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Índice

Introdução

Cap. I – Autoridade Espiritual

Cap II – Autoridade do Crente

Cap. III – Obreiro que Deus Aprova

Cap.IV –Liderança – Autoridade – Submissão – Obediência

consclusão

Pr. Emerson Silva – Presidente do


Ministério Apostólico Batista Manancial
Autoridade espiritual – Um princípio Divino

Introdução

Pais, lideres espirituais e governantes, são autoridades constituídas


por Deus. Esse principio de governo é bíblico e inegociável. Você
pode odiar esse principio, você pode cuspir nesse principio. Pode
quebrar, tripudiar, zombar, ridicularizar esse principio por toda a tua
vida. Pode até negá-lo e rechaçá-lo, mas mesmo assim continuará
sendo um principio estabelecido por Deus. Há bênçãos especiais
garantidas na Palavra para aqueles que se submetem a cada uma
dessas autoridades. O contrário também é verdadeiro. Honrar os
pais, líderes espirituais e governadores, pode parecer um simples ato
de civismo, porém no mundo espiritual revela submissão a soberania
divina.

Boa aula a todos!


Pr. Emerson Silva

Quebrar esse principio é mais que um ato de vandalismo, é o


mesmo principio de rebelião luciferiana. Acha que estou
exagerando? Olhe em tua volta e tente negar o estrago que a
rebeldia dessa geração está causando. Não há respeito por
educadores, pais, autoridades militares e isso já entrou para dentro
da "igreja". O quadro é desesperador. A sociedade está de costas
para o principio de autoridade estabelecida por Deus. O caus pode ser
visto e sentido nas ruas, dentro das escolas, lares e igrejas.

Aos pastores que ainda estão em pé pela graça, mesmo vivendo na


geração dos "comichões nos ouvidos", meus cumprimentos. Aos
pais que procuram ensinar esse principio aos filhos, meu
cumprimentos. Aos que governam, que Deus tenha misericórdia.
Concluo essa introdução com três textos bíblicos que tratam
diretamente dos efeitos da obediência ou não desse principio.

PAIS
" Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque
isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro
mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas

Pr. Emerson Silva – Presidente do


Ministério Apostólico Batista Manancial
muito tempo sobre a terra."Ef 6.1-3

LIDERES ESPIRITUAIS
"Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles; porque
velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar conta
delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque
isso não vos seria útil."Hb 13.17

GOVERNANTES
"Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque
não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades
que há foram ordenadas por Deus. Por isso, quem resiste à
autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem
trarão sobre si mesmos a condenação."Rm 13.1-2

CAPÍTULO I

ENTENDENDO A AUTORIDADE ESPIRITUAL

Deus em sua onisciência e sabedoria, quando da criação do


Universo, planejou uma ordem natural para todas as coisas,
Criando, por conseguinte, a ordem hierárquica, como meio de
viabilizar sua implantação.

Quando os anjos foram criados, Deus os fez em diversos níveis,


sendo Lúcifer, aquele que seria o chefe geral, dirigente do louvor, e
prestaria contas a Ele, mormente já soubesse, e sempre saberia de
tudo.

Entretanto Satanás deixou-se inflar, com as qualidades e


capacidades que lhe foram dadas para o fiel desempenho de sua
missão. Daí usurpou a autoridade indiscutível de Deus e pecou ao se
rebelar, usurpando a posição de Deus.

Quando o homem foi também criado, Deus o Fez à sua imagem e


semelhança, livre, puro e sadio, pois queria que sua criação gozasse
de todos os seus atributos, estando assim plenamente preparado
para a missão de reinar na Terra. Sendo assim, sujeitou toda a
Terra e animais a Adão.

Satanás já havia caído, e seus ciúmes atingiram um ápice quando o


Homem foi feito. Desejou então mais uma vez afrontar a Deus
desvirtuando sua criação. Foi quando, sutilmente, através da
mentira, levou o homem a desobedecer a Deus, trazendo-o para o
Pr. Emerson Silva – Presidente do
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seu nível, e tornando-se então seu senhor através do pecado.

Hoje, a grande controvérsia gerada por satanás, centraliza-se sobre


quem deve ter autoridade, quem deve ser exaltado, quem deve ser
reconhecido e obedecido. Nosso conflito direto com ele se deve ao
fato de atribuirmos autoridade e adoração direta a Deus, e não a
ele.

Tendo em vista este quadro, passamos a compreender algumas


verdades que norteiam todo o Universo, quer físico, quer espiritual.

Só pode haver Expressão de autoridade, se houver


submissão. É através desta que é restabelecido o verdadeiro
plano da criação.

A submissão só ocorre quando o ego é excluído, e se passa a viver


no espírito. E, por assim ser, Deus busca seus verdadeiros
adoradores, que o adorem em Espírito e em verdade. Só quem anda
em espírito é capaz de ser usado por Deus.

Quando nos convertemos, temos vontades, ansiamos fazer muitas


coisas, que achamos que Deus quer que façamos, por nós mesmos.
Porém, à medida que crescemos, nossa dependência ao Pai vai
aumentando, vamos fazendo cada vez menos coisas por nós, pois
estamos agora ouvindo a voz de Deus.

Estamos agora cada vez mais livres para obedecer à voz do


Pai.

Estar na vontade Plena do Pai deve ser a busca de todo crente.


Quando ouvimos livremente Sua voz, passamos a ser cumpridores
plenos de Seus planos. Cumprir plenamente os Seus planos é estar
em conformidade, e, consequentemente, em obediência a Deus.

Ora, só podemos ouvir a voz do Pai, quando nos esvaziamos de nós


mesmos, quando partimos na busca inequívoca e incansável da
santidade.

Ser santo é ser separado para Deus, é buscar a todo preço ser
um vaso de utilidade aos planos da criação.

Certamente que a busca da santidade nos leva inexoravelmente a


momentos de solidão humana, pois o separar-se implica em abrir
mão de muitos "direitos naturais". Nunca mais poderemos tomar
decisões por e para nós mesmos, porém o faremos sempre em vista
do bem maior do seu povo.

Pr. Emerson Silva – Presidente do


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A vida em Igreja, em congregação, nos leva a divisar uma
pequena fatia daquilo que Deus espera de nós.

Aprendemos a conviver com nossas mazelas, quando estas nos


ferem através de irmãos que as apresentam também. Nesse caso,
lutamos desesperadamente para nos vermos livres delas em nós
mesmos, e para exercer o amor ao próximo, quando então, nos
aproximamos um pouco mais de
Deus.
Amar, como está prescrito que o façamos,
é amar sem restrições. Amar o irmão bom é fácil; mas não é
esse o plano de Deus.

Quando nos aproximamos das vestes de Jesus, e principalmente,


quando as tocamos, compreendemos que nossa vida já não pode ser
mais a mesma. Damos conta de nossa limitação e incapacidade, e
logo procuramos quem nos possa auxiliar.

Naturalmente, procuramos alguém em quem nos espelhar, a quem


obedecer. Logo, a obediência, é o plano natural do Pai. Todo aquele
que descobre sua posição de obediência, certamente galgará todos
os degraus que o levarão à plenitude de Cristo.

Cristo foi obediente até a morte, e morte de Cruz.

Nós devemos, como nosso Senhor, não nos envergonharmos de


nossas ações, ou nos limitarmos ao plano racional. Ora, a fé, é a
certeza das coisas que não se vêem, e como sem fé é impossível
agradar a Deus, estamos novamente num círculo fechado: Fazer a
vontade de Deus é abrir mão da nossa, e mesmo da razão natural,
uma vez que a sabedoria do homem é loucura diante Dele.

Conforme Hebreus capítulo 5 versos 8 e 9, Jesus aprendeu a


obediência pelas coisas que sofreu, e, tendo sido aperfeiçoado,
tornou-se o autor da salvação eterna para todos que O obedecem.

Está claro então, que crescer em obediência, é também passar por


sofrimentos. Nosso ego será dia a dia esmagado; e nossa vontade
própria, da carne, nossos sentimentos, terá que ser escravizados à
cruz. Só aí poderemos estar na vontade do Pai.

Será quando então, conseguiremos estar em obediência a


Cristo.

Não queremos estar no rol daqueles que no juízo, dirão: "Mas não
expulsávamos demônio em seu nome, e curávamos, e fazíamos

Pr. Emerson Silva – Presidente do


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sinais?!", quando então Jesus dirá – "Apartai-vos de mim, vós que
cometeis a iniqüidade, nunca vos conheci!" (Mateus 7:21-23)

Certamente, que essas são pessoas, que não buscaram


incessantemente, a vontade do Pai, porém, contentaram-se com o
poder do nome de Jesus, com o compromisso de Deus com sua
Igreja, e, acima de tudo, não quiseram passar pelo sofrimento de
ter seu "eu" crucificado, pois aí poderiam ser realmente usados por
Deus, e não apenas seriam pessoas que fizeram algumas coisas que
estão na palavra de Deus, ouvindo a si mesmas.

"... Eis que o obedecer é melhor do que sacrificar, o atender, melhor


que a gordura de carneiros." (1 Samuel 15:22)

Oh, que possamos estar dedicando cada vez mais tempo em


buscar a vontade do Pai, para obedecê-la, do que fazer aquilo
que está em nossos corações!

Infelizmente, podemos estar fazendo muitas ações, que estão em


conformidade com a Palavra de Deus; talvez dando esmolas, por
exemplo, por dever de consciência, a alguém, que na verdade,
segundo o coração do Pai, naquele momento deveria é estar
recebendo uma palavra do reino e uma oração de poder.

OUVIMOS NOSSA CONSCIÊNCIA, MAS NÃO OUVIMOS A DEUS

Ele nos inquirirá a respeito daquela alma que deixamos de


evangelizar.

Tenhamos em mente, que só o viver no Espírito nos conduz a estar


em obediência à plena vontade do Pai.

O Espírito Santo é um grande cavalheiro, e jamais se


interporá às nossas vontades e decisões.

Lutemos incessantemente, para dar-lhe plena liberdade de nos


ensinar e revelar Deus Pai.

Há dois importantes aspectos que devem ser considerados:


CONFIAR NA SALVAÇÃO DE CRISTO E OBEDECER À AUTORIDADE
DE DEUS.

A Bíblia define o pecado como transgressão (1 João 3:4). A


transgressão é desobediência à autoridade de Deus; e isto é pecado.

Ora, o pecado é uma questão de conduta, mas transgressão é uma


questão de atitude de coração. Obedecer às autoridades delegadas
por Deus é uma questão de princípio. Desobedecê-las, porém, é

Pr. Emerson Silva – Presidente do


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rebeldia.

CAPÍTULO II
AUTORIDADE ESPIRITUAL DO CRENTE
Lucas 10.19 NTLH

“Escutem! Eu dei a vocês poder para pisar cobras e escorpiões e


para, sem sofrer nenhum mal, vencer a força do inimigo.”

1. INTRODUÇÃO

Queridos irmãos e líderes de exelência, achei nescessario


colocar este capitulo sobre a autoridade espiritual do crente
pois acredito que antes de ser obreiro, líder precisamos ser
crentes! Em João 20:27, Jesus ordenou isso ao Apostolo Tomé
dizendo: Então dirigiu-se a Tomé, dizendo: “Coloca o teu dedo aqui;
vê as minhas mãos. Estende tua mão e coloca-a no meu lado. Agora
não sejas um incrédulo, mas crente.”

A nossa autoridade se manifesta no mundo espiritual. Paulo


escreveu aos Efésios 6.12 NTLH – “Pois nós não estamos lutando
contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do
mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e
os poderesque dominam completamente este mundo de
escuridão.”

Quando a pessoa aceita a Cristo como Senhor e Salvador, ele recebe


a autoridade de filho(João 1.12,13 NTLH) – “Porém alguns creram
nele e o receberam, e a estes ele deu o direito de se
tornarem filhos de Deus. Eles não se tornaram filhos de Deus pelos
meios naturais, isto é, não nasceram como nascem os filhos de um
pai humano; o próprio Deus é quem foi o Pai deles.”

Porém, o papel do diabo é tentar esconder do cristão sua


paternidade espiritual. Quando isso ocorre, o cristão deixa de
exercer sua autoridade como filho, e passa a se comportar como um
servo apenas, desconhecendo os planos do seu Senhor. Em João
15.15a (RA) Jesus disse: “Já não vos chamo servos, porque o
servo não sabe o que faz o seu senhor”. Quando descobrimos a nossa

Pr. Emerson Silva – Presidente do


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identidade, nós desfrutamos de uma autoridade garantida aos filhos
por direito.

Quando evangelizamos, geralmente nos ocupamos em anunciar os


pecados praticados pelo pecador. Na verdade deveríamos ocupar-nos
em anunciar a salvação que Deus nos oferece gratuitamente
por Jesus Cristo. Muitos pecadores vão para o inferno porque
nós não o avisamos que seus débitos estão pagos, mediante a
morte de Jesus.

A nossa mensagem aos pecadores deveria ser: Deus ama vocês e


não tem nada contra vocês. Ele já cancelou seus pecados por Jesus
Cristo. II Coríntios 5.19 (NTLH) “A nossa mensagem é esta: Deus
não leva em conta os pecados dos seres humanos e, por meio
de Cristo, ele está fazendo com que eles sejam seus amigos. E Deus
nos mandou entregar a mensagem que fala da maneira como ele faz
com que eles se tornem seus amigos.”

2. TODO CRENTE VERDADEIRO POSSUI AUTORIDADE NO


MUNDO ESPIRITUAL
Autoridade significa: Poder legítimo, direito de mandar. Lucas 10.19
NTLH “Escutem! Eu dei a vocês poder para pisar cobras e
escorpiões e para, sem sofrer nenhum mal, vencer a força do
inimigo.”

Os escorpiões e cobras podem representar o poder do inimigo que é


derrotado quando estamos revestidos de autoridade espiritual.

A autoridade espiritual do crente o capacita para defender sua


fé, discernir os espíritos e vencer aqueles que agem
falsamente em nome do Senhor: I João 4.4 NTLH “Meus filhinhos,
vocês são de Deus e têm derrotado os falsos profetas. Porque o
Espírito que está em vocês é mais forte do que o espírito que está
naqueles que pertencem ao mundo.”

Essa autoridade também se manifesta na vida dos pais e


filhos. Os jovens cristãos se tornam fortes e vencedores, I João
2.14 “Escrevo a vocês, filhinhos, porque conhecem o Pai. Escrevo a
vocês, pais, porque conhecem aquele que existiu desde a criação do
mundo. Escrevo a vocês, jovens, porque são fortes. A mensagem de
Deus vive em vocês, e vocês já venceram o Maligno.”
A autoridade espiritual do crente lhe credita um poder maior do que
os poderes dos principados das trevas deste mundo.

Pr. Emerson Silva – Presidente do


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3. A NOSSA AUTORIDADE NOS DÁ PODER SOBRE OS
PRINCIPADOS, POTESTADES, DOMINADORES E FORÇAS
ESPIRITUAIS DO MAL

Jesus destronou todos os poderes das trevas, isso significa


que nossa batalha contra eles já está ganha. Podemos triunfar
sobre eles, se tivermos consciência de nossa autoridade, conforme
Colossenses 2.13-15

(NTLH) “Antigamente vocês estavam espiritualmente mortos por


causa dos seus pecados e porque eram não-judeus e não tinham a
lei. Mas agora Deus os ressuscitou junto com Cristo. Deus perdoou
todos os nossos pecados e anulou a conta da nossa dívida, com os
seus regulamentos que nós éramos obrigados a obedecer. Ele acabou
com essa conta, pregando-a na cruz. E foi na cruz que Cristo se livrou
do poder dos governos e das autoridades espirituais. Ele humilhou
esses poderes publicamente, levando-os prisioneiros no seu
desfile de vitória.”

A nossa autoridade deve ser exercida sempre, agora. Algumas


pessoas acham que pelo fato do mundo estar no maligno, não pode
exercer sua autoridade espiritual. Mas lembre-se que embora
estejamos no mundo, não somos do mundo.

Satanás não tem domínio sobre a Igreja de Cristo, portanto


não tem domínio sobre nós. Os crentes em Jesus tem autoridade
sobre o maligno.

A autoridade do crente precisa ser alimentada


constantemente. Assim como necessitamos de alimento para
manter nosso corpo físico saudável, também precisamos nos
alimentar espiritualmente para que sejamos capazes de vencer o
maligno.

Quem reconhece sua autoridade espiritual age


objetivamente. Quando Pedro foi abordado por um aleijado na Porta
Formosa do Templo, ele não orou pelo aleijado, mas ordenou que ele
fosse curado – Atos 3.6 (NTLH): “Então Pedro disse: – Não tenho
nenhum dinheiro, mas o que tenho eu lhe dou: pelo poder do nome
de Jesus Cristo, de Nazaré, levante-se e ande.”

Em João 14.12-14 (NTLH), Jesus fala sobre nossa autoridade


obtida através do relacionamento que temos com Ele – “Eu
afirmo a vocês que isto é verdade: quem crê em mim fará as coisas
que eu faço e até maiores do que estas, pois eu vou para o meu

Pr. Emerson Silva – Presidente do


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Pai. E tudo o que vocês pedirem em meu nome eu farei, a fim de que
o Filho revele a natureza gloriosa do Pai. Eu farei qualquer coisa que
vocês me pedirem em meu nome.”

Em João 16.23,24 (NTLH) Jesus afirma que – “Quando chegar aquele


dia, vocês não me pedirão nada. E eu afirmo a vocês que isto é
verdade: se vocês pedirem ao Pai alguma coisa em meu nome, ele
lhes dará. Até agora vocês não pediram nada em meu nome; peçam
e receberão para que a alegria de vocês seja completa.”

4. A AUTORIDADE ESPIRITUAL DEVE INICIAR EM SUA


PRÓPRIA VIDA
Deus nos deu autoridade sobre o diabo. Porém, essa
autoridade deve começar em nossa vida. Tiago 4.7 (NTLH)
declara, “Portanto, obedeçam a Deus e enfrentem o Diabo, que ele
fugirá de vocês.” A palavra aqui é explícita, o crente tem que ter
autoridade sobre o diabo.

Se compreendermos a verdade revelada nesse texto, então


nos submeteremos a Deus e o diabo fugirá de nós.

5. A AUTORIDADE DO CRENTE É NO MUNDO ESPIRITUAL E


NÃO SOBRE A VONTADE HUMANA DE OUTROS
Deus nos deu autoridade no mundo espiritual sobre todo o
poder das trevas, mas não nos deu poder sobre nossos
semelhantes e sua vontade. Podemos exercer a autoridade
espiritual sobre os espíritos atuantes em nossa vida e de nossos
familiares, mas nem sempre podemos controla-los quando a vida de
outras pessoas estão envolvidas, porque nesse caso a vontade de tais
pessoas está envolvida.

Para que possamos exercer autoridade espiritual sobre a vida


de outra pessoa, é necessário que ela nos dê autorização para
que isso ocorra. Se a outra pessoa não quiser mudar, você não
poderá fazer qualquer coisa em seu favor. Ninguém o fará. Você até
pode expulsar os demônios na vida de determinada pessoa, mas se
ela não aceitar, esses demônios voltarão, porque a pessoa tem
autoridade sobre sua própria vida para decidir o que deseja.

Anotações
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Pr. Emerson Silva – Presidente do
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6. DEUS NOS DEU ARMAS PARA


COMBATERMOS O INIMIGO
O adversário irá, de todos os meios,
tentar impedir que você tenha
conhecimento da verdade bíblica
sobre autoridade espiritual. Ele irá
utilizar de todas as armas sob seu
domínio para impedir que o cristão
avance no conhecimento de Deus.

Graças a Deus, somos revestidos


de uma armadura espiritual que
nos dá segurança na batalha,
conforme Efésios 6.10-17 NTLH: Para terminar: tornem-se cada vez
mais fortes, vivendo unidos com o Senhor e recebendo a força do seu
grande poder. 11 Vistam-se com toda a armadura que Deus dá a
vocês, para ficarem firmes contra as armadilhas do Diabo. 12 Pois
nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças
espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as
autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo
de escuridão. 13 Por isso peguem agora a armadura que Deus lhes
dá. Assim, quando chegar o dia de enfrentarem as forças do mal,
vocês poderão resistir aos ataques do inimigo e, depois de lutarem
até o fim, vocês continuarão firmes, sem recuar. 14 Portanto,
estejam preparados. Usem a verdade como cinturão. Vistam-se com
a couraça da justiça, 15 e calcem, como sapatos, a prontidão para
anunciar a boa notícia de paz. 16 E levem sempre a fé
como escudo, para poderem se proteger de todos os dardos de fogo
do Maligno. 17 Recebam a salvação como capacete e a palavra de
Deus como a espada que o Espírito Santo lhes dá.

1. Cinturão da verdade – seu objetivo é manter o restante da

armadura em ordem;

2. Couraça da justiça – Cristo é a nossa justiça, vestidos com a

justiça de Deus agimos em conformidade com a sua vontade;

Pr. Emerson Silva – Presidente do


Ministério Apostólico Batista Manancial
3. Sapatos do evangelho – Preparação do evangelho da paz,

‘quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas’ Rm

10.15 RA;

4. Escudo da fé – Proteção para o corpo, morada do Espírito

Santo. De posse desse escudo o inimigo não poderá penetrar

nossa vida;

5. Capacete da Salvação – A mente protegida pelo

conhecimento da Palavra de Deus, evita o inimigo invadir nossa

mente;

6. Espada do Espírito – A Palavra de Deus usada ofensivamente.

As outras partes da armadura servem para proteção contra os

ataques, mas a espada é uma arma ativa, usada para atacar o

inimigo.
Muitas orações não surtem efeitos porque o crente não se reveste
adequadamente com a armadura do Espírito.

A oração é uma batalha espiritual, portanto, quando oramos,


devemos estar revestidos com armadura espiritual para que
possamos combater no campo espiritual.Efésios 6.18 (NTLH) –
“com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e
para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os
santos”. Quando compreendemos que a nossa batalha se dá no
campo do espírito, alcançamos nossos propósitos.

7. VERDADES SOBRE A AUTORIDADE ESPIRITUAL


O Espírito santo é quem reveste o crente com autoridade
espiritual. Jesus nos deixou a promessa acerca do Espírito Santo,
Atos 1.8 (NTLH) – “Porém, quando o Espírito Santo descer sobre
vocês, vocês receberão poder e serão minhas testemunhas em
Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até nos lugares mais
distantes da terra.”

A autoridade espiritual não pode ser transferida


indevidamente de uma pessoa para outra pessoa. Certa ocasião
alguns judeus vendo Paulo expulsar demônios no nome de Jesus,
decidiram fazer o mesmo, mas foram humilhados, porque não tinham

Pr. Emerson Silva – Presidente do


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autoridade espiritual dada pelo Espírito Santo, Atos 19.13-16 NTLH –
“13 Alguns judeus que andavam de um lugar para outro, expulsando
espíritos maus, quiseram usar também o nome do Senhor Jesus
para expulsar os espíritos maus, dizendo a eles: – Pelo poder do
nome de Jesus, o mesmo que Paulo anuncia, eu mando que vocês
saiam! 14 Os homens que faziam isso eram os sete filhos de um
judeu chamado Ceva, que era Grande Sacerdote. 15 Mas certa vez
um espírito mau disse a eles: – Eu conheço Jesus e sei quem é
Paulo. Mas vocês, quem são? 16 Então o homem que estava
dominado pelo espírito mau os atacou e bateu neles com tanta
violência, que eles fugiram daquela casa feridos e com as
roupas rasgadas.”

Não devemos confundir autoridade espiritual com


popularidade perante o povo, I Samuel 13.8-14. Saul decidiu
agradar seu povo que o estava abandonando e sacrificou ao Senhor
indevidamente. Por essa razão o Senhor o destitui do trono,
colocando David em seu lugar.

Autoridade espiritual não consiste em adquirir bens materiais,


mas vitórias no mundo espiritual, avançando contra as portas
do inferno para alcançar vidas para o Reino de Cristo, Mateus
16.18-19 (RA) “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta
pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não
prevalecerão contra ela (e nem a morte poderá vencê-la,
NTLH). 19 Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na
terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido
desligado nos céus.”

ANOTAÇÕES

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CAPÍTULO III

O OBREIRO QUE DEUS APROVA

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem


de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. II
Timóteo 2.15

Introdução

Poderíamos falar de vários tipos de funções de lideranças, como


pastores, diáconos, presbíteros, cantores, pregadores, diretores de
ministérios, líderes de células, etc. Mas qualquer um destes ‘cargos’
exige que o obreiro seja aprovado por Deus.

Infelizmente muitas pessoas querem exercer funções de destaque,


mas não querem passar pelas provas, que visam aprovar sua vida
para realização da obra de Deus.

Como é um Obreiro Aprovado?

Vamos aprender como deve ser um Obreiro/a Aprovado/a:

1- Apresentar-se a Deus:

“Procura apresentar-te a Deus ...”

Em primeiro lugar, qualquer líder deve se apresentar a Deus. Se você


deseja ser um pregador ou exercer qualquer tarefa na obra de Deus
deve primeiro rogar ao Senhor da Seara que lhe envie para o
ministério (Mateus 9.38). Apresente a Deus o desejo que tem de
servir e coloque sua vida na presença do Senhor. Apresentar-se a
Deus significa:

a) Ser convertido: João 3.5 “Respondeu Jesus: Em verdade, em


verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode
entrar no reino de Deus”.

Pr. Emerson Silva – Presidente do


Ministério Apostólico Batista Manancial
É importante que o/ líder tenha de fato, nascido de novo, se
arrependa de seus pecados e busque ser uma nova criatura (II
Coríntios 5.17). Precisa conhecer e viver o evangelho de Cristo.
Líderes não convertidos são, como Jesus disse, “condutores cegos”
(Mateus 15.14).

b) Vida de Oração: João 15.5 “Eu sou a videira, vós, os ramos.


Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque
sem mim nada podeis fazer”.

Uma Vida de oração é a melhor forma de se apresentar a Deus


constantemente (Mateus 6.6). Quem deseja falar muito de Deus
às pessoas deve primeiro falar muito das pessoas a Deus.
Através da oração você aprende a viver na dependência de Deus (II
Coríntios 12.7) e o Senhor permite situações que nos levem a
depender do seu poder e nos humilhar para que Deus nos exalte
(Lucas 14.11).

Apresente-se a Deus se convertendo e vivendo em oração!

2- Aprovado como Obreiro:

“aprovado, como obreiro ...”

Ser obreiro é servir (Marcos 10.45). Quando alguém se apresenta


como obreiro, está se colocando à disposição para servir. Todo
obreiro passa por testes. Primeiro Deus lhe dá algo pequeno para
depois fazer crescer seu ministério. Se apresentar para servir
significa:

a) Ser Obediente: Lucas 12.42,43 “Disse o Senhor: Quem é, pois, o


mordomo fiel e prudente, a quem o senhor confiará os seus
conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bem-aventurado
aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim”.

O líder precisa aprender a obedecer. Muitos líderes querem que


seus liderados sejam obedientes, mas não aprendem a obedecer. Se
o líder for rebelde, suas ovelhas também serão rebeladas. Nossa
obediência deve ser: à Bíblia; ao Espírito Santo; à Igreja; ao pastor;
à sua liderança; ser fiel Dizimista; ser comprometido com a igreja.

b) Fazer tudo por amor: Mateus 22.37 “Respondeu-lhe Jesus:


Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua
alma e de todo o teu entendimento”.
Pr. Emerson Silva – Presidente do
Ministério Apostólico Batista Manancial
O/a obreiro/a não deve ser movido apenas pelo ‘dever’ ou mesmo
pelo prazer de participar, mas principalmente pelo amor e gratidão
àquele que o salvou: Jesus Cristo que realizou sua obra na cruz com
muito AMOR e alegria. Sendo assim, o obreiro precisa sentir PAIXÃO
pelas almas, pois uma coisa é gostar de pregar, outra coisa é gostar
das pessoas a quem se prega; Jesus sentia compaixão pelos perdidos
(Mateus 9.35,36). Para Deus, a qualidade de tudo o que fazemos
vem de nosso amor pela obra de Deus (Salmo 69.9).

O Obreiro aprovado é obediente e faz tudo por amor!

3- Não ter de que se envergonhar:

“... que não tem de que se envergonhar ...”

O obreiro aprovado não tem do que se envergonhar. Nem mesmo


teria do que se orgulhar, pois está realizando não a sua obra própria,
mas servindo ao Senhor (I Coríntios 9.16). Não deve se envergonhar
do evangelho (Romanos 1.16). Isso significa:

a) Testemunho de Vida: Atos 1.8 “mas recebereis poder, ao descer


sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em
Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da
terra”.O que você faz fala mais alto que suas palavras. Você está
sempre sendo observado pelas pessoas. Por isso devemos vigiar
sempre (Marcos 10.38). Não devemos escandalizar as pessoas (Lucas
17.1). O Espírito Santo é quem nos capacita para dar bom
testemunho.

b) Perseverança: II Timóteo 4.2 “Prega a Palavra, insta, quer seja


oportuno quer não”.Muitos obreiros são inconstantes (Tiago 1.8) e
por isso não conseguem terminar o que começam. Também devemos
tomar cuidado com a sobrecarga de tarefas que impossibilita
realizarmos nossa missão (Mateus 11.28). Não se deixe cansar
demais, mas faça o que estiver ao seu alcance (Eclesiastes 9.10). Há
tempo para tudo (Eclesiastes 3.1). Descanse e deixe o Senhor da
Seara cuidar daquilo que for difícil para você (Mateus 9.38). Evite o
ativismo (Efésios 5.16). O tempo não para, mas você não consegue
fazer tudo. Existem problemas que se resolvem com o tempo. Deixe
as coisas acontecerem. Organize sua agenda e trabalhe!

Pr. Emerson Silva – Presidente do


Ministério Apostólico Batista Manancial
Não seja envergonhado pela falta de testemunho ou de
perseverança!

4- Maneja bem a Palavra da verdade:

“... que maneja bem a palavra da verdade”.

O mínimo que se requer de qualquer obreiro é que conheça a Bíblia.


Tudo o que fazemos precisa estar baseado na Palavra para ser bem-
sucedido (Lucas 5.5). Para isso o obreiro precisa:

a) Ser estudioso das Escrituras: Salmos 1.2 “Antes, o seu prazer


está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite”.

O Obreiro deve estudar muito a Bíblia. A Bíblia é a autoridade


suprema e o material de trabalho do líder. Além disso, o líder deve
crer naquilo que prega, pois “a fé vem pelo ouvir a pregação da
Palavra de Cristo!” (Romanos 10.17). Como obreiro deve ter
fundamentação bíblica e doutrinária (I Timóteo 1.7).

b) Buscar Capacitação: Marcos 3.13-15 “Depois, subiu ao monte e


chamou os que ele mesmo quis, e vieram para junto dele. Então,
designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar e a
exercer a autoridade de expelir demônios”.

Jesus chamou seus discípulos e os capacitou para realizar sua obra. A


capacitação deve ser espiritual, física e emocional (I Tessalonicenses
5.23).

O obreiro deve estar aberto com humildade para aprender sempre


(Provérbios 27.6).

O discípulo é alguém ensinável, um aprendiz. Quando buscamos


capacitação alcançamos Visão Missionária (João 4.35). Nunca perca a
visão de seu chamado e das vidas que Deus lhe deu. Não copie o que
os outros estão fazendo. Busque a visão de Deus para sua vida.

O Obreiro Aprovado é um estudioso das Escrituras e busca


capacitação!

Seja um obreiro aprovado!

CONCLUSÃO:

Pr. Emerson Silva – Presidente do


Ministério Apostólico Batista Manancial
Saiba que para você se tornar um obreiro aprovado, certamente
passará por muitas provas. Primeiramente será provado por Deus a
quem deve se apresentar colocando sua vida em sua presença para
ser um verdadeiro convertido e também viver em oração na presença
do Senhor. Depois você deve ser dispor como obreiro para servir a
obra de Deus sendo obediente e fazendo tudo por amor. Então terá
que tomar cuidado com sua vida para não ter de que se envergonhar
através do seu testemunho de vida e da perseverança em tudo o que
fizer. Por fim deve buscar ser perito nas Escrituras, aprendendo a
cada dia mais no estudo da Bíblia e buscando capacitação constante.

Todo obreiro passa por provas!

ANOTAÇÕES

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Pr. Emerson Silva – Presidente do


Ministério Apostólico Batista Manancial
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CAPÍTULO IV

LIDERANÇA, AUTORIDADE, SUBMISSÃO E OBEDIÊNCIA

1Tm. 4.16

Compreendendo para agir melhor.

A civilização humana é regida por princípios que a tornam viável. Um


deles é o que diz respeito à autoridade. Cada pessoa tem seu próprio
raciocínio, sua própria vontade. Cada um de nós tem sua própria
visão da vida e das circunstâncias e vai, assim, tomando suas
próprias decisões (Jz.21.25). Entretanto, quando vivemos em grupo,
torna-se necessária uma direção comum. Se cada integrante agir de
modo independente, o grupo deixará de existir. Considerando que os
agrupamentos humanos existem para que objetivos comuns sejam
alcançados, então, em princípio, não convém dispersá-los. Portanto,
para que os grupos existam e sejam eficientes, torna-se necessária a
figura do líder, ou líderes, com hierarquia definida. O corpo precisa da
cabeça para ter direção. Um animal com mais de uma cabeça seria
um monstro, como a besta do Apocalipse (13.1). Então, é necessário
que haja uma liderança claramente identificada.

Na época dos juízes, o povo de Israel vivia caindo sob o jugo dos
inimigos. Rejeitavam a autoridade divina e não havia autoridade
humana estabelecida. Não havia rei em Israel (Jz.21.25). Cada juiz
se levantava para exercer um ministério de pequena duração. Por
outro lado, quando os reis foram estabelecidos, a nação judaica
conheceu sua época de maior prosperidade em toda a história,
principalmente no reinado de Salomão. A partir daí os reis
começaram a se corromper, distanciando-se do padrão deixado por
Davi. Então todo o povo também foi se perdendo até que foram para
o cativeiro.

Pr. Emerson Silva – Presidente do


Ministério Apostólico Batista Manancial
A melhor parte da história de Israel corresponde ao período
em que havia uma liderança estabelecida por Deus e que
dirigia o povo de acordo com a vontade divina. Todo grupo
precisa de uma liderança. Se ela não existir, cada um fará o que bem
lhe parecer, até que o grupo se desintegre. Por outro lado, se a
liderança existe mas não é obedecida, é como se não existisse. Os
resultados serão, da mesma forma, fracasso e desintegração do
grupo.

Havendo liderança, estarão presentes os conceitos de


autoridade, submissão e obediência. Embora já tenhamos
consciência sobre o assunto, precisamos compreendê-lo com mais
profundidade. Quando compreendemos, agimos com base em
propósitos conscientes e de modo mais eficiente, deixando de viver
apenas reagindo de maneira instintiva.

Termos como “submissão” e “obediência” podem produzir alguma


resistência interior. De onde vem esse sombrio sentido que muitas
vezes envolve a noção de submissão? Existem marcas do passado,
coletivo e até individual, que causam esse pensamento. Quando
olhamos para trás, nos lembramos do autoritarismo representado
pela escravidão, experiência comum a tantos povos em tantas
épocas, e também nos assustam as ditaduras governamentais. A
experiência que se teve, ou que não se teve com os pais, é um dos
fatores mais decisivos na noção que cada pessoa tem sobre a relação
de autoridade e submissão. Por isso, é tão importante que pais e
filhos sejam instruídos para que tenham um relacionamento sadio.
Um filho que se rebela contra os pais, terá dificuldades para se
submeter a qualquer outra autoridade durante toda a sua vida.
Entretanto, os próprios pais podem ter sido responsáveis por esse
dano, não tendo exercido corretamente sua autoridade.

Liderança – uma questão de organização – Muitas vezes a


relação autoridade-submissão é confundida com um confronto entre
poder e impotência, força e fraqueza. Embora esses conceitos
estejam frequentemente relacionados, não devem necessariamente
estar. A liderança existe para que o grupo tenha direção, para que os
recursos humanos e materiais possam ser corretamente direcionados
visando o objetivo comum. Não significa que o líder seja maior ou
mais importante que os seus liderados. Portanto, o líder não deverá
se sentir superior nem o liderado inferior. Suas posições são
temporárias e necessárias para o funcionamento da organização.
Apenas isso. Todos são importantes. O líder precisa do grupo e vice-
versa. Muitas vezes, a própria capacidade do líder se transforma em
vaidade. Então, está pronto o cenário da sua ruína, e normalmente o
grupo é arruinado com ele.

Pr. Emerson Silva – Presidente do


Ministério Apostólico Batista Manancial
O que é autoridade? É o legítimo poder de comando ou de ação. O
líder é aquela pessoa que reúne as condições necessárias para
conduzir o grupo ao objetivo comum. Do passado ele precisa
trazer conhecimento, experiência e, como resultado, habilidade. Em
relação ao presente, precisa ter ampla e clara percepção. Quanto ao
futuro, o líder precisa ter visão. Estamos falando de conceitos ideais.
Na prática, destaca-se a pessoa que consegue reunir a melhor
combinação possível desses elementos.

A percepção faz com que o líder acolha idéias dos seus subordinados.
Afinal, o liderado está ali para contribuir. O líder será capaz
de CAPTAR o que há de melhor em todos os membros do grupo
e DEFINIR o rumo da equipe. Algumas vezes
ele RECUSARÁ sugestões e DECIDIRÁ o que será feito, mas, se o
líder é SÁBIO, CAPAZ E HABILIDOSO, sua decisão obterá
reconhecimento, respeito e apoio, sem agressões nem traumas, uma
vez que o grupo reconhece que o OBJETIVO está sendo buscado.

O conhecimento que o líder possui é fundamental para o desempenho


do seu papel. Geralmente, o pastor conduz o rebanho por um
caminho conhecido. Ele mesmo já passou por ali antes. Em outros
casos, o caminho não é conhecido mas o pastor já conhece tantos
caminhos, que pela simples observação já sabe dizer se aquele lugar
é seguro ou não. O líder precisa dar exemplo (Hb.13.7), tomar a
iniciativa, sendo o primeiro a praticar o que exige. Precisa cuidar do
grupo, buscando o bem e o objetivo coletivo. Assim, será obedecido
com alegria

Tipos de autoridade e liderança

Natural – ocorre a partir do notório conhecimento ou habilidade em


determinada área ou assunto.

Eleita – é a liderança escolhida pelos liderados em razão do


reconhecimento de suas características naturais.

Delegada – é a autoridade transferida hierarquicamente. Seu


exercício se estabelece por indicação superior.

Imposta – é a autoridade exercida por meio da força. A imposição


não é o melhor caminho. Algumas vezes isso significará a existência
de uma falsa autoridade, ou ocorrerá como resposta à resistência à
verdadeira autoridade. O uso da força será legítimo em alguns
contextos, como é o caso da força policial e judicial (Rm.13.4). Na

Pr. Emerson Silva – Presidente do


Ministério Apostólico Batista Manancial
família, por exemplo, os pais podem impor aos filhos determinadas
ações necessárias ou disciplina (Pv.13.24; 22.15; 23.13-14; 29.15).
Contudo, a força precisa estar limitada aos termos da lei e do
benefício maior que se deseja (Pv.19.18). Em alguns contextos, não
existe lugar para o uso da força (Zc.4.6). Na administração da igreja,
por exemplo, nada se fará por meio da força e da violência, mas
voluntariamente, por amor, e pela ação do Espírito Santo.

Os conceitos sobre tipos de autoridade podem aparecer em conjunto.


Quando alguém se destaca como líder natural e é eleito pelo grupo,
isso se torna bastante agradável e produtivo. Se a autoridade for
delegada a uma pessoa naturalmente capaz, então o resultado
também poderá ser positivo. Muitas vezes a autoridade é transmitida
por hereditariedade. Isso ocorre principalmente nos regimes
monárquicos. Se o herdeiro do trono é uma pessoa capaz, então, sua
autoridade é natural e poderá ser muito bem sucedida. Contudo,
algumas vezes a autoridade é herdada sem a respectiva capacidade.
O resultado é a imposição, a ditadura, a insatisfação geral e o
fracasso. Nos livros dos Reis de Israel e Judá encontramos vários
relatos que podem ilustrar tais situações.

Quando pensamos no contexto eclesiástico da questão, devemos nos


lembrar de que, além das capacidades naturais, Deus nos dá
capacidades espirituais, dons e ministérios que vão muito além do
que poderíamos fazer por nós mesmos (II Cor.3.5). O líder espiritual
deve ter o conhecimento e os dons necessários para o exercício do
seu ministério. Como alguém pode ser um pastor sem conhecer as
Sagradas Escrituras?

A origem da autoridade legítima está em Deus (Rm.13.1). Tal


afirmação tem fundamento bíblico, mas seu entendimento na prática
nem sempre é fácil. Quando vemos um líder bom, logo reconhecemos
que sua autoridade vem de Deus. Quando vemos um líder mau,
temos a tendência de questionar sua autenticidade. Afinal, existem
líderes que governam com base em falsas doutrinas e até em nome
do Diabo, como é o caso dos líderes satanistas. Nesses casos, não
existe autoridade legítima. Contudo, Deus permite que tais líderes
subsistam, por motivos que fogem ao nosso conhecimento. Alguns
deles são, como o próprio Satanás, instrumentos da ira e do juízo
divino.

Mesmo que uma autoridade seja legítima, existem diferentes modos


de exercê-la. O líder pode ser duro, áspero, cruel, ou pode, e deve
ser, amável e respeitoso (Pv.29.21). Pelo menos, no contexto
eclesiástico, é o que se espera do líder: um coração de bom pastor e
bom pai. O autoritarismo ocorre quando não há respeito aos

Pr. Emerson Silva – Presidente do


Ministério Apostólico Batista Manancial
subordinados nem aos limites da autoridade. O líder não deve usar
sua autoridade como pretexto para ser cruel, mal ou grosseiro. O
líder não está autorizado a humilhar gratuitamente seus
subordinados, embora a legítima disciplina possa ser,
inevitavelmente, humilhante. Contudo, até nesse momento, o líder
precisa ser equilibrado para não submeter o subordinado infrator a
um vexame desnecessário. A dignidade humana deve sempre ser
levada em consideração. Talvez seja melhor morrer dignamente do
que viver humilhado. A bíblia diz: “humilhai-vos perante o Senhor e
ele vos exaltará” (Tg.4.10). Cada um deve humilhar a si mesmo na
medida necessária, se for necessário. A bíblia nunca disse: humilhai-
vos uns aos outros.

Pode haver situações em que o líder precisará agir com rigor, mas
estes serão casos excepcionais. O rigor deve ser a exceção e não a
regra. Talvez nas instituições militares a austeridade seja sempre
necessária, mas não vejo dessa forma o convívio na igreja.

Limites da autoridade – O único que possui autoridade suprema é


Deus. No que diz respeito ao contexto humano, a autoridade está
pulverizada em áreas abstratas e concretas: são as “jurisdições”. A
tentativa de concentrar autoridade absoluta nas mãos de um homem,
só pode produzir equívocos, arbitrariedades e males abundantes.
Para ter todo poder e toda autoridade, o líder precisaria ter todo o
conhecimento e estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Como
sabemos, o único onisciente e onipresente é Deus. Por isso, só ele é
onipotente. Os três conceitos são tão intrínsecos entre si que não
podemos lhes atribuir uma ordem rigorosa.

A desconsideração dos limites da autoridade traz como resultado o


autoritarismo. A verdadeira autoridade deverá:

– Estar sujeita a uma autoridade superior. Isso só não acontece nos


governos autocráticos. Em nosso sistema, a constituição está acima
dos poderes da república. O exemplo mencionado por Paulo é
bastante oportuno: O marido é o cabeça da mulher, mas ele mesmo
tem um cabeça que é Cristo, e Cristo tem um cabeça, que é Deus (I
Cor.11.3). No caso dos líderes da igreja, deve haver uma hierarquia e
sobre todos eles está Cristo, pois ele é o cabeça da igreja. Se um
líder rejeita as autoridades superiores a ele, então sua própria
autoridade será questionada, pois quebrou a hierarquia (Col. 2.18-
19). Assim, se um líder estabelece decisões contrárias ao que
conhecemos da vontade de Deus, então tais ordens deverão ser
desobedecidas. Afirmamos isso com fundamento bíblico, porque

Pr. Emerson Silva – Presidente do


Ministério Apostólico Batista Manancial
“mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At.4.19). As
parteiras egípcias desobedeceram ao rei Faraó, quando este ordenou
que os meninos hebreus fossem assassinados (Êx.1.17). Raabe
desobedeceu ao rei de Jericó quando este lhe ordenou que
entregasse os espias israelitas (Js.2.3-4). Os magos desobedeceram
ao rei Herodes, quando este lhes pediu que fosse informado sobre a
localização do menino Jesus (Mt.2.8,12). Os apóstolos
desobedeceram às autoridades públicas, quando estas lhes proibiram
de pregar o evangelho (At.4.19). Contudo, este argumento não pode
ser usado como desculpa para justificar a rebeldia, a preguiça e
outros motivos escusos que venham produzir a desobediência.

– A verdadeira autoridade deve limitar suas exigências. Vemos em


Atos 15, que os apóstolos decidiram exigir dos gentios apenas o que
era necessário, imprescindível. Portanto, o que era necessário para os
israelitas no deserto, e por isso foi exigido por Deus, já não é
necessário para nós hoje. Sabemos que em vários setores, o nível de
exigências pode variar, pois a necessidade também varia. O líder
precisa estar atento aos limites de seus liderados, procurando manter
suas decisões e ordens dentro das possibilidades de execução. Os
prazos de cumprimento e a organização geral das tarefas serão
bastante favoráveis para que as exigências sejam cumpridas de modo
suave e agradável. Numa guerra isso não é possível, mas nem
sempre estamos em guerra.

– A verdadeira autoridade decide com base nos objetivos do grupo –


O líder não deve manipular os liderados na direção do seu belprazer
(Col.2.18-19), buscando seus interesses egoístas. Por exemplo, a
autoridade de trânsito comanda o fluxo de veículos de acordo com a
legislação e a necessidade e não para atender suas preferências
pessoais.

O líder cristão conduz a igreja ou grupo de irmãos de acordo com o


padrão bíblico e não com o objetivo de construir seu próprio
patrimônio ou exaltar seu próprio nome. Este e outros parâmetros
podem ajudar a identificar os lobos vestidos de ovelhas, cujo objetivo
não é conduzir o rebanho mas extrair dele o maior benefício pessoal
possível. Isso não significa que o verdadeiro líder não possa ser
beneficiado. Certamente o será, mas junto com o grupo e não em
detrimento deste.

Liderança segundo Jesus Cristo – Podemos mencionar muitos


exemplos históricos, inclusive bíblicos, sobre relações de autoridade e
submissão. São episódios diversos, bons ou maus, mas acima de
tudo isso está o conceito revolucionário que Jesus trouxe sobre essa
questão: o líder cristão é um servo. Sob o ponto de vista humano,

Pr. Emerson Silva – Presidente do


Ministério Apostólico Batista Manancial
natural, tal afirmação é completamente absurda. Portanto, temos
diante de nós dois padrões de liderança: o modelo mundano e o
modelo de Cristo. Vejamos as palavras do Mestre sobre o assunto:

“Jesus, pois, chamou os seus discípulos para junto de si e lhes disse:


Sabeis que os governadores dos gentios os dominam, e os seus
grandes exercem autoridades sobre eles. Não será assim entre vós;
antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o
que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será
vosso servo; assim como o Filho do homem não veio para ser
servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de
muitos.” (Mt.20.25-28).

Os discípulos, em seu tempo de imaturidade, viviam disputando entre


si para ver qual deles seria o maior. Esperavam que Jesus libertasse
Israel do domínio romano e que, então, cada um deles pudesse ter
uma posição de autoridade no Reino de Deus. Qual não foi sua
surpresa quando Jesus disse que eles deveriam ser servos! Da
mesma forma, todos os líderes cristãos devem ser servos. Os líderes
existem para servir à igreja. Ministério, de acordo com o Aurélio é
“trabalho ou função de serviço na igreja.” Ministrar é servir. Imbuído
desse pensamento, o líder será humilde. Não terá complexo de
superioridade nem maltratará seus liderados.

Jesus, o Príncipe da paz, o Rei esperado por Israel, ajoelhou-se e


lavou os pés dos discípulos, inclusive os de Judas. Esta é a atitude
que o líder cristão deve ter. Não buscando ser servido, mas servir,
como o próprio Jesus fez.

A importância da obediência – nós, que estamos debaixo de


autoridade, devemos obedecer. Sabendo que nossos líderes estão se
empenhando por exercerem uma liderança sábia e justa, nada nos
resta senão a fiel obediência. E por quê o faremos? Todo grupo tem
um objetivo que justifica sua existência. Se obedecemos, estamos
contribuindo para que o objetivo seja alcançado. Se desobedecemos
estamos traindo a nós mesmos e prejudicando todo o grupo.

O grande problema da história de Israel foi a desobediência. Aliás, o


grande problema da história humana é esse. Adão e eva tinham um
único mandamento para cumprir e conseguiram desobedecê-lo. E
assim continua até hoje. O povo de Israel foi desobediente ao
Senhor. As consequências foram maldições diversas, inclusive o
cativeiro, a perda terra de Canaã e a dispersão pelo mundo afora.

As palavras “lei” e “mandamento” parecem pesadas. Contudo, todos


os mandamentos de Deus foram estabelecidos para o nosso próprio

Pr. Emerson Silva – Presidente do


Ministério Apostólico Batista Manancial
bem e para que o objetivo da nossa existência seja atingido em
plenitude. Portanto, devem ser obedecidos. (Não estamos advogando
a favor da lei mosaica, mas da vontade de Deus, de modo geral).
Muitas vezes queremos entender as ordens de Deus. É melhor
obedecer do que ficar tentando compreender.

Se o aluno desobedecer ao professor, estará prejudicando a si


mesmo.

E se o paciente desobedecer ao médico? Pode ser fatal.

O soldado precisa obedecer ao capitão para que a tropa possa


alcançar a vitória.

Cada músico da orquestra precisa obedecer ao comando do maestro


para que se consiga harmonia e beleza. Se um deles resolver tocar
sua própria música ou no seu próprio tom, poderá ter uma sensação
de liberdade e independência, mas todo o grupo ficará prejudicado.

O maior exemplo – é o próprio Senhor Jesus. Em seu ministério


terreno, Cristo demonstrou total obediência ao Pai. Portanto, além de
ser o melhor exemplo de líder, ele é o melhor exemplo de filho e de
servo (Hb.5.8; Fp.2).

Relações diversas – Existem vários tipos de relações humanas e em


quase todas elas surge a questão da autoridade e submissão.
Algumas vezes essas situações são involuntárias. Por exemplo,
nascemos em uma família e em um país que não escolhemos. Com
isso, podemos estar sujeitos a uma autoridade involuntariamente.
Mesmo assim devemos ser obedientes dentro dos limites da
consciência, da lei, e da vontade de Deus. Existem porém outros
tipos de relação nas quais entramos por nossa própria vontade.
Usando a linguagem bíblica, são jugos. Podem ser jugos leves
(Mt.11.29-30) ou pesados (II Cor.6.14). Podemos incluir aqui a
entrada em um matrimônio, em um grupo de louvor ou em uma
comunidade qualquer. O que existe de comum em relações tão
diferentes? Entramos por nossa própria vontade. Depois de feito o
compromisso, temos a obrigação de cumprir com os deveres que nos
forem designados. Existe opção para entrar ou não, mas não existe
opção para desobedecer, observados os limites já expostos.

Se entramos voluntariamente em um grupo, não podemos agora agir


contra ele. Não podemos desobedecer às determinações do líder.
Certamente, o bom líder não é um ditador. O homem de Deus
sempre estará pronto para ouvir (Tiago 1.19). Contudo, a decisão é
do líder. Ele tem a prerrogativa de permitir uma decisão democrática.

Pr. Emerson Silva – Presidente do


Ministério Apostólico Batista Manancial
Existem assuntos que podem ser levados à votação, como vemos em
exemplos bíblicos, mas tudo deve ser feito mediante a oração para
que a decisão do líder ou do grupo seja a manifestação da vontade de
Deus (At.1.23-26; 6.3-6). O líder estabelece critérios para a decisão
do grupo, pode apresentar alternativas previamente selecionadas, e,
por fim, vai aprovar ou não a escolha feita. Tudo isso é opcional. O
líder pode também decidir sozinho. Se isso será bom ou mau, cada
situação vai dizer. Os resultados de uma decisão solitária podem
produzir prestígio ou até mesmo causar a queda do líder. Podemos
até ajudar a decidir, mas, uma vez que a decisão foi tomada, não
podemos desobedecê-la. Aqueles que fazem as leis também estão
sujeitos a elas, e devem ser os primeiros a cumpri-las.

Algumas situações de jugo permitem sua dissolução. Não vamos


tratar da questão familiar, mas nos concentremos nos demais grupos
dos quais fazemos parte. Entramos neles voluntariamente. Da mesma
forma podemos sair. O que não podemos fazer é desobedecer à
liderança estando dentro do grupo. Portanto, temos opção:
obedecemos ou saímos. A saída deve se dar, sempre que possível, de
forma cordial e pacífica, e nunca sem oração para que a vontade de
Deus seja feita.

Atitudes em relação à autoridade

Submissão é diferente de obediência. Submissão é o compromisso, a


postura, atitude interior. Obediência é o cumprimento de uma ordem
específica. Precisamos portanto, ser submissos e obedientes. Uma
coisa não é suficiente sem a outra. Aquele que diz ser submisso, mas
nunca cumpre uma ordem, deverá rever sua posição. Mas existem
também aqueles casos de pessoas que cumprem ordens, mas estão
se remoendo por dentro. São obedientes, mas não são submissas.
Isso é mais comum em situações hierárquicas, onde se utiliza o
termo “subordinado”. Querendo ou não, o soldado vai obedecer ao
comando. Na igreja, porém, o que se deseja é que sejamos
obedientes e também submissos. A submissão está no coração, nas
intenções. Quem é submisso, obedece até na ausência do líder
(Fp2.12).

O problema da murmuração

A obediência precisa ser aprendida. Precisamos crescer na


obediência. O primeiro estágio é simplesmente fazer o que foi
ordenado, mas Jesus disse que, se fizermos apenas isso, somos
servos inúteis (Lc.17.10). Somos obedientes mas inúteis. Precisamos
ir além. Como? Podemos tomar iniciativas próprias, podemos fazer

Pr. Emerson Silva – Presidente do


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mais do que aquilo que foi exigido, mas vejamos um outro detalhe
sutil:

Muitas vezes obedecemos reclamando. Precisamos vencer esse mal.


Um dos maiores problemas de Israel no deserto foi a murmuração.
Viviam reclamando de tudo, reclamando do líder, reclamando de
Deus. Observe que “murmuração” significa “falar baixo.” A
murmuração é aquele tipo de reclamação às ocultas, aquela queixa
que não produz nada além de disseminar um descontentamento
geral.

Qual é a causa da murmuração? A insatisfação. Esta não pode ser


simplesmente proibida ou ignorada. É como a ira, um sentimento
espontâneo que podemos controlar mas não anular. Ela existe e
persiste. O que fazer então? Precisamos examinar a raiz da nossa
insatifação. Ele provém de um desejo. Tal desejo é legítimo? É
egoísta ou de interesse do grupo?

Nossa insatisfação pode nascer do egoísmo. Então, nada nos resta


senão obedecer e calar. Nada de murmurações. A insatisfação pode
nascer também de um desejo bom, legítimo e importante. Então,
devemos transformar nossa insatisfação numa contribuição para o
grupo. Devemos levar ao conhecimento do líder a nossa opinião afim
de que todos possam ser beneficiados. Vamos direcionar nossa
energia para que o grupo possa melhorar seus planos e seu trabalho.
Um dos motivos da insatisfação pode até ser um erro do líder
(Ec.10.5).

A murmuração é pecado e pode trazer muitas conseqüências ruins.


Se o pecado aconteceu, podemos reconhecer e pedir perdão, ou
guardá-lo e sofrer as conseqüências. Mesmo sendo confessado e
perdoado o pecado pode trazer conseqüências. Por isso ele é tão
maligno (Pv.18.19).

Algumas vezes ficamos insatisfeitos por motivos particulares, mas


precisamos lembrar que tudo é feito visando o objetivo do grupo.
Podemos conversar com o líder com todo respeito, expondo nosso
parecer, mas a decisão é do líder. Contudo, lembre-se de que o grupo
não gira em torno de 1 indivíduo. Nem todas as nossas preferências
serão atendidas em todo tempo. Porém, o nosso pedido pode ser de
interesse geral e até favorável ao alcance do objetivo comum.

Quando um interesse é levado ao conhecimento do líder, ele pode


ouvir e aplicar, ou não aplicar por não ser algo bom, ou não aplicar
por não existirem recursos. Os liderados precisam também
compreender as limitações do líder e do próprio grupo. Os israelitas

Pr. Emerson Silva – Presidente do


Ministério Apostólico Batista Manancial
no deserto estavam exigindo de Moisés muito mais do que aquilo que
ele poderia oferecer. Ao invés de esperarem a chegada a Canaã, já
queriam desfrutar de tudo no meio do caminho.

Deus é líder perfeito e infalível, mas ainda assim ele nos ouve e às
vezes muda situações (Abraão diante de Sodoma, Moisés ao pé do
monte Sinai, Jesus no Getsêmani). Quanto mais nas relações
humanas deve haver esse diálogo. Nossa posição em relação a Deus
nunca vai mudar. Sempre seremos seus filhos e seus servos,
submissos a ele. Nas relações humanas, entretanto, nossas posições
são alternáveis, exceto em algumas sociedades organizadas em
castas. Quem é líder hoje poderá ser liderado amanhã e vice-versa.
Por isso, Paulo disse que devemos nos sujeitar uns aos outros.

ANOTAÇÕES

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