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032 de Julho de 2018

TADEL – Pib Comodoro.

Os benefícios da Dor.
Jó.42.1-5
Para pensar.
Certamente tudo que Deus faz é para o bem, mas quando não vemos o bem, nossa reação natural é ficar
triste ou deprimido. Como podemos nos fortalecer com o sofrimento?
Esta é uma pergunta difícil de responder, especialmente em nossa época de exílio, quando não podemos
realmente entender o poder ou o por quê do sofrimento, frustração, tristeza, dificuldades e perdas. Foi-nos
prometido que na Era da Redenção, Deus enxugará todas as nossas lágrimas e eliminará a fonte de nosso
sofrimento. Além disso, não somente Deus eliminará estas lágrimas, como ao fazê-lo, Ele nos fará 1
entender como as lágrimas e sofrimentos foram em nosso benefício. A Bíblia nunca ensinou que
devemos buscar o sofrimento, e é óbvio que não o faremos por decisão própria. Entretanto, a Bíblia nos ensina
que há benefícios na dor. Mas a gente se pega perguntando; como algo tão negativo pode ser em nosso
benefício?

As dores são parte da escola de Deus para os seus filhos. São instrumentos do Seu amor por nós, muito
embora não consigamos entender. É preciso que se diga que as dores não são o fim de nossa vida. Elas têm
muito a nos ensinar. Elas podem ter tesouros escondidos que não vamos encontrar em nenhum outro lugar.
Costumamos reconhecer a vitória quando as portas são abertas, quando somos reconhecidos ou quando
somos de alguma forma aliviados. Na verdade, só reconhecemos a vitória no “final do capítulo”, mas
ignoramos e questionamos o modo como Deus o escreve. Isso para muitos é derrota. Em uma breve análise do
Novo Testamento, fica evidente que Deus usa muitos instrumentos para escrever Sua história, inclusive o
sofrimento de seus obreiros. Não poupou seu próprio Filho desse método, por que nos pouparia? O mais
importante é que também fica claro que a dor não necessariamente significa reprovação, e nunca significa o
abandono de Deus.
Vivemos em um mundo em que as pessoas fogem da dor, pois a vê apenas como algo negativo. Mas, a
dor em nosso corpo é um sinal de alerta. Sem dor não nos daria conta de muitos males. Há uma doença hoje
conhecida como "Mal de Hansen” ou “Hanseníase”, e há algo muito interessante sobre ela. Os danos pessoais
que o leproso experimenta são consequência indireta da doença. A Hanseníase afeta os nervos; causa uma
insensibilidade à dor, levando a pessoa atingida a não perceber feridos e outros problemas físicos. O resultado?
Sem este sinal de dor, o corpo é prejudicado a tal ponto que perde dedos, pés, braços, orelhas. Uma coisa tão
simples como a falta de circulação no pé, que causa uma pessoa normal a sentir o pé "formigando", pode levar à
morte circulatória do pé. "A dor do leproso", ou melhor, a falta de dor, causa grandes prejuízos físicos. A dor
em nossa vida nem sempre é negativa.
No entanto, o que aprender com a dor? Será que existem lições a serem aprendidas no tempo do
sofrimento? Há um personagem na Bíblia que tem muito a nós ensinar sobre os benéficos e as lições que
aprendemos com a dor. Seu nome é Jó.
O livro inicia com uma cena no céu onde Satanás aparece diante de Deus para acusar Jó. Ele insiste que
Jó apenas serve a Deus porque o Senhor o protege. Satanás pede então pela permissão de Deus para testar a fé e
lealdade de Jó. Deus concede a Sua permissão, mas apenas dentro de certos limites. Por que os justos sofrem?
Esta é a pergunta feita depois que Jó perde sua família, sua riqueza e sua saúde. Os três amigos de Jó (Elifaz,
Bildade e Zofar) aparecem para “confortá-lo” e discutir a sua enorme série de tragédias. Eles insistem que seu
sofrimento é em castigo pelo pecado em sua vida. Jó, no entanto, continua a ser dedicado a Deus por tudo isso e
afirma que sua vida não tem sido uma de pecado. Um quarto homem, Eliú, diz a Jó que ele precisa se humilhar
e submeter ao uso de dificuldades por parte de Deus para purificar a sua vida. Finalmente, Jó questiona o
próprio Deus e aprende lições valiosas sobre a Sua soberania e a sua necessidade de confiar totalmente no
Senhor. Deus então restabelece a saúde, felicidade e prosperidade para muito além do seu estado anterior. O
Livro de Jó nos ajuda a entender o seguinte: Satanás não pode nos afligir com destruição física e financeira sem
a permissão de Deus. Deus tem poder sobre o que Satanás pode e não pode fazer. Isso vai além de nossa

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capacidade humana de entender o “porquê” por trás de todo o sofrimento no mundo. O que o livro mais antigo
da Bíblia pode estar falando é que “o sofrimento é inevitável, mas o desespero opcional”. O Livro de Jó é a
palavra de Deus para os corações sofridos e o que podemos aprender com a dor em nossa vida.
Na dor, aprendo que…
Não há CRISE que Deus não possa REVERTER.
Jó aprendeu essa verdade! Ele disse: “Bem sei que tudo podes…”. v.2 Creia que para Deus nada é
impossível. Ele pode reverter quaisquer circunstâncias. Ele pode mudar qualquer cenário. Ele é o Deus de
milagres e que opera maravilhas! A Bíblia diz: “Para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas
são possíveis”. Mt.19.26
“Ah! Soberano Senhor, tu fizeste os céus e a terra pelo teu grande poder e por teu braço 2
estendido. Nada é difícil demais para ti.” Jr.32.17.
“A fé combina com você!”
Na dor, aprendo que…
Nada pode frustrar os planos de Deus.
Jó aprendeu essa verdade! Ele disse: “… E nenhum dos seus planos pode ser frustrado.”. v.2
O passar por provações faz parte dos planos de Deus para os seus filhos, especialmente como foi no
caso de Jó. Contudo, as provações permitidas por Deus serão sempre administradas por Ele. No caso de Jó, a
ação do diabo ficou restrita aquilo que lhe permitiu o Senhor: “E disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo
quanto ele tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do
Senhor.”. Jó 1.12
Foi por isso que, ao dizer nenhum dos seus planos pode ser frustrado, Jó entendia que sua vida não
estava solta, abandonada, jogada de um lado para o outro.
Muitos de nossos sonhos serão frustrados, muitas das coisas que esperávamos podem não se realizar.
Mas ainda assim, não devemos desanimar. O mais importante que Deus tem para as nossas vidas é a graça da
salvação através de Jesus Cristo. Precisamos crescer e muitas vezes a única forma disso acontecer é passarmos
por frustrações que, momentaneamente, nos causa insatisfação, desânimo, angústia, mas logo em seguida,
maturidade, discernimento e visão espiritual.
Ainda sim, Deus cuida de nós e permite que realizemos nossos sonhos, ainda que de maneira diferente
do que esperávamos, mas com certeza, da melhor maneira que poderia ser. Depois de passar por uma situação
de humilhação, Jó teve o dobro do que possuía e Deus permitiu que ele ainda tivesse mais dez filhos.
Nada foge ao controle de Deus. Em meio ao sofrimento muitas vezes nos perdemos na tentativa de dar
explicações, encontrar razões, entender os porquês. Nessa tentativa desenfreada de angústia interior acabamos
pensando e falando coisas acerca de Deus. Jó passou pela mesma situação que todos nós passamos, e a lição
que ele nos deixa é que qualquer que seja a situação que estejamos enfrentando, Deus pode todas as coisas e
seus planos são perfeitos (v.2).
É interessante observar as palavra de Jó: “Os teus planos não podem ser frustrados”. Em outras palavras
ele pode ter dito assim. Quais são os planos que você tem feito? Talvez você como eu quando lia esse texto
você se sentia forte e dizia: Ah! se eu tenho Deus então nada do que eu quero vai ser frustrado, vai dar errado,
mas se você prestou atenção no texto, Jó não estava se referindo a Ele, os planos que não serão frustrados são
os de Deus.
Nós não vamos a lugar algum por nossa conta própria. Porque não se trata de nós é o que Deus planejou
pra nós que não pode ser frustrado... E depois nós vemos nos versículos seguintes que Deus mudou a sorte de
Jó, e restituiu tudo o que ele havia perdido.
Deus quer nos mostrar que não importa o que você tem passado, quais são suas preocupações, não
importa o que Deus tem permitido que aconteça na sua vida, talvez seja problemas de enfermidade como teve
Jó, ou talvez você está em luto como também esteve Jó, talvez seus amigos te decepcionaram, e você se sente
só, como também esteve Jó. Talvez a sua vida não está como você havia planejado, mas Eu quero dizer que o
desejo do meu coração é que assim como Jó você possa dizer: Deus. Eu sei que tudo o Senhor pode, realiza na

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minha vida os teus planos. E que eu não te conheça só de ouvir, que os meus olhos possam contemplar a Tua
face.
Não é fácil ser forte nos momentos de provações, mas talvez você precise passar por tudo isso pra
reconhecer o poder de Deus, pra saber que Ninguém é mais poderoso do que Ele, talvez Deus queira te mostrar
que Ele não só escreve como também dirige a nossa vida. Tenhamos, portanto a exemplo de Jó a nossa fé
firmada no nosso Deus, e tenhamos a certeza da presença Dele na nossa vida, o tempo todo ao nosso lado.
O Senhor, no seu primeiro discurso, não se ocupou, diretamente, com o sofrimento de Jó, mas colocou-o
diante da sua inefável providencia. Nesta, até o sofrimento faz parte do mistério que, aos olhos do ser humano,
é inconcebível. Jó reconhece que se encontra diante do poder infinito e insondável de Deus que realiza o seu
querer sem a participação e intervenção alheias.
Nenhum dos propósitos do Senhor pode ser impedido. O Senhor é todo-poderoso Isto é uma
decorrência lógica. Se Deus é todo poderoso, nada, e ninguém, pode impedir que ele realize aquilo que 3
ele tem determinado.
Em Isaías 46.9-10 Deus diz: “Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não
há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de
acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá
de pé, farei toda a minha vontade”. Veja o que diz o Senhor: – “Lembrem-se das coisas passadas da
antiguidade, as coisas que eu anunciei, e como elas se cumpriram”.
Quando, conforme Gênesis 15, Deus falou com Abraão e lhe disse que seus descendentes iriam ficar no
Egito quatrocentos anos, e depois disto o Senhor os tiraria de lá e os conduziria a Canaã, onde habitariam como
uma grande nação. Ou quando, de acordo com o livro do Êxodo, o Senhor se manifestou a Moisés, e disse-lhe
que fosse ao Egito, porque Deus o usaria párea tirar o seu povo de lá, a despeito da dureza do coração do Faraó.
Quem foi o Faraó para resistir à determinação do Senhor?
Olhe para as páginas todas das Escrituras. Houve alguém que se levantasse contra o Senhor e frustrasse
os seus desígnios? O grande rei Senaqueribe, da Assíria? O poderoso Nabucodonosor, da Babilônia? Alguma
nação? Pôncio Pilatos, com Herodes, e todos os gentios?
No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada. Pensemos na conhecida profecia de Isaías a
respeito do nascimento de Jesus: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz a um filho que será chamado
Emanuel (Deus conosco)”. Is.7.14
Setecentos e cinquenta anos antes de Jesus nascer. Porque o Senhor é o Deus que anuncia as coisas que
irão acontecer, e realiza as coisas que anuncia. Ele faz toda a sua vontade. Leiamos mais um texto: “Estou
plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de aperfeiçoá-la até o dia de Cristo Jesus”.
Fp.1.6
Tudo o que Deus tem para a tua vida, e o que ele tem é bom, é pensamento de paz, e não de mal, ele há
de fazer. Nenhum dos planos dele será impedido. Nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do
futuro, nem vida, nem morte, nem enfermidade, nem pobreza, nada, nada impedirá os planos que Deus tem para
você, nada impedirá que todas as coisas contribuam para o seu bem.
O nosso Deus não é um Deus frustrado, para quem as coisas não dão certo. Ele é um Deus realizado,
feliz.
Na dor, aprendo que…
Falar com precipitação nunca vai aliviar o meu sofrimento.
Veja o que Jó diz no verso 3: “Na verdade, falei do que não entendia…”. v.3 Jó reconhece a sua
precipitação no falar. Ele reconhece que falou acerca de coisas que estavam muito além do seu conhecimento e
experiência.
A dor pode nos levar a falar muitas coisas movidas por aquilo que estamos sentindo. Quando estamos
com o peito encharcado pela dor, as palavras transbordam de nossos lábios sem muito cuidado. Falamos sem
entendimento, falamos precipitadamente. Culpamos a Deus, quando na verdade Ele está trabalhando em nós
para nosso bem.

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Diante desta experiência de passar pelo sofrimento e ouvir Deus, Jó conclui que nada era diante de
Deus, e, portanto, se arrepende de tudo o que pensou e falou – “Por isso, me abomino e me arrependo no pó e
na cinza.” (v.6).
Na dor, aprendo que…
Meu conhecimento sobre Deus pode ser superficial.
Jó aprendeu mais essa verdade! Ele disse: “Eu te conhecia só de ouvir falar…”. v.5 A despeito de Jó
ser um homem piedoso, temente a Deus, íntegro e que se desviava do mal, ele ainda não tinha profundas
experiências com Deus. O conhecimento que ele tinha de Deus era superficial.
Alguém que viveu um tempo de muito sofrimento declarou: “As grandes lições da vida não se aprende
nas festas. É no vale da dor que passamos a conhecer mais profundamente o Senhor.” 4
O salmista concorda com essa verdade ao dizer: “Foi-me bom ter sido afligido, pois assim
aprendi os teus mandamentos.” Sl.119.71
“A dor é pedagógica.” Queremos achar um motivo para as dificuldades, uma causa para as tragédias,
uma explicação para os problemas e acabamos não ouvindo a Deus! Por vezes vamos até Deus colocando que
estamos nos esforçando em fazer as coisas certas, que os incrédulos não estão sofrendo como nós, vamos até a
presença de Deus cheios de justificativas, pois, afinal, somos filhos de Deus.

Na dor, aprendo que…


Deus pode elevar meu relacionamento com ele para outro
nível.
Jó passou a conhecer a Deus de uma forma mais elevada, profunda e pessoal. Antes, no passado, Jó
conhecia a Deus de forma auditiva, mas agora no presente, de forma visível. Ele diz: “… Mas agora os meus
olhos te veem.”. v.5
E como se ele falasse, muitas pessoas já me falaram que Deus é poderoso, que Ele é o Deus do
impossível, mas hoje eu posso dizer isso com toda certeza, porque meus olhos viram o poder de Deus sendo
realizado na minha vida.
Em meio ao seu sofrimento todo Jó aprendeu a conhecer Deus ainda mais, pois em seu sofrimento se
apegou a Deus, continuou a confiar, manteve a sua esperança, a sua integridade espiritual, e depois de
aparentemente tê-lo abandonado por meses, o Senhor vem a ele, se revela, e Jó cresce espiritualmente.
Longe de querer destruir Jó, o sofrimento o levou ao conhecimento mais profundo do Senhor. Longe de
afastá-lo de Deus, o sofrimento o colocou mais perto de Deus. Não permita que as suas dores distanciem você
de Deus. Você não pode ficar longe daquele que é a solução para elas. Uma frase interessante que li diz o
seguinte: “O mesmo sol que endurece o barro amolece a cera.” Sua dor pode elevar seu nível de
relacionamento com Deus.
Jó não conhecia a Deus intimamente. Isso só aconteceu depois da sua provação. Assim também, a
maioria absoluta das pessoas não conhece a Deus verdadeiramente. Conhecem-no de “ouvir falar”. Mas, o
desejo de Deus (que também deve ser o seu) é que você O conheça de perto, de andar com Ele, de poder até vê-
lo agir em sua vida. O verbo “conhecer” na Bíblia não tem o mesmo sentido que tem na nossa língua.
No contexto bíblico, “Conhecer” significa ter intimidade. Por isso, algumas traduções usam esse verbo
referir ao relacionamento entre marido e esposa. Muitos crentes não conhecem a Deus. Não tem intimidade com
Ele. Já ouviram falar que Ele cura, age, responde, faz milagres, mas não tem essa experiência em sua própria
vida. É possível ser um crente e até estar envolvido na obra de Deus e não conhecê-lo. É o que vemos, por
exemplo, na história de Samuel. Ele foi consagrado ao Senhor antes de nascer, levado ao templo ainda criança.
E
Ele morava no templo e ministrava perante o Senhor sob a direção do sacerdote Eli. Porém, em
1Samuel3: 7 lemos: “Ora, Samuel ainda não conhecia o Senhor. A Palavra do Senhor ainda não lhe fora
revelada”. Claro que Samuel “conhecia” o Senhor de ouvir falar dos Seus feitos, da Sua lei, mas somente
naquela noite em que Deus o chamou pelo nome, Samuel teve a experiência de conhecer o Senhor de perto.

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É possível ser justo, íntegro e não conhecer o Senhor intimamente. O início do livro de Jó traz esse
relatório sobre esse homem. Ele era temente a Deus, praticava atos religiosos, mas foi ele mesmo que declarou:
Eu não te conhecia verdadeiramente.
Mas, no capítulo 38 Deus resolve falar com Jó. Do meio de uma tempestade, Deus se pronuncia e
começa a lhe fazer dezenas de perguntas, a maioria com um toque de ironia, como por exemplo: “Onde você
estava quando eu lancei os alicerces da terra?” “Você já deu ordens para o dia amanhecer?” Por que você põe
em dúvida a minha justiça?” E, assim Deus vai mostrando a Jó o Seu poder, a Sua majestade e a insignificância
dos homens. Jó nada pode responder, a não ser o que está registrado no capítulo 40:4 “ Sou indigno. Como
posso responder-te? Ponho a mão sobre a minha boca. Falei uma vez, mas não tenho resposta. Sim, duas vezes,
mas não direi mais nada.” Se você quer conhecer a Deus é preciso aproximar-se dele humildemente, sabendo
quem Ele é e quem nós somos. Ele é Santo, Eterno, Todo-Poderoso, cheio de sabedoria e nós somos
pecadores, limitados, incapazes. É pra pessoas que se veem assim, que Deus se revela e se permite ser 5
conhecido.
Deus se revela para Jó como Criador e como Soberano. Jó fica mudo. Não há o que dizer. Deus se dá
como satisfeito? Não. Continua a interrogar Jó. E do silencia Jó passa para a extrema vergonha e humilhação.
Chegou onde precisava, onde nós precisamos, prostrados, humilhados e humildes, esvaziados de qualquer
percepção de ter conhecido Deus antes em toda a sua piedade anterior. Piedade transformara em humildade,
humildade em incompreensão, e incompreensão no lugar certo de criado, servo, arrependido, cinzenta. E assim,
somente assim e nada menos.

Hora da decisão.
O Livro de Jó nos lembra de que existe um “conflito cósmico” acontecendo por trás das cenas sobre o
qual normalmente não sabemos nada. Muitas vezes nos perguntamos por que Deus permite algo, e acabamos
questionando/duvidando da bondade de Deus sem ver a imagem completa.
O Livro de Jó nos ensina a confiar em Deus em todas as circunstâncias. Devemos confiar no Senhor não
apenas quando não entendemos, mas porque não entendemos.
O salmista nos diz: “O caminho de Deus é perfeito” (Salmo 18:30). Se os caminhos de Deus são
“perfeitos”, então podemos confiar que tudo o que Ele faz e tudo o que ele permite também é perfeito. Isso
pode não nos parecer possível, mas nossas mentes não são a mente de Deus. É verdade que não devemos
antecipar que entenderemos a sua mente perfeitamente, pois Ele nos lembra “Porque os meus pensamentos não
são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, porque, assim como
os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os
meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos” (Isaías 55:8-9). No entanto, a nossa
responsabilidade para com Deus é obedecer e confiar nele, submetendo-nos à sua vontade, quer entendamos ou
não.
Então, quando estiver passando por alguma situação de dor, entenda que nem toda dor e nossa vida é
ruim. Somente você sabe o que está doendo. No entanto, saiba que Deus não desperdiça nossa dor! Enquanto
estamos sofrendo, as raízes da nossa vida estão cada vez mais sendo aprofundadas para que consigamos
sustentar o tamanho da árvore que nos tornaremos.
Na dor, aprendo que…
1. Não há CRISE que Deus não possa REVERTER.
2. Nada pode FRUSTRAR os PLANOS de Deus.
3. Falar com PRECIPITAÇÃO nunca vai ALIVIAR o meu sofrimento.
4. Meu CONHECIMENTO sobre Deus pode ser SUPERFICIAL.
5. Deus pode ELEVAR meu relacionamento com ELE para outro nível.
O problema do sofrimento atinge a qualquer um de nós atinge pessoas boas e ruins, pessoas tementes e
fieis a Deus. A questão essencial é como lidamos com o sofrimento. Jó passou por um sofrimento tremendo,
ouviu Deus e nos ensina lições preciosas.

Pib Comodoro/MT