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Uma Nova Política Alimentar para São Paulo:

Cultivar vínculos rumo a um Sistema Alimentar Saudável e Sustentável para São Paulo

1. Introdução: as Políticas de Alimentação são prioridade para a qualidade de vida do povo

No primeiro governo do PT na cidade de São Paulo, as ações no Abastecimento e na Segurança Alimentar, por
exemplo, na área da “Merenda Escolar” e dos mais de trinta “Sacolões da Prefeitura” foram reconhecidas e são
lembradas pela população como as melhores ações da administração petista. No governo Marta Suplicy, soubemos
valorizar o aspecto turístico e cultural da alimentação, com a grande renovação do Mercado Central Municipal
recuperando um símbolo da população paulistana. No Governo Federal, o “Fome Zero” foi prioridade deixando um
balanço tão positivo, a ponto de 27,9 milhões de pessoas terem saído da pobreza no Brasil entre 2003 e 2009 e o país
ter sido reconhecido internacionalmente para liderar o combate à fome em nível mundial.

Atualmente, a questão da alimentação se tornou uma prioridade para pessoas e governos no mundo todo. O desafio de
garantir o acesso aos alimentos para todos, juntou-se a outro desafio maior ainda: o de garantir uma alimentação
saudável, que respeite as culturas alimentares e que seja sustentável. O Brasil de Lula e Dilma avançou muito no
combate à fome e à miséria. Mas São Paulo ainda tem enormes desafios a enfrentar no tema alimentar. São Paulo,
uma megalópole global brasileira, pode ser, no entanto, o centro de uma grande revolução na questão da alimentação.
É hora de agir para incluir e re-conectar pessoas, famílias e grupos, campo e cidade, centro e bairros, através da
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alimentação. É hora de construir um novo Sistema Alimentar Saudável e Sustentável para São Paulo. É essa a
proposta que vamos realizar na Prefeitura da Cidade de São Paulo.

2. Diagnóstico: descaso com a alimentação nas gestões demo-tucanas na Prefeitura de São Paulo e ausência
de Políticas Públicas para enfrentar os novos problemas de acesso e de qualidade da alimentação

Na contramão das ações do Governo Federal, os últimos governos municipais deixam um legado de descaso e atraso
quanto ao combate à fome e à miséria na Cidade de São Paulo. O mínimo que se pode dizer sobre a gestão demo-
tucana é que o social não é prioridade. As ações de combate à miséria e de Segurança Alimentar são inexistentes ou
diluídas e inadequadas à escala do problema. O resultado é um completo desmonte das Políticas Públicas. Extinguiu-
se a Secretaria de Abastecimento, as ações foram rebaixadas e os equipamentos públicos de abastecimento passaram
a orientar-se para o interesse de comerciantes e não mais da população consumidora. Existem apenas alguns eventos
esporádicos que tratam de temas alimentares atuais, mas atingem pouquíssimas pessoas, enquanto o conjunto da
população de São Paulo fica desassistido, e revelam-se apenas atividades de marketing eleitoreiro. A Alimentação
Escolar está restrita ao seu papel de suporte à educação e desconectada do sistema de produção e abastecimento.
São Paulo hoje, infelizmente, não cumpre a legislação que obriga que 30% do repasse de dinheiro federal para a
alimentação escolar do município seja destinado para a aquisição de alimentos, preferencialmente orgânicos, da
agricultura familiar. Isso significou, apenas em 2011, desviar 19 milhões de reais destinados à agricultura familiar.

Hoje, depois das transformações sociais inspiradas pelo “Fome Zero”, a garantia do Direito Humano à Alimentação
Adequada e Saudável está deixando de ser um problema de acesso à quantidade suficiente de comida e se tornando,
cada vez mais, uma preocupação com a qualidade da nossa alimentação. A melhoria da renda das famílias brasileiras
permitiu maior acesso aos alimentos, mas ainda não foi acompanhada de maior acesso à informação, à educação
alimentar e às práticas alimentares saudáveis. Isso tem levado a graves problemas de saúde decorrentes do tipo de
alimentação não-saudável e, também, a graves problemas ambientais devido ao modo como produzimos os alimentos.

Na produção nos tornamos grandes consumidores de agroquímicos perigosos ao ambiente e à saúde e no consumo
priorizamos os alimentos industrializados ultra-processados, com excesso de açúcar, gordura e sódio. O resultado é a
explosão dos índices de obesidade, principalmente, em crianças entre 5 a 9 anos, e a escalada das doenças crônicas
não-transmissíveis, tais como a hipertensão que causa doenças do coração e a diabetes, cujo tratamento consome
atualmente incríveis 69% dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Modelos sustentáveis de produção, tais
como os orgânicos, os agroecológicos são caros e acessíveis apenas aos paulistanos de alta e média renda.

Ademais, apesar da questão da qualidade da alimentação ter se tornado um problema prioritário, a acessibilidade aos
alimentos ainda é fundamental para uma parcela expressiva de paulistanos: segundo o IPEA, a cidade de São Paulo
tem uma taxa de extrema pobreza de 4,9% da população, o que equivale a 500.974 paulistanos extremamente pobres,
ou seja, estes paulistanos não têm renda suficiente para garantir uma alimentação mínima para seu sustento. Além
disso, cerca de 17,2 % dos domicílios paulistanos abrigam famílias em situação de vulnerabilidade.

3. Diretrizes do Programa de Governo para a gestão 2013-2016 e a nova Política Alimentar para São Paulo

No documento “Diretrizes do Programa de Governo – Eleições 2012” aprovado pelo 18º Encontro Municipal do PT, a
nova Política Alimentar para São Paulo dialogará, principalmente, com as seguintes diretrizes na dimensão de “Direitos,
Cidadania e Democracia”:

 Educação de Qualidade e Formação Cidadã: garantir a toda população, escolar e não-escolar, o acesso à
informação, cultura e educação alimentar voltada para a saúde e para a sustentabilidade;
 Saúde Acessível e de Qualidade: garantir a toda população paulistana o acesso aos alimentos saudáveis,
especialmente, frutas, verduras e legumes, “in natura” e de base orgânica e agroecológica, usando a comida
saudável como estratégia para prevenção, promoção e vigilância em saúde;

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 Cidadania, Direitos e Dignidade Humana: promover a afirmação do Direito Humano à Alimentação Adequada e
Saudável (art. 6º C.F.), valorizar a diversidade cultural das práticas alimentares e ampliar os espaços públicos de
convivência e participação por meio da alimentação;
 Assistência Social e Combate à Pobreza: erradicar a extrema pobreza, através da busca ativa dos grupos mais
vulneráveis, da ampliação do acesso às políticas e serviços públicos e da garantia do acesso à alimentação saudável
e à qualificação para a inserção econômica e produtiva.

Na dimensão de “Desenvolvimento Sustentável” a nova Política Alimentar para São Paulo dialogará principalmente com
as seguintes diretrizes:

 Desenvolvimento Econômico e Social: apoiar a inovação e a criação de novas oportunidades de emprego e


negócios focados na economia solidária e criativa e na transição para a alimentação saudável e sustentável
mobilizando o conhecimento científico, tecnológico, cultural, social e gastronômico de excelência da cidade;
 Desenvolvimento Urbano: reconstruir as relações da cidade com seu entorno produtivo e ambiental,
incentivando a produção de alimentos de base familiar, orgânica e agroecológica, a preservação da biodiversidade e
dos mananciais hídricos e a estabilidade dos vetores de crescimento estabelecidos no Plano Diretor de
Desenvolvimento;
 Sustentabilidade Ambiental e Urbana: incentivar a utilização de áreas públicas e particulares em desuso no
meio urbano e peri-urbano para o cultivo de hortas de base orgânica e agroecológica, utilizando os resíduos da
comercialização de alimentos e da manutenção de áreas verdes para a produção de composto orgânico para uso na
produção de alimentos.

4. Uma nova Visão Estratégica: Cultivar vínculos rumo a um Sistema Alimentar Saudável e Sustentável para
São Paulo

São Paulo tem características especiais que constituem vantagens na nova Visão Estratégica:

a) São Paulo é o maior centro consumidor do país, portanto, também de alimentos;


b) Seu multifacetado setor alimentar tem grande peso em sua economia;
c) São Paulo também é uma megalópole global historicamente formada por imigrantes e migrantes que contribuíram
para sua grande riqueza e diversidade cultural, expressa também em sua gastronomia de excelência mundial;
d) O tamanho da economia e população do município confere uma escala ao Poder Público Municipal que permite
ousar e planejar transformações, inclusive na organização da produção e do consumo alimentar;
e) São Paulo é também o maior centro cultural e de pesquisa científica e tecnológica, podendo mobilizar conhecimento
para suportar as inovações de uma economia criativa.

Apesar dos grandes desafios, São Paulo, como grande cidade mundial e por ser possuidora desses excelentes
recursos, reúne todas as condições de liderar uma verdadeira revolução na questão da alimentação. Essa revolução
baseia-se numa nova Visão Estratégica que considera todo o processo do alimento que nos chega à mesa: quem o
produz, onde o produz, de que forma o produz, suas práticas culturais, quem o comercializa, transporta, distribui,
processa, como é preparado e servido, como é consumido e finalmente como tem seus resíduos finais descartados ou
re-utilizados. Com base nessa visão de conjunto, que denominamos de Sistema Alimentar, através de uma série de
ações em torno do tema “alimento”, podemos usar a comida como estratégia para levar a todos os paulistanos a efetiva
melhoria da qualidade de vida.

A comida tem papel preponderante de aproximação de pessoas em torno da mesa, e pode tornar-se um instrumento
essencial para proporcionar uma nova dimensão de Cidadania aos paulistanos: aproximação entre comunidades e
vizinhanças, encurtamento da distância campo-cidade, respeito ao meio ambiente, facilitação das políticas sociais. A
alimentação pode, também, reforçar a redução das desigualdades, valorizar nossa excelente gastronomia e criar novas
oportunidades de negócios e empregos. É por isso que, para resolver os complexos problemas atuais associados à
alimentação, é necessário uma nova atitude do Poder Público, elevando a Política Alimentar à prioridade, e construindo
Políticas Públicas amplas e profundas, baseadas em ações planejadas e firmes e no envolvimento de toda sociedade.

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5. Propostas de Governo, Programas e Ações para a construção de um Sistema Alimentar Saudável e
Sustentável para São Paulo

As Propostas de Governo, Programas e Ações a seguir propostos adotam a nova visão da construção de um Sistema
Alimentar Saudável e Sustentável, prevendo ações por toda sua teia social, econômica, ambiental e cultural. Nessa
visão “não-compartimentada”, cada programa ou ação busca atuar em pontos específicos de um eixo ou diretriz, mas
também articula com outros eixos e diretrizes, construindo várias transversalidades.

5.1. Proposta de Governo – ORGÂNICOS PARA TODOS: garantir a toda população paulistana o acesso aos alimentos
saudáveis, especialmente, frutas, verduras e legumes, “in natura” e de base orgânica e agroecológica, usando a comida
saudável como estratégia para prevenção, promoção e vigilância em saúde;

5.1.1. Programa “Alimentação Escolar Saudável e Sustentável”: Enquanto as crianças e jovens estão sob a
responsabilidade do Estado, em seus equipamentos, seja nas suas escolas e creches diretas, seja nas creches
conveniadas, o poder público municipal deve tratá-las de forma integral, zelando pela sua boa saúde, alimentação,
higiene, sociabilidade como suporte à verdadeira educação de qualidade. A alimentação escolar, também conhecida
como “merenda escolar”, existe dentro deste princípio. É, portanto, um dever do Estado em sentido amplo. No entanto,
o que temos que acrescentar a esse dever do Estado de alimentar, é o fato que a população de estudantes da escola
pública paulistana é egressa na sua maioria das famílias de mais baixa renda. A saudável diversidade social que havia
na escola pública, infelizmente, não é mais o comum na cidade de São Paulo. Assim, a questão da alimentação na
escola ganha contornos mais importantes em termos de nutrição, pois talvez a criança não tenha, pela situação sócio-
econômica, a oportunidade de alimentar-se a contento em casa, prejudicando assim seu rendimento escolar e seu
potencial de desenvolvimento integral.

A “merenda escolar” da cidade de São Paulo, além da sua função de suporte à educação, deve ser vista,
complementarmente, como um grande programa de segurança alimentar e nutricional, um grande programa de
combate à fome. Além disso, é o mais poderoso instrumento de educação alimentar para o consumo alimentar
consciente e saudável, ou seja, o melhor programa de prevenção e combate à obesidade, hipertensão e diabetes. É
fundamental, para tanto, dialogar sobre o presente projeto com os agentes envolvidos, com um caráter multidisciplinar,
sendo meio de avançar educação alimentar em sentido amplo, não só da criança e do jovem, como dos professores,
merendeiras, e funcionários de apoio, além dos familiares dos educandos.

A Alimentação Escolar de São Paulo representa cerca de 1.900.000 refeições por dia para um alunado de 934.000
crianças e adolescentes. Devido à magnitude da “merenda escolar” em São Paulo, e dentro da nova visão “Sistêmica”,
podemos e devemos transformá-la também num grande programa de alavancagem da produção familiar de alimentos
orgânicos, agroecológicos, frescos e “in natura”, especialmente, no Cinturão Verde da cidade. Caberá ao município o
esforço de mapear, buscar ativamente e incentivar a multiplicação da oferta desses alimentos que sabidamente são os
que propiciam o maior combate aos efeitos provocados por alimentos ultra-processados, ricos em gorduras, sódio e
açúcares (ou adoçantes), e pobres em fibras, menos nutritivos.

AÇÕES: 1. Fornecer 100% das frutas, verduras e legumes da Alimentação Escolar com produtos de origem orgânica
(em 4 anos). 2. Atender integralmente a legislação federal que obriga a destinação de 30% dos recursos recebidos do
FNDE para aquisições da Agricultura Familiar (a partir do 1º ano).

5.1.2. Programa “Sacolão de Orgânicos”/”Comboio de Orgânicos” e “Espaços Orgânicos nas Feiras e Mercados”: O
inegável aumento da renda dos mais pobres verificada nos governos Lula e Dilma, aliado ao aumento gradativo da
consciência dos malefícios à saúde e meio ambiente do uso de agrotóxicos tem criado uma demanda represada pelos
produtos orgânicos também entre as camadas de menor renda. Há, no entanto, problemas de capilaridade de
escoamento e alto custo que mantém a oferta de orgânicos restrita aos nichos de alta renda. Pesquisa do IDEC revela
que 74% dos entrevistados respondeu que “comeria mais orgânicos se eles fossem mais baratos”. E 20%, “se as feiras
especializadas fossem mais perto da sua casa”. Em São Paulo existem, hoje, 17 Sacolões Municipais, que

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comercializam apenas frutas, verduras e legumes convencionais e, no entanto, não funcionam mais como
equipamentos de preços controlados, como era sua concepção original. Assim, frente à urgência de transição para uma
alimentação saudável e sustentável, o acesso a preços baixos de alimentos orgânicos tem um poderoso efeito
educativo e sinalizador de novas práticas alimentares. Equipamentos públicos de abastecimento a preços controlados
como o Sacolão, Comboios ou Mini-feiras promovem o acesso desses produtos em locais aonde eles não chegam ou
chegam a preços elevados, fortalecendo a necessária aproximação de produtores de orgânicos e consumidores. Nas
Feiras Livres e Mercados Municipais, equipamentos sem preços controlados, o produto orgânico ou agroecológico
também deverá estar disponível para o consumidor.

AÇÕES: 1.Implantar 14 novos Sacolões Municipais Orgânicos e Instalar 17 Espaços Orgânicos nos Sacolões já
existentes (em 4 anos). 2. Implantar Comboios ou Mini-Feiras Orgânicas nas 31 sub-prefeituras (em 4 anos). 3.
Implantar Espaços Orgânicos no Mercado Municipal Central e nos 17 Mercados Municipais e em todas as Feiras
Livres (em 4 anos).

5.1.3. Programa “Restaurante Popular Orgânico/Cozinhas Comunitárias Orgânicas” – Refeições com produtos orgânicos
para quem almoça fora de casa e qualificação de mão-de-obra em alimentação: Os Restaurantes Populares são
equipamentos que se destinam a atender a população trabalhadora que necessita alimentar-se fora do domicílio,
oferecendo preços baixos subsidiados. Esses equipamentos, hoje, devem servir de Centros de Educação Alimentar e
Acesso à Alimentação Orgânica, de base Agroecológica, Saudável e Sustentável para a população de baixa renda.
Mas, além do consumo, esses equipamentos deverão ser voltados à forte ação educativa para o consumo consciente
de alimentos saudáveis e sustentáveis voltada à situação do consumidor de baixa renda. Educação alimentar, se
“aprende comendo”. As Cozinhas Comunitárias são restaurantes de pequena escala, localizados em bairros, nos quais,
junto ao serviço de refeições, existe também um espaço de formação e qualificação de mão-de-obra em alimentação
para garantir a inserção econômica e produtiva de trabalhadores.

AÇÕES: 1. Implantar 3 Restaurantes Populares Orgânicos em áreas de grande movimento (em 4 anos). 2. Implantar
Cozinhas Comunitárias Orgânicas nas 31 sub-prefeituras (em 4 anos).

5.1.4. Programa “Garantia de Alimentos Seguros e Saudáveis”: Os instrumentos de controle e vigilância da sanidade de
alimentos devem ser exercidos com rigor e profundidade técnica, especialmente quando se referem a contaminantes
como agrotóxicos, antibióticos e outros perigos à saúde humana, mas não podem apenas se limitar às ações
fiscalizadoras e punitivas. A vigilância sanitária do Município deverá divulgar amplamente as informações sobre as boas
práticas de segurança e higienização formando, também, consumidores que as exijam como “norma” social e exigência
de “mercado”.

AÇÕES: 1. Ampliar a estrutura e o quadro funcional da Vigilância Sanitária da Cidade de São Paulo (a partir do 1º
ano).

5.2. Proposta de Governo – EDUCAÇÃO ALIMENTAR PARA VIVER BEM: garantir a toda população, escolar e não-escolar,
o acesso à informação, cultura e educação alimentar voltada para a saúde e para a sustentabilidade;

5.2.1. Programa “Alimentação Escolar Saudável e Sustentável” (já citado na Proposta de Governo 6.1.)

5.2.2. Programa “Comer e Viver Melhor” – Capacitar o cidadão paulistano com as informações e as habilidades básicas
para uma Alimentação Saudável: A educação alimentar feita na escola, a qual se faz “comendo e aprendendo”, deve ser
acompanhada de uma grande ação educativa voltada ao conjunto da população não escolar. Supermercados,
Restaurantes, Bares, Feiras-Livres, Mercados, múltiplos espaços e ocasiões podem ser utilizados para uma grande
cruzada educacional voltada ao objetivo de capacitar milhares de pessoas a obter, preparar e, principalmente, saborear
refeições gostosas e saudáveis a baixos custos. Será dado destaque à alimentação dos idosos, os quais tem menos
mobilidade para acessar e preparar com facilidade alimentos saudáveis. Programas de organização e capacitação de
idosos para garantia da alimentação saudável podem ser bem sucedidos se também forem ocasiões de expressão

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cultural e reconexão de vínculos entre pessoas, bairros e comunidades. O Programa “Comer e Viver Melhor” também
mobilizará a comunidade organizada, seja de organizações de bairro, de movimentos sociais, sindicais, enfim, qualquer
agrupamento de pessoas que se disponha a aprender e ensinar a obter, preparar e consumir alimentos saudáveis e
sustentáveis, estimulando a articulação com organização dos produtores de produtos orgânicos ou de base
agroecológica dentro do conceito de “comércio justo”.

AÇÕES: 1. Criar a Campanha Permanente “Revolucione sua Comida e Viva Melhor ” com estrutura para distribuição
de material informativo e eventos de formação e mobilização da população (a partir do 1º ano).

5.3. Proposta de Governo – BOA COMIDA, DIREITO DE TODOS: promover a afirmação do Direito Humano à Alimentação
Adequada e Saudável (art. 6º C.F.), valorizar a diversidade cultural das práticas alimentares e ampliar os espaços públicos
de convivência e participação por meio da alimentação;

5.3.1. Programa “Sabores Paulistanos” – Valorizar a diversidade do conhecimento culinário e gastronômico tradicional da
cidade e animar os vínculos de bairro, vizinhança e comunidade através da comida boa e saudável: As tradições culinárias
e a gastronomia detêm um conhecimento precioso para a construção de um novo Sistema Alimentar. Desse modo,
incentivar festivais gastronômicos gerais e festas de bairro, de etnias ou comunidades tradicionais, destacando a
diversidade cultural de São Paulo, aliando o evento à informação das receitas dessas comunidades e dados sobre
alimentação saudável e sustentável, ajudará a desenvolver as conexões e vínculos entre os moradores da vizinhança,
entre os moradores e os visitantes, entre os produtores desses produtos especiais e os consumidores, reforçando a
habilidade e a capacidade das pessoas e famílias de obterem e prepararem, de acordo com seus padrões culturais,
alimentação saudável e sustentável.

AÇÕES: 1. Incentivar a criação de um calendário com Eventos Gastronômicos de bairro nas 31 sub-prefeituras (em 4
anos).

5.3.2. Programa “Os Chefs vão a Campo” – mobilizar o conhecimento de excelência para a Alimentação Saudável e
Sustentável: São Paulo é indiscutível centro de excelência gastronômica mundial. O conhecimento técnico e cultural da
gastronomia já implica uma orientação em direção a uma Alimentação Saudável e Sustentável. O Programa “Os Chefs
vão a Campo” propõe a mobilização desse conhecimento e experiência para a inovação das Políticas, Equipamentos e
Serviços Públicos na área alimentar voltados à saúde e à sustentabilidade. Os Chefs serão nossos parceiros em
diversos projetos do novo Sistema Alimentar para São Paulo, como “O Chef na merenda”, onde pratos simples e típicos
de diferentes países para um dia de cardápio especial na escola ou na creche; “O Chef nas Ruas Paulistanas”, onde
haverá eventos de aproximação entre a boa gastronomia e população em geral. “O Chef na feira” onde haverá uma
barraca especial para apresentação de receitas especiais que ressaltem os produtos de época, mais saudáveis e
saborosos. Além disso, é fundamental a articulação entre a demanda de produtos específicos da alta gastronomia com
a produção. Os Chefs serão parceiros também no apoio e desenvolvimento do novo Cinturão Verde de São Paulo tanto
para a alta gastronomia como para a demanda de produtos saudáveis e sustentáveis. De um lado, esta articulação
diminui as distâncias percorridas pelos alimentos, abre nichos de mercado de alto valor agregado para pequenos
produtores familiares, ampliando a oferta e baixando o custo de produtos mais saudáveis e sustentáveis.

AÇÕES: 1. Estabelecer 1 dia em cada semestre para um cardápio especial de gastronomia cultural, saudável e
sustentável nas escolas e creches da Alimentação Escolar com a presença de um Chef convidado (a partir do 1º ano).
2. Estabelecer 1 vez por mês em sistema de rodízio em 25% das Feiras Livres da cidade a “barraca do Chef” (em 4
anos). 3. Promover Conferências Gastronômicas com o Cinturão Verde de São Paulo, reunindo Chefs e Produtores. (a
partir do 1º ano).

5.3.3. Programa “Centros de Cultura Alimentar” – Mercados Municipais: Os 17 mercados municipais de São Paulo
deverão passar por uma transformação cultural, visando sua integração às peculiaridades culturais de sua vizinhança,
cada qual com uma identidade própria, de modo a expressar a rica diversidade dos moradores do entorno e devendo se
tornar ponto de atração tanto ao morador como ao turista, aliando compras a atividades culturais e gastronômicas.

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AÇÕES: 1. Adaptar os 17 Mercados Municipais para atividades gastronômicas e culturais (em 4 anos).

5.3.4. Programa “SAN – Segurança Alimentar e Nutricional” – Inserir Integralmente a Cidade de São Paulo na
institucionalidade da Segurança Alimentar e Nutricional brasileira : São Paulo precisa aproveitar os espaços de
participação em Conselhos, tanto os estimulados pelo Governo Federal, como os que poderemos criar na implantação
de nosso Sistema Alimentar. Assim, deverão ser revitalizadas e valorizadas as participações da sociedade no Conselho
Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, Conselho de Alimentação Escolar e outros espaços de participação.
Deveremos convocar toda a sociedade a discutir, contribuir e elaborar um Plano Estratégico para a criação de um
Sistema Alimentar Saudável e Sustentável. Organizar Conferências Municipais com ampla participação de modo a
refletir todas as realidades e a diversidade de situações da Cidade de São Paulo. Elaborar a LOSAN – Lei Orgânica de
Segurança Alimentar Municipal e criar a Câmara Intersecretarial para articulação da Segurança Alimentar e Nutricional
no Município. E, principalmente, tratar como prioridade da Prefeitura a Política Alimentar, estabelecendo claramente as
estruturas, capacidades e meios adequados para implementá-la nos prazos previstos.

AÇÕES: 1. Criar a Secretaria Municipal de Política Alimentar (no 1º ano). 2. Encaminhar a LOSAN para apreciação do
Legislativo e criar a CAISAN (no 1º ano). 3. Realizar as Conferências Municipais de Segurança Alimentar e Elaborar,
com participação popular, o Plano Estratégico para um Sistema Alimentar Saudável e Sustentável para São Paulo (no
1º ano).

5.4. Proposta de Governo – SÃO PAULO SEM MISÉRIA: erradicar a extrema pobreza, através da busca ativa dos grupos
mais vulneráveis, da ampliação do acesso às políticas e serviços públicos e da garantia do acesso à alimentação saudável
e à qualificação para a inserção econômica e produtiva;

5.4.1. Programa “São Paulo sem Miséria”: O Programa Brasil Sem Miséria da Presidenta Dilma estabelece como método
de abordagem a Busca Ativa da população beneficiária. Esse método será adotado em profundidade no combate à
fome e à miséria em São Paulo. À Prefeitura cabe integrar-se plenamente aos esforços do governo federal,
complementar essas ações com programas próprios de transferência de recursos às populações vulneráveis, mas,
principalmente, buscar formas de vincular o público alvo com os programas de qualificação de mão-de-obra, saúde,
educação, moradia e saneamento. A alimentação, para a pessoa ou família que sofre necessidades, tem um papel
muito importante. A utilização da alimentação como forma de reconstruir vínculos duradouros entre os próprios
integrantes do núcleo familiar, e entre as pessoas e famílias e os serviços, equipamentos e programas públicos se
reveste de instrumento poderoso. São Paulo tem excelentes recursos para combater a fome e a miséria e pode
mobilizar as energias de seu forte empresariado e sociedade civil organizada para isso. As experiências que permitem
carrear as disponibilidades alimentares às famílias necessitadas, tais como o Banco de Alimentos e a Colheita Urbana
devem ser ampliadas e integradas à estratégia de eliminação da fome da miséria.

AÇÕES: 1. Mapear os grupos vulneráveis através da buscar ativa (no 1º ano). 2. Ampliar equipamentos e programas
de distribuição de alimentos às famílias vulneráveis (a partir do 1º ano). 3. Ampliar, Articular e Concentrar a oferta de
políticas e serviços públicos nas regiões vulneráveis (a partir do 1º ano). 4. Oferecer mapa de oportunidades,
intermediação pública e qualificação de mão-de-obra e apoio a empreendimentos da economia solidária e criativa às
famílias vulneráveis.(em 4 anos).

5.5. Proposta de Governo – ECONOMIA CRIATIVA ALIMENTAR: apoiar a inovação e a criação de novas oportunidades de
emprego e negócios focados na economia solidária e criativa e na transição para a alimentação saudável e sustentável,
mobilizando o conhecimento científico, tecnológico, cultural, social e gastronômico de excelência da cidade;

5.5.1. Programa “São Paulo, Vida Ativa” – apoiar a criação de novas oportunidades, empregos e negócios em alimentação
saudável e sustentável: A Prefeitura deverá articular as atividades correlacionadas com a alimentação com as políticas
de incentivo ao empreendedorismo e à economia solidária, buscando aproveitar as oportunidades abertas pela sua
transição a um novo Sistema Alimentar Saudável e Sustentável para gerar novos empregos. O pujante setor
empresarial de alimentos da cidade deve ser desafiado pela Prefeitura a acelerar essa transição. Com acesso a
microcrédito, incubadoras de projetos e apoio à inovação, pequenos negócios com foco em atividades alimentares com
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a marca da Saúde e da Sustentabilidade deverão florescer. Da mesma forma, a produção científica e tecnológica
existente em São Paulo também deverá ter incentivos para solucionar os pontos de estrangulamento e desenvolver os
novos processos produtivos alimentares.

AÇÕES: 1. Implantar nas sub-prefeituras Incubadoras de Empresas da Economia Solidária e Criativa voltadas à
Alimentação Saudável e Sustentável (em 4 anos).

5.6. Proposta de Governo – CINTURÃO VERDE DE SÃO PAULO: reconstruir as relações da cidade com seu entorno
produtivo e ambiental, incentivando a produção de alimentos de base familiar, orgânica e agroecológica, a preservação da
biodiversidade e dos mananciais hídricos e a estabilidade dos vetores de crescimento estabelecidos no Plano Diretor de
Desenvolvimento;

5.6.1. Programa “Cinturão Verde de São Paulo” – Reconstruir as relações da Cidade com seu entorno produtivo e
ambiental: É estratégico para uma Cidade como São Paulo, articular e incentivar produtores de alimentos que se
localizem no entorno da Região Metropolitana de São Paulo, especialmente, a produção familiar diversificada, orgânica
e de base agroecológica. Além dos benefícios da maior absorção de mão-de-obra, este “Cinturão Verde” permite a
estabilidade dos vetores de crescimento urbano nos Planos Diretores de Desenvolvimento e a proteção de áreas
essenciais de biodiversidade, vegetação natural e produção de água doce. Incentivar, desburocratizar e facilitar o
acesso desses produtores aos mercados privados e institucionais da Cidade de São Paulo será essencial para garantir
a oferta a preços baixos de alimentos orgânicos, frescos e “in natura” para a demanda de um novo Sistema Alimentar
Saudável e Sustentável.

AÇÕES: 1. Criar o Escritório de Apoio ao Cinturão Verde de São Paulo, dotado de estrutura e capacidade técnica para
articular e orientar os produtores a fornecer alimentos saudáveis e sustentáveis para a Prefeitura e o comércio além de
estabelecer convênios com os Municípios da Região Metropolitana de São Paulo e outros (a partir do 1º ano).

5.7. Proposta de Governo – CULTIVANDO SÃO PAULO: incentivar a utilização de áreas públicas e particulares em desuso
no meio urbano e periurbano para o cultivo de hortas de base orgânica e agroecológica, utilizando os resíduos da
comercialização de alimentos e da manutenção de áreas verdes para a produção de composto orgânico para uso na
produção de alimentos;

5.7.1. Programa “São Paulo, Cidade das Hortas” – Agricultura Urbana e Periurbana: O Programa São Paulo, Cidade das
Hortas, será desdobrado em Hortas nas Escolas, Hortelão Urbano, Hortas Comunitárias e Hortas Comerciais: propõe
reservar áreas de cultivo em novos empreendimentos habitacionais e estabelecer parcerias com cidadãos, grupos e
entidades para semear hortas urbanas e periurbanas em quintais, varandas, escolas, centros comunitários,
condomínios, praças, parques e áreas em desuso. Isso não só é possível, como é desejável, devido ao caráter
eminentemente simbólico e educativo para uma alimentação saudável e sustentável. O programa prevê a articulação
governamental para aproveitar os resíduos ricos em nitrogênio das frutas, verduras e legumes da CEAGESP (federal) e
os associasse com os resíduos ricos em carbono do Setor de Parques e Jardins da PMSP para produção de composto
de excelente qualidade para agricultura. Haverá distribuição de sementes, cursos de capacitação para os interessados
em cultivo de hortaliças e ervas medicinais e convênios de assistência técnica.

AÇÕES: 1. Encaminhar proposta ao Legislativo para garantir a reserva de áreas de cultivo em novos
empreendimentos habitacionais e estabelecer incentivos à destinação para Hortas (no 1º ano). 2. Levantar as áreas
em desuso que podem ser destinadas ao Programa São Paulo Cidade das Hortas (no 1º ano). 3. Implantar Hortas nas
Escolas e Terrenos Públicos levantados (em 4 anos). 4. Firmar convênio com CEAGESP para produção de composto
orgânico (no 1º ano).