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Cardeal Manning

319ª Nota - A Igreja no fim dos tempos


“As igrejas se lamentarão com grande lamentação, porque não se oferecerá mais oblação, nem incenso, nem
adoração aceitável a Deus. Os edifícios sagrados das igrejas serão como choças; e o precioso Corpo e Sangue de
Cristo não se manifestarão naqueles dias; a liturgia se extinguirá; cessará o canto dos salmos; a leitura da Sagrada
Escritura já não será escutada. Porém haverá trevas sobre os homens, lamentação sobre lamentação, aflição sobre
aflição. Então, a Igreja será dispersa, lançada no deserto, e será por um tempo, como era no princípio, invisível,
escondida nas catacumbas, nas covas, nas montanhas, nos lugares escondidos. Por um tempo será varrida, por
assim dizer, da face da Terra. Tal é o testemunho universal dos Padres dos primeiros séculos.”

Cardeal Manning

Citação
"A apostasia da cidade de Roma do vigário de Cristo e a sua destruição pelo Anticristo podem ser pensamentos muito
novos para muitos católicos, que acho bom recitar o texto de teólogos de maior reputação. Primeiro Malvenda, que
escreve expressamente sobre a Sujeito, afirma como a opinião de Ribera, Gaspar Melus, Biegas, Suarrez, Bellarmine e
Bosius, que Roma deve apostatar da fé, expulsar o vigário de Cristo e retornar ao seu antigo paganismo ... Então a
Igreja será dispersa, Conduzido para o deserto, e será por um tempo, como era no princípio, invisível, escondido em
catacumbas, em guaridas, em montanhas, em lugares espreitadinhos, por algum tempo será varrido, como se fosse
de face de A terra. Tal é o testemunho universal dos Padres da Igreja primitiva. "- Henry Edward Cardinal Manning,
The Present Crisis of Holy See, 1861, Londres: Burns e Lambert, pp. 88-90)

O cardeal Manning apresentou uma série de palestras em 1861 sob o título "As atuais crises da Santa Sé testadas
pela profecia", na qual Manning previu uma crise futura na Igreja Católica Romana iniciada por um falso
ecumenismo e teologia progressista que muitos católicos ortodoxos têm Detestada após o Concílio Vaticano II.
Manning acreditava que essa corrente progressista ameaçaria a autoridade da Igreja e, em última análise, resultaria
em um desvio da verdadeira fé pelas nações, juntamente com o deslocamento do verdadeiro papa por um falso
profeta, iniciando assim o Anticristo e a apostasia global. Manning também acreditava que sociedades secretas
como os maçons eram parte dessa conspiração. "As sociedades secretas há muito minadas e amaldiçoaram a
sociedade cristã da Europa e, neste momento, estão lutando para Roma, o centro de toda ordem cristã no mundo",
escreveu ele. Mas quando ele olhou a profecia em Apocalipse 18 sobre a destruição do fim do tempo do Mistério da
Babilônia, Manning viu que era a mão de Deus no julgamento da apostasia mundial que emana de Roma:

"Nós lemos no Apocalipse do Livro, da cidade de Roma, que ela disse no orgulho de seu coração:" Eu me sento como
uma rainha, e não sou viúva, e tristeza eu não vou ver. Portanto, suas pragas entrarão em um Dia: a morte, o luto e a
fome, e ela será queimada com fogo, porque Deus é forte que a julgará. "Alguns dos maiores escritores da Igreja nos
dizem que ... a grande cidade dos sete montes ... a cidade de Roma provavelmente se tornará apóstata ... e que
Roma será novamente punida, pois se afastará dela, e o julgamento de Deus cairá ... "

Manning explicou quantos dos maiores teólogos do catolicismo concordaram com este ponto de vista:

"A apostasia da cidade de Roma ... e a sua destruição pelo Anticristo podem ser pensamentos tão novos para muitos
católicos, que penso que é bom recitar o texto dos teólogos, de maior reputação. Primeiro, Malvenda, que escreve
expressamente sobre o assunto, Afirma como a opinião de Ribera, Gaspar Melus, Viegas, Suarez, Bellarmine e Bosius,
que Roma apostatará da fé, expulsará o Vigário de Cristo e retornará ao seu antigo paganismo. As palavras de
Malvenda são:

"Mas a própria Roma nos últimos tempos do mundo retornará à sua antiga idolatria, poder e grandeza imperial. Ele
expulsará o seu Pontífice, apostatará completamente da fé cristã, perseguirá a Igreja, derramará o sangue dos
mártires mais cruelmente do que nunca e recuperará o seu antigo estado de riqueza abundante ou mesmo maior do
que tinha sob seus primeiros governantes. '
Lessius diz: "No tempo do anticristo, Roma será destruída, como vemos abertamente do capítulo treze do
Apocalipse"; E novamente: "A mulher que viste é a grande cidade, que tem reino sobre os reis da terra, em que se
significa Roma em sua impiedade, como foi no tempo de São João, e será novamente a o fim do mundo.'

E Bellarmine: "No tempo do Anticristo, Roma será desolada e queimada, como aprendemos com o décimo sexto
verso do capítulo dezessete do Apocalipse". Em que palavras o jesuíta Erbermann comenta o seguinte: "Todos nós
confessamos com Bellarmine que o povo romano, um pouco antes do fim do mundo, retornará ao paganismo e
expulsará o Romano Pontífice".

Viegas, no décimo oitavo capítulo do Apocalipse, diz: "Roma, na última era do mundo, depois de ter apostatado da
fé, alcançará grande poder e esplendor de riqueza, e sua influência será amplamente difundida em todo o mundo, E
florescem muito. Vivendo no luxo e abundância de todas as coisas, adorará os ídolos e será imerso em todo tipo de
superstição e pagará homenagem a falsos deuses. E por causa da vasta efusão do sangue dos mártires que foi
derramado sob os imperadores, Deus os vingará com mais severidade e justiça, e será completamente destruído e
queimado por uma conflagração terrível e afligida ".

Citacao
Numa séria de palestras dadas em 1861, o Cardeal Henry Edward Manning (1808-1892) explicou o significado desta
misteriosa profecia referente à “operação do erro” e o “homem do pecado”, aquilo que Deus permitirá nos últimos
tempos. Sua Eminência não baseou suas palestras em suas próprias opiniões, mas nos Padres da Igreja e em
autoridades teológicas reconhecidas. Ele nota no princípio de sua palestra: “Em se tratando desse assunto, não
ousarei me aventurar em minhas próprias conjecturas, mas simplesmente apresentarei o que se encontra nos
Padres da Igreja, ou no que foi dito por teólogos reconhecidos pela Igreja, tais como Belarmino, Lessius, Malvenda,
Viegas, Suarez, Ribera e outros” (p. 3, v. citação completa abaixo).Portanto, ao examinar sua exposição dessa
passagem da Escritura, podemos ficar tranquilos de que o que lemos não é somente a opinião de um homem, mas o
pensamento da Igreja. Cardeal Manning é apenas o mensageiro de um ensinamento que a Igreja comunicou através
de várias autoridades ao longo dos séculos. Nas palavras de Sua Eminência:

Assim como existe um perpétuo operar do mistério da iniquidade, também existe um perpétuo obstáculo ou
barreira a sua manifestação, que permanecerá até ser removido; e haverá um tempo determinado em que esse
obstáculo será tirado do caminho… Ora, enquanto que este homem iníquo deve ser uma pessoa desregrada, que
introduzirá desordem, sedição, tumulto e revolução, tanto na ordem espiritual quanto na ordem temporal, do
mesmo modo aquele que impede seu desenvolvimento deverá ser seu direto antagonista depois de sua
manifestação e deve necessariamente ser um príncipe da ordem, da lei de submissão, a autoridade da verdade e do
direito…

Devemos agora nos aproximar de uma conclusão afirmada no começo a respeito do Anticristo que também vale
para o seu oponente, nomeadamente que o poder que impede a revelação do homem desregrado não é somente
uma pessoa, mas um sistema e não somente um sistema, mas uma pessoa. Numa palavra, o obstáculo é a
Cristandade e sua Cabeça; portanto, é na pessoa do Vigário de Jesus Cristo, em posse da dupla autoridade de que ele
foi providencialmente investido, que encontramos o direto antagonista ao princípio da desordem…

Desde a fundação da Europa Cristã, a ordem política do mundo tinha se orientado sobre o mistério da Encarnação de
Nosso Senhor Jesus Cristo; por essa razão, todos os atos públicos de autoridade, e mesmo o calendário pelo qual
datamos nossos dias, são contados a partir dos anos de salvação ou a partir do “Ano de Nosso Senhor”…

[N]o dia em que se admite igualdade de privilégios aos que negam a Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo,
dissolve-se a vida e a ordem social orientadas pelo mistério da Encarnação e se põe em seu lugar os alicerces do
naturalismo: isso é precisamente o que foi predito acerca do período anticristão…

Se a barreira que impedia o desenvolvimento do princípio da desordem anticristã tinha sido o poder de Jesus Cristo,
Nosso Senhor, incorporado pela Igreja conduzida pelo seu Vigário, então nenhuma mão é poderosa o bastante e
ninguém será capaz de tirá-lo do caminho, exceto a mão e a vontade do Filho encarnado de Deus mesmo…

A história da Igreja e a história de Nosso Senhor sobre a terra, correm como que em paralelo. Por trinta e três anos o
Filho de Deus esteve no mundo e nenhum homem poderia lançar sua mão contra ele. Nenhum homem poderia
apanhá-Lo, porque a sua “hora ainda não chegou.” Havia uma hora pré-determinada em que o Filho de Deus deveria
ser entregue nas mãos dos pecadores. Ele o sabia; Ele o predisse. Ele manteve seu destino em suas própria mãos,
pois ele estava protegido pelo círculo de seu próprio poder divino.

Nenhum homem poderia atravessar aquele círculo de onipotência até que chegasse a sua hora, quando por sua
própria vontade ele abrisse caminho para o poder das trevas…

O mesmo vale para sua Igreja. Até chegar o tempo em que a barreira deverá, pela Vontade Divina, ser tirada do
caminho, ninguém poderá lançar sua mão contra ela. As portas do inferno podem mover guerra contra ela; podem
lutar e lutar como lutam agora contra o Vigário de Nosso Senhor, mas não têm o poder de dar um passo a mais, até
que chegue a hora em que o Filho de Deus permitirá, por um tempo, que os poderes das trevas prevaleçam. Que Ele
o permitirá por um tempo, isso se apoia no livro da profecia. Quando o obstáculo for tirado do caminho, o homem
do pecado será revelado; então virá a perseguição de três anos e meio, curta, mas terrível durante a qual a Igreja de
Deus retornará a seu estado de sofrimento, como no começo; e a imperecível Igreja de Deus, por sua inextinguível
vida nascida do lado aberto de Jesus, que por três séculos viveu no sangue [das perseguições], viverá ainda nos fogos
dos tempos do Anticristo.

(Cardinal Henry Edward Manning, Lecture III, “Who or What Restrains the Manifestation of the Antichrist?“, in The
Present Crisis of the Holy See Tested by Prophecy [London, 1861], pp. 36-56; v. The Pope and the Antichrist: The Great
Apostasy Foretold)

Citacao
O que dizer a respeito das portas do inferno, então? Não disse o Cardeal que “o Filho de Deus permitirá, por um
tempo, que os poderes das trevas prevaleçam”? De fato, assim ele o disse, mas um pouco adiante ele explica em que
sentido isso deve ser entendido:

Já achamos razão para crer que, como Nosso Divino Senhor entregou-se a si mesmo nas mãos dos pecadores
quando a sua hora chegou, e nenhum homem poderia lançar a mão contra Ele, antes que ele se entregasse de livre
vontade ao seu poder, assim do mesmo modo será com aquela Igreja da qual Ele disse: “Sobre esta pedra eu
edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” [Mt 16,18]. Assim como os maus não
prevaleceram contra Ele [Nosso Senhor Jesus Cristo] mesmo quando o amarraram com cordas, arrastaram para o
tribunal, vendaram seus olhos, zombaram dele como se fosse um falso rei, bateram em sua cabeça como se fosse
um falso profeta, ainda quando o conduziram para fora, crucificaram e, no auge de seu poder, pareciam ter
completo domínio sobre Ele, de modo que Ele foi derrubado e quase se prostrou diante de sus pés; e como,
precisamente no momento em que esteve morto e enterrado a vista deles, foi o tempo em que Ele foi elevado sobre
todos, ressurgiu ao terceiro dia, subiu aos Céus, foi coroado e glorificado, tomando posse de sua realeza e supremo
reinado, sendo constituído Rei dos Reis e Senhor dos Senhores – o mesmo deve suceder com a sua Igreja: embora
por um tempo perseguida, e aos olhos do homem derrotada e pisoteada, destronada, despojada, escarnecida e
esmagada, ainda nesse tempo de triunfo [do mal] as portas do inferno não prevalecerão. Existe na história uma
ressurreição e uma ascensão para a Igreja, uma realeza e dominação, uma gloriosa recompensa para todos os que
tenham perseverado. Como aconteceu com Jesus, ela deve sofrer no caminho de sua coroação; e quando for
coroada, ficará unida a Ele eternamente.

Ninguém se deixe, então, escandalizar se a profecia fala de sofrimentos vindouros. Estamos todos acostumados a
imaginar triunfos e glórias da Igreja sobre a terra – que o Evangelho será pregado por todas as nações, que o mundo
se converterá e todos os inimigos serão subjugados e etc. – até alguns se mostram indispostos a ouvir que na
história da Igreja haverá um tempo de grande tribulação: e, agindo assim, fazemos como os antigos judeus que
esperavam por um conquistador, por um rei, pela prosperidade; e quando seu Messias veio na humildade e na
paixão, não o reconheceram. Por isso, estou inclinado a pensar que muitos entre nós intoxicam suas mentes com
vislumbres de sucesso e vitória a ponto de não suportarem a ideia de que esse tempo de perseguição já se aproxima
da Igreja de Deus. Ouçamos, pois as palavras do profeta Daniel. Falando da pessoa de quem São João chama de
Anticristo, o qual ele chama de rei que obrará de acordo com sua própria vontade, o profeta Daniel diz: “Ele usará
palavras contra o Altíssimo” – que é o Deus Todo-Poderoso – “e esmagará os santos do Altíssimo”. Novamente ele
diz, “Ele” – isto é, o poder desse rei – “se elevou até contra a fortaleza do céu e deitou abaixo muitos dos mais
fortes, e e muitas das estrelas, e as pisou aos pés. E se engrandeceu até contra o príncipe da fortaleza, e tirou dele o
sacrifício perpétuo e desonrou o lugar da sua santificação.”. Adiante, ele diz: “Faltará a hóstia e o sacrifício, e ver-se-
á no templo a abominação da desolação.” Essas passagens foram tomadas do sétimo, oitavo e nono capítulos de
Daniel. Eu poderia acrescentar mais, mas elas são o suficiente, pois no livro do Apocalipse (13,7), encontramos a
chave para essas palavras. São João, referindo-se evidentemente ao livro de Daniel, escreve sobre uma besta, que é
o poder que persegue os cristãos, que reinará sobre a terra com poder, pois “foi-lhe concedido que fizesse guerra
aos santos, e que os vencesse.”

(Manning, Lecture IV, “Passion and ‘Death’ of the Church”, in The Present Crisis of the Holy See Tested by Prophecy,
pp. 67-69; see The Pope and the Antichrist: The Great Apostasy Foretold)

Os parágrafos seguintes consistem de vários trechos tomados das mais


excelentes e edificantes passagens dessa obra de Cardeal Manning. Para aqueles
que estão interessados em obter uma cópia, quer no formato impresso ou
digital, atualmente estão disponíveis as seguintes edições e formatos:
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Os excertos a seguir de O Papa & o Anticristo estão divididos por seções que correspondem às quatro conferências
que constituem o livro. Enquanto você fizer a leitura desses excertos, tenha em mente que o Cardeal os escreveu em
1861, há mais de cento e cinquenta anos atrás, antes das duas terríveis guerras mundiais, antes da criação do Estado
de Israel e pouco tempo depois do reino da Itália ter anexado à força a maior parte dos Estados Pontifícios, do qual o
Papa era o chefe temporal.

[PRINCÍPIO DO EXCERTO]

I CONFERÊNCIA: A GRANDE APOSTASIA

Temos aqui a profecia de quatro grandes fatos: primeiro, de uma revolta que precederá a segunda vinda de Nosso
Senhor; segundo, da manifestação de alguém que é chamado de “o homem iníquo”; terceiro, de um obstáculo que
impede sua manifestação; e, por fim, de um período de poder e perseguição, do qual ele será o autor…

Primeiro, então, o que é essa revolta? No original ela é chamada de apostasia: e na Vulgata, discessio, ou seja, uma
ruptura. Ora, uma revolta implica uma separação sediciosa de alguma autoridade e uma conseqüente oposição a
ela… Ora, existem no mundo duas autoridades supremas, a civil e a espiritual, logo esta revolta deve ser ou uma
sedição, ou um cisma… Parece pouco necessário provar que esta revolta ou apostasia é uma separação não da
ordem civil, mas sim da ordem e da autoridade espiritual; pois os autores sagrados, de novo de de novo, falam de
uma tal separação; e em algum lugar São Paulo parece declarar expressamente o significado desta palavra. Ele
adverte São Timóteo de que nos últimos dias “apostatarão alguns da fé” [I Timóteo 4,1] e parece evidente que a
apostasia espiritual que ele menciona é a mesma apostasia [referida] aqui.

Logo, a autoridade de que se ocupa a revolta é o reino de Deus sobre a Terra…, em outras palavras, a Igreja Una e
Católica, fundada pelo Divino Salvador, e difundida pelo mundo por seus Apóstolos. Neste único reino sobrenatural
foi depositada a verdade e o teísmo puro, ou o conhecimento de Deus, e a verdadeira e única fé no Deus Encarnado
com as doutrinas e leis da graça. Esta, então, é a autoridade contra a qual a revolta deve se insurgir, seja ela o que
for.

Sendo esta a autoridade contra a qual se levanta a revolta, não pode ser difícil definir seu caráter. Os autores
inspirados expressamente descrevem suas notas. A primeira é o cisma, como demonstra São João: “É chegada a
última hora e como vós tendes ouvido dizer que o Anticristo vem, também já desde agora há muitos anticristos,
donde conhecemos que é chegada a última hora. Eles saíram de nós, mas não eram de nós, porque, se eles tivessem
sido de nós, ficariam certamente conosco.” [I Jo 2,18-19]. A segunda nota é a rejeição das obras e presença do
Espírito Santo, São Judas diz: “Estes são os que fomentam a discórdia, homens sensuais [isto é, homens que ignoram
seu caráter sobrenatural], que não têm o Espírito.” (Judas 19). Isso necessariamente implica o princípio herético da
opinião humana como oposta à infalível voz do Espírito Santo que fala através da Igreja de Deus. A terceira nota é a
negação da Encarnação. São João escreve: “Todo espírito, que confessa que Jesus Cristo veio em carne, é de Deus; e
todo espírito, que divide a Jesus [isto é, todo o que nega o mistério da Encarnação, ou sua verdadeira divindade, ou
sua verdadeira humanidade ou a unidade e divindade da pessoa do Filho Encarnado] “não é de Deus, mas este tal é
o Anticristo, do qual vós tendes ouvido que vem, e ele agora está já no mundo.” (I Jo 4,2-3). Novamente ele diz,
“Muitos impostores se tem levantado no mundo, que não confessam que Jesus veio em carne; este tal é impostor e
um anticristo.” (II Jo 7) Então, assim como a Igreja deve ser conhecida por suas notas, a revolta anticristã ou a
apostasia pode ser distinguida por essas notas…

[T]odas as heresias desde o princípio não são mais que o continuo desenvolvimento e expansão do “mistério da
iniquidade”, o qual já está operando…

É evidente que esse movimento apóstata, acumulando seus resultados progressivamente, seja neste tempo mais
natural e tenha uma maior organização e poder, assim como seu antagonismo contra a Igreja e a fé é maior do que
antes…

Parece inevitável que os inimigos de todas as nações que estão separadas da unidade católica… deveriam concentrar
seus esforços sobre aquele que é o Vigário e Representante de Jesus, e sobre o único Corpo que testemunha a
Encarnação e todos os mistérios da verdade e da graça. Tal é a Santa Igreja Católica Romana e tal é o Sumo Pontífice,
sua cabeça visível. Nas palavras da Sagrada Escritura, essas duas [potências] são o mistério da piedade e da
iniquidade. Todas as coisas estão imersas na chama e proeminência desses dois poderes supremos, que dividem os
destinos dos homens. O conflito se resume no antagonismo entre o Cristo e o Anticristo; e essas duas potências
estão marchando ordenadamente, e os homens estão escolhendo os princípios de uma ou da outra; ou então os
acontecimentos estão escolhendo por eles; e eles estão à deriva na correnteza que os vai arrastando sem que eles
tenham consciência disso…

II CONFERÊNCIA: O ANTICRISTO

De fato, é verdade que o Anticristo teve, e deve ter ainda, muitos precursores, também o próprio Cristo os teve.
Assim como Isaac, Moisés, Josué, Davi e Jeremias foram tipos dele, do mesmo modo Antíoco, Juliano, Ario, Maomé e
muitos outros foram tipos do Anticristo; porque pessoas tipificam pessoas. Então, novamente, Cristo é a Cabeça e
Representante no qual todo o mistério da piedade foi resumido e recapitulado, da mesma forma que o mistério da
impiedade vai achar sua expressão e sua cabeça na pessoa do Anticristo. Ele pode, realmente, incorporar um espírito
e representar um sistema, mas não sem a liderança de uma pessoa…

Além do mais, os Padres [da Igreja] acreditavam que o Anticristo será da raça judaica… E e ele aparecerá
provavelmente, se considerarmos que o Anticristo virá para enganar os judeus, conforme a profecia do Senhor: “Eu
venho em nome de meu Pai, e vós não me recebestes: outro virá em meu próprio nome e vós o recebereis” (Jo
5,43)… Além disso, aumenta a probabilidade de que assim seja se também considerarmos que um falso Cristo
faltaria à primeira condição de êxito, se ele não fosse da tribo de Davi; pois é de lá que os judeus estão esperando
sua vinda; eles tem se preparado para o engano, crucificando o verdadeiro Messias; e, portanto, é isso que os Padres
da Igreja compreendem acerca do verdadeiro e falso Messias nessas palavras de São Paulo: “Porque não receberam
o amor da verdade para serem salvos. Por isso lhes enviará Deus a operação do erro, para que creiam na mentira” [II
Ts 2,10-11]…

Daí percebemos uma triplo caráter do Anticristo, nomeadamente, que ele não será simplesmente um antagonista,
mas sim um substituto ou suplantador do verdadeiro Messias: e isso se torna ainda mais provável pelo fato de que o
Messias esperado pelos Judeus sempre foi um libertador temporal, o restaurador de uma ordem temporal; ou, em
outras palavras, um príncipe político e militar. É óbvio também que quem quer que venha a enganá-los com o
caráter de seu pretenso Messias deve, pois, negar o mistério da Encarnação; qualquer coisa que ele diga de
sobrenatural se refere a si mesmo. Ele será, em sua própria pessoa, um completo negador de toda a fé cristã; pois se
ele é o verdadeiro Messias, então o Messias dos cristãos deve ser falso…

Mas as profecias acrescentam mais um caráter preternatural à pessoa do Anticristo: Ele é descrito como um obrador
de falsos milagres. Da vinda dele se diz que “é segundo a obra de Satanás em todo o poder, e em sinais e em
prodígios mentirosos, e em toda a sedução da iniquidade para aqueles que perecem” [II Ts 2,9-10]… O tempo está
maduro para o engano. Não vão acreditar nos milagres dos santos, mas se embriagarão com fenômenos de
espiritualismo…

A última característica da qual falarei pode ser mais difícil de conceber. São Paulo diz sobre “o homem do pecado”
que ele é “o filho da perdição; Aquele que se opõe, e se eleva sobre tudo o que se chama Deus, ou que é adorado,
de sorte que se assentará no templo de Deus, ostentando-se como se fosse Deus.” [II Ts 2,4]. Essas palavras são
interpretadas pelos Padres com o sentido de que ele reclamará honras divinas, e isso no templo de Jerusalém…
[Ainda:] Assim como Cristo na sua vinda era crido como o carpinteiro, da mesma forma o Anticristo deve ser
visivelmente nada mais que um empreendedor bem-sucedido. Mesmo o seu preternatural caráter, verdadeiro ou
falso, deve parecer aos olhos dos outros como ranços de insanidade, ou como a mentira contada por seus
aduladores. Dessa maneira, o mundo cega seus próprio olhos pela fumaça de seu próprio orgulho intelectual.

III CONFERÊNCIA: AQUELE OU O QUE RETÉM A MANIFESTAÇÃO DO ANTICRISTO

Assim como existe um perpétuo trabalho do mistério da iniquidade, também existe um perpétuo obstáculo ou
barreira a sua manifestação, que permanecerá até ser removido; e existe um tempo determinado em que ele deve
ser tirado do seu caminho… Ora, enquanto que este homem iníquo deve ser uma pessoa desregrada, que introduzirá
desordem, sedição, tumulto e revolução, tanto na ordem espiritual quanto na temporal, do mesmo modo aquele
que impede seu desenvolvimento será seu direto antagonista depois de sua manifestação e deve necessariamente
ser um príncipe de ordem, de leis de submissão, a autoridade da verdade e do direito…

Devemos agora nos aproximar de uma conclusão afirmada no começo a respeito do Anticristo que também vale
para o seu oponente, nomeadamente, que o poder que impede a revelação do homem desregrado não é somente
uma pessoa, mas um sistema e não somente um sistema, mas uma pessoa. Numa palavra, o obstáculo é a
Cristandade e sua Cabeça; portanto, é na pessoa do Vigário de Jesus Cristo, em posse da dupla autoridade de que ele
foi providencialmente investido, que encontramos o direto antagonista ao princípio da desordem…

Desde a fundação da Europa Cristã, a ordem política do mundo tinha se orientado sobre o mistério da Encarnação de
Nosso Senhor Jesus Cristo; por essa razão, todos os atos públicos de autoridade, e mesmo o calendário pelo qual nós
datamos nossos dias, são contados a partir dos anos de salvação ou a partir do “ano de Nosso Senhor”… [N]o dia em
que se admite igualdade de privilégios aos que negam a Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo, dissolve-se a vida
e a ordem social orientadas pelo mistério da Encarnação e se põe em seu lugar os alicerces do naturalismo: isso é
precisamente o que foi predito acerca do período anticristão…

Se a barreira que impedia o desenvolvimento do princípio da desordem anticristã tinha sido o poder de Jesus Cristo,
Nosso Senhor, incorporado pela Igreja conduzida pelo seu Vigário, então nenhuma mão é poderosa o bastante e
ninguém será capaz de tirá-lo do caminho, exceto a mão e a vontade do Filho encarnado de Deus mesmo…

A história da Igreja e a história de Nosso Senhor sobre a terra, correm como que em paralelo. Por trinta e três anos o
Filho de Deus esteve no mundo e nenhum homem poderia lançar sua mão contra ele. Nenhum homem poderia
apanhá-Lo, porque a sua “hora ainda não chegou.” Havia uma hora pré-determinada em que o Filho de Deus deveria
ser entregue nas mãos dos pecadores. Ele sabia disso; Ele predisse isso. Ele manteve seu destino em suas própria
mãos, pois ele estava protegido pelo círculo de seu próprio poder divino. Nenhum homem poderia atravessar aquele
círculo de onipotência até que chegasse a sua hora, quando por sua própria vontade ele abrisse caminho para o
poder das trevas…

O mesmo vale para Sua Igreja. Até chegar o tempo em que a barreira deverá, pela Vontade Divina, ser tirada do
caminho, ninguém poderá lançar sua mão contra ela. As portas do Inferno podiam mover guerra contra ela; podem
lutar e lutar como lutam agora contra o Vigário de Nosso Senhor, mas não têm o poder de mover um passo a mais,
até que chegue a hora em que o Filho de Deus permitirá, por um tempo, que os poderes das trevas prevaleçam. Que
Ele permitirá que prevaleçam por um tempo, isso se apóia no livro da profecia…
Precisamos, pois, ficar bem atentos. Deve acontecer mais uma vez com alguns aquilo que ocorreu como se fez
quando o Filho de Deus estava em sua Paixão – eles o viram traído, preso, amarrado, abatido, golpeado, de olhos
vendados e açoitado; eles o viram carregar Sua Cruz para o Calvário e lá o pregarem e elevaram para o desprezo do
mundo; e eles disseram, “se ele for o Rei de Israel, desça agora da cruz, e nós creremos nele” (Mt 27,42). Então, da
mesma maneira dizem agora, “vejam a Igreja Católica, esta Igreja de Deus, débil e frágil, rejeitada até mesmo pelas
nações ditas católicas. Vede a França católica, a Alemanha católica, a Sicília católica e a Itália católica abrindo mão da
falácia do poder temporal do Vigário de Jesus Cristo.” E assim, porque a Igreja parece fraca e o Vigário do Filho de
Deus está renovando em si a Paixão de seu Mestre sobre a terra, ficamos nós escandalizados, dele afastamos a nossa
face. Então, onde é que está a nossa fé? Entretanto, o filho de Deus predisse essas coisas quando falou: “E eu vo-lo
disse agora, antes que suceda, para que, quando suceder, o creiais” (Jo 14,29).

IV CONFERÊNCIA: A PAIXÃO E “MORTE” DA IGREJA

Ora, é contra a pessoa [do Papa] eminentemente e enfaticamente, como se disse antes, que o espírito das trevas e
da mentira deve dirigir seu assalto; pois se a cabeça for separada do corpo, o corpo mesmo deve morrer. “Matem o
pastor, e as ovelhas serão dispersadas” é a antiga artimanha do malvado, que feriu o Filho de Deus para que
pudesse dispersar o rebanho. Mas essa artimanha sempre falhou; pois na morte que abateu o Pastor, o rebanho foi
redimido: e embora o pastor que foi constituído no lugar do Filho esteja abatido, o rebanho não pode mais se
dispersar. Há trezentos anos o mundo se esforça para arruinar a linha dos Soberanos Pontífices, mas o rebanho
nunca se dispersou: e assim deve ser até o fim. É, no entanto, é contra a Igreja de Deus e, principalmente, contra sua
Cabeça, que todos os espíritos das trevas em todos os tempos, sobretudo no presente, dirigem as flechas de sua
inimizade…

Ora, a Igreja já padeceu duas perseguições, uma nas mãos dos judeus e outra na mão dos pagãos. Desse fato, os
autores de tempo mais remoto, os Padres tanto do Ocidente quanto do Oriente, previram que nos últimos dias a
Igreja padecerá uma terceira perseguição, mais amarga, mais sangrenta, mais intensa e cruel do que qualquer
perseguição já feita, e ela partirá de um mundo sem fé que se revoltou contra o Verbo Encarnado…

Assim como os perversos não prevaleceram contra Ele [Nosso Senhor Jesus Cristo] mesmo quando o amarraram com
cordas, arrastaram para o julgamento, vendaram seus olhos, zombaram dele como se fosse um falso rei, bateram
em sua cabeça como se fosse um falso profeta, ainda quando o conduziram para fora, crucificaram e, no auge de seu
poder, pareciam ter completo domínio sobre Ele, de modo que Ele foi derrubado e quase se prostrou diante de sus
pés; e como, precisamente no momento em que esteve morto e enterrado a vista deles, foi o tempo em que Ele foi
elevado sobre todos, ressurgiu no terceiro dia, subiu aos Céus, foi coroado e glorificado, tomando posse de sua
realeza e supremo reinado, sendo constituído Rei dos Reis e Senhor dos Senhores; do mesmo modo deve suceder
com a sua Igreja: embora por um tempo perseguida, e aos olhos dos homens derrotada e pisoteada, destronada,
despojada, escarnecida e esmagada, mesmo nesse tempo de triunfo, as portas do Inferno não prevalecerão. Existe
na história uma ressurreição e uma ascensão para a Igreja, uma realeza e dominação, uma gloriosa recompensa para
todos os que tenham perseverado. Como aconteceu com Jesus, é preciso sofrer para receber essa coroa de glória.
Ninguém se deixe, então, escandalizar se a profecia fala de sofrimentos por vir. Estamos todos acostumados a
imaginar triunfos e glórias da Igreja sobre a terra, que o Evangelho será pregado por todas as nações, que o mundo
se converterá e todos os inimigos serão subjugados e etc. até alguns se mostram indispostos a ouvir que na história
da Igreja haverá um tempo de grande tribulação: e, agindo assim, fazemos como os antigos judeus que esperavam
por um conquistador, por um rei, pela prosperidade; e quando seu Messias veio na humildade e na paixão, não o
puderam reconhecer. Por isso, estou inclinado a penar que muitos entre nós intoxicam suas mentes com vislumbres
de sucesso e vitória a ponto de não suportarem a ideia de que esse tempo de perseguição já se aproxima da Igreja
de Deus…

O primeiro sinal ou nota dessa perseguição vindoura é a indiferença à verdade. Assim como existe calmaria antes de
um furacão, assim como as águas de uma cachoeira descem como vidro, do mesmo modo antes do surgimento de
um conflito existe um tempo de tranquilidade. O primeiro sinal é a indiferença. Nada caracteriza mais do que
qualquer outra coisa o surgimento de uma perseguição futura do que o indiferente desprezo pela verdade ou
mentira. A Roma Antiga em sua força e poder adotou todas as falsas religiões de todas as nações conquistadas e deu
para cada uma delas um templo dentro de seus muros. Ela foi soberana e desdenhosamente indiferente para com
todas as superstições da terra. Encorajou-as; porque cada nação tinha sua própria superstição e tal superstição era
uma maneira de tranquilizar, governar e manter em sujeição o povo favorecido pela construção de um templo
dentro de seus muros. Da mesma forma, vemos no presente as nações do mundo cristão gradualmente aderindo a
toda espécie de contradição religiosa, isto é, dando-lhes toda liberdade, ou como dizem, perfeita tolerância; não
reconhecendo qualquer distinção entre verdade e falsidade entre elas, mas deixando todas as formas de religião
trilharem seu próprio caminho…

[E]xiste o crescimento do ódio pelo que eles chamam de dogmatismo, ou seja, a qualquer verdade positiva, qualquer
coisa definida, qualquer coisa última, qualquer coisa que tenha limites precisos e qualquer espécie de crença que se
expresse em definições particulares – essas coisas são totalmente desagradáveis aos homens que adotam o princípio
de encorajar todas as formas de opinião religiosa…

O próximo passo, pois, é a perseguição da verdade… [Na Roma antiga] existia toda sorte de confrarias, ordens,
sociedade e etc.; no entanto, existia uma sociedade cuja existência não era permitida: a Igreja do Deus vivo. No meio
dessa tolerância universal, havia uma exceção feita com a mais categórica severidade, a fim de eliminar a verdade e
a Igreja de Deus da face da terra. Agora, isso é o que inevitavelmente sucederá mais uma vez, porque a Igreja de
Deus é inflexível na missão de comunicá-la. A Igreja Católica nunca negociará uma doutrina que seja; ela nunca
permitirá que duas doutrinas sejam ensinadas dentro de seus domínios; ela nunca obedecerá às determinações do
governo civil em matérias de caráter espiritual. A Igreja Católica está obrigada pela Lei Divina a sofrer o martírio em
vez de comprometer uma doutrina que seja, ou no lugar de obedecer à lei de um Estado que viole a consciência; e,
mais do que isso, ela não somente está obrigada a oferecer uma desobediência passiva – que pode ser feita em um
caso extremo -, mas a Igreja Católica não pode se calar; ela não pode se omitir; ela não pode cessar de pregar a
doutrina da Revelação, não somente da Trindade e da Encarnação, mas também dos Sete Sacramentos e da
Infalibilidade da Igreja de Deus, e da unidade necessária e da soberania tanto temporal quanto espiritual da Santa
Sé; e, porque ela não vai se calar e porque não pode fazer concessões e nem pode obedecer a matérias que são de
sua sua própria prerrogativa, por esse mesmo motivo ela está sozinha no mundo; pois não existe outra Igreja assim
chamada, nem qualquer comunidade que professe ser Igreja, que não se submeta, não obedeça ou se omita quando
o governo civil do mundo ordena…

Todos os Santos Padres que escreveram sobre o assunto do Anticristo e das profecias de Daniel, sem uma única
exceção, até onde sei, tanto os Padres do Ocidente quanto os do Oriente, tanto os da Igreja Latina quanto os da
Grega – todos eles unanimemente – dizem que no fim dos tempos, durante o reino do Anticristo, o Santo Sacrifício
do Altar cessará. Na obra sobre o fim do mundo, escrita por Santo Hipólito, depois de uma longa descrição das
aflições dos últimos dias, lemos o seguinte: “As Igrejas lamentarão com uma grande dor, pois lá não se oferecerá
mais a oblação, nem incenso, nem um culto agradável a Deus. Os edifícios sagrados serão como choupanas; e o
precioso Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo não se manifestará nesses dias; a Liturgia será extinta; o
canto dos salmos cessará; a leitura das Sagradas Escrituras não se escutará mais. Mas existirá sobre os homens
escuridão, luto sobre luto e aflição sobre aflição.” Então, a Igreja deverá ser abalada, conduzida para o deserto e
deverá ser por um tempo, como no princípio, invisível, escondida em catacumbas, cavernas, montanhas, lugares
ocultos; por um tempo deverá ser como se ela tivesse sido varrida da face da terra. Tal é o universal testemunho dos
Padres dos primeiros séculos…

As sociedades secretas tem de longa data minado e invadido a sociedade cristã da Europa e estão nesse momento
lutando para cima de Roma, o centro de toda ordem cristã no mundo. O cumprimento da profecia está ainda por vir;
e isso que nós temos visto acontecer a volta dela, devemos ver também acontecer no centro; o grande exército da
Igreja de Deus por um tempo será abatido. Parece que será derrotado, por um tempo, e o poder dos inimigos das
trevas por um momento prevalecerá. O sacrifício perpétuo desaparecerá e o santuário será devastado… se poderia
entender essa profecia de desolação, entrando numa igreja que foi uma vez católica e que agora não é mais um sinal
de vida; ela fica vazia, desabitada, sem altar, sem tabernáculo, sem a presença de Jesus…

E assim chegamos à terceira nota, a humilhação do “Príncipe Forte”; isto é, da divina autoridade da Igreja, e
especialmente daquele no qual ela se personifica, o Vigário de Jesus Cristo… O destronamento do Vigário de Cristo é
o destronamento da hierarquia da Igreja Universal e a rejeição pública da Presença e do Reinado de Jesus…

A tendência de todos os acontecimento que assistimos nesse momento é claramente essa, derrubar o culto católico
por todo o mundo. Já observamos que todas os regimes da Europa estão excluindo a religião de seus atos públicos.
Os poderes civis estão profanando-se a si mesmos; o governo está sem religião; e se o governo for sem religião, a
educação deve ser sem religião. Já vimos isso na Alemanha e na França. Tem sido mais e mais vezes tentado na
Inglaterra. O resultado pode ser nada além do restabelecimento da sociedade meramente natural; que é o mesmo
que dizer que os governos e poderes do mundo, que por um tempo estiveram submetidos pela Igreja de Deus a crer
na Cristandade, a obedecer aos preceitos divinos e à unidade da Igreja têm se revoltado contra ela e se profanado,
tem recaído no seu estado puramente natural…

[Muitos] devem perderão sua fidelidade a Deus. E como essas coisas devem acontecer? Primeiro por temor, em
parte pelo engano, em parte pela covardia, em parte porque eles não suportam ficar com uma verdade impopular
perante uma mentira popular; em parte porque a rejeição da opinião pública, como ocorre nesse país e na França,
reprime e amedronta os católicos que não se atrevem a confessar os seus princípios, e finalmente, não se atrevem a
mantê-los…

O Verbo de Deus nos disse que no fim dos tempos os poderes desse mundo vão se tornar tão irresistíveis e
triunfarão de tal modo que a Igreja de Deus afundará sob suas mãos – isto é, a Igreja de Deus não receberá mais a
ajuda dos imperadores, reis ou príncipes, ou legisladores, nações e povos para fazer frente contra o poder e a força
de seus inimigos. Ela será despojada de proteção. Ela será enfraquecida, prostrada e pisoteada pelos poderes desse
mundo. Isso não parece inacreditável? O que, pois, vemos nesse tempo? Vede a Igreja Católica Romana pelo mundo.
Quando foi que ela mais se assemelhou a sua Cabeça na hora que ele teve suas mãos e pés amarrados por aqueles
que o traíram? Vede a Igreja Católica, ainda independente, fiel a sua missão divina e, contudo, rejeitada pelas nações
do mundo; o Santo Padre, o Vigário de Nosso Senhor Jesus Cristo, nesse momento sendo zombado, despido, traído,
roubado e há aqueles que defenderiam seu assassinato. Quando esteve a Igreja de Deus em pior condição, no débil
entender humano, do que agora? E, então, eu me pergunto: de onde virá a libertação? Existe na terra algum poder
que possa intervir? Existe algum rei, príncipe ou potentado que possa impor ou sua vontade ou sua espada para
proteger a Igreja? Não há; e foi predito que deveria ser assim mesmo. Não é necessário esperar por esse libertador
terreno, pois a vontade de Deus parece ser outra.

Porém, existe um Poder que destruirá todos os adversários; existe uma Pessoa que romperá e reduzirá a pó todos os
inimigos da Igreja, pois Ele derrotará seus inimigos “com o sopro de sua boca” e os destruirá “com o fulgor de sua
vinda”. Parece como se o Filho de Deus estivesse com ciúmes para que ninguém reivindicasse Sua autoridade.
Ele chamou a batalha para Si mesmo. Ele investiu contra os que o rejeitaram e a profecia deixa claro que aquele que
porá fim ao mal será Ele; que isso não será obra humana, mas obra do Filho de Deus; a fim de que todas as nações
do mundo saibam que Ele, e somente Ele, é o Rei e entendam de uma vez por todas que Ele, e somente Ele, é Deus…

Os autores da Igreja contam-nos que nos últimos dias a cidade de Roma provavelmente se tornará apóstata da Igreja
e do Vigário de Cristo; e que Roma novamente será castigada por isso; e o jugo de Deus recairá sobre o lugar onde
ele uma vez reinou sobre as nações do mundo… Roma deve apostatar da fé e rechaçar o Vigário de Cristo, tornar ao
seu antigo paganismo…

[Resumindo,] o Anticristo, e o movimento anticristão, terá as seguintes notas: primeiro, será um cisma da Igreja de
Deus; segundo, negará o seu caráter divino e infalível e, terceiro, negará a Encarnação. Portanto, será o inimigo
direto e mortal da Igreja Una, Santa, Católica e Romana – da unidade contra a qual se fazem os cismas; da única
organização conduzida pelo Espírito de Deus; do sacrário e do santuário da Encarnação e do sacrifício perpétuo…

[FIM DO EXCERTO]

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não duvido que você concordará que a explicação de Cardeal Manning sobre as profecias da Sagrada Escritura, que
foram cumpridas e estão se cumprindo, são inspiradas e fascinantes, especialmente porque nós podemos
reconhecer nelas muito do que tem acontecido em tempos recentes e, na verdade, ainda estão acontecendo. O que
testemunhamos mais e mais é a preparação para o advento do Anticristo.

Observe como a todo momento o Cardeal Manning fala do Papa como sendo o Vigário de Cristo e a Cabeça Visível
da Igreja e como o direto antagonista do Anticristo – nunca Sua Eminência sequer toca na ideia absurda, defendida
por muitos dos assim chamados “católicos tradicionalistas” de hoje, segundo a qual o Papa mesmo seria parte do
problema, uma espécie de “sócio” do Anticristo, como Francisco realmente é. Vemos, então, mais uma vez que a
popular, embora falha e herética posição da “Resistência”, a qual reconhece Francisco como verdadeiro Papa, mas
lhe recusa submissão e rejeita seus ensinamentos e leis, é completamente estranha ao pensamento, doutrina e
profecia católica. Além do mais, isso é mais uma evidência de que os “Papas” do Vaticano II são charlatões, não
genuínos Vigários de Cristo, em vez disso, são instrumentos de Satanás usados para destronar o verdadeiro Vigário
de Cristo e prevenir ou impedir o seu governo.

Quando o Cardeal Manning escreveu sua obra em 1861, o movimento de apostasia, de certa forma, ainda se
encontrava nos seus primeiros estágios. Desde então, a Grande Apostasia não recebeu maior força propulsora que
a Igreja Modernista do Concílio Vaticano II (1962-65). Nada espalhou o naturalismo, as principais heresias da
doutrina maçônica, com mais velocidade ou eficácia que as demandas conciliares em prol da liberdade religiosa, as
quais puseram fim às nações católicas (tais como Espanha e Colômbia) e de fato exigiram uma separação entre Igreja
e estado; como também a erradicação desta nas constituições dos países católicos, uma coisa que o Antipapa Paulo
VI fez com muito prazer. Cristo Rei, o verdadeiro Rei dos indivíduos, sociedades e nações foi destronado pelo
Vaticano II – um ato que prova que Paulo VI não foi Pedro, mas Judas, e que a igreja por ele dirigida não era a Igreja
Católica de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas sim, por assim dizer, a Sinagoga de Anás e Caifás.

A perseguição da verdadeira Fé e da verdadeira Igreja pelos modernistas do Vaticano II tem sido extremamente
bem-sucedida, como ela foi acelerada não somente pela malícia dos mentirosos, mas também por pessoas de muita
boa vontade, inclusive aquelas que são vítimas da fraude. Como se disse acima, no entanto, citando Pe. Faber, isso
somente torna maior o desastre e não altera a natureza ou diminui a gravidade desse problema.

Na sua introdução a O Papa e o Anticristo, que consiste numa carta dele ao Dr. John Henry Newman, Cardeal
Manning diz: “Queira Deus guardar-nos de nos calarmos durante a perseguição de sua Igreja!” (p. 6). Ai daqueles,
entendam ou não, que reconhecem a Seita Novus Ordo como a Igreja Católica e consideram seus falsos clérigos
como legítimas autoridades católicas e ai daqueles que, sabendo a verdade, se calam sobre ela durante esse tempo
de perseguição à verdadeira Igreja! Que você, caro leitor, não seja um deles.

Assim como foi a Paixão do Senhor, assim será a Paixão da Igreja, Sua Noiva
"Como os ímpios não prevalecerão contra Ele [nosso Senhor Jesus Cristo], mesmo quando Ele foi manietado em
cordas, arrastaram-no para o julgamento, com os olhos vendados, zombaram dEle como a um falso rei, golperam-no
na cabeça como a um falso profeta, crucificaram-nO, e com o seu poder pareciam ter domínio absoluto sobre Ele,
que jazia no chão e quase aniquilado a seus pés; e como, naquele preciso momento em que Ele estava morto e
enterrado fora de sua vista, resultou vencedor sobre todos, e ressuscitou ao terceiro dia, e como Rei dos reis
ascendeu ao Céu como Senhor dos senhores — assim será com a sua Igreja: embora perseguida por um tempo, e,
aos olhos humanos, derrocada e pisoteada, destronada, despojada, escarnecida, e esmagada, chegará o momento
de seu triunfo e as portas do inferno não prevalecerão. Será para a Igreja de Deus uma ressurreição e ascensão, um
dom e um domínio, uma recompensa de glória por tudo o que sofreu. Como Jesus tem que sofrer no caminho para a
sua coroa; no entanto, será coroada com Ele eternamente."

Cardeal Henry Edward Manning, The Pope and the Antichrist: The Great Apostasy Foretold.

Fonte: Novusordowatch

LA PASIÓN DE LA IGLESIA ANTES DE SU TRIUNFO. Cardenal Henry


Edward Manning
En el Cuerpo Místico se repetirá la Pasión de Cristo.

Vendrá un lapso de persecución para el pequeño rebaño fiel.

El Santo Sacrificio del Altar cesará un tiempo.

La Iglesia verdadera será barrida de la faz de la tierra, echada al desierto, escondida en las catacumbas.

Luego, en la Iglesia habrá una resurrección, una recompensa de gloria por todo lo que tuvo que soportar.
Como los impíos no prevalecieron contra Él (Cristo), aún cuando lo amarraron con cuerdas, lo arrastraron al juicio, le
vendaron los ojos, se burlaron de él como un rey falso, lo hirieron en la cabeza como un falso Profeta, le arrastraron,
y lo crucificaron, y en el ejercicio de su poder parecían tener un dominio absoluto sobre Él, de modo que Él cayó en
tierra y casi fue aniquilado bajo sus pies; Y como en el mismo tiempo en que estaba muerto y sepultado fuera de sus
ojos, fue conquistador de todos, resucitó al tercer día y ascendió al cielo, y fue coronado, glorificado e investido con
su realeza y reina Rey de reyes y Señor de señores, así será con su Iglesia: aunque por un tiempo perseguida y, a los
ojos del hombre, derrocada y pisoteada, destronada, despojada, burlada y aplastada, incluso en ese gran tiempo de
triunfo las puertas del infierno no prevalecerán. En la Iglesia de Dios hay una resurrección y una ascensión, una
realeza y un dominio, una recompensa de gloria por todo lo que ha soportado. Como Jesús, necesita sufrir en el
camino a su corona; así será coronada eternamente con él. Que nadie, entonces, se escandalice si la profecía habla
de los sufrimientos por venir. Nos encanta imaginar triunfos y glorias para la Iglesia en la tierra, que el Evangelio sea
predicado a todas las naciones, y que el mundo se convierta, y todos los enemigos sometidos, y no sé qué, hasta que
algunos oídos se impacientan al oír que hay dispuesto, para la Iglesia, un tiempo de terrible juicio. Y así hacemos
como los judíos de antaño, que buscaban un conquistador, un rey y la prosperidad; Y cuando su Mesías vino en
humildad y pasión, no lo conocieron. Así que, me temo, muchos de nosotros con nuestras mentes intoxicadas con
visiones de éxito y victoria, no podemos soportar la idea de que hay un tiempo de persecución por venir para la
Iglesia de Dios.

Los santos Padres que han escrito sobre el tema del Anticristo y de las profecías de Daniel, sin una sola excepción,
hasta donde yo sé, y son los Padres tanto del Oriente como del Occidente, los griegos y los latinos – todos ellos
unánimemente, dicen que en los últimos tiempos del mundo, durante el reinado del Anticristo, el Santo Sacrificio del
altar cesará. En la obra sobre el fin del mundo, atribuida a San Hipólito, después de una larga descripción de las
aflicciones de los últimos días, leemos lo siguiente:

“Las iglesias se lamentarán con gran lamentación, porque no se ofrecerá más Oblación, ni incienso, ni adoración
aceptable a Dios. Los edificios sagrados de las iglesias serán como chozas; Y el precioso Cuerpo y Sangre de Cristo no
se manifestará en aquellos días; La Liturgia se extinguirá; Cesará el canto de los salmos; La lectura de la Sagrada
Escritura ya no será escuchada. Pero habrá tinieblas sobre los hombres tinieblas, lamentación tras lamentación, y
aflicción tras aflicción.

“Entonces la Iglesia será dispersada, echada al desierto, y será por un tiempo, como era al principio, invisible,
escondida en Catacumbas, en cuevas, en montañas, en lugares de escondite; Por un tiempo será barrida, por así
decirlo, de la faz de la tierra. Tal es el testimonio universal de los Padres de los primeros siglos”.

La Palabra de Dios nos dice que hacia el final de los tiempos el poder de este mundo se volverá tan irresistible y tan
triunfante que la Iglesia de Dios se hundirá bajo su mano, que la Iglesia de Dios no recibirá más ayuda de los
emperadores, reyes, príncipes, legislaturas, naciones, pueblos, para resistir en contra de la fuerza y el poderío de su
antagonista. Se le privará de protección. Se debilitará, desconcertará y se postrará, y estará sangrando a los pies de
las potencias de este mundo.

“Incluso en ese gran tiempo de triunfo (del mal) las puertas del infierno no prevalecerán”: Cardenal Manning

Conferencia del cardenal Henry Edward Manning, 1861.

Artículo original: Catolicidad

Profecías del cardenal Manning sobre la Iglesia


El cardenal Manning fue un convertido del anglicanismo a la iglesia católica, arzobispo de Westminster, fue uno de
los principales defensores de la infalibilidad del Papa, proclamada en el Concilio Vaticano I.

En su opúsculo de 1861, El Papa y el Anticristo se lee:

El primer signo o marca de esta persecución que viene es una indiferencia hacia la verdad. Así como hay calma
chicha antes de una tempestad, y como las aguas antes de la tempestad están como el cristal, como antes de un
estallido hay un momento de tranquilidad. El primer signo es la indiferencia. La señal que presagia más seguramente
que cualquier otro signo una futura persecución es una especie de indiferencia desdeñosa a la verdad o falsedad. La
antigua Roma en toda su fuerza y su poder adoptaba toda religión falsa de todas las naciones conquistadas, y le dio a
cada una de ellas un templo dentro de sus muros. Fue soberanamente y despectivamente indiferente a todas las
supersticiones de la tierra. Se animó a cada nación a tener su propia superstición adecuada, porque la superstición
apropiada era un modo de tranquilizarse, de gobernar, y de mantener en sujeción, a las personas que se entregaban
a la construcción de un templo dentro de sus murallas. De la misma manera vemos a las naciones del mundo
cristiano en este momento adoptando progresivamente todas las formas de contradicciones religiosas,.. y, como se
dice, con una tolerancia perfecta; no reconociendo distinciones entre la verdad o la falsedad entre una u otra
religión, sino dejando que todas las formas de religión funcionen a su manera ….

Con un intenso odio hacia lo que se llama el dogmatismo, es decir, la verdad positiva, lo definitivo, lo final, todo lo
que tiene límites precisos, cualquier forma de creencia que se expresa con definiciones particulares -todo esto es
completamente de mal gusto a los hombres que en principio fomentan todas las formas de opinión religiosa ….

El siguiente paso es, entonces, la persecución de la verdad …. [En la antigua Roma] hubo todo tipo de cofradías y
órdenes sagradas, y sociedades, y como uds. saben había una sociedad a la que no se le permitió existir, y fue la
Iglesia del Dios vivo. En medio de esta tolerancia universal, hubo una excepción hecha con la exactitud más
perentoria, para excluir la verdad y la Iglesia de Dios del mundo. Ahora bien, esto es lo que tiene inevitablemente
que pasar, porque la Iglesia de Dios es inflexible en la misión comprometida con él. La Iglesia Católica nunca se
comprometerá en la doctrina; nunca va a permitir que se enseñen dos doctrinas dentro de ella; nunca va a obedecer
al gobernador civil que pronuncie sentencia en los asuntos espirituales. La Iglesia Católica está obligada por la ley
divina a sufrir el martirio antes que comprometer una doctrina, u obedecer la ley del gobernador civil, que viola la
conciencia; y además de esto, no sólo no puede ofrecer una desobediencia pasiva, lo cual puede hacerse en una
esquina, y por lo tanto no se detecta, y porque no se detecta no es castigada; la Iglesia Católica, sin embargo, no
puede permanecer en silencio; no puede mantener su paz; no puede dejar de predicar las doctrinas de la revelación,
no sólo de la Trinidad y de la Encarnación, sino también de los siete sacramentos, y de la infalibilidad de la Iglesia de
Dios, y de la necesidad de la unidad y de la soberanía de ambos, espiritual y temporal, de la Santa Sede; y porque no
va a estar en silencio, y no se puede poner en peligro, y no obedecer en asuntos que son de su propia prerrogativa
divina, es por lo que se encuentra sola en el mundo; pues no hay otra Iglesia, ni ninguna comunidad que profese ser
una Iglesia, que no se someta, obedezca, o mantenga en su paz, ante los gobernadores civiles del mundo ….

Los santos Padres han escrito sobre el tema del Anticristo, y de [la] profecías de Daniel, sin una sola excepción, por
lo que yo sé, y ellos son los padres, tanto de Oriente como de Occidente, tanto los griegos como los de la Iglesia
latina- todos ellos por unanimidad, – dicen que en el fin del mundo, durante el reinado del Anticristo, el santo
sacrificio del altar cesará. En el trabajo sobre el fin del mundo, atribuido a San Hipólito, después de una larga
descripción de las aflicciones de los últimos días, leemos lo siguiente: “Las Iglesias llorarán con un gran llanto,
porque no se ofrece ya la oblación ni el incienso, ni el culto agradable a Dios. Los edificios sagrados de las iglesias
serán tugurios; y el precioso cuerpo y sangre de Cristo no podrá ser expuesto en aquellos días; la Liturgia será
extinguida; el canto de los salmos cesará; la lectura de la Sagrada Escritura no se oirá más. Habrá sobre los hombres
oscuridad, y duelo sobre duelo y aflicción sobre aflicción. “Entonces, la Iglesia se dispersará, será impulsada a ir al
desierto, y será por un tiempo, como era en el principio, invisible, oculta en las catacumbas, las cuevas, las
montañas, los escondrijos; Durante un tiempo será barrida, por así decirlo, de la faz de la tierra. Tal es el testimonio
universal de los Padres de los primeros siglos ….

Las sociedades secretas hace mucho tiempo han socavado la sociedad cristiana de Europa, y se encuentran en este
momento luchando contra Roma, el centro de todo orden cristiano en el mundo. El cumplimiento de las profecías
está por venir; y lo que hemos visto en las alas, también lo veremos en el centro; y ese gran ejército de la Iglesia de
Dios, por un tiempo, se dispersará. Parecerá, por un tiempo, estar derrotada, y el poder de los enemigos de la fe
durante un tiempo prevalecerá. El sacrificio peremne será quitado, y el santuario será echado abajo... Si quieres
entender esta profecía de la desolación, entra en una iglesia: la que antes fue católica, donde había señales de vida;
ahora está vacía, deshabitada, sin altar, sin tabernáculo, sin la presencia de Jesús …

Y así llegamos a la tercera marca, el abatimiento de “El principio de la fuerza”; es decir, de la autoridad divina de la
Iglesia, y especialmente de aquél cuya persona la encarna, el Vicario de Jesucristo … El destronamiento del Vicario de
Cristo es el destronamiento de la jerarquía de la Iglesia universal, y el rechazo público de la Presencia y Reinado de
Jesús ….
La tendencia directa de todos los acontecimientos que vemos en este momento es ésta claramente, destruir el culto
católico en todo el mundo. Ya vemos que todos los gobiernos de Europa están excluyendo la religión de sus actos
públicos. Los poderes públicos se están haciendo laicos: el gobierno no tiene religión; y si el gobierno es sin religión,
la educación debe ser sin religión. Lo vemos ya en Alemania y en Francia. Se ha intentado una y otra vez en
Inglaterra. El resultado de esto no puede ser otra cosa que el restablecimiento de la mera sociedad natural; es decir,
los gobiernos y los poderes del mundo, que durante un tiempo estuvieron sometidos a la Iglesia de Dios con la fe
en el cristianismo, con la obediencia a las leyes de Dios, y con la unidad de la Iglesia, después de haberse rebelado se
han profanado a sí mismos, han recaído a su estado natural …

[Muchos] fallarán en su fidelidad a Dios. ¿Y cómo sucederá esto? En primer lugar por el miedo, en parte por el
engaño, en parte, por la cobardía, en parte porque no pueden defender la verdad impopular cara a la mentira
popular; en parte porque el hacer caso omiso de la opinión pública, en un país como éste, y en Francia… asusta a los
católicos, que no se atreven a confesar su principios, y, al fin, no se atreven a mantenerse en ellos ….

La Palabra de Dios nos dice que hacia el final de los tiempos el poder de este mundo se hará tan irresistible y tan
triunfante que la Iglesia de Dios se hundirá – que la Iglesia de Dios no recibirá ya ayuda de los emperadores o reyes o
príncipes, o legislaturas, o naciones o pueblos, para hacer resistencia contra el poder y la fuerza de su
antagonista. Será privada de protección. Se debilitará, se desconcertará, y quedará postrada, y se inclinará
sangrando a los pies de los poderes de este mundo. ¿Parece increíble? ¿Cuál es, entonces, lo que vemos en este
momento? Mira la Iglesia católica y romana en todo el mundo. ¿Cuándo fue alguna vez más parecida a su Cabeza
divina en la hora en que fue atado de pies y manos por los que le traicionaron? Mira la Iglesia Católica, aún
independiente, fiel a su confianza divina, y sin embargo, desechada por las naciones del mundo; mira al Santo Padre,
el Vicario de nuestro Divino Señor, en este momento escarnecido, despreciado, traicionado, abandonado,
despojado, e incluso por aquellos que antes lo defendían atacado. ¿Cuando, pregunto yo, estuvo la Iglesia de Dios
alguna vez en una situación más débil, en un estado más precario a los ojos de los hombres, y en este orden natural,
de lo que es ahora? Y a partir de ahí, me pregunto, ¿es la libertad lo que está por venir? ¿Hay en la tierra algún poder
que quiera intervenir? ¿Hay algún rey, príncipe o potentado, que quiera interponer sea su voluntad o su espada para
la protección de la Iglesia? Ni uno; y está predecido que deba ser así. No queremos ni lo deseamos, pero por la
voluntad de Dios parece que no será de otra manera.

Pero hay un poder que va a destruir todos los enemigos. Hay una persona que va a descomponer y aventar el polvo
del verano y que trillará a todos los enemigos de la Iglesia, porque él es el que ha de derrocar a sus enemigos “con
el aliento de su boca,” y destruirlos “con el resplandor de su venida “. Parece como si el Hijo de Dios estuviera
celoso de que nadie reivindique su autoridad. Ha querido dirigir la batalla ´El mismo; Él ha tomado el arma que ha
sido lanzado contra Él; y la profecía es clara y explícita de que habrá una última derrota del mal; que será lograda
no por ningún hombre, sino por el Hijo de Dios; que todas las naciones del mundo sepan que Él, y sólo Él, es el rey, y
que Él, y sólo Él, es Dios ….

Los escritores de la Iglesia nos dicen que en los últimos días, la ciudad de Roma, probablemente llegará a
ser apóstata de la Iglesia y del Vicario de Jesucristo; y que Roma otra vez será castigada, porque él se apartará de
ella; y el juicio de Dios caerá sobre el lugar desde el que una vez reinó sobre las naciones del mundo
… Roma apostatará de la fe y ahuyentará al Vicario de Cristo, y volverá a su antiguo paganismo …

http://tanantiguaytannueva.blogspot.com/2015/08/profecias-del-cardenal-manning-sobre-la.html

Citação
“Os escritores da Igreja nos contam como nos últimos dias a cidade de Roma vai provavelmente apostatar da Igreja e
do vigário de Jesus Cristo; e que Roma será de novo punida, pois Ele se afastará dela; e o julgamento de Deus cairá
sobre o lugar do qual Ele havia reinado sobre as nações do mundo. Pois que faz de Roma sagrada, senão a presença
do vigário de Jesus Cristo? Que tem ela que a faz querida aos olhos de Deus, que não a presença do vigário de Seu
Filho? Saia de Roma a Igreja de Cristo, e Roma não será mais aos olhos de Deus do que a Jerusalém de outrora.

A apostasia da cidade de Roma em relação ao vigário de Cristo, e sua destruição pelo Anticristo, pode ser um
pensamento tão novo para muitos católicos, que tenho por bem recitar o texto de teólogos da maior reputação. Em
primeiro lugar Malvenda, que escreve expressamente sobre a matéria, afirma como sendo a opinião de Ribera,
Gaspar Melus, Viegas, Suárez, Belarmino e Bosius que Roma vai apostatar da fé, expulsar o vigário de Cristo e
retornar a seu antigo paganismo. São palavras de Malvenda: — 'Mas a própria Roma, nos últimos tempos do mundo,
retornará a sua antiga idolatria, poder, e grandeza imperial. Ela expulsará seu pontífice, apostatará completamente
da fé cristã, perseguirá terrivelmente a Igreja, derramará o sangue dos mártires mais cruelmente que nunca, e
recobrará seu estado anterior de abundante riqueza, ou até maior do que teve sob seus primeiros governantes.’

Lessius diz: — ‘No tempo do Anticristo, Roma será destruída, como vemos abertamente no décimo-terceiro capítulo
do Apocalipse;’ e em seguida: — ‘A mulher que viste é a grande cidade, que tem reinado sobre todos os reis da terra,
na qual está simbolizada Roma em sua impiedade, tal como era no tempo de São João, e será de novo no fim do
mundo.’ E Belarmino: — ‘No tempo do Anticristo, Roma será desolada e queimada, como aprendemos no décimo-
sexto verso do décimo-sétimo capítulo do Apocalipse.’ Sobre tais palavras comenta o jesuíta Erbermann o seguinte:
— ‘Todos confessamos, com Belarmino, que o povo de Roma, um pouco antes do fim do mundo, retornará ao
paganismo, e expulsará o Pontífice Romano.’

Então a Igreja vai-se dispersar, fugindo para o deserto, e será durante algum tempo como era no começo, escondida
invisível nas catacumbas, em cavernas, em montanhas, em esconderijos; por algum tempo parecerá como que
varrida da face da terra. Tal é o testemunho universal dos Padres da Igreja primitiva.”
_______________
Cardeal Henry Manning (15 July 1808 – 14 January 1892), The Present Crisis of the Holy See

Igreja Invisível
Citação mais do que interessante para o momento presente, já que vivemos aquilo que fora outrora profetizado (ou
estamos chegando perto disso):

"A apostasia da cidade de Roma desde o VIGÁRIO DE CRISTO e da sua destruição pelo Anticristo são pensamentos
que podem parecer tão novos para muitos católicos, que me parece oportuno citar os textos de TEÓLOGOS DE
MAIOR RENOME. Primeiramente Malvenda, que escreve expressamente sobre esse tema, constata que a opinião de
Ribera, Gaspar Melus, Biegas, Suares, Bellarminoe Boecio de que ROMA IRÁ APOSTATAR DA FÉ, rechaçará o Vigário
de Cristo e regressará ao seu ANTIGO PAGANISMO. (...) Então, a Igreja será dispersa, impulsionada para o deserto, e
será por um tempo, como era no início, INVISÍVEL, escondida nas catacumbas, em tocas, nas montanhas, em lugares
ocultos, por um tempo que será como que VARRIDA DA FACE DA TERRA. Esse é o TESTEMUNHO UNIVERSAL dos
Padres da Igreja primitiva" (Cardeal Henry Edward Cardinal Manning, A atual crise da Santa Sé, 1861, London: Burns
e Lambert, pp. 88-90.)

A apostasia de Roma
“Os escritores da Igreja nos contam como nos últimos dias a cidade de Roma vai provavelmente apostatar da Igreja e
do vigário de Jesus Cristo; e que Roma será de novo punida, pois Ele se afastará dela; e o julgamento de Deus cairá
sobre o lugar do qual Ele havia reinado sobre as nações do mundo. Pois que faz de Roma sagrada, senão a presença
do vigário de Jesus Cristo? Que tem ela que a faz querida aos olhos de Deus, que não a presença do vigário de Seu
Filho? Saia de Roma a Igreja de Cristo, e Roma não será mais aos olhos de Deus do que a Jerusalém de outrora.

A apostasia da cidade de Roma em relação ao vigário de Cristo, e sua destruição pelo Anticristo, pode ser um
pensamento tão novo para muitos católicos, que tenho por bem recitar o texto de teólogos da maior reputação. Em
primeiro lugar Malvenda, que escreve expressamente sobre a matéria, afirma como sendo a opinião de Ribera,
Gaspar Melus, Viegas, Suárez, Belarmino e Bosius que Roma vai apostatar da fé, expulsar o vigário de Cristo e
retornar a seu antigo paganismo. São palavras de Malvenda: — 'Mas a própria Roma, nos últimos tempos do mundo,
retornará a sua antiga idolatria, poder, e grandeza imperial. Ela expulsará seu pontífice, apostatará completamente
da fé cristã, perseguirá terrivelmente a Igreja, derramará o sangue dos mártires mais cruelmente que nunca, e
recobrará seu estado anterior de abundante riqueza, ou até maior do que teve sob seus primeiros governantes.’

Lessius diz: — ‘No tempo do Anticristo, Roma será destruída, como vemos abertamente no décimo-terceiro capítulo
do Apocalipse;’ e em seguida: — ‘A mulher que viste é a grande cidade, que tem reinado sobre todos os reis da terra,
na qual está simbolizada Roma em sua impiedade, tal como era no tempo de São João, e será de novo no fim do
mundo.’ E Belarmino: — ‘No tempo do Anticristo, Roma será desolada e queimada, como aprendemos no décimo-
sexto verso do décimo-sétimo capítulo do Apocalipse.’ Sobre tais palavras comenta o jesuíta Erbermann o seguinte:
— ‘Todos confessamos, com Belarmino, que o povo de Roma, um pouco antes do fim do mundo, retornará ao
paganismo, e expulsará o Pontífice Romano.’

Então a Igreja vai-se dispersar, fugindo para o deserto, e será durante algum tempo como era no começo, escondida
invisível nas catacumbas, em cavernas, em montanhas, em esconderijos; por algum tempo parecerá como que
varrida da face da terra. Tal é o testemunho universal dos Padres da Igreja primitiva.”

(Cardeal Henry Manning, The Present Crisis of the Holy See)

UN PASAJE DEL CARDENAL MANNING


LA MUERTE DE LOS SACERDOTES SANTOS

"Si es tal la muerte del Sacerdote fervoroso, nada importa que sea repentina; no será de improviso o desprevenida.
Toda su vida ha sido una preparación para la muerte. San Carlos Borromeo al morir decía: Ecce venio; su vida había
sido un continuo acercarse a Dios. San Vicente de Paúl exclamaba: Ipse perficiet, como que Dios estaba dando la
última mano a su obra en él. San Hilarión repetía: "Yo he servido a buen Amo por espacio de setenta años; ¿por qué
he temer ir a Él?" El Venerable Beda pasó la víspera de la Ascensión repitiendo la antífona: O Rex Gloriae, Domine
virtutum; y San Andrés Avelino murió al pie del altar, al decir: "Introibo ad altare Dei"..."

El Sacerdocio Eterno, Cardenal Manning, Editorial Balmes, 1943.

Henry Edward Cardenal Manning es uno de esos pocos ingleses que nos cae bien. Nació el 15 de julio de 1808 y
murió el 14 de enero de 1892. Abandonó la herejía anglicana para abrazar, el 6 de abril de 1851, la única verdadera
religión que está en la Una y Santa Iglesia Católica, Apostólica y Romana. Su obra "El Sacerdocio Eterno" es un libro
que tendrían que leer todos los seminaristas y sacerdotes, en vez de tantas tonterías que corrompen hasta la tinta
con la que se escriben.

http://librodehorasyhoradelibros.blogspot.com.br/2010/06/un-pasaje-del-cardenal-manning.html

Luzeiros da Igreja em língua portuguesa – XXXI


“A mais sutil e derradeira forma de protestantismo”…

“O Luteranismo aplicado à História”

ou:

“A inflação gnóstica da presunção histórica


que é o espírito da heresia”

impugnada por

Henry Edward, Arcebispo de Westminster,

Cardeal MANNING (1808-1892)

na Carta Pastoral O Concílio Vaticano


e Suas Definições, 1871, Capítulo IV:

____________________

A História Científica
e a Regra Católica da Fé

Pode ser conveniente responder aqui a uma objeção que comumente se supõe existir contra a doutrina da
Infalibilidade Papal; a saber, de que as evidências da história a ela se oponham.

A resposta é dupla:
I. Primeiro, que as evidências da história provam claramente a infalibilidade do Romano Pontífice.

Virão me dizer que cometo petição de princípio.

Ao que respondo eu, que os que afirmam o contrário é que cometem petição de princípio.

Ambos os lados apelam para a história, e com igual confiança; por vezes, com igual clamor, e com frequência,
igualmente em vão.

Por algumas pessoas “O Papa e o Concílio”, de Janus, é considerada a mais irrespondível obra de história científica
publicada até aqui.

Por outros, é considerado o livro mais superficial e mais pretensioso do nosso tempo.

Entre juízos tão contraditórios, quem há de decidir? Haverá algum tribunal de recursos, em questões de história? Ou
não há juiz supremo nenhum? A história é, porventura, uma estrada na qual ninguém pode extraviar-se? Ou será um
ermo onde devamos vagar sem guia nem trajeto? Estamos todos abandonados unicamente ao juízo particular? Se
alguém disser que não há outro juiz que não a reta razão e o bom senso, só estará reproduzindo na história aquilo
que Lutero aplicou à Bíblia.

Essa teoria talvez seja intelectual e moralmente possível para os que não forem católicos. Nos católicos, uma teoria
dessas é simples heresia. Que existe um juiz supremo, naquelas questões da história que afetam as verdades da
revelação, é dogma da fé. Mas entraremos nisto logo mais.

Por ora, farei somente mais uma observação.

Suponhamos que a divindade de Nosso Senhor fosse objeto de controvérsia. Suponhamos que duzentas e cinquenta
e seis passagens dos Padres fossem aduzidas para provar que Jesus Cristo é Deus. Digamos que essas duzentas e
cinquenta e seis passagens possam ser distribuídas em três classes: a primeira, consistindo de grande número, em
que a divindade de Nosso Senhor é declarada explicitamente e de modo inconfundível; a segunda, a mais numerosa,
de tal maneira a presume ou implica, que seria inexplicável sob qualquer outra hipótese; a terceira, também vultosa,
capaz da mesma interpretação e incapaz de interpretação contrária, embora em si mesma não explícita.

Suporemos, em seguida, que exista uma passagem, em algum dos Padres, cuja aparência seja contrária. Sua
formulação é aparentemente contraditória com a proposição de que Jesus Cristo é Deus. Seus termos são explícitos;
e, se entendida à letra, ela não tem como reconciliar-se com a doutrina da divindade d’Ele.

Apenas preciso recordar-vos do argumento de São Justino, Mártir, de que o Anjo que apareceu a Moisés na sarça
não podia ser o Pai, mas somente o Filho, porque o Pai não Se podia manifestar “num espaço restrito sobre a terra”
(Diálogo com Trifão, seção 60); ou mesmo as palavras do próprio Nosso Senhor: “O Pai é maior que eu” (S. João, XIV,
28).

Agora, perguntaria eu, que direção tomaria um homem de inteligência justa e ponderada, num caso tal?

Diria ele que um elo rompido destrói a corrente? Acaso uma passagem dessas, adversa à divindade de Cristo,
sobrepuja duzentas e cinquenta e seis passagens em contrário?

Seria isso história científica? Ou ainda: seria científico dar como certo que a passagem única, por mais que se mostre
explícita e adversa, só possa ser suscetível de um único sentido, e não possa ser explicada de nenhuma outra forma?
Se assim fosse, os historiadores científicos estariam presos ao sentido literal, prima facie, das palavras supracitadas
de São Justino Mártir, e de Nosso Senhor.

Ainda, supondo que a passagem única permanecesse explícita e adversa, e, portanto, uma dificuldade insolúvel, eu
perguntaria se alguém — que não fosse um sociniano ύποθέσει δουλεύων (servilmente comprometido) e
hipotecado pela perversidade da controvérsia — rejeitaria o inteiro acúmulo de evidências explícitas e construtivas
contidas em duzentos e cinquenta e seis passagens, por causa de uma passagem adversa de insolúvel dificuldade! As
pessoas só poderiam estar levianamente inconscientes dos elementos que subjazem ao inteiro fundamento de suas
crenças mais firmes, se assim fossem proceder. Mas não entrarei nisto agora; basta dizer que um tal procedimento
estaria tão longe de ser científico, que seria superficial, ininteligente e absurdo. Eu perguntaria, então: é ciência ou é
paixão rejeitar o acúmulo de evidências acerca da infalibilidade de duzentos e cinquenta e seis Pontífices em razão
do caso Honório, ainda que se supusesse ser este uma dificuldade insolúvel? Ciência de verdade nos ensinaria que,
nos sistemas dotados de maior certeza, há fenômenos residuais que permanecem durante longo tempo como
dificuldades insolúveis, sem diminuir por mais minimamente que seja a certeza do sistema mesmo.

Além disso, todavia, o caso Honório não é uma dificuldade insolúvel.

No juízo de uma nuvem dos maiores teólogos de todos os países, escolas e línguas, desde que a controvérsia foi
inaugurada duzentos anos atrás, o caso Honório foi completamente resolvido. Mais ainda, foi utilizado com
abundantes evidências, tiradas dos mesmíssimos atos e documentos, para provar a tese diretamente contrária, a
saber: a infalibilidade dos Pontífices romanos. Mas, novamente, não entrarei nisso; é suficiente, para o meu
presente argumento, afirmar que, na medida em que o caso Honório foi disputado por séculos, ele é disputável.
Mais uma vez, na medida em que ele foi interpretado, com igual segurança de si, a favor e contra a infalibilidade do
Romano Pontífice — e posso acrescentar que os que absolveram Honório de heresia pessoal são maioria
esmagadora, comparados a seus oponentes; mas diga-se, em prol da argumentação e indo mesmo além da
moderação, que a probabilidade das interpretações deles, no mínimo, se equiparasse à das de seus opositores —,
por todas essas razões posso afirmar, com segurança, que ainda que o caso Honório não fosse solucionado, ele
certamente não é insolúvel; e que a controvérsia prolongada, profusa e segura de si, entre homens que presumirei
sinceros, razoáveis e doutos de ambos os lados, prova inquestionavelmente que o caso Honório é duvidoso.

Eu perguntaria, então: é científico ou apaixonado rejeitar o acúmulo de evidências acerca da linhagem de duzentos e
cinquenta e seis Pontífices, em razão de se poder encontrar um caso que é duvidoso? Duvidoso, também, recorde-
se, apenas com base na teoria de que a história seja um descampado sem guia nem rumo; de modo nenhum
duvidoso, para aqueles que creem, como dogma de fé, que a revelação da fé é anterior à sua história, e é-lhe
independente, sendo divinamente assegurada pela presença e assistência d’Aquele que a fez.

E isso é resposta suficiente ao caso Honório, que de todas as controvérsias é a mais inútil, estéril e irrelevante.

Eu dificilmente teria imaginado que, a esta altura, algum teólogo ou estudioso traria à tona novamente os casos de
Virgílio, Libério, João XXII etc. Mas já que essas contendas sem sentido e tantas vezes refutadas foram reiteradas,
trago em nota referências para obras e lugares em que elas são copiosamente respondidas. (V. Apêndice,infra.)

Esta é a primeira parte da réplica à alegada oposição da história.

II. Prosseguiremos agora à segunda e mais completa resposta.

A resposta verdadeira e conclusiva a esta objeção consiste, não na refutação detalhada de alegadas dificuldades,
mas num princípio de fé; a saber: o de que, sempre que uma doutrina está contida na Divina tradição da Igreja,
todas as dificuldades tiradas da história humana ficam excluídas – como formulou Tertuliano – por prescrição. A
origem única da verdade revelada é Deus, o único canal de Sua revelação é a Igreja. Nenhuma história humana pode
declarar o que é que está contido na Revelação. Unicamente a Igreja pode determinar os limites desta e, portanto, o
seu conteúdo.

Quando pois a Igreja, a partir das adequadas fontes da verdade: a Palavra de Deus escrita e não escrita, declara que
alguma doutrina é revelada, nenhuma dificuldade da história humana pode prevalecer contra ela. Já disse antes: “A
presunçosa crítica histórica de nossos dias logrou e logrará solapar a paz e a confiança, e mesmo a fé, de alguns. Mas
a cidade assentada sobre uma colina continua ali, elevada e fora de alcance. Ela não pode ser escondida, e ela é sua
própria evidência, anterior à sua história, e independente desta. Sua história deve ser aprendida dela mesma.” “Logo,
não é com a crítica sobre a história pretérita, mas com atos de fé na voz vivente da Igreja na hora presente, que
podemos conhecer a fé.” (Pastoral, etc., 1869, p. 125.)

Sobre estas minhas palavras, Quirinus faz a seguinte não mui profunda observação: “A fé que remove montanhas
estará igualmente pronta – é claramente isto o que ele quer dizer – para dar sumiço nos fatos da história. Se
encontraremos ou não algum Bispo alemão, para oferecer à digestão de seus compatriotas estas pedras, o tempo
dirá.” (Cartas de Roma, etc., por Quirinus, 2.ª série, p. 348-9.) O tempo já disse e mostrou, mais depressa do que
Quirinus antecipava. Os Bispos alemães em Fulda, em sua Carta Pastoral sobre o Concílio, falam como segue:
“Sustentar que esta ou aquela das doutrinas decididas pelo Concílio Geral não esteja contida na Sagrada Escritura e
na tradição da Igreja – estas duas fontes da fé católica –, ou até mesmo que esteja em oposição a estas, é um
primeiro passo, irreconciliável com os primeiríssimos princípios da Igreja Católica, que leva à separação de sua
comunhão. Portanto, nós declaramos, por meio desta, que o presente Concílio do Vaticano é um Concílio Geral
legítimo; e, ademais, que este Concílio, como todo e qualquer outro Concílio Geral, não propôs nem formou nova
doutrina diferente do ensinamento antigo, mas simplesmente desenvolveu e esclareceu a antiga e fielmente
preservada verdade contida no depósito da fé, e em oposição aos erros do momento propô-la expressamente, à
crença de todo o povo fiel; e, finalmente, que estes decretos receberam poder vinculante sobre todos os fiéis pelo
fato de sua publicação final pelo Supremo Cabeça da Igreja em forma solene na Sessão Pública.” (“Times”, 22 set.
1870.)

[N. do T. – Esta inteira Pastoral é reproduzida pelo A., em tradução inglesa, no sétimo e último Apêndice de seu
livro.]

Prossigamos, então, ao exame da relação da história com a fé.

A objeção tirada da história foi declarada nestas palavras: “Há graves dificuldades, derivadas das palavras e atos dos
Padres da Igreja, dos documentos genuínos da história, e da doutrina da Igreja mesma, que têm de ser inteiramente
resolvidas, antes que a doutrina da infalibilidade do Romano Pontífice possa ser proposta aos fiéis como doutrina
revelada por Deus.”

Acaso devemos entender, a partir disso, que as palavras e atos dos Padres, e os documentos da história humana,
constituam a Regra da Fé, ou que a Regra da Fé dependa deles, e seja ou mais ou menos certa conforme concorde
com eles ou deles discorde? Ou, noutras palavras, que a regra da fé deva ser testada pela história, e não a história
pela regra da fé? Se for o caso, então os que assim argumentam estabelecem como princípio teológico que a
autoridade doutrinal da Igreja, e portanto a certeza do dogma, dependem, senão totalmente, ao menos em parte,
da história humana. Disso se seguiria que, quando historiadores críticos ou científicos descobrem, ou se supõem
descobrir, uma dificuldade nos escritos dos Padres ou de outras histórias humanas, as doutrinas propostas pela
Igreja como de Divina revelação devam ser questionadas a não ser que tais dificuldades possam ser solucionadas. A
gravidade dessa objeção é tamanha, que o princípio sobre o qual ela repousa é, indubitavelmente, ou uma doutrina
de fé, ou uma heresia.

A fim de determinar se é uma coisa ou outra, examinemos primeiro qual a autoridade e o lugar da história humana.

Para fazê-lo de modo seguro e breve, transcreverei as regras de Melchior Cano, que podem ser consideradas a
doutrina de todas as Escolas teológicas.

O capítulo undécimo de sua obra “De Locis Theologicis” intitula-se “De Humanae Historiae Auctoritate” [Sobre a
autoridade da história humana]. Ele fixa aí os seguintes princípios:

1. “À exceção dos autores sacros, nenhum historiador pode sercerto, isto é, suficiente para constituir uma fé certa
em matéria teológica. Dado que isso é óbvio e manifesto para todos, não precisa ser provado mediante nossos
argumentos.

2. “Historiadores de peso e dignos de confiança, como alguns indubitavelmente foram, em questões Eclesiásticas
assim como seculares, fornecem a um teólogo um argumento provável.

3. “Se todos os aprovados historiadores de peso convergem na mesma narrativa de um acontecimento, aí então, um
argumentocerto pode ser extraído da autoridade deles, de modo que os dogmas da teologia podem ser confirmados
também pela razão.”

(Melchior Cano, Loci theol. lib. xi. c. 4.)

Apliquemos essas regras ao caso Honório, e às alegadas dificuldades históricas. Será este um caso no qual “todos os
aprovados historiadores de peso convergem na mesma narrativa dos acontecimentos”? No caso Honório, é bem
conhecido que grande discrepância predomina entre os críticos históricos. As histórias mesmas são de duvidosa
interpretação. Mas a Regra da Fé é a Divina tradição da Revelação proposta a nós pelo magistério, ou autoridade
doutrinal, da Igreja. Contra isso, nenhuma de tais dificuldades históricas é capaz de prevalecer. Aí elas não podem
entrar. Estão excluídas, como eu disse, por uma prescrição que tem sua origem na Divina instituição da Igreja. A
revelação da fé, e a instituição da Igreja, foram ambas perfeitas e completas, não somente antes de as histórias
humanas existirem, mas antes mesmo de as Escrituras inspiradas serem escritas. A Igreja mesma é a Divina
testemunha, mestra e juíza da Revelação confiada a ela. Não existe nenhuma outra. Não há tribunal algum para o
qual se possa apelar da Igreja. Não existe testemunha, mestre ou juiz de mesmo escalão que possa revisar, ou
criticar, ou testar, o ensinamento da Igreja. Ela é única e sozinha no mundo. E a ela podem-se aplicar as palavras de
São Paulo, como aplicou-as São João Crisóstomo: “O homem espiritual julga todas as coisas; e ele próprio não é
julgado por ninguém.” A Ecclesia docens, ou: os pastores da Igreja com o cabeça deles, são uma testemunha
divinamente sustentada e guiada na conservação e declaração da fé. Eles foram antecedentes à história, e são
independentes dela. As fontes das quais eles haurem o seu testemunho da fé não estão em histórias humanas, mas
na tradição Apostólica, nas Escrituras, nos Credos, na Liturgia, no culto e lei públicos da Igreja, nos Concílios; e na
interpretação de todas essas coisas pela suprema autoridade da própria Igreja.

A Igreja efetivamente tem uma história. Seu trajeto e seus atos foram registrados por mãos humanas. Ela tem seus
anais, como o império romano ou britânico. Mas a história dela nada mais é que suas pegadas no tempo, que
efetivamente registram, mas nada causam e nada criam.

A tradição da Igreja pode ser tratada historicamente; mas, entre a história e a tradição da Igreja, há uma clara
distinção. A escola dos historiadores científicos, se bem entendo, estabelece como princípio que a história é
tradição, e a tradição, história: que elas são uma só e mesma coisa sob dois nomes. Este parece ser o πρωτον
ψενδος(engano capital) do sistema deles; é uma eliminação tácita do sobrenatural, e da Divina autoridade da Igreja.

A tradição da Igreja não é humana em sua origem, nem em sua perpetuidade, nem em sua imutabilidade. A matéria
dessa tradição é Divina. Mas a história, salvo na medida em que esteja contida na tradição da Igreja, não é Divina
mas humana, e humana em sua mutabilidade, incerteza e corrupção. O estofo dela é humano. Sob o nome de
“tradição” entram dois elementos inteiramente Divinos; a saber, aquilo que é transmitido como Palavra de Deus
escrita e não escrita, e o modo de sua transmissão, que é o “magisterium” ou autoridade docente da Igreja. Mas
nem contra um nem contra o outro podem prevalecer as histórias humanas, escritas por homens não inspirados
pelo Espírito de Deus, e não raro inspirados por tudo o que não seja o Espírito de Deus; porque, contra a Igreja, os
portões do inferno não podem prevalecer. A Igreja visível é, ela própria, Divina tradição. É também a Divina
depositária, e a Divina guardiã da Fé. Mas essa Divina tradição contém ambas a “Ecclesia docens” [Igreja ensinante] e
a “Ecclesia discens” [Igreja ensinada], ambas infalíveis – a última passivamente, a primeira passivamente e
ativamente –, pela perpétua assistência do Espírito da Verdade. Ela contém também o Credo da Igreja Universal, os
decretos dos Pontífices, as definições dos Concílios, a doutrina comum e constante da Igreja transmitida por sua viva
voz no mundo inteiro, de que Nosso Divino Senhor disse: “Quem vos ouve, ouve a Mim.” (Cf. o cap. III da
Constituição De Fide Catholica.)

Ora, sendo assim, de que peso ou autoridade é a história humana em questões de fé?

Por exemplo, o Concílio Vaticano afirma que a doutrina da imutável estabilidade de Pedro e sucessores na fé, e
portanto a infalibilidade do Romano Pontífice em questões de fé e moral, em virtude de uma Divina assistência
prometida a São Pedro, e em Pedro a seus sucessores, é uma verdade revelada.

O que a história humana tem a dizer sobre essa declaração? A história humana não é nem origem nem canal da
Revelação.

“História científica” pode, todavia, significar um tratamento científico da Divina tradição e documentos autoritativos
da Igreja. Mas, antes que estas coisas possam ser assim tratadas cientificamente, elas primeiro têm de ser tiradas
das mãos da Igreja pelas mãos dos críticos científicos. E isso simplesmente equivale a dizer: “Sois a Igreja Católica,
sim, e possuís esses documentos e relatos históricos de vosso próprio passado. Mas ou não sabeis o significado
deles, porque não sois científica, ou não ides declarar seu verdadeiro significado, porque não sois sincera. Nós somos
os homens; a sinceridade e a ciência estão conosco, se não for morrer conosco. Entregue vossos documentos, os
forjados e os verdadeiros; as fraudes nós descobriremos; os verdadeiros, interpretaremos; e, pela ciência,
provaremos que errastes e levastes o mundo ao erro; e que, portanto, vossa alegação de ser uma Divina tradição, e
de ter Divina autoridade, é uma impostura. Só o caso Honório já é suficiente. Dizeis que o Papa Leão e o Papa Agatão
interpretaram os Concílios de Constantinopla de maneira a mostrar que, quaisquer faltas por fraqueza que houvesse
em Honório, um herege doutrinal ele não foi. Nós, pelo tratamento científico da história, provamos que os vossos
Papas contemporâneos estavam errados, e nós estamos cientificamente certos em declarar que Honório foi herege,
não em sentido amplo, mas estrito, não só como pessoa privada, mas como Papa, ‘ex cathedra’: e, portanto, que a
infalibilidade do Papa é uma fábula.”

Mas por que a escola da história científica prevaleceria contra a tradição imemorial da Igreja, mesmo numa questão
de fato?

E como pode ela prevalecer contra a definição do Concílio Vaticano, a não ser alegando ela ser infalível, ou negando
a infalibilidade da Igreja Católica?

E aqui reside a verdadeira questão. Meu propósito era o de ressaltar este ponto específico, a saber: que por trás
desse pretexto de história científica se esgueira uma suposição que é puramente herética. Já destruiu a fé de alguns;
e o fará com a de outros. Nosso dever é denunciá-la, e precaver os fiéis contra o que acredito ser a derradeira e mais
sutil forma de protestantismo. Essa escola do erro brotou em parte na Alemanha, por contato com o protestantismo,
e em parte na Inglaterra, por atuação daqueles que, tendo nascido no protestantismo, entraram na Igreja Católica
mas nunca se libertaram de certos hábitos de pensamento errôneos.

A primeira forma do protestantismo foi apelar da Divina autoridade da Igreja para o texto da Escritura: ou seja, da
interpretação das Sagradas Escrituras declarada tradicionalmente pela Igreja, para a interpretação do juízo privado,
do livre-exame. Este é o puro protestantismo luterano ou calvinista.

A forma seguinte foi apelar da Divina autoridade da Igreja para a fé da Igreja indivisa antes da separação do Oriente
com o Ocidente. Tal foi o protestantismo anglicano de Jewell e outros.

A terceira foi apelar da Divina autoridade da Igreja para o consenso dos Padres, para os cânones dos Concílios, e
similares. Tal é a forma mais moderna de anglicanismo; da qual desejo falar com toda a caridade, tendo em vista
tantos que respeito e amo.

Até aqui, temos de lidar com aqueles que não estão em comunhão com a Santa Sé.

Mas tem crescido, tanto na Alemanha como na Inglaterra, uma escola, se assim posso chamá-la, que não é
numerosa nem provavelmente terá sucessão, a qual põe-se em antagonismo constante com a autoridade da Igreja
e, para justificar sua atitude de antagonismo, apela para a “história científica”. “O Papa e o Concílio”, de Janus, e os
ataques contra Honório são seus frutos. Foram escritos todos estes, confessadamente, para evitar a definição da
infalibilidade do Romano Pontífice. Era uma tentativa de barrar o avanço do magisterium Ecclesiae por meio de
história científica.

Ora, antes da definição do Concílio Vaticano, a infalibilidade do Romano Pontífice era uma doutrina revelada por
Deus, transmitida pela tradição universal e constante da Igreja, reconhecida nos Concílios Ecumênicos, pressuposta
nos atos dos Pontífices em todas as eras, ensinada por todos os Santos, defendida por toda Ordem religiosa, e por
toda escola teológica exceto uma, e, nesta uma, disputada apenas por uma minoria numérica, e durante um período
de sua história; crida, ao menos implicitamente, por todos os fiéis e, portanto, atestada pela infalibilidade passiva da
Igreja em todas as épocas e territórios, com as limitações parciais e passageiras já mencionadas.

A doutrina era, portanto, já objetivamente de fide, e tambémsubjetivamente obrigatória em consciência para todos
os que sabiam que ela é revelada.

A definição nada acrescentou à sua certeza intrínseca, pois esta é derivada da Divina revelação.

Ela acrescentou somente a certeza extrínseca da promulgação universal pela Ecclesia docens, impondo a obrigação
[do ato de fé] a todos os fiéis.

Até então, portanto, os autores de Janus e que tais, que apelavam à história científica, de fato apelavam da
autoridade doutrinal da Igreja em uma questão de revelação; mas eles talvez estivessem, na medida de sua boa fé
que só Deus conhece, protegidos pela alegação de que a doutrina ainda não fora promulgada por uma definição.

Sem embargo, o processo de oposição deles era essencialmente herético. Era um apelo, da doutrina tradicional da
Igreja Católica, transmitida por seu ensinamento comum e constante, para a história interpretada por eles próprios.
Não diminui, de maneira alguma, a gravidade deste ato dizer que o apelo não era à mera história humana nem à
história escrita por inimigos, mas aos atos dos Concílios e aos documentos da tradição Eclesiástica.

Isso faz a oposição ser mais formal; pois equivale a uma presunção de que a história científica conheça a mente da
Igreja, e seja mais capaz do que a Igreja mesma de interpretar os atos, decretos, condenações e documentos dela,
quer seja por superioridade de crítica científica ou por superioridade de sinceridade moral. Mas certamente a Igreja
conhece melhor a sua própria história e o verdadeiro sentido de seus próprios atos e documentos.

A Coroa da Inglaterra abreviaria rapidamente a carreira dos que viessem a interpretar cientificamente a lei não
escrita, ou os atos do Parlamento, em oposição ao juízo dela.

Acaso os críticos modernos supõem que o caso Honório seja tão novo para a Igreja como é para eles, ou que a Igreja
não tenha um conhecimento tradicional do valor e da incidência do caso nas doutrinas da fé?

Isso, novamente, em acatólicos, implicaria nada mais que a ordinária falta de conhecimento acerca da Divina
natureza e ofício da Igreja. Em católicos implicaria, senão heresia, no mínimo um espírito herético [a heretical
animus (N. do T.)].

Se a Igreja proibiu, sob pena de excomunhão, todo e qualquer apelo da Santa Sé para um futuro Concílio Geral,
certamente sob igual censura ela condenaria um apelo do Concílio Vaticano para os Concílios de Constantinopla
interpretados pela história científica.

É de fé que somente a Igreja pode declarar o conteúdo e as fronteiras da Revelação, e unicamente ela pode
determinar o alcance de sua própria infalibilidade. E, assim como somente ela pode julgar acerca do verdadeiro
sentido e interpretação da Sagrada Escritura, unicamente ela pode julgar acerca do verdadeiro sentido e
interpretação dos atos de seus próprios Pontífices e Concílios.

Sob o mesmo capítulo, portanto, e sob igual censura, entram todos os apelos da Divina autoridade da Igreja na hora
presente, sob todo e qualquer pretexto ou a todo e qualquer tribunal; seja para Concílios no futuro ou no passado,
ou para a Escritura ou os Padres, ou para interpretações inautênticas [= não autoritativas] dos atos dos Concílios, ou
para documentos de história humana.

Sendo assim, não se pode dizer que existam graves dificuldades, derivadas de palavras e atos dos Padres, de
documentos genuínos da história e da doutrina católica mesma, que se não forem resolvidas, impossibilitariam
propor aos fiéis como doutrina a infalibilidade do Romano Pontífice; pois ela estava contida, antes da definição, no
ensinamento universal e constante da Igreja como uma verdade da revelação. Quem é o juiz competente para
declarar se tais dificuldades realmente existem ou não? Ou, se existem, qual o seu valor; se são graves ou ligeiras,
relevantes ou irrelevantes? Certamente pertence à Igreja julgar acerca dessas coisas. Elas estão tão
inseparavelmente em contato com o dogma, que o depósito da fé não pode ser guardado ou exposto sem que ela
julgue a seu respeito e se pronuncie sobre elas. E seria para lá de estranho se a Igreja fosse incompetente para julgar
acerca dessas coisas, e os historiadores científicos apenas, competentes; isto é, se a Igreja fosse falível em fatos
dogmáticos, e os cientistas históricos, infalíveis. O que é isso senão o luteranismo na história? Naqueles que estão
fora, é coerente; em católicos, seria não somente incoerência, mas heresia.

O Concílio do Vaticano condenou com grande precisão esse erro, nestas palavras:

“Os católicos não podem ter causa justa para pôr em dúvida a fé que receberam da autoridade docente (magistério)
da Igreja, nem para suspender o seu assentimento enquanto não tiverem completado uma demonstração científica
da verdade de sua fé.” (Constituição De Fide Catholica.)

Uma vez mais, o Concílio estipula, com respeito às ciências propriamente ditas, um princípio que a fortiori se aplica à
“ciência histórica”, com assinalada impropriedade assim chamada, ao declarar que:

“é falsa toda e qualquer asserção contrária à verdade da fé iluminada… Por isso, todos os cristãos fiéis não somente
estão proibidos de defender como legítimas conclusões da ciência a todas aquelas opiniões reconhecidamente
contrárias à doutrina da fé, especialmente se tiverem sido condenadas pela Igreja, mas são inteiramente obrigados a
considerá-las errôneas, revestidas de falaciosa aparência de verdades.” (Constituição De Fide Catholica.)

•••
Se por “ciência histórica” se entender uma precisão crescente no exame das evidências e teste dos documentos, e
na comparação dos relatos entre si, nós de boa mente usaremos a palavra, com cortesia; mas, se se entender mais
do que isso… aí então, em nome da verdade, que a fraude seja exposta. E, no entanto, por muitos anos essas
pretensões têm avançado com constância. Muita gente foi parcialmente ludibriada e parcialmente intimidada por
elas. O tom seguro de si e condescendente com que determinados escritores trataram a todos os que deles
divergiam obteve a recompensa que frequentemente recai sobre toda audácia pronunciada. Quando, porém, os
católicos tiverem entendido que essa escola em nosso meio eleva a certeza da história acima da certeza da fé, e
apela da doutrina tradicional da Igreja para a sua própria ciência histórica, os instintos deles recuarão horrorizados
dela, como irreconciliável com a fé.

Há um quê de levianamente inimitável na suficiência das palavras com que Janus inicia seu prefácio: “O objeto
imediato desta obra é investigar à luz da história aquelas questões que, somos informados por fontes fidedignas,
serão decididas no Concílio Ecumênico já anunciado. E, como nos esforçamos por desempenhar esta tarefa
porreferência direta às autoridades originais, talvez não seja excessivo esperar que os nossos labores atraiam a
atenção dos círculos científicos; e sirvam como contribuição para a história eclesiástica.”

Janus prossegue dizendo: “Mas esta obra também tem como alvo algo além da mera
exposição tranquila e desinteressada dos acontecimentos históricos: o leitor perceberá prontamente que ela tem
escopo bem mais amplo e lida com política eclesiástica; e, numa palavra, que ela é um apelo pela vida, um apelo
aos pensadores em meio aos crentes cristãos”, etc. (“O Papa e o Concílio”, por Janus. Prefácio, p. xiii. Londres, 1869.)

Temos aqui uma confissão inconsciente. “Janus” é estritamente um apelo da luz da fé para a luz da história, isto é,
da ordem sobrenatural para a ordem natural; um processo, como repeti muitas e muitas vezes, coerente em
protestantes e racionalistas: em católicos, simplesmente herético.

A referência direta às autoridades originais é, claro, prerrogativa de Janus. Quem além dele jamais poderia, ou iria,
ou fez, referir-se às autoridades originais?

Uma vez mais, é uma obra dirigida a círculos científicos. Lorde Bacon descreve uma escola de filósofos que, ao
viajarem para o estrangeiro, erguem as mãos em atitude de dar a bênção, “com o olhar dos que se comiseram dos
homens”. A ciência na Igreja Católica está, porventura, confinada a “círculos”? Será uma perfeição esotérica, que
pertença aos favorecidos e aos poucos que se reúnem em câmaras e lugares secretos? Nosso Senhor alertou-nos de
que a ciência de Deus tem um campo bem mais amplo de irradiação de sua luz. Em verdade, aquela ciência é uma
gnose moderna, superior à Igreja, desdenhosa da fé e profundamente egoísta. Apela aos “pensadores” dentre os
fiéis cristãos: ou seja, aos poucos intelectuais em meio ao rebanho de meros crentes.

Mas, afinal, a verdade escapa: o objetivo do livro não é meramentetranquilo e desinteressado. Lida com “política
eclesiástica”; isto é, trata-se de uma tentativa organizada, combinada e deliberada de atravancar o Concílio Vaticano
em sua liberdade de ação e, ao mesmo tempo, antes que o Concílio se tivesse reunido, de negar sua Ecumenicidade,
sob pretexto de que ele não seria livre.

O livro conclui como segue: “Isso é o bastante; e significa o seguinte: que seja qual for o rumo que o Sínodo vier a
tomar, uma qualidade nunca pode ser predicada dele, a saber, que ele tenha sido um Concílio realmente livre. Os
teólogos e canonistas declaram que, sem plena liberdade, as decisões do Concílio não são vinculantes, e a
assembleia não passa de um pseudo-sínodo.” (Ibid. p. 425.)

Isso foi escrito na Alemanha, durante o verão do ano passado. A tradução em inglês foi publicada por um livreiro
protestante em Londres, no mês de novembro. Comprei a tradução italiana no mesmo mês em Florença, a caminho
da abertura do Concílio. Bispos franceses e espanhóis contaram-me, ao chegar, que tinham traduções em suas
próprias línguas. E, na Espanha e na Itália, cópias foram enviadas aos Bispos através dos canais desses governos.

Temos aqui o mais recente exemplo da ciência desapaixonada.

Dos méritos literários do livro direi apenas, antes de tudo, que sobre sua exatidão uma justa avaliação foi feita num
panfleto intitulado “Alguns espécimes de ‘história científica’ tirados de Janus” [“A few Specimens of ‘Scientific
History’ from ‘Janus’”, por Pe. Edward Stephen KEOGH, do Oratório; há online alguns excertos representativos
na edição de 8 jan. 1870 do então católico jornal The Tablet (é preciso clicar no botão “Zoom Page” para lê-los
convenientemente). – N. do T.]; quanto à profundidade, que ele é simplesmente superficial… Os velhos escritores
anticatólicos protestantes, especialmente os anglicanos, são sólidos, doutos e imponentes se comparados com
Janus. Eles também têm a força da visível sinceridade. Usados contra a Igreja desde fora, os argumentos deles têm a
sua coerência e o seu peso; utilizados por católicos professos, no seio da unidade da Igreja, eles são impotentes na
controvérsia, e heréticos em seus efeitos e consequências.

Falo assim francamente, Reverendos e diletos Irmãos, porque estais encarregados da cura das almas; e, neste país [a
Inglaterra], onde a leitura, a fala e a escrita não têm regra nem limite, os confiados aos vossos cuidados estarão em
tentação cotidiana. Eles não conseguem fechar os olhos; e, se conseguirem, não conseguem tapar os ouvidos. O que
eles se recusarem a ler, não conseguirão deixar de escutar. É a provação permitida para a pureza e confirmação de
sua fé. Com o vosso cuidado vigilante, eles serão aquilo que os católicos da Inglaterra, no juízo muitas vezes a mim
expressado noutros países, já são — e quisera eu que o fôssemos no grau que outros creem —, ou seja, firmes,
destemidos, inteligentes na fé e desembaraçados em confessá-la perante os homens. Não obstante, a provação é
severa para muitos. E, como disse antes, o Concílio será “in ruinam et in resurrectionem multorum”. Alguns que
julgam estar de pé cairão; e alguns, dos quais talvez não tenhamos esperança, se levantarão para ocupar o lugar
daqueles. Portanto, devemos ser fiéis e destemidos em prol da verdade.

O livro “Janus” alerta-nos para dois deveres. Um, o de nos acautelarmos contra esta inflação gnóstica da presunção
histórica que é o espírito da heresia; o outro, o de advertir todos os católicos para o fato de que negar a
Ecumenicidade ou a liberdade do Concílio que o Vigário de Cristo já confirmou em todos os seus atos já concluídos,
ou a obrigação imposta aos fiéis por esses atos, é implicitamente negar a Infalibilidade da Igreja: e duvidar ou
propagar dúvidas acerca da Ecumenicidade ou liberdade dele, ou acerca da obrigatoriedade de seus atos, é no
mínimo o primeiro passo para tal negação.

•••

APÊNDICE VI –
O CASO HONÓRIO.

Evitei de propósito tratar das evidências históricas do caso Honório no texto do quarto capítulo, pelas seguintes
razões:

1. Porque é suficiente, para o argumento daquele capítulo, afirmar que o caso Honório é duvidoso. É vão, por parte
dos antagonistas da Infalibilidade Papal, citar esse caso como se fosse objeto de certeza. Séculos de controvérsias
demonstraram, apodicticamente, que a acusação contra Honório não pode ser alçada, nem pelos mais ardorosos
antagonistas dele, a mais do que uma probabilidade. E essa probabilidade, em seu máximo, é menor que a da defesa
dele. Afirmo, portanto, que a questão é duvidosa; o que é abundantemente suficiente contra o juízo privado dos
acusadores dele. O acúmulo de provas da Infalibilidade do Romano Pontífice sobrepuja todas essas dúvidas.

2. Porque o argumento do capítulo quarto, necessariamente, exclui toda discussão dos fatos detalhados. Tivessem
estes sido introduzidos no texto, nossos antagonistas teriam esquivado o ponto central, e confundido o argumento
mediante discussão de detalhes. Sem embargo, afirmarei aqui que os pontos seguintes, no caso Honório, podem ser
provados abundantemente pelos documentos:

(1) Que Honório não definiu doutrina nenhuma.

(2) Que ele proibiu que se fizesse qualquer nova definição.

(3) Que a falta dele esteve precisamente nesta omissão da autoridade Apostólica, pela qual ele foi censurado com
justiça.

(4) Que as duas epístolas dele são inteiramente ortodoxas; embora, no uso da linguagem, ele escrevesse como era
usual antes da condenação do monotelismo, e não como se tornou necessário posteriormente. É um anacronismo e
uma injustiça censurar a linguagem dele, empregada antes da condenação, assim como pode ser justo censurá-la
após a condenação ter sido efetuada.

Somo a isto a seguinte passagem excelente, da recente Pastoral do Arcebispo de Baltimore [Dom Spalding]:
“O caso Honório não constitui exceção; pois, 1.º) Honório afirma expressamente em suas cartas a Sérgio que ele não
pretendia definir nada, e ele foi condenado precisamente porque contemporizou e absteve-se de definir; 2.º)
porque, nas cartas dele, ele ensinou claramente a sã doutrina católica, apenas ordenando silêncio quanto ao
emprego de certos termos, na época novos na Igreja; e 3.º) porque as cartas dele não foram dirigidas a um concílio
geral da Igreja inteira, e eram antes privadas que públicas e oficiais; ao menos não foram publicadas, mesmo no
Oriente, a não ser muitos anos depois. A primeira carta foi escrita para Sérgio em 633, e, oito anos depois, em 641, o
imperador Heráclio, desculpando-se com o Papa João II, sucessor de Honório, por ter publicado o edito imperial —
a Ecthésis — que ordenava um silêncio aos disputantes semelhante àquele incitado por Honório, coloca toda a
responsabilidade por ele [i.e. pelo edito] em Sérgio, que ele declara ter composto o edito. Evidentemente, Sérgio
não havia comunicado ao imperador a carta [de Honório], provavelmente porque o conteúdo dela, se publicado, não
teria se ajustado ao capcioso propósito dele de introduzir secretamente, sob uma outra forma, a heresia eutiquiana.
Assim, cai por terra o único caso no qual os opositores da Infalibilidade continuaram a insistir. Todo este tema foi
esgotado por muitos doutos escritores recentes.”

Sobre a questão de Virgílio, ver: Cardeal Orsi, De irreformabili Rom. Pont. in definiendis fidei controversiis judicio,
tom. i. p. i. capp. 19, 20; Jeremias a Benetti, Privileg. S. Petri vindic. p. ii. tom. v. art. 12, p. 397, ed. Roman. 1759;
Ballerini, De vi et ratione primatus, cap. 15; Lud. Thomassin, Disp. xix. in Concil.; Petr. de Marca, Diss. de Vigilio;
Vincenzi, In S. Gregorii Nyss. et Origenis scripta cum App. de actis Synodi V. tom. iv. e v.

Sobre a questão de Honório, entre os autores mais antigos: Ios. Biner S. J., inApparatu eruditionis, p. iii. iv. and xi.;
Orsi, op. cit. capp. 21-28; Bellarm. De Rom. Pontif. liv. iv.; Thomassin, op. cit. diss. xx.; Natalis Alex. Hist. Eccles.
Saec. VII. diss. 2.; Zaccaria, Antifebron. p. ii. lib. iv.
Entre os autores posteriores, ver Civiltà Cattolica, ann. 1864, ser. V., vol. xi. e xii.; Schneeman, Studia in qu. de
Honorio; Ios. Pennachi, De Honorii I. Romani Pontificis causa in Concilio VI.

_____________

PARA CITAR ESTA TRADUÇÃO:

Cardeal MANNING, Sobre o luteranismo aplicado à história, 1871, trad. br. por F. Coelho, São Paulo, dez. 2013,
blogue Acies Ordinata,http://wp.me/pw2MJ-2ag

FONTE:

“Scientific History of the Catholic Rule of Faith” (cap. IV, pp. 120-144) e “The Case of Honorius” (apêndice VI, pp. 244-
246) de:

Carta Pastoral The Vatican Council and Its Definitions, de 1871;


1.ª ed., 1871, https://archive.org/details/thevaticancounci00mannuoft
2.ª ed., 1871, https://archive.org/details/cihm_29976
3.ª ed., 1887, https://archive.org/details/a592047000mannuoft
4.ª ed., 1896, https://archive.org/details/vaticancouncilit00mannuoft

Também publicado em Petri Privilegium (Londres: Longmans, Green & Co., 1871), coleção das três Cartas Pastorais
ao Clero Diocesano de Westminster por ocasião do Concílio do Vaticano:
I – The Centenary of Saint Peter and the General Council, 1867;
II – The Œcumenical Council and the Infallibility of the Roman Pontiff, 1869;
III – The Vatican Council and Its Definitions, 1871.

Citacao
“Então a Igreja será dispersa, indo para o deserto, e ficará por um tempo, como era no início, se escondendo nas
catacumbas, nas montanhas, em lugares ermos; por um tempo ela será varrida da face da terra. Este é o testemunho
universal dos Padres da Igreja primitiva” – Henry Edward Cardinal Manning (1861), London: Burns and Lambert, pp.
88-90
O erro doutrinal tem suas raízes numa atitude mental pecaminosa
"Embora a heresia voluntária seja o pecado mais horrendo, os erros doutrinais frutos de uma fria mentalidade
mundana e de um coração indolente e despreocupado...possuem um alto grau de culpabilidade moral. O erro
doutrinal tem suas raízes morais numa atitude mental pecaminosa."(CARDEAL MANNING apud James Pereiro, El
cardenal Manning: una biografía intelectual, Ediciones Cristiandad, 2007, p. 37-38)

Read more at http://downloadcatolico.blogspot.com/2009/11/o-erro-doutrinal-tem-suas-raizes-


numa.html#u3rrQCO9UlKlERkM.99

http://librodehorasyhoradelibros.blogspot.com.br/2010/06/un-pasaje-del-cardenal-manning.html

CARDEAL MANNING E O FUNDAMENTO DA AUTORIDADE DA IGREJA


CARDEAL MANNING
"Para Manning, rechaçar a Igreja como canal de atuação do Espírito Santo no mundo era a fonte de todas as heresias
e, em última instância, do indiferentismo:"começamos por negar, para logo em seguida rechaçar a existência no
mundo de um fundamento divinamente constituído, sobre a qual o verdade revelada possa repousar com absoluta
segurança." (Cardeal Manning, Grounds 22; PEREIRO, JAMES. El cardenal Manning: una biografía intelectual,
Ediciones Cristiandad, 2007, p.190)

"A Igreja não pode equivocar-se em sua fé, porque Deus é seu Mestre."(Cardeal Manning apud PEREIRO, JAMES. El
cardenal Manning: una biografía intelectual, Ediciones Cristiandad, 2007, p.171)
A autoridade da Igreja está fundada na verdade. E somente a verdade "engendra autoridade" dizia Manning, "mas
nenhuma autoridade engendra verdade"(CSer II,249). "O que possui a verdade, e somente ele, tem poder" (Ibid,
248) O primeiro é a verdade; a autoridade vem depois. "A autoridade é a verdade, que com sua luz convence a
inteligência, e com suas convicções e com a autoridade de Deus lhes comunica sua força obriga a inteligência.”(CSer
II,249). O poder da verdade para exigir sua aceitação brota do destino mesmo do homem a buscar a verdade até
fazê-la sua. E isto se manifesta especialmente no caso da verdade mais elevada sobre Deus e sobre o homem, tal
como está contida na revelação divina. Pois bem, a Igreja possui esta verdade, porque participa da mente e da
verdade de Deus; e se tem "a verdade de Deus, tem também o poder e autoridade do próprio Deus." Por
conseguinte, concluía Manning, "a Igreja obriga aos homens a crer, porque tem o guia divino para ensinar-lhes o que
devem crer." (Ibid, 248) Se trata de um imperativo que, por natureza, impõe ao homem uma grave obrigação. "Se
Deus Espírito Santo está realmente no meio de nós, e se Deus Espírito Santo nos fala através da Igreja una, santa,
católica e romana, não cabe dúvida que impõe suas doutrinas sobre nossas consciências sob pena de eterna
perdição." (Ibid, 23) (Cardeal Manning apud PEREIRO, JAMES. El cardenal Manning: una biografía intelectual,
Ediciones Cristiandad, 2007, p.169-170)

"A diferença realmente decisiva entre a Igreja católica e todas as seitas cristãs separadas não é de detalhe, senão de
princípio. Não se trata de meros debates... senão da tradição divina do dogma com toda sua segurança e em sua
pureza." (TM 226; PEREIRO, JAMES. El cardenal Manning: una biografía intelectual, Ediciones Cristiandad, 2007, p.
190)

"Negar que, para a fé, existe algo mais elevado que a autoridade humana equivale a destruir a objetividade da
verdade."(Ibid, 79) E o rechaço da voz divina que fala na Igreja "deu passo a um dilúvio de opiniões, e a opinião
gerou o ceticismo, e o ceticismo introduziu uma série interminável de contendas." (TM 225) Não podia ser de outro
modo; se "se suspende a função da Igreja de decidir em questões de fé, o mundo carece agora de mestre
competente." (Cardeal Manning apud PEREIRO, JAMES. El cardenal Manning: una biografía intelectual, Ediciones
Cristiandad, 2007, p.191)

El Sacerdocio
Otra clase de penas del Sacerdote proviene de los falsos hermanos. Bajo este nombre han de comprenderse no sólo
los apóstatas y hombres de fe dudosa, sino también los hipócritas y violadores de secretos, los susurrones,
murmuradores, detractores, y todos cuantos andan rondando la casa del Sacerdote, y notan y observan, y traen y
llevan noticias de descontento y disgusto, y quejas que se levantan contra él. Semejantes personas suelen ser
pródigas en palabras de respeto y de afecto a su persona, y de una fidelidad a toda prueba. Su respeto es servil, y sus
frecuentes profesiones de buena voluntad, van por lo regular demasiado lejos. ¿Quién sospecha de esta clase de
personas sin temor de incurrir en la nota de temerario y poco caritativo? Cuanto más virtuoso es el Sacerdote, más
confiado suele ser. Cree que los demás son como él; detesta la simulación y piensa que los otros son incapaces de
ese pecado. Por consiguiente, responde sencillamente y sin sospechar siquiera de que haya quien pueda tergiversar
la significación de sus palabras, y cuando cree que puede hablar con santa libertad dice al que le pregunta todo lo
que éste quiere saber. Luego, luego viene sobre la cabeza del Sacerdote, a manera de ejército de mosquitos, una
nube de malas inteligencias, de peores interpretaciones y de narraciones o dictámenes dados por él, completamente
inexactos. ¿De dónde, por qué, acerca de quién? Nadie lo sabe; pero deshacen amistades; se reavivan
resentimientos que estaban ya muertos; la parroquia se divide en bandos; la disensión separa unas de otras las
familias, hasta que al fin el pobre Sacerdote cae en cuenta del día y la persona, y las preguntas que dieron ocasión a
las respuestas. Es una buena lección para lo futuro; no es la primera, tal vez, ni será tampoco la última. Y entonces, el
pueblo le acusará de que es demasiado reservado y callado, como si no se le hubiera quemado hasta con cauterio.
Los falsos hermanos son un gran mal, pero las falsas hermanas son una calamidad todavía mayor, en cuanto que son
menos cuidadosas de oír bien y más difíciles en guardar lo que oyen.

Todas estas cosas mortifican, pero hay otras peores que mortifican todavía más. Tal es la obra de demolición de
aquellos falsos hermanos, que miran con malos ojos todo acto de autoridad, y critican toda palabra que sale de los
labios del Sacerdote. Semejantes personas viven en completo desacuerdo con los que están sobre ellos. El Párroco
nunca tiene razón y no puede hacer cosa a derechas. Y claro es que semejantes murmuraciones inficionan a otros,
causándoles descontento. Estas cosas, consideradas en sí mismas, son despreciables; sin embargo, pueden ser
motivo bastante para poner en guerra a los feligreses con el Párroco. Cuando el espíritu de crítica llega a prevalecer,
es voraz y nunca se sacia. Desaparecen la paz y la caridad, y se levanta un muro de malquerencia entre el rebaño y el
Pastor, de cuyas manos reciben la absolución de la Preciosísima Sangre y el Pan de vida eterna. A primera vista,
algunos podrían extrañarse de que San Pablo, después de haber hecho un catálogo bien negro, por cierto, de
pecados de la carne, añada “enemistades, contiendas, celos, iras, riñas, discordias, sectas”, y cierre la lista con
“homicidios, embriagueces, glotonerías, y otras cosas semejantes” (Galat., V, 19-21). En verdad que los pecados del
espíritu de “enemistades y disensiones”, son más satánicos que los pecados de la carne, porque Satanás no tiene
cuerpo; y alejan más de Dios, porque son espirituales, y Dios es caridad.

“El Sacerdocio Eterno”, del Cardenal Manning (Ed. Balmes, Barcelona, 1959), Cap. XI: “Las penas del sacerdote”,
punto IV (págs. 129-130).

ANTE LA TENTACIÓN DE PROTESTANTIZAR EL SACERDOCIO CATÓLICO


Protestantizar el Sacerdocio Católico, apartarlo de su verdadera y principal fuente de inspiración: el Sacrificio de
Cristo. ¿Es sólo una tentación? ¿Se ha convertido en un objetivo? ¿Hay un proceso en marcha?...
Meditemos a la luz de este maravilloso texto del Cardenal Manning:

"Así como no puede haber acción más excelente que la consagración del Cuerpo de Cristo, así no puede haber orden
más alto que el Sacerdocio". "No hay acto más grande que la consagración del Cuerpo de Cristo". "El Obispo y el
Sacerdote son iguales por lo que respecta a la consagración de la Sagrada Eucaristía". San Juan Crisóstomo funda la
Santidad del Sacerdocio, que en el Obispo y en el Sacerdote es una misma, en la doble jurisdicción que tiene sobre el
Cuerpo natural y el Cuerpo místico de Cristo, es decir, en el poder de la consagración y en el de la absolución.

Es una verdad de fe divina que Nuestro Señor Jesucristo ordenó de Sacerdotes a los Apóstoles cuando con aquellas
palabras: Hoc facite in meam commemorationem, les concedió el poder de celebrar el santo sacrificio. Es también
verdad de fe divina, que cuando, tres días después, alentó hacia ellos diciendo:Recibid el Espíritu Santo, les dió el
poder de la absolución. Con estos dos poderes el Sacerdocio se completó. La autoridad pastoral y la misión de
adoctrinar en todo el mundo todavía no se había conferido a los Apóstoles. Recibieron entonces tan sólo jurisdicción
sobre su Cuerpo natural y místico, y juntamente el poder de conferir a otros la misma facultad por medio de la
ordenación, puesto que su Sacerdocio era Sacerdotium Christi ad Ecclesiam regendam a Spiritu Sancto positum.

Al conferir el mismo después, concedieron a algunos el oficio sacerdotal en toda su plenitud, esto es, con el poder de
conferirlo a otros; y a algunos, con la limitación de que el Sacerdote ordenado no pueda impartir a otros la
jurisdicción sacerdotal que él ha recibido. Exceptuando esto sólo, el Sacerdocio en el Obispo, y el Sacerdocio en el
simple Presbítero, son una sola cosa y la misma enteramente; y sin embargo, el Episcopado es, por el divino poder
de la ordenación más grande que el Presbiterado; y esta diferencia es divina en su origen e incomunicable (...)

Santo Tomás dice que los Sacerdotes participan del Sacerdocio de Cristo nuestro Señor, y que están configurados o
conformados con Él. Pesemos, pues, en la balanza del Santuario el valor de las palabras: Sacerdocio, participación y
configuración en el sentido que aquí se usan.

I. ¿Qué es, pues, el Sacerdocio del Hijo Encarnado?. Es el Oficio que tomó para la Redención del mundo mediante la
Oblación que de sí mismo hizo vestido de nuestra humanidad. Él es el Altar, la Víctima y el Sacerdote por una eterna
consagración de sí mismo. Este es el Sacerdocio eterno según el orden de Melquisedec, que fue sin principio de días
y sin fin de vida, tipo del eterno Sacerdocio del Hijo de Dios, el solo Rey de Paz.

II. Por participación entiende Santo Tomás que siendo uno el Sacerdocio de Jesucristo y al mismo tiempo único,
perpetuo y universal, todos los demás Sacerdotes consagrados en la nueva ley son uno con Él, y participan de su
propio Sacerdocio. No hay, pues, dos Sacerdocios, como no hay dos Sacrificios por el pecado. Sino que un solo
Sacrificio ha redimido para siempre al mundo, y es ofrecido continuamente en el cielo y en la tierra: en el cielo por el
solo Sacerdote delante del Altar eterno; en la tierra por la multitud y sucesión de Sacerdotes que son uno con Él
como participantes de su Sacerdocio, no como meros representantes, sino en realidad; así como el Sacrificio que
ofrecen no es una mera representación, sino el verdadero, real y sustancial Cuerpo y Sangre de Cristo, ofrecidos por
sus manos.

Tal es el argumento de la Epístola a los Hebreos. El Sacerdocio de la antigua Ley era una sombra; el Sacerdocio de la
nueva Ley es la realidad. Cúmplese en el único Sacerdote y en el único Sacrificio que se perpetúan sobre la tierra por
el Sacerdocio unido con Él.

Pero esta participación tiene otra significación, y más personal. La Oblación de nuestro Señor por nosotros nos obliga
a ofrecernos a nosotros mismos enteramente a Él. Christus...victima Sacerdotii sui, et Sacerdos suae victimae fuit...
Ipsi sunt hostiae Sacerdotes. San Ambrosio, hablando del sacrificio de Abel, dice: Hoc est Sacrificium primitivum
quando unusquisque se offert hostiam, et a se incipit ut postea munus suum possit offerre. Los Sacerdotes ofrecen el
verdadero Cordero y "la Sangre que habla mejor que la de Abel". Todo Sacerdote, uno y otro día ofrece al Padre la
eterna Oblación de Jesucristo: mas en esta acción debe ofrecerse también a sí mismo. Cuando el Sacerdote dice: hoc
est Corpus meum, debe ofrecer su propio cuerpo; cuando dice:hic calix Sanguinis mei, debe ofrecer su propia sangre,
esto es, debe ofrecerse como una oblación a su Divino Maestro en cuerpo y alma, con todas sus facultades, poderes
y afecciones, en vida y hasta la muerte(...)

Finalmente, la palabra configuración expresa la conformidad del Sacerdote con el grande y Sumo Sacerdote. San
Pablo dice que el Hijo est figura substantiae ejus, esto es, la figura o expresiva imagen de la sustancia del Padre. El
Sacerdote es, por consiguiente, la figura Christi, la imagen expresa de Cristo, el carácter de Cristo, porque sobre él
está impresa la imagen de su Sacerdocio, y una parte en éste se le ha concedido. Él es, como dice San
Pablo, configuratus morti ejus, configurado con su muerte. En toda Misa "publicamos la muerte del Señor hasta que
venga..." Y hacemos oblación de nosotros mismos en conformidad con su oblación al Padre. Alberto Magno y Santo
Tomás dijeron con toda verdad, que no se ha concedido al hombre poder o dignidad mayor, que el poder y la
dignidad de consagrar el Cuerpo de Cristo; y no se puede concebir santidad o perfección más grande que la santidad
y la perfección que se requieren para una acción tan divina en el Sacerdote".

( Cardenal MANNING)

Publicado por Fraternidad de Cristo Sacerdote y Santa María Reina

http://santa-maria-reina.blogspot.com.br/2007/09/ante-la-tentacin-de-protestantizar-el.html

MAIS CARDEAL MANNING


"O que faz verdadeiros cristãos católicos não é a aceitação de doutrinas isoladas, senão o ato de fé divina fundada
em seu motivo formal, que é a veracidade de Deus através da voz viva da Igreja." (El cardenal Manning: una
biografía intelectual James Pereiro, Ediciones Cristiandad, p. 230)
"A crença na infalibilidade da Igreja é o único motivo adequado para converter-se a fé católica." (Manning em seu
discurso no Concílio Vaticano I em 25 de maio de 1870; Cf. M LII, col.258a; El cardenal Manning: una biografía
intelectual Por James Pereiro, Ediciones Cristiandad, p. 230)

"Somente a verdade engendra unidade. O que uniu a mente dos homens em uma só inteligência foi o dogma de
fé...Dessa unidade de entendimentos brotou a unidade de vontandes." (APUC 16-17) A verdade é causa, a unidade
efeito. Mas a verdade, acrescentava Manning, não se pode encontrar"até que nos encontremos submetidos a um
mestre que não pode equivocar-se"; e o único mestre infalível é o próprio Deus. A unidade somente se consegue
"submetendo a razão e a vontade a sua voz divina, que ensina por meio de sua única Igreja." (El cardenal
Manning: una biografía intelectual Por James Pereiro, Ediciones Cristiandad,228-229)

"Se a fé católica é a perfeita revelação do cristianismo, a Reforma anglicana não é mais que uma nuvem de
heresias; se a Igreja católica é a voz do Espírito Santo, a Igreja anglicana não só não forma parte da Igreja, senão
que nem sequer é uma Igreja fundada por Deus. É uma pura instituição humana sustentada por uma autoridade
humana, sem sacerdócio, sem sacramentos, sem absolvição, sem presença real de Jesus em seus
altares." (Workings, 30; El cardenal Manning: una biografía intelectual, James Pereiro, Ediciones Cristiandad,
p.214)

CARDEAL MANNING E O FUNDAMENTO DA AUTORIDADE DA IGREJA


CARDEAL MANNING

"Para Manning, rechaçar a Igreja como canal de atuação do Espírito Santo no mundo era a fonte de todas as
heresias e, em última instância, do indiferentismo:"começamos por negar, para logo em seguida rechaçar a
existência no mundo de um fundamento divinamente constituído, sobre a qual o verdade revelada possa repousar
com absoluta segurança." (Cardeal Manning, Grounds 22; PEREIRO, JAMES. El cardenal Manning: una biografía
intelectual, Ediciones Cristiandad, 2007, p.190)

"A Igreja não pode equivocar-se em sua fé, porque Deus é seu Mestre." (Cardeal Manning apud PEREIRO, JAMES.
El cardenal Manning: una biografía intelectual, Ediciones Cristiandad, 2007, p.171)
A autoridade da Igreja está fundada na verdade. E somente a verdade "engendra autoridade" dizia Manning, "mas
nenhuma autoridade engendra verdade"(CSer II,249). "O que possui a verdade, e somente ele, tem poder" (Ibid,
248) O primeiro é a verdade; a autoridade vem depois. "A autoridade é a verdade, que com sua luz convence a
inteligência, e com suas convicções e com a autoridade de Deus lhes comunica sua força obriga a
inteligência.”(CSer II,249). O poder da verdade para exigir sua aceitação brota do destino mesmo do homem a
buscar a verdade até fazê-la sua. E isto se manifesta especialmente no caso da verdade mais elevada sobre Deus e
sobre o homem, tal como está contida na revelação divina. Pois bem, a Igreja possui esta verdade, porque
participa da mente e da verdade de Deus; e se tem "a verdade de Deus, tem também o poder e autoridade do
próprio Deus." Por conseguinte, concluía Manning, "a Igreja obriga aos homens a crer, porque tem o guia divino
para ensinar-lhes o que devem crer." (Ibid, 248) Se trata de um imperativo que, por natureza, impõe ao homem
uma grave obrigação. "Se Deus Espírito Santo está realmente no meio de nós, e se Deus Espírito Santo nos fala
através da Igreja una, santa, católica e romana, não cabe dúvida que impõe suas doutrinas sobre nossas
consciências sob pena de eterna perdição." (Ibid, 23) (Cardeal Manning apud PEREIRO, JAMES. El cardenal
Manning: una biografía intelectual, Ediciones Cristiandad, 2007, p.169-170)

"A diferença realmente decisiva entre a Igreja católica e todas as seitas cristãs separadas não é de detalhe, senão
de princípio. Não se trata de meros debates... senão da tradição divina do dogma com toda sua segurança e em
sua pureza." (TM 226; PEREIRO, JAMES. El cardenal Manning: una biografía intelectual, Ediciones Cristiandad,
2007, p. 190)

"Negar que, para a fé, existe algo mais elevado que a autoridade humana equivale a destruir a objetividade da
verdade."(Ibid, 79) E o rechaço da voz divina que fala na Igreja "deu passo a um dilúvio de opiniões, e a opinião
gerou o ceticismo, e o ceticismo introduziu uma série interminável de contendas." (TM 225) Não podia ser de
outro modo; se "se suspende a função da Igreja de decidir em questões de fé, o mundo carece agora de mestre
competente." (Cardeal Manning apud PEREIRO, JAMES. El cardenal Manning: una biografía intelectual, Ediciones
Cristiandad, 2007, p.191)

Palestra domingo (10/02), depois da Missa, no Colégio Monte Calvário: os


Novíssimos.
“Em todas as tuas obras lembra-te dos teus novíssimos, e nunca mais pecarás.” (Eclo 7, 40)

Com o começo iminente da Quaresma, escolhi o tema dos Novíssimos para nos estimular à penitência e à conversão.
Lembro aqui o grande Cardeal Manning que, no início de uma série de palestras proferidas no século XIX, nos lembra
o seguinte.

SINCE last Lent began, how many souls that Desde a última Quaresma, quantas almas
were gathered here have passed into que aqui estavam passaram para a
eternity? And before another Lent begins, eternidade? E antes mesmo da próxima
how many will stand before the Great White Quaresma, quantas não estarão ante o
Throne? Who among us shall be the first to Grande Trono do Altíssimo? Quem dentre
go to judgment? Let us therefore enter upon nós será o primeiro a ser julgado? Entremos
this Lent as if knowing it to be our last; let us pois na Quaresma como se ela fosse nossa
begin this time of conversion to God as if we última; comecemos este tempo de
were sure that another would never be conversão a Deus como se estivéssemos
granted to us. “Bring forth, therefore, fruits seguros de que outro não seria dado a nós.
worthy of penance, for now the axe is laid to “(8) Fazei, pois, frutos convenientes ao
the root of the tree, every tree therefore arrependi-mento. (10) Já o machado está
that bringeth not forth good fruit is hewn posto à raiz das árvores e toda árvore que
down, and cast into the fire.” (S. Matt. iii. 8- não dá bom fruto será cortada e deitada ao
10.) fogo.” (Mt 3: 8, 10)