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Sobre 1 Coríntios 13:10

Presb. Anamim Lopes da Silva


O trecho de I Coríntios 13:8-13 favorece o cessacionismo ou o contemporanismo dos dons
revelacionais ou extraordinários, os quais os pentecostais e neopentecostais afirmam estarem
presentes na Igreja de hoje?
Em rápidas palavras, o “perfeito” tem relação com a segunda vinda de Cristo, mas tem a ver
também com o encerramento do cânon e logicamente com o fenômeno da aparição e desaparição
das línguas e profecias no sentido revelacional.
Não dá para interpretar o texto de I Cor 13:10, “quando vier o que é perfeito, então o que é em
parte será aniquilado”, sem colocá-lo no contexto imediato que começa em vs. 8, assim temos,

“O amor jamais acaba;


mas havendo profecias, serão aniquiladas;
havendo línguas, cessarão;
havendo ciência, desaparecerá;
porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos;
mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, pensava como menino;
mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos como por espelho, em enigma,
mas então veremos face a face;
agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente,
como também sou plenamente conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três;
mas o maior destes é o amor.”
Unindo a sentença inicial com a final temos o amor como a maior dádiva, o maior dom, de Deus,
por isso que jamais acaba. Ou se preferirmos o amor como dom jamais cessa, é sempre
contemporâneo, por que é o maior!
Não há como também esquecer que o contexto mais amplo é o de I Cor 12-14 e que este Cap. 13
trata-se de interlúdio entre o 12 e o 14 que diz respeito à discussão dos dons. Começa como uma
exposição dos dons conforme vigentes na igreja de Corinto, inserindo-os no contexto orgânico da
comunidade para depois entrar na discussão básica da ordem no culto (14) com a preocupação,
sempre presente, com o finalidade de cada dom que é a edificação da comunidade, tendo em vista
as revelações especiais dadas por Deus as quais são tratadas por Paulo como “mistérios”.
O amor é o caminho melhor, sobremodo excelente, para quem busca com os seus dons ser de
alguma forma útil na igreja, como parte do corpo. Para alguém que pretende desenvolver um
ministério ou ajudar na celebração do culto ou na proclamação das virtudes, poder, do Evangelho
revelado aos santos apóstolos, busque o amor, como expressão máxima da presença de Deus.
No encerramento deste interlúdio, Paulo apresenta uma espécie de rapsódia em que ele afirma que
se há algo que nunca se acaba esse é o amor. O amor jamais cessa... Precisamos valorizar os atos
de amor. Se há alguém em Corinto que valoriza as profecias, faz muito bem, elas são superiores às
línguas, mas haverá um dia em que as profecias serão aniquiladas, extintas... Há alguém que
sobrepõe línguas às profecias, isso não se justifica, mas mesmo que essas fossem julgadas, ainda
que indevidamente, importantes, para alguém em particular, esse um, em particular, há de convir
que essas com certeza um dia cessariam...
Há alguém que julgue que no contexto da disparada de novas revelações do Espírito dadas aos
apóstolos que ora estão colocados no mesmo pé de igualdade que os profetas do Antigo
Testamento. Mas esse movimento calcado na “ciência” também tem hora e lugar demarcados para
acabar porque, “havendo ciência, cessarão”.
Ainda que os apóstolos tivessem essa ciência decorrente de “visões e revelações do Senhor” (II Cor
12:1), sendo bem verdade que Paulo fosse um desses receptáculos dessas novas dispensações do
Espírito, a ponto de dizer que fosse “necessário gloriar-me, embora não convenha” a respeito
delas, era forçoso reconhecer que apenas “em parte conhecemos, e em parte profetizamos”
enquanto não vier o “perfeito”, pois quando vier o que é perfeito o que é “em parte será
aniquilado”.
Até a chegada do que é perfeito, a segunda vinda de Jesus, tudo o que é provisório cessa,
extingue, cai no desuso, escurece-se, apaga-se, aniquila-se... Como a noite, vai dando lugar à
madrugada, até que vem o claro dia e daí ao sol do meio-dia... Logo de inicio a gente percebe que
de nada servem mais os lampiões acessos, em lugares aonde não há restrição para os raios do
astro-rei.
É curioso que Paulo diz que mesmo a fé e a esperança, no dia glorioso da vinda do perfeito
acabariam e a única coisa que perduraria por toda a eternidade seria o amor...
A metáfora do “menino”, que em dada fase da vida “pensa como menino”, mas que logo chega à
maturidade, à varonilidade, à estatura do varão perfeito, ai então naturalmente “acaba”, cessa,
“com as coisas de menino”, nos remete à discussão muito interessante de Paulo em sua Carta aos
Efésios.
Em Efésios 2:19-21 temos os crentes não são mais “estrangeiros, nem forasteiros”, ao invés disso
“sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos
apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra da esquina; no qual todo
o edifício bem ajustado cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós
juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito.”
Já em Efésios 4: 11-16 a metáfora do menino vai ocorrer esclarecendo o crescimento ou edificação
do “templo santo no Senhor” para a “morada de Deus no Espírito”, quando Paulo afirma “E ele
deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como
pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério,
para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno
conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de
Cristo; para que não mais sejamos meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de
doutrina, pela fraudulência dos homens, pela astúcia tendente à maquinação do erro; antes,
seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual o corpo
inteiro bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada
parte, efetua o seu crescimento para edificação de si mesmo em amor.”
Não há duvida de que a edificação do corpo de Cristo, o seu crescimento para “templo santo no
Senhor” para a “morada de Deus no Espírito” está na relação direta de “para que não sejamos
meninos”. Nesse contexto todo de partida do imperfeito para a chegada do que é perfeito passa por
deixar para trás certos dons e dispensações do Espírito que serviram ordinariamente em cada fase
dessa passagem do imperfeito para o perfeito.
Pela Bíblia e pela história temos que já que as Escrituras dos Profetas e os escritos inspirados dos
Apóstolos foram colocados em mesmo pé de igualdade por Pedro (II Pe 1:19,20) e por Paulo (Rm
16:25,25; II Tm 3:16) um passo importante para o anúncio e a chegada ao perfeito seria a
escrituração, a preservação, o encerramento e a canonização das Escrituras do Novo Testamento.
Muitos autores colocam o “perfeito” de I Cor 13:10 como esse ato do Espírito Santo, o que é de
certo modo compreensivo. Em termos revelacionais temos a Bíblia, a Palavra de Deus, com a
Palavra Final, suprema autoridade em matéria de fé e prática, doutrina e vida. O Fechamento do
Cânon Bíblico ainda que não seja exatamente o “perfeito” é o perfeito em matéria de conter toda a
revelação de modo a que todo o Corpo, Templo, Casa, Edifício de Deus seja fundamentado e
edificado, cresça cada vez mais na direção do perfeito.
Muitas pessoas ficam cheias de escrúpulos com essa constatação quando isso sugere que há uma
vantagem substantiva em termos de revelação da igreja dessa época com a igreja apostólica.
Dizem que é um absurdo achar que a igreja contemporânea de Paulo e Pedro e demais apóstolos
leve alguma desvantagem em relação a nós por termos a revelação perfeita e acabada.
Por um lado, reconhecemos que naturalmente a Igreja Apostólica tinha poderes sobrenaturais pois
vigoravam as “credenciais do apostolados”. A Igreja de antanho presenciava curas, maravilhas,
operações extraordinárias. Naquela época o extraordinário era ordinário. B.B. Warfield reconhece
que essa época foi impar na História da Igreja, em sua palavra “inigualável e irrepetível”. Mas é
inegável que àquela era, notadamente, em Corinto, havia proliferação de pecados, hipocrisias,
heresias, tantas que podemos até duvidar de que se eles tivessem as Escrituras inspiradas em
mãos cairiam em tantas esparrelas. Das paginas inspiradas podemos ver que Corinto era formada
por parcela significativa de pessoas “inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina,
pela fraudulência dos homens, pela astúcia tendente à maquinação do erro”! Com toda a
vantagem me outros aspectos a igreja apostólica, segundo palavras dos próprios apóstolos era
uma “igreja menina”.
A Igreja de Deus de hoje, a partir das Escrituras, tem um repositório revelacional, tem acúmulo de
sermões, comentários e de experiências que poderiam coloca-la em vantagem sim em relação às
igrejas dos Séculos I, II, III, IV... Temos sim muitos quistos decorintinismo, galacianismos. Temos
redutos de nestorianismo e outros “ismos”, mas duvidamos que isso esteja incidindo na parte da
igreja que honra e segue as Escrituras que hoje temos e não as tínhamos enquanto éramos a
Igreja do passado. E nesse sentido afirmamos que avançar na direção do perfeito reconhecendo o
que for transitório e nos apegando ao que é mais duradouro e permanente foi e será sempre o
melhor caminho, sobremodo excelente, para a Igreja de Deus em todos os tempos.
De fato, alguns cessacionistas, em busca de um argumento conclusivo e definitivo contra o
contemporanismo de línguas e profecia, têm tentado identificar “o perfeito” com o encerramento
do cânon do Novo Testamento e a sua inserção definitiva na Escritura Sagrada. Mas é fato que os
melhores exegetas cessacionistas admitem tranqüilamente que esta interpretação não pode ser
exegeticamente sustentada.
É claro que a chegada do "perfeito" (v. 10) pode coincidir com a vinda de Cristo, porque é somente
ai que conheceremos como somos conhecidos (v. 12).
Mas será que se isso for admitido, estamos forçados a chegar à conclusão de que as línguas e a
profecia continuariam até a Parousia? Não necessariamente. Richard Gaffin, Jr escreve que "Paulo
bem que poderia ter também mencionado a escrituração como uma forma de revelação", a qual é,
assim como a profecia e as línguas, um modo "parcial" de conhecer a Deus, que será substituído
pelo "perfeito" na Parousia. "Mas cessou a escrituração. E se concordamos com isso, então é
despropositado insistir que essa passagem ensina que os modos de revelação mencionados,
profecia e línguas, continuariam em funcionamento na Igreja até a volta de Cristo."
(Gaffin, Perspectivos on Pentecost, p. 111)
A pergunta que ocorre é será que ficou algo importante em termos de revelação especial que não
foi objeto de escrituração? Será que tudo o que tem sido objeto de novas revelações do Espírito
para hoje pode ser escrito e colocado em mesmo pé de autoridade que o Novo Testamento da
Bíblia Sagrada?
O fato é que o "O momento da cessação da profecia e línguas é uma questão aberta até agora,
ainda que essa passagem se refira a isso, o que deve ser decidido com base em outras passagens e
considerações". (Gaffin, P. on P., p. 111).
Então só se decide estritamente sobre I Cor 13:10, haja vista seu contexto, que as línguas e
profecias cessariam, cessarão ou, se preferirem como prefiro, cessaram, em algum ponto entre o
Século I DC, a fase de lançamento de fundamentos sobre os apóstolos, o período edificacional até
a futura consumação dos séculos.
Outras porções das Escrituras nos informam que alguns dons eram caracteristicamente
“fundacionais”, temporários, extraordinários, para a Igreja, outros eram “edificacionais”,
permanentes (não eternos), ordinários. Informam-nos que há esse movimento da Igreja em direção
à sua maturidade, rumo ao perfeito. Daí o testemunho da História da Igreja que de fato a partir do
Século II D.C. esses dons eram raros, tanto que Montano fez campanha para sua restauração,
acusando que a institucionalização da igreja provocou o “partida do Espírito”. De raros eles
passaram para a condição de extintos da Igreja conforme testemunho de Crisóstomo e Agostinho e
isso coincidiu com a partir do encerramento do cânon da Escritura. Isso é fato!
É fato também que o amor do vero crente jamais tem acabado... E não é de se admirar pois vai ser
a única dispensação do Espírito nos corações dos crentes que perdurará por toda a eternidade.
Outro ponto de discussão é o significado dessas manifestações para o crente de hoje, o que nos
leva a questionamentos acerca dos pressupostos teológicos de quem ostenta os dons. Será que
esses dons, principalmente o de línguas, qualificam como superiores os seus possuidores, como se
eles têm chegado a um nível superior de espiritualidade? Essa é a questão de fundo muito
importante que foge um pouco aos propósitos do presente arrazoado.
Mas o mais importante é que a necessidade, esse atributo tão importante da Escritura, como
autoridade absoluta em matéria de fé e prática, tem sido colocado em cheque na medida em que
se reconhece que Deus pode revelar-se de forma direta ao crente ou a uma certa elite de crentes.
Assoma-se a isso a possibilidade também de Deus falar de modo suficiente para a salvação por
meio da revelação natural. Hoje está cada vez mais em voga reconhecer que no céu teremos
muitos pagãos salvos, na verdade, cristãos anônimos, salvos fora da revelação de Cristo Redentor,
contida na Santa Escritura.
A primeira pergunta com a qual os teólogos de Westminster começaram os seus debates parece ter
sido “o que realmente enfim torna as Escrituras necessárias”? Pelo menos é assim que começa a
Confissão de Fé de Westminster. Dois pressupostos foram bem colocados (1) a insuficiência da
revelação natural para dar aquele conhecimento necessário para a salvação e a (2) a cessação dos
antigos modos de Deus revelar ao seu povo a sua vontade. Parece-nos que isso não é exatamente
distintivo reformado ou presbiteriano. É próprio da fé protestante histórica. Lutero também
sustentou como pilares de nossa fé comum na Igreja de Deus, Solo Christus, Sola Fide, Sola
Scriptura... indiferentemente de nossas diferenças acessórias.
Por isso, entendo que esse ponto da Confissão de Fé de Westminster é um dos
mais ecumênicos que deveria abraçar presbiterianos, reformados, batistas, metodistas... e quem
quer mais pudesse, a saber,
“Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal modo manifestem a
bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, contudo não são
suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação;
por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua
Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o
mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de
Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda. Isto torna indispensável a
Escritura Sagrada, tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu
povo.”
Referências - Sal. 19: 1-4; Rom. 1: 32, e 2: 1, e 1: 19-20, e 2: 14-15; I Cor. 1:21, e 2:13-14; Heb.
1:1-2; Luc. 1:3-4; Rom. 15:4; Mat. 4:4, 7, 10; Isa. 8: 20; I Tim. 3: I5; II Pedro 1: 19.

Em Natal de 2004 (16/12/2004).