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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

FACULDADE DE DIREITO

Lézio Elidio Jerónimo Gustavo

A DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA DAS SOCIEDADES


COMERCIAIS, ANÁLISE ARTIGO 87º DO CÓDIGO COMERCIAL

Nampula

2019
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

FACULDADE DE DIREITO

Lézio Elidio Jerónimo Gustavo

A DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA DAS SOCIEDADES


COMERCIAIS, ANÁLISE ARTIGO 87º DO CÓDIGO COMERCIAL

Nampula

2019
LISTA DE ABREVIATURAS

Al. - Alínea

Art.º - artigo

N º - número

CC – Código Comercial

CC – Código Civil

DL – Decreto-Lei

CRM - Constituição da República de Moçambique.


Índice

Introdução ..................................................................................................................................................... 2
1. Tema ..................................................................................................................................................... 3
2. Delimitação Do Tema ........................................................................................................................... 4
3. Problematização .................................................................................................................................... 5
4. Hipóteses ............................................................................................................................................... 6
5. Justificativas .......................................................................................................................................... 6
6. Objectivos ............................................................................................................................................. 7
a) Objectivo Geral ................................................................................................................................. 7
b) Objectivos específicos ...................................................................................................................... 7
7. Metodologia ......................................................................................................................................... 8
8. Referencial teórico ................................................................................................................................ 9
Noções gerais ............................................................................................................................................ 9
Conceito das autarquias locais .................................................................................................................. 9
Características das autarquias locais ....................................................................................................... 10
Autonomia das autarquias locais............................................................................................................. 10
Autarquia Local Como Representação do Estado................................................................................... 11
Tutela administrativa .............................................................................................................................. 11
Tipos de autarquias locais ....................................................................................................................... 12
Considerações finais .................................................................................. Error! Bookmark not defined.
9. Cronograma de actividades ................................................................................................................. 12
10. Referências bibliográficas ............................................................................................................... 14
Legislação ............................................................................................................................................... 14
Doutrina .................................................................................................................................................. 14
Introdução
Este documento é o resultado de um trabalho de pesquisa. O tema em estudo - A
Desconsideração Da Personalidade Jurídica Das Sociedades Comerciais, Análise Artigo 87º Do
Código Comercial.

O trabalho que se encontra composto por três partes, sendo eles: parte pré-textual, textual,
e pós-textual. No que tange a pré-textual é constituído por capa, página de rosto e índice.
Relativamente a parte textual é elencado por capítulos que são os seguintes: tema, onde se vai
identificar o tema a ser abordado e a ser pesquisado, qual é a questão em foque, será aqui onde
através de estudos sociais, se vai identificar o tema; Delimitação do tema, se vai delimitar onde o
tema irá abranger e qual é o seu campo de estudo, porem o tema em questão vai abarcar a área do
direito comercial; problematização será aqui onde vai se procurar os sintomas do problema e
origem deste, donde o problema é oriundo, desta feita o nosso problema se cingirá na questão do
legislador trazer a figura da desconsideração da personalidade jurídica das sociedades
comerciais; hipóteses que serão as possíveis respostas que se vai trazer em consonância com o
tema em alusão e demostrar quais serão as possíveis soluções das questões colocadas no tema;
justificativa, vai se procurar perceber e compreender porque a escolha do tema e qual é a sua
relevância pertinência e de seguida virá a parte dos objectivos dentre eles os gerais e specificos.

O mesmo trabalho que terá como tipo de pesquisa, a pesquisa bibliográfica e no discorrer
do trabalho se usará ou aplicará o método hermenêutico, isto visa interpretar a questão em foque,
onde a técnica de recolha de dados a ser usado será a de revisão bibliográfica, e a sua técnica de
processamento será de word 2013

2
1. Tema
A questão de A Desconsideração Da Personalidade Jurídica Das Sociedades Comerciais,
apesar de pouco discutido no ordenamento jurídico moçambicano.

Decreto-Lei nº 2/2005, de 27 de Dezembro, que aprova o Código Comercial (adiante, o “Código


Comercial”), fixa no seu artigo 87 as circunstâncias em que se verifica a desconsideração da
personalidade jurídica de uma sociedade comercial. Refira-se que este diploma sofreu alterações
através do Decreto-Lei nº 2/2009, de 24 de Abril e da Lei nº 23/2009, de 28 de Setembro, que
aprova a Lei Geral sobre as Cooperativas

Este documento é o resultado de um trabalho de pesquisa. O tema em estudo - Autonomia


Administrativa Das Autarquias Locais No Ordenamento Jurídico Moçambicano. Juridicamente,
as sociedades apresentam-se como autónomos sujeitos de direito. Isto implica uma separação
entre a sociedade e os respectivos sócios, nomeadamente uma separação de patrimónios – o
património dos sócios não se confunde, deste modo, com o da sociedade. Enunciado está aqui,
genericamente, o Princípio da Separação, de grande relevância prática e teórica nesta temática e
ao qual aludiremos repetidas vezes ao longo deste trabalho

Em Moçambique o processo de autonomização das autarquias traz um novo parâmetro de


relacionamento entre o governo central e o governo local, criando oportunidade de coabitação de
diferentes actores dentro do mesmo espaço político, com atribuições e competências distintas,
com um único objectivo, maior flexibilidade.

A escolha de uma abordagem sobre Autonomia Administrativa Das Autarquias Locais No


Ordenamento Jurídico Moçambicano, deve-se ao facto de registar-se algum esforço para
propiciar tomadas de decisões a nível local sem mesmo depender do Governo central. Este
processo passava pela reforma e redimensionamento do Estado. A concentração de estudos que
abordavam sobre a Autonomia Administrativa Das Autarquias Locais No Ordenamento Jurídico
Moçambicano estimula-nos a identificar outras perspectivas de análise, concretamente o da
coordenação dos órgãos do poder local com os órgãos locais do Estado, na sua jurisdição no que
concerne à gestão das infra-estruturas Municipais. Ora vejamos que as autarquias detêm uma
autonomia administrativa, patrimonial e financeira.

3
2. Delimitação Do Tema
O estudo destacado neste projecto de pesquisa vai inserir nas autarquias locais no
Ordenamento Jurídico Moçambicano. Em princípio é de referenciar que a escolha do tema, foi
devido a sua relevância jurídica, uma vez que este tema já foi, é e será de grande debate a nível
da área jurídica e penal.

O tema desta pesquisa intitula-se “a desconsideração da personalidade jurídica das sociedades


comerciais analise do artigo 87º do código comercial,”. Portanto insere-se no âmbito do Direito
Comercial, mas dentro do mesmo far-se-á referências de outros ramos de direito como é o caso
do Direito Civil. Nesta ordem de ideais, desde já salientar que durante vários primórdios até
então a sociedade tem sofrido danos que maioritariamente o nosso ordenamento jurídico pode
responder, apesar de estar tentando.

4
3. Problematização
O trabalho em causa vê imperioso analisar, de maneira aprofundada, a questão da
desconsideração da personalidade jurídica das sociedades comerciais. A personalidade jurídica
como avança a doutrina em consonância com a legislação, conceitua como sendo a
susceptibilidade de ser titular de direitos e cumpridor de deveres, para as pessoas físicas, adquire-
se no momento do nascimento completo e com vida, como reza o artigo 66 do Código Civil e,
para as sociedades comerciais, adquire-se a partir da data do respectivo acto constitutivo, como
reza o artigo 86 do CC (Código Comercial). Já constituída a sociedade comercial, ela
consequentemente tem ou recebe esta personalidade e vontade própria, autonomia e
separadamente dos seus sócios. A sociedade passa a agir e a responder por si própria.
Desconsiderar a personalidade jurídica é retirar da sociedade está figura de responder por si só
ou por si própria. É desfocar a sociedade comercial enquanto sujeito de direito, negar a definitiva
e precisamente a separação patrimonial existente entre o capital desta sociedade em causa,
enquanto sujeito do direito e o património de seu sócio, nas demais sociedades. Olhemos que
desta forma existe a disparidade ou divergência em questões de personalidade jurídica das
sociedades comerciais. Porem de uma forma superficial estaria o legislador a violar o princípio
da separação entre a sociedade e a sociedade. O fundamento desta desconsideração relativa e
concreta é que o afastamento legal e casuístico da personalidade jurídica pode em primeira vista
tornar inválido o acto constitutivo da sociedade, dissolver a sociedade, mas também tornar
ineficazes os actos realizados pela sociedade, todavia imputáveis aos sócios, em incumprimento
à função social e económica da sociedade.

Porem o grave problema é sobre a retirada da personalidade jurídica das sociedades comerciais,
afastando assim a questão da autonomia das sociedades comerciais. Porquê será que o legislador
trouxe esta figura a cima mencionada, o que esta por baixo desta acção do legislador ao retirar e
ao negar a personalidade jurídica das sociedades comerciais. Presta-se atenção que o artigo 86 do
cc dá a personalidade jurídica as sociedades comerciais e o artigo 87 do mesmo diploma a retira.
Qual será o fundamento basilar da retira ou da negação das personalidade jurídica das sociedades
comerciais? O que estaria por baixo deste a acção do órgão legislativo ao negar esta
personalidade?

5
4. Hipóteses
Muito bem vê-se que o legislador tentou de uma forma minuciosa reconhecer que em alguns
momentos a personalidade da sociedade pode servir: i) como instrumento de fraude e de abuso
de poder económico; ii) como meio de violação dos direitos essenciais do consumidor e do meio
ambiente; iii) como meio de prejudicar os interesses do sócio, do trabalhador da sociedade, de
terceiro, do Estado e da comunidade onde actue a sociedade; ou iv) na hipótese de falência da
sociedade do mesmo grupo de sociedades quando definido em legislação especial como reza o
artigo 87 do Código Comercial.

Quer se acreditar que o legislador ao trazer esta figura quer fazer responsabilização pessoal dos
sócios por via da desconsideração da personalidade jurídica da sociedade obedece ao princípio
da culpa ou da responsabilidade subjectiva, ou seja, é necessário que se demonstre que o (s)
sócio (s) terá (ão) agido com dolo ou com negligência na prática do acto ilícito que gera a
desconsideração

O mais prudente seria, o legislador em vez de chamar ou de intitular a desconsideração da


personalidade jurídica, melhor seria chamar de casos em que a sociedade comercial não responde
pelos actos dos seus sócios. Isto porque o legislador chamando desta forma, estaria a dar
impressão de a sociedade comercial já não existe e já não tem a personalidade jurídico, ou não é
um sujeito que tem direitos e deveres. Quer se acreditar que o titulo em si devia mudar.

5. Justificativas
O interesse pelo tema surge pelo facto da Desconsideração Da Personalidade Jurídica Das
Sociedades Comerciais, especificamente a estar directamente ligado ao direito comercial, sendo
este um ramo jovem e recente, e que para sua efectiva consolidação merecer maior destaque, em
várias perspectivas. Neste ponto de vista, pretende-se contribuir com algum subsídio numa área
nova e que merece destaque.

A questão deste tema foi através da necessidade, antes de tudo de entender sobre a
personalidade jurídica de uma determinada pessoa (singular ou colectiva), como ela é definida e
oque acontece relações jurídicas. Isto significa que, a partir do momento em que adquire
personalidade jurídica, a pessoa torna-se titular de direitos e de deveres.

6
Porem este estudo prende-se pela importância de se ter domínio da área comercial e como é que
as sociedades comerciais ganham e perdem a personalidade jurídica. Assim sendo, justifica-se
primeiro, por se inserir numa área nova que é o direito comercial, segundo por ser uma figura
nova que o legislador trouce e que merece uma detalhada analise, e por sua vez por esta
personalidade estar ligada as sociedades comerciais na qual ficam integrado seus sócios, porem
estes também têm a personalidade jurídica em distinção com as sociedades

A razão da sua opção da escolha baseou-se no facto de este tema fornecer elementos específicos
e relevantes para a compreensão da personalidade jurídica das sociedades e a sua perda, e
também pelo facto do seu foco estar centrado nas questões sobre a sociedade comercial, nos
processos da desconsideração da personalidade das mesmas

6. Objectivos

a) Objectivo Geral
Compreender o grau da efectivação, eficácia da desconsideração da personalidade
jurídica das sociedades comerciais, no tocante aos momentos de perda desta personalidade e a
separação patrimonial entre a sociedade e o sócio.

b) Objectivos específicos
•Compreender o conceito da personalidade jurídica no seio das sociedades comerciais e sua
posterior autonomização relativamente aos sócios;

•Compreender o mecanismo e quais são os critérios gerais usados no tocante a perda da


personalidade jurídica das sociedades comerciais

•Mostrar os espaços e oportunidades de coordenação, existente entre as sociedades comerciais e


os seus sócios, para os sócios se procurará compreender relativamente a gestão dos bens
integrantes na sociedade comercial;

•Compreender as responsabilidades das sociedades comercias e dos seus sócios, isto é, quando é
que a sociedade responde por si só e os seus sócios também;

•Verificar as vantagens e desvantagens da desconsideração da personalidade jurídica das


sociedades comerciais;

7
•Compreender os fins das Sociedades Comerciais, o seu destino principal.

7. Metodologia
Tipo de pesquisa

Neste projecto de pesquisa recorrer-se-á ao tipo de pesquisa bibliográfica, por ser vantajosa na
medida em que desenvolve, esclarece e modifica conceitos e ideias, permitindo a formulação
precisa de problemas ou hipóteses pesquisáveis, proporcionam uma visão geral acerca de
determinados factos, esperando encontrar qualquer coisa que explique o objectivo do trabalho
uma vez que procuramos questões bibliográficas tendo em atenção os manuais ou doutrinas e os
acontecimentos sociojurídicos, de modo a perceber o tema em questão.

Métodos aplicados e recolha de dados

Para tal recorrer-se-á ao método hermenêutico para tentar interpretar, até onde existe e se
efectiva a questão da desconsideração da personalidade jurídica das sociedades comerciais,
partindo do pressuposto de que uma sociedade comercial só pode ser autónoma se ter a
personalidade jurídica.

Ora, na técnica de recolha ou colecta de dados para o projecto de pesquisa recorrer-se-á a revisão
bibliográfica, uma vez que será necessário fazer ou revisar e procurar doutrinas e obras doutrinas
para tentar alancar as os dados fundamentais para o fazer;

Neste projecto de pesquisa, para a sua elaboração no que tange a questão de processamento e
tratamento de dados recorrer-se-á ao Microsoft word 2010.

Estratégias ou discussão de resultados

Porem no que tange a questão de estratégias ou discussão dos resultados, recorrer-se-á ao método
hermenêutico ou de interpretação, uma vez que se buscará chegar ao resultado final fazendo uma
interpretação dos dados e para discutir os resultados adquiridos.

8
8. Referencial teórico
Este capítulo apresenta o referencial teórico e conceitos que serviram de base para a
compreensão dos elementos discutidos neste estudo. O centro da discussão é a Desconsideração
Da Personalidade Jurídica Das Sociedades Comerciais 1

Noções gerais
As autarquias locais são pessoas colectivas públicas dotadas de órgãos representativos
próprios que visam a prossecução dos interesses das populações respectivas, sem prejuízo dos
interesses nacionais e da participação do Estado (Lei no. 6/2018, art. 1).2

Na sua raiz etimológica, o termo autarquia significa auto-suficiência, independência, isto


é, a característica daquele que se basta a si próprio, sendo ainda esse o sentido que o termo
possui no âmbito da sociologia ou da economia.3

Ora, independentemente da discussão sobre a substância do conceito, tem o seu interesse indagar
sobre a entrada e a fixação, doutrinária e legislativa, da expressão “autarquia local” em
Moçambique.

Segundo Marcello Caetano, a expressão “autarquias locais” não teria sido introduzida
entre nós pela doutrina, mas por via legislativa. Ainda assim, nas décadas seguintes, a expressão
“autarquias locais” não viria a merecer grande adesão, nem nas leis, nem na prática, onde
continuou a ser preferentemente utilizada a expressão “corpos administrativos.4

Conceito das autarquias locais


Diogo Freitas do Amaral, que define as autarquias loca como “pessoas colectivas
públicas de população e território, correspondentes aos agregados de residentes em diversas

1
CISTAC, GILLES, Manual de Direito das Autarquias Locais, Livraria Universitária, Universidade Eduardo
Mondlane, Maputo, 2001, pag 333
2
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE, lei nº 6/2018, lei das Autarquias Locais, Maputo, 2018, artigo 1
3
CISTAC, GILLES, Manual de Direito das Autarquias Locais, Livraria Universitária, Universidade Eduardo
Mondlane, Maputo, 2001, pag 343
4
CAETANO, MARCELLO, Manual de Direito Administrativo, Vol. I, 10ª Ed., Ver. e atualiz., 10ª reimp.,
Almedina, Coimbra, 2010, pag 234

9
circunscrições do território nacional e que asseguram a prossecução dos interesses comuns
resultantes da vizinhança mediante órgãos próprios, representativos dos respectivos habitantes5”

O conceito apresentado integra em abstracto um conjunto de seis elementos: a personalidade


jurídica, a representatividade dos órgãos, a comunidade de residentes, a circunscrição territorial,
os interesses locais e os poderes públicos autónomos, definidos e exercidos em condições de
auto-responsabilidade.

Características das autarquias locais


As autarquias locais são, antes de mais, pessoas colectivas de direito público. Todavia,
apresentam, à partida, um conjunto de traços distintivos no confronto com as demais pessoas
colectivas públicas, mesmo com aquelas que lhes estão mais próximas, as pessoas colectivas
públicas autónomas.

Na medida em que traduzem uma forma específica de administração autónoma, as autarquias


locais preenchem os requisitos básicos desta, que são os seguintes: a presença de uma
colectividade intra-estadual; interesses próprios; o autogoverno; responsabilidade própria; e o
facto de se situarem forçosamente no âmbito da Administração Pública.6

As autarquias são dotadas de uma capacidade de auto-administração, em que a sua


principal função é de prestar serviços públicos ou exercer outras actividades administrativa que
implique poderes próprios do Estado. É uma pessoa jurídica criada por uma lei específica e que
goza de uma autonomia de auto-governação para o desenvolvimento económico e social da
circunscrição territorial.7

Autonomia das autarquias locais


A “autonomia local”, é ”o direito e a capacidade efectiva das autarquias locais
regulamentarem e gerirem, nos termos da lei, sob sua responsabilidade e no interesse das
respectivas populações, uma parte importante dos assuntos públicos”. Pressupõe, o direito, de

5
AMARAL, DIOGO FREITAS DO, Curso de Direito Administrativo, 2ª Ed., Vol. I, Almedina, Coimbra, 1998.,
pag 432
6
CISTAC, GILLES, Manual de Direito das Autarquias Locais, Livraria Universitária, Universidade Eduardo
Mondlane, Maputo, 2001, pag 567
7
AMARAL, DIOGO FREITAS DO, Curso de Direito Administrativo, 2ª Ed., Vol. I, Almedina, Coimbra, 1998,
pag 458

10
participar na definição das políticas públicas nacionais que afectam os interesses das respectivas
populações locais; o direito de compartilhar com o Estado o poder de decisão sobre as matérias
de interesse comum e o direito de regulamentar, na medida do possível, normas ou planos
nacionais, de maneira a melhor adaptá-las às realidades locais.8

Nisto, as autarquias locais gozam de uma autonomia administrativa, financeira e


patrimonial, uma vez que se autogoverna, em pratica de actos definidos em sua área de
circunscrição territorial. Ela também tem a capacidade de criar, organizar e fiscalizar os serviços
destinados a assegurar a persecução das suas atribuições, como forma autónoma da
administração local. As autarquias locais também são capazes de elaborar e aprovar os seus
próprios planos de actividades e orçamento; elaborar as suas contas de gerências e dispor de suas
próprias receitas, em outras palavras, as autarquias locais tem autonomia de sustentar a si mesma
através de planeamentos e gerência de actividades do seu próprio território. Ela deve subsistir
através dos seus recursos e criar outros recursos para o progresso local (Lei no. 6/2018, art. 9).

Autarquia Local Como Representação do Estado


As autarquias locais são controladas através dos Órgãos do Estado Local (o Governo
Provincial ou Governo Distrital), que tem por objectivo primordial garantir a realização de
tarefas e programas económicos, sociais e culturais de interesse local e nacional, observando a
Constituição, as deliberações da Assembleia da República e as decisões do Conselho de
Ministros e dos órgãos do Estado de escalão superior (Lei no. 6/2018, art. 11). Esses órgãos
Locais são tidos como representantes do Estado, uma vez que, trata-se de uma forma indirecta de
Administração Pública pelo Estado.9

Tutela administrativa
A autonomia de que beneficiam as autarquias locais significa, igualmente, que não há
relação de subordinação hierárquica das autarquias locais ao Estado. Contudo, a não
subordinação hierárquica não significa que as autarquias locais se tornaram independentes do
poder central. Por outras palavras, a criação das autarquias locais não liberta o Estado da sua

8
AMARAL, DIOGO FREITAS DO, Curso de Direito Administrativo, 2ª Ed., Vol. I, Almedina, Coimbra, 1998,
pag 543
9
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE, lei nº 6/2018, lei das Autarquias Locais, Maputo, 2018, artigo 11.

11
responsabilidade global sobre o país e o funcionamento das diversas instituições
constitucionalmente existentes.10

Nestas condições, a existência de um controlo do Estado sobre as autarquias locais é um


elemento constituinte do próprio processo de descentralização. Contudo, é necessário que este
controlo seja organizado de maneira a respeitar o princípio de autonomia consagrado pela
própria Constituição

Tipos de autarquias locais


De acordo com a lei no 6/2018 art. 211 as autarquias podem ser categorizadas em
municípios (O município é o espaço territorial onde pode-se encontrar as cidades e vilas numa
autarquia. É a corporação estatal que tem por finalidade a administração de uma cidade ou vila .
Os municípios são dotados de poderes deliberativos, e a sua constituição interna por membros
eleitos por sufrágio universal, directo, igual, secreto, pessoal e periódico dos cidadãos eleitores
no respectivo círculo eleitoral. Os municípios são compostos por uma Assembleia Municipal,
Presidente do Conselho Municipal e o Conselho Municipal) e povoações (As povoações, são
autarquias locais designadas por postos administrativos, constituídos por uma Assembleia da
Povoação, Conselho da Povoação e Presidente do Conselho da Povoação. Como nos municípios,
as povoações são dotadas de poderes deliberativos, e a sua constituição interna por membros
eleitos por sufrágio universal, directo, igual, secreto, pessoal e periódico dos cidadãos eleitores
no respectivo círculo eleitoral), em que os municípios correspondem a circunscrição territorial
das cidades e vilas, enquanto as povoações, a circunscrição territorial da sede de posto
administrativo.

9. Cronograma de actividades

Ordem Actividades Período de execução Ano de


2019
25 De 28 De 1 De 2 De 5 De

10
CISTAC, GILLES, Institucionalização, organização e problemas do poder local. Livraria Universitária,
Universidade Eduardo Mondlane, Maputo 2012, pag 129
11
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE, lei nº 6/2018, lei das Autarquias Locais, Maputo, 2018, artigo 2

12
Março Março Abril Abril Abril
1 Revisão bibliográfica X
2 Definições de instrumentos X
de recolha de dados
3 Recolha de dados X
4 Processamento de dados X
5 Análise de dados X
6 Redacção X
7 Término do trabalho de X
pesquisa

13
10. Referências bibliográficas

Legislação
1. REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE, lei nº 6/2018, lei das Autarquias Locais, Maputo,
2818.

Doutrina
CISTAC, GILLES, Institucionalização, organização e problemas do poder local.
Livraria Universitária, Universidade Eduardo Mondlane, Maputo 2012.

CISTAC, GILLES, Manual de Direito das Autarquias Locais, Livraria Universitária,


Universidade Eduardo Mondlane, Maputo, 2001.

AMARAL, DIOGO FREITAS DO, Curso de Direito Administrativo, 2ª Ed., Vol. I,


Almedina, Coimbra, 1998.

CAETANO, MARCELLO, Manual de Direito Administrativo, Vol. I, 10ª Ed., Ver. e


atualiz., 10ª reimp., Almedina, Coimbra, 2010.

EVA MARIA LAKATOS e MARIA DE ANDRADE MARCONI, Fundamentos da


Metodologia Científica, 5ª Ed., Editora Atlas, São Paulo, 2003

FERNANDO CANASTRA, FRANS HAANSTRA e MARTINS VILANCULOS,


Manual de Investigação Científica da Universidade Católica de Moçambique, Instituto
Integrado de Apoio à Investigação Científica, Beira, 2015, p. 8

SEVERINO DOMINGOS DA SILVA JUNIOR e FRANCISCO JOSE COSTA,


Mensuração e escalas de verificação, São Paulo, Brasil,

14