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20/07/2019

Delegação Regional do Algarve


Centro do Emprego e Formação Profissional do Barlavento
EFA NS – Técnico(a) Ação Educativa

UFCD: 3275 – ACOMPANHAMENTO EM


CRECHE E JARDIM DE INFÂNCIA -
TÉCNICAS PEDAGÓGICAS

50 horas

Formadora: Sara Duarte

https://ccebpedregulho.com.

Objetivos
■ Reconhecer as principais técnicas pedagógica em creches e jardins de infância.
■ Identificar as atitudes e desenvolver as ações necessárias ao estabelecimento de
relações adequadas à situação de creches e jardins de infância.

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Conteúdos
■ Creches
– Objetivos
– Organização do espaço físico e do material
– Atividades e rotinas
– Relações educador/assistente de ação educativa/criança/pais
– Funcionamento e aspetos organizativos

■ Jardins de infância
– Objetivos
– Organização do espaço físico e do material
– Atividades e rotinas
– Relações educador/assistente de ação educativa/criança/pais
– Funcionamento e aspetos organizativos

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Conteúdos
■ Criança e creche
– A importância da afetividade na creche
– Importância das rotinas na vida do bebé
– Adaptação da criança e da família à creche
– Receção da criança

■ Criança e jardim de infância


– Processo de adaptação da criança ao jardim de infância
– Observação da criança no jardim de infância
■ - Observação naturalista
■ - Observação sistemática
– Relação da criança com o educador de infância
– Relação educador de infância/criança/família
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Avaliação

■ Trabalhos em aula
■ Trabalho de grupo com apresentação
■ Teste
■ Assiduidade; Pontualidade; Interesse; Comportamento; Participação

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Portaria n.º 262/2011 de 31 de Agosto

■ Esta portaria estabelece as normas reguladoras das


condições de instalação e funcionamento da creche.

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Conceito
■ “A creche é um equipamento de natureza
socioeducativa, vocacionado para o apoio à família
e à criança, destinado a acolher crianças até aos 3
anos de idade, durante o período correspondente
ao impedimento dos pais ou de quem exerça as
responsabilidades parentais.”
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Objetivos
■ São objetivos da creche, designadamente, os seguintes:

a) Facilitar a conciliação da vida familiar e profissional do agregado


familiar

b) Colaborar com a família numa partilha de cuidados e


responsabilidades em todo o processo evolutivo da criança;

c) Assegurar um atendimento individual e personalizado em função


das necessidades específicas de cada criança;

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Objetivos
d) Prevenir e despistar precocemente qualquer inadaptação,
deficiência ou situação de risco, assegurando o encaminhamento
mais adequado;

e) Proporcionar condições para o desenvolvimento integral da criança,


num ambiente de segurança física e afetiva;

f) Promover a articulação com outros serviços existentes na


comunidade.
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Atividade em grupo
■ Escolha dois objetivos e comente fundamentando a importância dos mesmos.
a) Facilitar a conciliação da vida familiar e profissional do agregado familiar

b) Colaborar com a família numa partilha de cuidados e responsabilidades em todo o


processo evolutivo da criança;

c) Assegurar um atendimento individual e personalizado em função das necessidades


específicas de cada criança;

d) Prevenir e despistar precocemente qualquer inadaptação, deficiência ou situação de


risco, assegurando o encaminhamento mais adequado;

e) Proporcionar condições para o desenvolvimento integral da criança, num ambiente de


segurança física e afetiva;

f) Promover a articulação com outros serviços existentes na comunidade.


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Atividades e serviços
■ A creche presta um conjunto de atividades e serviços, designadamente:
a) Cuidados adequados à satisfação das necessidades da criança;
b) Nutrição e alimentação adequada, qualitativa e quantitativamente, à idade
da criança, sem prejuízo de dietas especiais em caso de prescrição médica;
c) Cuidados de higiene pessoal;
d) Atendimento individualizado, de acordo com as capacidades e competências
das crianças;
e) Atividades pedagógicas, lúdicas e de motricidade, em função da idade e
necessidades específicas das crianças;
f) Disponibilização de informação, à família, sobre o funcionamento da creche
e desenvolvimento da criança.
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“Num contexto educativo é fundamental como


Organização do organizar os espaços e os materiais que
colocamos ao dispor das crianças, estando
espaço físico e do
sempre atento ao desenvolvimento e aos
material interesses do grupo, pois o “ambiente físico e
material […] deverá refletir a crença na
competência participativa da criança e criar
EM CRECHE
múltiplas oportunidades para o seu bem-estar,
aprendizagem e desenvolvimento”
(Formosinho & Araújo, 2013, p.93)”

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A creche deve ter as seguintes áreas


funcionais:
■ a) Receção;
■ b) Direção e serviços técnicos;
■ c) Berçário;
■ d) Atividades, convívio e refeições;
■ e) Área do pessoal;
■ f) Serviços.

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Área de receção

■ Destina -se ao acolhimento/receção e atendimento e deve:


a) Ser ampla, com iluminação suficiente e adequada para espaço de transição
com o exterior e permitir o fácil encaminhamento para os diversos espaços;
b) Ser proporcional à dimensão da área total da creche, possuir mobiliário e
equipamento adequados e dispor de vigilância para apoiar o controlo de
entrada e saída de pessoas e ajudar a manter a segurança das instalações;
c) Na área de receção devem existir instalações sanitárias separadas por sexo e
acessíveis a pessoas com mobilidade condicionada.

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Área da direção, serviços técnicos e


administrativos
■ Destina- se a local de trabalho da direção técnica do estabelecimento, a arquivo
administrativo e a expedientes vários.
■ Pode incluir, designadamente, os seguintes espaços:
– a) Gabinete da direcção;
– b) Núcleo administrativo;
– c) Gabinete(s) técnico(s);
– d) Instalação sanitária.
■ Deve, igualmente, ser considerado um espaço destinado ao isolamento das
crianças que adoeçam subitamente e à prestação de cuidados básicos de saúde.

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Área do pessoal

■ As instalações para o pessoal devem ser compostas pelos seguintes espaços:

a) Sala do pessoal;

b) Vestiários com capacidade para colocação de cacifos com fechadura;

c) Instalações sanitárias equipadas com sanita, lavatório e base de duche.

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Área de serviços

■ A área de serviços compreende a cozinha, lavandaria e os serviços de apoio.

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Berçário
■ O berçário é a área destinada à permanência das crianças até à aquisição da
marcha e deve ser constituído por:
– sala de berços,
– sala-parque,
– copa de leites
– e zona de higienização das crianças.
■ Todas estas áreas devem ter comunicação entre si por meio de portas ou divisórias
envidraçadas, por forma a permitir a observação permanente das crianças.

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Berçário
■ Sala de berços
– A sala dos berços destina-se aos tempos de repouso, não deve exceder a
capacidade máxima de dez crianças, com a área mínima de 2 m2 por criança.
– Deve dispor de sistema de escurecimento e os berços devem encontrar-se
dispostos por forma a permitir o fácil acesso e circulação do pessoal.
– Os berços devem ser individuais e ter uma altura que permita à criança,
quando se põe em pé, ficar aproximadamente ao nível do adulto. Este
compartimento deve localizar-se numa zona silenciosa do edifício e não pode
servir como local de passagem ou atravessamento.

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Berçário

■ Sala -parque
– Para os tempos ativos das crianças, cujo equipamento móvel possibilite aos
profissionais manter contacto com as crianças numa posição cómoda e
facilitada.
– Deve dispor de brinquedos que respeitem as normas de segurança,
adequados à idade das crianças e às suas necessidades lúdicas e de
desenvolvimento, espaços acolchoados e devidamente protegidos para os
bebés, cadeiras de repouso, espelho inquebrável e pavimento amortecedor,
facilmente lavável;

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Berçário

■ Copa de leites
– Para a preparação e distribuição dos leites dispondo de prateleiras e ou
armários, esterilizador de biberões, frigorífico, fogão elétrico e zona de
lavagem;
■ Zona de higienização das crianças
– Deve dispor de bancada para muda de fralda, banheira com águas correntes,
armários para vestiário das crianças, recipiente hermético para fraldas sujas e
espaço para arrumação de produtos de higiene, fora do alcance dos bebés.

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Área de atividades, convívio e refeições

■ Esta área destina- se ao desenvolvimento de atividades lúdicas, pedagógicas e às


refeições das crianças a partir da aquisição da marcha até aos 36 meses e integra:
– a) Salas de atividades,
– b) Sala de refeições,
– c) Instalações sanitárias
– d) Recreio

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Área de atividades, convívio e refeições

■ a) Salas de atividades, organizadas de modo flexível e adequado às necessidades


lúdicas das crianças, sendo recomendável que possuam ligação com o recreio.
Devem estar equipadas com mobiliário e materiais didáticos adequados à faixa
etária. As salas de atividades podem ser utilizadas para o repouso das crianças,
desde que disponham de sistemas de escurecimento e equipamento adequado ao
descanso das crianças (catre, lençol e manta individualizados).

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Princípios de ■ O “ambiente físico e material de uma

Organização creche deverá refletir a crença na

dos Espaços e competência participativa da criança [de


modo a] criar múltiplas oportunidades
dos Materiais para o seu bem-estar, aprendizagem e
na Creche desenvolvimento”

(Formosinho & Araújo, 2013, p.93).

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Princípios de Organização dos Espaços e


dos Materiais na Creche
■ As salas de creche devem apresentar ambientes seguros e saudáveis, respondendo às
necessidades de bem-estar emocional e físico das crianças e dos adultos, assim como
devem promover a aprendizagem ativa das crianças.

■ Quanto à organização é suposto que a sala de creche apresente áreas diferenciadas


relativamente ao jogo e aos cuidados quotidianos.

■ O cuidar e o educar são os aspetos mais importantes da educação de infância, não se


pode educar sem prestar todos os cuidados necessários. Destes dois conceitos deriva a
palavra educuidar que define o serviço prestado à criança nos contextos educativos.

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Princípios de Organização dos Espaços e


dos Materiais na Creche
■ Os espaços destinados ao jogo devem oferecer “múltiplas oportunidades para a
exploração, ação e investigação” (ibidem, p.94).

■ Um espaço deve constantemente ser (re)organizado e modificado consoante as


mudanças de interesses e necessidades das crianças.

■ Para que as crianças usufruam de um conforto retirando o maior prazer dos


espaços, estes devem conter superfícies macias com texturas e cores suaves e luz
natural em abundância. Os equipamentos e todo o mobiliário deve ser adaptado ao
tamanho das crianças, não esquecendo os adultos.

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Princípios de Organização dos Espaços e


dos Materiais na Creche
■ Nesta faixa etária a criança aborda o mundo e comunica através da “abordagem
sensoriomotora” (Formosinho & Araújo, 2013, p.94), logo, importa que a criança
possa experimentar livremente e de acordo com as suas escolhas todo o espaço e
materiais da sala de modo a que se sinta intrinsecamente participante.

■ A ligação da criança com o mundo físico exterior e interior permite um alargamento


das experiencias de aprendizagem, dando primazia aos contextos que valorizam
aspetos relacionados com a identidade pessoal e cultural de cada uma.

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Área de atividades, convívio e refeições

■ b) Sala de refeições, preferencialmente situada perto da cozinha. Esta sala pode ser
utilizada também para reuniões, festas ou recreio interior. Deve dispor de lugares
sentados e mesas, bancadas auxiliares devidamente protegidas do acesso das
crianças e painéis nas paredes que possibilitem a decoração de desenhos, sem
risco para as crianças;

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Área de atividades, convívio e refeições

■ c) Instalações sanitárias com lavatórios e sanitas de tamanho infantil na proporção


de um lavatório para cada grupo de sete crianças e uma sanita para cada grupo de
cinco crianças.

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Área de atividades, convívio e refeições

■ d) Recreio constituído por um espaço exterior vedado, com uma zona coberta, com
zonas de interesse para as crianças e que permita a utilização de brinquedos com
rodas. Quando a utilização do recreio for partilhada com bebés, deve prever a
separação de espaços. Deve, ainda, contemplar equipamento diverso, estruturas
fixas ou móveis, que permitam subir, trepar e escorregar, bebedouros, bancos para
adultos, bancos e mesas para as crianças, recipientes para recolha selectiva de lixo
e iluminação.

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Capacidade e
Organização

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Capacidade e organização

■ 1 — A creche está organizada em unidades autónomas de grupos de crianças cuja


distinção assenta nas características específicas das diferentes faixas etárias.

■ 2 — O número máximo de crianças por grupo é de:

– a) 10 crianças até à aquisição da marcha;

– b) 14 crianças entre a aquisição da marcha e os 24 meses;

– c) 18 crianças entre os 24 e os 36 meses.

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Capacidade e organização

■ 3 — A distribuição pelos grupos pode ser flexível, tendo em conta que deve atender
à fase de desenvolvimento da criança e ao respetivo plano de atividades
sociopedagógicas.

■ 4 — Nas situações em que o número de crianças não permita a formação de grupos


em conformidade com o disposto no n.º 2, pode verificar- se a constituição de
grupos heterogéneos a partir da aquisição da marcha, sendo, neste caso, o máximo
de 16 crianças por sala.

Formadora Sara Duarte, 2019 43

Capacidade e organização

■ 5 — Cada grupo funciona obrigatoriamente em sala própria, sendo a área mínima


de 2 m² por criança.

■ 6 — No caso previsto na alínea c) do n.º 2, a área mínima por cada criança que
exceda as 16 é reduzida para 1 m².

■ 7 — Cada grupo pode integrar crianças com deficiência, tendo em consideração o


seu grau de funcionalidade e a proporção à tipologia de deficiência, de forma a não
hipotecar as possibilidades de apoio a todas as crianças da sala.

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10 crianças 14 crianças 18 crianças


até à entre a entre os 24
aquisição da aquisição da e os 36
marcha marcha e os meses.
24 meses

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Pessoal
■ A intervenção é assegurada por uma equipa técnica dimensionada em função da
capacidade da creche e dos grupos de crianças, devendo ser constituída por:

– a) Duas unidades de pessoal, técnicos na área do desenvolvimento infantil ou


ajudantes de ação educativa, por cada grupo até à aquisição de marcha que
garantam o acompanhamento e vigilância das crianças;

– b) Um educador de infância e um ajudante de ação educativa por cada grupo, a


partir da aquisição da marcha;

– c) Um ajudante de ação educativa para assegurar o pleno funcionamento do período


de abertura e de encerramento da creche.

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Pressupostos  Creche

■ A Creche constitui uma das primeiras experiências da criança num


sistema organizado, exterior ao seu círculo familiar, onde irá ser
integrada e no qual se pretende que venha a desenvolver
determinadas competências e capacidades.
■ Sabemos que as experiências das crianças nos seus primeiros anos
de vida estão muito relacionadas com a qualidade dos cuidados que
recebem.
■ Também sabemos que estas experiências podem ter um verdadeiro
impacto no seu desenvolvimento futuro.
■ Os cuidados adequados durante a primeira infância trazem benefícios
para a toda a vida.
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Pressupostos  Creche

■ A infância é a etapa fundamental da vida das crianças sendo os primeiros 36


meses de vida particularmente importantes para o seu desenvolvimento físico,
afetivo e intelectual.

■ Desta forma, importa que este novo contexto de desenvolvimento se caracterize por
um ambiente acolhedor e dinamizador de aprendizagens, onde a criança se possa
desenvolver de forma global, adequada e harmoniosa.

Formadora Sara Duarte, 2019 49

■ A creche é hoje entendida como um contexto formal de educação e de apoio às


necessidades das crianças, ao mesmo tempo que cumpre também uma função
assistencial, devido à necessidade dos pais deixarem os seus filhos num local
seguro durante o seu período laboral.

■ A investigação que tem vindo a ser desenvolvida permite que hoje se encare a
entrada da criança na creche não apenas como alternativa para responder às
necessidades dos pais mas, sobretudo, como uma resposta educativa para as
crianças.

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O Espaço no processo de
ensino e aprendizagem

0 Espaço na Creche e Jl

Os espaços devem ser organizados de forma a desafiar a criança


nos campos cognitivo, social e motor.
A criança deve andar, subir, descer e saltar, através de várias
tentativas, assim a criança estará a aprender a controlar o próprio
corpo.
O Ambiente deve estimular os sentidos das crianças, que
permitam que recebam estimulação do ambiente externo, como
cheiro de flores, de alimentos a ser preparados, que sintam o
vento, o calor do sol, o ruído da chuva.

Devem igualmente experimentar


diferentes texturas: liso, áspero,
duro, macio, quente, frio.

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A organização do espaço físico deve ser pensada tendo como princípio oferecer um
lugar acolhedor e prazeroso para a criança, isto é, um lugar onde as crianças possam
brincar, criar e recriar suas brincadeiras sentindo-se assim estimuladas e
independentes.
O espaço criado para a criança deverá estar organizado de acordo com a faixa etária da
criança, isto é, propondo desafios cognitivos e motores que a farão avançar no
desenvolvimento de suas potencialidades.
O espaço deve estar povoado de objetos que retratem a cultura e o meio social em que
a criança está inserida.

0 Espaço na Creche e Jl

Podem-se constituir diferentes ambientes num só


espaço.
Os ambientes devem ser planeados de forma a
satisfazer as necessidades da criança, isto é, tudo
deverá estar acessível à criança, desde objetos
pessoais como também os brinquedos, pois só assim o
desenvolvimento ocorrerá de forma a possibilitar sua
autonomia, bem como sua socialização dentro das suas
singularidades.

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0 Espaço na Creche e Jl

No Jl as salas são, geralmente, organizadas de forma a permitir às


crianças a escolha de diferentes tipos de atividades.
Durante o dia existem momentos de trabalho em grande grupo,
dinamizados pela educadora e momentos de trabalho individual ou
em pequenos grupos, em que é possível o desenvolvimento
simultâneo de diferentes atividades.

0 Espaço na Creche e Jl

Como influi o espaço no processo de ensino e aprendizagem?

Zabalza (1987) refere-se ao espaço como uma estrutura de oportunidades e contexto de


aprendizagem e de significados.

Quando refletimos sobre a organização do espaço da sala de atividades devemos


considerar aquilo que maioritariamente existe e que motiva o funcionamento das
atividades e do trabalho na nossa sala: o mobiliário e os materiais didáticos.

Um espaço dividido em diversas áreas ou em


espaço aberto com mobiliário variado, com uma
estrutura definida, irá proporcionar às crianças não
apenas diferentes dinâmicas de trabalho como
também uma diferente relação adulto/criança.

Os materiais didáticos constituem outro indicador


válido do tipo de atividades que as crianças
realizam e da forma como a creche/JI enfrenta as
necessidades das crianças pequenas.

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0 Espaço na Creche e Jl

O espaço deverá ter uma organização dos materiais apta para as crianças, ou seja, devem
estar ao seu alcance, a sua organização deve apresentar uma estrutura lógica, e devem
estar rotulados e devidamente etiquetados.
Todos estes fatores contribuem para sugerir e estimular diferentes tipos de atividade,
tendo em conta que os materiais são provocadores da atividade infantil e, portanto, a
leitura do tipo de materiais que há dentro da sala de aula oferece uma boa ideia do tipo
de trabalho que é realizado na mesma.

O espaço é fundamental no processo de ensino e aprendizagem. Uma adequada


organização do ambiente, incluindo espaços, recursos materiais e distribuição do tempo
será fundamental para a consecução das intenções educativas.

A creche ou Jl deve oferecer uma gama


variada e estimulante de objetos, jogos
e materiais que proporcionem múltiplas
oportunidades de manipulação e novas
aquisições.

O ambiente deve ser estimulante, limpo


e ordenado, proporcionar segurança e
aprendizagem.

0 Espaço na Creche e Jl

Organização das salas - creche e Jl

As salas podem estar organizadas em áreas. Isto permite às crianças realizarem as


atividades que lhe interessam com uma certa prioridade.
Na etapa dos 0 aos 3 as necessidades e a atividade das crianças determina a escolha
dos espaços, que podem ter tantas áreas como a etapa dos 3 aos 6.
As áreas podem ser móveis ou fixas.

Área de acolhimento Área da natureza Área da dramatização Área da informática


Área dos jogos Área da biblioteca Área das construções...

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0 Espaço na Creche e Jl

As áreas ou os espaços criados na sala do Jardim de Infância não são estanques. Pode-se
e deve-se criar novas áreas indo ao encontro do interesse do grupo de crianças,
mediante os projectos que se estiverem a desenvolver. As mudanças são feitas com o
grupo. Desta forma familiarizam-se com o espaço e participam no processo de
organização.
Área do Acolhimento

É um local de reunião, onde todos se sentam em roda para partilhar vivências, contar
histórias, cantar, realizar alguns jogos, sendo este também o local onde podemos
programar todo o trabalho que pretendemos realizar ao longo do dia, planifica-se com o
grupo, preenchem-se os quadros de gestão do grupo, fazem-se avaliações através de
registos gráficos e outros.... Pode não ser um espaço exclusivo do acolhimento, visto ser
também um espaço que as crianças utilizam nas atividades de trabalho autónomo.

0 Espaço na Creche e Jl

Área do Jogo Simbólico

Esta área inclui a "casinha das bonecas", a "arca das


trapalhadas" e os fantoches. As crianças podem
fazer dramatizações, fantoches, teatro se sombras,
histórias, brincadeiras de imitação dos modelos
familiares...

Área dos jogos e construções

Nesta área a criança experimenta construções a três


dimensões; Faz actividades de iniciação à
matemática que implicam comparações e seriações,
sequências, alternâncias, tamanhos, peso, forma,
cor; Experimenta materiais que promovem noções
de lateralidade; Faz actividades de experimentação
de noções espaciais como: puzzles, construções,
pistas de carros, etc.

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0 Espaço na Creche e Jl

Área da Biblioteca

Nesta área a criança manuseia livros, inventa


histórias, "lê" histórias, conta histórias,
manuseia ficheiros de imagens, enciclopédias,
revistas, fotografias...
Podemos dispor de livros, revistas,
enciclopédias, receitas...

Área da Expressão Plástica

Nesta área a criança experimenta vários materiais e


suportes, realiza artefactos com materiais
reutilizáveis, realiza colagens, pinturas, desenhos
com variadas técnicas, manuseia tesouras,
plasticina, colas, experimenta e treina noções de
espaço relativos ao suporte que nele se inscreve.

0 Espaço na Creche e Jl

Área da escrita

Nesta área a criança tem contacto com o código escrito


de uma forma informal. Brinca com letras, copia-as, faz
tentativas de escrita, imita a escrita e a leitura,
familiariza-se com o código escrito, percebe que há uma
forma de comunicar diferente da linguagem oral,
percebe as funções da escrita.
Não se trata de uma introdução formal e "clássica" à
leitura e escrita, mas de facilitar a emergência da
linguagem escrita.

Área da matemática

Esta área está interligada especialmente com a área dos


jogos onde a criança, podendo ser criada separada em
função dos interesses do grupo.

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0 Espaço na Creche e Jl

Área das tecnologias

Nesta área a criança usa o computador para jogar


jogos didáticos com diversos temas para o seu
desenvolvimento. O código informático pode ser
utilizado em expressão plástica e expressão musical,
na abordagem ao código escrito e na matemática,
entre outras áreas.

Recreio exterior

Nesta área a criança brinca livremente;


Faz actividades de motricidade;
Faz exploração do espaço;
Interage com outros.

0 Espaço na Creche e Jl

O Espaço ainda deve reunir as seguintes condições:

Capacidade de ampliação: o espaço deve poder ser expansível e flexível quanto à sua
extensão;
Convertívei: as constantes renovações pedagógicas, didáticas, as possíveis modificações
fazem com que o espaço escolar deva se repensado como facilmente modificável, pouco
dispendioso, para que possa adaptar-se à variedade de situações que cada curso escolar
necessita;
Polivalente: O espaço tem de permitir a diversidade de funções que as exigências do
trabalho quotidiano necessitem;
Variado: o espaço deve ter alcançar todos as facetas que integram a personalidade do
aluno;
Interrelacionado: é ideal que a comunicação interna se produza entre os variados setores
e secções para uma maior complementaridade entre eles.

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■ Em Portugal, os estudos sobre a creche têm vindo a crescer no campo académico e os


mesmos têm confirmado que, quando a creche desenvolve práticas educativas de
qualidade e quando os profissionais têm formação e uma atitude educativo-pedagógica
de qualidade, as crianças encontram um ambiente educativo favorecedor do seu
desenvolvimento e aprendizagem.

■ Entre as autoras desses estudos nomeamos G. Portugal (1998, 2010); A. Coelho


(2004); A. Marchão (1997, 2012); J. Oliveira-Formosinho e S. Araújo (2013) que
apresentam uma ideia comum: quando a creche desenvolve uma ação baseada em
cuidados e interações educativo pedagógicas de qualidade nos primeiros meses e anos
de vida da criança o processo de desenvolvimento e aprendizagem da criança flui com
maior naturalidade.

Formadora Sara Duarte, 2019 65

A importância das rotinas

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■ “Os primeiros anos representam uma janela de oportunidade para uma intervenção
que pode fazer a diferença na vida das crianças, podendo ajudar a quebrar ciclos
de pobreza intergeracional que tendem a reproduzir-se” (Oliveira-Formosinho e
Araújo (2013, p. 10).

■ Na educação das crianças mais novas a relação inextricável crianças-rotinas bem


estar surge no quotidiano do ambiente educativo como um dos aspetos mais
importantes a considerar pelos profissionais da infância, pelo impacto que as
rotinas têm no bem-estar das crianças e no modo como influem no seu
desenvolvimento global e aprendizagem da criança.

Formadora Sara Duarte, 2019 67

■ Por vezes, tem-se noção de que as rotinas (prestação de cuidados) em contexto de


creche são tarefas banais, não merecendo a grande importância que realmente
têm, podendo destinar assim o dia-a-dia da criança à fraca qualidade educativa.

■ Estando as rotinas associadas ao papel das dimensões pedagógicas em contexto


de creche - espaço, tempo e interações, surge, então, o projeto da prática, tendo
como objetivo principal estudar as rotinas das crianças dos zero aos três anos e o
respetivo papel dos adultos face à importância das mesmas no desenvolvimento
integral da criança.

Formadora Sara Duarte, 2019 68

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20/07/2019

• As creches são as primeiras instituições onde são colocados os bebés


com idades compreendidas entre os 4 meses e os 3 anos. Têm como
interações interventivas os cuidados e desenvolvimento global e as
primeiras aprendizagens e nestas não há uma preparação para futuras
escolas.

• As creches têm como objectivo respeitar o ritmo, a individualidade e as


necessidades de cada criança e promover um ambiente acolhedor,
estável, de carinho e compreensão.

Sempre que uma criança chega à sala da creche os Educadores ou a restante


equipa devem dar as boas vindas, tranquilizar a criança aproximando-se aos
poucos e tranquilizar os pais acerca da separação e do reencontro.

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20/07/2019

ATIVIDADES E
ROTINAS
CRECHE

■ Situações de aprendizagem que se apresentem de forma sistemática


e que favorecem o desenvolvimento da consciência temporal das
crianças, ao mesmo tempo, transmitem segurança e estabilidade;

■ Sucessão de tarefas/actividades que envolvem ritmo e organização.

ROTINAS

Formadora Sara Duarte, 2019 72

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20/07/2019

EXEMPLO DE UMA ROTINA


■ 8:00 – 10:00 – Acolhimento
■ 10:00 – 11:00 – Atividades livres e orientadas
■ 11:00 – 11:30 – Higiene
■ 11:30 – 12:30 – Almoço
■ 12:30 – 13:00 – Higiene
■ 13:00 – 15:00 – Sesta
■ 15:00 – 15:30 – Higiene
■ 15:30 – 16:00 – Lanche
■ 16:00 – Até à saída: atividades livres

Formadora Sara Duarte, 2019 73

ROTINAS
■ Aproveitar as refeições ou o momento de dormir para explicar o bebé as rotinas do quotidiano.

■ Explicar nas refeições ou ao deitar, o que estamos a fazer:

”são horas de almoço”


-primeiro pomos o babete;
-Depois sento-te na cadeirinha;
-A seguir dou-te a papa.
-Mm! Mm! Que papa boa!

“São horas de dormir”


- Toma o ursinho;
- Vou-te tapar
- Escuta a canção…

Formadora Sara Duarte, 2019 74

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20/07/2019

ROTINAS
Ajudar a criança a aprender a rotina diária

1 - Seguir todas as partes da rotina, dia a dia sempre na mesma ordem

2 - Fazer questão de usar, durante o dia na conversação com a criança o nome de cada tempo: “isso
mesmo, chegou a hora de arrumar, vais arrumar os cubos todos” , “está na hora de mudarmos a
fralda, para irmos dormir bem secos”

3 - Estabelecer e utilizar um sinal para marcar o fim do tempo. Por exemplo, por uma criança a tocar
pandeireta e dizer: “tempo de arrumar, tempo de arrumar”

4 - No fim de cada tempo falar com as crianças sobre o que vem a seguir;

5 - No caso de haver alteração de rotina, não esquecer de informar as crianças;

6 - Tirar fotografias das atividades durante cada período de tempo do dia. Incita-las e ajuda-!as a
fazer a ligação entre a fotografia e o nome do tempo, em que efetuou as atividades.
Formadora Sara Duarte, 2019 75

Principais elementos que compõem a rotina:


■ Tempo de planeamento
• As crianças decidem por si próprias o que vão fazer durante o tempo de trabalho

■ Tempo de trabalho
– As crianças executam os projetos e atividades que planearam. Os adultos
deslocam-se entre elas e dando-lhes apoio no desenvolvimento da sua ideia

■ Tempo de arrumar
– As crianças guardam os projetos ou trabalhos inacabados e reúnem, ordenam e
arrumam os materiais que utilizaram durante o tempo de trabalho

■ Tempo de síntese de memória


– Este é o 3.ºe!emento do ciclo planeamento-trabalho-síntese de memória. As
crianças reúnem-se com um adulto para reverem as atividades desenvolvidas
durante o tempo de trabalho

■ Tempo de refeição
– As crianças reúnem-se para fazerem uma refeição
Formadora Sara Duarte, 2019 76

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20/07/2019

Principais elementos que compõem a rotina:


■ Tempo de pequenos grupos
– As crianças trabalham com materiais, geralmente escolhidos pelo adulto, numa atividade
cuja intenção é permitir ao adulto observar e avaliar as crianças em termos de determinada
experiência-chave;
■ Tempo de recreio ao ar livre
– Crianças e adultos participam numa vigorosa atividade física- correm, lançam objetos,
andam de baloiço, trepam, rolam;
■ Tempo de trabalho em círculo
– Todas as crianças e adultos se juntam num grande grupo para cantarem e inventarem
canções que envolvem ação, para tocar instrumentos musicais, para se moverem ao som da
música, fazerem jogos e às vezes discutem um acontecimento especial;
■ Tempo de repouso ou sono
– É o tempo em que as crianças descansam dormindo ou lendo um livro;
■ Tempo de higiene e asseio
– Altura em que as crianças realizam atividades de asseio (pentear, vestir) e higiene (muda de
fralda, chichi, lavar as mãos).
Formadora Sara Duarte, 2019 77

■ Organização, manutenção e higiene da sala;


■ Orientar a higiene;
■ Orientar o período da sesta;
■ Orientar as refeições;
■ Acompanhar as entradas, acolhimento e saída das crianças;
■ Acolher os pais e/ou encarregados de educação;
■ Prestar cuidados primários de saúde;
■ Participação no desenvolvimento de actividades ludico-pedagógicas.

Funções da técnica de acção


educativa
Formadora Sara Duarte, 2019 78

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20/07/2019

■ Colocar as camas nos locais certos;


■ Fazer as camas;
■ Orientação da higiene antes e depois da sesta;
■ Colocar fraldas quando necessário;
■ Verificar a temperatura da sala – escurecer a sala;
■ Apoiar as crianças no despir e vestir;
■ Vigilância durante o período da sesta, gerir possíveis conflitos;
■ Prestar atenção a cada uma das crianças, acalmando-a, reconfortá-la
com a nossa presença.

Tarefas no período do sono (sesta)

Formadora Sara Duarte, 2019 79

Tarefas no período da alimentação


■ Ajudar as crianças a lavarem as mãos e colocarem os babetes;
■ Ajudar a colocar as mesas;
■ Preparar as crianças para a refeição;
■ Ajudar a sentarem-se;
■ Servir as crianças;
■ Auxiliá-las sempre e transmitir regras de higiene e comportamento à
mesa sempre que necessário;
■ Manter as mesas limpas;
■ Verificar a temperatura dos alimentos;
■ Gerir conflitos;
■ Comunicar aos familiares a falta de apetite da criança ou outras
situações.

Formadora Sara Duarte, 2019 80

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20/07/2019

Atividades
■ Livres: as que desenvolvem, informalmente, a partir de
determinada organização do espaço – materiais e que não
são directamente dirigidas pelo educador /Técnica de
acção educativa.

■ Orientadas: As que desenvolvem, geralmente em grande


grupo, orientadas pelo educador/Técnico de acção
educativa.
Formadora Sara Duarte, 2019 81

ATIVIDADES
■ Não - escolares: as que fazem parte da rotina da creche e jardim de
infância e cujo potencial educativo pode ser igualmente trabalhado
pelo educador/técnico de acção educativa (ex: períodos de
alimentação, higiene, sesta…)

Formadora Sara Duarte, 2019 82

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20/07/2019

■ Canções: memorização, linguagem, ritmo, gosto pela música;

■ Lenga-lengas: exploração de sons e ritmos, expressão através da


linguagem oral, gestual e corporal;

■ Pintura com dedo, mãos e pés: exploração de diferentes materiais,


cores, formas e texturas, controlo da motricidade;

Atividades adequadas ao bom


desenvolvimento da criança - Creche
Formadora Sara Duarte, 2019 83

■ Jogos: Compreensão de regras, socialização;


■ Modelagem: Controlo da motricidade;
■ Rasgagem e colagem: motricidade, autonomia, iniciativa;
■ Histórias: descoberta de si e do outro, linguagem verbal e
não verbal, imaginação;
■ Fantoches: Concentração, socialização, visualização;

Atividades adequadas ao bom


desenvolvimento da criança - Creche
Formadora Sara Duarte, 2019 84

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20/07/2019

Creche: importância das rotinas

Na educação Pré-Escolar rotina diária tem uma grande importância.


No entanto, é ainda maior para as crianças da creche (até aos 3
anos) pois exerce um importante papel de segurança e conforto.
A criança, ao integrar-se da rotina, sente-se mais dona do seu tempo
e segura porque consegue prever acontecimentos e vivenciar cada
momento.
 A rotina desempenha um papel facilitador na captação do tempo
e processos temporais. A criança aprende a existência de fases, do
nome dessas fases e do encadeamento sequencial.

■ A rotina “baseia-se na repetição de atividades e ritmos na organização espácio-

temporal da sala e desempenha importantes funções na configuração do contexto

educativo” (Zabalza, 1998, p.169).

■ É uma forma das crianças adquirirem referências temporais, uma vez que começam
a perceber o que se segue após determinada atividade, o que é muito importante,
pois as crianças em idade de Creche têm dificuldade em lidar com o imprevisto.
Dessa forma “as referências temporais são securizantes para a criança e servem
como fundamento para a compreensão do tempo: passado, presente, futuro;
contexto diário, semanal, mensal, anual” (Ministério da Educação, 1997, p. 40).

Formadora Sara Duarte, 2019 86

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20/07/2019

■ Consideramos que a rotina diária desempenha um papel fundamental para a


estruturação do tempo por parte das crianças e que deve ter em conta os ritmos
biológicos próprios da idade1 (principalmente na sala dos bebés) mas também,
proporcionar o desenvolvimento a todos os níveis.

■ Por isso, a rotina apesar de ser estruturada apresenta-se como flexível, pois por
vezes é alterada consoante os interesses e necessidades das crianças. Como
referem as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar “a utilização do
tempo depende das experiências e oportunidades educativas”, daí que seja
necessário, por vezes, adaptar a rotina (Ministério da Educação, 1997, p. 40).

Formadora Sara Duarte, 2019 87

A importância das rotinas

Contudo, a rotina funciona também como um suporte


para o educador, pois permite-lhe gerir melhor o seu
tempo e planificar o dia.

A rotina deverá ser flexível na medida em que, com


crianças pequenas seria impensável supor processos
rígidos.

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20/07/2019

A importância das rotinas

A rotina diária oferece às crianças uma estrutura de


acontecimentos do dia.

Esta deve ser consistente, permitindo que as crianças


antecipem os acontecimentos que se vão seguir, sendo
uma estrutura de segurança para elas.

A rotina apoia a iniciativa da criança e promove a sua


autonomia.

Devemos começar a
estabelecer rotinas diárias
que permitam fomentar a
segurança, estabilidade
emocional, assim como o
desenvolvimento global.
Promover o bem-estar e a
segurança física de cada
criança.

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20/07/2019

É na creche que as crianças têm


mais rigor com as rotinas, pois é
aqui que as rotinas são
aperfeiçoadas, como a higiene, a
alimentação, o sono, etc. É aqui
que também são iniciadas as
atividades, ou seja, estas referem-
se aos tempos ativos, aos tempos
de atividade intencional; gatinhar,
andar, cantar, ouvir música, ouvir
histórias, pintar, etc.

"A sucessão de cada dia ou sessão tem um determinado ritmo existindo, desde
modo, uma rotina que é educativa porque é intencionalmente planeada pelo
educador e porque é conhecida pelas crianças que sabem o que podem fazer nos
vários momentos e prever a sua sucessão, tendo a liberdade de propôr
modificações. Nem todos os dias são iguais, as propostas do educador ou das
crianças podem modificar o quotidiano habitual."

Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, pp. 40

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20/07/2019

As necessidades das crianças podem ser agrupadas em três grupos:

o Necessidades biológicas; o Necessidades psicológicas; o Necessidades sociais.

As necessidades biológicas dizem respeito aos momentos de repouso, higiene,


alimentação, e as necessidades psicológicas referem-se às diferenças individuais
como o tempo e o ritmo de cada um. As necessidades sociais permitem respeitar
a cultura e o estilo de vida de cada criança.

Mensalmente:
– Hora do Conto pelos pais;
– Culinária;
– Ciência Divertida;
– Horta
- etc

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20/07/2019

Com esta rotina pretendemos transmitir à criança segurança, mas também,


liberdade e respeito pelos seus tempos e capacidades. Acreditamos que é
muito importante a criança “ter consciência da rotina diária e saber os nomes
das partes que a compõem, para não passar o dia a pensar o que irá acontecer
a seguir, ou a preocupar-se porque não vai ter oportunidade” de fazer
determinada atividade/brincadeira
(Hohmann, Banet e Weikart, 1987, p. 51).

TRABALHO DE GRUPO
 Construam e Justifiquem a rotina da Vossa CRECHE

Formadora Sara Duarte, 2019 96

48
20/07/2019

A IMPORTÂNCIA DA
AFETIVIDADE NA CRECHE

Formadora Sara Duarte, 2019 97

Afetividade na creche
■ A afetividade é elemento essencial no desenvolvimento infantil. Está intimamente
ligada aos nossos sentidos.
■ É necessário algum tempo até que sejam criados vínculos afetivos entre a criança e o
adulto em de creche. Requer investimento e envolvimento emocional.
■ Quanto mais se aproximar da criança, conhecer as suas motivações, as suas
necessidades, interesses e dificuldades, mais eficiente se torna o trabalho
pedagógico pautado na descoberta das diferenças individuais.
■ É preciso conhecer e participar com interesse da história de vida de cada criança
para se fortalecer os laços afetivos que, quando consolidados, cooperam para o
desenvolvimento integral da criança (aspetos cognitivo, motor, social, emocional).
Formadora Sara Duarte, 2019 98

49
20/07/2019

Afetividade na creche
■ Um olhar afetivo e sensível inclui não apenas o contato físico carinhoso e
necessário, mas atitudes que evidenciam o interesse por cada criança.

■ Pertencer a um grupo, ter adultos referência, estar num ambiente afetivo faz com
que a criança se sinta segura, aceite na sua individualidade e assim fica mais
disposta às descobertas, às construções de hipóteses sobre os objetos e
pessoas.

■ Mais que demonstração de carinho, o afeto revela-se em cada gesto, no respeito


que acolhe, na solidariedade que faz ver e intervir no que ocorre além dos
muros da escola mas que reflete tão intensamente dentro dela e por isso mesmo
merece atenção
FormadoraeSara
cuidados.
Duarte, 2019 99

Afetividade na creche
■ Demonstrar afeto é, para o educador/ TAE de creche, reconhecer o seu papel social e
humano, que vai muito além do atuar pedagógico.

■ O afeto constrói-se na observação de atitudes. A criança pode desenvolver o seu


potencial afetivo ao participar em situações que demonstrem o desejo dos adultos
em se ajudarem, partilharem alegrias e dificuldades.

■ Oferecer oportunidades que sejam de fato significativas e que facilitem a


compreensão também é forma de demonstrar afeto.

■ Quando a criança percebe toda atenção do adulto voltada à satisfação das suas
necessidades sente-se envolvida afetivamente por ela e a aprendizagem ocorre
naturalmente, nesse misto de construção de conhecimentos e sentimentos
prazerosos.

Formadora Sara Duarte, 2019 100

50
20/07/2019

Afetividade na creche

■ Educar na creche é compromisso pedagógico, afetivo, social.

■ Reconhecer a importância da afetividade no desenvolvimento das crianças de creche


é um passo importante e decisivo na busca de uma educação infantil cada vez mais
completa e eficiente.

■ É assegurar condições para formar pessoas felizes, preocupadas com o outro, pois,
quem é ouvida aprende a ouvir o outro, quem é aceite como é, aprende a aceitar os
outros como são, quem se sente amada e cuidada, descobre a alegria que existe em
amar e cuidar.

Formadora Sara Duarte, 2019 101

ADAPTAÇÃO

Formadora Sara Duarte, 2019 102

51
20/07/2019

A adaptação

■ O período de adaptação é variável e começa ainda antes da entrada da criança na


creche.

– Quando os pais escolhem a creche/Jardim criam as primeiras expectativa que


irão ter um papel fundamental em toda adaptação: como experienciam o
espaço-escola e o espaço-sala, a primeira impressão do educador e do
pessoal auxiliar, os sentimentos que têm em relação à forma como se vai
processar a separação… são aspetos determinantes em todo este processo.

Formadora Sara Duarte, 2019 103

A adaptação

■ Estudo efetuados demonstram que a fase de adaptação é sentida como


particularmente difícil não só para a criança como também para a família e pra o
educador, pois implica reorganizações e transformações em todos (Rosseti-Ferreira;
Amorim & Vitória, 1994).

■ O educador pode ter um papel fundamental nesta fase, organizando e estruturando


o ambiente educativo para que seja possível uma adaptação harmoniosa.

Formadora Sara Duarte, 2019 104

52
20/07/2019

A adaptação

■ Antes de iniciar o TAE, no caso de ter filhos, deve refletir sobre as suas experiências
pessoais, procurando recordar-se dos sentimentos e vivências associador às primeiras
separações do(s) seu(s) filho(s).

■ Não sendo este o caso, deve sempre procurar colocar-se no papel dos pais de modo a
conseguir uma maior empatia e compreensão dos sentimentos e angústias sentidas por
estes.

■ Preparação e parceria com a família são fundamentais para assegurar uma adaptação
tranquila.

Formadora Sara Duarte, 2019 105

A adaptação
■ A fase de acolhimento na Educação Infantil é diferente para cada faixa etária e requer
maior atenção com bebés até 2 anos. Afinal, quase tudo é novidade: a convivência com
outras crianças e adultos (além do círculo mais próximo), as brincadeiras, as regras, as
rotinas...

■ Os bebés até 10 meses estranham a escola, o modo como são colocados para dormir e
a comida.

– É necessário prestar atenção nos aspetos sensoriais: deixar objetos pessoais,


como mantinhas, chupeta e fronhas, junto ao berço ajuda na adaptação.

– A ausência dos pais não incomoda, mas a textura diferente do lençol do berço, a
forma como são colocados para dormir, a temperatura da água do banho, sim.

Formadora Sara Duarte, 2019 106

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20/07/2019

A adaptação à creche

■ Depois de completar 1 ano, a adaptação muda um pouco.


– O foco principal agora é fazer com que o bebé se acostume com a ausência
dos responsáveis.
– Por isso, é necessário alternar momentos em que os familiares estejam
próximos e distantes da criança.
– Nessa idade, ela já começa a estranhar quem não conhece e estabelece
vínculos com alguns adultos.
– Faz parte do processo, então, manter os rostos conhecidos ao alcance da
visão do pequeno.
– A separação é feita aos poucos, intercalando momentos de aproximação e de
ausência, até que o bebé se acostume à rotina na creche.

Formadora Sara Duarte, 2019 107

PROCESSO DE ADAPTAÇÃO DA CRIANÇA

 A entrada de uma criança para uma instituição


educacional é um momento marcante, que
pode gerar ansiedade nas crianças e a todos
os que a rodeiam.

 O processo de adaptação
caracteriza-se pelo período durante o qual a
criança se separa do seu ambiente familiar e
é inserida num novo ambiente com o qual ela
nunca interagiu, onde passa muitas horas do
seu dia com rotinas que exigirão uma grande
capacidade de adaptação.

Formadora Sara Duarte, 2019 108

54
20/07/2019

http:/ / obaudoeducador.blogs.sapo.pt/
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Formadora Sara Duarte, 2019 109

PROCESSO DE ADAPTAÇÃO DA CRIANÇA


  O jardim -de -infância tem o
papel de favorecer a criança e o
novo ambiente, para que a criança
adquira mecanismos positivos frente
a novas situações e se possa
adaptar favoravelmente .

 O educador organiza o ambiente


tendo em contas as singularidades
das crianças, oferecendo -lhe condições para que
desenvolva a sua autonomia, identidade,
espírito de cooperação e solidariedade .
http:/ / obaudoeducador.blogs.sapo.pt/ O educador estabelece vínculos afetivos
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Formadora Sara Duarte, 2019
e de confiança com as crianças
110
e com a família .

55
20/07/2019

PROCESSO DE ADAPTAÇÃO DA CRIANÇA



 A adaptação da
criança é realizada em
diferentes fases:
 Com as novas crianças e
com os novos adultos:
 Conhecimento e respeito
mútuo;
 Reconhecer e apreciar as
suas capacidades e as dos
outros;
 Cooperação mútua e
partilha.
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Formadora Sara Duarte, 2019 111

PROCESSO DE ADAPTAÇÃO DA CRIANÇA



 Com a nova sala:
 Conhecimento da sala e do
seu funcionamento;
 Conhecimento das regras e
hábitos .

 Com as rotinas do Jardim -


de infância:
 Respeitar as rotinas;
 Aquisição de regras de
comportamento, postura
pessoal e em grupo, promoção
da autonomia .
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Formadora Sara Duarte, 2019 112

56
20/07/2019

PROCESSO DE ADAPTAÇÃO DA CRIANÇA



 No Jardim -de -infância:
 Aos 3 anos a criança já domina a fala (produção e compreensão),
por isso devemos falar com ela sobre o que a espera no jardim - de
- infância (dar -lhe a conhecer o seu funcionamento, etc .) e
perguntar - lhe o que está a acontecer quando existe uma má
adaptação ou difícil adaptação ;

 No entanto, a criança pode dar -nos outros sinais que nos ajudarão a
compreender o seu estado de adaptação . Devemos estar atentos
aos seu comportamento e atitudes e saber

interpretar os seus sinais.

Formadora Sara Duarte, 2019 113

PROCESSO DE ADAPTAÇÃO DA CRIANÇA


Concluindo …
 Existe sempre um processo de adaptação, quer a criança entre
para o jardim - de –infância pela primeira vez ou regresse

das férias de verão . Os educadores e auxiliares devem

ajudar as crianças e os pais na adaptação às novas

mudanças, que podem ser de instituição, de sala, de


colegas ou de adultos

Formadora Sara Duarte, 2019 114

57
20/07/2019

RELAÇÃO DA CRIANÇA COM O


EDUCADOR DE INFÂNCIA E
ASSISTENTES

 Na creche e no jardim -de-infância trabalha uma equipa
de profissionais que têm uma grande influência na
qualidade das práticas de cuidados e educação das
crianças.
 O papel do educador e do assistente de ação
educativa cruzam -se no sentido de assegurar o bem-
estar das crianças, a satisfação das necessidades
básicas, o desenvolvimento afetivo e motor, a
promoção da socialização, da autonomia e da
comunicação.
 É muito importante estabelecer laços afetivos com as
crianças, estimular, interagir, identificar necessidades
e potencialidades.
Formadora Sara Duarte, 2019 115

O PAPEL DO TÉCNICO DE AÇÃO EDUCATIVA NA


RELAÇÃO COM AS CRIANÇAS


 Ser solidário e zelar pelo desenvolvimento da criança.

 Ser paciente.

 Criar um ambiente de confiança e empatia.


 Ser tolerante.

 Ser transmissor de valores.

 Assegurar um ambiente seguro, confortável e desejável.

 Respeitar a criança como sujeito inserido numa


sociedade e com os seus próprios direitos .

Formadora Sara Duarte, 2019 116

58
20/07/2019

O PAPEL DO TÉCNICO DE AÇÃO EDUCATIVA NA


RELAÇÃO COM AS CRIANÇAS (CONT.)


 Guardar as informações pessoais das
crianças, salvaguardando os seus direitos .
 Promover a autonomia da criança.
 Promover o trabalho em parceria com outros técnicos.
 Assegurar a ligação entre crianças, educadores,
pessoal administrativo, visitantes, entre outros.
 Saber trabalhar em equipa.
 Apoiar a atividade pedagógica, de ação social escolar e
de apoio geral .

Formadora Sara Duarte, 2019 117

O PAPEL DO TÉCNICO DE AÇÃO EDUCATIVA NA


RELAÇÃO COM AS CRIANÇAS



As crianças devem ter uma relação de companheirismo
com o educador de infância e auxiliares . Estes devem apoiar
as crianças nas suas atividades , encorajá-las a aproveitar, a
desenvolver as suas capacidades e encontrar soluções para
os seus problemas . Devem discutir as situações com as
crianças e integrá -las no planeamento, construção e avaliação
das atividades .

Formadora Sara Duarte, 2019 118

59
20/07/2019

RELAÇÃO ENTRE O EDUCADOR DE


INFÂNCIA, A CRIANÇA E A FAMÍLIA

 O educador é um elemento privilegiado no


desenvolvimento da elação entre o jardim-de-infância e a
família

 Deve incentivar e promover uma relação sólida


baseada num profundo conhecimento da família ,
para que esta se envolva na vida quotidiana do jardim -
de-infância e se torne parceira ativa na educação da
criança.

Formadora Sara Duarte, 2019 119

RELAÇÃO ENTRE O EDUCADOR DE


INFÂNCIA, A CRIANÇA E A FAMÍLIA

 Quando se sentem integrados, os familiares
tornam-se:
 mais disponíveis
 expressam as suas preocupações
 sentem-se ativos na educação das crianças

 Por sua vez, o sucesso desta relação permite à criança


sentir-se mais segura, valorizada, participativa,
motivada e confiante.

Formadora Sara Duarte, 2019 120

60
20/07/2019

RELAÇÃO ENTRE O EDUCADOR DE


INFÂNCIA, A CRIANÇA E A FAMÍLIA

 Para incentivar à participação da
família o educador pode promover várias
atividades, como por exemplo :

 reuniões
 encontros

 convites (comemorações, festas, etc.)

 participação direta nas atividades , tanto em casa como no


jardim -de-infância (ex: vinda à escola ou ajuda em casa
numa atividade de pesquisa)

Formadora Sara Duarte, 2019 121

RELAÇÃO ENTRE O EDUCADOR DE


INFÂNCIA, A CRIANÇA E A FAMÍLIA

 ACRIANÇA MENSAGEIRA

 A criança é o principal objeto das comunicações diretas entre


educadores e pais. Ela poderá ser o elo de ligação dessa comunicação,
transportando recados orais ou escritos do jardim-de-infância para casa
e vice-versa, o que contribui para a sua participação e responsabilização .

 Poderá fazê-lo com mais ou menos entusiasmo e isso irá influenciar a


colaboração dos pais, por exemplo: Se a criança mostrar aos pais grande
vontade para que estes participem numa atividade no jardim (ex.: festa de
final de ano) e os relembrarem constantemente desse dia, é possível que os
pais não se esqueçam e façam tudo para agradar a criança evê-la
feliz.

Formadora Sara Duarte, 2019 122

61
20/07/2019

RELAÇÃO ENTRE O EDUCADOR DE


INFÂNCIA, A CRIANÇA E A FAMÍLIA

 A CRIANÇA MENSAGEM
 Mas, a criança é também ela própria uma mensagem que exprime,
muitas vezes sem o saber, o seu meio familiar e o escolar. A sua aparência
física, o vestuário e os estados de espírito que exprime, podem ser
reveladoras de uma situação mais feliz ou, então, de problemas que a
criança está a enfrentar em casa ou no jardim -de-infância .
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Formadora Sara Duarte, 2019 123

QUESTIONÁRIO
 Afirmações

A entrada de uma criança para uma instituição


V/F

educacional pode gerar ansiedade nas crianças e a todos


os que a rodeiam.

A preocupação pela adaptação da criança é exclusiva dos


pais, pois em nada depende d o jardim -de -infância.
A criança faz adaptação ao novos colegas, à educadora e
auxiliar , à nova sala e às rotinas do jardim -de -
infância.
Só existe adaptação se a criança entrar para o
jardim -de - infância pela
primeira vez. Se ela regressar das férias de
Verão já não precisa de se adaptar.

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ProfEducEspecialFatimaGomes
Formadora Sara Duarte, 2019 124

62
20/07/2019

QUESTIONÁRIO

Completa:
de-infância,
Na relação pedagógica entre adultos e crianças no jardim -
as crianças devem ter uma relação de
■ companheirismo com o educador de infância e com as
■ .
desenvolvimento
O educador é um elemento privilegiado no
da relação entre o jardim -de-infância e a
■ .
Na
uma
relação entre a família e o jardim -de-infância, a criança é, simultaneamente,
mensageira e uma
■ .
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Formadora Sara Duarte, 2019 125

Funcionamento e aspetos organizativos

Formadora Sara Duarte, 2019 126

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20/07/2019

■ Projeto educativo: é um documento que orienta e define as metas


e objetivos que se pretendem atingir num determinado contexto
educativo.
■ Regulamento interno: é um documento que pretende dar a
conhecer as regras de funcionamento de uma instituição.

Formadora Sara Duarte, 2019 127

Estrutura do Projeto Educativo


1 - Contextualização;
2 - Período a que se reporta;
3 - Caracterização do grupo de crianças a que se destina;
4 - Constituição da equipa;
5 - Definição dos objetivos operacionais;
6 - Conjunto de estratégias e métodos para operacionalizar desses objetivos.
7 - Plana de atividades sociopedagógicas;
8 - Plano de formação/informação;
9 - Recursos a afetar à implementação (humanos, físicos, e financeiros e da comunidade)
10 - Calendarização, horários e complementaridades com outros serviços e atividades
quer do estabelecimento quer da comunidade/parceiros;
11 - Metodologia de divulgação do projeto pedagógico.
Formadora Sara Duarte, 2019 128

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