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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MATO GROSSO - UNEMAT

FACULDADE DE EDUCAÇÃO E LINGUAGEM – FAEL


CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP
LICENCIATURA EM GEOGRAFIA

MUDANÇAS CLIMÁTICAS: O EFEITO NO MEIO URBANO

SINOP/MT

2019
MUDANÇAS CLIMÁTICAS: O EFEITO NO MEIO URBANO

Trabalho apresentado à disciplina Metodologia


Cientifica no curso Licenciatura em Geografia da
Faculdade de Educação e Linguagem da
Universidade Estadual do Mato Grosso.

DISCENTE: Dr. Almir Arantes

DOCENTES: Elma da Silva;


Joelma Nayara da Silva Garcia;
Sirlete Rangel Fidelis Perin.

SINOP/MT

2019
INTRODUÇÃO

Sabe se que o planeta está passando por um processo muito acelerado no que envolve a
relação homem e natureza. As mudanças climáticas que ocorrem nesse processo, são
ocasionadas pelas alterações que ocorrem no clima do planeta e existem registros científicos
que verificam essas alterações climáticas que ocorrem em nosso planeta.

Nas últimas décadas, o processo de mutação que envolve o clima do planeta vem se
agravando cada vez mais e os desafios que envolve as causas dessas mudanças são muitos e
isso afeta diretamente as condições relacionadas à saúde devido a essas mutações que envolve
o clima e o meio ambiente.

Nesse sentido, muitos são os efeitos que podem acarretar na saúde das pessoas, dentre
esses efeitos, a desenvolvimento de doenças é o que mais se agrava nessa perspectiva, a curto
prazo isso pode ser pouco perceptível, porém quando for retratado á uma escala mais longa,
isso se torna um potência que pode ser agravado e intensificado á uma grande proporção.

O homem é o principal causador desses efeitos naturais, devido as suas atividades


irresponsáveis que afeta a humanidade e isso prejudica a qualidade de vida da população e a
ascensão da economia de uma determinada região, por isso faz se necessário a discussão de
métodos preventivos para minimizar a elevação da degradação do meio ambiente.

Este presente trabalho, tem o propósito de discutir as mudanças climáticas e os


problemas ambientas e as consequências que essa premissa representa para sociedade,
propondo soluções preventivas em prol da preservação do meio ambiente.
DESENVOLVIMENTO

O estudo dos climas do passado da terra é a ciência da paleoclimatologia que nos diz
como o clima do planeta flutuou ao longo de milhões de anos para saber mais sobre os
problemas passados, os cientistas usam métodos indiretos ao invés de medições diretas.
O estudo das rochas e fósseis deu aos geólogos ferramentas para compreender e
reconstruir os climas passados em período de milhões de anos.
Os geólogos estudam os ambientes passado usando técnicas que vão de simples
observações de campo das características e composição de depósito rochosos até complexas
caras análises laboratoriais de amostras de rocha. Reconstituições climáticas que cobrem
milhões de anos indicam que o clima da Terra passou por ciclos de períodos mais frios e quente
do que hoje.
Ao examinarmos os registros climáticos em várias escalas vimos que o clima do
planeta tem ciclos de períodos mais quentes e mais frios, os cientistas avaliaram diversos
mecanismos naturais que afetam o clima da terra e que podem causar essas variações climáticas
cíclicas de longo prazo.
 Variabilidade solar;
 Os ciclos orbitais da terra;
 Posição Continental e topografia;
 Gases aerossóis atmosféricos;
 Retroalimentação climáticas e o balanço de carbono;
 O balanço de carbono da terra;
 Retroalimentação do vapor da água;
 Retroalimentação carbono clima;
 Retroalimentação CO2 intemperismo.
Mudanças climáticas nas regiões de clima subtropical Ártico e dito do hemisfério
norte solos e sedimentos permanentemente congelados conhecidos como permafrost, cobrem
cerca de 24% da área da inércia com a temperatura na Antártica subindo. Atualmente as
temperaturas do solo estão aumentando causando o descongelamento das permafrost resultando
nas alterações da superfície terrestre.
A medida em que os verões vão ficando mais quentes no Ártico a irradiação de calor
através do chão descongelando as camadas da permafrost intensificando a decomposição da
matéria orgânica liberando o gás de efeito estufa, o dióxido de carbono e metano, que absorvem
a radiação de ondas longas emitida e irradiam de volta para terra intensificando o efeito estufa
e levando ao aquecimento atmosférico.
Entre 1993 e 2010 a elevação do nível médio dos mares se deu a taxa de 3,2 mm/ano,
fazendo com que as marés altas e as ressacas avancem sobre áreas urbanizadas apressando os
processos de erosão Costeira.
O dióxido de carbono CO2 produzido por atividades humanas está intensificando o
efeito estufa natural do planeta, essas fontes naturais têm contribuído para o CO2 atmosférico
há mais de 1 bilhão de anos sem ser afetado pela presença dos seres humanos. A principal fonte
antropogênica é a queima de combustíveis fósseis, carvão, petróleo e gás natural que aumentou
drasticamente nos últimos séculos adicionando-se as concentrações de gás de efeito estufa já
existentes.
Com o crescimento da população no século XX as emissões de CO2 aumentaram dez
vezes ou mais a queima de combustíveis fósseis como fonte de energia foi a que mais contribuiu
para esse aumento com efeitos secundários vindo do desmatamento e queimadas para a
urbanização e a agricultura.
As evidências de mudanças climática vem de uma variedade de medições que
comprovam tendências globais do último século. Dados coletados de estação meteorológicas,
satélite em órbita, balões meteorológicos, navios, boias e aeronaves confirmam a presença de
uma porção de indicadores-chave.
Novas evidências e relatórios sobre mudanças climáticas estão surgindo regularmente,
boas fontes para as últimas atualizações sobre ciência das mudanças climáticas são U.S global
Change Research painel intergovernamental sobre mudanças climáticas.
Os indicadores mensuráveis que comprovam inequivocamente o aquecimento
climático:
 Aumento da temperatura na superfície terrestre e oceânica e na troposfera;
 Aumento das temperaturas da superfície do mar e da quantidade de calor do
oceano;
 Derretimento de gelo glacial e do gelo marinho;
 Elevação do nível do mar aumento da umidade.

Os cientistas concordam que as concentrações crescentes de gases de efeito estufa na


atmosfera são a causa principal dos aumentos recentes da temperatura mundial.
As emissões CO2 associada à queima de combustíveis fósseis, carvão, petróleo e gás
natural aumentaram com o crescimento da população humana, e a elevação do padrão de vida.
Os cientistas monitoram a quantidade de carbono queimada pelos seres humanos em período
de anos ou décadas ao estimar a quantidade de CO2 liberada por diferentes atividades.
Cientistas utilizaram isótopos de carbono para determinar com mais precisão o CO2
atmosférico emitido por combustíveis fósseis. A base desse método é que o carbono fóssil
formado há milhões de anos, contém quantidades baixas de isótopos de carbono C13 e nada de
isótopos radioativo de carbono C14, com sua meia-vida de 5.730 anos. Quando a concentração
de CO2 produzido por combustíveis fósseis sobre a proporção de C13 e C14 cai sensivelmente.
Os cientistas descobriram a proporção decrescente de C14 no CO2 atmosférico nos anos
de 1950, a medição regular desse isótopo de carbono começou em 2013 mostrando que a maior
parte do aumento de CO2 vem da queima de combustível de fósseis.
A contribuição de cada gás de efeito estufa para o aquecimento da atmosfera varia
dependendo dos comprimentos de onda e de energia que o gás absorve e o tempo de residência
do gás o tempo em que fica na atmosfera. Os principais gases de efeito estufa da atmosfera
terrestre são: vapor da água (H2O) dióxido de carbono (CO2) metano (CH4) óxido nitroso (N2O)
e gases halogenados.
O termo forçante radiativa também chamado de forçante climática, descreve a
quantidade em que uma perturbação faz com que o balanço energético da terra se desvie de
zero, uma forçante positiva indica uma condição de aquecimento, uma forçante negativa indica
resfriamento.
Um modelo climático é uma representação matemática dos fatores interatuantes que
compõem os sistemas climáticos do planeta, incluindo a atmosfera, os oceanos e toda terra e
gelo.
Alguns dos modelos climáticos computadorizado mais complexos são os modelos de
circulação geral, (MCGS, ou GCMS na sigla em inglês), baseados em modelos matemáticos
criados para previsões meteorológicas.
Os cientistas podem utilizar o MCGS para determinar os efeitos relativos de diversos
forçantes climáticas sobre a temperatura, uma questão que os cientistas tentam responder é o
forçamento radiativo positivo tem causas naturais ou antropogênicas?
Os MCGS não preveem temperaturas específicas, mas oferecem diversos cenários
futuros para o aquecimento global. Os mapas gerados por MCGS tem boa correlação com os
padrões de aquecimento global observados desde 1990, e diversos cenários de previsão por
MCGAO foram usados por IPCC para prever a mudança de temperatura neste século.
Em 2012, os cientistas da NDAA desenvolveram cenários para elevação do nível dos
mares com base nas perdas atuais dos mantos de gelo junto às perdas de geleiras de montanhas
e calotas de gelo em todo mundo.
Esses modelos previam uma elevação do nível dos mares de 2 m até 2100, no extremo
superior da faixa sendo 1,2 m a previsão intermediária. Nos Estados Unidos o nível do mar está
subindo mais rapidamente na costa leste do que na oeste. os efeitos da elevação do nível do mar
variam de local para local com algumas regiões do mundo mais vulneráveis do que outras.
Mesmo uma pequena elevação do nível do mar causaria níveis mais altos de água,
marés mais altas, tempestades mais fortes em muitas regiões, particularmente impactantes em
deltas de rios, em áreas agrícolas em planície costeira e áreas continentais baixa.
Em 1997, em fase de ameaça crescente do aquecimento global acelerado e das
mudanças climáticas associadas 84 países assinaram o protocolo de Kyoto Japão, um acordo
internacional juridicamente vinculante inserido no marco da convenção-quadro das Nações
Unidas sobre mudanças climáticas que fixa metas específica para reduzir as emissões de efeito
estufa. Os Estados Unidos estavam entre país signatários, no entanto nunca ratificaram o
tratado. Desde a época dessas advertências climáticas e políticas iniciais, a ciência das
mudanças climáticas progrediu e a questão da mudança climática provocada pelos humanos
passou de um debate científico e público para um conselho científico.
A divergência assumi duas formas: primeiro conflito sobre se a mudança climática
realmente está ocorrendo, e segundo desacordo sobre se sua causa é antropogênica. O
combustível para o debate contínuo sobre esse tópico parece vir ao menos em parte, da
cobertura da mídia, que por vezes tende a refletir influência de grupos com interesses especiais
e alguns erros advém da simples interpretação equivocada dos fatos. As informações erradas da
mídia seguidamente originaram-se de interesses corporativos cujos ganhos financeiros estarão
em xeque se forem impostas soluções para mudanças climáticas. A lição é que ter uma posição
informada sobre as mudanças climática exige uma compreensão das leis físicas e operação
sistêmicas da terra, além de ter em mente as evidências científicas e a pesquisa em andamento.
No centro da discussão de mudanças climáticas está a quantidade de gás carbônico
(CO2), só há vida na terra por causa dele, a temperatura do planeta varia de acordo com a
quantidade de carbono na atmosfera e vice-versa, se dependêssemos só da quantidade de luz
solar que terra recebe e reflete a nossa temperatura média seria de
– 18ºC, O que mantém a temperatura confortável são justamente os gases como gás carbônico
e metano que retém a energia vinda do sol na forma de raios infravermelhos na atmosfera, antes
deles serem refletidos de volta para o espaço.
A atmosfera e a temperatura da terra sempre variaram entre 50 e 70 milhões de anos
atrás e a concentração de gás carbônico já foi duas vezes maior que a atual e a temperatura
média do planeta era de 9 a 14ºC mais alta. Mas no último milhão de anos a quantidade de gás
carbônico baixou, ou melhor, tinha baixado, mas quando começamos a usar combustíveis
fósseis como petróleo e carvão desenterramos o carbono preso no solo e aumentamos
artificialmente a concentração de carbono no ar para mais de 400 partes por milhão, pela
primeira vez desde que os humanos surgiram no planeta esse gás carbônico a mais retém o calor
equivalente a 5 lâmpadas de natal acesas por metro quadrado do planeta, segundo a analogia
que Cláudio Ângelo fez em a espiral da morte.
O resultado é que a temperatura média do planeta subiu quase 1ºC nos últimos 50 anos,
as geleiras do ártico já bateram recorde atrás de recorde de derretimentos, o nível do mar
subindo destroem ilhas do pacífico e ameaçam cidades costeiras e até as aves estão perdendo
imigração porque as plantas começaram a florescer mais cedo.
Um grupo científico o painel intergovernamental sobre mudanças climáticas IPCC
testou várias culpados, flutuação da temperatura natural da terra, variação de luz do sol que
recebemos, raios cósmicos, vulcões, todas as forças naturais que influenciam o clima, mas
mesmo juntos não explicam o aquecimento dos últimos 50 anos, só explicamos esse
aquecimento considerando a ação humana e a liberação de CO2 nos últimos 200 anos.
Isso é tão certo que no relatório de 2007 do IPCC foi categórico as evidências de que
nós afetamos o clima mundial e que somos uma força geológica, na década de 1970 cientistas
mostraram que a poluição liberada pela indústria causava a chuva ácida e a morte de peixes e
plantas, mais um grupo de especialistas questionaram as evidências e adiaram até 1990 as leis
de controle de poluição americanas, o mesmo aconteceu com a ligação do CFC
(clorofluorcarboneto) (aerossóis) e a destruição da camada de ozônio na década de 80.

Em 1900, quando a população global era de 1,6 bilhão, somente 13% da população
vivia em áreas urbanas (cerca de 200 milhões). Hoje, mais da metade da população mundial
(3,6 bilhões) vive em cidades. Em 2050, é esperado que a população urbana cresça de 5,6 para
7,1 bilhão, ou de 64 para 69% da população mundial.
A Organização das Nações Unidas estima que o Brasil terá 91% de sua população
vivendo em áreas urbanas em 2050 (ONU, 2014). Isso significa a criação massiva de
infraestrutura urbana com elevado consumo de energia. O aumento populacional associado a
uma elevada taxa de urbanização fará com que as cidades se tornem, portanto, os principais
vetores do aumento das emissões de gases do efeito estufa. As cidades estão bem preparadas
para contribuir de forma significativa para a redução da emissão de Gases do Efeito Estufa
(GEE).
As cidades atualmente já consomem 70% da energia primária mundial com a
consequente emissão de gases do efeito estufa, o que contribui para o agravamento do
aquecimento global (ECF, 2014 ). Assim, os esforços na mitigação das emissões de gases do
efeito estufa precisam contemplar o potencial das cidades e, em especial, o uso mais eficiente
da energia e sua geração de forma distribuída, usando principalmente as fontes renováveis
disponíveis.
O setor de transporte é outro que tem uma enorme contribuição nas emissões urbanas
por conta do uso excessivo de veículos particulares na mobilidade. O aumento da infraestrutura
para oferta de transporte público e a melhoria de sua qualidade induziria a população a deixar
de usar o carro em seus deslocamentos.
Recentemente, tanto o documento resultante da Conferência das Nações Unidas para
o Desenvolvimento Sustentável, Rio + 20, denominado “O Futuro que Queremos” (UNCSD,
2012) como os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), incluem tópicos específicos
em relação às cidades.
Nesse sentido:
O transporte sustentável auxilia no crescimento econômico e na acessibilidade, sendo,
portanto, um meio de se atingir a equidade social, melhorar a saúde e a resiliência das
cidades. Sabemos que a mobilidade desempenha um papel crucial da qualidade de
vida urbana e é um fator chave para a construção de uma cidade dita sustentável. A
busca por um sistema de transporte adequado a uma nova realidade inclui novas
tecnologias, tanto de veículos como combustíveis e infraestrutura, mas também novas
práticas e padrões de consumo. (PBMC.COPPE, 2017, P. 29)

Com isso, o papel das cidades é crucial para os esforços globais de mitigação e
adaptação. A Agência Internacional de Energia estima em sua pesquisa mais recente que as
áreas urbanas são responsáveis por 71% das emissões globais de carbono relacionadas a energia
(EIA, 2008). Esse percentual vai crescer de acordo com as tendências de urbanização
(ROSENZWEIG et al., 2010; ROSENZWEIG et al., 2011b).
Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, está prevista uma
maior frequência de ondas de calor em áreas urbanas, com maior intensidade e duração. Além
disso, pode-se prever uma deterioração da qualidade do ar e o aumento de áreas de risco, em
especial nas cidades tropicais, cada vez mais sujeitas às chuvas intensas que podem provocar
escorregamentos de encostas e alagamentos (RIBEIRO, 2008).
Como a crescente urbanização tem implicações significativas para as mudanças
climáticas, qualidade do ar, disponibilidade e qualidade da água, uso da terra e gestão de
resíduos, se políticas certas são postas em prática, a atual onda de rápida urbanização oferece
uma oportunidade sem precedentes para criar cidades sustentáveis, habitáveis e dinâmicas
(OECD, 2014).
Os impactos climáticos têm consequências potencialmente graves para a saúde
humana e meios de subsistência, especialmente para a população urbana mais pobre,
assentamentos irregulares e outros grupos vulneráveis.
A elevação das temperaturas nas cidades, que devem ter dias e noites mais quentes em
maior quantidade, repercute na qualidade de vida e exige uma revisão do uso das edificações,
bem como seu redimensionamento. Parte expressiva da população brasileira que vive em áreas
de risco estará mais sujeita aos impactos das mudanças climáticas.
Neste relatório, foi escolhido o primeiro conceito pela importância de se apresentar
como a supressão de ecossistemas, desencadeada pelo crescimento urbano desenfreado, reduz
a resiliência das cidades. Um ecossistema bem definido possui fortes interações entre seus
componentes, atuando de forma crucial na facilitação de transformações necessárias para
manter o ambiente urbano saudável.
A falta de informação e conhecimento sobre a importância dos serviços ecossistêmicos
pode levar a decisões equivocadas que envolvem perdas significativas de capital natural. Vale
destacar que os custos de restauração são muito mais altos do que aqueles relacionados à
preservação.
Assim, os impactos do clima passam a ser um grande desafio na manutenção dos
ecossistemas, uma vez que poderão afetar a resiliência de áreas com alto número de espécies
endêmicas e altamente ameaçadas pela perda de habitat e por outras atividades humanas, ou os
chamados hotspots (HAASE et al., 2014).
E, em conjunto com a pressão antrópica, as mudanças climáticas não oferecem um
futuro promissor à biodiversidade no Rio de Janeiro, por exemplo, em cujo atual cenário já
existem espécies da fauna e flora vulneráveis ou criticamente ameaçadas de extinção. Espécies
hoje consideradas “criticamente ameaçadas” poderão ser extintas num futuro próximo, ao passo
que espécies “ameaçadas ou vulneráveis” irão se tornar muito mais raras (GIOVANINNI,
2011).
A proximidade de grandes cidades das zonas costeiras também pode aumentar a
vulnerabilidade dos ecossistemas em relação ao aumento do nível do mar, por conta de riscos
de erosão costeira e inundações (resultantes de eventos extremos como ressacas, ventos fortes
e chuvas) (AVELAR; NETTO; DÓRSI, 2011).
Segundo o IPCC, as alterações climáticas terão impactos profundos sobre o amplo
especto das funções, infraestruturas, serviços e edificações urbanas (IPCC, 2014a). A
vulnerabilidade desses sistemas às mudanças climáticas varia de acordo com seu grau de
desenvolvimento, resiliência e adaptabilidade (IPCC, 2007). Os estresses climáticos poderão
resultar em efeitos-cascata ao longo dos diferentes sistemas urbanos de infraestrutura, que são
interdependentes entre si (HUNT e WATKISS, 2011; IPCC 2014a). Por exemplo, os eventos
climáticos extremos de precipitação, frequentemente associados a fortes vendavais, descargas
elétricas atmosféricas, e atribuídos pelo IPCC às mudanças climáticas por ação antrópica,
provocam danos na rede aérea de distribuição de energia, subestações e transformadores.
Além do aumento populacional, outro fator que altera diretamente a demanda por
energia nas cidades é o aquecimento global. O aumento da temperatura do ar intensifica o
consumo de eletricidade na medida em que eleva a necessidade de condicionamento do ar. Nas
cidades, a sensação térmica é ainda agravada pelo fenômeno de ilhas de calor, no qual a
temperatura média nas regiões urbanas fica acima da temperatura observada nos municípios
vizinhos, menos urbanizados.
As mudanças climáticas podem também afetar diretamente a oferta de energia no país.
Em um cenário no qual o consumo de energia tende a aumentar significativamente, é necessário
um planejamento visando a segurança energética. Gerada a partir do aproveitamento do fluxo
das águas, a quantidade de energia produzida por meio da geração hidrelétrica está
intrinsicamente ligada à disponibilidade de água. Os ciclos hidrológicos variam naturalmente
durante os anos, impactando diretamente a geração de energia, como já aconteceu no Brasil
durante o apagão em 2001.
O Brasil conta com mais de 125 mil km de linhas de transmissão e distribuição, sendo
a grande maioria linhas aéreas (ONS, 2014). Esse formato é o mais utilizado quando comparado
às linhas subterrâneas, pela facilidade e, consequentemente, pelo custo reduzido de instalação.
A complexidade e a importância da energia elétrica no desenvolvimento e manutenção das
cidades fazem deste um setor prioritário para ações de adaptação, e que necessita o
envolvimento das esferas municipal, estadual e federal, a fim de reduzir sua vulnerabilidade
frente às mudanças climáticas.
Com déficit habitacional de 5.430.562 moradias (CBIC, 2015), os grandes centros
urbanos brasileiros são marcados pelo seu crescimento rápido e desordenado. A ocupação de
áreas de risco, desencadeada pela especulação imobiliária, por sua vez, fruto do
desenvolvimento infrene das cidades, somados aos regimes de chuva intensos configuram um
dos maiores problemas enfrentados pelos munícipios anualmente.
O defasado sistema de drenagem frente ao crescimento acelerado das cidades
configura-se ainda como causa principal das enchentes, em especial na região central
do município de São Paulo (INPE, 2010). De acordo com o IBGE, 37,1% dos
municípios brasileiros foram atingidos por alagamentos entre 2008 e 2012, enquanto
895 municípios foram vítimas de desabamentos no mesmo período.
(PBMC.COPPE, 2017, p.48 )

Outro ponto relevante envolvendo mudanças climáticas e edificações é a questão do


conforto térmico. No Brasil, a preocupação com o bem-estar ambiental nas edificações veio em
2005 com a publicação da NBR 15.220 sobre o desempenho térmico de edificações, da
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Outra preocupação quanto às edificações
frente ao aquecimento global diz respeito à resistência da infraestrutura urbana diante do
aquecimento global.

Um dos eventos climáticos extremos mais inesperados ocorridos no Brasil aconteceu


em março de 2004 na região sul brasileira. O Catarina, que deixou 9 mortos, diversos feridos e
perdas da ordem de 1 milhão de dólares, foi o primeiro furacão documentado no oceano
Atlântico Sul, região que até então era tida como livre desse tipo de evento (MARENGO, 2010).
Com 400 quilômetros de extensão, o fenômeno atingiu 40 cidades com ventos de até 180 km/h,
destelhando e destruindo 38 mil casas.
As mudanças de temperatura e balanço de radiação na atmosfera interferem
diretamente no ciclo hidrológico (PBMC, 2014b). Com a projeção de aquecimento da superfície
terrestre ao longo do século XXI, prevista sob todos os cenários de emissões, o IPCC declara
que é muito provável que eventos extremos de precipitação ocorram com maior frequência e
intensidade, além de que, ondas de calor sejam mais prolongadas (IPCC, 2014c).
O IPCC aponta que as mudanças climáticas poderão reduzir a qualidade da água
devido a interações entre altas temperaturas e variações de precipitação (médio nível de
evidências e alta concordância) (IPCC, 2014b). O impacto poderá ocorrer pela redução da
dilução dos poluentes provenientes do esgoto durante os períodos de estiagem ou elevação da
turbidez e contaminação fecal da água, em decorrência do aumento de sedimentos e detritos
arrastados por chuvas mais pesadas.
Os impactos relacionados à falta de água tendem a ser mais críticos nas áreas urbanas.
Dentre os usos consultivos da água, ou seja, aqueles que reduzem sua disponibilidade, a
quantidade destinada para o abastecimento urbano representa 22% do total da vazão retirada no
Brasil. É a maior demanda depois da irrigação, equivalente a 55% do total captado (ANA,
2015).
As situações de maior déficit ocorrem no Semiárido nordestino. Além de apresentar o
menor nível de chuva do país e altas temperaturas, a região sofre grande influência de eventos
El Niño-Oscilação Sul (ENOS). As situações de maior déficit ocorrem no Semiárido
nordestino. Além de apresentar o menor nível de chuva do país e altas temperaturas, a região
sofre grande influência de eventos El Niño-Oscilação Sul (ENOS).
Como parte do diagnóstico, o Atlas Brasil projetou um incremento de 45 milhões de
habitantes nas cidades brasileiras entre 2005 e 2025, com um aumento de 28% na demanda
média do abastecimento urbano de água. Com os cenários futuros de elevação da temperatura,
o consumo per capita tende a crescer ainda mais devido à maior necessidade de refrigeração e
consumo humano, além de aumentar as taxas de evaporação nos reservatórios de
armazenamento.
Além de indicarem maior ocorrência de secas em locais já vulneráveis (média
confiança), as projeções do IPCC apresentam também a possibilidade de incremento
da precipitação média anual em regiões de alta latitude por volta do final deste século
(evidências robustas, alta concordância) – (IPCC, 2014a) Cenários semelhantes a esse,
levariam a um significativo aumento das quantidades de efluentes e água pluvial que
chegam às redes coletoras, com potencial sobrecarga no “sistema formal” de
saneamento básico. Esse tipo de sistema, concebido de forma planejada como parte
da gestão pública das cidades, compreende redes de tubulações e estações de
tratamento com as funções de coleta, transporte, tratamento e disposição dos esgotos
domésticos e efluentes industriais. (PBMC.COPPE, 2017, p. 62)

Na ausência da infraestrutura pública, podem ser utilizadas soluções individualizadas


de esgotamento sanitário, tais como fossas sépticas e poços “sumidouros”, combinadas ou não
com um filtro anaeróbio, além de estações compactas para o tratamento localizado de esgotos
(VOLSCHAN JUNIOR, 2011). Os sistemas formais e informais de esgotamento sanitário têm
capacidades diferentes de responder ao stress dos impactos das mudanças climáticas). Os
sistemas públicos de saneamento tendem a ser providos de mais recursos intelectuais e
financeiros, o que lhes confere uma posição vantajosa para o planejamento de medidas de
adaptação. No entanto, sua capacidade de resposta pode ser prejudicada pela inflexibilidade nas
estruturas de governança e/ou questões políticas).
As relações entre o clima e a saúde vêm sendo observadas desde os primórdios da
civilização, até que evidências sobre o aumento na temperatura global nas últimas décadas
levaram a Organização Mundial da Saúde (OMS) a reconhecer as mudanças climáticas como
um dos maiores riscos à saúde humana no século XXI (WHO, 2002, 2016; ECHEGARAY e
AFONSO, 2014). Os efeitos das mudanças climáticas na saúde são predominantemente
negativos e afetam mais fortemente países de baixa renda, onde a capacidade de adaptação é
mais fraca, mas também sobre os grupos mais vulneráveis nos países desenvolvidos (HAINES
et al., 2006).
Em 2010, uma onda de calor atingiu a baixada santista, levando 32 idosos à morte.
Todas as vítimas já possuíam problemas crônicos de saúde, mas, de acordo com a Secretaria de
Saúde, a desidratação levou à piora dos quadros já existentes, levando ao óbito. No dia do
incidente, os termômetros marcavam 39oC (Nobre et al., 2011).
Da mesma forma que as variações de temperatura e umidade alteram a dinâmica da
atmosfera, elas também interferem nos processos biológicos que regulam o metabolismo de
pragas urbanas e insetos vetores transmissores de doenças infecciosas. Segundo a Organização
Mundial da Saúde (OMS), temperaturas acima de 29oC provocam um acréscimo na capacidade
vetorial do mosquito da dengue (Aedes aegypti).
Diante disso, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a Fundação Oswaldo
Cruz finalizaram em 2005 uma pesquisa sobre a vulnerabilidade das regiões do Brasil para a
ocorrência de sete doenças endêmicas suscetíveis às alterações do clima. O Estudo conclui que
“as doenças infecciosas endêmicas de maior relevância no Brasil, com relação à mudança
climática, são a Febre da Dengue e a Malária” (FIOCRUZ, 2007).
É importante ressaltar que “os registros epidemiológicos existentes no país sobre as
relações entre clima e saúde pública referem-se a observações de impactos da variabilidade
natural do clima, e não à mudança climática global” (CONFALONIERI; MARINHO;
BARATA, 2011).
É importante que o planejamento das cidades inclua o conhecimento das
vulnerabilidades existentes e riscos associados à ocorrência de eventos extremos climáticos.
Sabe-se que o custo associado ao desenvolvimento urbano em geral é alto. Contudo, assim
como na questão da mitigação, não agir em adaptação custará muito mais no futuro. O ideal é
que as cidades sejam remodeladas e planejadas de acordo com as prioridades existentes, visando
torná-las resilientes às mudanças climáticas.
Considerações Finais

Diante do contexto apresentado sabe se que a ação humana é a principal força


responsável pelo desequilíbrio ambiental no nosso espaço geográfico, esses problemas
ambientais começaram a se proliferar a partir da primeira revolução industrial com o
surgimento de novas fontes de energia e com os novos métodos de trabalhos que foram
utilizados pelas indústrias que surgiram na época.
Com a industrialização, os processos produtivos tiveram a necessidade de utilizar cada
vez mais fontes energéticas, tais como, o petróleo, o carvão mineral, e os biocombustíveis. A
partir disso, o processo de aquecimento global tem-se mantido constante e ao mesmo tempo
intenso, em quantidades crescentes. Diante desta situação, tem sido comum a ocorrência de
eventos climáticos extremos, cujas consequências têm sido as mais diversas, indo deste os
prejuízos económicos, passando pelas perdas de vida decorrentes de inundações, furacões,
ondas de frio ou de calor.
Apesar de haver diversas conferências das nações unidades em prol de ratificar a
acordos para minimizar os meios poluentes e os impactos ambientais em nosso planeta, algumas
nações são resistente para assinar os tratados internacionais, pois de acordo com seus
argumentos essa fator acaba prejudicando o desenvolvimento econômico, a china é um exemplo
disso, pois na maioria dos eventos, afirma que só aceita os acordos internacionais, caso os
Estados Unidos também se comprometam a reduzir a emissão de gases causadores do efeito
estufa.
A cooperação e a solidariedade são termos fundamentais para estas discussões, pois em
relação a dinâmica causa e consequência, observa-se uma verdadeira assimetria. Isto se dar pelo
fato de que os países em vias de desenvolvimento são os que têm sofrido as maiores
consequências destes problemas ambientais precedidos de eventos climáticos, no entanto, são
os que tem menos contribuído para os processos que têm interferido nas alterações climáticas,
ao passo que os mesmos apresentam uma maior vulnerabilidade diante dos eventos climáticos
extremos.
Os países subdesenvolvidos justificam que os países desenvolvidos deveriam assinar
tratados mais rígidos pois são os que mais contribuem com a poluição no ambiente terrestre.
REFERÊNCIAS

ABNT, 2005: NBR15220. Desempenho térmico de edificações. Associação Brasileira


de Normas Técnicas (ABNT). Disponível em: < http://www.slideshare.net/
patricialopes9480/nbr-15220 >. Acesso em: Setembro. 2016.

http://www.pbmc.coppe.ufrj.br/documentos/Relatorio_UM_v10-2017-1.pdf. Acesso
em 14 de Março de 2019.