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CURSO: Direito DISCIPLINA: Responsabilidade Civil DATA: 04/04/2019

ALUNO: Raul David F. Ferreira TURMA: 6º Matutino PROFESSOR: Vitor Luís De Almeida

RELATÓRIO CONTENDO ANÁLISE CRÍTICA SOBRE JURISPRUDÊNCIA

RECURSO ESPECIAL Nº 1.637.884 – SC – SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA


RELATORA: MINISTRA NANCY ANDRIGHI
MATÉRIA: DIREITO CIVIL, RESPONSABILIDADE CIVIL, DANOS MATERIAIS
QUESTÃO DISCUTIDA: ACIDENTE DE TRÂNSITO, CONDUTOR MENOR, RESPONSABILIDADE DOS
PAIS E DO PROPRIETÁRIO DO VEÍCULO

A jurisprudência estudada trata de um recurso a condenação de pagamento de indenização por


danos materiais, morais e estéticos a um passageiro que sofreu amputação parcial do braço ao
pegar carona em veículo de propriedade de empresa, conduzido por menor de idade. Os
recorrentes alegam que a culpa pelos danos sofridos foi de responsabilidade do passageiro visto
ser este maior de idade, ciente da menoridade do condutor e ainda por cima não utilizando cinto de
segurança. Alegam ainda não ter havido comprovação da culpa concorrente nem do nexo causal
com o evento danoso tampouco do dolo ou culpa grave do condutor ainda que menor. Devido não
ter havido perda da capacidade laboral por parte do recorrido e despesas médicas custeadas pelo
Seguro DPVAT pedem exoneração da obrigação de indenização. Por fim questionam a
desproporcionalidade da fixação da sucumbência. Até este ponto as solicitações parecem bem
fundamentadas, contudo logo no início do voto da relatora observaremos a fragilidade do recurso.

A excelentíssima ministra relatora em seu voto inicialmente citou os fatos ocorridos e circunstâncias
as quais foram instruídas no processo, elucidou que não é possível opor embargos de declaração
a objetos que não foram analisados no tribunal de origem e expos a deficiência em fundamentação
dos recorrentes no tocante ao seguro DPVAT haver custeado as despesas médicas pois não foi
indicado qual dispositivo legal havia sido violado dessa forma não sendo possível o reconhecimento
de tal recurso ante a súmula 284 do STF. Já nesse ponto fica demonstrando o despreparo do
recorrente. Logo após a ministra cita Cavalieri Filho no tocante a responsabilidade direta dos pais
em relação ao dano causado pelos filhos sem deixar de elucidar que no atual Código Civil vigora a
teoria da responsabilidade objetiva do responsável independentemente da culpa do agente
descartando nesse ponto a possibilidade da exoneração de indenizar. Nesse ponto ficou claro o
uso de doutrinas para fundamentar decisões.

No tocante a responsabilidade civil do proprietário do veículo, a ministra citou jurisprudências


juntamente um trecho do Tratado de responsabilidade civil de Rui Stoco, ambos asseverando ser
suficiente demonstrar que o condutor agiu culposamente. Referente a responsabilidade do menor
condutor do veículo é citado o sistema de regras de responsabilidade aquiliana e feita a
diferenciação do transporte gratuito para o contrato de transporte, logo após feita a análise de dolo
ou culpa grave do condutor ficou provada ao menos a culpa grave haja vista velocidade
empreendida acima do permitido, despreparo do condutor e a ingestão de bebida alcoólica. Mais
uma vez houve o uso de doutrinas para fundamentar, contudo foi utilizada agora também princípio
e jurisprudência.

A relatora conclui no tocante às despesas de tratamento e lucros cessantes do recorrido declarando


ser absolutamente infundada a argumentação de que só seriam devidas tais reparações não
houvesse mais possibilidade de o requerente exercer sua profissão, salienta haver já assentada no
STJ distinção entre danos morais e estéticos e mantém a decisão anterior de que tais efeitos em
sejam ambas, contudo redistribui os ônus sucumbenciais sendo essa a única solicitação a corrida
no referido recurso. Ficou clara nessa análise que mesmo sendo o recurso dirigido a STJ ainda
encontramos erros grosseiros por parte dos recorrentes.

Raul David F. Ferreira