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Em quase todos os casos, a disfunção

erétil é reversível

Metade dos homens com mais de 40 anos sofre do


problema

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Sociedade Brasileira de Urologia criou um site para tirar dúvidas sobre impotência
sexual

Apesar de ser ainda considerado um assunto tabu, a disfunção erétil, mais conhecida
como impotência sexual, pode estar relacionada a outras doenças, como diabetes,
doenças cardiovasculares e alterações hormonais. Segundo a Sociedade Brasileira de
Urologia (SBU), 50% dos homens com mais de 40 anos, em algum grau, sofrem deste
problema.

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Aproveitando a campanha Novembro Azul, que acentua a importância dos cuidados


com a saúde masculina, a SBU ressalta que praticamente todos os casos de impotência
são reversíveis, mas é preciso buscar ajuda. “A maior parte dos casos em sua totalidade,
tem um tratamento. Existem várias linhas de procedimentos e o paciente consegue
melhorar a qualidade da ereção”, explicou André Cavalcanti, presidente da seccional da
SBU no Rio de Janeiro.

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Para Cavalcanti, geralmente a disfunção erétil em jovens costuma ter fundo psicológico,
e pode ser tratada com terapia. Mas quando o problema é fisiológico, existem outras
alternativas.

Segundo a SBU, um dos mais conhecidos são os medicamentos orais, normalmente


recomendados para a fase inicial de tratamento. As quatro substâncias autorizadas pela
Agência Nacional de Vigilância Sanitária atuam na melhoria do fluxo de sangue para o
pênis e apresentam taxas de sucesso (ereções suficientes para penetração) que variam de
56% a 84%. Apesar disso, não funcionem para até 30% dos homens.

Nesta fase inicial, ainda há a alternativa de aplicar supositórios diretamente no canal da


uretra. A medicação é absorvida e promove a ereção em 20 minutos. Menos invasivos
que as injeções penianas, os supositórios oferecem resposta satisfatória de 30% a 40%.

Como segunda linha de tratamento, caso os anteriores não sejam indicados ou não
funcionem, existem os medicamentos injetáveis. O próprio paciente aplica a injeção no
pênis para estimular a ereção. Para os pacientes sem sucesso com as terapias clínicas e
para quem tem disfunção erétil irreversível, a cirurgia de implante de prótese peniana
pode ser a saída. O grau de satisfação chega a 97% e vem sendo cada vez mais utilizada
no mundo.

Na avaliação de Cavalcanti, aos poucos a sociedade está se abrindo para este assunto.
Para tirar dúvidas sobre este problema, a SBU criou um site em que homens podem
fazer testes e se informarem melhor.