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FACULDADE MAURICIO DE NASSAU – PARNAÍBA

CURSO DE DIREITO
DISCIPLINA SOCIOLOGIA E ANTROPOLOGIA JURÍDICA
PROF: ROBERT WAGNER OLIVEIRA DA SILVA
TEXTO DE APOIO I
DESVENDANDO KARL MARX

Karl Marx pode ser considerado com um dos principais impulsionadores do conheciemnto científico
acerca da sociedade. Costuma ser considerado como um dos fundadores do pensamento científico acerca da
sociedade e portanto da sociologia. Suas interpretações são de grande valia, não só para a socilogia, mas também
para a economia, história, política e antropologia, dentre outras ciências. Seus estudos estão preocupados em
desvendar os mecanísmos sob os quais o mundo ocidental capitalista opera. Sua obra não se distancia da sua
intensa atividade política, não dissociando a sua prática revolucionaria da sua atividade ciêntifica. Podemos dizer
que Marx é herdeiro da tradição de pensamento iluminista do século XIX, tendo sido influenciado pelo filósofo
francês Rousseau e também pelo filósofo alemão Hegel. Teve como grande companheiro de jornada na militância
política e na produção científica Engel, que contribuiu enormemente intlectual e materialmente para a obra e
projeto de ação política de Marx.

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O MÉTODO

Marx tem um grande desafio pela frente, a saber, dar autoridade científica às suas preocupações sociais e
políticas. Um dos seus principais esforços em produzir uma explicação científica das desigualdades sociais está no
seu livro entitulado “O capital”. Nele o autor analiza sob uma ótica econômica o sentido da mercadoria como
emblema do modo de produção da sociedade ocidental. Para isso ele se utiliza de duas possibilidades
metodológicas apropriadas do seu contato com a tradição de pensamento hegeliana e de Feuerbach. O método
utilizado por ele envolve o modo de produção da vida material através do trabalho, a história enquanto produto da
ação humana e a dialética enquanto enquanto mecanísmo de negação e superação da realidade social. A dialética
está associada a produção de conceitos, mas não de conceitos engessados e ideiais. Os conceitos produzidos
dialeticamente estão além da simples observação dos fatos sendo passíveis de serem superados. Isso indica que os
conceitos estão o tempo todo em movimento e não se restrigem a sí. Esse movimento é dado exatamente pela
possibilidade de negação e superação dos próprios conceitos por estarem associados necessariamente a história e
ao modo de produzir a vida material.
O materialismo histórico é outro método associado a dialética. Segundo a percepção do autor é apartir do
modo como os homens produzem a vida material que é possível entender a dinâmica da história. A história é
dada exatamente pela relação que homens mantem entre sí através do trabalho. História e trabalho (materialismo
histórico) estão intrinssecamente associados. Nesse sentido só é possível entender as etapas suscessivas de
desenvolvimento das sociedades apartir do seu processo histórico baseado no modo como os homens produzem a
sua vida material através do trabalho. Marx entende que são os homens que produzem suas histórias. Nesse
sentido, a história e o percurso das sociedades é dado pelo que os homens fazem uns em relação aos outros e em
relação com a natureza. É importante frizar que Marx supera o materialismo e a dialética idealista que via na
razão o movimento da história ao entender a história como movida pelas ações desempenhas pelas pessoas em
sociedade.

CONCEITOS BÁSICOS DA OBRA DE MARX

Apartir da contextualização desses métodos é possível observar como a categoria trabalho e importante
para a apreciação da produção intelectual de Marx. Segundo o autor o trabalho é equivalente às relações que os
homens mantem com a natureza e com outros homens levando em consideração a produção e reprodução da
vida. Nesse sentido, durante a história do mundo ocidental podemos perceber varias formas diferentes de produzir
a vida material que foram superando consecutivamente umas às outras. Por exemplo a forma como se organiza o
trabalho nas sociedade feudal superou o modo como se organizava o trabalho na sociedade antiga; do mesmo
modo, a sociedade capitalista superou o modo de trabalho na sociedade feudal. Esse exemplo ilustra ao mesmo
tempo o método dialético e materialista histórico na interpretação da categoria trabalho. Observe que uma
sociedade foi negando e superando a outra para legitimar seu modo de produzir a vida material (dialética) e que o
processo histórico que transpassa esses três modelos de sociedade esta baseado na categoria trabalho (produção
da vida material).
Junto a ideia de trabalho somam-se as categorias de força produtiva (força de trabalho)
(homem/natureza) e de relações de produção. As forças produtivas dizem respeito a ação do homem sobre a
natureza, ou seja, o modo como os homens se relacionam com a natureza para produzir seu bens materiais. A
exemplo disso podemos citar a coleta e extração de víveres das florestas, a caça e pesca, produção de artesanato,
etc. Os homens não trabalham sozinhos, seus propositos são coletivos. Nesse sentido, é que se expressa a
categoria de relações de produção (homem/homem) que versa sobre como os homens se relacionam para
produzira vida material, ou seja as próprias relações de trabalho. Nessa categoria inclui-se a percepção de como
é feita a distribuição dos meios de produção, dos produtos e das pessoas dentro da sociedade. Ainda dentro das
relações de produção inclui-se o modo como a sociedade se organiza em torno do trabalho, ou seja, quem faz o
que e porque faz, em termos mais técnicos, a divisão social do trabalho. A exemplo disso pode-se citar as
atividades domésticas para as mulheres e as atividades na industria para os homens. Esse exemplo expressa uma
divisão social do trabalho com base na referência sexual (ou gênero) uma vez que as atividades e funções são
distribuidas tendo como base o sexo do indivíduo. Observe que nessa divisão do trabalho há a promoção da
desigualdade entre os gêneros, ou seja, a mulher faz uma atividade não remunerada e o homem faz um atividade
remunerado dando-lhe, portanto, a possibilidade de ditar as regras dentro de casa. Outro caso seria a divisão social
do trabalho entre manual e intelectual, em que a hora trabalhada por uma pessoa que trabalha numa oficina de
carros é infinitivamente inferior ao valor da hora trabalhada por um executivo de uma multinacional. O que Marx
está tentando mostrar é que isso não e natural nem necessariamente justo, visto que é a partir do modo como as
pessoas resolvem qualificar as atividades de trabalho entre de maior e menor importância que são geradas as
desigualdades sociais. As desigualdades sociais então não são naturais nem intrinsecas à humanidade e sim
produzidas históricamente e impulsionadas pelo modo como os homens produzem a vida material e
portanto resolvem fazer a divisão social do trabalho.
É apartir da divisão social do trabalho que surgem as classes sociais. Marx não tem uma teoria expecífica
sobre as classes sociais, mas o pouco que escreve sobre isso é importante para se entender as sociedades
capitalistas ocidetais. As classes sociais, ricos e pobres, plebeus e patricios, burgueses e proletáriados, são um
processo de contrução histórica. O que Marx quer dizer com isso é que ser pobre ou ser rico não é natural as
sociedades, ou seja, ao contrário do que diz o dito popular, nem sempre houve pobre e nem sempre haverá. Isso
porque a pobreza é produto das desigualdades sociais promovidas pela divisão social do trabalho e tem suas
bases no modo como o homem produz sua vida material ao longo da história. As classes sociais também são
produtos da história e também está relacionado ao modo como os homens produzem a vida material, ou seja as
classes sociais estão associadas a divisão social do trabalho que se estabelece entre os possuidores dos meios de
produção (propriedade privada) e os não possuidores dos meios de produção (aqueles que só possuem a força
de trabalho). Nesse sentido, no mundo capitalista Marx distingue principalmente duas classes sociais
(conceito=dependencia mútua) - mas não só – que estão numa relação dilética de antagonismo (negação= uma em
conflito com a outra) e tentativa de superação. Os possuidores da propriedade privada e dos meios de produção
são denominados enquanto burguesia que é uma classe gestada no processo histórico ocidental que superou o
sistema de produção e de classes existeme no regime feudal (conceito), portanto ela teve um importante papel
revolucionário na história do ocidente uma vez que conseguiu superar a sociedade feudal (dialética). De modo
que a burguesia ao se estabelecer como força dominante não completou em sua totalidade o projeto revolucionário
visto que não aboliu as formas de opressão e desigualdade, ao contrário as aprofundou. Como resultado disso
gestou-se o proletáriado classe desprovida dos meios de produção e submetida ao trabalho assalariado em
troca de sua força de trabalho. Assim como a burguesia teve um papel revolucionário em relação ao regime
feudal, o proletariado teria a missão de superar e revolucionar a sociedade capitalista revolucionando os
meios de produção e aniquilando as formas de opressão e alienação.

ALGUMA TEORIA PARA O DIREITO EM MARX

Todos os conceitos acima são importantes para compreender as relações jurídicas existentes nas sociedade.
Marx fala de trabalho, classes sociais, desigualdades sociais, que são temas de grande relevância para
compreender inumeros aspectos das relações juridicas. Algumas perguntas pondem ser feitas para Marx a
exemplo de :
• O que é a lei?
• Como são feitas as leis?
• A quem serve o sistema jurídico?
• Há imparcialidade nas leis e nos juizos?

Para pensarmos em possíveis respostas é entender como Marx compreende numa escala macroscópica o
formato da sociedade e o Estado ocidental moderno. Para marx a sociedade pode ser compreendida em duas
esferas mutuamente interdependentes e dinamicamente complementares, ou seja, em estrutura (infraestrutura) e
superestrutura. A estrutura da sociedade corresponde ao modo de produção da vida material, ou seja, ao
modo como se estrutura a vida em sociedade em torno das relações de trabalho. Nesse sentido, as forças
produtivas e o modo como se dá as relações de produção são a base para se entender a dinâmica e a história
das sociedades. Em outras palavras é preciso entender como os homens se relacionam com a natureza para
prodizir a vida material, como os homens se relacionam entre si em torno do trabalho, como se distribuem os
meios de produção, os produtos e as pessoas na sociedade e se há divisão social do trabalho e como ela ocorre.
Todos esses fatores serão importantes par entender como “funciona” uma determinada sociedade e suas
instituições.
Os homens não produzem apenas bens materiais, também produzem ideias, conceitos, símbolos e
significados. Esses outros produtos não materiais fazem parte do conceito de superestrutura, ou seja, uma outra
estrutura de elementos mais simbólicos que se soerguem da estrutura da sociedade. Nesse sentido, o Estado, os
sistemas jurídicos, a religião, a moral, a estética, a educação, a comunicação, o conhecimento, os sentimentos,
ideologias, correspondem a superestrutura da sociedade.
Como disse mais acima as estruturas e superestruturas das sociedades mantem entre sí uma relação de
mutua dependencia que se auto justificam. Nesse sentido a estrutura da sociedade (o modo de produção) seria
elemento importante para compreender o modo como se articula a superestrutura (ex: Estado, sistema jurídico).
Ou seja, se na estrutura de uma sociedade o modo de produzir leva em consideração a divisão sexual do trabalho,
onde as mulheres exercem trabalhos tidos por menor prestígio e os homens exercem trabalhos de maior prestígio,
certamente a dominação masculina será assegurada no governo do Estado e no sistema de leis.

ESTADO DIREITO

IDEOLOGIAS CONHECIMENTO
POLÍTICAS
SUPERESTRUTURA
COMUNICAÇÃO IDEIAS RELIGIOSAS
(Formas de consciência social)

ESTRUTURA
(RELAÇÕES DE PRODUÇÃO)

Levando em consideração que a estrutura (base) da sociedade reflete-se na superestrutura da


sociedade pode-se dar algumas soluções dentro da teoria marxista acerca das questões levantadas anteriormente.
Antes portanto é preciso deixar bem clara a ideia de marx sobre o Estado.
Segundo a ótica estrutural e superestrutural da sociedade o Estado emerge do modo de produção
dominante existente na base da sociedade. Longe da percepção iluminista do Estado como provedor do bem
comum Marx entende que o Estado sendo fruto do modo de produção dominante, serve de intrumento para
grantir os interesses das classes dominantes. O estado não está acima dos conflitos de classe e sim inteiramente
ligado a eles no sentido de reproduzir e legitimar juridicamente as relações de poder no seio da sociedade.
Assim, como as relações de produção são geridas pelos detentores dos meios de produção que se apresentam
enquanto classe dominante o Estado também é apropriado por esses grupos dominantes para beneficiar seus
interesses de classes garantindo principalmente a propriedade privada por meios dos instrumentos legais e
burocráticos da administração pública. A ideologia do Estado não é o bem comum e sim a ideologia dos
grupos dominantes que ocupam o poder do Estado. Marx tambem afirma que o uso legítimo da violência pelo
Estado não atua em favor do bem comum, de modo que o Estado é braço repressivo das classes dominantes
incluindo aí as estruturas jurídico-burocráticas e de repressão. O aparato jurídico burocratico são
expressões e reflexo desa dominação das classes dominantes sobre a estrutura estatal, uma vez que as leis
refletam os valores e normas dessas classes e a burocracia atua de acordo com seus interesses de classe.
Apartir disso pode-se perceber que as leis são um produto das contingências historicas determinadas pelo
modo como as sociedades produzem a vida material e outros produtos simbólicos. Também podemos perceber
que as leis não são dados ideiais e universais mais igualmente produtos da ação e interesses dos homens,
refletindo portanto as desigualdades sociais, os interesses de classe e a tensão existente entre grupos antagônicos
em sociedade. Do mesmo modo podemos perceber que o sistema jurídico, assim como o estado, são expressão
dos interesses dos grupos dominantes em garantir o status quo e manter as estruturas da sociedades intactas dada a
relação da estrutura da sociedade com a superestrutura. Por fim, as leis não são puras nem descomprometidas, elas
refletem as desgualdades sociais e os conflitos entre grupos de interesses em torno das relações de dominação da
sociedade.

Uma sintese da obra e do pensamento de um autor com a magnitude de Marx sempre é muito defcitária e
nunca substituirá a leitura das obras do autor.