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1 INTRODUÇÃO

O Projeto Genoma Humano (PGH) foi um empreendimento científico-tecnológico


internacional iniciado em 1990 sob a liderança dos EUA. Surgiu com o objetivo de mapear todo
o genoma humano e identificar toda a sequência de nucleotídeos que o compõe e foi
caracterizada por ser uma pesquisa que teve um consórcio entre universidades e laboratórios
públicos, empresas privadas de biotecnologia e laboratórios farmacêuticos. Além disso, desde
o seu nascimento, o PGH se caracterizou por um exagerado otimismo que, no futuro,
representaria o surgimento de um novo mundo onde, em tese, o sofrimento do ser humano
diminuiria pela ampliação de diagnóstico e cura das doenças.

Este trabalho destina-se a explicar os principais momentos históricos do PGH, que vai
desde as primeiras discussões da década de 89 até a “corrida genética” com a Celera Genomics.
Também será citado os benefícios trazidos através dessa pesquisa e quais são as questões éticas
discutidas acerca do genoma humano.
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2 HISTÓRIA

As primeiras discussões acerca do mapeamento cromossômico têm origem na década


de 80.

Em 1990, a fase planejamento inicial é concluída e o projeto é lançado nos Estados


Unidos, com um financiamento de 3 milhões de dólares do National Institute of Health (NIH)
e do Department of Energy (DOE) e um prazo previsto de 15 anos. Posteriormente, laboratórios
da Inglaterra, da França, da Alemanha, do Canadá do Japão e da Austrália se uniram à tarefa de
sequenciar o DNA. Para sintonizar e organizar o conhecimento adquirido num banco de dados
centralizado, além de evitar futuros problemas burocráticos e políticos, é criada uma
organização de coordenação internacional chamada HUGO (Human Genome Organization).

Com a possibilidade de lucro que poderia se obter através do patenteamento de regiões


do genoma humano, atraiu o interesse do cientista e empresário de biotecnologia John Craig
Venter que em 1998 criou empresa Celera Genomics. Por meio de uma tecnologia inovadora
(Drosophila Melanogaster), a Celera se comprometeu a mapear completamente a sequência de
nucleotídeos do genoma até 2001, dois anos antes do prazo do PGH. O investimento dessa
empresa na pesquisa genética e um possível loteamento do genoma preocupou o consórcio
internacional, que tomou por objetivo acelerar a conclusão do PGH antes da Celera.

A rivalidade entre esses dois grupos terminou em 2000 quando o Projeto Genoma
Humano apresentou o rascunho do sequenciamento na Casa Branca em 2000. Porém, a
publicação da pesquisa apenas veio ao conhecimento público no ano seguinte, nos dias 15 e 16
de fevereiro, através das revistas Nature e Science. Em abril de 2003, o projeto é oficialmente
concluído.
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3 CONTRIBUIÇÕES

O PGH teve uma grande importância no auxílio do desenvolvimento da ciência ao


contribuir para o surgimento de novas áreas e métodos de estudo, tais quais:

• Farmacogenômica: avalia quais os genes envolvidos na resposta à determinado tipo de


droga. Através da farmacogenômica é possível identificar qual a droga mais eficaz no
tratamento de grupos de pacientes com um mesmo tipo de doença. Assim, é possível
criar novas drogas eficazes para cada paciente de acordo com os genes responsáveis
pela reação da mesma.
• Terapia Gênica: Procedimento destinado a introduzir em um organismo, com o uso de
técnicas de DNA recombinante, genes sadios (nesse contexto denominados
“geneterapêuticos”) para substituir, manipular ou suplementar genes inativos ou
disfuncionais (Linden, 2008). Embora seja uma técnica pouco eficiente e que ainda se
encontra em fase de desenvolvimento ela pode ser capaz de curar um gene lesionado de
um ser vivo.
• Oncologia: Essa área atua no estudo e no combate de tumores. Assim, é possível
entender como os proto-oncogenes, oriundos dos genes normais, controlam o processo
de mitose e meio, atuando na formação de uma neoplasia.
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4 QUESTÕES ÉTICAS

A informação obtida pelo PGH revolucionou a prática de medicina no século XXI.


Contudo, também trouxe algumas questões éticas e sociais, principalmente quando se fala em
reprodução humana. Os bebês de proveta abririam vias para que os pais escolhessem os
melhores genes para o(s) filho(s) que poderiam prevenir doenças genéticas. Ao mesmo tempo,
a eugenia seria renovada, onde, provavelmente, iria causar atos discriminatórios, onde alguns
argumentariam que aqueles considerados “geneticamente fracos” não deveriam se reproduzir.

Também entraria em discussão o comportamento do ser humano. Será que o bom-


humor, a agressividade e a inteligência seriam pré-determinadas por fatores genéticos? Como
ficaria o julgamento das pessoas? Em outras palavras, a complexidade do ser humano seria
reduzida a uma sequência de nucleotídeos que determinaria uma personalidade X e que
independeria do contexto histórico-social e das escolhas pessoais do sujeito.
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5 CONCLUSÃO

Todos os seres humanos são formados por um código genético, presente em cada uma
das células do corpo e que é responsável por uma variedade de fenótipos, como a cor dos olhos,
textura do cabelo, altura, entre outros. Os dois principais objetivos do PGH mapear as posições
e funções de cada gene desempenha na formação do ser humano e descobrir a sequência de
nucleotídeos, visando contribuir para o avanço da medicina e da biologia.

Praticamente, a sequência genética já foi toda sequenciado pelo Projeto Genoma


Humano (PGH). Esse projeto internacional foi iniciado formalmente em 1990, com o objetivo
de mapear os 80 mil genes, que se calculava existir no DNA humano, e armazenar essas
informações num banco de dados para futuras consultas de cientistas de qualquer parte do
globo.

Há também alguns levantamentos éticos acerca do genoma humano. Os efeitos que pode
causar no futuro da sociedade, em que os bebês de provetas terão os melhores genes e, assim,
podendo causar discriminações entre aqueles que são “geneticamente inferiores” e os
“geneticamente superiores”.

Portanto, o Projeto Genoma Humano foi um grande passo para a humanidade. Por causa
do sequenciamento genético, é possível estudar melhor as doenças e quais são os tratamentos
mais indicados para trata-la, como as neoplasias. Apesar disso, o PGH tem alguns
questionamentos éticos que devem ser discutidos e melhor compreendidos.
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REFERÊNCIAS

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