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Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Graduação – Faculdade de Direito

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO

QUESTIONÁRIO ACERCA DO TEXTO: CAPÍTULO VI - PLURALISMO JURÍDICO


A HISTÓRIA DE AGNALDO

São Paulo - 2019


Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Graduação – Faculdade de Direito

SUMÁRIO - QUESTIONÁRIO

1. Faça uma análise acerca da ordem reinante em Utopia, especialmente no que concerne às
instituições vigentes no lugar. ................................................................................................................3
2. Agnaldo sucumbiu ao código de ética dos presos e pagou com a vida, foi executado por
supostamente molestar a mulher de outros presos. Quais defeitos normativos se detectam nesse
contexto? .................................................................................................................................................3
3. Mesmo sem saber da condição de revolucionário e fugitivo do irmão, Agnaldo foi acusado e
condenado de co-autoria nos crimes contra Nação praticados por Osvaldo, certo que o Direito não
se pode ocupar de punir a intenção, mas sim o ato, diga: qual especificamente o ilícito praticado
por Agnaldo?............................................................................................................................................4
4. Observe o Estado de Utopia, cujos detentores do poder sufocam os movimentos revolucionários
no Norte da Ilha, e a notícia de que aquela sociedade dedicava um feriado nacional ao Dia da
Revolução, as autoridades públicas e os revolucionários: quem tem legitimidade para representar
o povo? .................................................................................................................................................5

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1.Faça uma análise acerca da ordem reinante em Utopia, especialmente no que concerne às
instituições vigentes no lugar.

Tudo corrobora para a ideia de que Utopia, tecnicamente fosse um estado soberano único (se trata
de uma ilha), sem entes federados, República na sua forma, na qual não se permite saber se por
regime democrático representativo ou direto, e nem se por sistema presidencialista ou outro, com
enorme presença estrutural e burocrática de órgãos e instituições do poder público diversos com
vastos poderes fiscalizadores e regulatórios.

Na prática, porém, trata-se de um sistema fragilizado pela corrupção, com governo adotando
práticas ditatoriais em vista de manutenção de privilégios e permanência do poder instituído, , com a
conivência ou mera negliglência sistêmica do poder judiciário, que produz um levante popular
evolucionário como resposta .

2.Agnaldo sucumbiu ao código de ética dos presos e pagou com a vida, foi executado por
supostamente molestar a mulher de outros presos. Quais defeitos normativos se detectam nesse
contexto?
Tomando como válida a doutrina discutida pelo Dr. Alexandre Araújo Costa, autor do livro Introdução
ao Direito de onde se recortou a história de Agnaldo, que por sua vez concede natureza jurídica
legítima ao Código de Ética da população carcerária daquele presídio, e inda mais por isso, a
execução imposta a Agnaldo e todo processo padece de inúmeros vícios, sendo alguns:
- Direito ao devido processo legal: Dá-se a entender que Agnaldo após os fatos ocorridos, suposta
molestação à mulher de outro presidiário, foi sumariamente executado, sem qualquer direito ou
sequer menção ao processual de defesa. É sabido, tomando-se o PCC como exemplo, que existem
nesta e em outras facções criminosas os “Tribunais” que embora não sejam revestidos dos
formalismos e sofisticação intelectual como os tribunais oficiais da autoridade pública, configuram ao
menos, uma chance mínima de um membro se livrar de uma falsa acusação ou ter a pena atenuada.
-Interpretação fria da regra: Não há de se falar em lei, pois o ordenamento jurídico vigente dentro do
contexto do presídio embora aceito pela maioria não é reconhecido pelo Estado que é o único ente
supostamente revestido de legitimidade para decretar leis, mas mesmo a regra dentro de um tribunal
do crime, poderia ser analisada sob os vários pontos de vista da conduta que permitiu ao agente ser
enquadrado.
Um exemplo hipotético, sabiam os outros presos que Agnaldo não era bandido de fato ou ofício, na
acepção moral e prática do termo, desconhecida os códigos de conduta implícitos praticados pelos
criminosos, estava revestido de comoção no momento que imaginou receber uma visita, motivado
muito embora por não receber visitas de ninguém durante todo o seu tempo no presídio, tais fatores
poderiam servir de atenuante.
No contexto histórico do Nazismo, a interpretação fria da lei, serviu como justificativa para que se
legitimasse juridicamente a condenação à morte em massa de milhões de judeus e outras minorias, e
mesmo dentro do contexto violento e brutal do mundo criminoso existe o chamado “debate” que é a-

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careação de ideias, fatos e provas de dois membros de facção frente a um ente “conciliador”
antes ou no momento do “tribunal”.

Agora, não tomando como válida a doutrina discutida pelo Dr. Alexandre Araújo Costa, por sua vez
não reconhecendo qualquer natureza jurídica legítima ao Código de Ética da população carcerária
daquele presídio, temos por fim:

- Ilegalidade: para efeitos legais, Agnaldo permanecia sob a tutela do Estado, que no seu
ordenamento jurídico era o único revestido de legitimidade para usar a força, violência ou aplicar
pena de morte, e deveria ter dado proteção adequada ao condenado até o dia de sua execução

3.Mesmo sem saber da condição de revolucionário e fugitivo do irmão, Agnaldo foi acusado e
condenado de co-autoria nos crimes contra Nação praticados por Osvaldo, certo que o Direito não
se pode ocupar de punir a intenção, mas sim o ato, diga: qual especificamente o ilícito praticado
por Agnaldo?

Admitindo hipoteticamente que o código e ordenamento jurídico de Utopia é análogo as leis vigentes
no Brasil, são dois, que seguem descritos abaixo, embora no texto da história do Agnaldo se esclareça
que para o segundo ilícito em Utopia não há previsão de qualquer atenuante como na lei brasileira,
muito pelo contrário, foi lhe imposto sim, pena de morte;

Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece. - Art. 3º da Lei de Introdução às
Normas do Direito Brasileiro. (Sobre a alegação de desconhecer que o abrigado era criminoso
procurado pela Justiça)

Auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que é cominada pena de
reclusão:

Pena - detenção, de um a seis meses, e multa. (Abrigar o criminoso em casa é também uma forma
subtrair um criminoso da ação da autoridade pública)

§ 1º Se ao crime não é cominada pena de reclusão:


Pena - detenção, de quinze dias a três meses, e multa.

§ 2º Se quem presta o auxílio é ascendente, descendente, cônjuge ou irmão do criminoso, fica


isento de pena. (Atenuante que em Utopia não está previsto)

Art.348, § 1º e § 2º da Lei do Código Penal - Decreto Lei 2848/4

Ainda mantendo a analogia das leis como válida, exclusivamente para o para Crime contra Nação
com concurso de agentes (co-autoria), Agnaldo deveria ser inocentado, (caso todo o processo não
fosse uma grane farsa jurídica como a história bem mostra que é), pois nunca esteve num confronto
direto no Norte da Ilha agindo contra as forças públicas de segurança, ou em qualquer lugar do
Estado, e admitindo a hipótese que houvesse por partes dos agentes a mera intenção de fazê-lo e que

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- o abrigo dado ao seu irmão fosse em função de atos preparatórios de ambos para uma
futura ação de confronto, os atos preparatórios não configuram tipicidade penal prevista
segundo:

Art. 14 - Diz-se o crime:

Crime consumado

I - consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal;

Tentativa

II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do
agente.

Art.14 da Lei do Código Penal - Decreto Lei 2848/4

4.Observe o Estado de Utopia, cujos detentores do poder sufocam os movimentos revolucionários


no Norte da Ilha, e a notícia de que aquela sociedade dedicava um feriado nacional ao Dia da
Revolução, as autoridades públicas e os revolucionários: quem tem legitimidade para representar
o povo?

Consultando especificamente o texto da história, não há menção a este feriado nacional, o que
conduz a análise para duas hipóteses:

Supondo que o referido Feriado não seja especificamente sobre os confrontos tratados na história,
(confrontos revolucionários no Norte da Ilha), então o feriado consta em calendário oficial o que faz
acreditar que o atual sistema de governo, pode ter insurgido justamente através de um movimento
revolucionário popular, que agora quer sufocar, isso se corrobora ainda mais que se tratando de um
sistema de governo ditatorial, repressivo e autoritário, como fica claramente dedutível pelo texto se
não houvesse ascendido justamente por este mecanismo, teria encontrado uma forma de retirar a
data do calendário oficial e apagar os registros históricos ou qualquer menção quanto a esta
Revolução.

Supondo que o referido Feriado seja especificamente sobre os confrontos tratados na história,
(confrontos revolucionários no Norte da Ilha), então o Ferido era extraoficial e pressupõe-se que para
chegar ao ponto de comemora-lo como feito exitoso já conquistado (A revolução em sí), a guerra já
vinha se arrastando pelo menos mais de um ano.

Ambas as hipóteses, contudo, demonstram que dado o Feriado dedicado a Revolução como um fato
válido e irrefutável, claramente nesta sociedade, o anseio popular manifesta-se na instituição de uma
ou mais revoluções, que é ou são legítimas, portanto, muito mais que qualquer ordenamento jurídico
burocrático e artificial, a verdadeira representação do Povo.