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Fiscal de contrato e setor de compras

O fiscal de contrato não exerce as suas atribuições por delegação de competência dada pelo gestor,
elas são exercidas por força do próprio cargo que ocupa ou em razão de contrato firmado para essa
finalidade. Na hipótese de haver fiscal devidamente capacitado, a responsabilização do gestor
municipal ou do secretário de obras somente é possível quando ficar demonstrado que tomaram
ciência de irregularidades e não adotaram providências com o objetivo de corrigi-las ou por culpa
'in vigilando' ou 'in eligendo' devidamente comprovada.

Acórdão TCU n° 2.373/2008 - 2° Câmara

Designe servidores distintos para compor comissão de licitação e para efetuar a fiscalização de
contratos, em respeito ao princípio da segregação de funções.

Acórdão 1997/2006 - 1° Câmara

9.8.5. ilicitude do exercício, por uma mesma pessoa, das atribuições de pregoeiro e de fiscal do
contrato celebrado, o que ocorreu no processo da contratação efetivada mediante o Pregão 18/2013,
por atentar contra o princípio da segregação das funções;

Acórdão nº 1375/2015 – TCU – Plenário

12. [...] o titular de um órgão deve escolher seus auxiliares diretos com esmero, sob pena de
responder por culpa in eligendo e acompanhar, mesmo que de forma geral, o desempenho de seus
subordinados, sob pena de responder por culpa in vigilando.

13. Essa é, a meu sentir, a jurisprudência majoritária do TCU sobre o tema.


Acórdão nº 1421/2013 – TCU – 2ª Câmara
73. [...] Caberia ao ex-servidor representar à chefia imediata, ou, em caso de insucesso, a níveis
hierárquicos mais elevados, externando os empecilhos à correta execução das tarefas atribuídas, de
maneira a se eximir, com fundamentação consistente, das responsabilidades cuja observância se
veria inviabilizada pela falta do instrumental adequado. Não agindo dessa forma, não lhe socorrem
tais vicissitudes, de existência provável, contudo.

Acórdão TCU nº 5891/2010 – 2° Câmara

23. Em auditorias de avaliação de controles internos, os critérios são tipicamente baseados em


bom senso e boas práticas administrativas. A seguir, elencamos os conceitos contidos nas normas da
Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores (Intosai), do Government
Accountability Office (GAO) e do próprio Coso que refletem o que se espera dos componentes que
serão avaliados. Além disso, foram analisados neste trabalho os controles legais relativos à área de
licitações e contratos, ou seja, aqueles que, dada a sua importância, foram positivados pela Lei
8.666/93.
[...]
26. As atividades de controle consistem em políticas e procedimentos adotados e de fato
executados, para atuar sobre os riscos, de maneira a contribuir para que os objetivos da organização
sejam alcançados dentro dos padrões estabelecidos. Elas incluem uma gama de controles
preventivos e detectivos, dentre os quais foram analisados os seguintes:
[...]
26.3. segregação de funções – princípio básico de controle interno essencial para a sua
efetividade. Consiste na separação de atribuições ou responsabilidades entre diferentes pessoas,
especialmente as funções ou atividades-chave de autorização, execução, atesto/aprovação, registro e
revisão ou auditoria;
Acórdão n° 1094/2013 – Plenário

Existe “Responsabilidade solidária daquele que designa o fiscal do contrato e não lhe dá os meios
necessários para o exercício das suas atribuições”.

Precedentes citados: Acórdãos n.os 476/2008, 606/2009, 678/2009, 737/2009, 913/2009, 1.278/2009,
2.580/2009 e 2.673/2009, todos do Plenário. Acórdão n.º 319/2010-Plenário, TC-003.196/2001-9, rel. Min.
Walton Alencar Rodrigues, 03.03.2010.

[…] na percepção de Aragão (2010, p. 224), tem-se que, ipsis verbis:

[…] os princípios de controle interno que devem ser observados pelas unidades e
entidades públicas e monitorados pela auditoria interna governamental [são:] a
relação custo versus benefício, a qualificação adequada e o rodízio de
funcionários, a delegação de poderes e a definição de responsabilidades, a
existência de manuais de rotinas e procedimentos, a segregação de funções e a
aderência a diretrizes e normas legais.

Fonte: ARAGÃO, Marcelo Chaves. A avaliação de controles internos pelas auditorias do


TCU. In: OLIVEIRA, Adelino Fernandes de et al. Auditoria interna e controle governamental.
Brasília: Tribunal de Contas da União, 2010.

9.20. dar ciência [...] quanto às seguinte falhas:

9.20.1. à necessidade da substituição de fiscais e auxiliares de fiscalização dos contratos que


estejam na situação de terceirizados ou outra análoga, não efetiva, por servidores do quadro de
pessoal […] e que não tenham participação direta ou indireta com a licitação que originou o
contrato a ser fiscalizado, de forma a atender ao princípio de controle de segregação de funções e
permitindo o aprimoramento do controle interno;

Acórdão TCU n° 100/2013 - Plenário

9.6.7. deve-se evitar a nomeação de mesmos servidores para atuar, nos processos de contratação,
como requisitante, pregoeiro ou membro de comissão de licitação, fiscal de contrato e responsável
pelo atesto da prestação de serviço ou recebimento de bens, em respeito ao princípio da segregação
de funções.

Acórdão n° 5.840/2012 – 2° Câmara


“Não faz sentido que o órgão executor e fiscalizador sejam o mesmo. Com fundamento no princípio da
segregação de funções, como garantia da independência da fiscalização, é fundamental que o agente
fiscalizador não seja ao mesmo tempo executor. Mais ainda, é essencial que o agente que fiscaliza detenha
independência e não tenha compromissos ou relações com o órgão executor. Atribuir a execução e
fiscalização a um mesmo agente seria ir contra todos esses princípios.” (Trecho do Relatório do Min. Marcos
Vilaça)
Acórdão nº 140/2007 – Plenário