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22/08/2019 Thomas Hardy – Wikipédia, a enciclopédia livre

Thomas Hardy
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Thomas Hardy (Higher Bockhampton, Dorset, 2 de junho Thomas Hardy
de 1840 - Max Gate, Dorchester, 11 de janeiro de 1928) foi um
novelista e poeta inglês. Autor de obras de grande
importância, conhecido pelo pessimismo radical que
caracteriza os seus romances.

De uma família de classe média, filho de um próspero


construtor civil, passou sua infância no campo. Estudou
arquitetura e trabalhou na restauração de edifícios antigos,
principalmente igrejas, enquanto escrevia poemas que só
publicaria no fim da vida, quando se revelou um
extraordinário poeta. No seu período de maturidade (1878-
1895), escreveu obras que se tornaram clássicos da literatura
inglesa. Também foi um brilhante contista, que traçou perfis
psicológicos antitéticos, portadores e conscientes de seus
desejos sexuais e de sua própria opressão pela sociedade. O
estilo prosaico e objetivo da sua linguagem, cuja temática Nascimento 2 de junho de 1840
voltava-se para a velhice, o amor e a morte, influiu na reação Dorset, Inglaterra
anti-romântica. Por tudo isso, foi considerado o "último dos Morte 11 de janeiro de 1928 (87 anos)
grandes vitorianos". Max Gate, Inglaterra
Nacionalidade Inglês
Hardy casou-se com Emma Lavinia Gifford em 1874. Após a
Cônjuge Emma Lavinia Gifford (1874-
morte da esposa, em 1912, casou-se com Florence Emily 1912); Florence Emily Dugdale
Dugdale, autora de livros infantis. Morreu de causas naturais (1912-1928)
aos 87 anos. Ele está enterrado na Abadia de Westminster Ocupação Escritor
Magnum opus Far from the Madding Crowd
Página oficial
Índice Thomas Hardy Society (http://www.hardysociet
y.org/)
Biografia
Wessex
Presença do Autor no Século XIX
Críticas do Século XIX
Mulher nas Obras de Hardy
Na arte
Estudos atuais no Brasil
Filmes, séries e teatro
Obras
Bibliografia
Referências

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Biografia
Hardy foi um arquiteto, romancista e poeta inglês. Era considerado um autor quase moderno devido ao fato de, ao
mesmo tempo, distanciar-se e se aproximar dos escritores contemporâneos. Os elementos dos romances de Hardy,
segundo Priestley e Spear (1963), associam-se aos Vitorianos por conter grandes críticas sociais, sem hesitar em
mostrar a realidade da sociedade da época. Ele denunciava com muito pessimismo e ironia os padrões sociais e a
maneira como eles influenciavam, de forma negativa, a vida das pessoas. Para o autor, a sociedade corrompe o ser
humano,

Nasceu no dia 2 de junho de 1840, em uma isolada cabana de palha comprada por seu bisavô, há três milhas do
condado de Dorchester e por lá cresceu. Após terminar o ensino primário, em Lower Bockhampton, Hardy foi
transferido com dez anos para uma escola não convencional em Greyhound Yard. Aos dezesseis anos, completou sua
educação formal e se tornou aprendiz de um arquiteto local, continuando sua jornada diária até a cidade.

Alguns fatores foram importantes não apenas em sua educação, mas em seu
Ficheiro:Thomas hardy
subsequente desenvolvimento como novelista e poeta. Em abril de 1862, Hardy memorial.jpg
viajou a Londres com uma passagem de volta, mas rapidamente encontrou Thomas Hardy Memorial
emprego como desenhista de igrejas góticas e, assim, permaneceu em Londres
por mais cinco anos. Ainda em Londres, Hardy escreveu poemas muito intensos,
mas sem expectativa de publicação. Em 1867, um problema de saúde obrigou-o a voltar a Dorset, onde ele conseguiu
emprego novamente com o mesmo arquiteto. Ao voltar a escrever, Hardy se iniciou aos romances, sendo sua primeira
novela, The Poor Man and the Lady, radical demais para publicação. Mas em 1870, ele produziu sua sensacional
novela intitulada Desperate Remedies, publicada em 1871. Em 1870, Hardy viajou a North Cornwall para restaurar
uma igreja na isolada paróquia de St. Juliot. Lá, apaixonou-se por Emma Lavinia Gifford, e rapidamente ficcionou seu
romance em sua terceira novela: A Pair of Blue Eyes. Enquanto isso, Leslie Stephen, editor da Cornhill Magazine, ficou
muito atraído pela segunda novela de Hardy, Under the Greenwood Tree, baseado nas experiências familiares de
Hardy em Stinsford Quire. Stephen levou o romance Far from the Madding Crowd a se tornar um best seller, fazendo
com que Hardy abandonasse a arquitetura e se casasse com Emma. O casal, que manteve-se sem filhos, passou a ser
cada vez mais distante e infeliz. Em 1912, Emma inesperadamente adoeceu e faleceu, com 72 anos, iniciando uma
intensa efusão de poesias líricas. Hardy amou sua mulher morta e enterrada como nunca a amou em vida. Depois de
casado, Hardy publicou dez novelas durante os próximos vinte anos. Os romances The Woodlanders (1887), Tess of
the d’Urbervilles (1891) e Jude the Obscure (1895) foram descritos como “endereçados para homens e mulheres de
maior idade”. O subsequente clamor de indignação sobre o Judas resultou no banimento de circulação em livrarias.
Além disso, Jude the Obscure foi queimado pelo Bispo de Wakefield, fazendo com que Hardy abandonasse a ficção e
se concentrasse em seu primeiro amor, a poesia. Assim, o novelista vitoriano se tornou um poeta do século XX,
publicando oito volumes de versos, com início em Wessex Poems, em 1898. Ao fim da Primeira Guerra Mundial,
Hardy, que recebeu a Ordem de Mérito em 1910, recebeu o honroso título de Grand Old Man of English Letters. Hardy
prosseguiu escrevendo poesias até o fim de sua vida, recluso em seu escritório. Hardy adoeceu e faleceu em 1928, com
oitenta e sete anos. Recebeu um funeral de honra e suas cinzas foram guardadas em uma abadia em Westminster. [1]

Wessex
Como Thomas Hardy não sabia se seria arquiteto ou escritor e possuía um gosto muito maior pelas letras, ele
pesquisou e estudou muito os gostos dos leitores do século XIX para se estabelecer na literatura. Com ajuda e contato
com publicadores, como Macmillan e principalmente da amiga próxima e escritora George Elliot (que possui aspectos
rurais e regionais em suas obras), Hardy percebeu que precisava criar um cenário para suas histórias, querendo assim
um lugar fixo, uma marca própria para se distinguir dos outros escritores contemporâneos a ele. Essa marca se tornou
Wessex, que apareceu pela primeira vez no best-seller do autor, Far from the Madding Crowd, e permaneceu até o
último romance do autor. O nome utilizado foi inspirado em um, homônimo, dos grandes sete reinos anglo-saxões
pertencentes ao Reino da Inglaterra que existiu até o século XI. Wessex retrata a região sudeste da Inglaterra, local

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que Hardy conhece muito bem por já ter vivido na área rural inglesa e por isso escreve de uma maneira tão real, que
pinta os cenários, encantando não apenas os leitores da época, mas também os críticos. Sempre que o autor editava e
revisava as antigas edições de seu romance, incorporava cada vez mais elementos da região, que criou vida própria
com seus próprios costumes, personagens e cultura. Algo que impressionou não só a época, mas também hoje, pois
ainda existem estudos atuais da região como o livro “Dysfunctional Families in the Wessex Novels of Thomas Hardy”,
publicado em 2005 pelo escritor Lois Bethe Schoenfeld. [2] [3] [4]

Presença do Autor no Século XIX


Ao analisar periódicos do século XIX se encontra muito pouco sobre Thomas Hardy nos brasileiros. Esta informação é
coerente, visto que nenhuma obra do autor havia sido traduzida para o Português. As notícias se limitam às
participações de Hardy em eventos da nobreza inglesa e a algumas anedotas acerca de sua doença e posterior
falecimento. A ausência de Hardy nos jornais brasileiros deve-se, entre outros motivos, ao fato de que este era
canônico na Inglaterra, mas pouco conhecido até mesmo na França (de todas as suas obras, apenas seis edições são
em francês), pois nada foi encontrado nas revistas e periódicos franceses. Sua popularidade limitava-se à Inglaterra e
aos Estados Unidos, que exportavam bem menos para o Brasil, ao se comparar com a França. Enquanto em jornais
ingleses o número de achados é muito grande. O mais encontrado foi anúncios de vendas dos livros, alguns, inclusive,
apresentando Hardy como o melhor autor da temporada ou o melhor escritor de romances da época, destacando a
importância e o caráter canônico dele na Inglaterra. Far from the Madding Crowd, por exemplo, seu best-seller, teve
mais de 100 anúncios encontrado junto a diversas menções e críticas. [5]

Críticas do Século XIX


É possível encontrar uma grande quantidade de críticas sobre Thomas Hardy em publicações inglesas, no website
British Newspaper Archive (http://www.britishnewspaperarchive.co.uk). As críticas que falam sobre o autor são
sempre muito positivas e enaltecem não só Hardy como romancista, mas também como pessoa. Elogiam,
principalmente, o estilo de escrita dele, considerado distintivo de outros romancistas. A maioria dos jornais comenta
que ele não escreve apenas uma sequência de acontecimentos e tramas para prender o público leitor, mas traça o
enredo através dos pensamentos e sentimentos das personagens, dando simplicidade e delicadeza à composição das
obras e da verossimilhança, muito elogiada pelos críticos. A escrita do autor era considerada profunda, especialmente
quando falava sobre sentimentos primordiais, como o amor, o que encantava críticos e leitores da época.

As personagens são sempre muito criticadas de maneira positiva por serem bem construídas e se aproximarem muito
de pessoas reais, como se Hardy criasse alguém não fictício, mas real. Elas são cheias de detalhes e genuínas. Não só
isso, esse modo distintivo de escrita é elogiado na maneira como o autor descreve os cenários e o ambiente rural de
Wessex que, de acordo com alguns jornais, nunca foi feito antes, pois traz uma sensibilidade nas descrições. O jornal
The Graphic considera-o, sem dúvidas, o melhor romancista atual (da época) de língua inglesa (não apenas da
Inglaterra, o que demonstra a canonização e importância de Hardy). O mais interessante é que alguns jornais
recusavam o uso do termo romancista para o autor, por ele ser muito melhor que os romancistas (ilustrando o
preconceito da época). O Cambridge Independent Press, por exemplo, diz que chamar Hardy de romancista é um
insulto a todas as suas obras e personagens.

As únicas críticas negativas encontradas sobre o autor são sobre a sua crueldade com as personagens, sempre trazendo
desgraça aos destinos delas. E um achado interessante relacionado a isso é que ele constantemente recebia cartas de
fãs para mudar o final de suas obras, mas Hardy não acreditava em “viveram felizes para sempre”. Todavia, alguns
jornais acabaram apoiando a crueldade usada pelo autor por mostrar a realidade da Inglaterra, por mais que não
agradasse aos leitores no geral.

Sobre o best-seller, Far from the Madding Crowd, foram encontradas seis críticas. Todas elas foram muito positivas,
elogiando-o totalmente. A maioria dos jornais considera que, com esse romance, Hardy ascendeu no meio literário e
conquistou o direito de ser considerado um dos mestres da prosa inglesa, destacando-se de tantos outros escritores da
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época. Os críticos consideram Far from the Madding Crowd um romance maduro e poderoso, fruto das obras
anteriores do autor, consideradas meros rascunhos. Elogiam as personagens do livro, que são muito reais e
consideradas obras-primas escritas por Hardy. Batsheba e Sargento Troy, por exemplo, são personagens consideradas,
por críticos da época, clássicos da literatura inglesa. O jornal The Manchester Courier afirma não conhecer outro
romance que tenha impressionado à primeira vista, não só os críticos, mas também os leitores.

Judas, o obscuro, obra que fez Hardy parar de escrever romances foram encontradas diversas menções e críticas, que
ilustraram o motivo que levou o autor a continuar apenas com poesias. A maioria das críticas é negativa pelo fato da
história ser considerada indecente, repugnante, insultava à moral humana e vulgar (todas palavras usadas pelos
jornais para falar do romance). Foi um livro que chocou a população pelas cenas, consideradas pelo Sheffield
Independent horríveis e sórdidas, que vão desde relacionamentos sexuais até matança de porcos. Foram encontradas,
também, diversas notícias sobre a queima dos exemplares de Judas e proibição da circulação, que foram apoiadas
pelos jornais por contas das cenas explícitas do romance. Nas revistas havia até mesmo protestos de outros autores
contra o tipo de literatura em que encaixaram Judas. O mais interessante encontrado nas críticas é que os jornais
ficam indignados devido a um “mestre da literatura” que escreveu esse romance, o que os fazem comparar Hardy com
amadores de 2ª categoria (nas palavras dos jornais).

Todavia, há elogios à construção da personagem principal e de algumas reflexões do autor na obra, como o debate
entre vícios e virtudes. O Worchesteshire Chronicle, por exemplo, fala bem do romance, mas concorda que algumas
cenas são muito mais francas do que os leitores estão acostumados, não tirando o crédito de Judas ser banido. O mais
interessante encontrado são notícias de fatos reais que se assemelham com cenas deste romance de Hardy, como se
tivesse inspirado os acontecimentos na vida real, demonstrando a necessidade da elite de mostrar os “perigos” e
padrões comportamentais que os romances podem dar.

Na pesquisa foram encontrados prefácios escritos apenas pelo autor. Nas diversas coletâneas que reuniram as diversas
obras de Hardy, todas possuem um prefácio escrito por ele em que diz a importância para ele em escrever romances e
representar a região rural da Inglaterra. Algumas edições de Judas, o Obscuro também possuem prefácios, inclusive
de 16 anos depois da primeira publicação, onde o autor comenta sobre o escândalo que esse romance teve na época,
retratando-se. Ele também explica as decisões de escrever algumas cenas (como dito anteriormente, consideradas
vulgares) e o porquê de serem essenciais à história da personagem principal. Os prefácios podem ser lidos na íntegra,
nesse website (http://www.online-literature.com/hardy/jude_obscure/0/). [6]

Mulher nas Obras de Hardy


Conceber as mulheres na obra de Thomas Hardy é extremamente importante, na medida em que, na época Vitoriana,
elas eram, na maioria das vezes estereotipadas e cerceadas por uma sociedade patriarcal e conservadora, vistas como
donas de casa, fiéis aos maridos, puras, sem poder de trabalho.

Hardy, porém, transcendia a esses arquétipos. Ele criava personagens femininas reais, assim como os homens podiam
ser. Suas mulheres, nos romances, trabalhavam, suavam, sentiam as dores físicas do trabalho, preocupavam-se com
seu bem-estar. O autor não valorizava apenas as qualidades físicas de suas personagens, mas também seu psicológico.
Tentava, portanto, trazer suas personagens a homens e mulheres reais, sem o estereótipo criado pela população do
século XIX.

Por ser assim, Hardy precisava arcar, muitas vezes, com as críticas ferinas que eram-lhe dadas na época. O fato é que o
autor, em sua transgressão mais do que necessária, criava caminhos para o reconhecimento das mulheres. Ele abolia o
status quo, criando possibilidades de desestruturar as fundações da sociedade, bem como saindo do lugar comum que
as pessoas tinham de que ou a mulher era considerada pura ou p*** (com o perdão da palavra). Para Hardy, todos os
personagens tinham seus lados ruins e seus lados bons, suas virtudes e seus defeitos, assim como todas as pessoas do
mundo real.
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Esse caráter não maniqueísta utilizado, permitia que as heroínas dos romances pudessem se expor ao mundo,
expressando tanto a ousadia, quanto a intimidade. Assim como todos nós temos ambos os momentos. Hardy não se
preocupava nem um pouco em descrever cenas explicitamente íntimas, pois isso estava no caráter do ser humano. E
era isso que fazia sua obra ao mesmo tempo que muito poética, muito controversa para os padrões da época.

Críticos diriam que sua obra era moralmente degenerada, mas isso era fruto de um apagamento, de uma ignorância
acerca da sexualidade da mulher. Hardy, também, desconsiderava a mulher perfeita em suas obras. Ele as descrevia de
forma não perfeita para o mundo não perfeito ao qual elas se encaixavam, e o qual não estava preparado para poder
aceitá-las. Hardy não era adepto do feminismo de seus dias.

Mesmo que no começo de sua produção, Hardy precisasse disfarçar ou esconder esse caráter antifeminista, por fim o
autor passou a defender essa ideia sem se preocupar com o que iriam dizer dele. Inspirando-se e estudando o socialista
francês Charles Fourier, Hardy tinha fortes defesas contra o casamento, ele era veementemente oposto à idealização
do casamento.

O autor identificava-se com as classes oprimidas da época, pois também se sentia uma delas, com tantas afrontas e
críticas contra sua obra. Mas ele defendia suas ideias. E isso pode ter causado o gosto da população. As mulheres, em
suas obras, ao que parece, tiveram uma participação importante na canonização de Hardy, na medida em que a
sociedade oprimida via-se retratada em uma obra literária, sentindo-se importante ou, pelo menos, valorizando a
percepção que alguém tinha dela.

Enfim, torna-se necessário reforçar que Hardy criava personagens femininas que desviavam do padrão regido pela
época. Suas mulheres fortes, erotizadas, imperfeitas, assim como todos os seres humanos são no mundo real foram
alvo de fortes críticas da sociedade da época.

Hardy apresentava possibilidades alternativas para as relações sexuais humanas. Ele conseguia fazer, através de suas
descrições, com que as leitoras se identificassem, que conseguissem ver que, até num romance canônico as
personagens eram como elas. Isso tornava a leitura melhor, mais fluida e mais consagrada. A população,
identificando-se na leitura, elevava o pedestal de Hardy.

Porém essa imperfeição declarada de suas personagens femininas não tiravam o poder das mesmas, não as tornava
fracas. Elas eram donas de seus próprios “eus”. Elas tinham senso de determinação. Elas eram assim como os homens.
Humanas. [7]

Na arte

Estudos atuais no Brasil


Apesar da falta de informação e presença de Hardy no Brasil, é possível encontrar diversos artigos e teses sobre o
autor, todos em português, mostrando que a sua canonização e mérito são enxergados no meio acadêmico. E o
interessante é que não há apenas um local de estudo sobre o autor, há em diversos estados, como São Paulo,
Pernambuco, Santa Catarina e Paraná. É interessante perceber que existem muitos livros, em inglês (alguns já
traduzidos) - que comentam sobre as obras e sobre a vida de Hardy, reafirmando sua presença no meio acadêmico e
fora do Brasil. [8]

Filmes, séries e teatro


As obras de Hardy, por serem cheias de peripécias e acontecimentos chocantes, são um prato cheio para o cinema, o
qual recebeu diversas adaptações de várias obras do autor. A obra The Mayor of Casterbridge tornou-se um filme, por
Dennis Potter em 1978, peça de teatro de Philip Goulding e David Thacker, em 2001. Tess of the D’Urbervilles se
tornou filme de Polanski em 1979 e uma séria da BBC do Reino Unido, em 2008. Até mesmo Judas, o Obscuro teve

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uma adaptação para o cinema em 1996. E, em junho de 2015, no Reino Unido e nos EUA, lançou-se um filme baseado
em outra obra de Hardy, Far from the Madding Crowd. Esse fato é tão expressivo que até contribuiu para o
lançamento, em Julho de 2015, de uma tradução, para o português, da obra homônima. Isso evidencia como a mídia
tem uma influência para o reconhecimento do autor. Talvez, numa hipótese, se o filme não tivesse sido lançado nesse
ano, não haveria nenhuma tradução do livro em inglês para o português.

Adaptações teatrais são vistas com frequência tanto no século XIX, enquanto Hardy era vivo, até os dias de hoje, que
encontramos diversas peças teatrais baseadas não só nas obras dele, mas também na sua vida pessoal.

Obras
The Poor Man and the Lady (1866)
Remédios Desesperados (Desperate Remedies) (1871)
Sob a Árvore Verdejante (Under the Greenwood Tree ) (1872)
Um Par de Olhos Azuis (A Pair of Blue Eyes) (1873)
Longe da Multidão Estulta (Far from the Madding Crowd) (1874)
A Volta do Nativo (The Return of the Native) (1878)
The Trumpet Major (1880)
Dois numa Torre (Two on a Tower) (1882) Estátua de Thomas Hardy em
O Prefeito de Casterbridge: A Vida e a Morte de um Homem de Dorchester
Caráter (The Mayor of Casterbridge: The Life and Death of a Man of
Character ) (1886)
The Woodlanders (1887)
Wessex Tales (1888)
Tess of the d'Ubervilles (1891)
Judas, O Obscuro (Jude the Obscure ) (1895)
Wessex Poems and other Verses (1898)
Os Dinastas (The Dynasts) (1903 - 1908)
Late Lyrics and Ealier (1922)
The Famous Tragedy of the Queen of Cornwall at Tintagel in Lyonnesse (1923)

Bibliografia
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