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Mito de ________


No passado, fora mais ambicioso. Quando jovem, publicara vários livros de poesia,
escrevera peças teatrais, ensaios de crítica e trabalhara em algumas traduções
extensas. Porém, de maneira um tanto repentina, desistira de tudo isso. Uma parte
dele havia morrido, explicava aos amigos, e não queria que ela voltasse para
assombrar sua vida. Foi nessa altura que adotou o nome de ________. Já não existia
mais para ninguém senão para si mesmo.

Nada mais foi dito. Nada... Tudo que se sabe foi visto ou contado por terceiros. Nada
mais saiu de sua boca, pois as coisas apodrecem e morrem. Conta-se por aí um
monte de histórias e...

***

Um dia o caderno dos sonhos foi encontrado. Páginas e mais páginas em branco, mas
entre elas estavam alguns sonhos. A análise destes não ajudou muito, mas isso
também será exposto aqui.

***

Sonho 06032014 - A ladeira


Aquele lugar lembrava muito a casa de Bruno. Mais de uma vez eu passava por lá,
mas tinha dificuldade de encontrar a casa, passava direto alguns portões até me dar
conta que, claro (na minha consciência do sonho) que era a porta do muro, rosa ou
roxo.
A ladeira era mais bonita e me dava uma sensação mais agradável. Tinha um pouco
daquela luminosidade do mundo da minha infância, com os verdes das árvores bem
vivo.
Dentro da casa também era mais amplo e na verdade logo que se passava o portão já
era a casa (diferente do habitual).
Eu chegava lá uma das vezes e tinha um móvel em um lugar incomum. Parecia uma
situação de mudança. Uma gaveta, ou o topo mesmo desse móvel (escrivaninha?)
estava cheio de livros, meus livros... Luciano estava lá e tinha outra pessoa, uma
mulher. Não consigo lembrar quem era... Fico sugerindo entre P ou F, mas acho que
pode não ser nenhuma das duas. Ficávamos olhando esses livros e eu não entendia
por que eles estavam lá. Chegava a falar: "Mas já levei esses livros pra casa". No
meio deles existia uma coleção inteira de capa cinza, ou prateada e salmão. Era uma
coleção de livros de filosofia ou psicologia. Os livros eram meus, ou eu tratava assim,
mas não me lembrava deles e sentia que nunca os tinha lido.
Sentia-me levemente incomodado com o Luciano, mas não falava nada. Incomodava-
me sua presença.

***
Antes de dormir, ou durante minhas acordadas, pensei meio inconsciente sobre uma
coisa que um amigo falou a respeito do aumento dos aluguéis. "Vocês cogitam se
mudar?" E o que pensei foi que se eles se murarem eu volto para minha cidade.
Não é uma vontade real agora que estou acordado.
Tenho muita dificuldade de saber o que quero.

***

É tudo mentira.
Estão nos enganando.

***

Tudo se repete
Tudo
se
repete

Mais uma vez a mesma situação. Obviamente, se pensar minuciosamente, parece


diferente... Ou sempre é um pouco diferente. O "círculo" quase perfeito da espiral.
Sim, pois sempre é a espiral e não de fato o círculo. Um tanto deslocado do ponto
anterior na mesma altura. Quase se juntam fim e começo, mas na real - a espiral.
Essa força faz com que esse "fim" seja uma continuação e com isso a linha segue sem
parar.

Tudo se repete

Tudo
Condição essencial
Ele/a (Sujeito)

Não é como dizer não. É mais como dizer queria, mas não vai acontecer. E sempre a
dúvida do que poderia ter sido e tende a não ser. Empurro a pedra até onde consigo e
aquela "força maior" (que não assumo como verdade) me faz soltá-la. Entro numas de
acreditar que não existe isso de "força maior", "mão de deus", "castigo divino". Sísifo
não aguenta a pedra porque ela é pesada, e pronto. Não chega a ser uma questão de
treino ou condicionamento.
A pedra é mais pesada do que essa possibilidade.

Ele carrega a pedra com as mãos, empurra o fardo morro acima. Sente o suor, suas
bolhas, seu fôlego... Sente o peso, sua idade, consciente mais do que nunca de si
mesmo e do tempo de sua vida. A pedra, que parece nessa situação animada, exerce
resistência e o empurra para baixo, luta contra ele enquanto os músculos de suas
pernas se tencionam. Às vezes ele apoia a pedra com as costas e respira um pouco
tomando fôlego para continuar.
Quanto mais alto ele chega, mais a pedra parece pesada e seu corpo frágil para
realizar a tarefa. Até que não vê saída senão soltá-la.

Se
Objeto indireto, voz passiva, condição, hipótese, dúvida, reciprocidade.
A pedra
A pedra s

***

So if you see the vulture coming


Flying circles in your mind
Remember their is no escaping
For he will follow close behind

Começa a gritar

***

Penso às vezes que nunca sairei daqui. E isso escrito, então parece-me a eternidade.
...
Encontrar a personalidade na perda dela - a mesma fé abona esse sentido de destino.

***

Sonho 06012013 – Fragmento incompreensível


Estou na praia e vejo alguém com uma prancha de surf tomando um belo caixote.
Corro até a água, mergulho, nado até a pessoa e a ajudo com a prancha. Seguro
firmemente o bico da prancha e falo que devemos mergulhar para passar da
arrebentação.

No dia seguinte ouço:


- Sabe que nos sonhos todas as pessoas somos nós?
Discordo
Intuo o que esse sonho significa, mas não sei bem como lidar com isso.

***

Giuseppe... Carlo... Ettore...

***

É como se a cada dia eu me confundisse mais e mais com as informações recebidas.


É como se a cada livro eu entendesse menos o que gostaria de saber o que eles
gostariam que eu soubesse.
A cada dia mais e mais livros. A cabeceira da cama abarrotada.
Vou marcando pequenos fragmentos em todos eles ao mesmo tempo. Pouco a pouco
um mapa do desentendimento vai se desenhando.
Não entendo.
Não entendo.

Vou te contando tudo que acontece.


Não sei se você entende alguma coisa, não sei se compreende do que estou falando.

Vou te contando tudo que se passa e não sei se estou inventando.


Não sei se entendo onde estou querendo chegar, mas sei.

***

A vida como um buraco

A vida como uma repetição constante


Diária
hora a hora

Os dias são iguais


Os erros são os mesmos
Angustia

Estudo para uma compreensão do passado com base no futuro


Ou então não existe organização
Ou só estamos andando até a morte

(Aquela coisa que o Pessoa falou sobre não ter como resolver os problemas por não ser
possível conhecê-los completamente)

A vida transtorna
Em qualquer lugar

Contrariando toda teoria repetida mil vezes


"Não acredito em inspiração"
"Não acredito em dom"
"Só o trabalho diário apresenta resultados satisfatórios" (E me arrependo da utilização desta
palavra)
Nada faço, não reavalio, não lapido
O pouco que é "feito" sai simplesmente como mágica.

Todo o método foi invertido


Tenho vivido sem pensar
Estou sonhando

Andar já é o suficiente para estar em outro lugar, escolher um caminho é assumir uma
estratégia.
E assim se tem uma visão do futuro, mesmo que vaga.

Estamos falando de profissionalização, ou não é isso?

Viro a cabeça verticalmente e sinto as bolhas do refrigerante agitarem minha garganta


enquanto o reflexo da luz que entra pela claraboia na lata vermelha iluminam meus olhos.
Através dessa sensação é possível enxergar um pequeno mural de cortiça ao lado da tela do
computador. Algumas matérias de jornal estão presas por tachinhas e alfinetes.
Não a reverberação, mas o fim. A arte acaba aí e muito do que lá está já acabou bem antes, no
passado. Acabou no passado quando ao fechar os olhos a mente viajou no tempo. O futuro
abortou o presente no passado por conta de uma equivocada estratégia.

Estratégia... Tenho vivido sem pensar.


Mesmo, muito.

- Esses papeis brancos na sua parede são bonitos.


- É pintura, mas sem muito esforço físico.

Eu fico olhando para esses papeis o dia inteiro. Gasto mais tempo fazendo isso do que lendo.
Não fico olhando os papeis necessariamente com a intenção de fazer alguma coisa com eles,
apenas fico olhando, olhando... Como quem olha uma pintura. Aí me passa pela cabeça que de
tanto olha-los vou inserindo camadas de compreensão, mas não acredito nisso de verdade, é
apenas uma besteira que me passa pela cabeça.

Preguiça? Mas o que poderia fazer ali? Pego um pequeno pedaço de papel e escrevo uma
frase, então prendo isso numa tela vazia, de lona crua, que está pendurada na parede. Prendo
o pedaço de papel na tela e faço isso com alfinetes, como o quadro de cortiça, como um mural.
Eu faço isso pra ficar olhando pra frase, pra olhar para o papel e para a tela.

A noite avança e desligo a luz do teto mantendo acesa apenas a luminária que uso para ler.
Eu não...
Ela.

TENHO VIVIDO SEM PENSAR


Sinto vontade de escrever isso como quem bate com um martelo, mas o prego não entra.
No ritmo de um ponteiro de segundos.
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