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A IMPORTÂNCIA DA LIDERANÇA GESTORA DENTRO DE UMA

PERSPECTIVA DEMOCRÁTICA DE ENSINO


INTRODUÇÃO

O presente trabalho apresenta como tema a importância da liderança da


tríade gestora dentro de uma instituição de ensino onde a democracia se faz
presente; assim como as principais intempéries e/ou barreiras encontradas por ela,
que impedem ou dificultam sua participação ativa nas propostas pedagógicas de sua
Unidade Escolar.
Muito ainda há que ser repensado e modificado no próprio sistema
educacional se este quiser formar indivíduos atuantes. Algumas pesquisas apontam
que o estudo burocrático da escola ainda é priorizado. Com isso as escolas ainda
apresentam práticas e conceitos conservadores.
A escola precisa compreender que seu papel vai muito além das questões
burocráticas e de que há uma dependência mútua entre estrutura e ação. O aluno
precisa vivenciar na escola seu papel na sociedade; ele não deve ser tratado como
mero espectador da realidade ou como receptáculo de conhecimentos, mas como
sujeito da própria formação. Para que isso aconteça, a equipe diretiva deve
estimular o aluno a fazer a transição entre a escola e a realidade, entre a teoria e a
prática, o subjetivo e o objetivo.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Tendo em vista o contexto histórico da educação, percebe-se que a escola,


dentro de um sistema capitalista, tem por objetivo instruir os filhos dos capitalistas a
planejar e dirigir; e capacitar os filhos dos trabalhadores a executar ordens
recebidas, ou seja, a servir sem questionar . A classe capitalista apresenta a
necessidade de exercer domínio sobre a sociedade, aumentando cada vez mais seu
poder econômico.
Assim sendo a classe dominante precisa impor barreiras sociais e
psicológicas que inviabilizem a capacidade de reflexão e de crítica das pessoas para
que essas não se tornem uma ameaça ao sistema, pois todo e qualquer tipo de
revolução é considerada “ilegal”. Consecutivamente o modelo de aluno ideal é
aquele que representa uma subordinação exemplar dentro da sala de aula uma vez
que quanto menos se pensa, maior a possibilidade de permanência da classe no
poder. Alguns ideólogos capitalistas inclusive defendem a ideia de que a escola
pública tem como papel retirar as crianças e jovens das ruas para que essas não
venham a infringir “as regras da sociedade”, não se tornando assim uma ameaça ao
capitalismo.
Para que tais paradigmas capitalistas da educação se dissipem, torna-se
necessário que a escola descubra e faça cumprir sua verdadeira função que é a de
formar cidadãos que se tornem seres questionadores e conscientes de seu papel na
sociedade. A escola deve tornar-se responsável por lutas e conquistas feitas pelas
classes menos favorecidas uma vez que quanto mais instruído, maior a
possibilidade de crescimento econômico e intelectual do cidadão e
consecutivamente maior será sua busca por seus direitos.
De acordo com Wellen, a gestão escolar necessita promover e manter um
ambiente participativo, propício à inserção de todos os envolvidos no processo
ensino-aprendizagem: equipe diretiva, equipe docente e demais funcionários da
escola além dos alunos e seus responsáveis. Isso porque as decisões sobre o
funcionamento da unidade escolar devem ser tomadas de maneira democrática de
forma a abranger a opinião e o interesse de todos.
Dentro dessa perspectiva democrática de ensino, o gestor tem em suas mãos
a responsabilidade de conduzir a unidade escolar em conjunto com sua equipe
pedagógico-diretiva, tendo em vista a necessidade de transformá-la num ambiente
propício para que os alunos consigam enxergar o verdadeiro propósito de sua
estada nesse estabelecimento, conscientizando e engajando professores e demais
funcionários dentro desse processo sem que a demanda burocrática deixe de ser
cumprida.

O PROBLEMA A INVESTIGAR

A pessoa do gestor escolar sempre foi vista como aquela que tem em suas
mãos a responsabilidade de dirigir uma instituição de ensino, tomando todas as
decisões cabíveis para o melhor funcionamento da mesma e lidando com todas as
questões pedagógicas e burocráticas que demandam uma escola. Além disso,
muitos gestores às vezes se queixam de que têm de fazer tudo sozinhos, não
encontrando a parceria necessária por parte dos professores e demais profissionais
de ensino para um melhor andamento do trabalho pedagógico da instituição uma
vez que dentro de uma perspectiva democrática, a participação de todos os

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envolvidos no processo educativo se faz necessária e não somente do diretor e da
equipe de coordenação.
Ainda que hoje em dia suas atribuições não tenham sofrido grandes
modificações e além de poder contar com uma equipe extraclasse, composta por
coordenadores, orientadores, entre outros, que tem por objetivo auxiliá-lo em
questões pedagógicas, a escola tornou-se um ambiente onde a democracia é
exercida, ou seja, o diretor não mais toma as decisões soberanamente, mas sim
todos os envolvidos na prática escolar. No entanto, percebe-se que muitos docentes
e a família dos alunos ainda não estão conscientes de sua devida participação
democrática na escola.
Cabe então à tríade gestora a difícil tarefa de estar à frente de um grupo
heterogêneo, formado por indivíduos pertencentes a diferentes grupos culturais e
sociais (pais, alunos, professores e demais funcionários), conduzindo-os e
conscientizando-os de seu papel democrático na escola para que esta possa
finalmente se transformar num ambiente propício à formação de futuros cidadãos
atuantes. Como fazê-lo? Como conseguir uma maior interação e participação dessa
equipe nas propostas escolares? Como o gestor pode ter uma participação mais
ativa nas propostas pedagógicas da escola sem deixar de lado as questões
burocráticas? Como coordenadores e orientadores podem ajudar o gestor de forma
eficaz no desenvolvimento da democracia na escola? Como a tríade gestora pode
incentivar uma maior participação da família dentro da escola?

BUSCA E ANÁLISE DOS RESULTADOS

A fim de que os objetivos desse trabalho sejam alcançados, será realizada


uma pesquisa descritiva através de uma análise documental voltada para a gestão
escolar (livros, artigos, teses etc.) e através de questionários a serem aplicados a
diretores e coordenadores de escolas do município de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro.
Participarão da pesquisa, no total, cinco diretores; dos quais três dirigem
escolas públicas municipais; um, uma escola estadual e o último, uma escola
particular. Tais gestores foram escolhidos devido à sua ativa participação nas
escolas que dirigem e por já exercerem há um tempo considerável o cargo em
questão; e cinco orientadores: 3 pedagógicos e 2 educacionais também de escolas
públicas e privadas de Nova Iguaçu. Os questionários serão entregues aos
profissionais a fim de que eles possam respondê-los posteriormente.

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DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Após a aplicação dos questionários, será feito o levantamento dos dados


adquiridos para o desenvolvimento do trabalho. Tais questionários serão aplicados e
analisados entre os meses de março e abril do presente ano.
Não obstante, não será excluída a possibilidade de uma entrevista ou
questionário com o corpo docente das escolas por eles administradas caso tal
procedimento seja necessário para um melhor desenvolvimento da pesquisa.
Através desses resultados, será possível realizar um mapeamento da real
situação de trabalho da tríade gestora no município em estudo.

REFERÊNCIAS

LUCK, Heloisa. Liderança em gestão escolar. Estado? Ed. ?, 2012