficit de Tesouraria significa também que o Fundo de Maneio não é suficiente para
cobrir as Necessidades de Fundo de Maneio. Tal situação, quando não controlada, pode
obrigar à paragem de qualquer atividade a muito curto prazo.

Cash-flow e autofinanciamento

O termo Cash-Flow (em português, fluxos de caixa), designa o saldo entre as entradas
e saídas de capital de uma empresa durante um determinado período de tempo, podendo
ser calculado mediante a construção de um mapa de fluxos de tesouraria.
64. Dá o conceito de Cash-Flow

A demonstração dos fluxos de caixa tem como objetivo apresentar as alterações veri-
ficadas de caixa e seus equivalentes, atendendo aos fluxos monetários, agrupados pelas
atividades operacionais, de investimento e de financiamento.
65. Explica qual é que é o objetivo das demonstrações dos fluxos de caixa

A realização ou não de um projeto de investimento depende essencialmente da sua renta-


bilidade futura, ou por outras palavras da capacidade de gerar fluxos financeiros (recei-
tas) num futuro mais ou menos próximo, de modo a cobrir as despesas efetuadas com a
sua realização e funcionamento.
66. Aponta quatro razões, que demonstrem a rentabilidade do teu projeto
Amortização anual = Valor do equipamento / número de anos que dura o equipamento
67. Calcula as amortizações mensais que necessitas da fazer na tua empresa

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Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

A análise do cash-flow pode ser usada para:


• Avaliar o estado ou performance de um projeto;
• Determinar problemas de liquidez. Ser lucrativo não significa necessariamente ser líqui-
do. Uma empresa pode falhar por falta de liquidez mesmo sendo lucrativa;
• Para determinar a taxa de rendibilidade de um projeto.
68. Aponta três razões para se analisar o cash-flow das empresas

Fórmula de Cálculo do Cash-Flow:

Cash Flow = RL + AA - REx

Em que RL são os resultados líquidos, AA as amortizações e outros ajustamentos de valor


efetuados aos ativos e REx os resultados extraordinários.
69. Se a tua empresa gerar lucro, explica o que é que irás fazer com esse lucro

Cash-flow de exploração
Quando no cálculo do cash-flow são utilizados apenas os custos de exploração e os provei-
tos de exploração, o resultado é o cash-flow de exploração. Este mede a capacidade
da empresa em gerar disponibilidades através da sua atividade normal, isto é, expurgada
de acontecimentos extraordinários e dos resultados das políticas de aplicações financeiras
e de financiamento.
70. Explica em que é que consiste o cash-flow de exploração

Pelo facto de proporcionar uma medida da capacidade da empresa em libertar meios mo-
netários, o cash-flow torna-se um excelente indicador da capacidade de autofinancia-
mento da empresa, isto é, da sua capacidade para efetuar novos investimentos sem ne-
cessidade de recorrer a fontes de financiamento externas.

O autofinanciamento, como o próprio nome indica, corresponde a uma fonte de finan-


ciamento gerada dentro da empresa. Distingue-se, assim, de outras fontes de financia-
mento ao dispor das empresas, como sejam o recurso a financiamentos externos (nomea-
damente bancários) ou as entradas adicionais de capital efetuadas pelos respetivos deten-

25
Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

tores de capital. Em termos empresariais, o autofinanciamento é de facto uma das princi-


pais fontes de financiamento utilizadas.
71. Calcula o montante do empréstimo que terias que pedir ao Banco, para financiar o teu
projeto
72. Explica como é que uma empresa pode financiar os investimentos que necessita de
fazer

O autofinanciamento num determinado período corresponde aos meios libertos líquidos


gerados, ou seja, à soma das rubricas de resultado líquido do exercício, amortizações do
exercício e provisões do exercício.

O grau de liquidez do autofinanciamento gerado por uma empresa num determinado


período depende de vários fatores: política de concessão de crédito a clientes; política de
obtenção de crédito dos fornecedores; política de gestão das existências; política de inves-
timentos em capital fixo e respetiva política de financiamento; política de distribuição de
lucros.
73. Explica em que é que consiste a política de concessão de crédito a clientes
74. Explica em que é que consiste a política de obtenção de crédito de fornecedores
75. Dá exemplo de duas existências (matérias-primas, matérias subsidiárias e mercadori-
as) que um restaurante tenha que ter armazenadas
76. Explica qual é que é a consequência de uma empresa ter muitas (demasiadas) exis-
tências em armazém
77. Explica qual é que é a consequência de uma empresa ter poucas existências em arma-
zém
78. Nos primeiros anos de vida uma empresa, esta deve distribuir todo o seu lucro? Justifi-
ca a resposta
79. Pensando no caso da tua empresa, explica como é que poderás fazer autofinancia-
mento da mesma

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Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

Margem bruta

No decurso da sua atividade as empresas obtêm um determinado volume de proveitos,


derivados das operações de venda de produtos e prestação de serviços. Para a obtenção
desses proveitos as empresas incorrem em vários tipos de custos (custo das mercadorias
vendidas, custo das matérias consumidas, custos com pessoal, custos com fornecimentos
e serviços diversos, custos com as amortizações dos bens do ativo imobilizado, etc.).
80. Pensado no caso tua empresa calcula: custos com pessoal e custos com fornecimentos
e serviços diversos

A descrição da performance de uma empresa em termos de proveitos e custos para um


determinado período (normalmente 1 ano) é apresentada no mapa contabilístico de de-
monstração de resultados, que permite o cálculo, através da diferença entre esses
proveitos e custos, do resultado líquido por ela obtido nesse período.

No entanto, é possível obter resultados intermédios a partir da demonstração de resulta-


dos que permitem avaliar a performance da empresa não em termos globais mas relati-
vamente a uma área ou item específico. Nesse contexto, as empresas avaliam frequente-
mente qual o valor da sua margem bruta:

A margem bruta é a diferença entre o valor das vendas e o custo das mercadorias
vendidas (empresas comerciais) ou custo dos produtos vendidos (empresas industriais).
Reflete o que a empresa ganha diretamente da sua atividade.

O valor da margem bruta relativo a um determinado período corresponde à diferença


entre o valor das vendas e o valor dos custos das mercadorias vendidas e matérias con-
sumidas.

Esta margem deve permitir cobrir todos os outros gastos e gerar um excedente que ga-
ranta o auto financiamento da empresa e a remuneração dos capitais próprios (através
dos dividendos) e alheios (pagamento dos juros).

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Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

81. Dá um conceito de margem bruta de comercialização


82. Caso esteja a esteja a fazer o trabalho sobre uma empresa comercial, determina a tua
margem bruta de comercialização. Se estiveres a fazer o trabalho sobre outro tipo de
empresa, calcula a margem bruta de comercialização de um restaurante

A margem bruta pode ser calculada em termos percentuais com base em duas referenciais - o custo dos bens vendidos ou
sobre o valor de venda.

Como qualquer indicador ele deve ser lido no contexto de uma atividade concreta.

A empresa pode melhorar a sua margem bruta, por adquirir os produtos mais baratos ou
praticar um preço de venda mais elevado.
83. Explica a onde é que vais adquirir as mercadorias que utilizarás na tua empresa. Justi-
fica a tua resposta
84. Explica a onde é que vais adquirir os equipamentos que utilizarás na tua empresa.
Justifica a tua resposta

A margem bruta é assim um indicador de primeira linha da performance da empresa ao


nível da sua atividade operacional. Habitualmente, a margem bruta é avaliada em termos percentuais, corres-

pondendo ao diferencial do peso do CMVMC nas vendas. Assim, se por exemplo o peso do CMVMC nas vendas é de 60%, a
margem bruta será de 40%.

As empresas podem proceder ao cálculo da sua margem bruta global ou, no caso de tran-
sacionarem mais de um produto, mercadoria ou serviço, da margem bruta de cada um
destes.

Custos operacionais variáveis

De entre o conjunto dos custos suportados por uma determinada empresa (custos totais),
há uma divisão fundamental que pode ser efetuada entre custos fixos (ou custos de es-
trutura) e custos variáveis (ou custos proporcionais).

Genericamente, os custos suportados por uma empresa podem ser classificados como
fixos (no caso de o seu valor não depender do volume de vendas ou produção) ou vari-

28
Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

áveis (quando o valor do custo em causa está diretamente associado ao volume de ven-
das e/ou produção).
85. Explica qual é que é a diferença entre custos fixos e custos variáveis
86. Pensando no caso da tua empresa, dá exemplo de quatro custos fixos e dá exemplo
de quatro custos variáveis

Os custos operacionais variáveis representam a parte das despesas que variam com a
produção, ou seja, que aumentam quando o nível de produção aumenta e vice-versa.

A existência de custos é uma consequência direta da existência de produção, uma vez que
a produção utiliza, entre outros, fatores produtivos tais como:
• Matérias-primas.
• Equipamentos.
• Energia.
• Instalações.
• Trabalho.
87. Pensando no caso da tua empresa, explica quanto é que vais gastar em:
a) Matérias-primas
b) Equipamentos
c) Energia
d) Instalações

Constitui tarefa das empresas procurarem métodos de produ-


ção eficientes, ou seja, que permitam o máximo de produção
ao mínimo custo.

Uma empresa com atividade nula não suportará quaisquer


custos variáveis; verificando-se uma evolução dessa ativida-
de, os custos variáveis evoluem no mesmo sentido.

29
Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

A forma que assume a relação entre os custos variáveis e a produção/venda que lhes dá
origem, varia de empresa para empresa.

Relativamente aos custos com a mão-de-obra, é importante referir que a sua consideração
como custos variáveis ou custos fixos não é unânime. De facto, os custos com os salários
deverão ser considerados como variáveis quando se verifica um elevado grau de flexibili-
dade ao nível da gestão do pessoal.
88. Pensando na tua empresa, irás ter trabalhadores tarefeiros? Justifica a tua resposta

Numa fábrica a despesa com matéria-prima é um custo variável pois está diretamente
relacionada com a quantidade produzida.

Os custos variáveis modificam-se em função das quantidades produzidas (nível de atividade). Quanto mais se produz, maio-
res são os custos variáveis.

Exemplos de custos variáveis:


• Custos das mercadorias vendidas;
• Custo das matérias consumidas;
• Fornecimentos e serviços externos;
• Impostos diretos.
89. Refere dois impostos que a tua empresa terá que pagar

Custos fixos

Os custos fixos das empresas relativamente a um determinado período representam


assim o volume de custos suportados mesmo que a produção nesse mesmo período seja
nula.

É fundamental que cada empresa conheça o volume de custos fixos e variáveis que supor-
ta num determinado período, embora nem sempre essa valoração seja de fácil execução.
Podem dar-se como exemplo desta parcela dos custos totais de uma empresa os seguin-
tes: amortizações dos bens do ativo imobilizado, prémios de seguro, rendas de edifícios,
alugueres de equipamentos, juros de empréstimos contraídos, etc.

30
Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

Relativamente aos salários pagos aos traba-


lhadores existem interpretações diversas relati-
vamente à sua (não) consideração como custo
fixo.

Em geral, pelo menos quando com base em con-


tratos de trabalho de longo prazo, os custos com
pessoal são considerados custos fixos.
O custo fixo unitário (Cfu) é um custo inversamente proporcional às quantidades produ-
zidas.

Cfu = CFT / Q

Já os custos totais (CT) são o somatório de todos os custos fixos (CF) com o somatório
dos custos variáveis: (CV):

CT = CF + CV

Neste âmbito é também habitual definir-se o conceito de


custo fixo médio, que representa o valor dos custos
fixos por unidade produzida pela empresa e é calculado
através do quociente entre o valor dos custos fixos totais
e a quantidade produzida relativamente a um determina-
do período.

Análise económica

Análise da rendibilidade da empresa

A rendibilidade representa a taxa de retorno (ou rendimento) de determinada grandeza:


por exemplo, a rendibilidade de uma máquina pode ser entendida como a comparação

31
Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

entre o ganho líquido proporcionado pela máquina comparado com o valor dessa mesma
máquina.

No caso de uma empresa, a sua rendibilidade pode ser entendida como os ganhos propor-
cionados por essa mesma empresa comparados com o seu próprio valor.

Conceito de Rendibilidade do Capital Próprio


A Rendibilidade do Capital Próprio (RCP), mede a capacidade dos capitais próprios da em-
presa em gerar retorno financeiro. Pode-se considerar a rendibilidade do capital próprio
como sendo a rendibilidade da empresa.

A rendibilidade do investimento é um indicador crucial, na medida em que mede o desem-


penho de todos os capitais investidos na empresa, qualquer que seja a sua forma de fi-
nanciamento. Esta rendibilidade indica a sobrevivência financeira a longo prazo e a capa-
cidade de atrair capitais.

Podemos dizer que a rendibilidade nos dá informação sobre a eficiência da gestão, a capa-
cidade da empresa gerar resultados e o nível de planeamento e controlo de gestão.
Calcula-se da seguinte forma:
𝐑𝐞𝐬𝐮𝐥𝐭𝐚𝐝𝐨 (%)
𝑅𝑒𝑛𝑡𝑎𝑏𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑜 𝑖𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 =
𝐈𝐧𝐯𝐞𝐬𝐭𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨

Como investimento podemos utilizar o ativo total.

32
Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

Turismo e Técnicas de Gestão


Módulo 3 – Métodos e técnicas de análise económica e financeira
Trabalho Prático – A análise financeira e o empreendedorismo

Número máximo de elementos – 2

Data de entrega – 26/03/2019

Titulo – Nome da empresa

Formato – Word

Capa
• Nome da escola
• Nome da disciplina
• Nome e número do módulo
• Turma e ano
• Nome completo dos alunos

ÍNDICE

Introdução
• Descrição sintética da empresa
• Explica a razão de escolha do tema
• Refere duas caraterísticas pessoais tuas que possam contribuir para o sucesso da tua empresa.
Justifica a resposta
• Forma como o trabalho está organizado

Enquadramento teórico
• Dá um conceito de empresa
• Explica em que é que consiste a solvibilidade da empresa
• Refere quatro objetivos da gestão financeira de uma empresa
• Dá um conceito de análise financeira de uma empresa
• Explica porque é que o Estado necessita de saber a situação financeira das empresas
• Explica porque é que os fornecedores necessitam de saber a situação financeira das empresas
com quem trabalham
• Dá um conceito de Balanço
• Dá um conceito de insolvência

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Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

• Explica em que é que consiste o Mapa de Origem e Aplicação de Fundos


• Refere qual é que é o objetivo do Mapa de Origem e Aplicação de Fundos
• Refere quais é que são as consequências para uma empresa em se endividar em demasia
• Explica o que é que são os dividendos de uma empresa
• Explica em que é que consiste o fundo de maneio
• Explica a diferença entre depósitos à ordem e depósitos a prazo
• Dá um conceito de equilíbrio financeiro
• Dá o conceito de Cash-Flow
• Aponta três razões para se analisar o cash-flow das empresas
• Dá um conceito de margem brua de comercialização
• Explica qual é que é a diferença entre custos fixos e custos variáveis

Desenvolvimento prático
Pensando na empresa ou negócio que estás a pensar montar:
• Descreve pormenorizadamente a tua ideia de negócio
• Explica porque é que a tua ideia é inovadora / Explica como é que a tua empresa é inovadora,
na região em que se localiza
• Explica como é que a tua empresa é importante para a região em que se localiza
• Refere o nome da tua empresa
• Descreve o local em que irás montar a tua empresa
• Refere o número de funcionários, ordenado e funções de cada um
• Relativamente aos clientes refere: idade, rendimento, género e origem geográfica
• Refere as formas de pagamento que os teus clientes irão utilizar
• Descreve o equipamento da tua empresa, referindo: funções, custo de aquisição, custo de
manutenção …
• Descreve o equipamento de escritório que irás necessitar e o respetivo preço
• Faz uma lista de todos os edifícios que necessitarás para montar o teu negócio
• Irás comprar esses edifícios ou irás aluga-los? Justifica a resposta
• Relativamente às compras refere:
• Que produtos é que irás comprar?
 Quando comprar;
 Quanto comprar;
 Onde comprar
• As vendas da tua empresa serão feitas a pronto ou a crédito? Justifica a resposta
• Refere em que alturas do ano é que as tuas vendas serão maiores. Justifica a resposta
• Irás praticar algum desconto para os clientes que encomendam maiores quantidades? Justifica
a resposta
• Refere o equipamento de transporte que a tua empresa necessita (ou não) de ter

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Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

• Faz uma estimativa, assente em valores, do capital que necessitarás para montar a tua empre-
sa
• Quando aplicável explica a política de descontos da vossa empresa
• Refere o nome dos fundadores da vossa empresa
• Explica que lucro mensal que esperas ter na tua empresa
• Faz uma previsão, devidamente fundamentada, dos teus gastos mensais
• Faz uma previsão, devidamente fundamentada, das tuas vendas mensais
• Refere quem é que poderão ser os investidores no teu projeto
• Explica como é que conseguirias convencer alguém a investir no teu projeto
• Explica quem é que serão os gestores do teu projeto
• Explica quem é que serão os principais fornecedores da tua empresa
• Refere todas as mercadorias que terás que ter em armazém
• Explica como é que irás conseguir o capital necessário para montar a tua empresa
• Refere o horário de funcionamento a empresa
• Refere o número de funcionários que a tua empresa vai ter, descrevendo as funções habilita-
ções e salário de cada um desses funcionários
• Refere o tipo de contrato que irás fazer com cada um dos funcionários que irás ter de contra-
tar
• Os teus funcionários irão de ter que trabalhar por turnos? Justifica a resposta
• Os teus funcionários irão de ter que fazer trabalho noturno? Justifica a resposta
• Os teus funcionários irão de ter que trabalhar ao fim-de-semana? Justifica a resposta
• Calcula quanto dinheiro é que necessitas ter em caixa / depósitos á ordem, para fazer face às
despesas do teu dia-a-dia. Justifica a tua resposta
• Faz a lista de todo o ativo circulante (de curto prazo) que necessitas para o funcionamento da
tua empresa
• Calcula, de forma fundamentada, o que irás gastar em ativo circulante
• Faz a lista de todo o imobilizado (de longo prazo) que necessitas para o funcionamento da tua
empresa
• Calcula, de forma fundamentada, o que irás gastar em imobilizado
• Faz uma previsão devidamente fundamentada da tua previsão de vendas
✓ Durante os dias da semana
✓ Aos fins-de-semana
✓ Durante as férias
• Irás pagar aos fornecedores a pronto? A 30 dias? Ou a 90 dias? Justifica a tua resposta
• Calcula o montante do empréstimo que terias que pedir ao Banco, para financiar o teu projeto
• Calcula: custos com pessoal e custos com fornecimentos e serviços diversos

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Turismo e técnicas de gestão

Módulo 15-Métodos e técnicas de análise económica e financeira

Conclusão
Aponta quatro razões, que demonstrem a rentabilidade do teu projeto

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