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GERAL

Chefes CHEFE DE ESTADO: Relações externas do Brasil com outros Estados;

CHEFE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA:Chefe da Administração Pública FEDERAL;

CHEFE DE GOVERNO:Ações internas de governabilidade

No Brasil a chefia de Estado e de Governo se confundem na mesma pessoa. Interessante a leitura do


artigo 84 da CFe mentalmente aduzir se é caso de chefia de estado ou de governo.

Como CHEFE DE GOVERNO, a seguinte matéria: (a) exercer, com o auxilio dos Ministros de Estado, a
direção superior da administração federal (inciso II); (b) iniciar o processo legislativo, na forma e nos
casos previstos nesta Constituição (inciso III); (c) sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem
como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução (inciso IV); (d) vetar projetos de lei, total
ou parcialmente (inciso V); (e) dispor, mediante decreto, sobre:...(inciso VI); (f) ainda os (incisos IX a
XII).

Como CHEFE DE ESTADO, (a) manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes
diplomáticos (inciso VII); (b) celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo
do Congresso Nacional (inciso VIII); (c) celebrar a paz, autorizada ou com referendo do Congresso
Nacional (inciso XX); (d) conferir condecorações e distinções honoríficas (inciso XXI); (e) ainda os
(incisos XIV (somente quanto à nomeação), XV e XVI (somente primeira parte), XVIII (segunda parte); (f)
permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras transitem pelo território
nacional ou nele permaneçam temporariamente (inciso XXII)).

In(http://www.profbruno.com.br/aulas2/02%20TEORIA%20GERAL%20DO%20ESTADO%20-
%20TGE/RES%2010a%20AULA%20-%20SISTEMAS%20DE%20GOVERNO.pdf)

A CF/88 adotou o sistema presidencialista de governo, o que foi mantido pelo plebiscito realizado
conforme art. 2º do ADCT - até aqui a assertiva está correta -, todavia, peca ao afirmar que o Presidente
da República atua na condição de chefe de Estado quando decreta o estado de defesa e o estado de
sítio (art. 84, IX), pois, na verdade, ele atua como chefe de governo, conforme ensina José Afonso da
Silva. Não obstante, também erra ao afirmar que o Presidente poderia decretar o estado de defesa e o
estado de sítio, independentemente de autorização do Congresso Nacional, pois apesar de no primeiro
caso (estado de defesa) o juízo de conveniência sobre a decretação do estado de defesa caber
exclusivamente ao Presidente da República, no segundo (estado de sítio), embora o juízo de
conveniência sobre a decretação do estado de sítio caiba exclusivamente ao Presidente da República,
é preciso prévia autorização do Congresso Nacional, ao contrário do que ocorre com o estado de
defesa.

Compete ao presidente da República, na condição de chefe de Estado, declarar guerra no caso de


agressão estrangeira e celebrar a paz, mediante autorização ou referendo do Congresso Nacional.
CESPE 2012
Resp Pres O professor Pedro Lenza ( in Direito Constitucional Esquematizado. 16ª Edição. Páginas 1900 e 1901)
Rep aduz que:

“Conforme a regra do art. 86, § 4.º, o Presidente da República, durante a vigência do mandato, não
poderá ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções. Dessa forma, ele só
poderá ser responsabilizado (e entenda-se a responsabilização pela prática de infração penal comum —
ilícitos penais) por atos praticados em razão do exercício de suas funções (in officio ou propter
officium).
Assim, as infrações penais praticadas antes do início do mandato ou durante a sua vigência, porém sem
qualquer relação com a função presidencial (ou seja, não praticadas in officio ou propter officium), não
poderão ser objeto da persecutio criminis, que ficará, provisoriamente, inibida, acarretando,
logicamente, a suspensão do curso da prescrição. Trata-se da irresponsabilidade penal relativa, pois a
imunidade só abrange ilícitos penais praticados antes do mandato, ou durante, sem relação
funcional.”(grifamos).
CDN x CR CONSELHO DA REPÚBLICA

- VICE- PRESIDENTE DA REPÚBLICA

- O PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

- O PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL

- O MINISTRO DA JUSTIÇA

- OS LÍDERES DA MAIORIA E DA MINORIA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

- LÍDERES DA MAIORIA E NA MINORIA NO SENADO FEDERAL

- 6 CIDADÃOS BRASILEIROS NATOS ( 2 NOMEADOS PELO PR)

CONSELHO DA DEFESA NACIONAL

- VICE- PRESIDENTE DA REPÚBLICA

- O PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

- O PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL

- O MINISTRO DA JUSTIÇA

- MINISTRO DO ESTADO DE DEFESA

- MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES

- MINIATÉRIO DO PLANEJAMENTO

- COMANDANTES DA MARINHA, DO EXÉRCITO E DA AERONÁUTICA

Em que pese o chororô, macete para memorizar:

Conselho Defesa Nacional ---> Defesa Estado Democrático / soberania Nacional

Para o Conselho da República: lembrar de CRISES = sistema constitucional de crises (Intervenção


Federal/Estado Defesa/Estado Sítio) e que depois da crise tudo se ESTABILIZA.
Conselho da República ---> IF/ED/ES + Estabilidade instituições democráticas.

Leia esse macete, conte para si como se fosse uma historinha e nunca mais caia nessas pegadinhas.
,
CONSELHO DA REPÚBLICA - Pronuncia

CONSELHO DE DEFESA NACIONAL - Opina

Sobre intervenção federal, estadode defesa e estado de sítio. (Ponto em comum)

Atenção: Compete APENAS AO CONSELHO DE DEFESA NACIONAL opinar nas hipóteses dedeclaração de
guerra e de celebração da paz. Tente associar o Termo Guerra ao Conselho de DEFESA NACIONAL.

Logo:

Ponto em Comum entre os DOIS conselhos: intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio.

Apenas CONSELHO DE DEFESA NACIONAL opina sobre a declaração de guerra e celebração de paz.

Criação e Nos termos do art. 48, X, a criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas
Extinção só pode se dar por lei em
Cargos sentido formal. Também o art. 84, VI, a, da CF, dispõe que o presidente só pode dispor, mediante
decreto, sobre a organização e funcionamento da
administração federal “quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos
públicos” – regra essa que é extensiva a todos os
chefes do Executivo. Por esse motivo, o STF já declarou a inconstitucionalidade de decreto estadual que
cria cargos públicos remunerados e estabelece
as respectivas denominações, competências e remunerações. Nesse sentido, a ADI 3.232, Rel. Min.
Cezar Peluso, julgamento em 14-8-2008, Plenário,
DJE de 3-10-2008: “É admissível controle concentrado de constitucionalidade de decreto que, dando
execução a lei inconstitucional, crie cargos públicos
remunerados e estabeleça as respectivas denominações, competências, atribuições e remunerações.
Inconstitucionalidade. Ação direta. Art. 5° da Lei
1.124/2000, do Estado do Tocantins. Administração pública. Criação de cargos e funções. Fixação de
atribuições e remuneração dos servidores. Efeitos
jurídicos delegados a decretos do chefe do Executivo. Aumento de despesas. Inadmissibilidade.
Necessidade de lei em sentido formal, de iniciativa
privativa daquele. Ofensa aos arts. 61, § 1°, II, a, e 84, VI, a, da CF. (...) É inconstitucional a lei que
autorize o chefe do Poder Executivo a dispor,
mediante decreto, sobre criação de cargos públicos remunerados, bem como os decretos que lhe deem
execução”. No mesmo sentido: ADI 4.125, Rel.
Min. Cármen Lúcia, julgamento em 10-6-2010, Plenário, DJE de 15-2-2011; ADI 3.983 e ADI 3.990, Rel.
Min. Cezar Peluso, julgamento em 14-8-2008,
Criação O Presidente da República, investido na função de Chefe de Governo, não poderá criar órgãos públicos,
Órgãos mas tão somente provê-los por meio de decreto (art. 84, VI CF/88). Ao seu turno, a criação de órgãos
federais ocorre mediante aprovação legislativa do Congresso Nacional (art. 48, XI CF/88).

Art. 84 CF/88: Compete privativamente ao Presidente da República:

VI – dispor, mediante decreto, sobre:

a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa


nem criação ou extinção de órgãos públicos;

Art. 48 CF/88: Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta
para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da União,
especialmente sobre:

XI – criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública;


Ministros e As
Poder instruções normativas, ato normativo de competência dos Ministros de Estado
Regulamenta (Art. 87 CF), possuem caráter secundário, ou seja, visam explicar ou
r complementar a lei, atos de caráter primários são aqueles elaborados pelo Poder
Legislativo.

O poder regulamentar deferido aos ministros de Estado,


embora de extração constitucional, não legitima a edição de atos
normativos de caráter primário (STF ADI 1.075-MC, rel. min. Celso de Mello, julgamento em 17-6-1998,
Plenário, DJ de 24-11-2006.)

Acresce-se: “STF
- MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ADI-MC
1075 DF (STF).

Data
de publicação: 24/11/2006.

Ementa:
da
carga tributária, o exercício do direito a uma existência digna,
ou a prática de atividade profissional lícita ou, ainda, a regular
satisfação de suas necessidades vitais básicas . -
O Poder Público, especialmente em sede de tributação (mesmo
tratando-se da definição do "quantum" pertinente ao valor
das multas fiscais), não pode agir imoderadamente, pois a atividade
governamental acha-se essencialmente condicionada pelo princípio da
razoabilidade que se qualifica como verdadeiro parâmetro de aferição
da constitucionalidade material dos atos estatais.
O
PODER REGULAMENTAR DEFERIDO AOS MINISTROS DE ESTADO, EMBORA DE
EXTRAÇÃO CONSTITUCIONAL, NÃO LEGITIMA A EDIÇÃO DE ATOS
NORMATIVOS DE CARÁTER PRIMÁRIO, ESTANDO NECESSARIAMENTE
SUBORDINADO, NO QUE CONCERNE AO SEU EXERCÍCIO, CONTEÚDO E LIMITES,
AO QUE PRESCREVEM AS LEIS E A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA .
-
A competência regulamentar deferida aos Ministros de Estado, mesmo
sendo de segundo grau, possui inquestionável extração
constitucional (CF, art. 87, parágrafo único, II), de tal modo que
o poder jurídico de expedir instruções para a fiel execução das
leis compõe, no quadro do sistema normativo vigente no Brasil, uma
prerrogativa que também assiste, "ope constitutionis", a
esses qualificados agentes auxiliares do Chefe do Poder Executivo da
União.
-
As instruções regulamentares, quando emanarem de Ministro de
Estado, qualificar-se-ão como regulamentos executivos,
necessariamente subordinados aos limites jurídicos definidos na
regra legal a cuja implementação elas se destinam, pois o exercício
ministerial do poder regulamentar não pode transgredir a lei, seja
para exigir o que esta não exigiu, seja para estabelecer distinções
onde a própria lei não distinguiu, notadamente em tema de direito
tributário.
Doutrina.
Jurisprudência
. - Poder
regulamentar e delegação legislativa: institutos de direito público
que não se confundem.
Inocorrência, no caso, de outorga, ao Ministro
da Fazenda, de delegação legislativa.
Reconhecimento de que lhe assiste a possibilidade de exercer
competência regulamentar de caráter meramente secundário […].”

Art. 87. Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no
exercício dos direitos políticos.

Parágrafo único. Compete ao Ministro de Estado, além de outras atribuições estabelecidas nesta
Constituição e na lei: (...)

II - expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos;

"O poder regulamentar deferido aos ministros de Estado, embora de extração constitucional, não
legitima a edição de atos normativos de caráter primário, estando necessariamente subordinado, no
que concerne ao seu exercício, conteúdo e limites, ao que prescrevem as leis e a CR. A competência
regulamentar deferida aos ministros de Estado, mesmo sendo de segundo grau, possui inquestionável
extração constitucional (CF, art. 87, parágrafo único, II), de tal modo que o poder jurídico de expedir
instruções para a fiel execução das leis compõe, no quadro do sistema normativo vigente no Brasil,
uma prerrogativa que também assiste, ope constitutionis, a esses qualificados agentes auxiliares do
chefe do Poder Executivo da União. As instruções regulamentares, quando emanarem de ministro de
Estado, qualificar-se-ão como regulamentos executivos, necessariamente subordinados aos limites
jurídicos definidos na regra legal a cuja implementação elas se destinam, pois o exercício ministerial do
poder regulamentar não pode transgredir a lei, seja para exigir o que esta não exigiu, seja para
estabelecer distinções onde a própria lei não distinguiu, notadamente em tema de direito tributário.
Doutrina. Jurisprudência. Poder regulamentar e delegação legislativa: institutos de direito público que
não se confundem. Inocorrência, no caso, de outorga, ao ministro da Fazenda, de delegação legislativa.
Reconhecimento de que lhe assiste a possibilidade de exercer competência regulamentar de caráter
meramente secundário." (ADI 1.075-MC, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 17-6-1998, Plenário,
DJ de 24-11-2006.)

Min e MS 25.518, rel. Min. Sepúlveda Pertence, por unanimidade, DJ 10.08.2006, assentou entendimento
Demissão segundo o qual, nos termos do art. 84, parágrafo único, a competência do Presidente da República para
julgar processos administrativos, bem como aplicar pena de demissão aos servidores públicos federais,
é delegável a Ministros de Estado.Assim, verificada a regularidade do processo administrativo
disciplinar, e observados o contraditório e a ampla defesa, verifica-se a legalidade do ato demissório
subscrito por autoridade portadora de poderes delegados pelo Chefe do Poder Executivo.
Delegação a
Min “Esta Corte firmou orientação no sentido da legitimidade de delegação a ministro de Estado da
competência do chefe do Executivo Federal para, nos termos do art. 84, XXV, e parágrafo único, da CF,
aplicar pena de demissão a servidores públicos federais. (...) Legitimidade da delegação a secretários
estaduais da competência do governador do Estado de Goiás para (...) aplicar penalidade de demissão
aos servidores do Executivo, tendo em vista o princípio da simetria.” (RE 633.009-AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, julgamento em 13-9-2011, Segunda Turma, DJE de 27-9-2011.) No mesmo sentido: RE
608.848-AgR, rel. min. Teori Zavascki, julgamento em 17-12-2013, Segunda Turma, DJE de 11-2-2014;
ARE 748.456-AgR, rel. min. Cármen Lúcia, julgamento em 17-12-2013, Segunda Turma, DJE de 7-2-
2014; RE 632.894-AgR, rel. min. Dias Toffoli, julgamento em 19-11-2013, Primeira Turma, DJE de 17-12-
2013.
Substituição
Gov "A reserva de lei constante do art. 81, § 1º, da CF, que é nítida e especialíssima exceção ao cânone do
exercício direto do sufrágio, diz respeito tão só ao regime de dupla vacância dos cargos de Presidente e
do Vice-Presidente da República, e, como tal, é da óbvia competência da União.

E, considerados o desenho federativo e a inaplicabilidade do princípio da simetria ao caso, compete aos


Estados-membros definir e regulamentar as normas de substituição de Governador e Vice-Governador.
De modo que, quando, como na espécie, tenha o constituinte estadual reproduzido o preceito CF, a
reserva de lei não pode deixar de se referir à competência do próprio ente federado." (ADI 4.298-MC,
voto do Rel. Min. Cezar Peluso, julgamento em 7-10-2009, Plenário, DJE de 27-11-2009.)

Portanto, compete e cada Estado membro através da sua própria Constituição Estadual, definir a forma
de substituição do seu governador em caso de vacância do cargo.
Impedim ESTADOS-MEMBROS: o impedimento simultaneo do Governador e Vice, ou quando há vacância de
Simult ambos os cargos, exigiria o chamamento sucessivo do Presidente da Assémbleia Legslativa e do
Presidente do Tribunal de Justiça local;

DISTRITO FEDERAL: o impedimento simultaneo do Governador e Vice, ou quando há vacância de


ambos os cargos, exigiria o chamamento sucessivo do Presidente da Câmara Legslativa e do Presidente
do Tribunal de Justiça do DFT;

MUNICÍPIOS: o impedimento simultâneo do Prefeito e Vice, ou quando há vacância de ambos os


cargos, exigiria o chamamento sucessivo do Presidente da Câmara Municipal. Como este também pode
estar impossibilitado, convém que a Lei Orgânica do Município inclua, na sequência, o Vice-Presidente
da Câmara Municipal.
Guerra Seção II
Das Atribuições do Presidente da República

Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:

(...)
XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou
referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas condições,
decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional;

XX - celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional;

Massificando os comentários anteriores, são 2 os erros da questão:

1- Não é o Senado, e sim o Congresso Nacional que dispõe sobre a declaração de guerra e celebração
de paz pelo Presidente;
2- A atuação do Congresso Nacional pode ser anterior (AUTORIZAÇÃO) ou posterior (REFERENDO),
quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas.
Reserva de "A reserva de lei de iniciativa do chefe do Executivo, prevista no art. 61, § 1º, II, b, da Constituição,
Lei somente se aplica aos Territórios federais." (ADI 2.447, Rel. Min.Joaquim Barbosa, julgamento em 4-3-
2009, Plenário, DJE de 4-12-2009.

O que a questão apresenta como regra é na verdade uma exceção dada ao Presidente da República na
tributação dos Territórios Federais.

Noemações XIV - nomear, após aprovação pelo SF, os Ministros do STF e dos Tribunais Superiores, os Governadores
de Territórios, o P-GR, o presidente e os diretores do BACEN e outros servidores, quando determinado
em lei;
Cuidado: a nomeação do AGU não depende de aprovação do SF.
Dec Por constituir ato de natureza política excepcional, o decreto de intervenção federal não é passível de
Intervenção controle de constitucionalidade. Por quê? É passível de controle de constitucionalidade o decreto de
Fed intervenção federal. O STF analisou a matéria:“EMENTA: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO.
MANDADO DE SEGURANÇA. MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO. UNIÃO FEDERAL. DECRETAÇÃO DE
ESTADO DE CALAMIDADE PÚBLICA NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO.
REQUISIÇÃO DE BENS E SERVIÇOS MUNICIPAIS. DECRETO 5.392/2005 DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA.
MANDADO DE SEGURANÇA DEFERIDO. Mandado de segurança, impetrado pelo município, em que se
impugna o art. 2º, V e VI (requisição dos hospitais municipais Souza Aguiar e Miguel Couto) e § 1º e § 2º
(delegação ao ministro de Estado da Saúde da competência para requisição de outros serviços de saúde
e recursos financeiros afetos à gestão de serviços e ações relacionados aos hospitais requisitados) do
Decreto 5.392/2005, do presidente da República. Ordem deferida, por unanimidade. (...) (MS 25295,
Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Tribunal Pleno, julgado em 20/04/2005, DJe-117 DIVULG 04-10-
2007 PUBLIC 05-10-2007 DJ 05-10-2007 PP-00022 EMENT VOL-02292-01 PP-00172)”

CRIMINAL
Atos O art. 86, § 4º, da Constituição, ao outorgar privilégio de ordem político-funcional ao Presidente da
estranhos República, excluiu-o, durante a vigência de seu mandato – e por atos estranhos ao seu exercício –, da
possibilidade de ser ele submetido, no plano judicial, a qualquer ação persecutória do Estado. A
cláusula de exclusão inscrita nesse preceito da Carta Federal, ao inibir a atividade do poder público, em
sede judicial, alcança as infrações penais comuns praticadas em momento anterior ao da investidura no
cargo de chefe do Poder Executivo da União, bem assim aquelas praticadas na vigência do mandato,
desde que estranhas ao ofício presidencial. A norma consubstanciada no art. 86, § 4º, da Constituição,
reclama e impõe, em função de seu caráter excepcional, exegese estrita, do que deriva a sua
inaplicabilidade a situações jurídicas de ordem extrapenal. O Presidente da República não dispõe de
imunidade, quer em face de ações judiciais que visem a definir-lhe a responsabilidade civil, quer em
função de processos instaurados por suposta prática de infrações político-administrativas, quer, ainda,
em virtude de procedimentos destinados a apurar, para efeitos estritamente fiscais, a sua
responsabilidade tributária. A Constituição do Brasil não consagrou, na regra positivada em seu art. 86,
§ 4º, o princípio da irresponsabilidade penal absoluta do Presidente da República. O chefe de Estado,
nos ilícitos penais praticados in officio ou cometidos propter officium, poderá, ainda que vigente o
mandato presidencial, sofrer a persecutio criminis, desde que obtida, previamente, a necessária
autorização da Câmara dos Deputados." (Inq 672-QO, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 16-9-
1992, Plenário, DJ de 16-4-1993.)

Segundo Pedro Lenza:


Conforme a regra do art. 86, §4º, da CF, o Presidente da República, durante a vigência do mandato, não
poderá ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções.
Dessa forma, ele só poderá ser responsabilizado (no caso de infrações penais comuns) por atos
praticados em razão do exercício de suas funções.
Assim, as infrações penais praticadas antes do início do mandato ou durante a sua vigência, porém sem
qualquer relação com a função presidencial, não poderão ser objeto de persecução criminal, que ficará,
provisoriamente, inibida, acarretando a suspensão do curso da prescrição.
Essa imunidade é relativa, pois abarca somente as infrações penais. No tocante às infrações de
natureza civil, política (crimes de responsabilidade), administrativa, fiscal ou tributária, poderá o
Presidente da república ser responsabilizado normalmente.

Inq 672 - DF
Relator(a): Min. CELSO DE MELLO
Julgamento: 16/09/1992 Órgão Julgador: Tribunal Pleno

Parte(s)

REPRESENTANTE: HÉLIO PEREIRA BICUDOINDICIADO : PRESIDENTE DA REPÚBLICA


Ementa

INQUÉRITO - PRESIDENTE DA REPÚBLICA - ATOS ESTRANHOS À FUNÇÃO PRESIDENCIAL - FATOS


SUPOSTAMENTE DELITUOSOS COMETIDOS DURANTE A CAMPANHA ELEITORAL DE 1989 - CF, ART. 86, §
4º - DISCIPLINA DO TEMA NO DIREITO COMPARADO - IMUNIDADE TEMPORÁRIA DO CHEFE DE ESTADO
À PERSECUÇÃO PENAL EM JUÍZO - INCOMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA A
EVENTUAL AÇÃO PENAL - DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM. - O art. 86, § 4º, da Constituição, ao
outorgar privilégio de ordem político-funcional ao Presidente da República, excluiu-o, durante a
vigência de seu mandato - e por atos estranhos ao seu exercício -, da possibilidade de ser ele
submetido, no plano judicial, a qualquer ação persecutória do Estado. A cláusula de exclusão inscrita
nesse preceito da Carta Federal, ao inibir a atividade do Poder Público, em sede judicial, alcança as
infrações penais comuns praticadas em momento anterior ao da investidura no cargo de Chefe do
Poder Executivo da União, bem assim aquelas praticadas na vigência do mandato, desde que estranhas
ao ofício presidencial. - A norma consubstanciada no art. 86, § 4º, da Constituição, reclama e impõe,
em função de seu caráter excepcional, exegese estrita, do que deriva a sua inaplicabilidade a situações
jurídicas de ordem extrapenal. O Presidente da República não dispõe de imunidade, quer em face de
ações judiciais que visem a definir-lhe a responsabilidade civil, quer em função de processos
instaurados por suposta prática de infrações político-administrativas, quer, ainda, em virtude de
procedimentos destinados a apurar, para efeitos estritamente fiscais, a sua responsabilidade tributária.
- A Constituição do Brasil não consagrou, na regra positivada em seu art. 86, § 4º, o princípio da
irresponsabilidade penal absoluta do Presidente da República. O Chefe de Estado, nos ilícitos penais
praticados "in officio" ou cometidos "propter officium", poderá, ainda que vigente o mandato
presidencial, sofrer a "persecutio criminis", desde que obtida, previamente, a necessária autorização da
Câmara dos Deputados. - A circunstância de os fatos apontados como delituosos não terem ocorrido na
vigência do mandato presidencial afasta, na hipótese, a competência penal originária do Supremo
Tribunal Federal, impondo-se, em conseqüência, a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para as
providências investigatórias que julgar cabíveis.
Imunidades É simples, o Presidente possui
Pr
3 imunidades formais:

1.
Referente
à autorização (art. 51, I c/c art. 86, caput)

2.
Referente
à prisão (art. 86, §3º CF)

3.
Cláusula
de irresponsabilidade penal temporária (art. 86, §4º CF)

Dessas 3 imunidades que o Presidente possui, somente a primeira (referente à autorização) lhe foi
entregue enquanto chefe de governo, por isso ela é a ÚNICA que pode
ser prevista também para governadores (se houver previsão na constituição
do Estado. Nesse caso, o Governador somente será processado se antes a
assembleia legislativa autorizar por 2/3 de seus membros).

Por esse motivo a letra D está correta, uma vez que os governadores não possuem imunidade formal
relativa à prisão. Eles só possuem imunidade formal relativa à autorização.

Entendimento do STF : das três imunidades do Presidente da República, só a necessidade de


autorização, por dois terços da Câmara dos Deputados, é extensível aos governadores de Estado (isto é,
a Constituição Estadual poderá prever que o Governador só responderá por crimes após autorização da
Assembleia Legislativa, por dois terços de seus membros); as outras duas imunidades - afastamento das
prisões cautelares (CF, art. 86, § 3°) e irresponsabilidade, na vigência do mandato, por atos estranhos
ao mandato (CF, art. 86, § 4°) não podem ser outorgadas aos governadores.
Espero ter ajudado..Tudo no tempo de Deus, não no nosso..
Prisão em STF:
flagrante
"Orientação desta Corte, no que concerne ao
art. 86, § 3º e § 4º, da Constituição, naADI 1.028, de referência à imunidade à prisão cautelar como
prerrogativa exclusiva do presidente da República, insuscetível de estender-se
aos governadores dos Estados, que institucionalmente, não a possuem." (ADI
1.634-MC, Rel. Min.Néri da Silveira, julgamento em 17-9-1997, Plenário,DJde
8-9-2000.)

"O Estado-membro, ainda que em norma


constante de sua própria Constituição, não dispõe de competência para outorgar
ao governador a prerrogativa extraordinária da imunidade à prisão em
flagrante, à prisão preventiva e à prisão temporária,
pois a disciplinação dessas modalidades de prisão cautelar submete-se, com
exclusividade, ao poder normativo da União Federal, por efeito de expressa
reserva constitucional de competência definida pela Carta da República. A norma
constante da Constituição estadual – que impede a prisão do governador de
Estado antes de sua condenação penal definitiva – não se reveste de validade
jurídica e, consequentemente, não pode subsistir em face de sua evidente
incompatibilidade com o texto da CF." (ADI
978,
Rel. p/ o ac. Min.Celso de Mello, julgamento em 19-10-1995, Plenário,DJ de 24-11-1995.)No mesmo
sentido:HC 102.732, Rel. Min.Marco Aurélio, julgamento em 4-3-2010, Plenário,DJEde
7-5-2010

Doutrina:"Cono decorrência da condição institucional de Chefe de Estado, esta prerrogativa


constitucional é exclusiva do Presidente da República, não podendo ser estendida a Governadores e
Prefeitos pelas Constituições estaduais. Seu caráter excepcional impõe uma exegese estrita, não
podendo admitir sua extensão ao Vice-Presidente".(Marcelo Novelino, pág. 858, 2014).
Resp A responsabilidade dos governantes tipifica-se como uma das pedras angulares essenciais à
Governantes configuração mesma da idéia republicana (RTJ 162/462-464). A consagração do princípio da
responsabilidade do Chefe do Poder Executivo, além de refletir uma conquista básica do regime
democrático, constitui conseqüência necessária da forma republicana de governo adotada pela
Constituição Federal.

O princípio republicano exprime, a partir da idéia central que lhe é subjacente, o dogma de que todos
os agentes públicos - os Governadores de Estado e do Distrito Federal, em particular - são igualmente
responsáveis perante a lei.”

(Habeas Corpus N. 80.511-MG. Relator: Min. Celso De Mello)

Embora o texto da CF/88, em seu Art. 86, §4°, não seja específico quanto aos tipos de atos abrangidos
pela irresponsabilidade penal relativa, a doutrina encarrega-se de restringi-los a infrações penais
comuns – ilícitos penais (assim como nosso colega Vinicius nos trouxe acima trechos de Pedro Lenza).
Portanto, o Presidente que praticar infrações de natureza civil, política, administrativa, fiscal ou
tributária, ainda que estranhas ao exercício de suas funções, não estão acobertados pela
irresponsabilidade penal relativa, são meros mortais.

Sintetizando:
Para o Presidente que pratica infrações penais comuns estranhos ao exercício de suas funções, vale a
irresponsabilidade penal relativa (daí o adjetivo “penal”) – mas apenas durante a vigência de seu
mandato, ao término ele será responsabilizado normalmente. Se houver alguma relação entre tais atos
e o exercício de suas funções, não vale a irresponsabilidade penal relativa (daí o adjetivo “relativa”).
Para o presidente que pratica infrações de natureza civil, política, administrativa, fiscal ou tributária,
independente de relação com o exercício de suas funções, não vale a irresponsabilidade penal relativa.
Relação São 9 os crimes de responsabilidade que recaem sobre o Presidente da República:
Crimes
Respons ATENTAR CONTRA (art. 85):

1) a CF (caput);

2) a existência da União (I);

3) o livre exercício do Poder Legislativo / Judiciário / MP / poderes constitucionais das unidades da


Federação (II);

4) o exercício dos direitos políticos / individuais / sociais (III);

5) a segurança interna do País (IV);

6) a probidade administrativa (V);

7) a lei orçamentária (VI);

8) o cumprimento das leis (VII);

9) o cumprimento das decisões judiciais (VII).

===> ESSES CRIMES SERÃO DEFINIDOS EM LEI ESPECIAL.

CRIMES COMUNS - STF

CRIMES DE RESPONSABILIDADE - SENADO FEDERAL


Crimes Texto Prof. Vicente Paulo / Ponto dos concursos.
Responsab
A) Crimes Comuns

A.1) crimes comuns da competência da justiça comum estadual: competência do Tribunal de Justiça -
TJ;
A.2) crimes comuns nos demais casos: competência do respectivo tribunal de segundo grau (isto é,
perante o Tribunal Regional Federal - TRF, no caso de crimes em detrimento da União; e perante o
Tribunal Regional Eleitoral - TRE, no caso de crimes eleitorais).

B) Crimes de Responsabilidade

B.1) crimes de responsabilidade "próprios" (isto é, infrações político-administrativas sancionadas com a


cassação do mandato, nos termos do art. 4º do Decreto-Lei 201/1967): competência da Câmara
Municipal;

B.2) crimes de responsabilidade "impróprios" (isto é, crimes de responsabilidade sancionados com


penas comuns - detenção ou reclusão -, nos termos do art. 1º do Decreto-Lei 201/1967): competência
do Tribunal de Justiça - TJ.

Crimes de responsabilidade são infrações político-administrativas praticadas pelo Presidente que estão
listadas no rol exemplificativo do art. 85/CF/88 e melhor especificadas na legislação federal que trata
do assunto.

Conforme preleciona José Afonso da Silva os crimes de responsabilidade podem ser classificados em
dois grupos:

(i) infrações políticas (art. 85, incisos I a IV, da CF/88): condutas que impliquem atentado contra a
existência da União, contra o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério
Público e dos Poderes Constitucionais das unidades da federação, contra o exercício dos direitos
políticos, individuais e sociais e contra a segurança interna do país;

(ii) crimes funcionais (art. 85, incisos V a VIl, da CF/88): atos que atentem contra a probidade na
administração, a lei orçamentária e o cumprimento das leis e das decisões judiciais.

Fonte: Nathalia Masson.


Rol A enumeração do art. 85 não é exaustiva, mas, sim, meramente exemplificativa, podendo outras
condutas ser enquadradas na definição de crime de responsabilidade, desde que haja definição legal,
por meio de lei federal, no caso, a Lei 1.079 /50, especialmente em seu artigo 4º.
Lei 1079 Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: AGU Prova: CESPE - 2015 - AGU - Advogado da União
Acerca de aspectos diversos relacionados à atuação e às competências dos Poderes Executivo,
Legislativo e Judiciário, do presidente da República e da AGU, julgue o item a seguir.
Caso um processo contra o presidente da República pela prática de crime de responsabilidade fosse
instaurado pelo Senado Federal, não seria permitido o exercício do direito de defesa pelo presidente da
República no âmbito da Câmara dos Deputados. ERRADO

O STF entende que, ainda que não haja previsão expressa na lei 1.079/50, há que se dá oportunidade
ao Presidente para se defender na Câmara dos Deputados, uma vez que o próprio processo, de per si,
constitui grave ônus à figura pública (MS-MC-QO 21.564/DF, 1992). Caso o procedimento tenha sido
instaurado pelo Senado, não se pode, de igual modo, subtrair do chefe do Executivo o direito de
defender-se em momento pré-processual, ou seja, durante o juízo de admissão do processo de
responsabilidade.

http://blog.ebeji.com.br/comentarios-as-questoes-de-constitucional-agu-2015/

Uma vez que o procedimento para a instalação do processo pela prática de crime de responsabilidade
do presidente da república é BIFÁSICO, no qual tem-se um juízo prévio de admissibilidade do processo
realizado pela Câmara dos Deputados (aprovação se da por dois terços dos seus membros). Caso seja
aceito o chefe do executivo ira ser julgado pelo Senado Federal, onde decidirão por também dois terços
de seus membros. Dessa forma, existe "julgamento" prévio da Câmara dos Deputados,
consequentemente, a luz da constituição, pelo respeito ao devido processo legal, ao contraditório e a
ampla defesa não existe motivos para o presidente não poder exercer sua defesa neste âmbito de
admissibilidade.

A acusação oferecida à Câmara dos Deputados coloca o Presidente da República na condição de


acusado, razão pela qual lhe deverá ser assegurado o direito à ampla defesa e ao contraditório, MS
21.564/DF, rei. Min. Octávio Gallotti, 23.09.1992. sob pena de nulidade do procedimento. O Presidente
da República, poderá, então, durante a tramitação da denúncia perante a Câmara dos Deputados,
produzir as provas que entender necessárias, por meio de testemunhas, documentos e perícias.

FONTE: PAULO, Vicente & ALEXANDRINO, Marcelo - Direito Constitucional Descomplicado - 14ª Edição
2015.

Não há defesa prévia antes do recebimento da denúncia pelo Presidente da Câmara, ou seja, não é
necessário ouvir antes o Presidente que estiver sendo denunciado. Porém, terá o Presidente direito à
defesa no rito da Câmara dos Deputados somente depois que houver o recebimento da denúncia. O
Presidente será notificado para manifestar-se, querendo, no prazo de 10 sessões.

Fonte: Vade Mecum de Jurisprudência Dizer o Direito, 2016, p.72.

Em recente decisão, de dezembro de 2015, o STF posicionou-se no sentido de que "deve ser autorizada
ao acusado defesa prévia [na análise do processo] na comissão especial. A ausência de defesa prévia
não viola o devido processo legal". Isto é, não haveria necessidade de defesa prévia antes do
recebimento do pedido de impeachment, mas sim junto à comissão de deputados. De toda forma, é
permitido o exercício do direito de defesa pelo presidente da República no âmbito da Câmara dos
Deputados. Portanto, incorreta a afirmativa.
Crimes o Presidente da República, mesmo na vigência de seu mandato, também
Funcionais pode ser processado (no STF) pela prática de infrações penais comuns se
cometidas no exercício de suas funções (os chamados crimes funcionais, como, por exemplo, uma
corrupção passiva). A chamada imunidade à persecução penal, que é temporária (pois só dura
enquanto o Presidente estiver no mandato), somente se aplica aos crimes não funcionais,
isto é, àqueles cometidos pelo Presidente fora do exercício funcional
(ex: um homicídio). Por esses crimes não funcionais (desvinculados da
função) o Presidente não responde enquanto estiver no mandato, ficando
suspenso o curso da prescrição. Responderá, entretanto, após cessar o
mandato.
Prefeito Crime Comum - TJ

Crime Comum Federal - TRF

Crime Eleitoral - TRE

Crime De Responsabilidade Próprio - Câmara de vereadores.


Crime De Responsabilidade Improprio - TJ.

Súmula 208-STJ - Compete à justiça federal processar e julgar prefeito municipal por desvio de verba
sujeita a prestação de contas perante órgão federal.

S: 209, STJ: Compete à justiça estadual processar e julgar prefeito por desvio de verba transferida e
incorporada ao patrimônio municipal.

Súmula 702-STF – A competência do Tribunal de Justiça para julgar prefeitos restringe-se aos crimes de
competência da justiça comum estadual; nos demais casos, a competência originária caberá ao
respectivo tribunal de segundo grau.

a) Crime Estadual – competência do TJ;

b) Crime Federal – competência do TRF;

c) Crime Eleitoral – competência do TER.

Tal entender decorre do fato de haver previsão constitucional para que os prefeitos sejam julgados no
Tribunal de Justiça nos crimes Estaduais, o que por analogia deve ser empregado na prática de crimes
federais ou eleitorais, ou seja, devem ser julgados nos Tribunais Regionais Federais ou Eleitorais.

OBS – crimes praticados por prefeitos contra vida serão jogados perante o TJ e não pelo Júri, visto que
competência constitucional expressa especial prevalece sobre competência constitucional geral.

"O DL 201/67 dispõe sobre os crimes de responsabilidade dos prefeitos, elencando em seu art. 1º, IV, a
conduta de empregar subvenções, auxílios, empréstimos ou recursos de qualquer natureza, em
desacordo com os planos ou programas a que se destinam. Assim, não restam dúvidas de que o
prefeito praticou crime de responsabilidade. Nesse sentido, sendo as verbas transferidas recursos da
União, e considerando o teor da Súmula 702, do STF (“A competência do tribunal de justiça para julgar
prefeitos restringe-se aos crimes de competência da justiça comum estadual; nos demais casos, a
competência originária caberá ao respectivo tribunal de segundo grau), têm-se como única alternativa
correta a assertiva B." Fonte: Prova comentada pelo MEGE.

Em primeiro lugar, temos que lembrar da SÚMULA 208 DO STJ, que afirmar COMPETIR “À JUSTIÇA
FEDERAL PROCESSAR E JULGAR PREFEITO MUNICIPAL POR DESVIO DE VERBA SUJEITA A PRESTAÇÃO DE
CONTAS PERANTE ÓRGÃO FEDERAL”.

– Ademais, segundo a SÚMULA 702 DO STF, A COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PARA JULGAR
PREFEITOS RESTRINGE-SE AOS CRIMES DE COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM ESTADUAL; nos demais
casos, a competência originária caberá ao respectivo tribunal de segundo grau.

– É dizer que, prefeitos serão julgados pelo TJ se o crime for de COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL.

– Caso o crime seja competência da JUSTIÇA FEDERAL ou da JUSTIÇA ELEITORAL, será julgado,
respectivamente pelo TRF ou pelo TRE.

– Como o CRIME SERIA DA JF, a competência deve ser do respectivo TRF.


Eleitoral Há crime eleitoral praticado pelo filho (vereador), sem prerrogativa de foro. Ac.-TSE, de 5.4.2011, no
AgR-HC nº 31624: competência do juiz eleitoral para o julgamento de crimes eleitorais praticados por
vereador.

Há crime federal praticado por prefeito, prerrogativa de foro - TRF (ART. 29, x, DA CF).
Serão reunidos? depende: para o STF só haverá reunião dos precessos em caso de foro privilegiado se
houver imbrigação da condutas que recomendem a reunião. Contudo, a regra que a jurisprudência
atual do STF agasalha é a de que se separa as ações penais...

Assim, o vereador será julgado pelo Juiz Eleitoral e o prefeito pelo TRF.
Incorporação Há jurisprudência que dispensa a incorparação da verba ao patrimônio do município no sentido de
da verba definar a competência penal. Por outro lado, esta incorporação definiria a competência no caso de
ação de improbidade. ( STF, HC 100772 e STJ, CC 123.817)

A tese da defesa pode ser aceita? De quem é a competência para julgar essa ação penal?

Justiça FEDERAL.

Segundo o STF e o STJ, compete à Justiça Federal processar e julgar as causas relativas ao desvio de
verbas do SUS, independentemente de se tratar de repasse fundo a fundo ou de convênio, visto que
tais recursos estão sujeitos à fiscalização federal, atraindo a incidência do disposto no art. 109, IV, da
CF/88 e na Súmula 208 do STJ.

Relembrando o que diz a Súmula 208 do STJ:

Súmula 208-STJ: Compete à Justiça Federal processar e julgar prefeito municipal por desvio de verba
sujeita a prestação de contas perante órgão federal.

Os Estados e Municípios, quando recebem verbas destinadas ao SUS, possuem autonomia para
gerenciá-las. No entanto, tais entes continuam tendo a obrigação de prestar contas ao Tribunal de
Contas da União, havendo interesse da União na regularidade do repasse e na correta aplicação desses
recursos.

Para o STJ, a solução do presente caso não depende da discussão se a verba foi incorporada ou não ao
patrimônio do Município. O que interessa, na situação concreta, é que o ente fiscalizador dos recursos
é a União, através do Ministério da Saúde e seu sistema de Auditoria, conforme determina o art. 33, §
4º, da Lei n.° 8.080/90:

Art. 33. Os recursos financeiros do Sistema Único de Saúde (SUS) serão depositados em conta especial,
em cada esfera de sua atuação, e movimentados sob fiscalização dos respectivos Conselhos de Saúde.

(...)

§ 4º O Ministério da Saúde acompanhará, através de seu sistema de auditoria, a conformidade à


programação aprovada da aplicação dos recursos repassados a Estados e Municípios. Constatada a
malversação, desvio ou não aplicação dos recursos, caberá ao Ministério da Saúde aplicar as medidas
previstas em lei.

Nesse sentido, decidiu recentemente a 3ª Seção do STJ (AgRg no CC 122.555-RJ, Rel. Min. Og
Fernandes, julgado em 14/8/2013).
fonte: Dizer o Direito
Transferênci TRANSFERÊNCIAS LEGAIS DE VERBAS –
a Verbas

As transferências legais são regulamentadas em leis específicas, que determinam a forma de


habilitação, transferência, aplicação de recursos e prestação de contas.

Elas podem ser: desvinculadas ou vinculadas.

(i) Desvinculadas: o município possui discricionariedade para definir a despesa correspondente ao


recurso encaminhado pela União.

Não há um fim específico. Exemplo dos “royalties” – recebidos em razão do resultado da exploração de
petróleo ou gás natural.

Nesse contexto, os recursos repassados pela União incorporam-se ao patrimônio do município, e isso
atrai a incidência da Súmula 209 do STJ (“Compete à Justiça Estadual processar e julgar prefeito por
desvio de verba transferida e incorporada ao patrimônio municipal”).

(ii) Já nas vinculadas, há um fim específico a determinar a aplicação do repasse. Podem ser classificadas
como: automáticas, fundo a fundo ou diretas ao cidadão.

a) Automáticas: repasse sem a existência de convênio, ajuste, acordo ou contrato, e visa à


descentralização de recursos em determinados programas da área de educação (é o caso da questão). E
quem fiscaliza a aplicação é o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento Escolar).

Obs.: Por conseguinte, sujeita-se, também, à fiscalização do TCU.

b) Fundo a Fundo: repasse entre fundos – da esfera nacional ==> para a esfera estadual, distrital,
municipal, dispensando convênios. É o que ocorre com as transferências feitas pelo Fundo Nacional de
Saúde, no âmbito do SUS.

c) Já as diretas ao cidadão, são transferências em benefício monetário mensal à população-alvo do


programa, a exemplo do bolsa família, cabendo ao município a operacionalização.

Síntese: há um fim específico vinculando a aplicação da verba repassada pela União, a ensejar a
fiscalização pelo TCU e a competência do Tribunal Regional Federal para processar e julgar o prefeito,
em crime de desvio – nos termos da Súmula 702/STF.

Fontes:

https://stf.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/25342091/habeas-corpus-hc-123183-sp-stf?ref=serp
https://www.conjur.com.br/2013-jul-11/toda-prova-competencia-julgar-desvios-verbas-federais
FUNDEF Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: TJ-CE Prova: CESPE - 2018 - TJ-CE - Juiz Substituto
O prefeito de determinado município recebeu recursos da União para ampliar o acesso ao ensino
fundamental e valorizar o magistério das escolas municipais por meio de ações de capacitação.
Contudo, ultrapassado o prazo fixado no cronograma de aplicação dos recursos, verificou-se que as
atividades planejadas não haviam sido executadas e que a verba transferida pela União havia sido
utilizada no fundo de campanha eleitoral do vereador que era filho do referido prefeito.
Conforme entendimento do STF acerca do regime constitucional da responsabilidade do chefe do
Poder Executivo, o julgamento do crime praticado pelo prefeito compete ao
B respectivo tribunal regional federal, já que a aplicação do recurso desviado está sujeita à fiscalização
do TCU.

Trata-se de um julgado especfício relacionado ao FUNDEF

Competência no caso de ações envolvendo o FUNDEF

I — Ação PENAL: a competência será sempre da Justiça Federal.

II — Ação de IMPROBIDADE:

• Se houve complementação de recursos pela União: competência da Justiça Federal.

• Se não houve complementação de recursos pela União: competência da Justiça Estadual.

STF. 2ª Turma. HC 100772/GO, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 22/11/2011.

STJ. 3ª Seção. CC 123817-PB, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 12/9/2012

FUNDEF significa Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização


do Magistério e vigorou de 1997 a 2006
Discursiva Em suma, a propositura da ação penal, no caso de desvio de recursos do FUNDEF, é atribuição do MPF,
ainda que não haja repasse de verbas da União, sendo julgada pela Justiça Federal.

O argumento utilizado pelo STF foi o de que a União, mesmo quando não aportava recursos no
FUNDEF, possuía interesse institucional na fiscalização do Fundo, com base no art. 211, § 1º da CF/88.

Nesse sentido: HC 100772/GO, rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 22.11.2011

Ex:

Prova prática de Juiz

Elaborar sentença criminal ou cível (improbidade) em caso envolvendo desvio de verbas do Fundef. A
defesa arguiu incompetência do juízo. Como você irá afastar ou acolher.

Prisão É lícita a prisão em flagrante de governador de estado da Federação que cometa tentativa de
Governador homicídio, uma vez que os governadores não gozam da prerrogativa extraordinária da imunidade a
esse tipo de prisão. CESPE 2017

“STF
- AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ADI 1010 MT (STF).

Data
de publicação: 17/11/1995.

Ementa:
AÇÃO
DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE MATO
GROSSO - OUTORGA DE PRERROGATIVA DE CARÁTER PROCESSUAL PENAL AO
GOVERNADOR DO ESTADO - IMUNIDADE A PRISÃO CAUTELAR -
INADMISSIBILIDADE - USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA LEGISLATIVA DA UNIÃO
- PRERROGATIVA INERENTE AO PRESIDENTE DA REPUBLICA ENQUANTO CHEFE DE
ESTADO ( CF/88 , ART. 86 , PAR.3 .)- AÇÃO DIRETA PROCEDENTE.
IMUNIDADE A PRISÃO CAUTELAR - PRERROGATIVA DO PRESIDENTE DA
REPUBLICA - IMPOSSIBILIDADE DE SUA EXTENSAO, MEDIANTE NORMA DA
CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, AO GOVERNADOR DO ESTADO. O
ESTADO-MEMBRO, AINDA QUE EM NORMA CONSTANTE DE SUA PROPRIA
CONSTITUIÇÃO, NÃO DISPÕE DE COMPETÊNCIA PARA OUTORGAR AO
GOVERNADOR A PRERROGATIVA EXTRAORDINÁRIA DA IMUNIDADE A PRISÃO EM
FLAGRANTE, A PRISÃO PREVENTIVA E A PRISÃO TEMPORARIA, POIS A
DISCIPLINAÇÃO DESSAS MODALIDADES DE PRISÃO CAUTELAR SUBMETE-SE,
COM EXCLUSIVIDADE, AO PODER NORMATIVO DA UNIÃO FEDERAL, POR EFEITO
DE EXPRESSA RESERVA CONSTITUCIONAL DE COMPETÊNCIA DEFINIDA PELA
CARTA DA REPUBLICA .
A NORMA CONSTANTE DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL - QUE IMPEDE A PRISÃO
DO GOVERNADOR DE ESTADO ANTES DE SUA CONDENAÇÃO PENAL DEFINITIVA -
NÃO SE REVESTE DE VALIDADE JURÍDICA E, CONSEQUENTEMENTE, NÃO PODE
SUBSISTIR EM FACE DE SUA EVIDENTE INCOMPATIBILIDADE COM O TEXTO DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRERROGATIVAS
INERENTES AO PRESIDENTE DA REPUBLICA ENQUANTO CHEFE DE ESTADO.
- OS
ESTADOS-MEMBROS NÃO PODEM REPRODUZIR EM SUAS PROPRIAS CONSTITUIÇÕES
O CONTEUDO NORMATIVO DOS PRECEITOS INSCRITOS NO ART. 86,PAR. 3. E 4.,
DA CARTA FEDERAL , POIS AS PRERROGATIVAS CONTEMPLADAS NESSES
PRECEITOS DA LEI FUNDAMENTAL - POR SEREM UNICAMENTE COMPATIVEIS COM A
CONDIÇÃO INSTITUCIONAL DE CHEFE DE ESTADO - SÃO APENAS EXTENSIVEIS
AO PRESIDENTE DA REPUBLICA.
PRECEDENTE : ADIN 978-PB , REL. P/ O ACÓRDÃO MIN. CELSO DE MELLO.”

Segundo o professor Pedro Lenza ( in Direito constitucional esquematizado. 19ª Ed. São Paulo: Saraiva,
2015. págs.1245 à 1247):

“A imunidade formal relativa à prisão e a cláusula de irresponsabilidade penal relativa podem ser
estendidas aos demais chefes do Poder Executivo por leis dos respectivos entes federativos?

Não.

Consoante interpretação do STF, as regras sobre a imunidade formal em relação à prisão (art. 86, § 3.º),
bem como aquelas relacionadas à imunidade penal relativa (art. 86, § 4.º), estabelecidas para o
Presidente da República, não podem ser estendidas aos Governadores de Estado e, no mesmo sentido,
ao Governador do DF e Prefeitos por atos normativos próprios, na medida em que referidas
prerrogativas (que são regras derrogatórias do direito comum) estão reservadas à competência
exclusiva da União para disciplinar, nos termos do art. 22, I (direito processual). Nesse sentido:

Res SF A sentença condenatória do presidente da República pela prática de crime de responsabilidade será
materializada mediante resolução do Senado Federal, limitando-se a condenação à perda do cargo com
inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções
judiciais cabíveis. CESPE 2014

LEI 1079/50 art. 35 c/c CF/88 . A resolução do Senado constará de sentença que será lavrada, nos autos
do processo, pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal, assinada pêlos senadores que funcionarem
como juízes, transcrita na ata da sessão e, dentro desta, publicada no Diário Oficial e no Diário do
Congresso Nacional.
AP b) Considere que determinado cidadão tenha ajuizado, perante o Supremo Tribunal Federal (STF), ação
popular contra ato praticado pelo presidente da República e que tenha sido arguida a incompetência
do STF para essa demanda. Nessa situação, não procede a incompetência invocada, visto que o STF é
competente para processar e julgar originariamente a ação popular, o mandado de segurança e o
habeas data contra atos do presidente da República.
ERRADO. CESPE 2014
A competência do STF é taxativa e, em relação aos atos do Presidente da República, só é competente
para julgar habeas corpus, mandado de segurança, habeas data e mandado de injunção (art. 102, I,
alíneas d e q, CF). A competência para julgar ação popular contra presidente da República é do juízo de
primeiro grau.
"O Supremo Tribunal Federal – por ausência de previsão constitucional – não dispõe de competência
originária para processar e julgar ação popular promovida contra qualquer outro órgão ou autoridade
da República, mesmo que o ato cuja invalidação se pleiteie tenha emanado do Presidente da República,
das Mesas da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal ou, ainda, de qualquer dos Tribunais
Superiores da União. Jurisprudência. Doutrina. (...) A competência originária do Supremo Tribunal
Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente
constitucional – e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida –, não comporta a
possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em “numerus clausus”,
pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República". (STF, Pet 5191 AgR / RO, 2a.
Turma, rel. Min. CELSO DE MELLO, j. 16/12/2014)

“AÇÃO ORIGINÁRIA. QUESTÃO DE ORDEM. AÇÃO POPULAR. COMPETÊNCIA


ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: NÃO-OCORRÊNCIA. PRECEDENTES.

1. A competência para julgar ação popular contra ato de qualquer


autoridade, até mesmo do Presidente da República, é, via de regra, do juízo
competente de primeiro grau. Precedentes.

2. Julgado o feito na primeira instância, se ficar configurado o


impedimento de mais da metade dos desembargadores para apreciar o recurso
voluntário ou a remessa obrigatória, ocorrerá a competência do Supremo Tribunal
Federal, com base na letra n do inciso I, segunda parte, do artigo 102 da
Constituição Federal.

3. Resolvida a Questão de Ordem para estabelecer a competência de


um dos juízes de primeiro grau da Justiça do Estado do Amapá” (AO 859/AP-QO, Tribunal Pleno,
Redator para o acórdão
o Ministro Maurício Corrêa, DJ de
1º/8/2003).
Irresponsab Em que consiste a chamada "Irresponsabilidade relativa do Presidente da República"? - Denise Cristina
Relativa Mantovani Cera

A chamada "Irresponsabilidade relativa do Presidente da República", expressão usada pela doutrina,


constitui-se nas prerrogativas que o Presidente da República possui no tocante à prática de infrações
penais comuns. Essas prerrogativas estão previstas no artigo 86, §§3º e 4º, Constituição Federal de
1988, que dispõem:
Art. 86. (...)
§ 3º - Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da República
não estará sujeito a prisão.
§ 4º - O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos
estranhos ao exercício de suas funções.
Dessa forma, temos que nas hipóteses acima descritas o Presidente da República terá sua
responsabilidade penal relativizada.
Fonte: http://ww3.lfg.com.br/public_html/article.php?story=20081009111029974

BONS ESTUDOS
A LUTA CONTINUA
Pr e Esclarecendo ainda mais o gabarito da questão, alternativa correta "d".
Homicídio
“Exemplificando: matar alguém é um crime comum, tipificado no art. 121 do Código Penal. Pois bem, o
Presidente da República poderá, na qualidade de cidadão comum, matar alguém. Mas, poderá também
matar alguém na qualidade de Presidente da República. Se o Presidente da República, durante o
descanso de um feriado, envolve-se numa discussão e, ao revidar um disparo, atinge um transeunte,
matando-o, esse crime comum é estranho ao exercício da atividade presidencial, porque na sua prática
o Presidente da República não estava atuando como tal, mas sim como cidadão comum. Mas, se após
uma discussão no âmbito do Palácio do Planalto, acerca da regulação constitucional das medidas
provisórias, o Presidente da República, em ato de desatino, mata um líder da oposição, esse crime
comum terá sido praticado na condição de Presidente da República. Na primeira situação, o Presidente
da República não responderá pelo crime na vigência do mandato, mas somente após o término deste,
perante a Justiça Comum. No segando caso, o Presidente poderá ser responsabilizado na vigência do
mandato, perante o Supremo Tribunal Federal, desde que haja autorização prévia da Câmara dos
Deputados, por dois terços dos seus membros.
Essa imunidade, prevista no § 4o do art. 86 da Constituição, refere-se exclusivamente às infrações de
natureza penal, não impedindo a apuração, na vigência do seu mandato, da responsabilidade civil,
administrativa, fiscal ou tributária do Presidente da República. Cabe esclarecer que, no caso da prática
de crime comum estranho ao exercício das funções presidenciais, em razão da irresponsabilidade
temporária do Presidente da República, que impede a persecução criminal durante o exercício da
Presidência, ocorre a suspensão do prazo prescricional, enquanto perdurar o mandato.”

Direito Constitucional Descomplicado, VP & MA, 2011, 7ª edição, pg. 656-657.


Prisão PRISÃO PREVENTIVA. GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL. POSSIBILIDADE. IMUNIDADE PENAL
preventiva RELATIVA GARANTIDA SOMENTE AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA. RESERVA DE COMPETÊNCIA DA
Gov UNIÃO FEDERAL. AUTORIZAÇÃO DA CÂMARA LEGISLATIVA. PRESCINDIBILIDADE. MEDIDA CAUTELAR.
PECULIARIDADES DO CASO CONCRETO. TENTATIVA DE FRUSTRAR A INSTRUÇÃO CRIMINAL.
CORRUPÇÃO DE TESTEMUNHA. FALSIDADE IDEOLÓGICA DE DOCUMENTO PRIVADO. MANUTENÇÃO DA
ORDEM PÚBLICA. NECESSIDADE.
1. Os Governadores dos Estados e do Distrito Federal não gozam de imunidade à prisão cautelar,
prerrogativa extraordinária garantida somente ao Presidente da República, na qualidade de Chefe de
Estado.
Reserva de competência da União Federal. Precedente do Supremo Tribunal Federal.
2. A apreciação do pedido de prisão preventiva por esta Corte prescinde da autorização da Câmara
Distrital tendo em vista a natureza cautelar da providência, bem como o suposto envolvimento de
membros da Casa Legislativa no esquema de corrupção.
3. Tentativa de frustrar a instrução criminal mediante corrupção de testemunha e falsificação
ideológica de documento privado, crimes tipificados nos arts. 343 e 299 do Código Penal.
4. Necessidade de concessão da medida restritiva para preservação da ordem pública e garantia da
instrução criminal.
5. Prisão decretada.
(Inq 650/DF, Rel. Ministro FERNANDO GONÇALVES, CORTE ESPECIAL, julgado em 11/02/2010, DJe
15/04/2010)

PENAL
Indulto Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:

XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei;

Já que o colega mencionou o indulto concedido pelo Presidente Michel Temer, em dezembro de 2017,
e as bancas adoram novidades, compartilho informações sobre o trâmite da ADI 5874, bem como
minha modesta indagação:

Ponto importante com relação ao indulto é o de saber se tal ato político pode ser submetido à
apreciação do STF quanto à sua constitucionalidade ou se o princípio constitucional da separação dos
poderes (cláusula pétrea) o blindaria.

Nesse sentido, importante atentar para o acolhimento, pela ministra Cármen Lúcia, da ADI 5874
proposta pela PGR, Raquel Dodge, que aponta, entre outros problemas, a possibilidade de desvio de
finalidade. Houve, por parte dela, em decisão monocrática, o deferimento de medida cautelar para
suspender os efeitos dos dispositivos do Decreto 9.246/17, que reduziram o tempo de cumprimento de
pena para fins de concessão do chamado indulto de Natal.

No entendimento da Ministra, embora o indulto resulte de ato discricionário do Presidente da


República (de sua competência exclusiva), pode ser objeto de controle de constitucionalidade sem que
isso viole o princípio democrático da separação dos poderes (cláusula pétrea, art. 60, § 4º, da CR/88).

Em 12/03/2018, o Relator Luiz Roberto Barroso ratificou a decisão da Ministra Cármen Lúcia, mas em
nova liminar o ministro afirma a necessidade de viabilizar a concessão do indulto, anota os principais
ajustes necessários para retomar o padrão de indulto praticado na maior parte dos trinta anos de
vigência da Constituição de 1988, e, por fim, apresenta o pedido de pauta para apreciá-la.

http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/LiminarMinistroBarrosoADI5874.pdf

http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=372081

Nota final: Se prosperar a referida ADI, o STF não estará inovando, já que interferiu em ato
discricionário da presidência da República ao determinar a suspensão da nomeação do ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff, sob o argumento de
desvio de finalidade.

exemplo disso foi a libertação de jose genoino ; Condenado a quatro anos e oito meses de prisão no
regime semiaberto na Ação Penal 470, conhecido como "mensalão", o ex-deputado José Genoino (PT-
SP) teve a pena extinta, nesta quarta-feira 4, em decisão unânime do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os ministros do STF acataram pedido feito pela defesa do ex-presidente do PT para que ele fosse
enquadrado nos requisitos do indulto natalino, editado anualmente pela Presidência da República, que
prevê perdão de pena a condenados com penas leves, réus primários e que tenham cumprido parte da
sentença.
Comutação Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: DPE-PE Prova: CESPE - 2015 - DPE-PE - Defensor Público
de Penas Com relação às atribuições do presidente da República, julgue o item a seguir.
A comutação de penas é de competência privativa do presidente da República, com caráter
amplamente discricionário, sendo limitada apenas por vedações decorrentes da CF.
Certo

Art. 84 - Atribuição do Presidente da República


XII - Conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei.
> Presidente da República pode delegar aos Ministros de Estado, ao PGR ou ao AGU

* Comutação da pena:

I - É a substituição de uma pena mais grave por uma pena menos grave.

II - Tem caráter amplamente discricionário, sendo limitada apenas por vedações decorrentes da CF.

III - A concessão de indulto e comutação de penas é competência privativa do Presidente da República,


efetuada mediante decreto executivo que, conforme a prática, é publicado ao final de todo ano.

Comutação no latim se escreve commutatione e significa mudança, permutação ou substituição. Assim,


comutação de pena refere-se a substituição de uma pena ou sentença mais grave por uma mais
branda/leve.

A substituição da pena, por exemplo, privativa de liberdade pode ser mudada para uma pena restritiva
de direitos, a qual é mais leve que a primeira. Tal substituição é deliberada pelo Presidente da
República.

O instituto da comutação de pena surgiu em razão da necessidade de diminuição do contingente


prisional verificado na Resolução nº 16, do Sétimo Congresso das Nações Unidas para a Prevenção do
Crime e Tratamento dos Delinquentes.

Assim, tal benefício, quando concedido, aproveita-se dele, normalmente, os presos primários, com boa
conduta e com pena privativa de liberdade de pouca duração.

http://www.direitonet.com.br/dicionario/exibir/1034/Comutacao-de-pena

É discricionário porque o Presidente da República pode substituir as penas, por exemplo, privativa de
liberdade por uma pena restritiva de direitos.

Habeas
corpus. 2. Crime de estupro, na forma qualificada e atentado violento ao pudor.
Morte da vítima. Crime hediondo. Lei n.º 8.072, de 25.7.90, art. 1º, V. 3. Aumento
de pena: concurso de pessoas. 4. Os
crimes hediondos são insuscetíveis de anistia, graça e indulto. Lei n.º
8.072/90, art. 2º, I, e art. 5º, XLIII, da Constituição Federal. 5. Se é certo que a Constituição confere ao
Presidente da República competência privativa para conceder indulto e comutar
penas (art. 84, XII), não é menos exato que a Constituição, em outro
dispositivo, art. 5º, XLIII, preceitua limites ao exercício dessa competência,
quando estipula serem insuscetíveis de graça ou anistia os crimes hediondos.
6. Ora, se a comutação da pena é espécie de indulto e como tal prevista,
inclusive, no Código de Processo Penal (art. 739), por força de compreensão há
de ter-se como enquadrada na regra de vedação de indulto do art. 2º, I, da Lei
n.º 8.072/90. 7. A conduta do paciente é típica do estupro na forma qualificada
pela conseqüência morte, caracterizando-se, assim, a forma de crime hediondo.
Bastante seria esse fundamento, nos limites do pedido, para indeferir a
súplica. 8. Dá-se, em conseqüência, quanto ao paciente, a incidência da regra
do art. 7º, I, do Decreto n.º 3.226/99, que estipula não alcançar o indulto
previsto no referido diploma os condenados por crimes hediondos e pelos demais
referidos no artigo, em seus incisos. 9. Habeas corpus indeferido.

(HC
81407 / SC - SANTA CATARINA HABEAS CORPUS Relator(a): Min. NÉRI DA SILVEIRA Julgamento:
13/11/2001 Órgão Julgador: Segunda Turma Publicação DJ 22-02-2002
PP-00035 EMENT VOL-02058-02 PP-00340)

Graça x A graça e o indulto são


Indulto concedidos pelo Presidente República, por meio de decreto presidencial e
consubstanciam-se, assim como a graça, em forma de extinção da
punibilidade. A diferença entre a graça e o indulto reside no fato de
que a graça é concedida individualmente, enquanto o indulto de maneira
coletiva a determinados fatos impostos pelo Chefe do Poder Executivo,
daí a opção de alguns doutrinadores em denominar a graça de indulto individual.

O indulto pode ser pleno ou parcial, sendo que o indulto


pleno extingue totalmente a pena, enquanto que o indulto parcial impõe a
diminuição da pena ou a sua comutação. Logo, comutação da pena é a
substituição de uma sanção por outra menos gravosa, uma espécie de
indulto parcial.

FONTE: http://ww3.lfg.com.br/artigo/20101210192933132_direito-criminal_comentarios-anistia-
graca-e-indulto-aurea-maria-ferraz-de-sousa.html

IMPEACHMENT
Impeachme No Brasil, de acordo com o STF, a regra é a observância do princípio da publicidade, razão pela qual, em
nt e Sigilo impeachment de presidente da República, o sigilo do escrutínio é incompatível com a natureza e a
gravidade do processo. CESPE 2017

Trecho retirado de acórdão do STF na ADPF 378/DF:

"(...) No impeachment, todas as votações devem ser abertas, de modo a permitir maior transparência,
controle dos representantes e legitimação do processo. No silêncio da Constituição, da Lei nº
1.079/1950 e do Regimento Interno sobre a forma de votação, não é admissível que o Presidente da
Câmara dos Deputados possa, por decisão unipessoal e discricionária, estender hipótese inespecífica de
votação secreta prevista no RI/CD, por analogia, à eleição para a Comissão Especial de impeachment.
Em uma democracia, a regra é a publicidade das votações. O escrutínio secreto somente pode ter lugar
em hipóteses excepcionais e especificamente previstas. Além disso, o sigilo do escrutínio é
incompatível com a natureza e a gravidade do processo por crime de responsabilidade. Em processo de
tamanha magnitude, que pode levar o Presidente a ser afastado e perder o mandato, é preciso garantir
o maior grau de transparência e publicidade possível. Nesse caso, não se pode invocar como
justificativa para o voto secreto a necessidade de garantir a liberdade e independência dos
congressistas, afastando a possibilidade de ingerências indevidas. Se a votação secreta pode ser capaz
de afastar determinadas pressões, ao mesmo tempo, ela enfraquece o controle popular sobre os
representantes, em violação aos princípios democrático, representativo e republicano. Por fim, a
votação aberta (simbólica) foi adotada para a composição da Comissão Especial no processo de
impeachment de Collor, de modo que a manutenção do mesmo rito seguido em 1992 contribui para a
segurança jurídica e a previsibilidade do procedimento. Procedência do pedido (...)."

INFO. 812:
STF definiu o rito do processo de impeachment da Presidente Dilma.

Alguns aspectos importantes:

Não há direito à defesa prévia antes do ato do Presidente da CD que inicia o rito nessa Casa. Após o
início do "processo", durante a instrução probatória, a defesa tem o direito de se manifestar após a
acusação. A CD deverá decidir se autoriza a abertura do processo de impeachment por 2/3 dos votos
(art. 51, I, da CF), sendo que essa autorização constitui mera condição de procedibilidade, NÃO
equivalendo a recebimento da denúncia. O SF, independentemente da decisão da CD, não é obrigado a
instaurar o processo, caso receba a denúncia, aí, sim, será iniciado o processo de impeachment
propriamente dito (fase processual), isso porque o art. 52, I, da CF fala em "processar" o Presidente,
equivalente a dizer, segundo o STF, que cabe ao SF decidir se deve ou não instaurar o processo.

13 de Setembro de 2018 às 16:19


Questão desatualizada.

O STF deixou claro que não é cabível recurso contra o mérito da decisão do Senado Federal no processo
de “impeachment”. Entretanto, o STF afirmou que, no processo constitucional de “impeachment”,
devem ser assegurados os princípios do devido processo legal, dentre eles o contraditório, a ampla
defesa e a fundamentação das decisões. Assim, é cabível controle jurisdicional quanto aos aspectos
processuais (formais) no processo de “impeachment”.

Perante o CCJ.

Fonte: Estratégia Concursos


Improbidade Situação hipotética: O governador de um estado da Federação foi flagrado pela Polícia Federal
e portando valor recebido para favorecer determinada empresa em uma licitação. Assertiva: Nesse caso,
Impeachme o agente político está sujeito tanto à responsabilização política mediante impeachment, desde que
nt ainda seja titular do referido mandato eletivo, quanto à responsabilização cível por improbidade
administrativa. CESPE 2015

EMENTA: “Medida cautelar inominada incidental”


– improbidade administrativa – agente político – comportamento alegadamente
ocorrido no exercício de mandato de governador de
estado – Possibilidade de dupla sujeição tanto ao regime de
responsabilização política, mediante “impeachment” (lei nº 1.079/50),
desde que ainda titular de referido mandato eletivo, quanto à disciplina
normativa da responsabilização civil por improbidade administrativa (lei nº
8.429/92) – extinção
subsequente do mandato de governador de estado
– exclusão do regime fundado na lei nº 1.079/50 (art. 76, parágrafo único) –
pleito que objetiva extinguir processo civil de improbidade administrativa, em
razão de, à época dos fatos, a autora ostentar a qualidade de chefe do poder
executivo – legitimidade, contudo, de aplicação, a ex-governador de estado, do
regime jurídico fundado na lei nº 8.429/92 – doutrina – precedentes – regime de
plena responsabilidade dos agentes estatais, inclusive dos agentes políticos,
como expressão necessária do primado da ideia republicana – o respeito à
moralidade administrativa como pressuposto legitimador dos atos governamentais
– pretensão que, se acolhida, transgrediria o dogma republicano da
responsabilização dos agentes públicos – decisão que negou seguimento à ação
cautelar – interposição de recurso de agravo – parecer da procuradoria-geral da
república por seu improvimento – recurso de agravo a que se nega provimento. (STF, 2T, AC 3585 AgR /
RS, Rel. Min. Celso de Mello, j. 02/09/14)
Impeachm x e) CERTO. Lembrando que a questão é de 2012, portanto anterior ao impeachment da ex-presidente
Rito Dilma Rouseff.

“Impeachment. Ministro do STF. (...) Na linha da jurisprudência firmada pelo Plenário desta Corte, a
competência do presidente da Câmara dos Deputados e da Mesa do Senado Federal para recebimento,
ou não, de denúncia no processo de impeachment não se restringe a uma admissão meramente
burocrática, cabendo-lhes, inclusive, a faculdade de rejeitá-la, de plano, acaso entendam ser
patentemente inepta ou despida de justa causa. Previsão que guarda consonância com as disposições
previstas tanto nos Regimentos Internos de ambas as Casas Legislativas, quanto na Lei 1.079/1950, que
define os crimes de responsabilidade e regula o respectivo processo de julgamento. O direito a ser
amparado pela via mandamental diz respeito à observância do regular processamento legal da
denúncia. Questões referentes à sua conveniência ou ao seu mérito não competem ao Poder Judiciário,
sob pena de substituir-se ao Legislativo na análise eminentemente política que envolvem essas
controvérsias.” (MS 30.672-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 15-9-2011, Plenário,
DJE de 18-10-2011.) Vide: MS 23.885, Rel. Min. Carlos Velloso, julgamento em 28-8-2002, Plenário, DJ
de 20-9-2002.

JURISPRUDÊNCIA
Estabelecim "É lícito ao Judiciário impor à Administração Pública obrigação de fazer, consistente na promoção de
entos medidas ou na execução de obras emergenciais em estabelecimentos prisionais. II - Supremacia da
Prisionais dignidade da pessoa humana que legitima a intervenção judicial. III - Sentença reformada que, de
forma correta, buscava assegurar o respeito à integridade fí-sica e moral dos detentos, em observância
ao art. 5º, XLIX, da Constituição Federal. IV - Impossibilidade de opor-se à sentença de primeiro grau o
argumento da reserva do possível ou princí-pio da separação dos poderes".

(RE 592581, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-018 29-01-
2016)

Greve O direito de greve dos servidores públicos não é norma autoaplicável. Trata-se de norma de eficácia
limitada. Ainda, o STF admite o desconto na remuneração pelos dias não trabalhados:

"A administração pública deve proceder ao desconto dos dias de paralisação decorrentes do exercício
do direito de greve pelos servidores públicos, em virtude da suspensão do vínculo funcional que dela
decorre. É permitida a compensação em caso de acordo. O desconto será, contudo, incabível se ficar
demonstrado que a greve foi provocada por conduta ilícita do Poder Público. (...)"

[RE 693.456, rel. min. Dias Toffoli, j. 27-10-2016, P, Informativo 845, com repercussão geral.]

O STF já se manifestou no sentido de que o servidor pode fazer greve na forma lei do trabalhador
comum – Lei 7783/89, isto porque até hoje o Congresso Nacional não elaborou a lei de greve dos
servidores. Decidiu também que a administração pública deve fazer o corte do ponto dos grevistas, mas
admitiu a possibilidade de compensação dos dias parados mediante acordo. Também foi decidido que
o desconto não poderá ser feito caso o movimento grevista tenha sido motivado por conduta ilícita do
próprio Poder Público. Só para constar: policial militar, policial civil e servidor ligado a segurança
pública NÃO pode fazer greve.

O direito de greve dos servidores públicos não é norma autoaplicável. Trata-se de norma de eficácia
limitada. Ainda, o STF admite o desconto na remuneração pelos dias não trabalhados:

DIREITO DE GREVE- NORMA DE EFICACIA LIMITADA

"A administração pública deve proceder ao desconto dos dias de paralisação decorrentes do exercício
do direito de greve pelos servidores públicos, em virtude da suspensão do vínculo funcional que dela
decorre. É permitida a compensação em caso de acordo. O desconto será, contudo, incabível se ficar
demonstrado que a greve foi provocada por conduta ilícita do Poder Público. (...)"[RE 693.456, rel. min.
Dias Toffoli, j. 27-10-2016, P, Informativo 845, com repercussão geral.]
D) CORRETA. Trecho retirado de acórdão do STF na ADPF 378/DF:"(...) No impeachment, todas as
votações devem ser abertas, de modo a permitir maior transparência, controle dos representantes e
legitimação do processo. No silêncio da Constituição, da Lei nº 1.079/1950 e do Regimento Interno
sobre a forma de votação, não é admissível que o Presidente da Câmara dos Deputados possa, por
decisão unipessoal e discricionária, estender hipótese inespecífica de votação secreta prevista no
RI/CD, por analogia, à eleição para a Comissão Especial de impeachment. Em uma democracia, a regra é
a publicidade das votações. O escrutínio secreto somente pode ter lugar em hipóteses excepcionais e
especificamente previstas. Além disso, o sigilo do escrutínio é incompatível com a natureza e a
gravidade do processo por crime de responsabilidade. Em processo de tamanha magnitude, que pode
levar o Presidente a ser afastado e perder o mandato, é preciso garantir o maior grau de transparência
e publicidade possível. Nesse caso, não se pode invocar como justificativa para o voto secreto a
necessidade de garantir a liberdade e independência dos congressistas, afastando a possibilidade de
ingerências indevidas. Se a votação secreta pode ser capaz de afastar determinadas pressões, ao
mesmo tempo, ela enfraquece o controle popular sobre os representantes, em violação aos princípios
democrático, representativo e republicano. Por fim, a votação aberta (simbólica) foi adotada para a
composição da Comissão Especial no processo de impeachment de Collor, de modo que a manutenção
do mesmo rito seguido em 1992 contribui para a segurança jurídica e a previsibilidade do
procedimento. Procedência do pedido (...)."

"A administração pública deve proceder ao desconto dos dias de paralisação decorrentes do exercício
do direito de greve pelos servidores públicos, em virtude da suspensão do vínculo funcional que dela
decorre. É permitida a compensação em caso de acordo. O desconto será, contudo, incabível se ficar
demonstrado que a greve foi provocada por conduta ilícita do Poder Público. (...)"

[RE 693.456, rel. min. Dias Toffoli, j. 27-10-2016, P, Informativo 845, com repercussão geral.]
Corte ponto Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: PGM - Manaus - AM Prova: CESPE - 2018 - PGM - Manaus - AM -
servidores Procurador do Município
Considerando a jurisprudência do STF a respeito do direito de greve dos servidores públicos, julgue o
item seguinte. ERRADO

Ao chefe do Poder Executivo cabe o corte do ponto dos servidores grevistas, com o respectivo desconto
nos seus vencimentos, independentemente da motivação do movimento.

ERRADO – [...] 4. Fixada a seguinte tese de repercussão geral: “A administração pública deve proceder
ao desconto dos dias de paralisação decorrentes do exercício do direito de greve pelos servidores
públicos, em virtude da suspensão do vínculo funcional que dela decorre, permitida a compensação em
caso de acordo. O desconto será, contudo, incabível se ficar demonstrado que a greve foi provocada
por conduta ilícita do Poder Público”.

5. Recurso extraordinário provido na parte de que a Corte conhece.

(RE 693456, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 27/10/2016, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-238 DIVULG 18-10-2017 PUBLIC 19-10-2017). Vide: CAVALCANTE, Márcio André
Lopes. Administração Pública deve descontar os dias não trabalhados por servidor público em grevee.
Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: . Acesso em: 24/05/2018

Ano: 2014 Banca: CESPE Órgão: MEC Prova: Conhecimentos Básicos - Todos os Cargos

Com base na CF e na jurisprudência do STF, julgue os itens subsecutivos acerca do exercício do direito
de greve no serviço público.
É lícito o desconto dos dias não trabalhados pelo servidor público que se ausenta do serviço para
participar de movimento grevista de sua categoria. G: CERTO, percebam que esse desconto realmente
pode ocorrer.

____________________________________________________________________________________
_________

POR OUTRO LADO, ESSE DESCONTO É VEDADO QUANDO O MOTIVO DA GREVE FOR PRÁTICAS DE
CONDUTAS ILÍCITAS DO PODER PÚBLICO, CONFORME COMENTÁRIOS DOS COLEGAS.

SEGUE ABAIXO UMA QUESTÃO COM ESSE TEMA.

Ano: 2017 Banca: CESPE Órgão: TRF - 1ª REGIÃO Prova: Analista Judiciário - Área Administrativa

Acerca dos direitos e deveres e da remuneração de servidores públicos, julgue o item a seguir.

A administração pública poderá determinar o desconto na remuneração do servidor correspondente


aos dias não trabalhados no caso de greve deflagrada em razão de atraso no pagamento de salários. G:
ERRADO, percebam aqui que esse atraso no pagamento foi uma CONDUTA ILÍCITA DO PODER PÚBLICO,
razão essa por ser proibido o desconto com fulcro nas faltas ao serviço devido à greve.

Havendo greve, pode a Administração descontar os dias parados?

Sim, entende o STF. É legítimo o corte do ponto, com o não pagamento dos dias em que o servidor
ficou sem trabalhar, mesmo que a greve não seja abusiva. Permite-se, contudo, a compensação em
caso de acordo.

Mas o desconto será incabível se ficar demonstrado que a greve decorreu de conduta ilícita do Poder
Público, como é o caso de atraso no pagamento dos valores devidos ou outra circunstância excepcional
(STF, RE 693.456), logo a questão fala de independente de motivação o que invalida a afirmação.

fonte: https://oab.grancursosonline.com.br/jurisprudencia-comentada-direito-de-greve-de-servidores-
publicos-e-restricao-imposta-para-a-seguranca-publica/

Desconto cabe ao chefe do executivo? Sim

Independentemente do motivo? Não, o STF Em outubro de 2016, decidiu que os funcionários públicos
em greve devem sofrer desconto no salário pelos dias não trabalhados. A exceção é em caso de
paralisação motivada por atraso no pagamento de salários ou por quebra de acordo trabalhista.

A administração pública deve proceder ao desconto dos dias de paralisação decorrentes do exercício
do direito de greve pelos servidores públicos, em virtude da suspensão do vínculo funcional que dela
decorre. É permitida a compensação em caso de acordo. O desconto será, contudo, incabível se ficar
demonstrado que a greve foi provocada por conduta ilícita do Poder Público. STF. Plenário. RE
693456/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 27/10/2016 (repercussão geral) (Info 845).

DIZER O DIREITO

Simplificando...

Pode descontar os dias que não foram trabalhados em razão da greve? Pode

Em qualquer situação de greve? Não

Quando que o poder público não pode descontar os dias que não foram trabalhados em razão da
greve? Quando o motivo da greve decorrer de um ato ilícito do poder público. Exemplo: FALTA DE
PAGAMENTO. Nesse caso se houver uma greve porque o poder público não está pagando o servidor,
será incabível o desconto dos dias que não foram trabalhados.

E quando que pode descontar? Quando a greve não decorrer de um ato ilícito. Exemplo: Uma greve na
qual o motivo seja unicamente para aumentar o salário. Nesse caso não houve nenhuma ação ilícita por
parte do poder público, logo, poderá haver descontos dos dias que não foram trabalhados em razão da
greve.

A administração pública deve proceder ao desconto dos dias de paralisação decorrentes do exercício
do direito de greve pelos servidores públicos, em virtude da suspensão do vínculo funcional que dela
decorre. É permitida a compensação em caso de acordo. O desconto será, contudo, incabível se ficar
demonstrado que a greve foi provocada por conduta ilícita do Poder Público. STF. Plenário. RE
693456/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 27/10/2016 (repercussão geral) (Info 845).

CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Administração Pública deve descontar os dias não trabalhados por
servidor público em greve. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: . Acesso em: 20/06/2018