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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

INSTITUTO DE FISICA

28 de Outubro de 2010
Física III Experimental
Turma C

PONTE DE WHEATSTONE

Grupo 3: Marcus Mota Crabbi 09/0138872


Ernane Ruas Neiva Júnior 09/93697
Dionio Ellysson Alencar Torres 090111206
OBJETIVOS

Realizado nos dias 18 e 25 de Outubro, o experimento teve como


principais objetivos introduzir o aluno à análise de circuitos com ponte
de Wheatstone para medidas de resistências desconhecidas e para
observar o comportamento das linhas de campos eletrostáticos entre
diferentes arranjos de eletrodos e isolantes.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

A ponte de Wheatstone é uma montagem feita dentro de um circuito elétrico,


comumente utilizado para medidas de resistências elétricas. Um circuito que contenha uma
ponte de Wheatstone é composto no mínimo de uma fonte de tensão, um galvanômetro e de
uma rede de quatro resistores, sendo três destes conhecidos:

Para medir a resistência do resistor desconhecido Rx, a ponte de Wheatstone é


equilibrada mediante o ajuste dos valores de resistência em R3 e R4 de modo que não flua
corrente através do galvanômetro. Nessa situação, os potenciais elétricos em B e C tornam-
se iguais, ou seja, a diferença de potencial entre B e C é nula. Como conseqüência, as
diferenças de potenciais entre os terminais de R1 e R3 são iguais e, do mesmo modo, serão
iguais entre si as diferenças de potenciais entre os terminais de R2 e de Rx (a resistência
desconhecida).
A intensidade de corrente através de Rx é igual a aquela através de R3, assim como
aquela através de R1 é igual à através de R2. Como a diferença de potencial sobre R1 e R3 são
iguais, escrevemos:
Do mesmo modo, como a diferença de potencial entre Rx e R2 são iguais,
escrevemos:

Dividindo-se essas duas expressões, membro a membro, tem-se:

E para finalizar, temos para Rx:

Essa é a expressão que nos permite calcular Rx conhecendo-se os valores de R1, R2 e


R3.

MATERIAL

PRIMEIRA PARTE

• Fonte de tensão analógica de corrente contínua


• Multímetro digital utilizado com amperímetro
• Conectores e fios de ligação
• 6 resistores de resistência desconhecida
• 2 Resistores de 1KΩ
• Régua graduada de 1000 mm com precisão de 1 mm

SEGUNDA PARTE

• Cuba eletrolítica
• Fonte de tensão ajustável de corrente contínua
• Reostato
• Eletrodos e peças isolantes e condutoras de formas variadas
• Multímetro digital

PROCEDIMENTOS

PRIMEIRA PARTE

Nesta primeira parte determinou-se a resistência de três resistores desconhecidos,


um de cada vez, a partir de um circuito com uma ponte de wheatstone como o mostrado
abaixo:

O conector b era capaz de deslizar livremente sobre um fio condutor apoiado por
uma régua de 1000 mm. Assim, o que se mediu, na verdade, não foram os resistores R 1 e
R2, mas sim os comprimentos L1 e L2 para os quais a corrente no amperímetro fosse nula.
Tomou-se tal procedimento, pois, seja L o comprimento do fio e A a área da secção
transversal do fio em questão, sabemos que a resistência será dada por ρ(L/A). Substituindo
isto para e R1 e R2 na equação:

Temos:

Sendo R3 conhecido, ficou fácil determinar a resistência desconhecida conhecendo-


se apenas os comprimentos L1 e L2 para os quais a corrente no amperímetro fosse nula,
exatamente como funciona uma ponte de wheatstone.
A medida das três resistências desconhecidas foi feita duas vezes, a primeira vez
com uma corrente de 70mA vinda da fonte analógica e da segunda vez com uma corrente
de 20mA. Posteriormente, ao fim do experimento, mediram-se as resistências em questão
com um ohmímetro.
O circuito ainda contou, por segurança, com uma chave para permitir a passagem de
corrente elétrica somente nos momentos de obtenção dos dados e com uma resistência de
segurança de 1KΩ.

SEGUNDA PARTE

Aqui se utilizou da ponte de wheatstone para determinar as formas das superfícies


equipotenciais numa cuba eletrolítica, entre eletrodos de diversas formas. Basicamente, o
circuito utilizado aqui foi como o mostrado abaixo:

Na cuba eletrolítica utilizou-se basicamente água de torneira, que contém sais


capazes de conduzir corrente elétrica.
Um reostato com uma saída no ponto c funcionou como um divisor de tensão. Os
contatos c e d eram móveis e G um amperímetro, que nos permitiu detectar corrente
elétrica entre c e d. Por outro lado, se os potenciais em c e d forem iguais, não haverá
movimento de cargas através do amperímetro. Logo, deslocando-se a ponta de prova,
buscando diversos pontos na água que mantenham esta condição no amperímetro, pôde-se
traçar uma superfície equipotencial, pois todos estes pontos estarão ao mesmo potencial do
ponto c.
As linhas equipotenciais foram traçadas para diversos materiais com diversos
formatos. O primeiro foram dois eletrodos colocados opostamente à borda da cuba
eletrolítica, e traçaram-se as linhas equipotenciais entre as duas placas:
No segundo foi retirado um dos eletrodos e então colocado no centro da bacia uma
circunferência de metal condutor. Traçaram-se as linhas equipotenciais entre o eletrodo e a
circunferência, as linhas ao redor da circunferência e no seu interior:

No terceiro, retirou-se o eletrodo que restou e a circunferência, e foi colocado um


condutor que se aproxima de três meias circunferência com mesmo centro. Traçou-se as
linhas entre elas e no limite próximo de cada uma:

Por último, voltou-se à bacia um eletrodo e colocou-se no seu centro uma


circunferência de PVC e traçaram-se as linhas equipotenciais entre o eletrodo e a
circunferência, as linhas ao redor da circunferência e no seu interior:
DADOS EXPERIMENTAIS

PRIMEIRA PARTE

Resistência dos resistores R1, R2 e R3 desconhecidos:

Corrente de 70 mA (KΩ) Corrente de 20 mA (KΩ) Ohmímetro (KΩ)


R1 1,004 ± 0,002 0,831 ± 0,002 0,822 ± 0,001
R2 13,73 ± 0,09 13,7 ± 0,1 12,15 ± 0,001
R3 0,326 ± 0,001 0,329 ± 0,008 0,327 ± 0,001

GRÁFICOS
ANÁLISE DOS DADOS E DOS GRÁFICOS
PARTE I
Uma quinta resistência (R4) foi colocada no circuito afim de reduzir a corrente a valores
seguros na ponte de Wheatstone.
Questão 1: Calcule a potência dissipada no circuito quando a chave é fechada

P=IxU U=RxI

[(R3+ RX)+(R1+R4)/ (R3+ RX)x(R1+R2)+1000]x[70/1000]


Questão 2: Quais as dificuldades que você encontrou ao medir as resistências? Estas
dificuldades ocorreram para todas resistências, de baixo e de elevado valor?

Encontramos dificuldade em medir a corrente que passava em alguns resistores de valores


desconhecidos pois a corrente era muito baixa, quase zero, e por isso não conseguíamos
resultados satisfatórios. Por sabermos que a corrente é inversamente proporcional a
resistência concluímos que isso ocorreu só com resistências muito altas.

Questão 3: Quais as modificações que poderiam ser feitas para eliminar as dificuldades
acima mencionadas?

Diminuir o valor das resistências R3, ou da resistência de proteção, ou ainda aumentar a


resultante das resistências R1+R4

Questão 4: Com que corrente no circuito você acha que se obtém maior precisão?Por quê?

Nos experimentos obtivemos erros que não nos ajudaram a responder essa pergunta, mas
acreditamos que com correntes maiores poderemos ser mais precisos nos valores de L1 e
L2, pois o galvanômetro poderá mostrar mais valores de corrente.

PARTE II
Questão 1: No caso do campo eletrostático podemos chamar as linhas de campos de linhas
de forças, indistintamente. Por quê? Comente tal afirmação para o caso de um campo
magnético e compare.

Podemos fazer isso pelo fator de a força elétrica que age em uma carga estar relacionada
com o campo elétrico que está atuando sobre ela, pois F = q x E, e assim podemos
relacionar a força e o campo. Mas o campo elétrico é produzido por linhas equipotenciais,
ou seja , linhas em que o campo elétrico tem o mesmo potencial, comparado com um
campo magnético em que a força que age em uma carga é igual quando estão separadas por
uma mesma distância d.

Questão 2: Porque as linhas de campo não se interceptam?

As linhas de campo não podem se interceptar, pois apontam para a direção tangente da
resultante do campo elétrico em um determinado ponto, que só tem uma direção e um
sentido de orientação.

Questão 3: A relação (3) expressa uma integração sobre um caminho arbitrário. Porque o
resultado independe do caminho sobre o qual se faz a integração?

Como existem linhas equipotenciais em um campo elétrico, para determinar o potencial


entre dois pontos só precisamos saber os pontos final e inicial da trajetória, já que quaisquer
pontos indispensáveis para esse caminho serão anulados na conta do potencial
Questão 4: Analise a figura 3 e comente-a à luz do esquema do circuito da Ponte
Wheatstone.
Procure associar os trechos com resistências R1 R2 e R3 Rx daquele circuito (figura 1) com
trechos do presente circuito, figura 3.

Utilizamos do princípio da ponte de Wheatstone, entre dois condutores interligados de


mesmo potencial elétrico não existe corrente, para achar as superfícies equipotenciais
existentes no experimento. Ou seja, construímos uma ponte de Wheatstone com R sendo
R1 e R2, e procurando na água uma superfície que tivesse o mesmo potencial gerado por
R1 e R2 entre os eletrodos, fazendo papel de R3 e RX.

CONCLUSÃO

Como observado, os objetivos foram alcançados. Utilizamos o princípio da ponte de


Wheatstone para encontrar campos de mesmo potencial e construir assim um desenho
gráfico das superfícies de mesmo potencial, em diversos esquemas imersos em água. E
concluímos que as linhas de campo não se cruzam, mas são perpendiculares as superfícies.
Que um metal imerso num campo elétrico, modifica a região de entorno, mas dentro de tal
metal, caso ele seja oco, haverá uma região de mesmo potencial.
Vimos que placas carregadas produzem campos elétricos.
E utilizamos o mesmo princípio para encontrar valores de resistência desconhecida.