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A série “Reprise" (2018) trata do projeto de instalação da reprodução das imagens ao lado, em televisões

em loop. Elas se compõem a partir da manipulação de imagens da História da Arte e o acréscimo de


legendas que, por vezes, também recebem sobreposições. As obras selecionadas se referem a histórias
bíblicas, históricas ou mitológicas e refletem sobre a repetição de padrões morais, éticos e estéticos,
principalmente no tocante as questões da figura feminina na arte.

Na primeira figura, Noli me tangere de Fra Angelico é sobreposto a Protect me from what I want em
referência à Jenny Holzer, discutindo a dinâmica dos desejos e a interdição do toque sobre o sagrado. Na
segunda e terceira imagem, o tema discutido é da Lucrécia (c. 508 a.C), figura relacionada com o
nascimento da República Romana, fruto dos abusos da Monarquia. Na história, o abuso sexual do corpo
da mulher é usado como alegoria para os abusos contra o povo, e Lucrécia, como mulher virtuosa de seu
tempo, comete suicídio “para não viver em desgraça”. Desta anedota mítica-histórica muitos são os
aspectos de interesse. Em uma imagem vemos um detalhe de uma das representações eróticas de Lucas
Cranach de Lucrécia, sobreposto à frase de protesto de Cristina de Pisano, poetisa e filósofa do século XV, e
ao que seria a última declaração de Lucrécia antes de sua morte. Na terceira imagem, um detalhe da
Lucrécia chorosa de Rembrandt, e a frase da oração Salve Rainha, sobre o que parece ser o devir feminino
de sofrimento. E por fim, a imagem de pathos do Êxtase de Santa Teresa de Bernini é sobreposta à vilã em
seu leito de morte da novela Usurpadora e a tradução de Luciano Migliaccio deste excerto da Eneida, uma
sensibilização abrangente, transversal dos meios de onde partem as imagens.