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F´ısica III - Eletromagnetismo

Prof. Dr. Angelo Cerqueira

Cap´ıtulo 1 A carga el´etrica

1.1 Introdu¸c˜ao

A carga el´etrica ´e uma propriedade intr´ıseca da mat´eria tal como a massa. A intera¸c˜ao

que est´a relacionada com a massa ´e a gravitacional atrav´es da atra¸c˜ao entre corpos, como por exemplo a atra¸c˜ao que a Terra exerce sobre a Lua. A carga el´etrica est´a relacionada com

as intera¸c˜oes el´etricas que podem exercer for¸cas de repuls˜ao ou atra¸c˜ao entre os corpos. As intera¸c˜oes el´etricas foram descobertas na antiguidade pelos fil´osofos gregos que descobriram que o ˆambar friccionado atra´ıa pequenos fragmentos de palha. Por isso, o termo el´etrico tem origem na palavra grega “elektron” que significa ambar.ˆ Entretanto, os gregos sabiam tamb´em que “certas” pedras eram capazes de atrair ferro. Estas pedras s˜ao as magnetitas. A eletricidade e o magnetismo se desenvolveram indepen- dentemente at´e 1820 quando Oersted descobriu que uma corrente el´etrica ao percorrer um fio provocava uma deflex˜ao na agulha imantada de uma b´ussola.

O eletromagnetismo foi desenvolvido posteriormente por Michael Faraday e James Clerk

Maxwell. Maxwell desenvolveu um conjunto de equa¸c˜oes que desempenham um papel fun-

damental na teoria eletromagn´etica.

1.2 A estrutura atˆomica

A estrutura dos ´atomos pode ser descrita se baseando em trˆes part´ıculas: o el´etron que

possui carga el´etrica negativa; o pr´oton, de carga positiva; e o nˆeutron que n˜ao possui carga el´etrica. Os pr´otons e os nˆeutrons no interior de um ´atomo constituem um caro¸co central denso, chamado de n´ucleo atˆomico, cujo diˆametro ´e da ordem do 10 15 m. Em torno do n´ucleo, h´a uma camada de el´etrons que se estende at´e uma distˆancia de aproximadamente igual a 10 10 m para fora do n´ucleo.

1.3 Processos de eletriza¸c˜ao de um corpo

Dizemos que um corpo est´a eletrizado ou eletricamente carregado quando este possui excesso de algum tipo de carga, positiva o negativa.

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Figura 1.1: A estrutura atˆomica. Tabela 1.1: S´erie tribolel´etrica. Afinidade com o el´etron (-) vidro

Figura 1.1: A estrutura atˆomica.

Tabela 1.1: S´erie tribolel´etrica. Afinidade com o el´etron (-)

vidro madeira couro prata papel pl´astico borracha sint´etica

(+)

Eletriza¸c˜ao por atrito:

Ao se atritar dois bast˜oes de pl´astico com peli¸ca, estas ao se aproximarem, se repelem, na fig.1.2.a, neste caso a peli¸ca transfere el´etrons para o pl´astico. Quando tomamos dois bast˜oes de vidro e atritamos com seda, verificamos que, ao repetir a experiˆencia anterior, os dois bast˜oes tamb´em se repelem. Mas, neste caso o vidro transfere el´etrons para a seda, na fig.1.2.b. Mas se colocamos os bast˜oes de pl´astico e vidro pr´oximos, verificamos que eles se atraem, na fig.1.2.c. Da´ı, podemos concluir que corpos que possuem cargas iguais se repelem e cargas diferentes se atraem. Benjamin Franklin descreveu as cargas com sinais mais(positivas) e menos(negativas). A tabela 1.1 ´e uma vers˜ao bem resumida da s´erie triboel´etrica. quanto mais baixo o material se encontra nesta s´erie, maior ser´a sua afinidade com os el´etrons.

Indu¸c˜ao :

No processo de eletriza¸c˜ao por indu¸c˜ao , consideremos uma esfera isolada neutra fig.1.3.a. Na figura 1.3.b, ao aproximar uma haste de borracha carregada a carga da esfera ´e re- distribu´ıda. A seguir, ´e mostrado na fig.1.3.c quando a esfera ´e aterrada, alguns de seus el´etrons saem pelo fio aterrado. Na figura 1.3.d, o fio ´e removido, a esfera pos- sui um excesso de carga positiva distribu´ıda de maneira n˜ao -uniforme. E finalmente, na figura 1.3.e, quando a haste ´e removida, o excesso de carga positiva se redistribui uniformemente.

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Figura 1.2: Eletriza¸c˜ao por atrito: em (a) intera¸c˜ao entre duas barras de pl´astico e (b)

Figura 1.2: Eletriza¸c˜ao por atrito: em (a) intera¸c˜ao entre duas barras de pl´astico e (b) intera¸c˜ao entre duas barras de vidro, h´a repuls˜ao pois as cargas s˜ao iguais; em (c) intera¸c˜ao entre carga diferentes nas barras de vidro e pl´astico, ocorre atra¸c˜ao . Fonte: H.D. Young, R.A. Freedman. Sears and Zemansky’s University Physics with modern physics; 12th ed.; Ed. Pearson.

Physics with modern physics; 12th ed.; Ed. Pearson. Figura 1.3: Processo de carga por indu¸c˜ao em

Figura 1.3: Processo de carga por indu¸c˜ao em uma esfera isolada. Fonte: H.D. Young, R.A. Freedman. Sears and Zemansky’s University Physics with modern physics; 12th ed.; Ed. Pearson.

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Figura 1.4: Representa¸c˜ao gr´afica das mol´eculas polarizadas num bal˜ao em uma parede. Fonte: H.D. Young,

Figura 1.4: Representa¸c˜ao gr´afica das mol´eculas polarizadas num bal˜ao em uma parede. Fonte: H.D. Young, R.A. Freedman. Sears and Zemansky’s University Physics with modern physics; 12th ed.; Ed. Pearson.

Polariza¸c˜ao :

A polariza¸c˜ao de mol´eculas individuais produz uma camada de carga negativa na su- perf´ıcie da parede isolante fig.1.4.

1.4 Classificando os materiais

Condutores: materiais onde as cargas el´etricas se movem livremente, mas em tais meios existe resistˆencia mesmo que pequena ao movimento dessas cargas. Exemplo: metais, corpo humano, agua´ de torneira,etc.

N˜ao -condutores, isolantes ou diel´etricos: materiais onde as cargas n˜ao se movem livre- mente. Exemplo: vidro, madeira, ´agua destilada(pura), pl´astico, etc.

Semi-condutores: materiais onde as carga se movem em determinados valores de dife- ren¸ca de potencial e corrente el´etrica aplicados.

Super-condutores: materiais onde as cargas se movem livremente, sem que o meio forne¸ca qualquer resistˆencia.

1.5 Propriedades da carga el´etrica

1.5.1 Quantiza¸c˜ao da carga

Uma caracter´ıstica importante ´e o fato da carga el´etrica n˜ao aparecer em qualquer quanti- dade, mas apenas como um m´ultiplo inteiro de uma unidade fundamental, a carga elementar

e.

q = ne;

n = ±1, ±2, ±3,

A carga elementar ´e uma das constantes fundamentais da f´ısica e tem o seguinte valor:

e = 1, 60 × 10 19 C

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Este valor foi obtido experimentalmente pelo f´ısico Robert Millikan; em 1923, Millikan ganhou o prˆemio Nobel por seus trabalhos sobre a carga el´etrica. Ele utilizou gotas de oleo,´ numa cˆamara com dois eletrodos de metal, e balanceou cuidadosamente as for¸cas gravitacional e eletromagn´etica para a determina¸c˜ao da carga elementar. Esta experiˆencia ser´a discutida com mais detalhes no pr´oximo cap´ıtulo.

1.5.2 Conserva¸c˜ao da carga

Uma outra caracter´ıstica muito importante da carga el´etrica ´e que ela, em um sistema isolado, sempre ´e conservada. A lei de conserva¸c˜ao da carga el´etrica ´e uma lei fundamental da natureza. A unidade da carga el´etrica no Sistema Internacional, S.I, ´e o Coulomb(C).

1.6 A lei de Coulomb

O engenheiro Charles de Coulomb(1736-1806) estudou a for¸ca de intera¸c˜ao entre corpos carregados em 1784. Ele usou uma balan¸ca de tor¸c˜ao semelhante `a da figura 1.5.

uma balan¸ca de tor¸c˜ao semelhante `a da figura 1.5. Figura 1.5: Balan¸ca de tor¸c˜ao de Charles

Figura 1.5: Balan¸ca de tor¸c˜ao de Charles de Coulomb. Fonte: H.D. Young, R.A. Freedman. Sears and Zemansky’s University Physics with modern physics; 12th ed.; Ed. Pearson.

Atrav´es desta experiˆencia, Coulomb verficou que a for¸ca eletrost´atica ´e inversamente proporcional ao quadrado da distˆancia entre os corpos carregados,

1 2 .

r

(1.1)

Coulomb utilizou a balan¸ca de tor¸c˜ao visto que o movimento angular de um pˆendulo de tor¸c˜ao j´a era bem conhecido no MHS,

F

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(1.2)

A equa¸c˜ao (1.2) ´e a Lei de Hooke aplicada ao pˆendulo de tor¸c˜ao . Desta forma, o m´odulo da for¸ca eletrost´atica de atra¸c˜ao ou repuls˜ao entre duas cargas

F = κθ.

puntiformes q e q separadas por uma distˆancia r, ´e dado por

F = k e

qq

r 2

.

Onde k e ´e a constante eletrost´atica cujo valor ´e

k e =

4π 1 0 = 8, 99 × 10 9 N.m 2 /C 2 .

(1.3)

(1.4)

E 0 ´e a constante de permissividade el´etrica no v´acuo:

0 = 8, 85 × 10 12 C 2 /N.m 2 .

(1.5)

Podemos tamb´em escrever a express˜ao para a for¸ca eletrost´atica da seguinte forma:

F =

1

qq

4π 0

r 2 .

(1.6)

A for¸ca eletrost´atica obedece ao princ´ıpio da superposi¸c˜ao . Havendo n part´ıculas carre-

gadas, elas interagem independentemente aos pares, e a for¸ca sobre qualquer uma delas, a` part´ıcula 1, por exemplo, ´e dada pela soma vetorial at´e a en´esima carga,n:

(1.7)

F 1 =

F 12 + F 13 + F 14 +

F 1n .

1.6.1 Teorema das cascas esf´ericas

Existem dois teoremas importantes para as cascas esf´ericas na eletrost´atica.

Uma casca esf´erica uniformemente carregada atrai ou repele uma part´ıcula carregada localizada externamente `a ela como se toda a carga estivesse concentrada em seu centro.

Uma casca esf´erica uniformemente carregada n˜ao exerce nenhuma for¸ca eletrost´atica sobre uma part´ıcula carregada que esteja localizada em seu interior.

OBS:

Alguns dados uteis.´ Massa do pr´oton: m p = 1, 67 × 10 27 kg Massa do el´etron: m e = 9, 11 × 10 31 kg

1.7

Exemplos

de hidrogˆenio ´e de 5, 3×10 11 m.

(a) Qual ´e o m´odulo da for¸ca eletrost´atica que atua entre as part´ıculas? (b) Qual ´e o m´odulo da for¸ca gravitacional? Solu¸c˜ao :

1.A distˆancia m´edia r entre o el´etron e o pr´oton no atomo´

F e =

1

4π 0

q e q p

r 2

=

(8, 99 × 10 9 Nm 2 /C 2 )(1, 60 × 10 19 C) 2

(5, 3 × 10 11 m) 2

6

F g = G m e m p

r

2

F e = 8, 19 × 10 8 N

= (6, 67 × 10 11 m 3 /kgs 2 )(9, 11 × 10 31 kg)(1, 67 × 10 27 kg)

(5, 3 × 10 11 m) 2

F e = 3, 6 × 10 47 N

2.O n´ucleo de um atomo´

de ferro, cujo raio mede aproximadamente 4, 0×10 15 m, cont´em

26 pr´otons. Qual ´e a for¸ca de repuls˜ao eletrost´atica entre dois pr´otons?

Solu¸c˜ao :

F e =

1

e 2 2 = (8, 99 × 10 9 Nm 2 /C 2 )(1, 60 × 10 19 C) 2

(4, 0 × 10 15 m) 2

4π 0 r

F e = 14N

3.Uma distribui¸c˜ao de seis part´ıculas mantidas fixas em suas posi¸c˜oes , onde a = 2, 0cm e θ = 30 o . As seis cargas tˆem m´odulos iguais, q = 3, 0 × 10 6 C; seus sinais est˜ao indicados na figura abaixo. Qual ´e a for¸ca eletrost´atica resultante F 1 , que atua sobre q 1 devida a todas as outras cargas?

, que atua sobre q 1 devida a todas as outras cargas? Solu¸c˜ao : Aplicamos o

Solu¸c˜ao : Aplicamos o princ´ıpio da superposi¸c˜ao .

F 1 =

F 12 + F 13 + F 14 + F 15 + F 16 +

Podemos verificar no diagrama que F 12 e F 14 se cancelam.

verticais de

F 13 e F 15 .

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Assim como as componetes

Os m´odulos das for¸cas s˜ao dados por: F 12 = F 14 = k e

Os m´odulos das for¸cas s˜ao dados por:

F 12 = F 14 = k e q 4a 1 q 2 2

F 13 = F 15 = k e q 1 q 3 F 13 = F 15

a

2

F 16 = k e q 1 q 6

a

2

As componentes da for¸ca resultante:

F y = F 15y F 13y = 0

F x = F 16 + F 13x + F 15x = 2F 13x F 16

Ent˜ao , temos que

F R = F x + F y = 0 + 2F 13x F 16 ,

sabendo que,

Ent˜ao ,

F 13x = F 13 senθ.

F R = 2F 13 senθ F 16 .

Lembrando que todas as cargas tˆem m´odulo q e que sen30 o = 1/2, temos:

F R = 2k e

q 2

2 1

a

q 2

2 k e a 2 F R = 0

1.8 Exerc´ıcios propostos

1.Duas esferas condutora idˆenticas, “A” e “B”, eletricamente isoladas, separadas por uma distˆancia a que ´e grande comparada com as esferas. A esfera “A” tem carga positiva +Q; a esfera “B” est´a eletricamente neutra; e inicialmente n˜ao h´a nenhuma for¸ca eletrost´atica entre as esferas. Suponhamos que as esferas sejam ligadas por um fio condutor. (a) Qual ser´a a

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for¸ca eletrost´atica entre as esferas ap´os o fio ser removido? (b)Suponha que a esfera “A” seja momentaneamente ligada a` terra, e que em seguida esta liga¸c˜ao seja removida. Qual ser´a a for¸ca entre as esferas? 2.Considere trˆes cargas puntiformes localizadas nos cantos de um triˆangulo retˆangulo como mostra a figura abaixo, onde q 1 = q 3 = 5, 0µC, q 2 = 2, 0µC e a = 0, 10m. Encontre a for¸ca resultante exercida sobre q 3 .

= 5 , 0 µC , q 2 = − 2 , 0 µC e a

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