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08/04/2019 ETs usam material genético humano para gerar novas raças híbridas

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ENTREVISTA

ETs usam material genético humano para gerar novas raças


híbridas
Por Claudio Brasil | Edição 228 | Novembro de 2015

O fenômeno das abduções é um dos mais interessantes e


polêmicos da Ufologia. Muitos pesquisadores e interessados
pelo assunto argumentam que não é lógico que seres
extraterrestres cruzem o cosmos apenas para raptar
humanos. Já os céticos o rotulam de “fantasia”, “histeria
coletiva” e “processos psicológicos” para disfarçar
experiências traumáticas sofridas, muitas vezes, durante a
infância do indivíduo. Os argumentos, entretanto, não
explicam como pessoas de diferentes níveis culturais e
nanceiros, variadas crenças religiosas e morando em
distintas regiões do globo narram, quase que exatamente, a
mesma coisa quando descrevem o que lhes aconteceu
durante uma abdução. Também não há uma explicação
convincente para o fato de que a maioria das memórias só
a ora quando a pessoa se submete a uma sessão de hipnose
regressiva.

Seja como for, o fenômeno pede um tratamento sério e


especializado. Os hipnólogos que lidam com abduções
precisam ser extremamente cuidadosos no que fazem —
talvez até mais do que seus colegas que não lidam com o
assunto. Abdução não é brincadeira ou motivo para risos, mas uma experiência que muda vidas e muitas
vezes para pior, pelo menos até que a testemunha consiga entender o que de fato lhe aconteceu. Para nossa
sorte e dos abduzidos em nosso país, temos vários especialistas neste assunto, e um deles é Mário Nogueira
Rangel, hipnólogo em Ufologia, conhecido no Brasil e no mundo. Nosso entrevistado, Rangel nasceu em
Tabapuã, interior de São Paulo, em 1932. Filho de um médico e de uma professora, mudou-se, ainda criança
para a capital, onde frequentou excelentes escolas.

DE PILOTO A UFÓLOGO

Estudou direito até o quarto ano, mas não completou o curso. Trabalhou no antigo Instituto de
Aposentadoria e Pensões dos Comerciários (IAPC), indo desde escriturário até scal da previdência, sendo
aprovado em dois concursos. Durante seus últimos 35 anos de trabalho, fez carreira em uma multinacional
até ser diretor comercial em 14 países das Américas, que visitava uma ou mais vezes por ano. Com suas
viagens pro ssionais, conheceu mais de 70 países. Rangel integrou a Comitiva Pan-Americana de Amizade
Universitária, quando excursionou durante quatro meses pela Bolívia, Peru, Chile, Argentina e Uruguai,
fazendo palestras, divulgando música popular brasileira e projetando lmes documentários sobre o Brasil em
faculdades. Pesquisou também arqueologia, visitando os mais importantes sítios e museus daqueles países.
Brevetou-se como piloto civil em Curitiba e foi diretor de aeroclube.
CRÉDITO: ARQUIVO UFO Naquela época Rangel também atuou como um dos
apresentadores de um programa da TV Paranaense
chamado Entre Nuvens e Estrelas e recebeu a
condecoração Medalha Santos Dumont, da Força Aérea
Brasileira (FAB). Além deste hobby e do re orestamento,
dedicou-se à hipnose, que praticou sempre
gratuitamente e sem nalidade terapêutica. Em 1979,
por puro acaso, deparou-se com um caso ufológico
durante uma destas sessões e a seguir surgiram mais
dois em rápida sucessão — o terceiro deles muito
dramático, envolvendo a abdução de um casal de colegas
universitários jovens em uma rodovia.

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Seu interesse por hipnose começou aos 10 anos, após ler


as obras Quando Eu Era Vivo e O Hipnotismo, da
biblioteca de seu pai, formado em farmácia e medicina, e
que tinha poderes telepáticos especiais. Posteriormente
foi motivado pelo trabalho de excelentes hipnólogos, tais
como Leib Leibovitch, Karl Weissmann, frei Albino Aresi,
Carlos Bicalho Hungria, padres Oscar Quevedo, Edvino
Friederichs e Miguel Lucas, doutor Geraldo de Paula
Barros, Artêmio Longhi, Fábio Puentes e Max
Berezovsky. Além de seu interesse pelas abduções
alienígenas, Mário Nogueira Rangel se dedicou a outras
pesquisas, como a dos chupacabras.

AUTORIDADE NO TEMA

O pesquisador é autor dos livros Sequestros Alienígenas:


Investigando Ufologia com e sem Hipnose [Código LIV-
007 da coleção Biblioteca UFO. Con ra na seção
Shopping UFO desta edição e no Portal UFO: ufo.com.br]
e Sequestros Alienígenas: Investigando Ufologia com e
sem Hipnose II [Clube dos Autores, 2012]. Rangel é uma
das maiores autoridades em abdução no Brasil, sempre
Seres reptilianos são descritos como tendo
disposto a repartir seus conhecimentos com novos
aspecto de lagarto e muitas vezes são vistos em pesquisadores e interessados. Para ele, o grande legado
processos de abdução que os hipnólogos em Ufologia deixam “é o de eliminar a
amnésia implantada em quase todos os casos pelos
extraterrestres nos abduzidos e descobrir coisas incríveis, como colocação de implantes, viagens de seres
humanos a outros planetas, desenhos e descrições sionômicas de extraterrestres”. Com um conhecimento
teórico e prático admirável, é taxativo ao a rmar que “há inúmeras espécies de extraterrestres fazendo
abduções na Terra”. No alto de seus muitos anos de experiência, Rangel angariou muitos dados em relação
aos sequestros por extraterrestres e é uma enciclopédia viva sobre o assunto. Em sua opinião, um dos
motivos de estes visitantes raptarem humanos “é a produção de crianças híbridas, com características
adequadas para habitarem outros planetas. Tanto terrestres homens como mulheres são utilizados com esse
objetivo”.

Como o senhor começou seu estudo da hipnose regressiva?

Quando eu tinha 10 ou 12 anos, li O Hipnotismo, de Medeiros de Albuquerque, da biblioteca de meu pai.


Depois z vários cursos, entre eles um com o major do Exército Leib Leibovich, de quem quei amigo e que
tinha editado um trabalho ótimo sobre hipnose. Com o padre Oscar Quevedo, autor de O que é a
parapsicologia [Edições Loyola, 1971], com o padre Albino Aresi, autor de Homem Total e Parapsicologia
[Mens Sana, 1960], com Artêmio Longhi, autor de Comunicação Telepática na Gestação [Edição do Autor,
1976], com o padre Miguel Lucas, autor de Equilíbrio Total Através da Parapsicologia [Almed Editora e
Livraria, 1981]. Li todos esses e centenas de outros. Ao envelhecer e car meio surdo, o que di culta
enormemente hipnotizar, doei centenas de livros e revistas sobre hipnose, parapsicologia e Ufologia para o
Inter Psi, o Laboratório de Psicologia Anomalística e Processos Psicossociais da Universidade de São Paulo
(USP), che ado pelo professor Wellington Zangari, que foi também orientador e membro da mesa
examinadora do psicólogo e mestre em Ufologia Leonardo Breno Martins, consultor da Revista UFO,
recentemente doutor na mesma área.

Por favor, conte-nos qual e como foi a primeira vez em que o senhor se deparou com um caso de abdução
alienígena durante uma hipnose.
Esse episódio está no capítulo 6 de meu livro Sequestros Alienígenas: Investigando Ufologia com e sem
Hipnose, sob o título Caso Beatriz. Uma linda ilustração a respeito foi feita pela senhora Bete Rodrigues e sua
empresa, mas não foi publicada na obra. Em 23 de agosto de 1980, às 23h50, eu estava hospedado em um
hotel em Curitiba, cidade na qual eu morei, quando entrou Beatriz, grávida de três meses, com 23 anos de
idade, muito nervosa. Ela dizia ser el ao marido, mas era considerada “bruxa” por provocar fenômenos
parapsicológicos. Informou, também, que já tinha sido examinada pela equipe do padre Oscar Quevedo, no
Centro Latino-Americano de Parapsicologia (CLAP). Após o nal do programa, hipnotizei-a com o objetivo de
que dormisse bem. No dia seguinte encontrei-a casualmente e ela informou que havia dormido muito bem
durante toda a noite e contou-me um evento raro ocorrido com ela cinco anos antes.

A abdução alienígena não é brincadeira ou motivo para risos, mas uma experiência que muda vidas de
pessoas em todo o mundo, e muitas vezes para pior, pelo menos até que a testemunha consiga entender o que
lhe aconteceu. Deve-se tratar o tema com seriedade.

O que ela lhe revelou?


Fiz uma nova hipnose e ela relatou que aos 18 anos de idade fora aprovada no vestibular em uma faculdade
de Brasília e viajara para lá em companhia de um colega com sobrenome Barbosa, em um veículo da marca
Karmann Ghia de propriedade do rapaz. Segundo seu relato, estavam em alta velocidade quando o motor
deixou de funcionar, as luzes se apagaram e o veículo parou no meio da pista. Ambos, muito nervosos,
desceram do carro e, enquanto empurravam o veículo para o acostamento, veio uma luz forte em sentido
contrário. Em seguida, eles já estavam novamente dentro do automóvel, no acostamento e o dia amanhecia.
Sob hipnose ela recordou que fora levada para dentro de um UFO redondo e baixo, parecendo pequeno.
Lembrou-se de que chamara inutilmente por Barbosa, que não a ouvia. Ela não viu ninguém e havia uma tela
como de televisão no chão da nave. Uma “força” tirou o anel de brilhante de seu dedo e o colocou sobre a tela,
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onde ele brilhava — depois o anel foi recolocado no seu dedo e mais tarde ela viu que o diamante tinha sido
roubado. Ela não sabia de mais nada. Ao reencontrar Barbosa no carro, ele o ligou e seguiram viagem,
obviamente muito assustados. Só então ela percebeu o sumiço da pedra.

Como o senhor agiu diante de tais informações?


Fiz um relatório pormenorizado deste caso e enviei para cinco ufólogos que conhecia de nome e todos
responderam. Com isso, um deles, o doutor Max Berezovsky, convidou-me para várias hipnoses na então
Associação de Pesquisas Exológicas (APEX), que ele presidia, e a partir daí virei ufólogo. Nunca assisti o
doutor Berezovsky iniciar uma sessão de hipnose — essa tarefa era minha, mas depois ele sempre participava.
As enormes vantagens são que ele sempre fazia uma anamnese no interessado em hipnose ufológica e
apresentou inúmeros casos. Naquela ocasião eu era executivo de uma empresa, viajava muito para o exterior
e inúmeros ufólogos apresentaram casos e acompanharam as hipnoses, sempre citados em meus dois livros.
Quando possível eu facilitava aos ufólogos aprenderem um pouco de hipnose.

Muitos criticam a hipnose na abdução, pois entendem que possa ocorrer uma introdução de falsas
memórias durante o processo. Qual sua opinião sobre isso?
As memórias falsas podem ocorrer com e sem hipnose. Com a pessoa hipnotizada é mais fácil porque o
hipnotizado gosta de agradar o hipnotizador. Certa ocasião hipnotizei um abduzido no consultório do doutor
Berezovsky com a presença de várias pessoas, quando uma delas perguntou ao hipnotizado: “Na blusa do ET
que você descreveu há algum emblema?” A pergunta envolve duas sugestões, a primeira que o ET usava blusa
e, a segunda, que nela poderia haver o emblema. Como era de se esperar, o hipnotizado respondeu que sim. A
partir daquele dia eu passei a pedir aos assistentes das hipnoses que escrevessem as perguntas e as
entregassem a mim, não as dirigindo aos abduzidos. Quando continham sugestões, eu as eliminava. Essa
pergunta, por exemplo, eu faria em duas etapas: “O ET está usando blusa?” Se ele respondesse que sim, eu
pediria: “Peço que a descreva”. No livro Los Falsos Recuerdos [Paidós, 1997], Margarida Diges trata com
propriedade desse assunto. Em minhas pesquisas sou sempre muito cuidadoso, evitando criar memórias
falsas.

Qual é o caso mais interessante que o senhor pesquisou?


Vários eventos são muito interessantes. Um deles é o Caso Gonçalo, que está no capítulo 28 do meu primeiro
livro, Sequestros Alienígenas: Investigando Ufologia com e sem Hipnose [Veja box na matéria]. Ele, aos 19
anos de idade, saiu em dezembro de 1958 do Rio de Janeiro dirigindo um caminhão da marca Chevrolet.
Gonçalo disse: “Às 15h30, em direção à Barbacena, logo após passar pela cidade de Santos Dumont, entre
22h30 e 23h00, a estrada cou repentinamente muito escura. Ao transpor um viaduto, vi uma luz que voava
em minha direção. O caminhão perdeu velocidade e eu o conduzi para o acostamento”. Imediatamente
depois, e sem saber como, acordou embaixo do veículo. Já eram 05h00 do dia seguinte. Quando abriu a porta,
vomitou no estribo e cou com um gosto ruim na boca. O caso é impressionante e Gonçalo tinha amnésia dos
fatos, o chamado missing time, e precisou ser hipnotizado.
CRÉDITO: HYPNOS INSTITUTE Interessante. Como os ETs bloqueiam a memoria do
abduzido?
Com uma ordem hipnótica, e os hipnólogos da Terra
também podem fazer isso. No Caso Gonçalo, o rapaz
poderia car abalado ao saber que esteve em outro
planeta e lá foi humilhado por visitação pública, sob
guarda armada e com a medição do tamanho de seu pé,
de número 44. Por isso foi encaminhado para uma
preparação psicológica gratuita por especialista, o que
acabou não fazendo. Na última vez que o vi, há anos, ele
ainda não sabia que esteve em outro planeta. Pelo que
constatei em mais de 30 anos de pesquisas ufológicas
com hipnose, os ETs são muito mais hábeis do que os
hipnólogos da Terra e conseguem uma profundidade
A hipnose deve ser realizada com bastante rigor
maior em seu bloqueio mental das testemunhas.
pelo terapeuta, para segurança do indivíduo e
bons resultados do processo Poderia citar outros casos?
Sim. Há o ocorrido com uma testemunha de nome Irene,
que está em meu segundo livro, Sequestros Alienígenas: Investigando Ufologia com e sem Hipnose II, no
capítulo 22. A moça namorou, na cidade de Praia Grande, um homem loiro e lindo com o qual foi a uma festa.
Ao ser abduzida, descobriu que ele era do tipo lagarto ou reptiliano. Há desenhos de muitos desses seres no
livro The Art of Close Encounters [Close Encounters Publishing, 2012], da abduzida e artista plástica norte-
americana Kim Carlsberg. Bete Rodrigues, já mencionada, hoje conferencista sobre sua abdução em
congressos de Ufologia, como o II Fórum Mundial de Contatados, da Revista UFO, durante muitos anos não
sabia que recebeu ordem para esquecer o fato que viveu, até que a hipnotizei [Veja edição UFO 218, agora
disponível na íntegra em ufo.com.br]. Antonio Villas Boas, que praticou sexo com uma extraterrestre a bordo
de um disco voador, excepcionalmente, não recebeu ordem de esquecer e cou muito abalado, mudando
completamente sua vida desde então.

Com base em tudo o que o senhor descobriu em suas sessões de hipnose, existem alienígenas de formato
humano in ltrados em nosso meio?
Sim. Decidi não publicar alguns dos casos mais estranhos que pesquisei. Faço aqui uma pequena abreviação
de dois deles. Certa ocasião, duas universitárias me procuraram dizendo que seus corpos eram
ocasionalmente “invadidos” por extraterrestres e que um colega delas também estava “invadido” naquela
época. Hipnotizei normalmente as duas e elas con rmaram a informação. A meu pedido, trouxeram o colega,
que não consegui hipnotizar de maneira alguma, o que é raríssimo. Outro caso é o de um rapaz de beleza

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extraordinária que veio à minha residência e conversamos sobre Ufologia. Quando voltou, meses depois, era
uma pessoa de sionomia normal.

Uma pesquisa realizada pela doutora Gilda Moura mostra que informações foram gravadas no cérebro de
um abduzido em umafrequênciade40 Hz. Como isso é possível? Podem-se resgatar essas memórias
também por meio de hipnose?
A doutora Gilda Moura é uma experiente psicóloga, ufóloga, hipnóloga e autora, que teve o privilégio de ter
hipnotizado A. J. Gevaerd, editor da Revista UFO, e descoberto que ele foi abduzido. Assisti ao trabalho dela
como hipnóloga no Caso Vanderlei, como descrevo no capítulo 64 de meu primeiro livro, já citado. Li os
trabalhos dela e fui honrado com sua visita e a de amigos ufólogos à minha residência. O hipnólogo em
Ufologia, doutor Corrado Malanga, professor de química da Universidade de Pisa, na Itália, escreveu o
notável livro Alien Cicatrix, disponível no site Abducciones [Endereço: http://abducciones.es.tl], no qual
informa “que há milhões de abduzidos na Itália e que todos sofreram a introdução de implante via nasal, com
ruptura do osso esfenoide”. Bete Rodrigues, que após muitos anos de anonimato revelou sua abdução,
também teve um implante muito dolorido no cérebro, por via nasal. Já quanto à frequência dos implantes,
não sei medi-la.

Ao contrário do que os céticos pensam e a rmam, as memórias falsas podem ocorrer com e sem hipnose.
Com a pessoa hipnotizada é mais fácil porque o indivíduo assim gosta de agradar o hipnotizador. Isso é
relativamente comum.

Ainda em relação aos implantes, com base nos estudos que o senhor realizou, qual seria a nalidade de tais
dispositivos? Todos os abduzidos os recebem?
Segundo a opinião do doutor Malanga, todos os recebem. Mas o meu trabalho com hipnose regressiva
sempre foi super cial, com uma ou duas regressões, apenas com o objetivo de saber se o indivíduo
pesquisado foi abduzido. Certa ocasião, o nado ufólogo Claudeir Covo [Ex-coeditor da Revista UFO] me
telefonou e eu informei que naquele momento havia vários abduzidos em minha casa, na única reunião desse
tipo que z, e ele perguntou se eu tinha bússola. Como tenho, ele sugeriu que a passasse em locais onde
supusesse que tinha havido implantes nos corpos das pessoas. Minha lha Luciana, hoje advogada, colocou-a
no chão, ajustou a agulha apontando o norte e o único abduzido argentino que hipnotizei na vida, que
supunha ter sido implantado no pé, colocou-o suavemente sobre a bússola.

E o que aconteceu?
A agulha girou rapidamente muitas vezes, como todos vimos, e depois voltou a apontar para o norte, como se
um “controle remoto” tivesse desligado a força magnética do implante que acionou a agulha — o argentino
tomou um susto incrível. Em meus dois livros há inúmeros casos de implantes em diferentes partes dos
corpos, principalmente na cabeça, pés e mãos. Livros do doutor Roger Leir e de Derrel Sims relacionam
inúmeros casos, inclusive de implantes retirados cirurgicamente [Sobre isso, veja o livro Implantes
Alienígenas, de Leir, código LIV-011 da coleção Biblioteca UFO, na seção Shopping UFO desta edição e no
Portal UFO: ufo.com.br]. Vi vários deles, que o Sims mantinha em caixa com escaninhos. São bem pequenos.
Fui cicerone desses dois pesquisadores em evento em Curitiba. Com referência à nalidade dos implantes no
cérebro, uma das possibilidades é a de que cada abduzido seja transformado em um “espião”, transmitindo
imagens e sons de tudo o que vê — já os implantes no corpo podem revelar as condições de saúde dos
implantados.

Como está a pesquisa das abduções hoje no Brasil e no mundo?


Em meu segundo livro apresento o quadro sinótico Hipnólogos em Ufologia, no qual informo ter dados de
214 hipnólogos em Ufologia de 31 países, dos quais 47, de 10 países, escreveram livros sobre o assunto, cujos
nomes conheço. Tive um enorme trabalho para coletar essas informações, provavelmente incompletas, e
agradeço aos que me informarem sobre outros pesquisadores. Escrevi minibiogra as de vários deles. Os
Estados Unidos contam com 89 hipnólogos em Ufologia e o Brasil, em segundo lugar, com 32. É muito pouco.
Seria importante haver incentivos para novos hipnólogos na área. Recebi muitas vezes mensagens de pessoas
que suspeitavam terem sido abduzidas, residentes em estados distantes e que não se dispunham a vir a São
Paulo para as hipnoses, como Janete, que cito no segundo livro.

Recentemente perdemos expoentes da pesquisa das abduções, como Budd Hopkins, John Mack e Roger
Leir, que o senhor acaba de citar. Qual foi o legado que nos deixaram?
Penso que o grande legado que deixamos enquanto hipnólogos em Ufologia é o de eliminar a amnésia
implantada pelos extraterrestres e descobrir coisas incríveis, como a colocação de implantes, as viagens de
abduzidos a outros planetas, desenhos e descrições sionômicas de ETs, as interferências dos alienígenas
para que pessoas não abduzidas vejam coisas diferentes das existentes, como lindos rostos em seres feios
etc. Além disso, é fascinante descobrir cirurgias altamente bené cas a humanos, como no Caso Dirce,
desvendar a fecundação de mulheres extraterrestres por humanos e vice-versa, criação de fetos híbridos em
vidros etc.
CRÉDITO: RAFAEL AMORIM É possível conectar-se telepaticamente com um
extraterrestre no momento da hipnose? O senhor já
teve casos assim?
Há quem creia que sim, mas eu nunca tentei.

No caso de uma regressão hipnótica, mesmo que não


haja este objetivo, é possível “acessar” acidentalmente
uma vida anterior do indivíduo?
Em 17 de julho de 1982, o citado doutor Max
Berezovsky foi comigo para Sumaré a pedido dos
ufólogos Osvaldo e Eduardo Mondini, dirigentes do
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Centro de Estudos e Pesquisas Exológicas (CEPEX), para


pesquisarmos um evento raro que eles já haviam
publicado no boletim da entidade, sob o nome Caso
Sumaré. No episódio, uma menina havia sido operada
dos olhos por um extraterrestre. Dirce, quando pequena,
era má aluna e uma professora, em junho de 1976,
descobriu que ela enxergava muito pouco. Os pais a
levaram a um oftalmologista, que con rmou a
informação e esclareceu que ela poderia car cega. Não
satisfeitos, os pais a levaram também a uma clínica de
renome internacional, que con rmou a informação e
receitou telelupas, que os pais mandaram fazer no Japão.

O Caso João de Freitas Guimarães, citado pelo E o que aconteceu depois?


entrevistado, é um dos mais importantes Quando chegamos à casa da moça, havia quadros com
episódios ufológicos brasileiros guras de Jesus e santos nas paredes. Lá estavam,
também, os dois ufólogos e outros mais. Na conversa
inicial soubemos que, anos antes, quando a telelupa ainda não havia chegado, a mãe de Dirce foi à escola
pedir à diretora que orientasse os professores no sentido de instruir os alunos a não ridicularizarem a lha, já
que aquele aparelho ótico é muito feio. Contaram, então, que certa noite a mãe, que sempre alimentava o cão,
pediu à Dirce que o zesse, enquanto assistia à novela. Dirce foi para o quintal e enquanto alimentava o
cachorro, viu no fundo do recinto uma espécie de robô com 2 m de altura vir em sua direção, passando pelos
arames dos varais mais baixos — Dirce e o animal caram paralisados. O robô aproximou-se, a vista dela
escureceu e eles conversaram telepaticamente. O ser lhe disse que eram irmãos e que ela tinha uma missão a
cumprir na Terra. Cerca de meia hora depois a visão da menina voltou, o ser foi para o fundo do quintal, ela
entrou correndo na casa e subiu para seu quarto.

Isso é incrível, realmente. O que houve então?


Pouco tempo depois a mãe viu Dirce lendo e a interrogou. Ela contou que estava enxergando perfeitamente e
que não tinha contado nada por vergonha de os pais terem gastado tanto dinheiro com a telelupa, que nem
sequer tinha chegado. Hipnotizei-a e ela con rmou o que já tinha contado. A seguir, transferi a hipnose para o
doutor Berezovsky, conhecedor de terapia de vidas passadas, e ele levou a regressão para antes do
nascimento da jovem. As informações obtidas são muito curiosas para os que acreditam em reencarnação.
Dirce descreveu sua vida anterior, quando era extraterrestre e irmã do “robô”. Por sugestão do doutor
Berezovsky, ela então foi atendida pelo doutor Tadeu Cvintal, oftalmologista de São Paulo, que atestou, em
05 de agosto de 1982, que Dirce estava totalmente curada. Anos depois tive um novo contato com ela, que
tinha se casado e supunha que seu marido tinha sido abduzido. Eles não tinham lhos.

Penso que o grande legado que deixamos enquanto hipnólogos em Ufologia é o de eliminar a amnésia
implantada pelos extraterrestres e descobrir coisas incríveis, como a colocação de implantes e as viagens de
abduzidos a outros planetas.

Interessante. De acordo com suas regressões, quantas espécies estariam atuando e trabalhando com
abduções no planeta? E quais seriam?
No meu primeiro livro há desenhos de vários seres feitos sob hipnose. E pelo que sei, há inúmeras espécies de
extraterrestres fazendo abduções na Terra, igualmente descritas com desenhos nos livros Guia da Tipologia
Extraterrestre [Biblioteca UFO, 2014], do coeditor da Revista UFO Thiago L. Ticchetti, e The Art of Close
Encounters, de Kim Carlsberg, já citado.

O senhor poderia nos explicar como os desenhos são feitos e que equipamentos usa para tal?
Em minhas hipnoses sempre tenho uma prancheta, um bloco de desenho, lápis, uma bússola e uma lanterna
de luz negra, o que recomendo a todos meus colegas e aos que vão iniciar na área. Quando há necessidade de
ser realizado um desenho, faço o que se chama “alucinação visual positiva”, que é levar o hipnotizado a ver o
que não existe — já a “alucinação visual negativa” é ele não ver o que existe. Quando necessário, digo que
tenho em mãos uma boa fotogra a do que ele acabou de contar e que vou mostrar a ele, que deve levantar o
dedo indicador quando a vir. Dou-lhe, então, a prancheta com o bloco de papel de desenho preso nela e peço
que ele abra os olhos e levante o indicador quando estiver vendo a foto da cena que acabou de descrever.

E o que aconteceu então?


Quando ele levantar o dedo, o que ocorre em quase todos os casos, digo que vou colocar um papel de seda
sobre a foto, e que ele deve decalcá-la, como se fazia com mapas na escola. Finjo colocar o papel de seda e
digo para ele decalcar — o que elimina a possibilidade de ele me dizer que não sabe desenhar. Assim consigo
os desenhos bem feitos mencionados anteriormente. Os cientistas já provaram que o hipnotizado está
realmente “vendo” a foto. A bússola e a lanterna são para outro tipo de pesquisas, que mencionarei adiante.

Muitos abduzidos descrevem extraterrestres com aparências pouco conhecidas, como de formiga e de
aranha, entre outras, que são ridicularizadas pelos céticos. O senhor sabe o motivo pelo qual são vistos ETs
em formas tão bizarras?
O citado coeditor Ticchetti, em seu excelente Guia da Tipologia Extraterrestre [Código LIV-028 da coleção
Biblioteca UFO. Con ra na seção Shopping UFO desta edição e no Portal UFO: ufo.com.br], separa os
extraterrestres em quatro classes: humanoide, animália, robótica e exótica. E faz uma análise estatística
delas, indicando a localidade, país, data, testemunhas, quantidade de seres vistos e seus tipos. Cada uma
dessas classes tem inúmeros tipos de seres. Em um universo com milhões de planetas, isso era de se esperar.
Além disso, nosso planeta também é visitado por mulheres vindas de diferentes constelações, que praticam
sexo com terrestres, criando seres híbridos, como ocorreu com Antonio Villas Boas. E também há mulheres

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da Terra que são abduzidas e fecundadas com espermas de diferentes procedências estelares. Há vezes em
que os lhos nascidos destes cruzamentos são trazidos e mostrados às mães. Como há civilizações milhares
de anos mais antigas do que a nossa, suponho que essa atitude aparentemente brutal sirva para produzir
seres adaptados às condições de planetas que estão sendo habitados.
CRÉDITO: LUCA CONTI O senhor poderia explicar melhor o assunto?
Na obra The Art Of Close Encounters, já citada,
aparecem também inúmeros extraterrestres de
diferentes formas. Viver no planeta onde Gonçalo
esteve, iluminado por estrela azul quentíssima, as
condições não são convenientes aos terrestres, como ele
sentiu suando inadequadamente — ele estaria
totalmente desidratado em poucos dias. Já Iolanda
Kmiecik, cujo caso de abdução está no capítulo 22 de
meu segundo livro, Sequestros Alienígenas: Investigando
Ufologia com e sem Hipnose II, precisou usar um sapato
especial muito pesado para andar no planeta ao qual foi
levada — obviamente, ela também não estava preparada
para viver lá.

Todas as abduções se dão no plano físico ou algumas


podem ocorrer no plano imaterial, também chamado
popularmente de “plano astral”?
Sim, também ocorrem no “plano astral”. Um dos
acontecimentos do gênero é Caso Júlia, uma engenheira
e mãe de dois lhos — uma advogada e um universitário
— que julgava que não conseguiria ser hipnotizada. Mas,
como todos os abduzidos, sua hipnose foi rápida e
Para o professor de química Corrado Malanga, profunda. Em e-mail que me enviou ela disse: “Um
absolutamente todos os abduzidos recebem acontecimento que julgo estranho me aconteceu em
1992 ou 1993. Eu acabava de me deitar com meu
implantes nos procedimentos
marido. Desligamos a luz do abajur e eu estava fazendo
as minhas orações quando me dei conta de que estava
em estado alfa. Imediatamente a televisão, que estava em cima da cômoda, ligou e vi a imagem de uma
silhueta de um ser verde. Algo assim também aconteceu na minha casa de campo, em Avaré, em meados de
1995. Ocorreu certamente em meio astral — saí de meu corpo em posição horizontal, de barriga para baixo,
em uma velocidade alucinante até a porta que dá para a varanda. Lá me deparei com dois seres”.

O que Júlia descreveu?


Sob hipnose, Júlia deu as datas certas dos acontecimentos, os con rmou plenamente e ofereceu muitas
outras informações. Em meus livros há outros casos de abdução no “plano astral”. Ao que parece, em certos
episódios, os procedimentos desejados pelos extraterrestres podem ser feitos igualmente em corpo físico ou
astral. Aproveitei essa pesquisa para permitir que o radialista Luiz Ricardo Geddo [Consultor da Revista UFO]
e sua esposa, doutora Andréa Bento Geddo, atuassem em parte da hipnose, na esperança de que se tornem
hipnólogos em Ufologia, o que o Brasil precisa muito.

Qual é o grande interesse dos alienígenas em nos abduzir? O que eles querem de nós, a nal?
Com toda a certeza, uma das coisas que querem é a produção de seres híbridos com características
adequadas para habitarem outros planetas — tanto terrestres homens como mulheres são utilizados com
esse objetivo. A alienígena que fez sexo com Antonio Villas Boas apontou para seu ventre e depois para o céu,
indicando que o lho ou os lhos gerados naquele encontro nasceria ou nasceriam em outro planeta. Muitas
vezes eles são trazidos e mostrados a distância ainda crianças para suas mães, como há inúmeros casos na
literatura. Mas não conheço caso de criança híbrida mostrada a pais homens, menos afetivos.

O coeditor da Revista UFO Thiago Ticchetti, em sua obra Guia da Tipologia Extraterrestre, separa os ETs em
quatro classes: humanoide, animália, robótica e exótica. E faz uma análise estatística delas, indicando a
localidade, país, data, testemunhas...

Então, para o senhor a hibridização é o grande objetivo desses seres?


Não apenas isso. Outro grande interesse é a transformação de cada abduzido em um “espião inconsciente”. O
implante colocado no cérebro dos indivíduos, que o doutor Malanga informa ser em todos os abduzidos,
tenho boas razões para crer que transmite imagens e sons para “computadores remotos” dos extraterrestres,
que assim cam sabendo o que vemos e ouvimos e podem aprender nossos idiomas. Os seres que vivem
entre nós já chegam falando nossas línguas com diferentes sotaques, conhecendo nossos hábitos e
preferências. O lindo alienígena que namorou Irene, por exemplo, já mencionado nesta entrevista, e que se
revelou um feio reptiliano, falava português com perfeição, o que, com certeza, aprendeu em seu planeta.

Poderia discorrer um pouco mais sobre este tema, por favor?


Sim. Como temos aqui empresas multinacionais, nossos visitantes extraterrestres devem ter empresas
“multiplanetárias”. Assim, por analogia, um alienígena como Karran, e outros, deve precisar falar vários
idiomas...

O senhor acha que a humanidade em geral e os nossos cientistas em particular estarão algum dia
preparados para conhecer toda a verdade sobre a presença alienígena na Terra?
Espero sinceramente que esta entrevista ajude um pouco. Sou assinante da Folha de S. Paulo, e há anos vejo
Marcelo Gleiser, professor brasileiro de física teórica no Dartmouth College, nos Estados Unidos, nela
https://ufo.com.br/entrevistas/ets-usam-material-genetico-humano-para-gerar-novas-racas-hibridas.html 6/10
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publicar artigos mostrando total desconhecimento sobre Ufologia e criticando a área. Curioso é que ele
resida bem perto de onde ocorreu a abdução do Casal Hill, em 19 de setembro de 1961 — que sofreram
missing time e recuperaram a memória por meio de hipnose regressiva feita pelo médico doutor Benjamin
Simon —, e nada informa saber a respeito. A propósito, a abdução dos Hill foi uma das primeiras do mundo —
a de Antonio Villas Boas ocorreu pouco antes, em 16 de outubro de 1957. Como o Caso Hill deu origem a
lme e livros, é altamente provável que o professor Gleiser tenha conhecimento dela, mas insiste em
contrariar os fatos. Bem, na época da Inquisição pessoas foram mortas por dizer que a Terra era redonda.
Assim como na época de Santos Dumont pretensos cientistas diziam que era impossível um aparelho mais
pesado do que o ar voar. O querido e respeitado Albert Einstein errou ao dizer que a maior velocidade
possível é a da luz...

O senhor disse usar luz negra em suas hipnoses regressivas. Como reconhecer com ela o local onde o
abduzido tem um implante?
É só aproximar a luz negra do provável local do implante, com o abduzido em local não muito claro, que o
brilho aparecerá. Dois autores já citados trataram disso, o doutor Roger Leir e Derrel Sims. Há lanternas de
luz negra no comércio por pouco mais de R$ 60 e sugiro que todas as entidades de pesquisa ufológica tenham
uma. Se brilhar em alguém, levem a pessoa correndo para um hipnólogo em Ufologia. Em meus livros conto
que um ponto cou fosforescente no pé do argentino Vitório, também já citado anteriormente, com a
aproximação da luz negra.
CRÉDITO: ROGER LEIR Quando pesquisamos um caso, podemos descobrir
muito a respeito do que está ocorrendo com o
abduzido. Mas há algo a se fazer para evitar novas
abduções da pessoa?
Não há nada que se possa fazer. Frequentemente os
extraterrestres dizem aos abduzidos que eles próprios
queriam ser sequestrados.

É comum ocorrerem fenômenos elétricos, tais como


lâmpadas que queimam e aparelhos que ligam sozinhos,
na casa dos abduzidos. A que o senhor atribui isso?
Já vimos que os implantes fazem agulhas de bússolas
girarem velozmente, o que nos faz supor que implantes
tenham uma energia muito forte para transmitir
informações aos extraterrestres, e assim possivelmente
essa energia provoque esses fenômenos elétricos. Tal
suposição é baseada em mais de 30 anos de pesquisa em
Ufologia.

O senhor pode nos descrever o Caso Edgar, em que


trabalhou?
Sim. Na noite de 05 de abril de 2002 conheci o pedreiro
Para o entrevistado, os implantes são artefatos Edgar dos Santos Cândido nos estúdios de um canal de
que rastreariam as atividades mentais e físicas televisão em Peruíbe, no litoral sul de São Paulo, ocasião
dos indivíduos abduzidos em que ele contou muitas das coisas narradas a seguir —
outras informações foram obtidas em hipnose que z
nele dois dias depois. Cândido nasceu em 29 de março de 1968 e tinha, portanto, 34 anos. Morava só. Em
maio de 1999, deitou-se por volta das 23h00 e pouco depois uma luz amarelada atravessou o telhado de
Brasilit de sua casa e o atingiu na cama. Ele, então, foi levado até a parte central de uma nave discoide, onde
era aguardado por cerca de 10 seres com cerca de 1,5 m de altura, corpos nos, olhos grande, oblíquos e
negros, nariz e boca pequenos e cabeça muito grande sem cabelos.

O que ocorreu dentro da nave?


Muita coisa. Os seres vestiam uma espécie de roupão prateado e usavam luvas. Eles o conduziram a uma sala,
onde foi deitado em cama cirúrgica, totalmente incapaz de se defender. Foram feitas incisões e retirada a
parte frontal de seu rosto, que foi colocada em local que ele não conseguia ver, e mexeram em sua cabeça. Ao
nal de uma demorada cirurgia, seu rosto foi recolocado no lugar e ele foi levado a uma caixa que supôs ser
cicatrizante. Depois foi conduzido a outra sala, onde pensa que lhe introduziram um implante atrás de sua
orelha esquerda, que foi até o cérebro — Cândido supõe que sirva para monitorá-lo a distância. Esse caso foi
publicado pela Revista UFO, edição número 82, e no livro Discos Voadores: Uma Realidade Incontestável
[Clube dos Autores, 2011], de autoria do advogado José Guilherme Raymundo.

Os seres vestiam uma espécie de roupão prateado e usavam luvas. Eles conduziram o abduzido a uma sala,
onde foi deitado em cama cirúrgica, totalmente incapaz de se defender. Foram feitas incisões e retirada a
parte frontal de seu rosto.

Mudando de assunto, qual é a sua opinião sobre o chupacabras, tema que também o atrai?
Os chupacabras existem e pesquisei o assunto com e sem hipnose regressiva. Por exemplo, em 12 de maio de
1981, hipnotizei o senhor Caetano, que con rmou ter visto um desses animais em um município da Grande
São Paulo. “Era bípede, peludo e tinha grandes olhos vermelhos. Ele corria e saltava obstáculos altos”, disse. O
ufólogo Carlos Alberto Machado publicou extensa matéria sobre esse animal na Revista UFO, edição número
66, em agosto de 1999. Ele também é autor do livro Olhos de Dragão [Edição particular, 2001], e apresentou-
me abduzidos que hipnotizei, com a colaboração dele.

O senhor poderia nos falar mais sobre sua experiência com o chupacabras?
Sim. Na tarde de 15 de novembro de 1997 houve uma reunião na residência do doutor Max Berezovsky, com
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muitos convidados, quando hipnotizei o senhor Takeda, de 54 anos, residente em um sítio em Cláudio (MG).
Ainda consciente, ele nos contou que galinhas e patos que criava estavam sendo mortos à noite com feridas
no pescoço e que cavam com os corpos moles, sem a costumeira rigidez. Alguns sobreviviam, mas andavam
cambaleando e chocando-se com obstáculos. Certa noite, o senhor Takeda armou-se com espingarda e cou à
espreita perto de onde dormiam suas aves. Na terceira noite, entre 02h00 e 03h00, ouviu o barulho da queda
de cerca de 20 animais. Ele abriu a porta da casinha onde estavam e deparou-se com um bicho desconhecido,
totalmente peludo, com aproximadamente 1,5 m de altura, de pé bem à sua frente, a cerca de três metros de
distância, com os braços ameaçadoramente abertos. Tinha pelos compridos por todo o corpo, olhos grandes
avermelhados.

O que fez a testemunha do avistamento ufológico?


Bem, o senhor Takeda deu-lhe um tiro com sua espingarda de um só cartucho, calibre 28, mas o animal não
morreu. Ao contrário, virou-se e foi cambaleando em direção a um rio, a 70 m de distância, sem correr — os
cachorros bravos da chácara não latiram nem apareceram. O homem voltou para sua casa e no dia seguinte
procurou na margem do rio, mas não encontrou o animal morto nem vestígios como sangue e pelos. Sob
hipnose, no entanto, ele não acrescentou nada de relevante.

Obrigado. O senhor já viu um UFO ou teve alguma experiência paranormal em sua vida?
Sim. Vi claramente dois UFOs, descon o ter sido abduzido uma vez e também tive experiências paranormais.
O primeiro UFO observei ao sair da sede do Aeroclube do Paraná, onde me brevetei como piloto de
monomotores. O senhor Paulo, que lá estava, me chamou e o mostrou. O aparelho estava a cerca de 200 m de
distância, parado no ar a 150 m de altura sobre a Vila dos Sargentos da Aeronáutica, e perfeitamente visível
pelos militares da torre de controle, provavelmente moradores daquela vila. Ficamos observando por um a
dois minutos. Não tinha janelas, portas nem trem de pouso visíveis e parecia de metal prateado. Depois ele foi
encoberto pelas nuvens. Isso ocorreu lá pelos anos 70.

E o outro avistamento?
O segundo foi bem mais tarde. Eu já tinha voltado a morar em São Paulo, mas ainda tinha que viajar ao Paraná
a trabalho e ir à chácara que tinha lá, pagar empregados. Fui de avião comercial, aluguei um carro no
aeroporto e fui me hospedar em um hotel fazenda, em uma região montanhosa, já próxima de minha
plantação de quiris e araucárias, em Bocaiúva do Sul. Deixei o carro na frente do apartamento que ocupei e
fui a pé para a sede, que cava na parte alta, a uns 100 m de distância, para jantar. Era por volta das 19h00.
Acima e próximo à sede havia um UFO parado à baixa altura — dele saíam fachos de luzes fortes que se
interrompiam a poucos metros de distância, coisa impossível para o que conhecemos na Terra. Achei que se
voltasse correndo para meu apartamento, onde teria que abrir a porta, seria abduzido. Baixei a cabeça, não
olhei mais para o UFO e fui à sede, onde estavam a cozinha e o salão. Quando entrei no prédio calculei, pelo
pouco tempo levado, que não estava com amnésia de abdução.
CRÉDITO: ARQUIVO UFO E sobre a abdução que o senhor supõe ter vivido, o que
nos fala?
Este evento também ocorreu quando eu voltava da
chácara e ia para Curitiba, mas já morando em São Paulo.
No bairro do Atuba, na capital paranaense, há uma
estação elétrica com iluminação feérica, que se vê a
distância. De repente, eu estava ali ultrapassando um
veículo longo com uma forte luz à minha esquerda que,
pelo horário, já tinha que estar acesa bem antes — tomei
um susto enorme, o maior da minha vida. Em meus dois
livros há casos de pessoas abduzidas e devolvidas a Terra
com seus carros, no meio do trânsito, uma coisa bem
complicada. Por exemplo, em que momento o motor do
veículo é desligado e religado? Quando os faróis são
apagados e acesos? Em que marcha está o veículo ao ser
levado? Como os motoristas do demais veículos no
trânsito não percebem a abdução? Para mim são
enormes interrogações sem respostas. Já a minha
experiência paranormal ocorreu em 27 de dezembro de
1946. Eu tomei um barco que virou em uma corredeira e
em segundos tive uma visualização mental de toda a
minha vida, como poderia ser o juízo nal. Encontrei
outras pessoas que passaram pelo mesmo.
A paulista Bete Rodrigues passou por uma
experiência terrível nas mãos de extraterrestres. Obrigado novamente. Como as pessoas são levadas
para dentro dos discos por seus tripulantes?
Há raros casos em que os UFOs pousam, deles descem extraterrestres e convidam as pessoas a entrarem na
nave ou então, na maioria das vezes, as levam à força. O advogado e depois juiz do trabalho doutor João de
Freitas Guimarães, por exemplo, foi convidado amigavelmente por ETs para entrar em um UFO. Ele seguiu o
ser que o convidou, teve di culdade para subir a escada e foi seguido por outro ser que tinha descido da nave.
Havia outros tripulantes dentro do UFO, neste contato que ocorreu à noite no litoral de São Paulo, na metade
do século passado. Já Gonçalo e Antonio Villas Boas foram levados à força para o interior de naves
alienígenas. Gonçalo estava ao volante de um caminhão e Villas Boas na direção de um trator, trabalhando na
fazenda da família. Ambos os fatos também ocorreram à noite. Na maioria dos casos as pessoas — e também
animais — são levadas por uma luz diferente que sai de baixo da nave e os envolve na Terra e em voo,
sicamente ou com seus carros e aviões.

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É um processo difícil, imagino.


Isso é uma coisa de altíssima tecnologia e de difícil compreensão, já que a força aplicada em cada caso tem
que ser diferente. A hoje senhora Urbana, quando ainda tinha de três a quatro anos de idade, portanto muito
leve, foi retirada do ombro de um primo adulto ao ser abduzida, e Dalva foi levada para bordo de um UFO
dentro de um pesadíssimo “carro” semelhante a uma Blazer, com mais duas pessoas. Supostamente, a força
necessária para transportar esse veículo teria esmagado a criança. Nos meus livros também narro a abdução
de dois monomotores em voo, com um e dois pilotos, pesadíssimos, também com o agravante de que as
hélices em movimento provavelmente tiveram que ser paralisadas em algum momento. Cada um desses
acontecimentos envolve o transporte para cima de pesos e resistências diferentes, provavelmente exigindo
técnicos altamente habilitados. Esses aviões jamais voltaram a Terra. Suponho que seus pilotos devam hoje
trabalhar em museus em outros planetas, dando explicações ao público de lá... Um deles reapareceu
rapidamente para seus pais dentro de uma esfera translúcida, que disse exigir distância, e informou que
estava vivo e muito feliz em outro mundo. Mas os extraterrestres às vezes erram. Por exemplo, deixaram a
citada Iolanda a 100 km de sua casa após sua abdução — um equívoco dos operadores desses procedimentos,
suponho, poderia ser fatal.

O senhor imagina como nossos visitantes extraterrestres conseguem tais feitos?


Recorro a Fran de Aquino, professor de física da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), que em um
livro interessantíssimo, chamado Física dos UFOs e disponível na internet, divulga sua teoria de que os discos
voadores possuam células de controle gravitacional (CCGs). “O controle eletromagnético da gravidade
possibilita que as espaçonaves tenham um sistema para içar gravitacionalmente, de certa altura, pessoas para
seu interior. Para um leigo, observando a distância, a impressão seria a de que o indivíduo teria sido atraído
para a espaçonave por um misterioso jato de luz”, diz Aquino. Em certa ocasião foi publicada na internet a
foto de uma vaca no ar, tirada por um viajante em uma rodovia, mostrando o animal sendo abduzido por um
disco voador. Como é sabido, eles sofrem cirurgias a bordo, especialmente no úbere e boca, e são devolvidos
já mortos a Terra, onde não são comidos por bichos silvestres.

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