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A Escatologia no Contexto da Teologia Bíblica Milenar

(Dissertação)

RAÚL JOAQUIM GERMANO


(4º ano do Curso Superior de Teologia em Regime Modular)

Trabalho apresentado em
cumprimento das exigências da
cadeira de Teologia Sistemática IV, orientada
pelo Professor Msc. Estevão Samuel.

INSTITUTO TEOLOGICO EVANGÉLICO CHARLES HARVEY EM ANGOLA

Novembro – 2018

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Quando tu, Senhor, te
aproximares da terra em glória, e o
mundo te aguardar, a tremer, quando a
corrente diante do trono do Juiz irromper
em onda de fogo, quando o livro do
destino se abrir e se tornar patente o
que a noite ocultara, então salva-me da
chama eterna! Juiz sem mácula, dá que,
junto com os salvos, possa me achar à
tua mão direita.

Oração litúrgica.

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INTRODUÇÃO

Sendo os seres humanos finitos e Deus, infinito, não podemos conhecer a Deus,
a menos que ele se revele para nós, ou seja, a menos que ele se manifeste aos
humanos de tal forma que estes possam conhece-lo e ter comunhão com ele.
Ha duas classificações básicas de revelação. De um lado, a revelação geral e
Deus comunicando a respeito de si mesmo a todas as pessoas de todos os
tempos e de todos os lugares. A revelação especial, do outro, abrange
comunicações particulares e manifestações de Deus para pessoas específicas
em épocas especificas, comunicações e manifestações estas a que, hoje, só
existe acesso pela consulta a certos escritos sagrados.

Além disso, a força do comunismo ou materialismo dialético forçou os teólogos


a se concentrar no futuro. O comunismo possui uma filosofia da história própria.
Ele vê a história marchando para um alvo último. Quando a dialética alcançar
seu propósito, a história deixara de passar de um estágio para outro. O livro de
Emst Bloch, Das Prinzip Hoffnung (“o princípio da esperança”), que apresenta o
marxismo como a esperança mundial de um futuro melhor, teve grande impacto
sobre vários teólogos cristãos, tais como Jurgen Moltmann, que se sentiu
desafiado a estabelecer um fundamento alternativo, superior, para a esperança.
Certas escolas de psicologia também passaram a salientar a esperança. Talvez
o exemplo mais notável seja a logo terapia de Viktor Frankl, uma mistura de
existencialismo e psicanalise. De sua experiência num campo de concentração
durante a Segunda Guerra, Frankl concluiu que os homens precisam de um
proposito para viver. Quem tem esperança, quem “sabe o 'porque' de sua
existência [...] será capaz de suportar qualquer 'como'”. Realmente, o porquê, o
propósito da existência está ligado ao futuro, ao que a pessoa espera que ocorra.
Por fim, a ameaça de destruição que paira sobre a raça humana tem instigado
indagações acerca do futuro.

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Escatologia, tradicionalmente, e o estudo das últimas coisas. Por conseguinte,
vem lidando com questões ligadas a consumação da história, a complementação
da obra de Deus no mundo (Erickson, 1992).
A escatologia trata das questões do fim, ou o propósito da vida, e as finalidades
do plano de Deus. A questão do futuro da raça humana, da criação, e de cada
pessoa é o seu tema. A escatologia tem um lugar importante na construção de
uma teologia cristã. Vários assuntos, tais como a ressurreição, vida depois da
morte, céu e inferno, e a volta de Cristo fazem parte desta área de estudo.
Podemos definir a escatologia como o estudo das últimas coisas. O estudo da
escatologia é dividido em duas partes. Primeiro, é o estudo da escatologia
individual ou pessoal, ou seja, o destino eterno dos seres humanos e dos anjos.
Isso inclui a morte, o estado intermediário, a ressurreição, o juízo final e inferno
e céu. Segundo, é a escatologia geral ou cósmica, que inclui a volta de Cristo, o
milênio, e a nova terra e o novo céu (Myatt e Franklin, 2002).

Objectivos
a) Conhecer o estudo sistemático da escatologia no contexto da teologia bíblica
milenar;
b) Questionar os artefatos escatológicos para interpretação milenar do fim, e
suas evidencias bíblicas;
c) Estudar a escatologia para interpretação dos históricos escatológicos no
milênio para o fortalecimento da nossa fé e daqueles que creem vivem em
Jesus Cristo nosso Senhor;
d) Comparar as demais bibliografias disponíveis a respeito da escatologia e
fundamentar o conjunto de primícias disponíveis para a sinopse em estudo.

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DESENVOLVIMENTO
Segundo (Erickson, 1992) Quando falamos de escatologia, precisamos distinguir
entre a escatologia individual e a escatologia cósmica-experiências que se
colocam, uma, no futuro do indivíduo e, outra, no futuro da raça humana ou
melhor, de toda a criação. A primeira ocorrera a cada indivíduo na hora da morte.
A segunda ocorrera a todas as pessoas, simultaneamente, em associação com
eventos cósmicos, ou, especificando, a segunda vinda de Cristo.

Morte
Segundo (Camacho, 2017) define a morte como cessão das funções vitais, o fim
da vida.
Teologicamente segundo (Erickson, 1992) um facto inegável no futuro de todas
as pessoas e a inevitabilidade da morte. Há uma afirmação direta desse fato em
Hebreus 9.27: “Aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois
disto, o juízo”. Essa ideia também percorre todo o capitulo 15 de I Coríntios, em
que lemos sobre a universalidade da morte e sobre o efeito da ressurreição de
Cristo. Apesar de se dizer que a morte foi derrotada e seu aguilhão, removido
pela sua ressurreição (v. 54-56), não se insinua que não morreremos. Paulo com
certeza aguardava sua própria morte (2Co 5.1-10; Fp 1.19-26).

A maioria dos cristãos escrevendo sobre este assunto hoje dizem que “sim,
devemos”, O raciocínio é: a pessoa já está morta. Quando uma pessoa não pode
responder a Deus, a outras pessoas, não pode ter comunhão com outros, não
pode agir, pensar, sentir, não pode exercer a vontade, podemos concluir que a
separação do corpo e espírito já aconteceu, a vida já acabou. Então, o coração
batendo não significa a vida. Desligar a máquina não é matar; é deixar o
processo da morte terminar, chegar ao fim. Por isso cada cristão poderia
questionar-se, quantos anos você gostaria de completar antes da sua morte? O
que você preferiria como a causa de sua morte? O que você quer realizar antes
da sua morte? Você deve faze-lo agora! Por isso, a vida aqui tem urgência e
significado. Faça como sua a ambição de “glorificar a Deus e goza-Lo para
sempre”, de viver sempre preparado. Nosso desejo deve ser vivermos de tal
maneira que possamos dizer de verdade as palavras de 2Tm 4.7-8: “Combati o
bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça

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me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia, e não
somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda. ” (Myatt e
Franklin, 2002)

O estado intermediário
A respeito da questão do estado intermediário, a Bíblia afirma que as pessoas
não dormem, mas estão conscientes e vivas ainda. A história do rico e Lázaro é
um exemplo bom, mas há outros versículos também. 2Co 5:1-8 mostra a alma,
sem o corpo físico, esperando no céu pela ressurreição. Mas ela está esperando
num estado consciente, na presença do Senhor. Em 1Ts 4:14 a palavra “dormir”
é usada de maneira figurada para falar dos mortos. Não obstante, Jesus os trará
consigo quando ele vier. Isso quer dizer que, agora, eles estão no céu com Ele,
conforme Fl 1:23, que diz ao sair da terra, o crente estará com Jesus. O estado
intermediário é uma existência sem o corpo (2Co 5.1-8). Os salvos estarão
conscientes (1Ts 5.10; Fp 1.23; Lc 16.22; Hb 12.1 cf. Mt 22.31). (Myatt e Franklin,
2002).
Descrição bíblica dos crentes entre a morte e a ressurreição. A Posição
usual das igrejas reformadas (calvinistas) é que as almas dos crentes,
imediatamente após a morte, ingressam nas glórias do céu. Em resposta à
pergunta, “Que consolo te dá a ressurreição do corpo? ”, o Catecismo de
Heidelberg diz: “Que minha alma, após esta vida, não somente é levada de
imediato a Cristo, sua Cabeça, mas também que este meu corpo, ressuscitado
pelo poder de Cristo, se unirá de novo à minha alma e virá a ser como o corpo
glorioso de Cristo”. A Confissão de Westminster fala com o mesmo espírito
quando afirma que, na morte, “As almas dos justos, sendo então aperfeiçoadas
na santidade, são recebidas no mais alto dos céus, onde vêem a face de Deus
em luz e glória, esperando a plena redenção dos seus corpos”. De modo similar,
a Segunda Confissão Helvética declara: “Cremos que os fiéis, depois da morte
física, vão diretamente para Cristo”. Vê-se que este conceito encontra ampla
justificação na Escritura, e é bom tomar nota disto, visto que durante o último
quarto do século alguns teólogos reformados (calvinistas) assumiram a posição
de que os crentes, ao morrerem, entram num lugar intermediário e ali
permanecem até o dia da ressurreição (Berkhof, 1949).

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Ressureição
A palavra ressureição vem do grego que significa anastasis, que significa “um
levantar ou levantar-se”. Podemos destacar as seguintes verdades bíblicas
sobre a ressureição:
1. Será uma ressureição física e literal (Rm 8. 11; Fp 3. 21);
2. Seremos revestidos de um novo corpo (1 Co 15.37),
3. O corpo da ressureição não estará sujeito a limites físicos e materiais (Lc
24. 39; Jo 20. 19);
4. Haverá duas ressureições: dos justos e a dos ímpios (1 Ts 4. 16, 17; Lc
20. 35,36; 1 Co 15: 23; Ap 20. 4-6) (Simmons, 1936).

A segunda Vinda, um Evento Único.


Os dispensacionalistas dos dias atuais distinguem duas vindas futuras de Cristo,
embora às vezes procurem preservar a unidade da idéia da segunda vinda
falando dela como dois aspectos daquele grande evento. Mas, desde que as
duas são, na realidade, apresentadas como dois eventos diferentes, separados
por um período de vários anos, cada qual com seu propósito, dificilmente
poderão ser consideradas como um evento único. A primeira é a paurosia, ou
simplesmente “a vinda”, e resulta no arrebatamento dos santos, às vezes
descrito como um arrebatamento secreto. Esta vinda é iminente, isto é, pode
ocorrer a qualquer momento, visto que não há eventos preditos que devam
preceder sua ocorrência. A opinião dominante é que, nesse tempo, Cristo não
descerá à terra, mas permanecerá nas alturas. Os que morrem no Senhor
ressuscitarão dos mortos, os santos vivos serão transfigurados, e juntos
recolhidos para encontrar-se com o Senhor nos ares. Daí, esta vinda é também
denominada “vinda para os Seus santos”, 1 Ts 4.15, 16. Seguir-se-á um intervalo
de sete anos, durante o qual o mundo será evangelizado, Mt 24.14, Israel se
converterá, Rm 11.26, ocorrerá a grande tribulação, Mt 24.21,22, e o anticristo
ou homem do pecado será revelado, 2 Ts 2.8-10. Depois destes eventos, haverá
outra vinda do Senhor com os seus santos, 1 Ts 3.13, chamada “revelação” ou
“dia do Senhor”, no qual Ele descerá à terra. Esta vinda não pode ser iminente,
porque terá que ser precedida por diversos eventos preditos. Quando desta
vinda, Cristo julgará as nações existentes, Mt 25.31-46, e introduzirá o reino
milenar.

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Julgamento
A Escritura diz com frequência que haverá um grande julgamento final de crentes
e descrentes. Comparecer perante o tribunal de Cristo em corpos ressuscitados
e ouvir o anúncio do seu destino eterno.
O julgamento final é descrita claramente na visão de João no Apocalipse: “Eu vi
um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, fugiu a terra e o
céu, e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé
diante de Deus, e os livros foram abertos: e outro livro foi aberto, que é o livro da
vida: e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros
segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia, e a morte e o
inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as
suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a
segunda morte. E alguém não foi achado inscrito no livro da vida foi lançado no
lago de fogo” (Ap 20:11-15), Da mesma forma, Paulo fala sobre o "dia da ira,
quando Deus revelou Seu julgamento justo" (Romanos 2:5). Outras passagens
falam claramente de que vem um dia de julgamento (ver Mateus 1): 15; 11:22,
24; 12:36, 25:31-46, 1 Coríntios 4:5, Hb 6:2, 2 P 2: 4, Judas 6, e outros.).
Perspectiva dispensacionalista, a passagem de Mateus 25:31-46, não se refere
ao julgamento final (o "grande trono branco" do juízo de que fala Ap 20:11-15),
mas sim um julgamento que vem depois da tribulação e antes do início milênio.
Eles dizem que este será um "julgamento das nações" em que as nações são
julgados de acordo com a forma como trataram o povo judeu durante a
tribulação. (Grudem, 1994).

Segundo Grudem (1994), apresenta a dois momentos:


a) O momento do Juízo
O julgamento final ocorrerá após o milênio e da rebelião que acontece no final
deste. João descreve o reino milenar e a remoção da influência de Satanás sobre
a terra em Apocalipse 20:1-6 e, em seguida, diz que "quando os mil anos,
Satanás será solto da prisão e vai para enganar as nações ... para os congregar
para a batalha "(Ap 20:7-8). Depois de derrotar na final rebelião Deus
(Apocalipse 20:9-10), João nos diz que segue um julgamento: "E vi um grande
trono branco e o que estava assentado sobre Ele" (v. 11)

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b) Natureza do Julgamento
1. Jesus Cristo será o juiz. Paulo fala de Jesus Cristo "vai julgar os vivos e os
mortos" (2 Tm 4:1). Pedro diz que Jesus Cristo "foi nomeado por Deus como juiz
dos vivos e dos mortos" (Atos 10:42, comparar 17:31, Mt 25:31-33). Este direito
de agir como juiz sobre todo o universo é algo que o Pai confiou ao Filho: "O Pai
... deu-lhe autoridade para julgar, uma vez que é o Filho do homem" (Jo 5:26-
27).
2. Os incrédulos serão julgados. É claro que todos os incrédulos será exibido
antes de Cristo para serem julgados, para este ensaio inclui "os mortos, grandes
e pequenos" Paul (Ap 20:12), e diz que "no dia da ira, quando Deus revelou Seu
julgamento justo ... "Deus recompensará cada um segundo suas obras" ...
aqueles que rejeitam a verdade para egoísta para segurar o mal, haverá ira de
Deus "(Rm 2:5-7).

Milênio
Refere-se a um período de mil anos, equivalente a cerca de 365 242 dias, 12 000
meses, 10 séculos ou 100 décadas. A história da civilização humana é dividida
em milênios na sua forma mais ampla:

Décimo primeiro milénio a.C.

Décimo milénio a.C.

Nono milénio a.C.

Oitavo milénio a.C.
Antes de Cristo

ou Antes da era comum Sétimo milénio a.C.

Sexto milénio a.C.

Quinto milénio a.C.

Quarto milénio a.C.

Terceiro milénio a.C.

Segundo milénio a.C.

Primeiro milénio a.C.

Primeiro milénio d.C.



Segundo milénio d.C.

Terceiro milénio d.C.

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Quarto milénio d.C.
Depois de Cristo ↓
ou Era comum Quinto milénio d.C.

Sexto milénio d.C.

Sétimo milénio d.C.

Oitavo milénio d.C.

Nono milénio d.C.

Décimo milénio d.C.

A palavra “milênio” chegou até nós do Latim, significando “mil anos”. Refere-se
aos mil anos de Apocalipse 20:1-7. Nestes versos existem seis referências a este
período de tempo. Nesta passagem é o tempo durante o qual Satanás deverá
ser preso e os santos reinarão com Cristo (Simmons, 1936).
O pré-milenismo constitui principalmente com base numa passagem do
Apocalipse 20:1-10”, principalmente com base numa passagem do Apocalipse
20:1-10”, ou que os pré-milenistas “partem de uma certa interpretação de
Apocalipse 20:1-10 e então incorporam essa ideia nas epístolas e evangelhos.”
Ao contrário começaremos com outras Escrituras e por elas interpretaremos a
passagem do Apocalipse (Simmons, 1936).

Amilenismo
Como o nome indica, o conceito amilenista é puramente negativo. Afirma que
não há suficiente base para a expectação de um milênio e está firmemente
convencido de que a Bíblia favorece a ideia de que à presente dispensação do
reino de Deus seguir-se-á imediatamente o reino de Deus em sua forma
consumada e eterna. Está ciente do facto de que o reino de Jesus Cristo é
apresentado como eterno, e não temporal, Is 9.7; Dn 7.14; Lc 1.33; Hb 1.8; 12.28;
2 Pe 1.11; Ap 11.15; e de que entrar no reino do futuro é entrar num estado
eterno, Mt 21.22, é entrar na vida, Mt. 18.8.9, e ser salvo, Mc 10.25, 26. Alguns
pré-milenistas dizem que o amilenismo é um conceito novo e uma das novidades
mais recentes, mas o certo é que isso não se harmoniza com o testemunho da
história. O nome é de facto novo, mas o conceito ao qual é aplicado é tão antigo
como o cristianismo. Teve pelo menos o mesmo número de defensores que teve

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o quiliasma entre os chamados pais da igreja do segundo e do terceiro séculos,
tidos como o apogeu do quiliasma. Sempre foi o conceito mais amplamente
aceite, é o único que vem expresso ou implícito nas grandes confissões
históricas da igreja, e sempre foi o conceito predominante nos círculos
reformados (Berkhof, 1949).

O pré-milenismo do passado
A ideia de Irineu pode ser dada como a que reflete a melhor dos primeiros
séculos cristãos. O mundo actual durará seis mil anos, correspondentes aos seis
dias da criação. Para o fim deste período, os sofrimentos e perseguições dos
fiéis aumentarão grandemente, até que, por fim, a encarnação de toda a
iniquidade aparecerá na pessoa do Anticristo. Depois que ele tiver completado a
sua obra destruidora e se estabelecer atrevidamente no templo de Deus, Cristo
aparecerá em glória celestial e triunfará sobre todos os seus inimigos. Isto será
acompanhado pela ressurreição física dos santos e pelo estabelecimento do
reino de Deus na terra. O período de ventura milenar, que portanto durará mil
anos, corresponderá ao sétimo dia da criação – ao dia de repouso. Jerusalém
será reedificada, a terra dará seu fruto com rica abundância; e prevalecerão a
paz e a justiça. No fim dos mil anos, sobrevirá o juízo final, e aparecerá uma
nova criação, na qual os remidos viverão para sempre na presença de Deus
(Berkhof, 1949).

O pré-milenismo da actualidade
A volta de Cristo agora é iminente, isto é, Ele pode vir a qualquer momento, pois
não há eventos preditos que devam precede-la. Contudo, Sua vinda consiste de
dois eventos distintos, separado um do outro por um período de sete anos. O
primeiro deles será a parousia, quando Cristo aparecerá nos ares para
encontrar-se com os Seus santos. Todos os justos falecidos ressurgirão então,
e os que estiverem vivos serão transformados. Juntos serão arrebanhados nos
ares, celebrarão as bodas do Cordeiro e estarão para sempre com o Senhor. A
trasladação dos santos vivos é chamada “rapto” ou “arrebatamento”, às vezes,
“arrebatamento secreto”. Enquanto Cristo e Sua igreja estiverem ausentes da
terra, e mesmo o Espírito presente nos crentes tiver partido com a igreja, haverá
um período de sete anos ou mais, com frequência dividido em duas partes, em

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que sucederão várias coisas. O Evangelho do reino tornará a ser pregado,
principalmente, ao que parece, pelos remanescentes crentes dentre os judeus,
e resultarão conversões em larga escala, apesar de muitos continuarem a
blasfemar contra Deus. O Senhor retomará as Suas relações com Israel e,
provavelmente, nesse tempo (embora alguns digam que será mais tarde), este
se converterá.
Na segunda metade desse período de sete anos, haverá um período de
tribulação sem igual e cuja duração ainda é assunto em discussão. O Anticristo
será revelado e o frasco da ira de Deus será derramado sobre a raça humana.
No fim do período de sete anos, dar-se-á a “revelação”, isto é, a vinda do Senhor,
agora não para os Seus santos, mas com eles. As nações existentes serão então
julgadas (Mt 25.31), e as ovelhas serão apartadas dos cabritos; os santos que
morreram durante a grande tribulação serão ressuscitados; o Anticristo será
destruído; e Satanás será preso por mil anos. Será estabelecido então o reino
milenar, um reino concretamente visível, terrestre e material, reino dos judeus, a
restauração do reino teocrático, incluindo o restabelecimento da realeza
davídica. Nesse reino os santos reinarão com Cristo, os judeus serão os
cidadãos naturais, e muitos gentios serão cidadãos adotivos. O trono de Cristo
será estabelecido em Jerusalém, que também voltará a ser o local central de
culto. O templo será reconstruído no Monte Sião, e o altar exalará de novo o
cheiro do sangue dos sacrifícios, sim, das ofertas pelos delitos e pecados. E
conquanto o pecado e a morte ainda reclamem suas vítimas, serão dias de
grande frutificação e prosperidade, quando a vida dos homens será prolongada
e o deserto florescerá como um roseiral. Nesse tempo o mundo se converterá
rapidamente, segundo alguns, pelo Evangelho, mas, segundo a maioria, por
meios totalmente diferentes, tais como a aparecimento pessoal de Cristo, a
inveja provocada pela bem-aventurança dos santos, e, acima de tudo, grandes
e terríveis prejuízos. Após o milênio, Satanás será solto por breve lapso de
tempo, e as hordas de Gogue e Magogue juntarão forças contra a cidade santa.
Todavia, os inimigos serão devorados pelo fogo do céu, e Satanás será lançado
numa cova sem fundo, precedido pela besta e pelo falso profeta. Depois desse
curto período de tempo, os ímpios ressuscitarão e comparecerão a juízo, perante
o grande trono branco, Ap 20.11-15. E então haverá novos céus e nova terra
(Berkhof, 1949).

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As principais características do conceito comum podem ser expostas mais
ou menos como segue: O vindouro advento de Cristo ao mundo está próximo,
e será visível, pessoal e glorioso. Contudo, será precedido por certos
acontecimentos, tais como a evangelização de todas as nações, a conversão de
Israel, a grande apostasia e a grande tribulação, e a revelação do homem do
pecado. Tempos trevosos e penosos estão portanto reservados para a igreja,
visto que ela terá que passar pela grande tribulação. A segunda vinda será um
evento grandioso, único, extraordinário e glorioso, mas será acompanhado por
vários outros, impostos à igreja, a Israel e ao mundo. Os santos que já faleceram
serão ressuscitados, e os que vivem serão transformados, e juntos serão
trasladados para encontrar-se com o Senhor em Sua vinda. O Anticristo e os
seus aliados perversos serão mortos; e Israel, o antigo povo de Deus, se
arrependerá, será salvo e será restabelecido na Terra Santa. Então o reino de
Deus, predito pelos profetas, será estabelecido num mundo transformado. Os
gentios se converterão a Deus, em grande número, e serão incorporados no
Reino. Prevalecerá em toda a terra uma condição de paz e justiça. Depois de
haver-se expirado o governo terreno de Cristo, os mortos restantes ressurgirão;
e esta ressurreição será seguida pelo juízo final e pela criação de novos céus e
nova terra (Berkhof, 1949).

CONCLUSÃO
Entretanto depois de estudos profundos da escatologia no contexto da teologia
milenar, a ressurreição, vida depois da morte, céu e inferno, e a volta de Cristo,
o milênio, o novo céu e a nova terra, são um conjunto de artefatos teológicos
plasmados da escrituras sagradas que nos dão suporte e esperança e o
fortalecimento da nossa fé em Jesus Cristo nosso Senhor, na certeza que um
dia depois desta vida iremos morar com Cristo e com todos os santos de todos
os tempos na nova morada feliz diante do Pai.

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BIBLIOGRAFIA

BERKHOF, L. 1949. Teologia Sistemática. Trad. Filipe Delgado Cortes. Grand


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Camacho. 2017. Dicionário Acadêmico – Histórico, cientifico. 2º Edição.


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MYATT, Alan D. 2002. Teologia Sistemática. Faculdade Teológica Batista de


São Paulo Seminário Teológico Batista. Rio de Janeiro, STBSB.

BIBLIA DE ESTUDO ANOTATADA EXPANDIDA. Charles C. Ryrie. 2007.Revista


e Actualizada. 1º edição. Trad. João Ferreira de Almeida. Sociedade
Bíblica do Brasil.Tomboré, Barueri-S. Paulo-Brasil.

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