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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS

PRO-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO

O computador: Uma breve leitura semiótica


Josué Froner
Disciplina: Tópicos Especiais IV Processos de Criação Intersemióticos
Prof. Dra. Rosemara Staub de Barros
A semiótica está presente há algum tempo no campo de estudos de muitos
teóricos, mas em Charles Peirse ela encontra vasão e este procura exaustivamente
através de seus estudos estruturar a teoria moderna dos signos. Então uma
conceituação de signo se faz necessária para Eco (2002) "Um signo é tudo que
pode ser tomado como substituindo significativamente outra coisa." Para Peirse,
segundo Santaella (2001) semiótica é "uma teoria sígnica do conhecimento que
busca divisar e deslindar seu ser de linguagem, isto é, sua ação de signo", sendo
também a ciência de toda e qualquer linguagem ou seja dos fenômenos que
produzem significação e sentido buscando-se descrever e analisar nos fenômenos
sua constituição como linguagem. Santaella (2001) afirma “Não há nada, para nós
mais aberto à observação do que os fenômenos”. Fenômeno este entendido como
“qualquer coisa que esteja de algum modo e em qualquer sentido presente à
mente” fazendo alusão a fenomenologia peirseniana que representa a descrição e
análise das experiências que estão em aberto para todo homem em qualquer lugar
a qualquer hora, real ou não, mas que apareça na mente do homem.
Neste sentido o computador através de suas diferentes representações que
atingem os homens é visto como fenômeno. Aqui cabe especificar duas
observações, o computador máquina ou objeto e o que o computador faz, sua
serventia, que está representada pelo aparato de códigos que traduzidos através
de linguagens próprias se apresentam através de impulsos luminosos e sonoros,
neste mesmo sentido, encontraremos a própria linguagem escrita ou falada que
tem singularmente sua representações mentais. Mas não obstante devemos
esquecer que este aparato já tem sido estudado através da semiótica
computacional uma das abordagens sobre o assunto. A ideia de que o computador
é usado através de signos, e de que o projetista propõe signos quando cria um
software, gera um novo campo de pesquisa. Este campo de pesquisa é o da
Semiótica Computacional, que segundo Gudwin (1997)

“Semiótica computacional refere-se à tentativa de emular o ciclo de


semiose dentro de um computador digital. Entre outras coisas, isto é
feito visando a construção de sistemas inteligentes autônomos
capazes de realizar o comportamento inteligente, o que inclui a
percepção, modelagem de mundo, juízo de valor e geração de
comportamento. Há uma reivindicação que a maior parte do
comportamento inteligente deve ser devido ao processamento da
semiótica no âmbito dos sistemas autónomos, no sentido de que um
sistema inteligente deve ser comparável a um sistema semiótico.”

Estes estudos não serão a abordagem deste texto, visto que a intencionalidade é
classificar o computador nas categorias peirsenianas, analisando este objeto
através da tríade primeiridade, secundidade e terceiridade, onde a primeira
corresponde ao acaso, originalidade, a segunda à ação e reação dos fatos
concretos, existentes e reais e a terceira diz respeito à mediação ou processo.
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Relacionado a primeiridade – qualidade, o computador surgiria na consciência


imediata mas estaria oculto ao nosso pensamento, visto que não o conhecemos e
estamos nos deparando com este objeto neste momento, e somente neste
momento é que ocorre este sentimento, o depois já traz outras interações mentais
referente a experiência que passou, só que esta instancia do signo, atualmente é
talvez uma possibilidade de ocorrência para pessoas que nunca haviam visto ou
ouvido sobre o computador, talvez um indígena de uma tribo remota amazônica por
exemplo. Atualmente ocorre a entrada contínua deste equipamento na sociedade, a
criança desde cedo já tem contato com o conhecimento sobre o computador,
acusando sua existência ou quem sabe visualizando um existente ( o próprio
computador) em sua casa, na televisão, através de conversas dos pais enfim,
Santaella faz alusão nestes casos de “consciência passiva” a que não opõem
resistência naquele momento, pois não tem respaldo de interpretação ou analise
que possa induzir deduções ou reflexões.
Cabe neste momento referir a definição de signo para Peirce (1977)

Signo ou Representamen é aquilo que, sob certo aspecto ou modo,


representa algo para alguém. Dirige-se a alguém, isto é, cria, na
mente dessa pessoa, um signo equivalente, ou talvez um signo
mais desenvolvido. Ao signo assim criado denomino interpretante
do primeiro signo. O signo representa alguma coisa, seu objeto.
Representa esse objeto não em todos os seus aspectos, mas com
referência a um tipo de idéia que eu, por vezes, denominei
fundamento do representâmen.

Segundo Santaella simplificadamente “o signo é uma coisa que representa uma


outra coisa: seu objeto” em consonância com Eco (2002) neste caso pode-se dizer
que o olhar o objeto pode ser um signo, a representação linguística do objeto
também o é, a fotografia do mesmo, o desenho do mesmo, uma imagem televisiva
do mesmo, enfim o signo para ser melhor entendido deve ser visto através de sua
composição conceitual, ele representa um objeto dinâmico (objeto real físico ou
não) através de um objeto imediato que é o que está representado no signo, sua
aparência se for um desenho, a palavra que o representa – computador. Então,
tem-se o interpretante imediato que é a aptidão de representação do signo em uma
mente interpretadora qualquer, são possibilidades, segue-se do interpretante
dinâmico ou seja o que realmente ou efetivamente o signo produz na mente, este
está relacionado a limitação do conhecimento de quem interpreta. Também tem-se
o interpretante em si que seria um outro signo da mesma natureza que através de
pensamento vem em analogia ao primeiro, como por exemplo computador, vem a
mente de alguém, quando houve ou lê esta palavra, Desktop, notebook ou netbook.
Eco (2002) clarifica a questão do interpretante para não ser confundido com quem
interpreta, ou interprete então afirma que “o interpretante é aquilo que assegura a
validade do signo mesmo na ausência do interprete”.

A secundidade que é representada pela ação de um sentimento sobre o interprete


e sua reação específica a este estímulo, Santaella especifica que “ qualquer
relação de dependência entro dois termos é uma relação diádica, isto é
secundidade”. A autora em questão traz também como caracterização deste
estágio “ a compulsão, a absoluta coação sobre nós de alguma coisa que
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interrompe o fluxo de nossa quietude, obrigando-nos a pensar de modo diferente


daquilo que estivemos pensando, que constitui a experiência.”
No caso de um objeto computador, que após ser sentido através de suas
qualidades, que conforme o prisma do olhar, pode-se ter qualidades externas e
internas, externas através de sua forma, cor, textura, materialidade e interna
referente a utilização do mesmo em diferentes situações como para escrita,
comunicação, criação, visualização de imagens e muitas outras, se o primeiro já foi
registrado através de qualidades e a ação do objeto no sujeito desencadeia reação
e quando esta reação é pensada ou processada na mente do sujeito já está no
limite de adentrar a terceiridade onde ocorrerá a síntese intelectual do primeiro e do
segundo que “corresponde à camada de inteligibilidade, ou pensamento em
signos, através da qual representamos e interpretamos o mundo.” Perceber não se
não através de uma tradução do objeto percebido em um julgamento de percepção
ou elaborar cognitivamente, mediar signicamente o interpretante que o objeto traz
em outros signos.

Então o computador como signo quando percebido pode gerar uma cadeia de
percepções distintas dependendo do seu interprete, ele o computador, pode
produzir como signos a comunicação, a tecnologia, a internet, software ou
programas das mais variadas utilizações, jogos e por ai vão os signos provocados
pelo signo computador, então se verifica o papel do interprete, nós humanos, nesta
relação. Se o interprete for uma criança possivelmente irá gerar em sua mente,
quando em contato com o signo computador, outro signo como jogo, e talvez um
jogo em específico, que o interprete tenha uma vivência ou experiência ou
conhecimento anterior. Então o signo não é monolítico e sim um complexo de
relações oriunda da mente humana conforme Santaella.

Peirse, segundo Santaella (2001) classificou os signos em diversas divisões


triádicas (de três) as mais conhecidas e utilizadas são a relação do signo consigo
mesmo que podem dividir-se em quali-signo (qualidade do objeto), sin-signo (um
existente singular, material, concreto) e legi-signo (uma lei), a relação do signo
com seu objeto dinâmico, que pode se dividir-se em ícone (qualidade interpretável
do signo na relação com seu objeto), índice (conexão do existente com o todo que
representa, um apontador para uma outra coisa) e símbolo (uma lei – legi-signo,
por convenção ou pacto coletivo, em relação ao seu objeto) e a relação do signo
com seu interpretante, que se divide em rema (possibilidade através da qualidade
apresentada, o parecer com algo, o interpretante que o ícone produz), dicente
(signo de existência concreta) e argumento (é um signo de raciocínio lógico que
relaciona premissas sugerindo uma conclusão verdadeira).

Baseado nestas conceituações breves pode-se exemplificar e explorar a situação


do dicente computador, a máquina que existe no espaço e tempo, ele pode ser um
quali-signo através de sua qualidade material ou sua qualidade física, sua cor
cinza, dos equipamentos antigos e que permanecem até hoje, apesar das
inovações de design para este produto, mas também nesse sentido é icônico visto
que tem qualidades interpretáveis não deixando de ser uma rema que traz a
possibilidade através da qualidade que se apresenta, parecendo-se com
computador. O computador como tecnologia é um ícone, devido a sua qualidade de
modernidade, de cibernético. Assim como pode ser um sin-signo através da
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representação que o mesmo infere através dos sentidos do observador apontando


para o objeto computador, pois a retenção da imagem do objeto na mente humana,
que adentra através do sentido da visão não é o objeto propriamente dito, mas sim
uma representação imagética que também não deixa de ser um índice por apontar
para todos os computadores daquele formato ou não e sim para computadores,
sendo também indicativo e dicente. É também um legi-signo na medida em que a
palavra que o representa “computador”, conforme o código e leis da língua
vernácula, desencadeia na mente do interprete a noção armazenada do objeto
computador que outrora tenha experenciado, sendo também indicativo e dicente.
Já quando um signo está relacionado com seu objeto por uma associação de idéias
gerais ele é tido como um símbolo remático, então falamos ou lemos a palavre TIC
designando Tecnologia da Informação e Comunicação vem a mente o computador
e suas potencialidades, também nesta mesma linha pode-se ter uma imagem de
vários desenhos de monitores (representações somente da tela de computadores)
unidos por um fio circular conectando todos um ao outro, os monitores fazem
referencia ao computador porque faz parte de usa composição mas não é o
computador é um constituinte deste, mas que em determinadas situações o
representa signicamente , como neste caso do desenho que representa uma rede
circular fechada de computadores, mas este símbolo do computador vem
carregado na mente do interprete de associações de idéias gerais simbólicas do
computador tendo assim um símbolo dicente.

Referencia
ECO, Umberto. Tratado Geral de Semiótica. 3ª imp da 4ª ed. Lisboa: Presença,
2002.

PEIRCE, Charles Sanders. Semiótica. Trad. J. Teixeira Coelho. São Paulo:


Perspectiva, 1977.

R.R.Gudwin and F.A.C. Gomide, "Computational Semiotics : An Approach for the


Study of Intelligent Systems - Part I : Foundations" – Technical Report RT-DCA09 -
DCA-FEEC-UNICAMP, 1997.

SANTAELLA, Lúcia. O que é semiótica. 17ª reimp. São Paulo: Brasiliense, 2001.