1.
JOGO, BRINQUEDO E BRINCADEIRA - UMA REVISÃO CONCEITUAL
Resumo do texto “Jogo, Brinquedo e Brincadeira – Uma Revisão Conceitual”,
dos autores Janice Vidal Bertoldo e Maria Andrea de Moura Ruschel.
O texto propõe mudança conceitual para as práticas cotidianas de jogo com
crianças em idade infantil. Inicia diferenciando o conceito de jogo, brinquedo e
brincadeira, e mostra a revisão conceitual com base nas ideias de Benjamin,
Didonet, Froebel, Piaget, Vygotsky e Winnicott sobre o assunto.
Segundo Benjamin não é o brinquedo que faz a criança brincar, e sim o
imaginário da criança. Por isso quanto mais chamativo é o brinquedo, menos se
torna um instrumento de brincar. Com os brinquedos é a onde as crianças aprendem
sobre o mundo, e sobre suas culturas e muitas vezes são por onde elas se
comunicam.
Didonet afirma que o brinquedo é muito antigo, existem relatos de civilizações
de 4 a 5 mil anos, onde as crianças possuíam bonecas. Ainda diz que o ato de
brincar é algo espontâneo e próprio da criança, e ressalta que isso não é uma
atividade natural e sim uma atividade social e cultural.
Segundo Froebel os brinquedos são atividades imitativas livres, e os jogos,
atividades livres com o emprego dos “dons”. Para ele a brincadeira é uma atividade
espiritual que da alegria, liberdade, contentamento, descanso externo e interno, paz
com o mundo.
Piaget monta o jogo em três conjuntos, que são o jogo de exercício, o jogo
simbólico e o jogo de regra, e também existe a quarto conjunto, que é o jogo de
construção, em que a criança cria algo. Para ele o jogo simbólico vai dando lugar ao
jogo de regras, porque a criança passa do exercício simples às combinações sem
finalidade e depois com finalidade. Esse exercício vai se tornando coletivo, tendendo
a evoluir para o aparecimento de regras que constituem a base do contrato moral.
As regras pressupõem relações sociais, elas substituem o símbolo, enquadrando o
exercício nas relações sociais.
Vygotsky diz que o brinquedo cria aumento na capacidade que a criança
possui, elevando sua criatividade. Segundo o autor existem três características que
está presente em todos os tipos de brincadeiras infantis, que são a imaginação, a
imitação e a regra.
Winnicott a brincadeira é geral e ajuda na saúde, e traz a oportunidade para o
exercício da simbolização e é também uma característica humana. O autor em sua
obra "A Criança e seu Mundo" (1976), faz algumas colocações sobre a brincadeira
que são “As crianças têm prazer em todas as experiências de brincadeira física e
emocional”; “Deve-se aceitar a presença da agressividade, na brincadeira da
criança” entre outras.
Com essas ideias, o texto conclui que ao brincar, a criança constrói
conhecimento. E para isto uma das qualidades mais importantes do jogo é a
confiança que a criança tem, quanto à própria capacidade de encontrar soluções.
Confiante, pode chegar às suas próprias conclusões de forma autônoma.
A necessidade do brincar é inerente para a criança, pois, através do brincar
que ela irá ter um bom desenvolvimento. A ludicidade ajuda a criança a construir o
conhecimento do mundo, assimilando a cultura no meio em que vive, a ele se
integrando, adaptando-se às condições que o mundo lhe oferece e aprendendo a
competir, cooperar com seus semelhantes, e conviver como um ser social.
2. POLÍTICAS PÚBLICAS DE LAZER: JOGOS, BRINQUEDOS E
BRINCADEIRAS DE CRIANÇAS EM PRAÇAS, NA CIDADE DE ARARAS
Resumo do texto “Políticas Públicas de Lazer: Jogo, Brinquedos e
Brincadeiras de Crianças em Praças, na cidade de araras” dos autores Cathia Alves,
Ana Rosa Câmara, Camila Geraldin e Ida Carneiro Martins.
O texto é um estudo, realizada no interior de São Paulo, utilizou três métodos
para sua pesquisa: bibliográfica que tem a finalidade de orientar o pesquisador sobre
o tema de estudo em forma de livros, revistas entre outras; a documental composta
de três fases: pré-análise, exploração dos materiais e tratamento de dados,
interferência e interpretação; e a pesquisa de campo, o estudo é descritivo, pois tem
como finalidade a definição das características de determinado fenômeno,
população ou estabelecimento de relações entre variáveis.
Foram observadas 30 crianças, 18 do sexo masculino e 12 do feminino, com
faixas etárias variadas. Para a pesquisa, considerou-se a faixa etária dos 6 aos 12
anos. Geralmente, o público participante era sempre o mesmo, com ausência de
uma ou outra criança.
As brincadeiras encontradas foram Casinha, Escolinha isso retrata as
crianças brincando de faz de contas, jogo imaginativo denominado por Vygotsky
(2003) de jogo de papéis. E nos jogos de regras foi encontrado o Gol a gol, Chute ao
gol, Jogo de futebol tradicional e Reba (rebatida).
A pesquisa mostrou também que, nas praças observadas, pequenas
quantidade de crianças se reunião para brincar e jogar. E existe um encontro
coletivo, com diferentes faixas etárias. Isso mostra a necessidade de ampliar os
espaços utilizados pela a população, para estimular mais pessoas a utilizar o local.
Para tal necessidade ser atendida, precisa de elaboração de politicas de
intervenção que tenham como foco oferecimento de condições, como espaço,
tempo, segurança, profissionais, entre outros. E é essencial a população entender o
processo do estado, do poder governamental, para obter um dialogo e ter uma
relação entre o público e usuário.
Segundo o estudo, os jogos brinquedos e as brincadeiras encontradas são
originários da cultura local, das experiências das crianças e influencia dos adultos.
As crianças precisam de espaços seguros para brincar. E há a necessidade
de um profissional para orienta-las e ajudar na educação, sendo um incentivador e
mediador, para trazer maiores repertórios de jogos e brincadeiras para as crianças.
3. Análise
Os textos demonstram a importância do jogo e brincadeira e o brinquedo, com
análises através de autores ou estudo metodológico, trazendo conceitos e
embasamentos.
O texto jogo, brinquedo e brincadeira através de ideias de vários pensadores
trazem o conceito sobre o paradigma de que nem toda cultura tona para si, jogos ou
brincadeiras de outras, e sim pode-se originar do adulto passando para a criança.
A conclusão das teorias dos autores é que no lúdico a criança consegue
conhecer o mundo, se comunicar, aprender a ganhar e perder, sendo muito
importante para sua formação adulta.
O texto dois, através do estudo feito em uma cidade do interior de São Paulo,
mostra através dos métodos utilizados que as brincadeiras feitas pela crianças são
de cultura local, que buscava a imaginário ou era jogo (com variações) que possui
muita visibilidade no país.
Com o estudo mostra a necessidade de construção de mais lugares
apropriados para a prática do lúdico e ampliação de lugares já existentes. E para
melhorias a população deveria ter um diálogo com os governantes entendendo o
processo para aproximar o público com o usuário, e a necessidade de um educador
para auxiliar as crianças em locais apropriados para práticas, com tudo, conseguir
variar as brincadeiras e educar ao mesmo tempo.
REFERÊNCIAS
BERTOLDO, Janice Vidal; RUSCHEL, Maria Andrea de Moura. Jogo, Brinquedo E
Brincadeira: Uma Revisão Conceitual. Disponível em:
http://ead.bauru.sp.gov.br/efront/www/content/lessons/37/Etapa%203/e3t1.pdf
Acesso em: 22 de agosto de 2019
Alves, Cathia. Et. Al. Políticas públicas de lazer: jogos, brinquedos e brincadeiras
de crianças em praças, na cidade de Araras. Revista Mackenzie de Educação
Física e Esporte, São Paulo, v. 13, n. 2, p. 196-214, jul./dez. 2014.
Disponível em: http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/remef/article/view/5249.
Acesso em: 22 de agosto de 2019
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