Sunteți pe pagina 1din 20

Ementa de Disciplina 2017.

1:
História e Historiografia da Saúde
Disciplina:
Código: COC-001M / COC-016D
Curso: Mestrado/Doutorado
Status: Obrigatória
Professor responsável: André Felipe Cândido da Silva (PPGHCS/COC/Fiocruz)

Gilberto Hochman (PPGHCS/COC/Fiocruz)


Marcos Cueto (PPGHCS/COC/Fiocruz)
Professores
Robert Wegner (PPGHCS/COC/Fiocruz)
convidados: Rômulo de Paula Andrade (PPGHCS/COC/Fiocruz)
Dominichi Miranda de Sá (PPGHCS/COC/Fiocruz)

Carga horária: 120hs


Créditos: 04
Dia/Horário:
Quintas-feiras, das 13:30 às 17:00
Início do curso:
16.03.2017

1. Descrição do Curso

O que é a saúde? Como abordar as transformações nas noções de saúde e de doença no decorrer
da história e de que forma uma análise a partir de diferentes abordagens da historiografia contribui
para uma apreciação crítica dos fenômenos ligados a esta dimensão tão fundamental da existência
humana. Afinal de contas, durante a história, as doenças e sua expressão dramática na forma de
epidemias evidenciaram aos humanos a fragilidade da vida, o sofrimento e a finitude de sua
existência.
Desta forma, falar sobre a saúde como fenômeno histórico implica em compreender a experiência
dos discursos e intervenções sobre o corpo, individual e coletivo, o imaginário sobre o nascimento
e a morte, bem como uma análise das noções e práticas que em diferentes períodos e culturas
foram acionadas com o intuito de explicar, classificar e controlar as doenças. O objetivo do curso é
debater, a partir de diferentes tradições historiográficas, como as sociedades não só
compreenderam e significaram a saúde, mas também como responderam aos desafios impostos a
ela a partir de iniciativas coletivas voluntárias ou organizadas pelo Estado. Tenciona-se discutir
como estas ações refletiram dinâmicas de poder, configurações sociais, padrões de ocupação,
compreensão e interação com o ambiente, interesses de grupos profissionais e repertórios culturais
1
específicos. O pressuposto subjacente a este enunciado é o de que a doença e a saúde, assim
como os dispositivos a elas associados – as práticas de cura, medidas preventivas, as tecnologias,
terapêuticas, teorias científicas, instituições, abordagens sanitárias, etc – são reflexos de valores
sociais e culturais, ao mesmo tempo em que atuam como elementos importantes na modelação
desses mesmos valores. Nesse sentido, cabe problematizar como atitudes sociais, dinâmicas
políticas, hierarquias e crenças interagiram com o desenvolvimento e as transformações das ideias,
percepções, instituições e práticas da medicina e da saúde pública. O foco recairá sobre o papel
que questões de gênero, raça e classe desempenharam nas ações de compreensão e controle da
doença e de conservação da saúde no período posterior ao século XVIII. Pretende-se assim
enfatizar a constituição da medicina e da saúde pública ditas ‘modernas’, nas quais o conhecimento
biomédico ocidental firmou-se como referência das noções e práticas oficiais e como domínio de
determinados campos profissionais, apropriando-se, mas ao mesmo tempo invalidando tradições
alternativas e seus praticantes. Esta consolidação do conhecimento médico ocidental como
paradigma da medicina e saúde pública ‘modernas’ demandou estratégias de legitimação
profissional, acadêmica e social, bem como a disseminação e adaptação aos diferentes contextos
socioculturais, enfrentando resistências que também serão objeto de escrutínio histórico.
Importa ainda examinar o papel dos discursos e das práticas da saúde e da doença na formulação
de identidades coletivas e de estruturas de gestão dos corpos, populações e territórios em escala
nacional, regional e global. Nesse sentido, temos em mira percorrer o processo histórico através do
qual a medicina e a saúde pública assumiram as configurações pelas quais as conhecemos hoje.
Este processo é indissociável de outros como o colonialismo e imperialismo, a construção de
Estados nacionais, a profissionalização da corporação médica e de outras profissões de saúde, o
comércio global, desenvolvimento tecnológico, disputas geopolíticas, fluxos migratórios e conflitos
militares. Espera-se com isso promover uma visão crítica da medicina e da saúde pública a partir
dos estudos históricos, procurando enfatizar como várias questões presentes nas transformações
das noções de saúde e no desenvolvimento da responsabilidade pública por ela permanecem
relevantes neste início de século.

2- Funcionamento do Curso e Avaliação

O curso consistirá de aulas expositivas com debates dos textos indicados como leitura obrigatória.
A bibliografia complementar é um guia de leitura de alguns trabalhos selecionados sobre o tema da
sessão. Espera-se a participação dos alunos nos debates sobre os textos de leitura obrigatória, a

2
qual contará com 30% da avaliação. Os demais 70% serão avaliados a partir de texto formulado
com base na bibliografia do curso.

Programa

AULA 1 (16/03) – COMO E POR QUE ESCREVER HISTÓRIA DA MEDICINA, DA DOENÇA E


DA SAÚDE?

Leitura Obrigatória:

BERRIDGE, Virginia. History in Public Health: a New Development for History? Hygiea
internationalis: an interdisciplinary journal for the history of public health, v. 1, n. 1, 1999, p. 23–35.
Disponível em: http://www.ep.liu.se/ej/hygiea/ra/003/paper.pdf

HUISMAN, Frank L.; WARNER, John H. “Medical Histories” In Huisman, Frank L.; Warner, John H.
(Eds.), Locating Medical History: The Stories and Their Meanings. Baltimore: Johns Hopkins
University Press, 2004, p. 1-32.

REVERBY, Susan M.; ROSNER, David “`Beyond the Great Doctors’ Revisited: A Generation of
the “New” Social History of Medicine,” In Huisman, Frank; Warner, John, Locating Medical History:
The Stories and Their Meanings.Baltimore: Johns Hopkins University Press, 2004, pp. 167‐193.

Bibliografia Complementar:

COOTER Roger, “Framing’ the end of the social history of medicine’, in HUISMAN, Frank;
WARNER, John Harley (Eds.), Locating Medical History: The Stories and Their Meanings.
Baltimore: Johns Hopkins University Press, 2004, p 309-337. 


FEE, Elizabeth; BROWN, Theodore M. Why History (editorial), American Journal of Public Health,
v.87, n.11, November, 1997, p. 1763-4.. Disponível em:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1381156/pdf/amjph00510-0013.pdf

JONES, David S.; GREENE, Jeremy; DUFFIN, Jacalyn; WARNER, John Harley. Making the Case
for History in Medical Education. Journal of the History of Medicine and Allied Sciences, v.70, n.4,
2015, p. 623-52.

JORDANOVA, Ludmilla. “The Social Construction of Medical Knowledge,” in HUISMAN, Frank;


WARNER, John Harley (Eds.), Locating Medical History: The Stories and Their Meanings.
Baltimore: Johns Hopkins University Press, 2004, p. 338‐363.

PERDIGUERO, Enrique; BERNABEU, Josep; HUERTAS, Rafael; RODRÍGUEZ-OCAÑA, Esteban.


History of health, a valuable tool in public health. Journal of Epidemiology and Community Health,
v. 55, n. 9, 2001, p. 667- 73.

PORTER, Roy. The Patient’s View: Doing Medical History from Below, Theory and Society, v. 14,
1985, p. 167‐174.

3
AULA 2 (23/03) - AS DOENÇAS NA HISTORIOGRAFIA – A PERSPECTIVA SÓCIO-
CONSTRUTIVISTA

Leitura Obrigatória:

ARONOWITZ, Robert. Framing disease: an underappreciated mechanism for the social patterning
of health. Social History of Medicine, v. 67, n. 1, p. 1-9.

ROSENBERG, Charles. “Introduction: Framing disease: Illness, society and history”, in


ROSENBERG, Charles; GOLDEN, Janet (Eds), Framing Disease - Studies in Cultural History.
New Brunswick, Rutgers University Press, 1992, pp. xiii-xxvi

LAWRENCE, Christopher. “‘Definitive and Material’: Coronary Thrombosis and Cardiologists in the
1920s”, In ROSENBERG, Charles; GOLDEN, Janet (Eds.), Framing Disease - Studies in Cultural
History. New Brunswick, Rutgers University Press, 1992, p. 50-82.

LE GOFF, Jacques. “Uma História Dramática” In LE GOFF, Jacques (Org.), As Doenças têm
História. Lisboa: Terramar, 1991, p. 7-8.

PACKARD, Randall. ‘Break-Bone Fever’ in Philadelphia, 1780: Reflections on the History of


Disease, Bulletin of the History of Medicine, v. 90, n. 2, 2016, p. 193-221.

Bibliografia Complementar:

ARONOWITZ, Robert A. "Making Sense of Illness: Science, Society, and Disease." New York:
Cambridge University Press, 1998, pp. 1-18.

CAPLAN, Arthur L. “The Concepts of health, illness, and disease”, In BYNUM, William F.;
PORTER, Roy (Eds.). Companion Encyclopedia of the History of Medicine. London, Routledge,
1993, vol. 1, p. 233-248.

ROSENBERG, Charles. What is Disease? In Memory of Owsei Temkin. Bulletin of the History of
Medicine, v. 77, n. 3, 2003, p. 491-505.

ROSENBERG, Charles. Erwin Ackerknecht, Social Medicine and the History of Medicine, Bulletin
of the History of Medicine, v. 81, n. 3, 2007, p. 511-532

SILVEIRA, Anny Jackeline T.; NASCIMENTO, Dilene R. A doença revelando a história: uma
historiografia das doenças, In NASCIMENTO, Dilene R.; CARVALHO, Diana Maul (Eds.), Uma
história brasileira das doenças. Brasília, Paralelo 15, 2002, p. 13-30.

SONTAG, Susan. A doença como metáfora/ Aids e suas metáforas. São Paulo: Companhia das
Letras [Coleção Companhia de Bolso], 2007.

AULA 3 – (30/03) Saúde pública e medicina social na transição para as sociedades


capitalistas modernas (séculos XVIII-XIX):

Leitura Obrigatória:
4
PORTER, Dorothy. Health, Civilization, and the State: A history of public health from ancient to
modern times. London: Routledge, 1999. Parte 2, “The Right to Health and the Modern State”, p.
61-162.

ROSEN, George Uma História da Saúde Pública. São Paulo, Unesp- Hucitec/Abrasco, 1994.
Capítulo VI, “O Industrialismo e o Movimento Sanitário (1830-1875)”, p.151-218.

Bibliografia Complementar:

ACKERKNECHT, Erwin H. “Anticontagionism between 1821 and 1867”. The Bulletin of the History
of Medicine, v.22, 1948, p. 562-593.

CORBIN, Alain. Saberes e odores. O olfato e o imaginário nos séculos dezoito e dezenove. São
Paulo, Companhia das Letras, “Primeira parte: revolução perceptiva e o odor suspeito”, 1987,
p.19-115.

EVANS, Richard J. Epidemics and Revolution: Cholera in 19th Century Europe, Past & Present
120, 1988, p. 123-146.

HAMLIN, Christopher. Public Health and Social Justice in the Age of Chadwick: Britain, 1800-1854.
Cambridge: Cambridge University Press, 1998, pp. 16- 83, 156-187.

HAMLIN, Christopher. Predisposing Causes and Public Health in Early Nineteenth Century
Medical Thought, Social History of Medicine, v. 5, 1992, p. 43-70.

KANIKADAN, Paula Yuri Sugishita; MARQUES, Maria Cristina da Costa. Uma trajetória dos
profissionais de saúde ingleses, 1815-1858. História, Ciências, Saúde - Manguinhos, v. 20, n.1,
2013, p. 29-47.

PELLING, Margareth. ‘Contagion/Germ Theory/Specificity’ In BYNUM, William F.; PORTER, Roy


(Eds.) Companion Encyclopedia of theHistory of Medicine, London e New York: Routledge, 1993,
vol. 1, p. 309-34.

PICKSTONE, John. “Dearth, dirt and fever epidemics: rewriting the history of British ‘public health’,
1780-1850.” In RANGER, Terence; SLACK, Paul (Eds), Epidemics and Ideas: Essays on the
Historical Perceptions of Pestilence. Cambridge: Cambridge University Press, 1992, p. 125-148.

ROSEN, George. Da polícia médica à medicina social. Rio de Janeiro, Graal, 1980. “Que é a
medicina social? Uma análise genética do conceito”, p.77-141.

ROSENBERG, C. The Cholera Years 1832, 1849 and 1866 (Chicago, University of Chicago Press,
1962), p.121-150.

SANTOS, Luciana dos. Um imenso campo mórbido: controvérsias médico-científicas sobre a


epidemia de cólera-morbo de 1855. História, Ciências, Saúde - Manguinhos, v.23, n.2, 2016, p.
341-357.

5
VIGARELLO, George. O limpo e o sujo: uma história da higiene corporal. São Paulo: Martins
Fontes, 1996.

AULA 4 (06/04) – TEORIAS BIOMÉDICAS, SAÚDE E A CONSOLIDAÇÃO DA MEDICINA


EXPERIMENTAL E DE LABORATÓRIO: DEBATES A PARTIR DA BACTERIOLOGIA/
MICROBIOLOGIA

Bibliografia Básica:

BASHFORD, Alison. “Sterile Bodies: Germs and the Gendered Practitioner” In BASHFORD, Alison
(Ed), Purity and Pollution: Gender, Embodiment and Victorian Medicine, Houndmills/ Basingstoke/
Hampshire/ London: Palgrave MacMillan,p. 127-148.

LEAVITT, Judith W. '"Typhoid Mary' Strikes Back: Bacteriological Theory and Practice in Early
Twentieth Century Public Health" Isis, v. 83, 1992, p. 608-31.

TOMES, Nancy The private side of public health: sanitary sciences, domestic higiene and the
Germ Theory 1870-1900. Bulletin of the History of Medicine. v. 64, n. 4, 1990, p. 509- 539.

WEINDLING, Paul. “A Virulent Strain: German Bacteriology as Scientific Racism, 1890-1920,” In


ERNST, Waltraud; HARRIS, Bernard (Eds.), Race, Science and Medicine, 1700-1960. London/
New York: Routledge, 1999, p. 218-235.

Bibliografia Complementar:

BECHLER, Reinaldo Guilherme. Hansen versus Neisser: controvérsias científicas na 'descoberta'


do bacilo da lepra. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v.19, n. 3, 2012, p. 815-842.

BENCHIMOL, Jaime L. Domingos Freire e os primórdios da Bacteriologia no Brasil. História,


Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 2, n.1, 1995, p. 67-98.

BROWN, Joanne. “Purity and Danger in Color: Notes on Germ Theory and the Semantics of
Segregation” In GAUDILLIÈRE, Jean Paul; LÖWY, Ilana (Eds). Heredity, and Infection: the History
of Disease Transmission, London/ New York: Routledge, 2003, p. 101-131.

BYNUM, William. “The rise of science in medicine, 1850-1913,” In BYNUM, William et. al. (Eds),
The Western Medical Tradition, 1800-2000. Cambridge: Cambridge University Press, 2006, p. 165-
175.

CUNNINGHAM, Andrew. "Transforming Plague: The Laboratory and the Identity of Infectious
Disease," In CUNNINGHAM, Andrew; WILLIAMS, Perry (Eds) The Laboratory Revolution in
Medicine. Cambridge: Cambridge University Press, 1992, p. 209-244.

GEISON, Gerald. A Ciência Particular de Louis Pasteur. Rio de Janeiro: Contraponto/ Fiocruz,
2002.

6
GRADMANN, Christoph. Laboratory Disease: Robert Koch's Medical Bacteriology. Johns Hopkins
University Press 2009.

GRADMANN, Christoph. ‘A Spirit of Scientific Rigour’: Koch's Postulates and 20th Century
Medicine, Microbes and Infection, v. 16, 2014, p. 885-892.

GRADMANN, Christoph. Invisible Enemies: Bacteriology and the Language of Politics in Imperial
Germany. Science in Context, v. 13, n. 1, 2000, p. 9-30.

HARDY, Anne. Salmonella Infections, Networks of Knowledge and Public Health in Britain. Oxford:
Oxford University Press, 2015.

HARDY, Anne I; HÅRD, Mikael. Common Cause: Public Health and Bacteriology in Germany,
1870–1895. East Central Europe, 40, 2013, p. 319-340.

LATOUR Bruno. The Pasteurisation of France. Boston: Harvard University Press, 1988.

MENDELSOHN, J. Andrew. Typhoid Mary Strikes Again: The Social and the Scientific in the
Making of Modern Public Health, Isis, v. 86, 1995, p. 268-277.

MENDELSOHN, J. Andrew ‘Like All That Lives’: Biology, Medicine and Bacteria in the Age of
Pasteur and Koch, History and Philosophy of the Life Sciences, v. 24, 2002, p. 3-36.

ROSEN, George Uma história da saúde pública. São Paulo: Hucitec/Unesp, 1994. Cap. VII “A era
bacteriológica e suas consequencias ”, p. 231-266.

SANGODEYI, Funke I. The Making of the Microbial Body. Tese de Doutorado em História da
Ciência (Harvard University, Cambridge –Massachussets), 2014, Part I – Germs and Bodies.
Prologue e Capítulo 1, “Gut: the Gospel of Good Germs”.

SCHLICH, Thomas Asepsis and Bacteriology: a realignment of surgery and laboratory science.
Medical History, v. 56, n. 3, 2012, p. 308-34.

WORBOYS, Michael. Spreading Germs. Disease theories and medical practice in Britain, 1865-
1900. “From heredity to infection: tuberculosis, bacteriology and medicine, 1870-1900”,
“Conclusion”, Cambridge University Press, 2000, pp. 193-233, 277-92.

WORBOYS, Michael. Was there a Bacterial Revolution in late-nineteenth-century Medicine?


Studies in the History and Philosophy of Biology and Biomedical Sciences, v. 38,, 2007, p. 20-42.

AULA 5 (13/04) – COLONIALISMO, SAÚDE E A INVENÇÃO DOS TRÓPICOS PELO


DISCURSO MÉDICO

ARNOLD, David. “Inventing tropicality”. The problem of nature: environment, culture and European
expansion. Blackwell Publishers, Oxford/Cambridge, 1996, p.141-68.

CHOPIN, Charlote Ann. Embodying the ‘New White Race’: Colonial Doctors and Settler Society in
Algeria, 1878-1911, Social History of Medicine, v. 29, n. 1, 2016, p. 1-20.
7
CROZIER, Anna. What was Tropical about Tropical Neurasthenia? The Utility of the Diagnosis in
the Management of British East Africa. Journal of History of Medicine and Allied Sciences, v. 64, n.
4, 2009, p. 518-48.

HAYNES, Douglas M. Framing Tropical Disease in London: Patrick Manson, Filaria perstans and
the Uganda Sleeping Sickness Epidemic, 1891-1902. Social History of Medicine, v. 13, n. 3, 2000,
p. 467-93.

MARKS, Shula. What is Colonial about Colonial Medicine? And What has Happened to
Imperialism and Health? Social History of Medicine, v. 10, 1997, p. 205- 219.

Bibliografia Complementar:

ALCALÁ FERRÁEZ, Carlos. De miasmas a mosquitos: el pensamiento médico sobre la fiebre


amarilla en Yucatán,1890-1920. História, Ciências, Saúde - Manguinhos, v.19, n.1, 2012, p.71-87.

AMARAL, Isabel. Bactéria ou parasita? a controvérsia sobre a etiologia da doença do sono e a


participação portuguesa, 1898-1904. História, Ciências, Saúde - Manguinhos, v.19, n.4, 2012,
p.1275-1300.

ANDERSON, Warwick. Immunities of Empire: Race, Disease, and the New Tropical Medicine,
1900-1920, Bulletin of the History of Medicine, v. 70., n. 1, 1996, p. 94-118.

ANDERSON, Warwick. Colonial Pathologies: American Tropical Medicine, Race and Hygiene in
Philipines. Durham: Duke University Press, 2006.

ANDERSON, Warwick. The Cultivation of Whiteness: Science, Health and National Destiny in
Australia. Durham: Duke University Press, 2006.

ARNOLD, David. Colonizing the Body: state medicine and epidemic disease in nineteenth-century
India. Berkeley: University of California, 1993.

ARNOLD, David. “Introduction: Tropical Medicine before Manson”. In: ARNOLD, David (Ed.) Warm
Climates and Western Medicine. Amsterdam-Atlanta: Rodopi, 1996, pp. 1-19.

BASTOS, Cristiana. O ensino da medicina na Índia colonial portuguesa: fundação e primeiras


décadas da Escola Médico-cirúrgica de Nova Goa. História, Ciências, Saúde - Manguinhos, v..11,
supl.1, 2004, p.11-39.

CAPONI, Sandra. Trópicos, micróbios y vectores, História, Ciências, Saúde - Manguinhos, v. 9,


supl. 2002, p. 111-38.

CURTIN, Philip D. Death by migration. Europe’s encounter with the tropical world in the nineteenth
century. Cambridge: Cambridge University Press, 1989.

KROPF, Simone P.; SÁ, Magali Romero. A descoberta do Trypanosoma cruzi e da doença de
Chagas (1908-1909): medicina tropical no Brasil. História, Ciências, Saúde-Manguinhos, v.16,
supl.1, 2009, p.13-34.

8
JOHNSON, Ryan. Colonial Mission and Imperial Tropical Medicine: Livingstone College, London,
1893-1914. Social History of Medicine, v. 23, n. 3, 2010, p. 549-66.

MACLEOD, Roy; LEWIS, Milton (Eds.) Disease, Medicine and Empire: Perspectives on Western
Medicine and the Experience of European Expansion. London/ New York: Routledge, 1988.

NEILL, Deborah J. Networks in Tropical Medicine. Internationalism, colonialism and the Rise of a
Medical Specialty, 1890-1930. Stanford: Stanford University Press, 2012.

PACKARD, Randall M. The making of a Tropical Disease: a short history of malaria. Baltimore: The
Johns Hopkins University Press, 2007.

ROQUE, Ana Cristina. Doença e cura em Moçambique nos relatórios dos serviços de saúde dos
finais do século XIX. História, Ciências, Saúde - Manguinhos, v. 21, n.2 , 2014, p. 515-537.

STEPAN, Nancy. Picturing tropical nature. Ithaca: Cornell University Press, 2001.

THORAL, Marie-Cecile. Colonial Medical Encounters in the Nineteenth-Century: the French


campaigns in Egypt, Saint Domingue and Algeria. Social History of Medicine, v. 25, n. 3, 2012, p.
608-24.

WORBOYS, Michael. “Tropical diseases”. In: BYNUM, William F.; PORTER, Roy (Eds.).
Companion Encyclopedia of the History of Medicine. London/New York, Routledge, v. 1, 1997, p.
512-36.

AULA 6 (20/04) – A SAÚDE NA CONSTRUÇÃO DOS ESTADOS-NAÇÕES E


NACIONALIDADES E NO CONTROLE DAS FRONTEIRAS

Leitura Obrigatória:

CUETO, Marcos; PALMER, Steven. Medicina e Saúde Pública na América Latina: uma história.
Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2016. Capítulo 2, “Medicinas Nacionais e Estados Sanitários”, pp.
69-119.

DI LISCIA, Maria Silvia. “Desde fuera y desde dentro: Desde fuera y desde dentro. Enfermedades,
etnias y nación (Argentina, 1880-1940). In: HOCHMAN, Gilberto; DI LISCIA, Maria Silvia;
PALMER, Steven (Eds). Patologías de la patria. Buenos Aires: Lugar Editorial, 2012, p. 124-153.

BASHFORD, Alisson. Imperial Hygiene: A Critical History of Colonialism, Nationalism and Public
Health. Cap. 5, “Quarantine: imagining the geo-body of a nation”, p. 115-136.

STERN, Alexandra. Buildings, Boundaries, and Blood: Medicalization and Nation- Building on the
U.S.-Mexican Border, 1910-1930. Hispanic American Historical Review, 79, n. 1, 1999, p. 41-81.

Bibliografia Complementar:

9
CHRYSOSTOMO, Maria Isabel de Jesus; Vidal, Laurent. Do depósito à hospedaria de imigrantes:
gênese de um “território da espera” no caminho da emigração para o Brasil. História, Ciências,
Saúde – Manguinhos, v. 21, n.1, 2014, p. 195-217.

KRAUT, Allan. Silent Travelers: Germs, Gene and the ‘Immigrant Menace’. New York: Basic
Books, 1994.

MARKEL, Howard; STERN, Alexandra M. Whose Face? Whose Nation? Imigration, Public Health
and the Construction of Disease at America’s Ports and Borders, 1891-1928, American
Behavioural Scientist, v. 42, 1999, p. 1314-31.

MARKS, Lara; WORBOYS, Michael (Eds). Migrants, minorities and Health: Historical and
Contemporary Studies, p. 228-249.

GAY Y BASCO, Paloma. “‘This is not a place for civilised people’: isolation, enforced education
and resistance among Spanish
Gypsies
 In Strange, Caroline; Bashford, Alison (Eds), Isolation:
Places and Practices of Exclusion. London/ New York: Routledge, 2003, p. 197-210.

ZYLBERMAN, Patrick. Civiling the State: Borders, Weak States and International Health in Modern
Europe. In Bashford, Alison (Ed.) Medicine at the Border: Disease, Globalization and Security.
Basingstocke/ NewYork: Palgrave, p. 21‐40.

AULA 7 (27/04) – SAÚDE E ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS. Professor Convidado:


Gilberto Hochman

CUETO, Marcos. Los ciclos de la erradicación: la Fundación Rockefeller y la salud pública


latinoamericana, 1918-1940, in CUETO, Marcos (Ed.), Salud, Cultura y Sociedad en America
Latina. Lima, IEP/OPS, 1996, pp.179-201

PALMER, Steven. Gênese da Saúde Global: a Fundação Rockefeller no Caribe e na América


Latina. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2016. Capítulos 1, “Clínicas Migrantes e Ciência da
Ancilostomíase: as origens periféricas da Saúde Internacional, 1840-1914” e 2, “O Início da Saúde
Global”.

BIRN, Anne-Emanuelle. O nexo nacional-internacional na saúde pública: o Uruguai e a circulação


das políticas e ideologias de saúde infantil, 1890-1940, História, Ciências, Saúde – Manguinhos,
v. 13, n. 3, 2006, pp. 675-708.

HOCHMAN, Gilberto. Agenda Internacional e Políticas Nacionais: uma comparação 
histórica


entre programas de erradicação da malária e da varíola no Brasil. In: HOCHMAN, Gilberto;
ARRETCHE, Marta; MARQUES, Eduardo (Org.). Políticas Públicas no Brasil. Rio de Janeiro:
Editora Fiocruz, 2007, p. 367-97.



Leitura Complementar:

BIRN, Anne-Emanuelle. Marriage of convenience: Rockefeller international health and


revolutionary Mexico. Rochester: University of Rochester Press, 2006.
10
BOROWY, Iris. Coming to terms with International Health: the League of Nations Health
Organization. Berlin: Peter Lang, 2009.

CUETO, Marcos. Missionaries of Science: the Rockefeller Foundation and Latin America.
Bloomington: Indiana University Press, 1994.

FARLEY, John. To Cast Out Disease. A History of the International Health Division of the
Rockefeller Foundation (1913-1951). New York: Oxford University Press, 2003.

MAGALHÃES, Rodrigo César. A Erradicação do Aedes aegypti: Febre Amarela, Fred Soper e
Saúde Pública nas Américas (1918-1968). Rio de Janeiro: Fiocruz, 2016.

MOULIN, Anne Marie.“The Pasteur Institutes Between the Two World Wars: The Transformation of
the International Sanitary Order” in WEINDLING, Paul (Ed.) International Health Organizations and
Movements, 1918-1939. Cambridge: Cambridge University Press, 1995, p. 244-265.

PALMER, Steven. ‘O demônio que se transformou em vermes’: a tradução da saúde 
pública no


Caribe Britânico, 1914-1920. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 13, n. 3, 2006, p. 571-89.

SOLOMON, Susan. Through a Glass Darkly. The Rockefeller Foundation’s International Health
Board and Soviet Public Health, Studies in the History and Philosophy of the Biomedical Sciences,
v. 31, n. 3, 2000, p. 409-18.

WEINDLING, Paul. The League of Nations Health Organization and the rise of Latin American
participation, 1920-40. História, Ciências, Saúde –Manguinhos, v. 13, n. 3, 2006, p. 1-14..

AULA 8 (04/05) – SAÚDE, AMBIENTE E CORPO Professores convidados: Dominichi


Miranda de Sá e Rômulo de Paula Andrade

Leitura Obrigatória

MITMAN, Gregg.; MURPHY, Michelle; SELLERS, Christopher. Introduction: a Cloud over History.
Osiris, v. 19 – Landscapes of Exposure: Knowledge and Illness in Modern Environments, 2004, p.
1-17.

NASH, Linda. The Fruits of Ill-Health: Pesticides and Workers' Bodies in Post-World War II California.
Osiris, v.19 - Landscapes of Exposure: Knowledge and Illness in Modern Environments, 2004, p.
203-219.

NASH, Linda. Beyond Virgin Soils: disease as Environmental History. In ISENBERG, Andrew. C.
(Ed.) The Oxford Handbook of Environmental History. Oxford/ New York: Oxford University Press,
2014, p. 76-107.

Bibliografia Complementar

BROWN, Phil. Toxic Exposures: Contested Illnesses and the Environmental Health Movement. New
York: Columbia University Press, 2007.

11
KLANOVICZ, Jó. Toxicidade e produção de maçãs no sul do Brasil. História, Ciências, Saúde –
Manguinhos, v. 17, n.1, 2010, p.67-85.

MCEVOY, Arthur. 1996. Working Environments: an Ecological Approach to Industrial Health


History. Technology and Culture, v. 36, n. 2, p. 145-173, 1995.

MITMAN, Gregg. In Search of Health: Landscape and Disease in American Environmental History.
Environment History, 10, n. 2, pp. 184-210, 2005.

MITMAN, Gregg. Breathing Space: How Allergies Shape Our Lives and Landscapes. New Haven:
Yale University Press, 2007.

MURPHY, Michelle. Sick Building Syndrome and the Problem of Uncertainty: Environmental
Politics, Technoscience, and Women Workers. Durham: Duke University Press, 2006.

SELLERS, Christopher C. Hazards of the Job: From Industrial Disease to Environmental Health
Science. Chapel Hill: University of North Carolina Press, 1997.

VALENCIUS, Conevery B. Histories of Medical Geography. Medical History, 44, Suppl. 20 -


Medical Geography in Historical Perspective, 2000, p. 3-28.

AULA 9 (11/05) – MEDICINA, RAÇA, POPULAÇÕES E EUGENIA Professor Convidado:


Robert Wegner

Leitura Obrigatória:

CAMPOS, Ricardo. Autoritarismo y eugenesia punitiva: higiene racial y nacionalcatolicismo en el


franquismo, 1936-1945. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 23, supl. 1, 2016, p. 131-148.

LIMA, Nísia Trindade; HOCHMAN, Gilberto. “Condenado pela raça, absolvido pela medicina”: o
Brasil descoberto pelo movimento sanitarista da Primeira República. In: MAIO, Marcos Chor;
SANTOS, Ricardo Ventura (eds.). Raça, ciência e sociedade. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz;
CCBB, 1996. p. 23-40

POLIAKOV, Léon. O mito ariano: ensaio sobre as fontes do racismo e dos nacionalismos. São
Paulo: Perspectiva, 1974 [capítulo a definir].

PROVINE, William. Geneticists and Race. American Zoologist, v. 26, n.3, p.857-887, 1986.

SOUZA, Vanderlei Sebastião de. A eugenia brasileira e suas conexões internacionais: uma análise
a partir das controvérsias entre Renato Kehl e Edgard Roquette-Pinto, 1920-1930. História,
Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 23, supl. 1, 2016, p. 93-110.

Bibliografia Complementar:

ADAMS, Mark (Ed). The Wellborn Science: Eugenics in Germany, France, Brazil and Russia. New
York/ Oxford: Oxford University Press, 1990.
12
KEVLES, Daniel. In the Name of Eugenics: Genetics and the Uses of Human Heredity. Berkeley/
Los Angeles: California University Press, 1986.

LEVINE, Philippa; BASHFORD, Alison. The Oxford Handbook of the history of Eugenics. New
Tork/ Oxford: Oxford University Press, 2010.

MIRANDA, Marisa A. El paradigma Eugénico en politicas sanitarias argentinas del siglo XX. in:
CARBONETTI, Adrián y GONZALEZ-LENDRI, Ricardo. Historias de salud y enfermidad en
America Latina siglos XIX y XX. Cordoba: Universidad Nacional de Córdoba, 2008,pp. 209-231

REGGIANI, Andrés H. Depopulation, Fascism and Eugenics in 1930s Argentina, Hispanic American
Historical Review, v. 90, n. 2, 2013, p. 283-318.

STEPAN, Nancy L. A hora da eugenia: raça, gênero e nação na América Latina. Rio de Janeiro:
Editora Fiocruz, 2005

STERN, Alexandra M. Eugenic Nation: Faults and Frontiers of Better Breeding in Modern America.
Berkley/ Los Angeles/ London: California University Press, 2005.

TURDA, Marius; WEINDLING, Paul. Blood and Homeland: Eugenics and Racial Nationalism in
Central and Southeast Europe (1900-1940). Budapest/ New York: CEU Press, 2007.

VIMIEIRO-GOMES, Ana Carolina; WEGNER, Robert; SOUZA, Vanderlei S. (Orgs.) Eugenia Latina
em Contexto Transnacional – Número Especial de História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 23,
suplemento, 2016.

WEGNER, Robert; Souza, Vanderlei Sebastião de Eugenia 'negativa', psiquiatria e catolicismo:


embates em torno da esterilização eugênica no Brasil. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v.
20, no. 1, 2013, p. .263-288.

AULA 10 (18/05) - MEDICINA, SAÚDE E GUERRA

Leitura Obrigatória:

COOTER, Roger. ‘War and Modern Medicine”, In BYNUM, William.F.; PORTER, Roy. (Eds)
Companion Encyclopedia of the History of Medicine, vol.2, London/ New York: Routledge, 1993, p.
1536-73.

GARCÍA-REYES, Juan Carlos; ARRIZABALAGA, Jon. Comunicación científica e innovación


tecnológica en la primera Cruz Roja, 1863-1876. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v.23,
n.3, 2016, p. 847-865.

HARRISON, Mark. The Medicalization of War – The Militarization of Medicine, Social History of
Medicine, v. 9, 1996, p. 267-276.

Leitura Complementar:

BROWN, E. M. “Between Cowardice and Insanity: Shell-Shock and the Legitimation of Neuroses in
13
Britain in World War I.” in MENDELSOHN, E., SMITH, M. R. WEINGART, P. (Eds) Science,
Technology, and the Military. Dordrecht: Kluwer Academic Publishers, p. 323- 345.

CARDEN-COYNE, Ana. The Politics of Wounds: Military Patients and Medical Power in the First
World War. New York/ Oxford: Oxford University Press, 2014.

COOTER, Roger; STURDY, Steve (Eds.) Medicine and Modern Warfare, London: Sutton, 1999.

HARRISON, Disease and Modern World, 1500 to the present day, London/ Cambridge: Polity,
2004. Cap. 7 “Disease, War and Modernity”.

HARRISON, Mark. Medicine and Victory: British Military Medicine in the Second World War. New
York/ Oxford: Oxford University Press, 2004.

LINTON, Derek. War Disentery’ and the Limitations of the German Military Hygiene during World
War I, Bulletin of the History of Medicine, v. 84, 2010, p. 607-39.

REID, Fiona. Medicine in First World War Europe: Soldiers, Medics, Pacifists. Bloomsbury
Academy, 2017.

RIBEIRO, José Iran. As doenças e as dietas na construção da alteridade entre os integrantes do


Exército imperial brasileiro durante a Guerra dos Farrapos. História, Ciências, Saúde –
Manguinhos, v.18, n. 3, 2011, p. 661-676.

SCHNEIDER, W. Blood Transfusion in Peace and War, 1900-1918, Social History of Medicine, v.
10,n. 1, 1997, p. 105-26 .

SILVA, Carlos Leonardo Bahiense; MELO, Victor Andrade de. Fabricando o soldado, forjando o
cidadão: o doutor Eduardo Augusto Pereira de Abreu, a Guerra do Paraguai e a educação física
no Brasil. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 18, n. 2, 2011, p.337-354.

AULA 11 (25/05) – SAÚDE E GÊNERO—A MULHER NO DISCURSO MÉDICO E A SAÚDE


MATERNO-INFANTIL

Leitura Obrigatória:

FREIRE, Maria Martha de Luna. ‘Ser mãe é uma ciência’: mulheres, médicos e a construção da
maternidade científica na década de 1920. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v.15, supl.,
2008, p. 153-171.

LACQUER, Tomas. Inventando o Sexo: Corpo e Gênero dos Gregos a Freud. Rio de Janeiro:
Relume Dumará. Cap. 5, “A Descoberta dos Sexos”, p. 189-240.

MARLAND, Hilary. ‘Childbirth and Maternity’, In COOTER, Roger; PICKSTONE, John (Eds)
Companion to Medicine in the Twentieth Century, London, 2003.

ROHDEN, Fabíola. O império dos hormônios e a construção da diferença entre os sexos. História,
Ciências, Saúde – Manguinhos, v.15, supl., 2008, p.133-152.
14
Bibliografia Complementar:

APPLE, Rima Constructing Mothers: Scientific Motherhood in the Nineteenth and Twentieth
Centuries, Social History of Medicine, v. 8, n. 2, 1995, 161- 178.

BASHFORD, Alison. Purity and Pollution: gender, embodiment and Victorian medicine, Macmillan,
1998

CASTEJÓN, Ramón; PERDIGUERO, Enrique;BALLESTER, Rosa.: Los medios de comunicación


al servicio de la lucha antivenérea y la protección de la salud materno-infantil (1900-1950),
História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 13, n. 2, 2006, p. 411-37.

FISSELL, Mary. “Gender and Generation: Representing Reproduction in Early Modern England” in
PHILLIPS, Kim M.; REAY, Barry (Eds) Sexualities in History, Routledge, 2002, p. 105-26.

MARTIN, Emily. The Woman in the Body: A Cultural Analysis of Reproduction. Boston: Beacon
Press, 2001.

MARTIN, Emily. The Egg and the Sperm: How Science has Constructed a Romance-Based on
Stereotypical Male-Female Roles, Signs, XVI, n. 3, 1991, p. 485-501.

SCHIEBINGER, Londa. Skeletons in the Closet: the first illustrations of the female skeleton in
Eighteenth-Century Anatomy. In SCHIEBINGER, Londa (Ed.) Feminism and the Body. New York/
London: Oxford University Press, 2000, p. 25-57.

AULA 12 (01/06) – SAÚDE, MEDICINA E A REGULAÇÃO DA SEXUALIDADE

Leitura Obrigatória:

LEVINE, Philippa. Venereal disease, prostitution and the politics of empire: the case of British
India. Journal of History of Sexuality v. 4, n. 4, 1994, p. 579-602.

TERRY, Jennifer. “Anxious slippages between ‘us’ and ‘them’: A brief history of the scientific
search for homosexual bodies,” In TERRY, Jennifer; URLA, Jacqueline (Eds.) Deviant Bodies:
Critical Perspectives on Difference in Science and Popular Culture. Bloomington: Indiana
University Press, 1995, p. 129-169

VERHOEVEN, Timothy. ‘Apostles of Continence’: Doctors and Doctrine of Sexual Necessity in


Progressive-Era America. Medical History, v. 61, n. 1, 2017, p. 89-106.

Bibliografia Complementar:

BAYER, R. “Politics, science and the problem of psychiatric nomenclature: a case study of the
American Psychiatric Association referendum on homosexuality” In ENGELHARDT, H. Tristam;
CAPLAN, Arthur L. (Eds) Scientific controversies: case studies in the resolution and closure of
disputes in science and technology. Cambridge: Cambridge University Press, 1987, p. 381-400.

15
BECCALOSSI, Chiara. Madness and Sexual Psychopathies as the Magnifying Glass of the
Normal: Italian Psychiatry and Sexuality, 1880-1910, Social History of Medicine, v. 27, n. 2, 2014,
p. 303-25.

BRYDER, L. Sex, Race and Colonialism: An Historiographical Review, The International History
Review, v. 20, n. 4, 1998, p. 806-22.

CHENIER, Elise. Segregating sexualities: the prison ‘sex problem’ in twentieth-century Canada
and the United States
 In STRANGE, Caroline; BASHFORD, Alison (Eds), Isolation: places and
practices of exclusion. London/ New York: Routledge, 2003, p. 67-80.

ENGEL, Magali G. Sexualidades interditadas: loucura e gênero masculino. História, Ciências,


Saúde –Manguinhos, v.15, Supl., 2008, p. 173-190.

EVERED, Emine O.; EVERED, Kyle T. Sex and the Capital City: the political framing of Syphilis
and Prostitution in Early Republican Ankara. Journal of History of Medicine and Allied Sciences, v.
68, n. 2, 2011. p. 266-99.

GROSSMAN, Atina. Reforming Sex: the German movement for birth control and abortion reform,
1920-50. New York/ Oxford: Oxford University Press, 1995.

HANSEN, Beth. “‘American physicians’ discovery of homosexuals, 1880-1900: a new diagnosis in


a changing society” in Rosenberg & Golden (1992), p. 104-133.

LEVINE, Philippa. Prostitution, Race and Politics: Policing Venereal Disease in the British
Empire. London/ New York: Routledge, 2003.

MAGALHÃES, Joanalira Corpes; RIBEIRO, Paula Regina Costa. Para além de um corpo
transparente: investigando métodos e estratégias de esquadrinhar o sujeito homossexual. História,
Ciências, Saúde – Manguinhos, v.22, n.2, 2015, p.461-481.

HENRIQUE, Márcio Couto; AMADOR, Luiza Helena M. Da Belle Époque à cidade do vício: o
combate à sífilis em Belém do Pará, 1921-1924. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v.23,
n.2, 2016, p. 359-378.

SOMERVILLE, Siobhan. Scientific Racism and the Emergence of the Homosexual Body, Journal
of the History of Sexuality, v. 5, n. 2, 1994, p. 243-66.


TERRY, Jennifer. An American Obsession: science, medicine, and homosexuality, Chicago:


University of Chicago Press, 1999.


AULA 13 (08/06) - HISTORICIZANDO O ARSENAL DA MODERNA BIOMEDICINA –


DIAGNÓSTICO, PADRONIZAÇÃO E HOSPITAIS

Leitura Obrigatória:

16
HESS, Volker. “Standartizing body temperature: Quantification in hospitals and in daily life", in
JORLAND, Gerard; OPINEL, Annick; WEISZ, George. Body Count: Medical Quantification in
Historical and Sociological Perspective. Montreal/ Kingston: McGill-Queen’s
University Press,
2006, p. 109-126.

HOWELL, Joel. Technology in the Hospital: Transforming patient care in the early twentieth
century, Baltimore: The John Hopkins University, 1995. Physicians, Patients and Medical
Technology: p. 1-29; Science, Scientific Systems, and Surgery, p. 30-68.

ROSENBERG, Charles E. The tyranny of diagnosis: Specific entities and individual experience,
Milbank Quarterly 80, 2002, p. 237 – 260.

WARNER, John H.; TIGHE, Janet A. “Technological Imperative? Hospitals, Professions, and
Patient Expectations, 1890-1950,” in WARNER, John H.; TIGHE, Janet A. (Eds) Major
Problems in the History of American Medicine and Public Health. Boston: Houghton Mifflin,
2000, p. 349-387.

Bibliografia Complementar:

BYNUM, Helen. “Technology and the ‘social disease’” In JACKSON, Marck (Ed.) The Routledge
History of Disease. London/ New York: Routledge, 2016.

ERASO, Yolanda. Migrating techniques, multiplying diagnoses: the contribution of Argentina


and Brazil to early 'detection policy' in cervical cancer. História, Ciências, Saúde – Manguinhos,
v.17, suppl.1, 2010, p. 33-51.

GRADMANN, Christoph; SIMON, Josi. Evaluating and Standardizing Therapeutic Agents


(1890-1950). Houndmills/ Basingstoke/ Hampshire/ London: Palgrave MacMillan, 2009.

GRANSHAW, L. ‘The Hospital’, In BYNUM, William.F.; PORTER, Roy. (Eds) Companion


Encyclopedia of the History of Medicine, vol.2, London/ New York: Routledge, 1993, p.1180-
1203.

HOWELL, Joel D. Making Machines Clinically Useful in the Modern Hospital," in GOLDEN,
Janet; LONG, Diana Elizabeth (Eds.), The American General Hospital. Communities and Social
Contexts. Ithaca/ New York: Cornell University Press, 1989, p. 368-71.

HOWELL, Joel D. “The X-ray Image: Meaning, Gender, and Power” In HOWELL, Joel D.
(Ed.). Technology in the Hospital. Transforming Patient Care in the Early Twentieth Century.
Baltimore: Johns Hopkins University Press, 1995, p. 133-68, 298-310.

LAWRENCE, Christopher. Incommunicable Knowledge: Science, Technology and the Clinical


Art in Britain, 1850-1914, Journal of Contemporary History v. 20, 1985, p. 503-520.

RISSE, Guenter. Mending Bodies, Saving Souls: A History of Hospitals, New York/ Oxford:
Oxford University Press, 1999.

17
ROSENBERG, Charles. The Care of Strangers: The Rise of America’s Hospital System.New
York: Basic Books, 1987.

ROSENBERG, Charles. Our Present Complaint. American Medicine, Then and Now. Baltimore:
John Hopkins University Press, 2007.

SCHLICH, Thomas “Risk and Medical Innovation: A Historical Perspective”, in SCHLICH,


Thomas; TRÖHLER, Ulrich (Eds.), The Risks of Medical Innovation: Risk Perceptions and
Assessment in Historical Context. London/ New York: Routledge 2005

TRÖHLER, Ulrich; PRULL, Cay Rudiger. ‘The Rise of the Modern Hospital’, In LOUDON, Irvine
(Ed) Western Medicine: An Illustrated History, Oxford: Oxford University Press, 1997, pp. 160-
175.

15/06 – FERIADO DE CORPUS CHRISTI

AULA 14 (22/06) - HISTORICIZANDO O ARSENAL DA MODERNA BIOMEDICINA II –


NOSOLOGIA, TERAPÊUTICA E INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

Leitura Obrigatória

GAUDILLIERE, Jean Paul. Better prepared than sintetized: Adolf Butenandt, Schering AG and
the Transformation of Sex Steroids into Drugs (1930-1946). Studies in History and Philosophy
of Biological and Biomedical Sciences, v. 36, n. 4, 2005, 612-44.

GREENE, Jeremy. Prescribing by Numbers: Drugs and the Definitions of Disease. Baltimore:
The John Hopkins University Press, 2007. Cap. 2, “Shrinking the Symptom, Growing the
Disease: Hypertension after Diuril”, p. 51-80; Cap. 3, “Finding the Hidden Diabetic: Orinase
creates a New Market”, p. 83-114.

GREENE, Jeremy. “The Abnormal and the Pathological: Cholesterol, Statins, and the Threshold
of Disease,” In TONE, Andrea; WATKINS, Elizabeth (Eds.) Medicalizing Modern America. New
York: New York University Press, 2007, p.183-228.

LÖWY, Ilana; WEISZ, George. French Hormones: progestins and therapeutic variation in
France. Social Science and Medicine, 60, 2005, 2609-2622.

Bibliografia Complementar:

FISHMAN, Jennifer. R. Making Viagra: from Impotence to Eretile Disfunction. In TONE, Andrea;
WATKINS, Elizabeth (Eds.) Medicalizing Modern America. New York: New York University
Press, 2007, p. 229-252.

GOODMAN, Jordan. “Can it ever be be pure Science? Pharmaceuticals, the Pharmaceutic


Industry and Biomedical Research in the Twentieth Century” In GAUDILLIÈRE, Jean-Paul;
LÖWY, Ilana. The Invisible Industrialist: Manufactures and the Production of Scientific
18
Knowledge. Houndmills/ Basingstoke/ Hampshire/ London: Palgrave MacMillan,1998, p. 143-
167.

GOODMAN, Jordan. “Pharmaceutical industry”, In COOTER, Roger; PICKSTONE, John (Eds.).


Companion to Medicine in the Twentieth Century. London/New York: Routledge, 2003, p. 141-
154.

PALMA, Alexandre; VILAÇA, Murilo Mariano. Conflitos de interesse na pesquisa, produção e


divulgação de medicamentos. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 19, n. 3 2012, p.919-
932.

SINGH, Ilina. Bad Boys, Good Mothers and the ‘Miracle’ of Ritalin. Science in Context, v. 15, n.
4, p. 577-603.

TONE, Andrea. The Age of Anxiety: A History of America’s Turbulent Affair with Tranquilizers.
New York: Basic Books, 2009.

AULA 15 (29/06) – SAÚDE GLOBAL E ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE – Professor


Convidado :Marcos Cueto
Leituras Obrigatórias

ANDERSON, Warwick. Making Global Health History: The Postcolonial Worldliness of


Biomedicine. Social History of Medicine, v. 27, n. 2, 2014, p. 372-38.

BROWN, Theodore; CUETO, Marcos; FEE, Elizabeth A transição de saúde pública


'internacional' para 'global' e a Organização Mundial da Saúde. História, Ciências, Saúde –
Manguinhos, vol.13, n.3, 2006, p.623-647.

CUETO, Marcos; PALMER, Steven. Medicina e Saúde Pública na América Latina: uma história.
Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2016. Capítulo 5, “Atenção Primária à Saúde, Resposta
Neoliberal e Saúde Global na América Latina”.

HARRISON, Mark. A Global Perspective: Reframing the History of Health, Medicine and
Disease. Bulletin of the History of Medicine, v. 89, n. 4, 2015, p. 639-89.

Leitura Complementar:

BIRN, Anne Emanuele. The stages of international (global) health: histories of success or
successes of history? Global Public Health. v. 4, n. 1, 2009, p. 50-68.

BUSS, Paulo Marchiori; LEAL, Maria do Carmo. Saúde global e diplomacia da saúde,
Cadernos de Saúde Pública [Online], v.25, n.12, 2009
CUETO, Marcos. Saúde Global: uma Breve História. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2016.

CUETO, Marcos; ZAMORA, Victor (Eds.) História, Salud y Globalización. Lima: Universidad
Cayetano Heredia, 2006.

19
IRWIN, A; SCALI E. Action on the social determinants of health: a historical perspective. Global
Public Health, v. 2, n. 3, 2007, p. 235-56.

MELLO, Guilherme Arantes e VIANA, Ana Luiza d'Ávila. Centros de Saúde: ciência e ideologia
na reordenação da saúde pública no século XX. História, Ciências, Saúde, Manguinhos, v.18,
n. 4, 2011, p. 1131-1149.

PACKARD, Randall. A History of Global Health: Interventions into the Lives of Other People.
Baltimore: The John Hopkins University Press, 2016.

TORRES, Cristina e MUJICA, Oscar J. Salud, equidad y los objetivos de de


sarrollo del milenio. Revista Panamericana de Salud Pública, v.15, n.6, 2004, p.430-439.

TORRES-RUIZ, Antonio. Nuevos retos y oportunidades en un mundo globalizado: análisis


político de la respuesta al VIH/Sida en México. História, Ciências, Saúde, Manguinhos, v. 13, n.
3, 2006, p. 649-674.

20