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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS

FACULDADE DE TECNOLOGIA
ENGENHARIA ELÉTRICA

RELATÓRIO DE CIRCUITOS 2

Manaus – AM
2018
Helen Cristina Gomes dos Reis - 21552448
Jones Castro – 21603638
Luiz Felipe Araújo Henriques - 21552152

RELATÓRIO DE CIRCUITOS 2

Relatório apresentado a
UNIVERSIDADE FEDERAL DO
AMAZONAS como requisito para
obtenção de nota na disciplina de
Circuitos 2, sob orientação do professor
Florindo Antônio De Carvalho Ayres
Júnior

Manaus - AM
2018
Lista de Figuras

Figura 1 – Circuito de RLC (segunda ordem). ............................................................... 7


Figura 2 - Circuito RLC em série sem fonte. ................................................................. 7
Figura 3 - Circuito RLC ............................................................................................... 10
Figura 4 - Circuito proposto......................................................................................... 11
Sumário

1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 4
2. REFERENCIAL TEÓRICO .......................................................................................................... 5
2.1 A SÉRIE DE FOURIER ............................................................................................................ 5
2.2 CIRCUITOS RLC .................................................................................................................... 6
2.3 ESPAÇOS DE ESTADOS ......................................................................................................... 9
3. DESENVOLVIMENTO............................................................................................................ 11
4. APLICAÇÃO DO SINAL 2 NO CIRCUITO AO MATLAB ............................................................ 19
4.1 AMORTECIMENTO CRÍTICO (𝜶 = 𝝎𝟎) .............................................................................. 19
4.2 SUBAMORTECIMENTO (𝜶 < 𝝎𝟎) ..................................................................................... 24
4.3 AMORTECIMENTO SUPERCRÍTICO (𝜶 < 𝝎𝟎) ................................................................... 26
5. REFERÊNCIAS ....................................................................................................................... 30
4

1. INTRODUÇÃO
A Série de Fourier trata – se de uma série trigonométrica empregada
para representar funções infinitas e periódicas complexas dos processos físicos,
na forma de funções trigonométricas simples de senos e cossenos. Ou seja,
simplifica a visualização e manipulação de funções complexas. Foi criada em
1807 por Jean Baptiste Joseph Fourier (1768-1830).
Esta série será objeto de estudo para a realização de circuitos elétricos.
A série será implementada através do Software MATLAB, que é um software
interativo de alta performance voltado para o cálculo numérico. O MATLAB
integra análise numérica, cálculo com matrizes, processamento de sinais e
construção de gráficos em ambiente fácil de usar onde problemas e soluções
são expressos somente como eles são escritos matematicamente, ao contrário
da programação tradicional. E esta ferramenta será de suma importância para
plotar o gráfico, onde podemos visualizar de forma mais clara as características
deste sinal já transformado, ou seja, no domínio da frequência.
5

2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 A SÉRIE DE FOURIER

A série de Fourier foi criada com o intuito da resolução das equações


diferenciais parciais consideradas para propagação de ondas e difusão do calor.
O teorema de Fourier, diz que qualquer função periódica prática de frequência
𝜔0 pode ser expressa na forma de uma soma infinita de funções seno ou
cosseno que são múltiplos inteiros de 𝜔0 de acordo com (Sadiku, 2017, p.685).
Portanto, f (t) pode ser expressa como:

A equação acima é conhecida como série trigonométrica de Fourier,


onde temos a frequência fundamental que é dada por:

2𝜋
𝜔0 = 𝛵

As senoides que aparecem na série trigonométrica, na verdade, são as


harmônicas de f(t). As constantes 𝑎𝑛 e 𝑏𝑛 são os coeficientes de Fourier. Sendo
que o coeficiente 𝑎0 é que representa o valor médio da função f(t). E os
coeficientes 𝑎𝑛 e 𝑏𝑛 , irão representar as amplitudes destas senoides.
Sadiku (2013, p.685), afirma que, Série de Fourier de uma função
periódica f (t) é uma representação que decompõe f (t) em um componente CC
e outra CA formada por uma série infinita de senoides harmônicas.
Para uma determinada função ser representada por meio da série de
Fourier, existem condições a serem observadas para garantir que a mesma irá
convergir, pois a equação descrita como série trigonométrica de Fourier poderá
convergir ou não, as condições são:
6

E para a determinação dos coeficientes 𝑎𝑛 e 𝑏𝑛 , temos a resolução por


meio de fórmulas com integrais trigonométricas, segue abaixo suas fórmulas:
Para o coeficiente 𝑎0 , o qual representa o valor médio da função f(t).

E para os coeficientes 𝑎𝑛 e 𝑏𝑛 , os quais representam as amplitudes da


senoide.

A série de Fourier descrita não converge uniformemente para funções


com descontinuidades, convergindo apenas para os pontos em que a função é
contínua. Josiah Willard Gibbs (1839 - 1903) estudou a convergência da série de
Fourier e observou que, para as vizinhanças dos pontos de descontinuidades,
acontecia uma perturbação nesses, tal perturbação passou a chamar-se
Fenômeno de Gibbs. Que pode ser contornado acrescentando harmônicos a
série.

2.2 CIRCUITOS RLC

Um circuito RLC (circuito ressonante ou circuito aceitador) é um circuito


elétrico consistindo de um resistor (R), um indutor (L), e um capacitor (C), que
podem estar conectados em série ou em paralelo.
Este tipo de circuito é conhecido como circuito de segunda ordem, uma
vez que valores de tensão ou corrente podem ser apresentados por meio de uma
equação diferencial de segunda ordem. Um circuito de segunda ordem pode ter
dois elementos de armazenamento de tipo distinto ou do mesmo tipo (desde que
7

estes não possam ser representados por um único elemento equivalente).


Existem alguns modelos adotados tais como: modelo no domínio do tempo, e
função de transferência, modelo no domínio da frequência, de segunda ordem.
O circuito RLC de segunda ordem mais conhecido é aquele conectado em série,
como o da figura abaixo:

Figura 1 – Circuito de RLC (segunda ordem).

Fonte: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/27280/introducao.html.

Conhecer a resposta natural do circuito RLC em série é um


conhecimento necessário principalmente no que diz respeita a projeto de filtros
de redes de comunicação. Portanto tomemos um circuito como análise.

Figura 2 - Circuito RLC em série sem fonte.

Fonte: Sadiku – Fundamentos de circuitos elétricos.

O circuito acima é excitado pela energia inicialmente armazenada no


capacitor e indutor, representada pela tensão inicial 𝑣0 no capacitor e pela
corrente inicial 𝑖0 no indutor. Dessa forma, em t = 0.
Para o valor de tensão:
1 0
𝑣(𝑜) = ∫ 𝑖𝑑𝑡 = 𝑣0
𝑐 −∞
Para corrente temos:

𝑖(𝑜) = І0
8

Se aplicarmos a LKT no circuito em questão, teremos:

𝑑𝑖 1 𝑡
𝑅𝑖 + 𝐿 + ∫ 𝑖(𝜏)𝑑𝜏 = 0
𝑑𝑡 𝑐 −∞

Diferenciando com relação a “t” teremos:

𝑑2 𝑖 𝑅 𝑑𝑖 𝑖
+ + =0
𝑑𝑡 2 𝐿 𝑑𝑡 𝐿𝐶

Acima observa – se uma equação diferencial de segunda ordem e para resolver


uma equação diferencial de segunda ordem como esta, é necessário conhecer
duas condições iniciais: o valor inicial de 𝑖 e sua primeira derivada ou os valores
iniciais de alguma 𝑖 e 𝑣. Uma vez que as raízes ditam as características de 𝑖,
temos:

Onde os valores de alfa e ômega podem ser determinados através das fórmulas
abaixo.

As raízes 𝑆1 e 𝑆2 são chamadas frequências naturais, pois estão associadas à


resposta natural do circuito,𝑣0 é conhecida como frequência ressonante ou
estritamente como a frequência natural não amortecida. E 𝛼 é o fator de
amortecimento. Portanto, conclui – se que existem três soluções possíveis. São
elas.
9

2.3 ESPAÇOS DE ESTADOS

De acordo com o TemplateEEl420 da UFRJ, Variáveis de estado são


aquelas que determinam o estado de um circuito.
Estado: O estado de um sistema dinâmico é o menor conjunto de
variáveis (chamadas variáveis de estado) tal que o conhecimento destas
variáveis para 𝑡 = 𝑡0 ,juntamente com a entrada para t ≥ t0, determina
completamente o comportamento do sistema para qualquer instante t ≥ t0.

Variáveis de estado: As variáveis de estado de um sistema dinâmico


são o menor conjunto de variáveis que determinam o estado do sistema
dinâmico. Se pelo menos n variáveis x1(t), x2(t), . . . , xn(t) são necessárias para
descrever completamente o comportamento de um sistema dinâmico (tal que
uma vez dada a entrada para t ≥ t0 e o estado inicial em t = t0, o estado futuro
do sistema está completamente determinado), então as tais n variáveis x1(t),
x2(t), . . . , xn(t) são um conjunto de variáveis de estado.
Formalmente um conjunto de dados se qualificam como estado desde
que atendam as seguintes condições:
1. A qualquer instante de tempo, digamos t1, o estado em t1 e as
formas de onda de excitação (especificadas a partir de t1) determinam
univocamente o estado a qualquer instante t>t1;

2. O estado no instante t e as excitações no instante t (e às vezes


algumas de suas derivadas) determinam univocamente o valor no instante t de
qualquer variável de rede.
Se n variáveis de estado são necessárias para descrever
completamente o comportamento de um sistema, então estas n variáveis de
estado podem ser consideradas como as n componentes de um vetor x(t). Tal
vetor é chamado de vetor de estados. O espaço n dimensional cujo eixos de
coordenadas são x1, x2, . . ., xn, é chamado espaço de estados. Qualquer estado
pode ser representado por um ponto no espaço de estados.
Abaixo um sistema linear na forma de matriz de estado:

onde A é chamada de matriz de estado, B matriz de entrada, C matriz de saída


e D matriz de transição direta. Segue um exemplo de um circuito RLC nesta
forma.
10

Figura 3 - Circuito RLC

Fonte: PDF B. A. Angelico, P. R. Scalassara, A. N. Vargas, UTFPR, Brasil.

Aplicando a lei das tensões de Kirchhoff, no circuito acima obteremos:

Relacionando os parâmetros temos:

𝑥1 (𝑡) = 𝑖(𝑡) (corrente no indutor) eq(I)


𝑥2 (𝑡) = 𝑒0 (𝑡) (tensão no capacitor) eq(II)
𝑢(𝑡) = 𝑒𝑖 (𝑡) (tensão de entrada) eq(III)

Dessa forma podem ser escritas duas equações.

Podemos reescrever as duas equações anteriores de modo equivalente a:

Se consideramos 𝑒0 (t) a saída, então.


11

3. DESENVOLVIMENTO
Programar a série de Fourier par e ímpar para o circuito abaixo:

Figura 4 - Circuito proposto


1. Para o primeiro sinal dado na questão, temos o seguinte cálculo dos
coeficientes da série trigonométrica de Fourier:
𝛵
2 3
𝑎𝑛 = ∫ 12. 𝑐𝑜𝑠(𝑛𝜔0 𝑡)𝑑𝑡
−𝛵
Τ
3

𝛵
2.12 3
𝑎𝑛 = ∫ 𝑐𝑜𝑠(𝑛𝜔0 𝑡)𝑑𝑡
𝛵 −𝛵
3
𝛵
24 𝑛2𝜋 3
𝑎𝑛 = . 𝑠𝑒𝑛 ( ) ⃒−𝛵
𝑛2𝜋 𝛵
𝛵 𝛵 3

12 𝑛2𝜋 𝛵 𝑛2𝜋 −𝛵
𝑎𝑛 = [𝑠𝑒𝑛 ( . 3) − 𝑠𝑒𝑛 ( . ( 3 ))]
𝑛𝜋 𝛵 𝛵

12 𝑛2𝜋
𝑎𝑛 = . 2. 𝑠𝑒𝑛 ( )
𝑛𝜋 3

24 𝑛2𝜋
𝑎𝑛 = . 𝑠𝑒𝑛 ( ) Eq.(1)
𝑛𝜋 3

Para 𝑛 → 𝑝𝑎𝑟
𝑛>1
Como a função em questão é par o valor de "𝑏𝑛 " é zero e o coeficiente "𝑎0 " é
calculado no algoritmo criado no software MATLAB. Abaixo temos o programa
para calcular a série Fourier para a tensão.
A primeira parte consiste em declaração de variáveis, o período T adotado será
de 12s. A variáveis tf e ti são limites de integração para calcular o valor de a0.
clear; close all; clc;
T = 12;
w0 = 2*pi/T;
N = 100;
t = -2*T:0.1:2*T;
ti = -T/3;
tf = T/3;
12

a0 = (1/T)*12*(tf-ti);
O primeiro for é para calcular os valores de an para o número de harmônicos
pré determinado e faz iterações de 1 até N.

for n = 1:N
an(n) = (24/(n*pi))*sin((n*2*pi)/3);
end

an = [a0 an]
f = 0;
O segundo for tem o objetivo de calcular a série de Fourier.
for R = 1:length(an)-1

f1 = an(R+1)*cos(R*w0*t);
f = f1+f;

end
f = a0+f;
plot(t,f)

Gráfico da série e Fourier para 100 harmônicos:

Para número de harmônicos igual a 10:


13

Para o número de harmônicos igual a 5:

À medida que é somado um número cada vez maior de componentes, a soma


soma fica cada vez mais próxima da onda quadrada, chamado de Fenômeno de
Gibbs.
1. Para o segundo sinal dado na questão temos o seguinte cálculo dos
coeficientes da série trigonométrica de Fourier:
Como a função é ímpar, logo 𝑎0 = 0 e 𝑎𝑛 = 0.
Desta forma podemos obter 𝑏𝑛 por:
2 𝑇
𝑏𝑛 = ∫ 𝑔(𝑡)𝑠𝑒𝑛(𝑛𝜔0 𝑡)𝑑𝑡
𝑇 0
2𝑇 4𝑇
2 3 3
𝑏𝑛 = [∫ 𝑔(𝑡)𝑠𝑒𝑛(𝑛𝜔0 𝑡)𝑑𝑡 + ∫ 𝑔(𝑡)𝑠𝑒𝑛(𝑛𝜔0 𝑡)𝑑𝑡]
𝑇 0 2𝑇
3

2𝑇 4𝑇
3 3 3𝑛𝜋 3 3𝑛𝜋
𝑏𝑛 = [∫ 12 𝑠𝑒𝑛 ( 𝑡) 𝑑𝑡 − ∫ 12𝑠𝑒𝑛 ( 𝑡) 𝑑𝑡]
2𝑇 0 2𝑇 2𝑇 2𝑇
3

2𝑇
36 3𝑛𝜋 3 3𝑛𝜋 4𝑇/3
𝑏𝑛 = [−𝑐𝑜𝑠 ( 𝑡) + 𝑐𝑜𝑠 ( 𝑡) ]
𝑇3𝑛𝜋 2𝑇 0 2𝑇 2𝑇
3

12
𝑏𝑛 = [cos(2𝑛𝜋) + 1 − 2cos(𝑛𝜋)]
𝑛𝜋
14

24
𝑏𝑛 = [1 − cos(𝑛𝜋)]
𝑛𝜋
24(1 − (−1)𝑛 )
𝑏𝑛 = 𝐸𝑞(2)
𝑛𝜋
1
𝐿𝑅𝑆 𝐶𝐿𝑅𝑅1
𝑣𝑐 (𝑠) = .
2
𝐶𝐿𝑅𝑅1 𝑆 + 𝐿(𝑅1 + 𝑅)𝑆 + 𝑅𝑅1 1
𝐶𝐿𝑅𝑅1
1
𝑅 𝐶𝐿𝑅𝑅1
𝑖𝐿 (𝑠) = .
𝐶𝐿𝑅𝑅1 𝑆 2 + 𝐿(𝑅1 + 𝑅)𝑆 + 𝑅𝑅1 1
𝐶𝐿𝑅𝑅1
1
𝑣𝑐 (𝑠) = 𝑅𝐶 . 𝑆 𝑣 (𝑠) 𝐸𝑞. (3)
𝑅1 + 𝑅 1 𝑆
𝑆 2 + 𝐶𝑅𝑅 𝑆 + 𝐿𝐶
1

1
𝐶𝐿𝑅1
𝑖𝐿 (𝑠) = 𝑣 (𝑠) 𝐸𝑞(4)
2 𝑅1+𝑅 1 𝑆
𝑆 + 𝐶𝑅𝑅 𝑆 + 𝐿𝐶
1

Analisando o nó “a”.
Temos que 𝑣1 (𝑡) = 𝑣𝑐 (𝑡) e pela análise do nó temos І − 𝑖𝑅 − 𝑖𝐿 − 𝑖𝑐 = 0 𝐸𝑞(5)
Isolando em função de І, 𝑖𝑐 e 𝑣𝐿 . Então temos as equações abaixo:
𝑣𝑆 (𝑡) − 𝑣1 (𝑡)
І= 𝐸𝑞(6)
𝑅1
𝐶𝑑𝑣𝑐
𝑖𝑐 = 𝐸𝑞(7)
𝑑𝑡
𝐿𝑑𝑖𝐿 (𝑡)
𝑣𝐿 (𝑡) = 𝐸𝑞(8)
𝑑𝑡
Substituindo as equações 6, 7 𝑒 8 𝑛𝑎 𝑒𝑞𝑢𝑎çã𝑜 9. Temos:
𝑣𝑆 (𝑡) − 𝑣1 (𝑡) 𝑣𝑐 (𝑡) 𝑑𝑣𝑐 (𝑡)
− 𝑖𝐿 − −𝑐 =0
𝑅1 𝑅 𝑑𝑡

𝑑𝑣𝑐 (𝑡) −1 1 1 1 1
= ( + ) 𝑣𝑐 (𝑡) − 𝑖𝐿 (𝑡) + 𝑣 (𝑡) Eq(9)
𝑑𝑡 𝑐 𝑅1 𝑅 𝑐 𝑅1 𝑐 𝑆

E sabendo que 𝑣𝐿 (𝑡) − 𝑣𝑐 (𝑡) = 0 , então:


15

𝑑𝑖𝐿 (𝑡)
𝐿 − 𝑣𝑐 (𝑡) = 0
𝑑𝑡
𝑑𝑖𝐿 1
Eq(10)
= 𝑣𝑐 (𝑡)
𝑑𝑡 𝐿

1 1 1 1
− ( + ) − 1
𝑣̇𝑐 (𝑡) 𝑐 𝑅1 𝑅 𝑐 𝑖𝑐 (𝑡)
[ ]= [ ] + [ 1 𝑐 ] 𝑣𝑠 (𝑡)
𝑅
𝑖𝐿 (𝑡) 1 𝑖𝐿 (𝑡) 0
[ 0]
𝐿
𝑣 (𝑡)
𝑣𝐿 (𝑡) = [1 0] [ 𝑖𝐿𝑐(𝑡) ] + [0]𝑣𝑠 (𝑡)

𝑖𝐿 (𝑡) = [0 1] [𝑣𝑖 𝑐(𝑡)


(𝑡)
] + [0]𝑣𝑠 (𝑡)
𝐿

𝐺ʄ(𝑆) = 𝑐{[𝑆І − 𝐴]−1 . 𝐵} 𝑌(𝑆) = 𝑐[𝑆І − 𝐴]−1 𝑆𝑢(𝑆)


𝐾(𝑆 + 𝑏0 )
𝐺(𝑆) = 𝐸𝑞(11)
𝑆2 + 2𝑥5 + 𝜔𝑜 2
Após encontrar a função de transferência para 𝑣𝐶 e 𝑖𝐿 no domínio S, é necessário
retornar ao domínio da frequência já que no domínio de S a função é definida
apenas para o intervalo 0 ≤ 𝑡 ≤ +∞ enquanto pra a transformada de Fourier
assume-se valores de tempos negativos. Neste caso, é preciso aplicar o
parâmetros +𝑗𝜔 e – 𝑗𝜔 em Eq.(3) e Eq(4), respectivamente.
Logo,
1
.𝑆
𝑣𝑐 (𝑠) = 𝑅𝐶 𝑣 (𝑠)
𝑅1 + 𝑅 1 𝑆
𝑆 2 + 𝐶𝐿𝑅𝑅 𝑆 + 𝐿𝐶
1

Aplicando primeiramente 𝑠 = 𝑗𝜔, temos


1
. 𝑗𝜔
𝑣𝑐 (𝑗𝜔) = 𝑅𝐶 𝑣 (𝑗𝜔)
2 𝑅1 + 𝑅 1 𝑆
(𝑗𝜔) + 𝐶𝑅𝑅 𝑗𝜔 + 𝐿𝐶
1

1
. 𝑗𝜔
𝑣𝑐 (𝑗𝜔) = 𝑅𝐶 𝑣 (𝑗𝜔)
2 𝑅1 + 𝑅 1 𝑆
−𝜔 + 𝐶𝑅𝑅 𝑗𝜔 + 𝐿𝐶
1

1
. 𝑗𝜔
𝑣𝑐 (𝑗𝜔) = 𝑅𝐶 𝑣𝑆 (𝑗𝜔)
2 𝑅1 + 𝑅
−𝜔 𝐿𝐶 + 𝐶𝑅𝑅 𝑗𝜔𝐿𝐶 + 1
1
𝐿𝐶
16

𝑗𝜔𝐿
𝑣𝑐 (𝑗𝜔) = 𝑣𝑆 (𝑗𝜔)
2 𝑅1 + 𝑅
−𝜔 𝐿𝑅𝐶 + 𝐶𝑅𝑅 𝑗𝜔𝐿𝑅𝐶 + 𝑅
1

𝑗𝜔𝐿
𝑣𝑐 (𝑗𝜔) = 𝑣𝑆 (𝑗𝜔) 𝐸𝑞(12)
𝑅 +𝑅
−𝜔 2 𝐿𝑅𝐶 + ( 1𝑅 ) 𝑗𝜔𝐿 + 𝑅
1

Agora aplicando 𝑠 = −𝑗𝜔 em 𝑣𝑐 (𝑠), temos:


1
. −𝑗𝜔
𝑣𝑐 (−𝑗𝜔) = 𝑅𝐶 𝑣 (−𝑗𝜔)
2 𝑅1 + 𝑅 1 𝑆
(−𝑗𝜔) − 𝐶𝑅𝑅 𝑗𝜔 + 𝐿𝐶
1

−1
𝑣𝑐 (−𝑗𝜔) = 𝑅𝐶 . 𝑗𝜔 𝑣 (−𝑗𝜔)
2 𝑅1 + 𝑅 1 𝑆
−𝜔 − 𝐶𝑅𝑅 𝑗𝜔 + 𝐿𝐶
1

−1
𝑣𝑐 (−𝑗𝜔) = 𝑅𝐶 . 𝑗𝜔 𝑣𝑆 (−𝑗𝜔)
2 𝑅1 + 𝑅
−𝜔 𝐿𝐶 − 𝐶𝑅𝑅 𝑗𝜔𝐿𝐶 + 1
1
𝐿𝐶
−𝑗𝜔𝐿
𝑣𝑐 (−𝑗𝜔) = 𝑣𝑆 (−𝑗𝜔)
2 𝑅1 + 𝑅
−𝜔 𝐿𝑅𝐶 − 𝐶𝑅𝑅 𝑗𝜔𝐿𝑅𝐶 + 𝑅
1

−𝑗𝜔𝐿
𝑣𝑐 (−𝑗𝜔) = 𝑣𝑆 (−𝑗𝜔) 𝐸𝑞(13)
𝑅 +𝑅
−𝜔 2 𝐿𝑅𝐶 − ( 1𝑅 ) 𝑗𝜔𝐿 + 𝑅
1

Da forma análoga, calcula-se 𝑖𝐿 (𝑠) pra 𝑠 = 𝑗𝜔:


1
𝐶𝐿𝑅1
𝑖𝐿 (𝑗𝜔) = 𝑣 (𝑗𝜔)
2 𝑅1 + 𝑅 1 𝑆
(𝑗𝜔) + 𝐶𝑅𝑅 𝑗𝜔 + 𝐿𝐶
1

1
𝐶𝐿𝑅1
𝑖𝐿 (𝑗𝜔) = 𝑣 (𝑗𝜔)
𝑅1+𝑅 1 𝑆
−𝜔 2 + 𝐶𝑅𝑅 𝑗𝜔 + 𝐿𝐶
1

1
𝐶𝐿𝑅1
𝑖𝐿 (𝑗𝜔) = 𝑣𝑆 (𝑗𝜔)
2 2 𝑅1 + 𝑅
−𝜔 𝐿𝐶 + 𝐶𝑅𝑅 𝑗𝜔𝐿𝐶 + 1
1
𝐿𝐶
1
𝑖𝐿 (𝑗𝜔) = 𝑣𝑆 (𝑗𝜔)
2 2 𝑅1 + 𝑅
−𝜔 𝑅1 𝐿𝐶 + ( 𝐶𝑅𝑅 ) 𝑗𝜔𝐿𝑅1 𝐶 + 𝑅1
1
17

1
𝑖𝐿 (𝑗𝜔) = 𝑣𝑆 (𝑗𝜔) 𝐸𝑞(14)
2 2 𝑅1 + 𝑅
−𝜔 𝑅1 𝐿𝐶 + ( 𝑅 ) 𝑗𝜔𝐿 + 𝑅1

Da forma análoga, calcula-se 𝑖𝐿 (𝑠) pra 𝑠 = −𝑗𝜔:


1
𝐶𝐿𝑅1
𝑖𝐿 (−𝑗𝜔) = 𝑣 (−𝑗𝜔)
𝑅1 + 𝑅 1 𝑆
(−𝑗𝜔)2 − 𝐶𝑅𝑅 𝑗𝜔 + 𝐿𝐶
1

1
𝐶𝐿𝑅1
𝑖𝐿 (−𝑗𝜔) = 𝑣 (−𝑗𝜔)
2 𝑅1 + 𝑅 1 𝑆
−𝜔 − 𝐶𝑅𝑅 𝑗𝜔 + 𝐿𝐶
1

1
𝐶𝐿𝑅1
𝑖𝐿 (−𝑗𝜔) = 𝑣𝑆 (−𝑗𝜔)
𝑅1 + 𝑅
−𝜔 2 𝐿𝐶 2 − 𝐶𝑅𝑅 𝑗𝜔𝐿𝐶 + 1
1
𝐿𝐶
1
𝑖𝐿 (−𝑗𝜔) = 𝑣𝑆 (−𝑗𝜔)
𝑅1 + 𝑅
−𝜔 2 𝑅1 𝐿𝐶 2 − ( 𝐶𝑅𝑅 ) 𝑗𝜔𝐿𝑅1 𝐶 + 𝑅1
1

1
𝑖𝐿 (−𝑗𝜔) = 𝑣𝑆 (−𝑗𝜔) 𝐸𝑞(15)
2 2 𝑅1 + 𝑅
−𝜔 𝑅1 𝐿𝐶 − ( 𝑅 ) 𝑗𝜔𝐿 + 𝑅1

Como a função em questão é impar o valor de "𝑎𝑛 " e "𝑎0 " é zero e o
coeficiente "𝑏𝑛 " foi calculado utilizando o software MATLAB. Abaixo temos o
programa para calcular a série Fourier para a tensão.
A primeira parte do script consiste em declaração de variáveis, o período T
adotado será de 12s. A variáveis tf e ti são limites de integração para calcular o
valor de a0.
T = 6;
w0 = 2*pi/T;
N = 10;
t = -2*T:0.001:2*T;
a0 = 0;
an = 0;

O primeiro for é para calcular os valores de bn para o número de harmônicos


pré determinado e faz iterações de 1 até N.

for n = 1:N
bn(n) = (24*(1-1*(-1)^n))/(n*pi) ;
end

bn = [a0 bn];
18

f = 0;

O segundo for tem o objetivo de calcular a série de Fourier, multiplicando o


coeficiente pelo seno até a quantidade de harmônicos N.
for R = 1:length(bn)-1
f1 = bn(R+1)*sin(R*w0*t);
f = f1+f;
end
f = a0+f; plot(t,f)
Comportamento da tensão de entrada para 5 harmônicos:

Para 10 harmônicos temos o seguinte comportamento da tensão de


entrada:

Para 100 harmônicos temos o seguinte comportamento da tensão de


entrada:
19

À medida que é somado um número cada vez maior de componentes, a


soma fica cada vez mais próxima da onda quadrada, chamado de Fenômeno de
Gibbs.

4. APLICAÇÃO DO SINAL 2 NO CIRCUITO AO MATLAB


Para visualizar o efeito do sinal aproximado pela série de Fourier, aplica-
se na entrada do circuito da figura 4 onde todos os gráficos possuem eixos de
de Tensão (V) por Tempo (t).

4.1 AMORTECIMENTO CRÍTICO (𝜶 = 𝝎𝟎 )

Sinal de entrada com N = 5 harmônicos:


Dados do circuito, R1 = 2 ohms; R = 5; L= 2 mH. 8 0mF

Tensão de Entrada do Circuito


20

Tensão no Capacitor – Vc (em vermelho)

Corrente no Indutor 𝐼𝐿
21

Sinal de entrada com N = 10 harmônicos:

Tensão de Entrada do Circuito

Tensão no Capacitor Vc (em vernelho)


22

Corrente no Indutor 𝐼𝐿

Sinal de entrada com N = 100 harmônicos:

Tensão de entrada do circuito


23

Tensão no capacitor Vc (em Vermelho)

Corrente no Indutor 𝐼𝐿
24

4.2 SUBAMORTECIMENTO (𝜶 < 𝝎𝟎 )

Dados do circuito R1 = 2 ohms; R = 5 ohms; L = 1H; C = 1mF

Sinal de entrada com N = 5 harmônicos:

Tensão no capacitor 𝑉𝑐 (em vermelho)

Corrente no Indutor 𝐼𝐿
25

Sinal de entrada com N = 10 harmônicos:

Tensão no capacitor Vc (em vermelho)

Corrente no Indutor 𝐼𝐿
26

Sinal de entrada com N = 100 harmônicos:

Tensão no capacitor Vc (em vermelho)

Corrente no Indutor 𝐼𝐿

4.3 AMORTECIMENTO SUPERCRÍTICO (𝜶 < 𝝎𝟎 )

Sinal de entrada com N = 5 harmônicos:


Dados do circuitos R1 = 2 ohms R = 5 ohms ; L= 2mH; C = 4 F
27

Tensão no capacitor Vc (em vermelho)

Corrente no Indutor 𝐼𝐿
28

Sinal de entrada com N = 10 harmônicos:

Tensão no capacitor Vc (em vermelho)

Corrente no Indutor 𝐼𝐿
29

Sinal de entrada com N = 100 harmônicos:

Tensão no capacitor Vc (em vermelho)

Corrente no Indutor 𝐼𝐿

Como pode-se notar, o cada tipo de amortecimento de circuito reage de maneira


de distinta aos harmônicos que compõem o sinal, por exemplo, no circuito
subamortecido os valores de tensão no capacitor e corrente no indutor tende a
assumir valores mas estável quando o número de harmônicos aumenta
resultando numa forma de onda com maior estabilidade.
30

5. REFERÊNCIAS

ALEXANDRE, Charles K.; SADIKU, Matthew N. O. Fundamentos de Circuitos


Elétricos. 5. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.

https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rie_de_Fourier. Acesso em: 29 de


Setembro de 2018.

https://www.respondeai.com.br/resumos/29/capitulos/1. Acesso em: 29 de


Setembro de 2018.

http://www.matematica.pucminas.br/profs/web_fabiano/calculo4/sf.pdf. Acesso
em: 30 de Setembro de 2018.

https://pt.coursera.org/lecture/controle-moderno/circuito-eletrico-no-espaco-de-
estados-QlmbS. Acesso em: 30 de Setembro de 2018.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Espa%C3%A7o_de_estados. Acesso em: 30 de


Setembro de 2018.

http://www.peb.ufrj.br/cursos/eel420/EEL420_Modulo7.pdf. Acesso em: 31 de


Setembro de 2018.